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Arquivo mensal: junho 2009

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Quando eu era criança o mundo comunista ficava atrás de uma Cortina de Ferro. Hoje, se formos acreditar no texto polêmico publicado este mês pela sempre provocativa revista Wired, o novo socialismo mora dentro de um Portão Dourado: o Golden Gate, na entrada da baía de San Francisco, às margens da qual cresceu o Vale do Silício, onde ficam as sedes do Google, do Yahoo, do Facebook e de várias outras grandes empresas de internet.

O texto, chamado “The New Socialism”, foi escrito pelo grande Kevin Kelly, editor fundador da Wired nos anos 90 e membro do time que fez o fantástico Whole Earth Catalogue, a revista de contracultura dos anos 60 que inspirou 9 entre 10 visionários do Vale do Silício, inclusive Steve Jobs.

A tese de Kelly, que vai dar o que falar, é a de que o mundo está sendo invadido por um novo tipo de socialismo – o socialismo digital, fundado sobre os pilares do compartilhamento, da coperação, da colaboração e do coletivismo. E que esse novo socialismo – prepare-se – segue fielmente as regras do mercado.

Enquanto o socialismo da velha guarda era um braço do estado, o socialismo digital é socialismo sem o estado. Esse novo tipo de socialismo opera no reino da cultura e da economia, em vez de no governo – por enquanto.

Kelly reconhece que é arriscado usar a palavra “socialismo”, que é tão carregada, tão associada a ditaduras e a intolerância. Mas ele diz que não há outra palavra além dessa para designar uma série de tecnologias que derivam seu poder das interações sociais.

Quando massas de pessoas que são proprietárias dos meios de produção trabalham por um bem comum e dividem entre si os produtos desse trabalho, quando eles contribuem com trabalho sem remuneração e têm direito aos frutos do trabalho sem custo, não é absurdo chamar isso de “socialismo”.

Ele está falando de esforços coletivos como o Linux e a Wikipedia, coletivizações de bens como o Creative Commons, esforços de coperação como o Flickr e o youtube. E do potencial tremendo de essas ferramentas começarem a efetivamente mudar a sociedade. Já há sites que fazem empréstimos colaborativos – o Kiva permite que qualquer pessoa do mundo possa fazer um micro-empréstimo a alguém que precise, sem intermediários, sem bancos, com transparência, clareza sobre os riscos, de um jeito vantajoso para os dois. Há também o PatientsLikeMe, no qual pacientes  compartilham suas fichas médicas e aprendem mais sobre suas doenças e seus tratamentos, tirando o monopólio da saúde das mãos de hospitais, governos e planos de saúde. E, claro, o MyBO, site colaborativo que ajudou a colocar de pé a campanha de Barack Obama e elegê-lo presidente e que agora está ajudando-o a governar.

O interessante na visão de Kelly é que ele acha que o novo socialismo não tem nada de ideológico. Na verdade, ele é bem prático.

Uma pesquisa com 2.784 desenvolvedores de software livre descobriu que a principal motivação para eles trabalharem colaborativamente é “desenvolver novas habilidades”.

Ou seja: o que os novos socialistas querem é se tornar profissionais melhores, inclusive para competir melhor no mercado de trabalho.

E eles trabalham duro para isso: calcula-se que a última versão do software colaborativo Fedora Linux 9 é o fruto de 60.000 anos-homem – a totalidade do trabalho de 60.000 homens ao longo de um ano. Sem remuneração.

Ohloh, uma empresa que se especializou no setor de software livre, apurou que há hoje mais ou menos 250.000 pessoas no mundo trabalhando em 275.000 projetos, um número impressionante. Isso é quase o tamanho da General Motors. É um número bem grande de gente trabalhando de graça, ainda que seja em meio período. Imagine se todos os funcionários da GM parassem de receber salários e ainda assim continuassem produzindo carros.

Claro que o texto de Kelly conseguiu o feito de irritar profundamente direitistas e esquerdistas: uns pelo uso da palavra “socialismo”, outros pelos elogios rasgados ao poder do mercado. Mas esse pessoal se irrita muito fácil mesmo…

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Todos os dias, 1.000 novos carros ingressam no trânsito de São Paulo. Dá quase um carro a mais atravancando as ruas por minuto. No último ano, batemos vários recordes de venda de veículos – devidamente comemorados como indícios do crescimento do país. Também temos batido os recordes de engarrafamentos, e o mais incrível é que muita gente nem percebe que haja relação entre uma coisa e outra.

Quando a economia cresce, devemos mesmo comemorar. É boa notícia, sem dúvida. Mas me assusta que nossas políticas públicas sejam planejadas com tamanha desconexão entre causa e consequência. Li num blog hoje que a velocidade média dos carros na cidade caiu mais de 15% no último ano. Hoje ela é de 15 km/h. Uma carroça puxada por dois cavalos faz 28 km/h.

Ou seja, a única razão para usarmos carros é movimentar a economia. Não se trata de movimentar as pessoas – haveria jeitos bem melhores de fazer isso, se fosse isso que quiséssemos. Em resposta à crise, os impostos sobre veículos foram reduzidos, para que o desemprego não cresça.

Isso me faz lembrar da explicação que a revista The Economist deu para a crise das gigantes automobilísticas americanas. Segundo a revista, o mal por lá foi excesso de ajuda do governo. O governo americano, preocupado com a concorrência dos carros europeus e japoneses, deu uma ajudinha às empresas americanas. Permitiu que os SUVs, aqueles carros gigantes que parecem jipes, pagassem menos imposto (por serem considerados utilitários). Isso serviu como incentivo para que as empresas fizessem carros cada dia menos econômicos. Resultado: as ruas ficaram atravancadas, o consumo de gasolina explodiu e, quando o preço do petróleo subiu, bau-bau GM. A bem intencionada  ajuda do governo, para “preservar empregos”, só serviu para aumentar o tamanho do tombo.

“Preservar empregos” é importante. Desemprego é uma tragédia que destrói famílias. Mas, em nome disso, tendemos a aceitar escolhas que não fazem sentido. Como por exemplo queimar gasolina à tôa ou entuchar carros onde já não cabe nem uma bicicleta. Será que não tem um jeito mais inteligente de um governo agir?

Você tem alguma ideia?

Foto: tronics / Flickr

Quando eu era editor da revista Superinteressante, em 2004, publicamos uma reportagem sobre a decadência de Michael Jackson e o quanto isso revelava sobre a máquina de fazer e destruir ídolos que domina a indústria cultural mundial. A pergunta era: será que Michael era mesmo o rei do pop ou não passava de um peão de um jogo de cartas marcadas, que só podia mesmo dar nisso? Foi uma belíssima matéria, assinada por dois dos mais talentosos jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar: Ivan Finotti, hoje na Ilustrada da Folha de S.Paulo, e Bárbara Soalheiro, hoje na Colors, da Itália. Reli hoje a matéria, e ela continua bem atual. Se você estiver cansado de tantas “retrospectivas”, “homenagens” e “tributos”, e quiser algo com um pouquinho mais de consistência, clique aqui. E depois me diga se essa história não é reveladora da insustentabilidade dos valores da nossa sociedade.

Ah, na época publicamos esta foto aí abaixo. Este, segundo o artista judicial Stephen Mancusi, da polícia de Nova York, seria Michael Jackson hoje caso ele não tivesse feito tantas plásticas.

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O jornalista Fernando Rodrigues resumiu bem no blog dele o espírito da lei que a Câmara quer aprovar para regulamentar o uso da internet nas campanhas eleitorais: “a proposta acorrenta o Brasil ao século 20”.

A internet tem um potencial tremendo de democratizar a política. Qualquer um pode criar um site, qualquer candidato, rico ou pobre, pode divulgar suas ideias, qualquer eleitor pode ajudar seu candidato, qualquer pessoa pode doar dinheiro. É a nossa chance de dispor de mais informação, vinda de mais fontes, em vez de ter que decidir com base apenas em debates ensaiados, propagandas publicitárias e publicações parciais. Esse potencial democratizador ficou óbvio na campanha presidencial americana, quando um candidato pouco conhecido, sem o apoio dos manda-chuvas de seu próprio partido, soube mobilizar o país e ganhar a eleição, em grande parte financiado pelos próprios eleitores.

Mas os nossos políticos não querem saber de novidades desse tipo. Para quê? Eles estão satisfeitos em manter o clube fechado – já que eles já estão lá dentro.

Alguns dos absurdos que a proposta de lei contém:

  • sátira e humor sobre os candidatos estarão sumariamente proibidos.
  • um blog só poderá publicar uma entrevista com um candidato a cargo majoritário se der espaço equivalente a dois terços deles (o que praticamente inviabiliza a cobertura independente das eleições).
  • a propaganda só poderá começar no dia 5 de julho. Antes disso, temos que fingir que os candidatos não estão em campanha.
  • será proibido fazer qualquer alusão ou crítica a candidatos, exceto conteúdo jornalístico ou debates.

Fala-se muito na tal reforma política, que pretende modificar a forma pela qual os candidatos são eleitos. Isso é importante, claro. Mas por que ninguém fala sobre o mais importante? Sobre o fato de que há ainda no Brasil restrições ao direito à informação e à liberdade de expressão dignas de uma ditadura. De que os brasileiros não têm acesso a informação de qualidade para fazer escolhas bem informadas. De que nossos partidos políticos, todos eles, são autoritários, obscuros, cheios de segredos e tentam decidir a portas fechadas aquilo que deveria ser escolhido pelo povo. De que ninguém nunca quer saber nossa opinião e no único momento em que temos a chance de participar – a eleição – instaura-se um regime de exceção que controla a informação como e o AI-5 estivesse de volta.

Não bastasse a lei ser ruim prá dedéu, nossos excelentíssimos ainda correm o risco de não aprová-la a tempo (até setembro), o que nos deixaria com regras para internet ainda mais retrógradas. Eu, da minha parte, torço para que haja tempo de melhorar essas regras. Mas, se não houver, apóio uma campanha de desobediência civil. Que o Brasil ignore essa tentativa de censurar a internet. Não estou aqui propondo que se desrespeite a lei. Pelo contrário: precisamos é respeitar a lei maior, a Constituição Federal, que não deixa margem a dúvidas em seu Artigo 5:

É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença.

Caso alguém ainda não tenha entendido, a Constituição deixa mais claro:

A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer
forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto
nesta Contituição.

Parágrafo 1: Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço para a
plena liberdade de informação jornalistica em qualquer veículo de comunicação
social.

O resto é abobrinha.

Deixo vocês com um vídeo americano divertidíssimo que pega pesado com todos os candidatos a presidente na eleição do ano passado. Só como exemplo do que liberdade de expressão significa. As legendas estão em inglês.

httpv://www.youtube.com/watch?v=adc3MSS5Ydc

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Você deve estar ouvindo falar sobre o grande dilema amazônico: a necessidade de desenvolver a região não combina com a necessidade de manter a floresta em pé, essencial para evitar o aquecimento global. Pois esse é um falso dilema. Isso ficou claro conversando com o Beto Veríssimo, um dos principais cientistas da floresta, pesquisador da seríissima ong Imazon, reconhecido no mundo inteiro.

O modelo que temos hoje é ruim para a floresta e é ruim para o desenvolvimento.

É assim: está lá a floresta. Aí chegam as madeireiras, derrubando tudo. Menos de uma década depois, elas vão embora floresta adentro, em busca de mais madeira. Chega o gado, ineficiente, espalhando bois por uma área enorme. Em cinco anos, o solo está esgotado. A terra amazônica é pobre, é ruim para agricultura. Logo logo não serve nem para pasto. Mas não tem problema. Quando isso acontecer, as madeireiras já terão avançado mais, e haverá mais terra para os bois. Até que vai acabar tudo.

É óbvio que esse modelo é insustentável. O que não é tão óbvio é que ele não é nem sequer lucrativo (a não ser para uma meia dúzia de pessoas). O que a pesquisa de Beto mostrou é que esse jeito de explorar a floresta dá preju. Ele juntou um monte de dados para mostrar que, depois que esse processo começa, a região fica efetivamente mais pobre. O PIB, medida de riqueza, cai. Todos os indicadores sociais – doença, mortes, violência – pioram. O Brasil fica mais pobre.

É o que ele chamou de modelo de “boom-colapso”. Primeiro há uma sensação de desenvolvimento. Madeireiras abrem as portas, o preço da terra sobe, pessoas arrumam empregos. Aí, quando o solo se esgota, tudo fecha, todo mundo perde o emprego e o lugar fica mais pobre do que era antes. As taxas de homicídio explodem.

Como escapar desse modelo absurdo? Não é fácil. Mas o primeiro passo é parar de avançar sobre a floresta. E como parar de avançar sobre a floresta, se o incentivo da terra barata e da vigilância falha é tão irresistível? Bom, você pode ajudar. A dica do Beto:

Eu acho que você tem que evitar qualquer carne produzida na Amazônia. Com a madeira, já é possível saber a procedência e separar a madeira legal, certificada, da que destrói a floresta. Mas com a carne não. Os pecuaristas fizeram muito pouco progresso nesse aspecto. A única solução é comer apenas carne produzida em outras regiões.

E como saber se a carne que você compra vem da Amazônia ou não? É difícil, mas 3 grandes redes de supermercado (Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart) já se comprometeram a não vender carne de lá. Esperemos que outros mercados e açougues sigam o exemplo, mas, enquanto isso, uma dica segura é optar por um desses 3.

Se pararmos de avançar sobre a floresta, podemos recuperar as terras já desmatadas e colocar as 80 milhões de cabeças de gado da Amazônia para pastar lá, com mais eficiência do que hoje. Fazer essa mudança vai custar caro. Mas, ao final do processo duas coisas vão acontecer: a floresta vai ser salva e o Brasil vai ficar mais rico.

Como se vê, o dilema do desenvolvimento X preservação é uma bobagem.

Foto: Ana Cotta / Flickr

Claro que já vi muitas mortes: quem não viu? Mortes no cinema, na TV: soldados varados de metralhadoras, carros explodindo, policiais e bandidos distribuindo tiros, gritos de dor, de medo, ou só o suspiro da morte repentina, que chega antes de haver tempo de se assustar. Mortes de mentira, claro, de ficção. Mas cientificamente calculadas para se parecerem reais, para que o sangue escorra do jeito certo, para que o espectador se sinta vendo uma morte de verdade. Foram tantas mortes que às vezes eu penso que perdi a capacidade de me impressionar com elas.

Mas tem uma morte que eu não consigo tirar da cabeça. É a morte – de verdade – de Neda Agha-Soltani, a iraniana de 27 anos atingida por um tiro no peito no dia 20 de junho. Assisti a essa morte pelo youtube na sexta-feira passada, e desde então não consegui falar com ninguém sobre esse assunto. Desde a semana passada acordei e fui dormir todos os dias pensando em Neda. Ri com meus amigos, vi futebol, andei de bicicleta, mas o tempo todo uma parte de mim estava pensando em Neda.

Eu preferia não ter visto a cena – e, se você ainda não viu, recomendo de coração que não veja (por isso não divulgo o link, embora saiba que é absurdamente fácil encontrar o vídeo na internet). Algo me diz que jamais serei capaz de esquecer o que vi. Neda será para sempre uma presença na minha vida.

O que mais me impressionou nessa morte não foi a forma terrível com que aquele rosto bonito de repente se inundou de sangue. Não foi também a aparência mundana, quase cotidiana da cena: o vídeo começa com a menina sentando-se no chão, sem desespero, sem pânico, como se ela estivesse apenas cansada, como se o tiro no peito fosse apenas um pequeno incômodo, e segundos depois ela está morta e seu pai, desesperado, grita para tentar expulsar a maior dor do mundo.

O que mais me impressionou, na verdade, foi o olhar de Neda. Quando ela se deita no chão, seu olhar cruza com o olhar da câmera. Para mim, assistindo a milhares de quilômetros de distância, foi como se ela tivesse olhado para mim. E, naquele momento, eu soube que eu gostava dela. Neda podia ser minha amiga, não tivesse ela nascido do outro lado do mundo. Podia ser eu com aquele buraco no peito, não tivesse eu tido a sorte de nascer nos últimos anos de uma ditadura homicida, o que fez com que eu escapasse dela.

É difícil sofrer por mortes distantes. O opositor fuzilado num paredón cubano, o índio metralhado por grileiros na Amazônia, o estudante executado com um tiro na nuca na China, a criança atropelada por um jipe do exército do Zimbábue, o enfermeiro soterrado nos escombros do Iraque, o adolescente explodido pelo exército de Israel, o vizinho massacrado pelo vizinho na Bósnia, as famílias esmagadas por comerciantes de diamantes, de armas, de petróleo. Ou mesmo o ladrãozinho chacinado na periferia da minha cidade, São Paulo. São tragédias, claro – e o mundo está cheio delas –, mas não são minhas tragédias. Se eu for sofrer por cada uma delas, não dá para viver.

Mas Neda olhou para mim – um olhar indecifrável, talvez assustado pela súbita realização de que a morte estava chegando rápido, talvez já vazio de vida. E não dá para ignorar isso.

Tenho visto muita discussão na imprensa e na internet sobre o que está acontecendo no Irã: que Ahmadinejad é de esquerda, que os protestos são imperialistas, que eles são choro de perdedor, que a culpa é de Bush, que Obama devia se posicionar com clareza, blablablablablá. Nada disso tem a menor importância, acho eu. O estado iraniano vê uma menina como Neda como inimiga, a ponto de disparar contra ela. Eu, consequentemente, vejo o estado iraniano como meu inimigo.

Eu preferia não ter visto aquela cena. Mas fico feliz por ela ter viajado o planeta. Fico feliz por Neda ter podido lançar seu último olhar ao mundo. Fico feliz por ela ter conseguido comunicar neste olhar a verdade de sua luta, a covardia de seu adversário, o absurdo de seu assassinato. Fico feliz pela certeza de que isso não vai ficar assim.

Tem uma história linda acontecendo neste exato momento no outro lado do mundo, no Irã. Uma história de um povo criando coragem para enfrentar um regime opressor. De gente jovem, esperançosa, num dos países mais fascinantes do globo, conectada pelas novas tecnologias, enfrentando um gigante. Estamos num momento chave. Pode ser que o regime caia. Pode ser que ocorra um massacre.

Estou acompanhando todo dia pelo blog do Pedro Dória, o Weblog, que está atento a cada desenrolar e tem ótimas análises abastecidas por fontes no Irã e fora de lá. Acompanhe também. Não é todo dia que a História acontece.

A foto abaixo é parte da incrível reportagem fotográfica do brasileiro Carlos Cazalis, publicada no site de fotografia PicturaPixel (uma das boas dicas do Pedro).

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Foto © Carlos Cazalis