A frase do dia

“Chamar os bancos de cassinos, como é feito frequentemente, na verdade é injusto com os cassinos, que têm a obrigação de manter reservas em dinheiro suficientes para descontar as fichas de seus clientes. Bancos, ultimamente, não precisavam fazer nem isso com seus contratos chave de derivativos.”

Fareed Zakaria, no seu “Manifesto capitalista”, publicado na última edição da Newsweek.

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6 comentários
  1. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Comunista dando pitaco sobre capitalista é como o sujo falando do mal lavado.
    Abraço aos leitores

  2. hacs disse:

    Nao tenho nada contra o lucro nem o capitalismo per se, nem poderia, estaria lutando contra um processo social que emerge de forma espontanea, uma vez atingido certo grau de sofisticacao tecnologica auto-sustentavel socio-politico-economicamente. Os problemas bradados contra aqueles sempre estiveram entre nos seres humanos, ainda que a origem da influencia que diferentes grupos exerciam fossem as mais diversas, caracteristicas de cada periodo. Assim foi entre os “cidadaos” gregos, os patricios romanos, antes desses as castas familiares, bem depois daqueles os titulos de nobreza e, recentemente, tivemos os camaradas do partido comunista. Todos buscaram manipular os outros, portanto eh humano.

  3. hacs disse:

    Entao, o que exala do capitalismo e do lucro que tanto nos irrita? Arrisco-me em especular o seguinte. A busca do lucro eh um fortissimo incentivo aas acoes humanas, e nos atuais regimes capitalistas procura-se direcionar esse espirito animal para acoes produtivas. Contudo, esse direcionamento eh dado por humanos, os quais dotados do mesmo espirito animal, suscetiveis aos mesmos incentivos, nao se acanham em externar sua humanidade. Do outro lado, humanos dotados tambem do espirito animal, sob os incentivos do lucro vislumbrado, nao se acanham em satisfazer o espirito animal daqueles, buscando satisfazer o proprio espirito animal. A cadeia se retroalimenta, gerando lucros crescentes,…

  4. hacs disse:

    bestializando as acoes humanas, justamente por serem humanos. Ou seja, sem querer me estender demais nisso, o mecanismo lucro-capitalismo induz uma tendencia crescente nao so na producao de bens e servicos, tecnologia e ciencia, saude e bem estar, etc., mas atraves da natureza humana, extravasa para os aspectos humanos “feios” e “primitivos” que procuramos esconder, mas que sob os devidos incentivos, se tornam irresistiveis ao nosso espirito animal. Essa bestialidade em meio aa riqueza e progresso materiais gerados so acentuam em nos a desilusao com o proprio ser humano, suas fantasias iluministas de progresso moral concomitante ao tecnologico e material, nos expulsando novamente do paraiso.

  5. Cristovam disse:

    O capitalismo impulsiona o ser humano a querer um fazer certas coisas melhor que outros, isto é no final a concorrência e contrário a outros ismos que induz uns matar melhor que os outros.

    O Capitalismo é um modelo econômico ruim, talvez, mas o açougueiro não deixa a carne mais bonita e com bom aspecto, porque gosta de pessoas que as vezes nunca viu, mas porque sabe que as pessoas vão lhe comprar a carne dele se esta estiver melhor que a do açougueiro do lado.

    Então o açougueiro trabalha mais, pra poder comprar mais do verdureiro, que pode comprar mais do oleiro, que pode comprar mais da mercearia, que pode compra mais da industria e ad infinitun.

    Falou…

  6. hacs disse:

    Esse eh o ponto, o capitalismo impulsiona o ser humano a querer um fazer certas coisas melhor que outros, inclusive no banditismo, corrupcao, narcotrafico, etc. O pressuposto de que o capitalismo so impulsiona atividades produtivas e beneficas eh pura ideologia, dai que muitos economistas destacados se dediquem ao estudo dos sistemas de incentivos presentes em atividades improdutivas. Procure pelas pesquisas do Gary Becker, por exemplo. Isso nao significa que os coletivismos diversos sejam melhores, falsa dicotomia, mas so uma constatacao dos riscos em ideologias libertarias radicais. De resto, a menos do fator humano, o capitalismo contem mecanismos de correcao (ver externalidades e Pigou).

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