Proibido carro

Deu no New York Times.

(Leia aqui a matéria em português, via Uol).

Foi inaugurado um novo bairro suburbano, perto da cidade alemã de Freiburg, onde as casas não têm garagem, as ruas são só para bicicletas e pedestres, e os carros só podem chegar até os dois grandes estacionamentos situados nos limites da comunidade.

O conceito de “subúrbio”, nos países ricos, é bem diferente do que entendemos por ele aqui no Brasil. Por lá, a palavra designa bairros ricos, arborizados, com casas grandes. É uma ideia que se espalhou no pós Segunda Guerra nos Estados Unidos, em paralelo à decadência dos centros. Uma vida idílica, tranquila, comercial de margarina, o pai sai de carro para trabalhar todos os dias e se despede da esposa e das crianças sorridentes. Você já viu nos filmes.

Hoje esse conceito está sendo colocado em dúvida. Apesar das calçadas bonitas e floridas, ninguém anda na rua, ninguém se encontra. O subúrbio afastou as pessoas, e a dependência do carro impede que elas se encontrem no trajeto para outros lugares. Se você quer ver uma crítica demolidora a esse modelo de vida, não deixe de ver o filme recente Foi Apenas um Sonho, com Leonardo de Caprio e Kate Winslet, para entender como o sonho da vida suburbana estava equivocado.

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Até que demorou para surgir um subúrbio sem carros, como este alemão. Não é difícil entender por quê. As construtoras morrem de medo de projetar casas sem garagem ou ruas sem acesso a carros. Elas acham – provavelmente com razão – que isso derrubaria os preços das propriedades e lhes daria prejuízos. É assim que opera a tirania automobilística. Ninguém obriga ninguém a piorar sua vida para dar espaço para esses monstros de lata. Mas a sensação de que a economia depende dos carros evita que as pessoas pensem diferente. Não precisa ir longe para constatar isso: aos primeiros sinais de crise econômica o governo brasileiro baixou impostos sobre a indústria automobilística.

Um subúrbio parecido com o de Freiburg está em projeto na região de Oakland, na Baía de San Francisco, Califórnia. Alemanha e Califórnia são dois lugares com uma massa crítica suficientemente grande de gente rica com consciência ambiental. São lugares onde não ter garagem já pode ser percebido como uma vantagem, e não algo que derruba o preço da propriedade. Consciência ambiental não se ensina a força. É difundida aos poucos, através de conversas, de educação, de informação. Vai demorar para o Brasil chegar a esse ponto. Mas vai chegar. Pergunte aos seus filhos.

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33 comentários
  1. GW disse:

    Bairros de Freibourg como Rieselfeld e Vauban sao sim um experimento extraordinario, no entanto o complicado é se relacionar com os ‘ecofreaks’ em todas as esferas, do vizinho ao planejador urbano. Quem ja esteve la sabe do que estou dizendo.
    Atomkraft?Nein, danke!

  2. Jay Jay, Nigeria disse:

    Bom, lendo isto, agora chego a pensar que o sonho idílico de carrinho de feira, comida caseira, quintal com horta e cascos de cerveja debaixo do tanque não está totalmente colocado de parte, quem sabe no futuro, voltaremos ao passado.

    E então Denis, o raio da geladeira chegou ou não?

  3. denis rb disse:

    Nada da geladeira por enquanto. Liguei lá pedindo para cancelar a compra. Eles me garantiram que chegava hoje entre as 2 e 3 da tarde…

  4. denis rb disse:

    GW, vc esteve lá? Visitando? Conte mais! abs

  5. Walter disse:

    Não é necessário ser “ecofreak” para estar em paz com o ambiente. Aqui em Copenhagen-Dinamarca, muits pessoas não tem carro por decisão própria (como eu) e é mais do que comum ir a todos os lugares de bicicleta (trabalho, festas, compras – como eu e outros milhares de pessoas aqui).
    Como se consegue isso? Educação (motoristas RESPEITAM ciclistas), infraestrutura (ciclovias por toda parte) e imposto altíssimo sobre carros.
    Falando nisso, o prédio onde moro é novo e não tem garagem. No estacionamento de carros há uns 50 carros. No estacionamento de bicicletas, umas 200.

  6. Pedro disse:

    O problema dos suburbios nao e o carro; e a falta de lugares pra se sociabilizar. No Brasil, por mais pobre que seja a cidade, tem sempre um barzinho pro pessoal se conhecer. E nos suburbios, tem o que? Ninguem sai de casa e vai ate o vizinho so pra conhece-lo.

    Sobre ter ou nao carro. Carro e uma grande vantagem em horas de emergencias ou pra certos tipos de viagem. Pra adolescentes entao …..

    Pra maioria das pessoas, dava perfeitamente substituir o carro por um bom sistema de transporte publico. O requisito basico e o planejador nao achar que somos sardinhas.

  7. GW disse:

    Consegui passar algum tempo em Freibourg como pesquisa para meu master em écocartiers, o que posso dizer é que o pessoal possui uma postura de guerrilha para com as causas ambientais, o que as vezes os impede de ver que entulhar a cidade com celulas foto-voltaicas gratuitamente seja pouco sustentavel.
    Arquitetonicamente a cidade ficou presa em um desenho desinteressante, conjuntos de ‘co-locação’ repetidos a exaustão, com uma modificaçao ali e outra aqui.
    De qualquer jeito, é um otimo projeto, um dia chegaremos a bairros e até cidades completamente passivas e cheias de vida ao mesmo tempo.

  8. denis rb disse:

    Legal, GW, obrigado, adoraria saber mais sobre seu master.
    Pedro, a questão é que a rua em si pode se tornar um lugar de sociabilização se as pessoas se movem de bicicleta, por exemplo. Nas ruas cheias de pedestres, as pessoas se encontram, mesmo que não queiram. E o carro é um incentivo para aquele tipo de comércio funcional bem americano: uma espécie de estacionamento cercado de tudo o que se precisa. Sem a cultura de carro, o comércio tende a se espalhar mais, para estar mais perto das pessoas.

  9. Mariano disse:

    Caro Denis,
    Passei meu carro nos cobres faz uns 3 anos e piquei a marreta na garagem de casa. Transformei a garagem num jardim pequeno e agradável onde uma pitangueira produz ótimas pitangas desde então. Vou para o trabalho a pé todos os dias caminhando 8 quilometros e não quero outra vida. É uma pena que vivamos num mundo pensado para automóveis.
    Um abraço,

    Mariano

  10. denis rb disse:

    Mais pitangas, menos fumaça, é seu legado pro mundo, Mariano. Parabéns!

  11. Olemac disse:

    Senhoras e Senhores, o que as autoridades públicas do nosso país fazem conosco é simplesmente nos expropriarem ao limite, tributam o carro como se ele fosse cocaína (acho que nem o cigarro consegue ficar tão caro com tributos de carros no Brasil), pagamos o juros mais alto do planeta na hora de comprá-lo e durante longos 5 anos temos o IPVA para, supostamente, termos pistas para rodarmos, não precisava nem dizer que não as temos, as pistas estão lotadas por toda parte (falo de Brasília, o paraíso das megalópoles para apaixonados por carros como eu), mas esta situação da matéria é utópica, os europeus se permitem viver desta forma porque tem uma seguridade social forte, são países cuja base da pirâmide etária passa dos 50 anos, aqui é impensável voltarmos a viver como vivíamos nas décadas de 50 ou 60 (andando de bondinho, a pé ou de carroças, a violência e o caos urbano não nos permitem mais). Precisaremos além de aumentar nosso nível de compreensão destes problemas aumentar também nossa renda e melhorar nosso sistema previdenciário o que nos permitirá viver quando aposentados iguais aos europeus vivem hoje. Fora tudo isto, o transporte público no Brasil é simplesmente um LIXO! Venhamos e convenhamos, sejamos mais honestos!

  12. Eu li no NY sobre a materia e acho dificil isto pegar aqui nos Estados Unidos.E uma boa ideia para todos e ate mesmo para as criancas e se conhecem mais e usam mais o espaco.Nos Estados Unidos,no suburbio as criancas nas ferias freguentan o YMCA(club)aonde tem natacao,jogos e outros esportes para cada gosto e ate camp para irem de manha e voltam a tarde.(fora do Club)Nao ficam a rua(como as cidades grandes).paga-se uma taxa e a mae sabe que a crianca esta bem cuidada e ao mesmo tempo sendo orientada e se divertindo.Os lugares longe de comercio normalmente nao tem onibus e cada pessoa e obrigada a ter seu carro.Agora se ve o povo aos poucos saindo a pe,uma caminhada mas nao ter carro como esta cidade na Alemanha vai demorar um pouco .Acho bem legal a ideia e o comeco desta cidade e serve como exemplo.

  13. Denis disse:

    Não precisamos de carros para viver, mas a sociedade depende da economia gerada pela indústria de automóveis. Muitas pessoas no Brasil não utilizam carros, que só são necessários para grandes deslocamentos. E existem cidades, principalmente no sul, que têm a cultura da bicicleta. Outra questão é que não podemos simplesmente importar soluções, já que a cultura dos países é diferente, como também o clima, recursos financeiros, geografia das cidades e estrutura (localização de comércio, universidades, etc). Boa matéria para refletirmos.

  14. Danielle disse:

    Comparacao de quem morou em Sao Paulo sem carro e mora numa cidade media americana (upstate NY) com carro.
    Sempre andei a pe, de bicicleta e de onibus em Sao Paulo (ate porque no Butanta ainda nao chegou o metro, uma vergonha numa cidade tao grande). Discordo de quem fala que onibus eh lata de sardinha. Depois do corredor de onibus, a gente chega mais cedo do que quem usa o carro. Os onibus vem lotados, nada que nao se resolva com mais carros na linha. Sempre peguei o 7598 Anhangabau – Vila Yara, e ele eh um onibus muito bom. So chamava o taxi quando ia no Extra pra compra de mes ou pro hospital por alguma emergencia medica com alguem de casa. Andava sempre com meu carrinho de feira para a feira, mercadinho, e todas as coisas que precisava. E quando trabalhei a menos de 3km de casa, passei a ir e voltar a pe ou de bike.
    Agora, aqui na cidade media americana, as ruas vicinais nao tem nem calcada, nem iluminacao noturna. Nao existe comercio de bairro (que nem tem em SP e no Rio, e em todas as cidades grandes, medias e pequenas brasileiras que morei), no maximo um 7Eleven numa esquina. Moro num condominio para os estudantes de pos-graduacao com familia (meu marido faz PhD), e parece que estamos naquele filme “A Vila” (so falta os caras de amarelo). Os suburbios proximos tambem sao assim: isolados, com pessoas encasteladas em suas casas, sem gente na rua. O Downtown esta morto, ninguem anda de noite (apesar de ser uma gracinha), e os bairros proximos foram tomados pela comunidade latina e negra, o que nos EUA eh sinonimo de bairros mal-servidos em relacao a escolas e policiamento (sinto muito, mas eh verdade, ha essa discriminacao por aqui). Claro que a violencia nesses bairros nao chega a 1 milesimo da do Brasil, mas para os americanos ja eh uma enormidade.
    Parece que todos vivemos isolados em pequenos clusters. Tem ate um pessoal de MKT que explica que os consumidores americanos podem ser encaixados em 30 e tantos clusters estatisticos, e que a gente, com filhos e com 30 e poucos a 50 anos, eh o cluster cu-de-sac (acho que eh assim que se escreve), que significa “rua-sem-saida”, ou seja, de pessoas com familia e filhos pequenos que moram em ruas totalmente domiciliares e sem saida. Bom, mas deixo mais detalhes disso em outro comentario.
    Abs, Danielle.

  15. Diogo disse:

    Sim, o GM está certíssimo! Sou morador de Freiburg. Moro no centro, mas tenho amigos em Vauban e Rieselfeld. Estamos, sim, na luta racional e poderada, mas contínua, por um bairro, uma cidade e um mundo mais sustentável.
    Talvez a arquitetura aqui de Freiburg nao o tenho agradado tanto. Nada é perfeito. Mas, realmente os cidadãos aqui lutam intensivamente há 40 anos pelo que hoje têm. A verdade é que não se consegue nada de uma hora pra outra, mas que sempre podemos começar e fazer um pouco. É impressionante como esta consciência está presente nos habitantes desta querida Freiburg, conhecida aqui como a Capital Ecológica da Europa.
    Também havido lido a matéria no NYTimes. Ia até mandar pra vc, Denis, mas vc se adiantou. Apesar de este ser meu primeiro comentário, sou seu leitor freqüente e agradeço pelo excelente trabalho. Parabéns!

  16. Meu Deus, querem mudar o nome das coisas. Lá em cima, onde você leu “(Leia aqui a matéria em português, via Uol)”, leia simplesmente “Leia a reportagem em português no sítio do Uol”. Afinal, repórter faz reportagem, não é mesmo?

  17. Denisson disse:

    Talvez seja mais fácil conviver sem carro em lugares onde o transporte público funciona. Eu tenho condições de comprar carro mas não o fiz ainda por pura vontade própria. Sou controlador de vôo e meus horários de entrada e saída do trabalho não são nos horários de “rush”. Então pegar ônibus (em aracaju, cidade pequena onde tudo é perto) não se torna um martírio. Em geral consigo ir sentado. Eu também ando muito a pé (porque gosto também) e pretendo comprar uma bicicleta pra percorrer distâncias maiores. E quando estou com muita pressa (incomum) ou quando preciso sair à noite eu pego um táxi. Mas o que dizer àquelas pessoas que necessariamente tem que trabalhar às 7 da manhã e tem que pegar um ônibus lotado em cidades que faz 30 graus ou mais? O carro acaba sendo uma necessidade em virtude do descaso do transporte público. Morei em Recife numa época que não podia ter um carro e se fosse hoje não pensaria duas vezes em comprá-lo. Parabéns pelo blog, consulto com frequencia.

  18. Denisson disse:

    O descaso é tão grande que quem esperar melhorias no sistema de transporte de alguns lugares pode se cansar. Em Aracaju por exemplo tem um terminal de ônibus próximo da universidade federal em que os ônibus paravam e era conhecido de todos que eles não tinham hora pra sair. Só saia quando enchia como uma lata de sardinha. Fizeram denúncias, a Globo fez reportagem e durante alguns dias eles começaram a melhorar a frequencia dos onibus, mas foi só o assunto esfriar pra voltar tudo novamente. Nesse caso fica complicado falar de sustentabilidade pras pessoas. Você paga fortunas de imposto em todos os níveis pra receber esse tipo de serviço é brincadeira. 😛

  19. Pitta disse:

    Oi,
    eu tenho um amigo que mora no Vauban. O conjunto de casas com umas dez ruas so para pedestres ou veiculos nao motorizados sobre o qual voce escreveu. Eh um barato mesmo o lugar. Quem mora la sao alemaes de classe media bem criativos e ecologicos. A maioria e familia com criancas. Paras as criancas, entao, eh um paraiso ao quadrado. Tem parquinhos espalhados pelo lugar um riachinho. Tem supermercados e escolas bem proximos (com acesso a todos, inclusive carros). Tem um ponto de metro pertinho que liga o lugar ao centro de Friburgo. E todos os moradores tem direito a uma vaga nos edificios garagem que ficam a margem do complexo. A pessoa tem que acostumar a caminhar um pouquinho com as compras ou criancas no colo. Mas vale a pena. Quando se chega em casa, nao ha mais barulhos de automoveis e as criancas podem sair de casa sem problemas de seguranca.

  20. Cacto disse:

    Eh, Denisson,
    o nosso grande problema é a tal da corrupção e a lerdeza de nós brasileiros que não fazemos um movimento a cada notícia dada sobre o mau uso do dinheiro que nós pagamos nos impostos.

  21. Jay Jay, Nigeria disse:

    Cacto, você está 200% certo, parece que a sociedade brasileira está anestesiada e já não reage contra essa porca vergonha que a gente vê todos os dias. Será a “banalização da corrupção”?

    Antes, quando tinhamos verdadeira oposição, havia mobilização, mas parece que agora a oposição se juntou ao tacho e só querem mesmo é aproveitar os dividendos da corrupção.

    Atacar o governo?

    Para que se tambem estão aproveitando às nossas custas?

    Coitado do povo brasileiro, sem pai nem mãe.

  22. jorji disse:

    O mais interessante e viável projeto de cidade sem carro, foi idealizado no Japão, em metrópole como Tóquio, seriam construídos cem edifícios com condições de abrigar 120.000 moradores, onde a locomoção das pessoas seria feito através de elevadores verticais e horizontais , e os prédios seriam interligados por trens. Cada edifício “mãe” teria toda infraestrutura que dispomos hoje em atuais modelos de cidade, e ovão que se criaria entre os edifícios, teriam as fábricas e setor de produção de alimentos e energia, também seriam prédios, e o restante do espaço ocioso seriam bosques. Aqui vai uma sugestão, depois da conciência ecológica, que tal lançar a “conciência científica”, a partir do momento que entendermos e embasarmos a nossa visão do mundo dentro da metodologia científica, talvez paremos de falar tantas besteiras e fazermos tantas besteiras, ou seria a besteira algo necessário?

  23. Camille disse:

    A vida sem carros é libertadora, desde que todos participem.
    Pensando na poluicao que os automoveis emitem, foram criadas plaquetas de 3 cores (verde, amarela e vermelha) na Alemanha para controlar o fluxo de carros no centro das principais capitais.
    No centro só rodam carros com plaqueta verde, que emitem menos poluicao. Andar de carro velho já era…

  24. Lucida disse:

    Cacto e Jay Jay
    Depois que a oposição virou situação, parece que simplesmente não há mais ninguém contestando os absurdos da política nacional. Quem um dia veria PT aliado ao PMDB (atual), ao Collor (!!!) ao Quércia (!!!) e sabe lá quem mais…
    Sou suspeita: sempre fui anarquista (apesar de ter consciência desta utopia!) e sabe que cada vez mais gente tem aceitado meus argumentos para o voto nulo?

  25. Jay Jay, Nigeria disse:

    Oi Denis,

    Que tal provocar um debate no blog para apurar qual o impacto da corrupçao no meio ambiente?

    Abraços.

  26. Jay Jay

    Dimamite pura essa sua proposta, ñ esqueça que estamos na Veja e os Petralhas odeiam as matérias daqui.
    Abraço aos leitores!

  27. Dimamite ñ Dinamite hehe Não esqueça do Sarney (100% de inflação) amigo do Lulalibaba, cara Lucida.

  28. Elisa disse:

    Eu morei em Freiburg bem pertinho desse bairro na época que eles ainda estavam construindo. Achei a idéia ótima. O bairro era todo pensado pra família e algumas linhas de tram estavam sendo ampliadas pra chegar até lá, ônibus tinha. Lá já morava uma comunidade hippie e eu acho que por isso o bairro foi feito lá.

    Eu nao chamaria de subúrbio visto que tem banco, supermercado e algumas lojas por lá e tb dá pra ir em 40 min caminhando até o centro da cidade, é apenas um bairro residencial. Onde eu morava era no Vauban, uma residência de estudantes localizada nos prédios onde o exército francês morava durante a ocupacao de Freiburg. O bairro é capaz de se chamar Vauban tb, porque é praticamente atrás da residência de estudantes.

    Aqui na Alemanha andar de bicicleta é a coisa mais normal do mundo. Muita gente deixa o carro na garagem e vem de bicicleta pra se exercitar e aproveitar melhor o sol (quando tem… haha). Ir pra balada entao, TUDO mundo vai de bicicleta, porque nos centros das cidades nao entra carro e todos os bares ficam por lá. Eles tb respeitam muito a história de dirigir e nao beber (se for pego é suspensao da carteira por tempo indeterminado), logo a bicicleta é solucao.

  29. Elisa

    Tenho uma paixão antiga ñ correspondida que foi morar definitivamente em Dusseldorf depois de cursar Artes Gráficas aqui no Brasil fico imaginando ela neste ambiente que descreveu e acho que jamais terei ela devolta.

  30. Com certeza aqui isso não vinga. Principalmente em SP, onde o mais importante é o carro e a fluidez deste, do que a própria VIDA. E não defendendo o governo federal, mas o responsável por essa baderna é o tucanato e os muitos anos de governo em SP. Mas às vezes penso, eu to reclamando do que, se o atual governador, ex-ministro da saúde que não entende nada – pra não pegar gripe suína é só não chegar perto dos porquinhos, que inteligência vejista nada disse –
    só pensa em 2010, até assinou um documento que não ia abandonar a prefeitura, não só saiu como foi eleito governador. Santa ignorância.

  31. denis disse:

    Fácil falar “na Alemanha as pessoas andam de bicicleta”. Mas, quando o alemão vem ao Brasil, anda de CARRO!!!! Alguém já pensou por quê? Sol na cabeça, temperaturas altíssimas que causam insolação, chuva, falta de ciclovias, distâncias enormes, cidades NÃO planas, morros e mais morros, etc. E existem cidades e cidades no Brasil, não vamos generalizar! No sul, e em várias cidades (Santos – SP) planas, podemos observar pessoas usando bicicletas. Resumo: andar de bicicleta na Alemanha é fácil, quero ver o alemão andando de bicicleta, de terno e gravata, aqui em São Paulo, da zona leste até o morumbi.

  32. Tiê Passos disse:

    Pessoal acomodado sempre encontra desculpas para andar de carro. Carro mata a curto e a longo prazo. Mata a qualidade de vida, mata outras pessoas, mata a liberdade da locomoção, mata seu dinheiro, mata o ar da cidade, te mata de raiva… O Brasil foca as cidades no carro, burrice. O foco tem de ser o transporte coletivo, público, a bicicleta, o pedestre até o patins q seja o que for, mas desistimulem o uso do carro, forgão, pickups e tudo mais. Passei esses dias por São Paulo (sou de curitiba) E o negocio tá preto… meu caneco !!! É muitoooooooooooooo carro, tiro na cabeça mesmo. E da-lhe propaganda na tv (TODOS os comerciais tem propaganda de carro, carro com selo do IBAMA, isso não existe, carro nunca vai ser ecológico, nem se for movido a ar ! produzir um carro não é nem um pouco sustentável). Aqui em curitiba a média é de 200 carros novos por dia !! Deve estar usando o belo transito de SP como exemplo.. ótimo exemplo. Acordem e vá de bike, o mundo, seu corpo e até seu bolso te agradecem. (aee pessoal o IPI vai subir !! compreeeeemm ja fizemos estoque de 200.000 carros pra vc comprar baratinho, por volta dos 30.000, baratinho meeessmo, uma bike boa sai por 800 e não tem IPVA e nem precisa de combustivel, a não ser o excesso que vc come)

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