Não é tudo igual

Uma das maiores dificuldades de quem quer levar uma vida sustentável é distinguir o que é verde de verdade daquilo que é pura enganação marketeira – ou greenwashing, “lavagem verde”, o ato de disfarçar algo de ecológico só para vender mais. Ser sustentável não é só colocar papel reciclado na embalagem, ou fibra de sei lá o quê, ou pintar o produto de bege…

Uma arma do consumidor para separar o joio do trigo são os selos verdes. Infelizmente, mesmo aí, há enganação. Alguns selos são pouquíssimo rigorosos, geralmente outorgados pelos próprios produtores mais para fins de marketing do que de compromisso com o futuro. Outros selos são sérios. O FSC, que certifica madeira e outros produtos florestais, está no time dos sérios.

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A foto abaixo, recentemente divulgada pelo blog Heart of Green, é prova disso. Nela, você pode ver lado a lado terras cultivadas segundo as regras do FSC e terras que seguem as regras de uma outra certificação, a SFI, criada pelos próprios produtores de madeira:

fsc-sfi

Como você pode ver, a diferença entre um selo e o outro não é uma bobagem – é algo com impacto real na floresta.

O FSC só permite cortar árvores no ritmo em que outras nascem. Além disso, tem regras rígidas para proteger biodiversidade, proibir espécies em extinção, preservar nascentes e cuidar das pessoas da região. Já o SFI permite cortes em grande escala, não tem restrições ao cultivo em área de nascentes e permite trocar a derrubada de uma floresta antiga pela plantação de uma nova.

O FSC já está em mais de 200 produtos no Brasil, de material de construção a papel. Aqui tem um guia para você baixar e conhecer cada um deles.

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3 comentários
  1. Rômulo disse:

    Denis, o Brasil tem um selo relativo a manejo florestal, o CERFLOR, que é tão sério quanto o FSC, com a vantagem de ser nacional, ou seja, compreende melhor as particularidades locais.
    Vale a pena ocnferir na ABNT, também.

  2. Marcelo disse:

    Cara, a intenção é ótima, mas como o consumidor comum, maioria dos brasileiros, que podem até ter acesso à internet, mas não têm acesso a esse tipo de informação, podem saber o que é ou não sério?

    Não era o caso de uma ação governamental/educacional sobre isso?

    Será que o Minc tem interesse na divulgação de disso?

  3. Marcelo disse:

    E outra… tem os fatores “consciência e cultura ambiental”, que não é o caso do brasileiro.

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