Ninguém para

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Tem uma faixa de pedestres logo aqui em frente de casa (fui lá agora fotografá-la). É uma faixa gasta, meio apagada. E, para todos os efeitos, absolutamente inútil.

Como não tem semáforo, ninguém para. Fica o pedestre no meio da rua, esperando pacientemente. Às vezes é uma velhinha de muletas. Às vezes é uma moça com um bebê no colo. Às vezes demora 5, 10 minutos para abrir uma brecha, e mesmo assim só dá para passar correndo. Ninguém para. Nem o carro do CET, o departamento de engenharia de tráfego.

Isso me irrita profundamente. Então tenho o hábito de ameaçar entrar na frente do carro. O motorista se assusta, às vezes xinga, às vezes freia. Às vezes acelera, possesso, como que dizendo para mim “tenta que eu te mato”. Quando estou de muito mau humor, dou um tapa no retrovisor. Isso eventualmente vira um barraco: o motorista gritando de dentro do carro que eu sou folgado, eu apontando para a faixa no chão. Minha mulher fica bravíssima comigo: ela acha que esses atos só servem para deixar os motoristas ainda menos tolerantes com os pedestres. Eu respondo que, se eu não faço isso, o motorista nem fica sabendo que ele está errado. Afinal, ele acha que o carro dele é um presente dos céus que automaticamente o transforma numa pessoa com mais direitos do que os pobres pedestres. E não chegamos a uma conclusão: como conscientizar os motoristas que esse hábito que eles têm há anos é um absurdo? Como, se ele passa correndo, janela fechada, alheio à rua, e não dá para conversar com ele?

Mas ele vai ter que estacionar um dia. E, quando estacionar, vai ter que atravessar a rua. Ok, ok, aqui em São Paulo os absurdos chegam a limites assustadores. Tipo: inventou-se aqui a mania ridícula de cada estabelecimento comercial ter seu próprio manobrista, para o sujeito poder se transformar diretamente de motorista em consumidor, sem o humilhante estágio intermediário de pedestre.

Eu, da minha parte, não uso manobrista. Acho que seria uma traição contra a minha cidade.

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44 comentários
  1. Lorena disse:

    Passei um mês em Florianópolis em janeiro, plena altíssima temporada e com a cidade lotada de teuristas, e fiquei surpresa ao perceber que todos ali respeitavam a taxa de pedestres. Os motoristas nativos paravam na faixa por costume; os motoristas turistas paravam porque logo recebiam xingamentos bastante severos dos pedestres nativos, que faziam questão de apontar para a faixa e passar. E eu, uma pedestre turista, logo me acostumei com a mordomia e voltei para minha terra consciente da importância de obedecer a faixa e de bater no retrovisor do engraçadinho desatento que desrespeita o pedestre.
    Ah! Só uma coisa: os pedestres que se atreviam a atravessar fora da faixa também eram xingados. O mundo é feito de direitos e deveres.

  2. denis rb disse:

    É isso, respeitar e exigir respeito. Aqui em SP é o contrário. O motorista passa rasgando. E o pedestre, submisso, fica esperando intimidado. Provavelmente porque, quando pega um carro, faz igualzinho ao outro.

  3. Leticia disse:

    Oi Dênis – concordo plenamente contigo – sou pedestre em 80% dos meus deslocamentos e acho um absurdo esta falta de respeito! Alguns motoristas não percebem que se atropelarem alguém, terão que responder a um processo (mesmo sem culpa), pagar indenização e conviver com esta lembrança para sempre. Será que vale a pena os segundos que se ganha por deixar de fazer gentilezas ou será que simplesmente nem percebem a existência do outro? Sinceramente, acho que há uma boa parte do mundo que não consegue enxergar nada que não queira mesmo…

  4. Sandra disse:

    Em Goiânia, alguns raríssimos motoristas ainda param. No entanto, voçê que não atravesse bem depressa pra ver; além de ter a certeza que todos pararam. Sinto que ninguém aqui gosta de fazer esse favor. É uma situação chata!

  5. denis rb disse:

    Brasília é um caso interessante também – lá se instituiu um modelo próprio. O pedestre para na beirada da faixa e estende a mão para a frente. Todo mundo para.

    Olha, uma coisa que eu quero acrescentar: eu tenho 36 anos, logo já joguei muito papel na rua. No começo dos anos 80, eu jogava papel na rua (ou na praia, ou no parque) basicamente porque todo mundo jogava. Eu nem pensava. Aí me dei conta do absurdo e mudei de hábito. Nós somos assim: temos hábitos ruins. Podemos ficar na defensiva, nos negando a enxergar isso, e mantendo esses mesmo hábitos pelo motivo de que sempre foi assim, por que mudar? Ou podemos usar a vida para melhorar. Quem não para na faixa age do mesmo jeito que eu agia em relação ao lixo na rua. O objetivo deste post não é dizer que eu seja melhor que os outros.

  6. Pedro disse:

    Se você gosta de esporte muito radical, tente atravessar a rua Benjamim Constant, de uma calçada para a outra, na esquina com a Praça da Sé. Os pedestres são obrigados a enfrentar os carros, num jogo de perde ou ganha (a vida). Solicitei um semáforo no local. Ainda não recebi resposta. Solicitei um estudo da prefeitura sobre o aumento na largura das faixas de pedestre onde há muitas pessoas atravessando, Elas são muito estreitas e os pedestres se chocam ao cruzá-las. Sem resposta. Solicitei , à prefeitura, que desse prioridade a pintura das faixas de pedestre ao invés de pintarem canteiros centrais, guias e sarjetas. No bairro onde trabalhava foi feito. Conseguimos mais segurança e mais respeito dos motoristas.
    Precisamos de gente que viva a cidade para tomar decisões apropriadas.

  7. Mamá Brito disse:

    Amigos, pois aviso logo que em Fortaleza-CE não há respeito algum a pedestre. Faixa, aliás, é lugar para o carro estacionar: bem em cima! Adoro minha cidade, mas nosso povo é muito mal-educado: suja ruas e beira a imbecilidade no trânsito! Por exemplo, se estiver atravessando uma via na faixa, e vier um carro na via perpendicular que vai entrar, ele não dá sinal que vai entrar (para que? se só existe ele no mundo!) e ainda buzina com gosto para vo pedestre atravessar a faixa correndo porque está atrapalhando o caminho dele!
    Já vi milhares de vezes motoristas entrarem em ruas sem dar sinal e sem diminuir ou parar para o pedestre que já estava atravessando: as pessoas pensam que é obvio o pedestre saber aonde elas vão entrar, para onde estão indo e que são melhores que eles.
    A única ressalva: motoqueiros tendem a ser melhores com pedestres (acho que por conviverem com motoristas piores que eles, alguns se sensibilizaram…)

  8. Aqui em São Paulo, no bairro da Bela vIsta onde moro, há na R. Itapeva (mesma rua onde fica a FGV) uma faixa de pedestres sem semáforo. Por causa disso, é bastante complicado passar por ela sem que os carros descendo ou subindo na toda atrapalhem quem queira fazer a coisa a princípio mais correta…

  9. Bento Epaminondas disse:

    Denis,

    Total identificação com seu depoimento. Realmente, sou da mesma opinião. É importante que o motorista seja alertado de sua falta de educação. Minha namorada se desespera. Diz que um dia alguém ainda desce do carro com um taco de beisebol e parte para cima de mim.

    Tento me conter, mas a sensação de impotência que sinto quando me calo é pior que uma tacada na cabeça… então continuo a esbravejar e pular sobre os automóveis.

  10. Souza disse:

    Faço o mesmo que você: ameaço entrar na frente do carro, e frequentemente entro mesmo. E incrível como NINGUÉM para automaticamente. Há alguns poucos motoristas que diminuem a velocidade ao ver o pedestre na calçada, mas nenhum para.

    Não acredito que tentar “conscientizar” o motorista funcione. Multar pesadamente e dar pontos na carteira funcionaria.

  11. Danielle disse:

    Denis, Ja aconteceu diversas vezes de eu pular na frente do carro e dar bolsada, ou mesmo ja quebrei o farol de um na bicuda quando o cara avancou em cima na faixa de pedestre. Pra outro comecei a gritar “Policia, estupro, estupro” quando ele ameacou de sair do carro pra me bater. Outro lugar que puxei uma mulher para fora do carro pra dar porrada nela porque nao parou para eu atravessar era na entrada da Marginal Pinheiros, do lado do Shopping Morumbi: trabalhava no BankBoston na epoca, e ia de trem do Butanta para o Shoppinmg Morumbi. Tambem cansei de rscar e amassar carros parados em faixa de pedestre, e uma vez esvaziei o pneu com um canivete. Nao tenho medo nao: quem vai achar que uma mae de duas criancas eh maluca? O mais legal eh gritar “Policia, estupro” quando eles tentam avancar em cima. A cara de tacho e de medo que o caras ficam (porque a maioria sao homens), eh otima… Mas nao adianta, aqui nos EUA o que funciona sao as multas altissimas, a pontuacao bem alta para esse tipo de infracao, e a perda quase que automatica da carteira. Mas pelo menos extravasar faz com que voce nao engula automaticamente essa “currada” que os motoristas te enfiam, faz com que se extravase o sentimento de impotencia. Coisa de republica das bananas essa falta de respeito.

  12. Danielle disse:

    Mas tem um problema serio: se voce faz isso em vias publicas mais desertas, corre risco de vida. Aconteceu comigo e com meu marido, na Av. Corifeu, no Butanta, em frente a um bingo. Um cara manobrando em cima da calcada (!) saindo desse bingo, quase me atropelou, ai dei um soco no carro dele. Ele nos parou algumas quadras mais pra frente, entrando com o carro em cima da calcada, e fez um gesto de tirar algo do porta luvas (com certeza uma arma), avancando para cima do meu marido, sendo entao contido pela garota que estava no banco do carona, que fez entao um gesto para que corressemos. Demos queixa na delegacia depois, mas como nao tivemos tempo de gravar a placa, somente o modelo e cor do carro, o caso nao deu em nada. O que um cara fazia com uma arma no porta-luvas do carro, depois da campanha do desarmamento? OU era policial e a arma era dele, ou era bandido, com arma ilegal. Depois dessa, nunca mais externei minha irritacao com leis de transito. Prefiro pedir mais semaforos de pedestre.

  13. Marco disse:

    Aqui em Manaus, os motoristas não respeitam os pedestres nas poucas faixas existentes. Muitas estão até apagadas e pouco visíveis. Temos poucas passarelas ou semáforos com botoeiras. Existem vias com quatro faixas de rolamento em mão única, mas sem alternativa segura para o pedestre atravessar.
    Cito como exemplos a Avenida Torquato Tapajós ou no final da antiga Avenida Paraíba após o cruzamento da Avenida Efigênio Salles. Nesta última avenida, os acidentes são muito comuns que a empresa de energia colocou proteção de concreto ao redor do poste a fim de evitar sua quebra pelos veículos, porém como a calçada é estreita (0,5m) os pedestres ou passam pela avenida ou pelo mato. Os governantes precisam conscientizar que a maioria da população e eleitorado é composta por pessoas e o sistema de trânsito é feito de veículos e gente de carne e osso que são a parte mais frágil do sistema.
    Felizmente uma capital da região norte dá o exemplo, é Belém, segundo o relato de um amigo, existem semáforos mais modernos e os condutores estão respeitando os transeuntes na faixa.

  14. Bruno H disse:

    Aqui em Curitiba os motoristas também não se importam, passam por cima mesmo.
    E quando se avanço pra cima deles é aquela buzinada…

    Eu vou comprar uma buzina, isso sim.

  15. Bruno H disse:

    Aqui em Curitiba os motoristas também não se importam, passam por cima mesmo.
    E quando se avança pra cima deles é aquela buzinada…

    Eu vou comprar uma buzina, isso sim.

  16. Dany disse:

    Olá…
    Moro em Brasília e não tenho esse problema não.
    Como disseram acima, é só estender o braço e o motorista pára. Mas não por serem civilizados, porque se não parar e tiver guarda perto é multa na certa. Se mexe no bolso, o povo aprende. Isso é certo!
    Mas não concordo com vc quando diz q o serviço de manobrista é um absurdo. Absurdo é ficar rodando durante 30 min pra arrumar estacionamento, absurdo é ter q deixar o carro longe de onde se vai parar e correr o risco de ser assaltado e assassinado no meio do caminho. Absurdo é ver que a produção de carros no mundo continua desenfreadamente e que as grandes capitais já mostram o grande caos q se tornará o mundo daqui há 5 ou 10 anos. Muitos absurdos. Mas usar o serviço é só uma comodidade. Só!
    Bom fds.

  17. jorji disse:

    O Brasil é terceiro mundo, povo de terceiro mundo, mentalidade de terceiro mundo, ética de terceiro mundo, moral de terceiro mundo, trânsito de terceiro mundo, motorista de terceiro mundo, ciclista de terceiro mundo,pedeste de terceiro mundo, mas vai melhorar, com o tempo vamos corrigir as distorções que permeiam as nossas condutas, só que morou no primeiro mundo sabe o que estou falando.

  18. Oi Denis,

    A falta de civismo aqui na Bahia (e na Ilha de Itaparica onde moramos) é tanta que paramos sempre para alguém atravessar…e a cara de surpresa das pessoas olhando incrédulas só visto….parece que viemos de Marte. Mas cada vez que paramos é mais uma pessoa que ganha esse ´conhecimento´ e coragem para da próxima vez meter o pé na faixa…
    Falta muuuuuito para se ter esse respeito…em Portugal cresci sem isso…que só se tornou ´hábito´ depois que apareceu MULTA pesada para quem não parasse.Hoje em dia a gente ´pensa em atravessar´ e o motorista já está parado….lá.
    Mas em Sto Antonio de Jesus BA, por exemplo, a prefeitura meteu guardas municipais na rua só para obrigar os motoristas a respeitarem a faixa de pedestre…e está dando resultado!Aos poucos o povo aprende.

  19. elda araujo disse:

    Moro em Brasília e aqui a faixa é, na maioria das vezes, respeitada. Mas as faixas costumam estar bem visíveis e, ao lado delas, uma luz amarela pisca o tempo todo alertando que ali é uma faixa de pedestres. Quando viajo, acho muito estranho o desprezo dos motoristas com a faixa. Acredito que todos os governos estaduais deveriam investir mais em publicidade para educar pedestres e motoristas (que também são pedestres em algum momento). O que acontece aqui não foi de graça. Há anos tem-se feito campanhas de educação para o trânsito por meio de jornais e televisão. Infelizmente os governantes preverem fazer propaganda de viadutos, pão e leite e etc. É triste o pouco valor que dão à vida.

  20. Elaine G. disse:

    Faz 9 meses que estou morando em Porto Alegre e todos os dias quando deixo e pego meus filhos numa escola infantil em bairro bem conceituado de POA, me estresso. Já notei que muitas vezes sao os próprios pais de alunos que até aceleram para passar pela faixa de pedestres. Estou sempre gritando que eles nao tem respeito e até minha filha de 5 anos já diz “Ele deve ter comprado a carteira, mamae!”
    É um absurdo, pois se esses motoristas nao respeitam uma faixa de pedestres em frente a uma escola infantil, entao o que eles respeitam?!?!?
    É triste e vergonhoso!

  21. Carlos Cícero Nacif disse:

    Só aprenderemos quando nos motoristas mais civilizados dermos a oportunidade dos pedestres atravessarem na faixa independente do movimento da via.
    No Chile, em Santiago, é impressionante a educação dos motoristas. Fiquei constrangido ao atravessar as ruas desta cidade.
    Quando teremos este nível de educação é que mais me preocupa.

  22. Myrian disse:

    Sou pedestre e sou motorista. A primeira vez que sai do Brasil, por estar mais pedestre, fiquei encantada com a regra de os carros pararem na faixa para eu passar. Era só colocar o pé na pista para me sentir o máximo.
    Indo outras vezes como motorista, me senti envergonhada por não conseguirmos respeitar as nossas regras básicas do trânsito: parar antes da faixa de pedestre, não buzinar e nem piscar a lanterna a torto e direito, não fechar o outro, manter a velocidade recomendada, não estacionar na calçada, enfim sermos como gente de primeiro mundo que tanto almejamos ser. Tá certo que lá fora o carro patina, aqui ele trota, mas, com boa vontade, dá pra ir.
    De volta ao Brasil, senti vergonha de nosso trânsito nervoso e assassino.
    Acho que só conseguiremos evoluir com educação e tomada de consciência. Sugiro que os meios de comunicação façam campanhas educacionais ridicularizando o motorista que comete infrações.

  23. Myrian disse:

    Esqueci de dizer que, mesmo com os motoristas buzinando atraz de mim, eu paro na faixa para os pedestres passarem.

  24. Kelly disse:

    Eu nao moro no Brasil ja fazem muitos anos, mas aqui onde moro o respeito no transito e muito importante…paramos nas faixas de pedestre com muito prazer e quando acontece de alguem ser atropelado na faixa, o motorista pode esperar por muita dor de cabeca…
    Na ferias estivemos no Brasil, e notei que toda vez que paravamos nas faixas as pessoas olhavam assustadas ou, ainda, um tanto incredulas….meu marido nao conseguia entender tudo aquilo…ele cresceu em um pais seguro, principalmente no transito e entendo bem o ar de desentendido dele..
    Apesar de que aqui tb, tem os pedestres abusadinhos que so pulam derepente no meio da faixa de pedestre e gente sequer tem tempo de pensar no que vai fazer….
    Mas, o Brasil ja esta em tempo de criar uma lei mais severa em relacao a seguranca no transito….

  25. Pedro disse:

    Moro em Brasília, cidade referência no respeito à faixa de pedestres. Porém, ultimamente tenho visto que mesmo os motoristas da cidade não tem respeitado muito a faixa, além do pessoal que veio de outras cidades para aqui residir. Mas só quando o poder público começa a intervir, é que os motoristas começam a respeitar, foi assim quando da implantação, multando os motoristas que não paravam. Acredito que se os detrans começassem a agir dessa forma, os motoristas passariam a respeitar a faixa.

  26. joaquim disse:

    Caro jornalista os motoristas brasileiros não têm educação no trânsito, são chucros, ignorantes e “donos do mundo”, verdadeiros idiotas.
    Creio que a educação no trãnsito deve começar na escola (algumas particulares dão noção de boas maneiras aos alunos do ensino básico) como uma disciplina mesmo porque só assim teremos uma futura geração de motoristas civilizados. Além disso há que ter muitas campanhas educativas arrojadas na mídia. Nossas autoridades são mestres em dar maus exemplos (vide carro da CET, como diz no texto), é uma lastima, e sendo assim a educação no trânsito vale tabém para os marmanjões idiotas.
    A calamidade assola nosso trânsito de tal maneira que uma simples fechada(sem batida) ou uma simples reclamação é motivo para o motoris sacar de uma arma e cometer um homicídio ou sair no tapa, são uns idiotas, portanto caro jornalista cuidado voce está pondo sua vida em risco tentando educá-los…

  27. Biba disse:

    Obrigada, Joaquim. Sou a mãe do jornalista e ia pedir exatamente isso. Valeu!

  28. jorge disse:

    em porto alegre é exatamente a mesma coisa, faixe de pedestre não existe, pedestre é lixo, uma falta de educação que só demontra os primatas que somos em alguns momentos. aAqui acontece de o pedestre ter que recuar qnd o sinal abre (inclusive velhinhas) acredito que os motoristas batam mesmo. A falta de educaçaõ, infelizmente, está-se tornando um hábito gaucho. O comentario da Elaine diz tudo…

  29. jotae disse:

    Para os pseudo-motoristas atuais, não tem jeito. Façamos mais um esforço para que os filhos deles – geralmente 2, ainda bem – recebam a educação de qualidade que seus pais não tiveram.

  30. Robson disse:

    Moro em Brasília, sou pedestre e motorista. Aqui se para na faixa de pedestre na esmagadora maioria das vezes. Nas raras vezes em que isso não ocorre você é chamado atenção por pedestre, por outros motoristas e, se for visto pela políca, é parado e multado na hora. Todos param: carro oficial, polícia, caminhão, ônibus… Já presenciei carro do bombeiro em atendimento de emergência “pedindo desculpas”, com sinais, ao pedestre, por não lhe dar preferência de passagem na faixa, em descumprimento da Lei (a Lei obriga a parada na faixa mesmo nas emergências). Parar na faixa não é favor nem educação. È obrigação legal. Tá no Código Nacional de Transito válido em todo o território nacional. A Lei, antes de ser uma obrigação, é um potrimônio de um povo. Cumpri-la traz benefícios para todos. Só que neste momento – o de cumprir a Lei – entra em cena a deformação de percepção de nós, brasileiros: TEMOS DIFICULDADE EM PUNIR E LEIS QUE NÃO SÃO “PRA VALER”.VERDADEIROS ABSURDOS INCOMPREENCÍVEIS A QUALQUER UM DE PAÍS CIVILIZADO. AQUI EM BRASÍLIA BASTOU COLOCAR POLICIAIS NAS PROXIMIDADES DO MÁXIMO POSSÍVEL DE FAIXAS E PELO MAIOR TEMPO POSSÍVEL MULTANDO SEM DÓ QUEM NÃO CUMPRISSE A LEI, OU SEJA, BASTOU O ESTADO ASSUMIR SEU PAPEL DE FAZER VALER O QUE ESTÁ DETERMINADO PELAS LEIS, QUE A COISA MUDOU. HOJE A COISA ESTÁ TÃO INCORPORADA À CONDUTA QUE VOCÊ SE CONSTRANGE QUANDO NÃO RESPEITA. TEU PRÓPRIO FILHO TE CHAMA A ATENÇÃO. ATÉ ENTENDO OS MOTIVOS DESTA CONDUTA DAS AUTORIDADES, QUE É O MEDO DA REAÇÃO DOS ELEITORES NAS URNAS AO SE IMPLANTAR O RIGOR NO CUMPRIMENTO DA LEI COMO REGRA. CABE A NÓS, PORTANTO, DEMONSTRAR QUE OS PREJUÍZOS ELEITORAIS VIRÃO DA OMISSÃO DO ESTADO. BASTA FAZER CUMPRIR AS LEI PARA RESOLVER AS QUESTÕES DE EDUCAÇÃO (É LEGALMENTE DEVER DO ESTADO PROPICIAR EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE A TODOS OS BRASILEIROS. TÁ NA CONTITUIÇÃO), DE SAÚDE ETC. SÓ NÃO PODE É ACHAR QUE QUANDO O PESO DA LEI RECAI SOBRE NÓS É INJUSTIÇA. EU JÁ FUI MULTADO POR NÃO RESPEITAR A FAIXA. AVANCEI POR DISTRAÇÃO. FIQUEI ABORRECIDO PELO VALOR (PESADO!!!) DA MULTA. PROBLEMA MEU. TRANSITO NÃO É LUGAR PARA SE ANDAR DISTRAIDO E O POLÍCIAL NÃO FEZ MAIS QUE SUA OBRIGAÇÃO EM MULTAR.

  31. Lidia disse:

    Denis, moro em Curitiba. Aparentemente a melhor cidade para se viver nesse país. Pessoas civilizadas…hahahahaha…não quando se trata de motorista!! O que acontece com essas pessoas quando entram num carro? Não gosto de dirigir, mas tenho certeza que se o fizesse iria arrumar muita briga, com esses seres tão escrotos. Tentei por anos ser uma pedestre politicamente correta, só atravessava na faixa, com o sinal fechado, nunca no meio da rua, jamais correndo entre os carros. Certinha demais!! O que aconteceu? Fui atropelada na faixa de pedestre, com o sinal fechado para o veículo. Numa pista de 4 carros, onde 3 já estavam parados. Fiquei 40 dias imobilizada, com um desvio no ligamento do joelho e nada aconteceu com o motorista!! Agora arrumo encrenca mesmo! Quando vejo um carro em cima da faixa, olho bem para o motorista e aponta a faixa dizendo que é minha, atravesso na frente e obrigo o simpático a parar e quando reclamam, digo que a faixa diz “PARE” que é para eu passar!…eles me enlouquecem!!

  32. Maria Cecilia Nunes disse:

    Aqui em Brasília todo mundo respeita a faixa de pedestres desde que a campanha de paz do trânsito foi lançada pelo governo Distrital em 1994. Aqui também funciona a lei de álcool zero. Ah, todo mundo aqui anda com cinto de segurança e todo mundo larga os celulares ao avistarem um guarda. Outra coisa que lembrei: aqui as pessoas não vivem buzinando, nem coladas nos carros da frente. Também, né? Em algum lugar desse país o código de trânsito tem que ser respeitado.

  33. Denis, você não devia usar CARRO!! Nunca tirei carteira, não quero tirar e tenho ódio dos motoristas paulistas, peguei raiva de carro.
    Você é uma pessoa pra ajudar a causa, vá pra Abril de Bike, ajude a gente formar opinião, MAIS BICICLETA E MENOS CARRO!! Temos que combater muitos interesses, mas e daí?? Eles têm o marketing, o corte de impostos e a cultura motorizada, porém eles não podem nos calar!!!
    O lema é VÁ DE BIKE!!! Só falta você e milhares de paulistas 😉

  34. Desculpa escrever tanto aqui, mas me empolguei e já me tornei seu fã. Precisava escrever. Opróprio secretário dos transportes disse que o mais importante é o trânsito fluir. A quantidade de carros em SP é monstruosa e se a CET não tá nem ai, imagina o “paulistano padrão”. Quando eu atravesso uma rua que não tem sinal eu vou devargazinho na faixa, mas eu vejo que até velhinhos não dão a preferência. Absurdo.
    Sem contar os motoristas de ônibus. Eu sei que na sua maioria são pessoas ignorantes e tal -diferente dos motorista de carro -, mas um dia eu pedi pro motorista do buzão ir mais devagar e ele deu um escândalo, deu até medo de ele me bater. Enfim, como disse anteriormente a BICICLETA é o veiculo mais ecônomico, sustentável e que eu não largo.
    Obrigado pela alegria de ler seu blog.

  35. Lúcia disse:

    Esse post lavou a minha alma. Sinceramente, achava que eu era a única maluca que ficava furiosa com esse desrespeito! Bem na frente da minha casa tem uma faixa dessas e durante três anos eu tive que atravessá-la todos os dias, com meu filho pequeno (3 até 6 anos). Eu gritava com todos os motoristas, “olha a faaaaixa!” e em pouco tempo meu filho já gritava também! O pior caso foi o do homem grandalhão que passou com uma caminhonete grandalhona e gritou primeiro, “sai da rua!” e aí a gente respondeu com olha a faixa e o pateta parou o carro logo adiante e começou a discutir com a cabeça na janela – ou seja, parar pra discutir ele consegue mas PARAR NA FAIXA NÃO.
    Em todo caso eu acho que a gritaria não resolve nada, nem mesmo diminui a nossa irritação – ao contrário. Deve haver outro jeito e receio que seja mexendo no bolso dos motoristas (como diz o Bono Vox, “hit were it hurts”).

  36. denis rb disse:

    Felipe Maddu,
    Eu vou sim para a Abril de bike. Bicicleta é meu principal meio de transporte.
    Tenho um carro também, que passa a maior parte da semana no estacionamento (meu apartamento não tem vaga na garagem), mas que uso para viajar e para me proteger da chuva.

  37. denis rb disse:

    Lucia,
    É engraçado. Eu também achava que era o único maluco. E fiquei surpreso com a quantidade de comentários neste post, que eu imaginava que não atrairia muita atenção. Me deu a sensação de que há muito mais gente incomodada com o assunto do que imaginamos. E que isso pode significar que haja massa crítica para uma mudança de hábito, se nós malucos “sairmos do armário” e começarmos a reclamar em público.

  38. zvi disse:

    doque adianta ter faixas se os motoristas e motoqueiros nao respeitam,nem a CET.nesse pais criam-se regras para nao serem obedecidas , muito menos fiscalizadas, mesmo porque as otoridades sao as primeiras a desobedecer. Tentemos atravessar em faixas, e seremos com certeza, atropelados, julgados culpados,condenados, desterrados, sumidos do mapa.

  39. deco disse:

    Enfrento o mesmo problema perto de casa, em frente à Santa Casa , na região central de SP. Grito, brigo, prometo que não vou mais me estressar mas não consigo.Qualquer hora destas acaba em ocorrência policial. Sei que pela lei estou certo. É uma luta quixotesca mas não desistirei.Seguirei atravessando pela faixa. É um direito meu assim como é um dever esperar pelo verde quando tem sinal.

  40. Denis, têm um cidadão europeu que faz umas maluquices parecidas com você. Quer dizer, o cara é bemmmmm mais. Ele sobre em cima dos carros estacionados irregularmente nas calçadas, dá na telha e ele – literalmente – para o trânsito, andando na rua despreocupadamente. Acho que é side man se eu não me engano. Não estou conseguindo achar o video dele, mas é fantástico.

  41. Michele Mamede disse:

    Um dia, perto do shopping Higienópolis, passei em frente a uma escola e quase fui atropelada por uma mulher que saía da garagem. O segurança estendeu o braço para que eu esperasse o carro passar pela calçada. Olhei para ele e disse cheia de ironia “pensei que calçadas fossem para pesdestres.” Como resposta, ouvi um xingamento.
    Infelizmente não foi a única vez que um segurança colocou o braço na minha frente para dar passagem ao carro que saía da garagem. E sempre falo a mesma coisa.
    Há ainda os motoristas que dão uma buzinada e arrancam com o carro de suas garagens.
    Não bastasse a falta de respeito às faixas de pedestres, há quem pense que temos que dar passagem para os carros também nas calçadas.

  42. denis disse:

    Tinha um guarda de trânsito famoso em sp, que abria a porta do carro que parasse na faixa de pedestres, e mandava as pessoas passarem por dentro do carro.
    Acho q tudo é questão cultural. Olhe para baixo ou dê as costas aos olhos do motorista e ele para. Olhe nos olhos dele e ele pensa que vc vai parar e dar passagem a ele. Implícito assim. Como na Itália. Ande na Índia e veja como é uma bagunça em que todos se entendem. Não adianta querer ser o correto, se ao final vc estará no hospital.

  43. betania ferreire passos disse:

    sou brasileira ,tenho muita vergonha de fala p as pessoa q sou brasileira.pq esse pais so tem gente sem educaçao e sem respeito no transito tranta as pessoas como animal.aqui so os q tenhe vezes o pobre nada.ate quando o brasil vai munda para a melhor.e as pessoas ser mas hurmano com agente.eu viagem por o mundo inteiro e nunca vi um pais tao mal como o brasil.brasil tem 30 anoas de retraço.

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