#TECNOLOGIA#Kindle grátis


Se o New York Times desse de presente para cada um de seus assinantes um Kindle 2 (o livro eletrônico da Amazon.com que permite que você receba o conteúdo do jornal online), iria gastar metade do dinheiro que gasta hoje para imprimir e entregar o jornal na casa dos leitores.

Quem fez a conta foi um blog americano de negócios chamado The Business Insider. Os números da operação do jornal mais importante do mundo são sigilosos, mas o blog apurou que eles gastam algo como 644 milhões de dólares por ano para imprimir papel e mandá-lo para a casa dos leitores. Dar o Kindle de presente custaria apenas 297 milhões.

A idéia do blog não é sugerir a sério que o New York Times faça a troca – é apenas mostrar o quanto a velha indústria de imprimir informação em papel é cara e ineficiente, sem contar seu tremendo impacto ambiental. Olhando para esses números, e também para o apuro financeiro pelo qual o New York Times e quase todos os jornais americanos estão passando, atolados em dívidas e prejuízos, é difícil escapar da conclusão de que os tempos dos jornais de papel estão mesmo perto do fim. É só questão de alguém inventar um livro eletrônico realmente bom. Não. O Kindle 2 ainda não é "realmente bom".

Eu confesso que morro de culpa toda semana quando vejo o tamanho da pilha de jornal que se acumula em casa. Matar árvore para imprimir notícia que dura um dia não é mesmo justo.

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13 comentários
  1. Raoni disse:

    Mas esse é o futuro da mídia impressa. Daqui a alguns anos ninguem se lembrará mais de ler a veja, o globo, folha. Será lembrada como hábito do vovô. Vão ter que migrar para a internet.

  2. Maurício D R Paniza disse:

    Eu confesso que sinto uma certa ‘culpa’ também por ler notícias impressas que duram apenas um dia…Ainda bem que o impacto da VEJA é menor porque dura uma semana kkkBrincadeiras a parte, o exemplo mostrou apenas o New York Times. Agora eu fico a imaginar se todos os jornais, inclusive o da minha cidade (Londrina/PR) adotassem o uso sustentável das notícias impressas.Uma pena que infelizmente poucos de nós pensam assim.Ainda assim, eu particularmente prefiro a notícia impressa senão a gente fica muito refém da tecnologia. Eu tenho a liberdade de ler um jornal impresso mas por outro lado, posso sentar numa cadeira feita de fibras ecologicamente corretas tomando um chá cuja a indústria que o fabrica, não degrada o meio ambiente.Tudo na vida é uma escolha. E cada um faz a sua…

  3. Baxt disse:

    Interessante esse calculo, faz muito sentido. Assim que eu puder comprar um kindle-like para baixar livros do Projeto Gutemberg, sai de baixo! Vou passar anos sem comprar livros 🙂

  4. Seu Zé disse:

    Não acredito que a mídia impressa irá acabar e virar peça de museu. Tem coisa mais antiga que rádio? Ele não acabou nem com a Tv nem com a internet, mesmo com as rádios pela internet. Ele tem um mercado, assim como a midia impressa tem o seu e a internet tem o seu.O que as grandes empresas de mass midia precisam entender é que elas provavelmente terão que diminuir de tamanho para se tornarem mais ágeis para atender um mercado menor e mais exigente, que exige mais diferenciais, mais exclusividade.E quanto mais eu leio sobre comportamento do consumidor, mais eu percebo que ele é pouco sensível a estímulos do “politicamente correto” (sustentabilidade entre neste saco de gato) e da mais valor a valores mais humanos, mais simples que a salvação da humanidade.

  5. Joabe disse:

    Prefiro os jornais impressos.

  6. Denis RB disse:

    Seu Zé, também acho que a mídia impressa não vai acabar. Eu adoro ler coisas impressas em papel, quando o papel é adequado. Mas, no jornal diário, não acho que o papel seja adequado. É papel demais, para durar pouco demais. A conta não fecha, como prova a matemática do The Business Insider.

  7. Dany disse:

    As coisas estão mudando… E não é otimismo não, porque não vai mudar por termos bons samaritanos cidadãos e sim porque a coisa “tá ficando preta” e mesmo quem está se lixando para a situação vai se incomodar (isso se já não estiver bem incomodado). Acredito também que a vida do jornal impresso arcaico esteja perto do fim… Amém!http://verdenovoverde.blogspot.com/

  8. Laerte Damaceno disse:

    Eu gosto muito da idéia do Jornal Eletronico. Não exigiria nem mesmo um livro eletronico ideal. Ficaria satisfeito em ter uma assinatura eletronica mesmo no formato em que os jornais e Revistas são apresentados em suas edições eletronica. Recentemente propus à VEJA e ao Jornal A Gazeta em Vitoria, um preço diferenciado para assinatura eletronica de ambos. Fui informado que só teria acesso ao conteudo eletronico se aderisse às assinaturas em papel. Assinei VEJA, recebo a revista e leio sua edição eletronica. Pode? Papel e dinheiro jogados fora. Seria uma boa idéia começar por VEJA que já possui uma edição eletronica válida para estrangeiros fora do Brasil. Pode?

  9. anonimo disse:

    A tendência na queda de vendas de jornais impressos já vem ocorrendo há alguns anos e a causa não é o aparelho do tipo livro digital. É a Internet e a queda será mais acentuada com o crescimento e popularização do mobile: aparelhos com mais capacidade, conexões melhores e mais rápidas, conteúdos melhores, portais 3G e tudo isso mais barato. Mas certamente um aparelho do tipo Kindle adaptado para jornais (tela maior, dobrável e/ou enrolável, atualizações wireless durante o dia, opções de tipos de letras, opções de línguas, clipping customizado, índices ativos, compras online na própria publicidade, controle da luminosidade, opção de áudio e vídeo, etc.) poderá acelerar a queda dos jornais, pelo menos os mais populares.

  10. Raoni disse:

    Mas esse é o futuro da mídia impressa. Daqui a alguns anos ninguem se lembrará mais de ler a veja, o globo, folha. Será lembrada como hábito do vovô. Vão ter que migrar para a internet.

  11. Seu Zé disse:

    Denis, entendo o seu ponto de vista. Realmente é muito papel, mas eu custo a acreditar que esse aparelinho Kindle (ou outro qualquer) possa substituir o jornal. Sei la, a diagramação, o tamanho do jornal, a facilidade de leitura, a sensação de ter o papel na mão e o próprio fato dele ser tão descartavel torna o jornal atraente. Que preocupação você tem levando um jornal debaixo do braço ou na mochila? Nenhum, é só umas folhas dobradas. Agora levar pra lá e pra cá esse aparelinho, pequeno (com letrinhas pequenas), meio frágil, caro….E não tem charme nenhum ler alguma coisa nesse aparelho. Parece que você está jogando video-game. Imagine você indo a um parque no domingo ler o jornal. Ai você vai ler ele num “game boy”? Sentar numa mesinha, tomar um café, ler o jornal, num “game boy”? Simplesmente não casa.Bom, sei la. Vai ver esse nova geração realmente prefira isso mesmo e eu seja um velhinho chato.

  12. Rafael disse:

    Denis, alguém deve estar olhando a questão econômica da coisa, ou não? Se essa montoeira de papel párar de ser impressa… qual seria o efeito no preço do papel que ainda precisaríamos?

  13. Leticia disse:

    Jornal em papel reciclado… não pode?

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