#IDEIAS#A culpa é sua?

Que fique claro desde já: o objetivo deste blog não é fazer você se sentir culpado. Há quem ache que a melhor forma de proteger o planeta é dividir a humanidade entre os bons e os maus. Por exemplo, eu poderia perfeitamente passar a vida contrapondo a minha santidade à sua maldade incurável. Eu protejo a natureza, você, leitor, é um irresponsável. Este blog não pensa assim.

Fato 1: a lógica da nossa sociedade nos trouxe para este beco sem saída.

Fato 2: é preciso mudar essa lógica.

Fato 3: não sabemos bem como.

Fato 4: no fundo, enquanto a lógica não muda, cada um de nós seres humanos é um estorvo para o Planeta Terra. Faz-se hora de reconhecer isso. Faz-se hora de identificar problemas nos nossos hábitos e de trabalhar para resolvê-los. Mas isso não se faz pondo a culpa nos outros.

Eu confesso: nem todos os meus hábitos são sustentáveis. Quero melhorar isso. E acho mais produtivo eu focar minha atenção no que eu posso fazer do que apontar meu dedo na sua cara.

Foto: purpleslog (CC)

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13 comentários
  1. jorji disse:

    Esse mundo é o que merecemos , tudo que acontece nesse mundo, temos uma parcela de culpa, o mundo é o retrato exato do que somos, tudo consequência da evolução, pode se dizer que a “evolução é um mecanismo de auto destruição da nossa espécie”, se quisermos prolongar a existência humana por maior tempo possível, vai depender muito do que fizermos de hoje em diante, mas sempre estaremos numa encruzilhada.

  2. Blanca disse:

    Tenho um pressentimento que a crise financeira mundial vai ser boa para o planeta, porque as pessoas forçosamente vão consumir menos. A geração que viveu a segunda guerra mundial aprendeu a economizar, a viver sem tanta coisa supérflua e desnecessária. Esta geração, meu Deus, é perdulária e vive a era do descartável. Será um aprendizado sacrificado mas vai valer a pena! Vamos desenvolver hábitos sustentáveis, sim. “Nature finds a way” (a natureza encontra uma saída) já disse o sábio roteirista de “O Parque dos Dinossauros”.

  3. Cético disse:

    Se depender de mudança de hábitos, não há muito o que esperar. Quem está disposto a abrir mão do conforto em nome da sustentabilidade é a minoria informada e engajada. A grande maioria ignorante e primitiva, age por instinto. Já percebeu que não há tempo a perder. O importante é botar filhos no mundo e dane-se o vizinho, o país, o planeta.

  4. Matheus disse:

    o objetivo deste blog não é fazer você se sentir culpado…é fazer você perceber que é parte significativa de hábitos insustentáveis.

  5. termo disse:

    “Sustentabilidade é viver dentro da capacidade de suporte do planeta”

  6. Paulo Gentil disse:

    Parabens. Não somente disse tudo,como falou uma verdade que serve para toda as situações da vida. Se a gente olhasse para o que a gente faz, antes de apontar o proximo.

  7. Isabela Castro disse:

    Acredito muito em que a crise econômica vai nos servir para questionarmos a lógica do nosso planeta. Eu realmente acredito também que este não é um blog antiglobalização ou que tenha a intenção de achar um culpado para os problemas do nosso planeta. Sei que não sou a dona do blog, longe disso, mas gostaria de propor aqui a mesma discusão que aconteceu em Davos: O que o capitalismo tem feito de nós?

  8. Matheus disse:

    o objetivo deste blog não é fazer você se sentir culpado…é fazer você perceber que é parte significativa de hábitos insustentáveis.

  9. Blanca disse:

    Tenho um pressentimento que a crise financeira mundial vai ser boa para o planeta, porque as pessoas forçosamente vão consumir menos. A geração que viveu a segunda guerra mundial aprendeu a economizar, a viver sem tanta coisa supérflua e desnecessária. Esta geração, meu Deus, é perdulária e vive a era do descartável. Será um aprendizado sacrificado mas vai valer a pena! Vamos desenvolver hábitos sustentáveis, sim. “Nature finds a way” (a natureza encontra uma saída) já disse o sábio roteirista de “O Parque dos Dinossauros”.

  10. Barbosa_Sub disse:

    Mas… O que fazer com aqueles que não estão nem aí? São impactados pela formação de uma nova consciência mas ignoram e não se importa nem um pouco com gerações futuras…Sobre a “Sociedade do Descartável” tenho um exemplo extremo: Carro é descartável.O consumismo acabou com o conceito de manutenção.

  11. Rômulo disse:

    Acho que isso é parte do todo. Claroq ue temos de mudar hábitos, mas acho que só se mudam por uma necessidade premente. Assim como o ‘modus operandi’ industrial só muda na base da pressão legislativa. E esse, penso eu, é mais crítico. Enquanto os ciclos produtivos não forem sustentáveis, o resto é figurinha.

  12. Luiz Guilherme disse:

    Muito interessante a proposta. Muitas vezes me pego pensando nisso. Sempre que separo o lixo em minha casa, fico esperando todas as quintas-feiras o caminhão que recolhe o lixo separado… mesmo com um carro a disposição, insisto em pegar o inter-bairros 2, lotado, 45 minutos de translado… Banhos menores, menos descarga até por conta de uma alimentação mais saudável. Ah sim, a lógica é algo promíscuo. Eu to tentando mudar isso. Talvez, nossa atitude seja pequena, um quark perto do planeta. Mas veja, já somos 4 quarks, eu, a patroa e os dois piazinhos, que desde pequenos, não jogam lixo no chão…

  13. anonimo disse:

    Parodiando uma campanha publicitária de um cartão de crédito: “Livro infantil sobre a reciclagem”… R$ 14,90… “Lixeira 4×1 para separar o lixo reciclável doméstico”… R$ 79,90… “Ir até um posto de coleta (Ex: alguns supermercados)”… R$ 2,00 (combustível)… “Você comprar uma lixeira para separar o lixo reciclável doméstico e ensinar a importância de reciclar o lixo para o seu filho”… Não tem preço…

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