Qualquer um pode ser jornalista

O Brasil é um país onde o corporativismo chega às fronteiras do absurdo. Aqui advogados fazem questão de falar uma língua que ninguém mais entende, de forma a tirar do povão a possibilidade de se defender sozinho. Acadêmicos só discutem com seus pares, e ignoram a massa ignara lá fora. Policiais não multam juízes, generais e otoridades em geral. Médicos escondem informações sobre doenças. Políticos se acham um tipo especial de ser humano, imune à lei (segundo o presidente, por exemplo, Sarney não é “pessoa comum”).

E jornalistas têm o monopólio da produção de notícias. Pessoas sem diploma de jornalismo são proibidas de divulgar informações ao público.

Quer dizer, eram.

O Supremo Tribunal Federal derrubou ontem à noite essa exigência absurda, que por anos empobreceu nosso país. Forçar todo mundo que faz jornalismo a ter a mesma formação universitária é homogeneizador, acaba com a diversidade da informação, torna impossível que a imprensa reflita  a sociedade. Nos EUA, advogados, engenheiros, filósofos, cientistas trabalham na mídia. E a imprensa é 3 trilhões de vezes mais interessante que aqui. Lá tem até jornalista que sabe fazer conta!

Não que eu não tenha aprendido nada na faculdade de jornalismo. Aprofundei lá meus conhecimentos sobre substâncias inebriantes e me tornei um dos grandes jogadores de pebolim da minha geração, entre outras coisas. Mas nada que se ensine na faculdade de jornalismo justifica o privilégio do monopólio da produção e divulgação de informação para a sociedade.

Comemoremos. O Brasil ficou um pouquinho menos corporativo.

Ah, se bem que para cada avanço há um retrocesso… Não querem agora que os DJs sejam obrigados a tirar diploma para poder colocar som?

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Foto: Felipe Skroski / Twitter

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132 comentários
  1. André Gustavo de Souza Cardoso disse:

    Caro Denis, respeito a sua opinião, porém não comungo com ela em todas profissões livres no Brasil há exigência de diploma, registros de conselho, exemplo: o autodidata não pode a exercer a função de profissional de direito; não pode clinicar, senão, será tido como chalartão, para nossa infelicidade agora, qualquer um poderá ser legalmente comunicologo, isto é um retrocesso, a minha opinião é que o STF deveria ser mais explicito acabava com o curso de jornalismo logo

  2. Fernanda disse:

    Não tenho o que dizer sobre essa sua posição absurda a favor da medida contra o diploma de jornalismo. Realmente, lamentável.Então, um analfabeto poderá escrever para o jornal e isso ser considerado certo. Meus anos de faculdade serão em vão? Se você não aprendeu nada no seu curso, lamento, mas eu estou aprendendo.

  3. Eduardo disse:

    É triste ver o local que tanto amamos e que lutamos para ser um lugar melhor a cada dia dar menos importância ao estudo, ficar indiferente a ele. Quando o que mais precisamos é de incentivos a educação e a cultura. Cada vez mais as pessoas que comandam esse pais tem menos instrução e por isso dão menos importância a isso. Esta claro que para ser Juiz do STF não precisa de muita instrução também. Só aprender algumas palavras técnicas e ninguém te questionará.
    Triste

  4. Joabe S. Arruda disse:

    Dessa vez tenho de concordar concorde com você, Denis.

    ***
    “Então, um analfabeto poderá escrever para o jornal e isso ser considerado certo.”

    Bem, analfabetos não sabem escrever.

  5. Kako disse:

    Face ao nível dos jornalões e revistões existentes a decisão é perfeita.

  6. denis rb disse:

    Fernanda,
    Seus anos de faculdade foram em vão só porque o diploma não garante mais a reserva de mercado? Uai, se você aprendeu coisas importantes na faculdade, use-as. Se você é uma boa profissional, vai encontrar espaço. Não precisa de um privilégio, não precisa de um papel, não precisa proibir o acesso a quem não tem o papel. Desculpe, mas você não pode pensar só em você: tem que pensar no que é mehor para o Brasil.

  7. denis rb disse:

    Eduardo,
    Não se trata de ser contra o estudo.
    André,
    Do jeito que você fala, dá a entender que o curso não serve para mais nada, só para dar o diploma.

    Não sou contra os cursos de jornalismo (embora ache que, na média, eles sejam muito ruins). Valorizo o estudo, sempre que posso volto à universidade.
    O que não concordo é com o corporativismo, com o elitismo, com vetar acesso a gente boa só porque não tem um papel.

  8. André Gustavo de Souza Cardoso disse:

    Caro Denis, quando me expressei em relação a necessidade de se ter um diploma; eu explico da seguinte forma: como Bel em Comunicação Social, não posso me defender em nenhum processo penal ou cível pois não tenho o diploma ou formação em Direito, mas o profissional em Direito, bem como outro qualquer profissional pode ser colunista, escrever etc…, sem nenhum tipo de critério e/ou imparcilidade, ética que aprendemos na universidade, a minha preocupação não é só essa é também existir um grau de nivelamento medíocre, e aí você meu caro amigo, assim como todo profissional de jornalismo corre risco de ser preterido por alguém que se valorize tão pouco e que não tenha a mesma competência sua.

  9. marcelo vergara disse:

    Caro Denis,
    “lá tem até jornalista que sabe fazer conta”, bela tirada!
    Aqui a grande maioria dos jornalistas *formados*, não sabe nem escrever, ou melhor depois do advento do corretor ortografico, qualquer zé mané escreve, desde que se alinhe ao modos o”P”eran”T”i…
    Agora para o sugeito ser jornalista basta falar bem do “P”ar”T”ido!
    Ou não falar mal, tanto faz, já que está tudo DOMINADO!
    Bastando abrir os jornais para comprovar o que escrevo.
    Com raras e boas exceções, como é o seu caso, e de mais uns poucos!
    abs

  10. denis rb disse:

    André,
    Mais competição não leva à mediocrização: pelo contrário, leva a mais qualidade.
    E torço para que chegue o dia em que cidadãos conscientes e informados possam se defender perante a lei, sem a necessidade de advogados. Comemoro hoje o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Espero comemorar o fim de outras obrigatoriedades, de outras burocracias corporativas.

  11. Pedro disse:

    Excelente Denis. É um tapa na cara de quem vai pra faculdade só pra arrumar diploma. Se o curso de jornalismo ensinado em nossas faculdades de fato ajudam o profissional a desenvolver sua profissão, ele continuará a ser procurado, e, a partir de agora, será melhor frequentado.

    Eu não entendo a cabeça desses que fazem de tudo pra se proteger atrás do título. Se obter o título realmente seviu pra algo, não é um simples pedaço de papel que fará a diferença.

    Parabéns ao STF pela decisão… realmente vai fazer muita patricinha e playboizinho pensar no que querem pra vida.

  12. Pedro disse:

    Denis, felizmente é uma tendência do governo federal não discriminar mais os profissionais pela formação. Vê-se os últimos concursos e cargos criados. É realmente um absurdo alguém que obteve conhecimento de nível superior em outras fontes além de uma sala de aula não poder exercer aquilo que sabe. Quanto mais em um país onde se obter um diploma em qualquer esquina se tornou tarefa fácil. A competição regulada é o único caminho para a qualidade e a derrubada dessa exigência estimula ainda mais o mercado.

  13. Adalberto Saquarema disse:

    Denis, você está certo, não porque falou do s jornmalistas corporativos, mas também pela cultura do compadrio que reina em nosso país. Eu sou professor e vejo que no Brasil vale muito mais o QI (quem indica) do que a competência. Se você abraça as idéias corporativas, OK, senão não serve.
    Temos os médicos cada vez mais especializados em suas semimística esculapiana e suas entrevistas na TV em busca de “prestígio”, os advogados oabeísticos com seus termos incompreensíveis, com sua bazófia profissional,os juízes com sua arrogância que quer anular qualquer questionamento de nós leigos sobre a lentidão do serviço judiciário.Quanto as suas aptidões pebolinísticas vamos marcar um joguinho?

  14. denis rb disse:

    Estou com um projeto de lei para obrigar as pessoas a terem diploma de jornalismo para poderem jogar pebolim.
    PS aos leitores Brasil afora: pebolim é aquilo que vocês conhecem por totó ou flaflu

  15. jorji disse:

    Denis tem razão, o corporativismo é apenas um dos nosssos problemas, apenas mais um.

  16. simone disse:

    É POR ISSO QUE O BRASIL ESTA ONDE ESTA, É REALMENTE O CUMULO, ENTÃO PODE SE DIZER QUE QUALQUER UM PODE SER QUALQUER COISA, HOJE QUERO SER JORNALISTA AMANHA QUERO SER MEDICA DEPOIS ADVOGADA, E POR QUE NAO HOJE ACORDEI COM VONTADE DE SER MINISTRA DO STF, AFINAL DE CONTAS TENHO MEU DIREITO DE EXPRESSAO ENTAO POSSO EXPRESSA-LO EM QUALQUER LUGAR.

  17. simone disse:

    É POR ISSO QUE O BRASIL É O LIXO QUE É.

  18. denis rb disse:

    simone, você é super bem vinda para se expressar sempre que quiser aqui no blog…

  19. Vitor Leal disse:

    Denis,
    Concordo com quase tudo que você disse, exceto o projeto de lei que torna obrigatório o diploma em jornalismo para jogar pebolim. O correto seria Comunicação Social (estudei publicidade, oras!). Inclusive, acho que fizemos as mesmas optativas na faculdade. Será?

  20. JRG disse:

    Quero ver os ministros do supremo derrubarem o diploma para advogados…

  21. Roberto disse:

    Num país sem diploma fica tudo muito mais fácil.
    É só reparar que ninguém é mais PROSTITUTA. Só existe agora: MODELOS, ATRIZES E MULHERES FRUTAS. PUTA? O QUE É ISSO?

  22. Ellen disse:

    Concordo plenamente contigo Denis.. em tudo!

    Derrubou esse corporativismo brasileiro… e outra, também acho absurda essa proposta de exigir diploma para DJ’S.

    Ano que vem começarei meu curso de Jornalismo, apesar de não ser fã de pebolim!!!

  23. Gabriel disse:

    Eu não sei nada sobre os cursos de Jornalismo, mas acho que deveria haver uma especialização (ou uma segunda graduação) antes ou depois de terminado o curso. Ex.: quer escrever sobre economia e finanças, estude MUITO sobre o assunto.
    Desculpa, mas é impressionante a quantidade de besteira que os jornalistas escrevem. Ao invés de facilitarem o acesso à informação sobre mercado financeiro e conceitos macroeconômicos, eles conseguem dificultar o que não é tão difícil assim… Entrevistam as pessoas erradas, leem relatórios com informações distorcidas e são muito, muito leigos.

  24. Adalberto disse:

    Bom só me digam agora o que eu faço na atual situação, trabalho em um banco e que para qualquer tipo de promoção pede o curso superior concluido ou em andamento, estou no 3º ano de jornalismo no Mackenzie, termino o curso e presto outro vestibular para publicidade ou será que para ser publicitário tambem não será mais exigido o diploma???? fazer uma propaganda é mais valioso que uma repostagem séria???

  25. Adalberto disse:

    Correção: onde lê-se repostagem , leia reportagem.

  26. Adalberto disse:

    Respondendo a Leitora fernanda que não sabe nada sobre o curso de jornalismo.Assim como em outras profissões no jornalismo você também pode se especializar em qualquer área. Assim como os médicos e advogados podemos ser um clinico geral ou um cirurgião cardiovascular, um advogado tributarista ou advogado trabalhista. podemos ser um jornalista especializado em relações internacionais por exemplo, basta fazermos uma pós..

  27. Antonio Carlos da Fonseca Barbosa disse:

    Denis.

    Quando optei por Comunicação Social e Artes (na UEPB ainda usava Artes) foi na ilusão que seria um comunicador e não um jornalista. Ser comunicador era aprender escrever com uma linguagem acessível, mas inteligente. A biblioteca era minha diversão, pois os mestres, na maioria jornalistas eram frustrados e/ou malas (macacos velhos que não ensinavam tigre a subir em árvore). Como a parteira perdeu o lugar para a obstetra. O estudar para ser jornalista seria melhorar a qualidade das informações. Não vejo a formação como corporativismo, mas cada macaco no seu galho. Quando um jornalista é músico, um ator é cantor torcem o nariz. Ser comunicador não passou de Ouro de Tolo.Vou advogar.

  28. Márcio disse:

    Apoio a decisão. Sou historiador e minha profissão não é reconhecida, muitos da minha área são favoráveis – mas sou contra a profissionalização. Seria dizer que um grupo seleto de pessoas têm o monopólio da interpretação do passado de um grupo ou país. Nesse aspecto, creio que a quebra da necessidade do diploma é um grande avanço – esse corporativismo forte que temos aqui, beira o fascismo em inúmeras ocasiões. A minha única preocupação, é a desvalorização desses, e do meu caso também, frente ao mercado de trabalho. Ou seja, certamente vão aproveitar essa decisão como pretexto pra pagar salários menores, não acham? Sem contar os problemas com seguridade social e tal…como isso vai ficar?!

  29. oicràM disse:

    Seria corporativismo se houvesse uma OJB (Ordem dos Jornalistas do Brasil) por trás dos jornalistas. Em tempo, não sou jornalista.

  30. alex disse:

    Discordo quantos aos Advogados, se o povo que não sabe nem falar direito você ainda diz que o mesmo tem que se defender sozinho?? Todo mundo tem que ter sua profissão devidamente regulamentada com o respectivo diploma para que se possa ter o controle dessa profissão. Imagine que de uma hora pra outra eu resolva simplesmente ser Médico, afinal diploma pra que? O diploma nada mais é do que uma permissão para se atuar na área dentro dos limites estabelecidos pelo respectivo Conselho. Pessoas sem diploma devem ser sim proíbidas de divulgar informações ao público sim, isso é uma irresponsabilidade, pois considere que determinadas informações é que trazem a especulação que mexem com a economia de

  31. oicràM disse:

    Hum, para que estudar e trabalhar se eu posso simplesmente roubar.

  32. Alessandro disse:

    Não entendi a chamada da matéria. Nada mais normal do que os Advogados de falarem a lingua que o Judiciário entende, não o povo, pois esse só vai entender se estudar direito. A possibilidade de defender o povo está descrito na Constituição conforme o próprio povo determinou. Acadêmicos só discutem com seus pares, óbvio queria que discutissem com quem? Com o povo? que não tem nem o que comer em sua maioria. Policiais não multam juízes, etc, Qual a relação disso com a queda da exigência do diploma de Jornalismo? Corporativismo? Não é! Isso é crime, como deveria ser crime alguém atuar em uma profissão sem o devido treinamento e certificado após a prova que avalia, pelo menos em parte, a aptidão

  33. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Denis

    Este tópico está fervendo 😯 😯 😯 😯 😯

  34. Marcelo disse:

    O problema são as generalizações. E você parece ser rei nisso. Acabar com a obrigação do diploma não vai dar, finalmente, o direito às pessoas informarem. Isso já acontece, é só ver os blogues, artigos de jornais, revistas científicas, etc. Ninguém que seja ético e não tenha vocação vai se meter a praticar jornalismo. A não ser que seja um oportunista bem relacionado ou um ex-BBBs. E essa lei veio para abrir mais espaço para eles.
    Essa história de vincular diploma à elite é pura conversa sem sentido. Todo mundo sabe que por trás da ideia da não-obrigatoriedade estão as grandes empresas de comunicação que querem tirar os sindicatos e as obrigações da categoria de suas costas. Vamos contratar

  35. André Gustavo de Souza Cardoso disse:

    Olá Denis, Eu de novo, quando disse a 1:38, que me preocupa o nivelamento da mediocridade, pois bem, eu conheço um camarada que tem um programa de rádio de cunho jornalístico e somos capazes de ouvir dele, pérolas como estas: eu vou comunicar o (sic)negoço a (sic) vice comandante; esse sujeito não tem formação em Comunicação, no entanto é bastante eloquente, popular e barato.

  36. Marcelo disse:

    continua….

    Vamos contratar para redator o filho da amiga do vizinho? Ele aceita trabalhar pela metade do valor de um jornalista registrado. Ele é legal, descolado, já foi na Disney.

    No meu caso, continuarei lutando pelo meu lugar ao sol. Será apenas mais uma dificuldade que o mercado impõe ao meu sonho de carreira.

  37. André Gustavo de Souza Cardoso disse:

    A propósito Denis, e a todos que já postaram ou ainda estão para postar algum comentário aqui, se a noticia hoje fosse assim: O STF com 09 votos a 01, resolve desobrigar o uso do diploma de direito; decisão esta, que abre a qualquer cidadão intentar, desistir ou defender-se em qualquer ação cível ou criminal, bem como, facultar o uso ou não do diploma de direito para qualquer profissional do ramo, a saber, advogados, juízes, promotores e delegados. Como seria a reação dos profissionais de direito?

  38. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Pocha vida pessoal um dos juízes que votou pela ñ obrigatoriedade do diploma disse que a função jornalística é acima de tudo uma arte que engloba literatura, poesia, criatividade e tantos outros adjetivos espirituosos que vcs ao menos poderiam refletir e considerar alguma razão né? 😳
    Abraço aos leitores!

  39. denis rb disse:

    Caramba…
    Pessoal, tem só duas regrazinhas básicas para fazer comentário aqui: não fazer publicidade e não ofender ninguém. Será que tem gente que não consegue cumprir nem esses pré-requisitos mínimos para a convivência em sociedade? Fico imaginando se vocês são assim no mundo real ou é só aqui na internet. Entram na sala chamando os outros de imbecil?
    Enfim, deletei quem me xingou e deletei quem xingou quem me xingou. Pena que eu tenha que fazer isso num post sobre liberdade de expressão.

  40. denis rb disse:

    Tem muita confusão aqui.
    1. Verdade que tem muito jornalista ruim, desonesto, despreparado, semi-analfabeto (com e sem diploma de jornalismo). Queria só lembrar vocês que é facultado a todo cidadão mudar de canal. Há 1 milhão de opções de fontes de informação. Tenho certeza de que você consegue achar uma que te satisfaça.
    2. Ser contra a obrigatoriedade do diploma não é ser contra o diploma. Continuo achando que há muito o que aprender numa faculdade de jornalismo. Ou em alguma outra faculdade (a maioria dos meus jornalistas favoritos se formou em outro curso). A propósito: acho ótima a ideia de um curso de especialização em jornalismo (só não acho que tenha que ser obrigatorio)

  41. Pedro disse:

    André Gustavo de Souza Cardoso, que notícia?? Isso aqui é blog, nao jornal.

  42. denis rb disse:

    3. Ser contra a obrigatoriedade não é ser contra a educação. Só acho que a gente tinha que se educar com o objetivo de nos tornarmos profissionais melhores, pessoas melhores. Não de conseguir um papel inútil. Em 2008 passei um ano numa universidade americana estudando. Não ganhei diploma nenhum. Mas aprendi um monte.
    4. A obrigatoriedade do diploma dispensa as faculdades de bolar cursos bons. Os cursos são umas drogas pq não estão comprometidos com os alunos: só servem para cumprir uma obrigação burocrática. Agora as faculdades vão ter que rebolar para oferecer um curso que ensine algo de verdade, que seja útil de verdade.

  43. Igor disse:

    O advogado é peça essencial do direito brasileiro. Isso está na CF de 88 e o STF não tem poder pra mudá-la. Eu não sou avogado e, como o Denis, acho um absurdo o uso que tal classe faz de um vocabulário absolutamente inacessível para manter-se num degrau mais alto. Mas se isso está errado, não deve ser usado como desculpa pra não corrigir os problemas de outra profissão. Se cada uim passar a fazer algo errado só porque um segundo faz, problema nehnum se resolve. Acha que só o exame da OAB está bom pra virar advogado? Lute por isso.

  44. denis rb disse:

    A propósito, sobre os advogados
    Não acho que o diploma de direito deva deixar de ser obrigatório. Advogados têm que ter domínio da lei, e é isso que a faculdade de direito dá. (Jornalistas, por outro lado, têm que ter domínio dos temas que cobrem e humildade para perguntar quando não têm o domínio. Isso pode se aprender na faculdade de jornalismo. Mas também pode-se aprender em outros cursos. Ou na vida)
    Mas acho sim que um cidadão bem informado, consciente, deveria ter o direito, caso queira, de representar a si próprio perante a justiça. E que a justiça deveria ser mais acessível ao cidadão comum. Pode começar falando a língua dele.

  45. denis rb disse:

    Enfim,
    Bons jornalistas acharão seu espaço.
    Maus jornalistas não poderão mais esconder sua mediocridade atrás de um pedaço de papel.

  46. Reinaldo Renan Barroso disse:

    Denis Russo: Não sou da área então posso fazer meu comentário isento de paixões! Aplaudi a decisão do Supremo, parece que estamos começando nova era, será o início do fim do coperativismo dos medíocres que se escondem atrás de um diploma e alguns podem vestir a carapuça. Pior é na minha área.
    É quase irreal a briga que tem os corretores de imóveis para chegarem a uma presidencia de um Creci ou de um Sindicato de classe. Autoridades deveriam olhar pela nossa classe e propor acabar com os Conselhos Regionais e Sindicatos! O Corretor que não primasse pela boa conduta, seria punido pelo Código Civil Brasileiro, artigos 722 a 729. Para que serve um Creci?

  47. denis rb disse:

    Apoiado, Reinaldo!

  48. Lilx disse:

    @alex
    “Pessoas sem diploma devem ser sim proíbidas de divulgar informações ao público sim, isso é uma irresponsabilidade, pois considere que determinadas informações é que trazem a especulação que mexem com a economia de”

    Economistas devem ser proibidos de postarem artigos jornalísticos sobre o mercado em seus blogs se não tiverem diploma de jornalista?

  49. Lilx disse:

    @Fernanda
    “Então, um analfabeto poderá escrever para o jornal e isso ser considerado certo. Meus anos de faculdade serão em vão? Se você não aprendeu nada no seu curso, lamento, mas eu estou aprendendo.”

    Se a pessoa é analfabeta e a empresa que o contratar tiver um processo seletivo decente. Há grandes chances de você não precisar se preocupar com isso, ele não será contratado.
    Agora, se a empresa o contratou, a preocupação não é com o que o analfabeto publicar, mas sim se você está obtendo informações desse veículo (empresa) ou de outro melhor.

  50. Lilx disse:

    O grande problema é que as pessoas não enxergam outras formas de avaliar o potencial de uma pessoa senão pelo curso que ela faz, grau e experiência em outras empresas.

    É o que entendo por corporativismo, isso pode e, ao meu ver, vai acabar no futuro, assim como os diplomas. Haverão profissionais sem diploma – mas como isso?

    Referências, conexões, networking.

  51. Lilx disse:

    Continuando…

    Como freelancers obtém clientes? Bom, indo atrás é uma delas, mas principalmente através de referências de clientes anteriores que aprovaram o trabalho dessa pessoa e o recomendam.

    Imagine agora um portal, site, LinkedIn da vida, para cada profissão existente, você poderia procurar a pessoa mais recomendada, quanto ela cobra, ver aspectos positivos, negativos, feedback, enfim.. tudo o que você precisa saber para confiar seu trabalho nessa pessoa ou não.

  52. Lilx disse:

    Continuando…

    Diploma não é necessário nesse cenário e a copetitividade é muito maior, pois o número de produtores de conteúdo aumenta quando não precisam gastar um carro popular por ano para obterem um papel escrito que estudaram para fazerem o trabalho que fazem. Acredite, a maior parte dos clientes não estão interessados se vc ficou jogando pebolim na facul ou sentou na primeira fileira, querem um trabalho bem feito apenas.

  53. Lilx disse:

    Em tempo, os jornais estão um passo atrás na reportagem dos fatos que acontecem no mundo. Estão perdendo para sabe quem? Qualquer pessoa com uma conta no Twitter.

    A informação gerada por usuários e pessoas comuns (inclua aí analfabetos) é mais poderosa que a gerada por instituições. É mais rápida, vem em pequenos pacotes e em grandes quantidade por qualquer pessoa, com diploma ou não.

    Isso está acontecendo agora, veja este caso: (no meu próximo comentário)

  54. Lilx disse:

    http://su.pr/5hZ62t

    Este é um artigo do NYT dizendo que enquanto o site principal da CNN estava ensinando seus leitores sobre o processo de migração da TV Analógica para Digital nos EUA, há várias horas atrás pessoas no Irã estavam postando mensagens no twitter falando sobre a repressão (ao vivo) das manifestações contra a eleição (alegadamente fraudulenta) do novo presidente.

  55. tc.porto disse:

    diante de tanta bobagem que importa ser jornalista ou não????

  56. André Gustavo de Souza Cardoso disse:

    Caro Denis, Boa noite, como foi eu, se não me falha a memória, que iniciei a longa discussão em seu blog, cabe a mim neste epílogo dizer-lhe que me RENDO aos argumentos que levaram aos egrégios Ministros do STF encerrar a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, bem como dos seu argumentos e de seu séquito, a partir de hoje não mais reportarei como Jornalista, mas sim como Comunicologo, pois Jornalista apartir de ontem qualquer um pode sê-lo. Um abração, agradeço por sua agradável atenção.

  57. f tavares disse:

    uma coisa é certa: a decisão não vai nivelar por cima o exercício da profissão, como atualmente não é nivelado por baixo. temos bons jornalistas formados e ótimos que não passaram nem perto da academia. o contrário também é verdade. agora, o que impressiona é a mobilização do supremo, na agenda de trabalho e na mídia, o tribunal que é tão egrégio e solene que traz até um adjetivo no nome, ocupado para tomar uma decisão inóqua, desimportante, sem consequência na imprensa ou em qualquer outro segmento, senão a satisfação política, quase revanchista, de revogar uma decisão tomada no período de exceção. afinal, qualquer um vai poder ser jornalista, como sempre…

  58. Clóvis disse:

    Já que é assim, vamos verificar as profissões que se podem dispensar a obrigatoriedade de diploma. Começaria pela advocacia. Quem dá mais?

  59. alvaro silva disse:

    Se ser jornalista é ter suas idéias, você não passa de um borra bosta.

  60. alvaro silva disse:

    Denis Russo Burgierman, “Jornalista” da Editora Abril? você deve se identificar doravante como cozinheiro ou gari da Editora Abril, pois jornalista e qualquel imbecil dá no mesmo, seu desprezível.

  61. Leomar disse:

    O primieiro jornalista de verdade que vejo fazer esse comentário. Morei nos EUA e sempre achei estranho o fato de aquir ser necessario uma porcaria de diploma para poder divulgar suas ideias ou acontecimentos do cotidiano, jornalista na verdade e um contador de história, e contador de história não precisa necessariamente de diploma, parabéns você é um jornalista!

  62. Antonio Carlos da Fonseca Barbosa disse:

    Olá, Denis.

    Coorporativismo e coleguismo (Q.I) é a mesma coisa pra você?

  63. jf disse:

    Quem é esse tal de alvaro silva? Quem quer que seja, (sem preconceitos) deve se lembrar que borra bosta é um termo do tempo dos meus bisavós, ninguém mais se sente atingido por um insulto assim. rs

  64. Antonio Carlos da Fonseca Barbosa disse:

    OLá, Denis.

    Lendo suas respostas, até compreendo a sua intenção. Seja excelente profissional sem ou com diploma. Desconsidere meus comentários anteriores. Proponho uma campanha abaixo vestibular e o livre acesso a sala de aula para estudar o que lhe desse prazer. No EUA é assim, né?

  65. Carol disse:

    Comentário perfeito! Sou jornalista formada, mas sempre questionei a obrigatoriedade do diploma, pois a faculdade não oferece subsídios que justifiquem esse “monopólio” . Jornalismo é algo que se aprende na prática, na vivência, na troca. Os cursos de Jornalismo não deixarão de existir, mas acho que é uma excelente oportunidade para que os currículos sejam revistos e aprimorados. Aliás, aproveito para repudiar a soberba de muitos jornalistas que se mostraram indignados com comparação com os cozinheiros – ok, vá lá, desnecessária. Mas fazer o quê? Estamos na era das metafóras. Qualquer atividade, intelectual ou não, é nobre, é importante para a sociedade. Imaginem um dia sem garis…

  66. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Mandou bem Carol!!!

  67. Cleusa disse:

    Coisa boa a democracia. Todos opinam, todos comentam. Todos com ideia formada sobre tudo. Sou formada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo e concordo com a não obrigatoriedade do diploma. Mas não concordo que qualquer um pode ser jornalista e para tal basta saber escrever. Tem jornalista, mesmo formado, sem condições de exercer a atividade. Falam sobre escrever bem ou mal. A atividade jornalística subentende comunicar ao público, além de escrever com correção. Se teu leitor entendeu a mensagem, a missão está cumprida, com ou sem diploma.

  68. Maurício Bittencourt disse:

    Denis, sou contra a obrigatoriedade do diploma. No entanto, admito: colegas nossos que se dignaram a estudar saíram da faculdade mais preparados. Se eu tivesse estudado um pouco de Teoria da Comunicação e Sociologia por exemplo, teria sido menos ingênuo ao adentrar algumas redações. A principal função que vejo para a escola de jornalismo não é técnica, mas ética.

  69. Pedro disse:

    C-O-N-C-O-R-R-Ê-N-C-I-A.

    É disso que esse povo tem medo. Hoje, no brasil, quem é bom é bom, quem não é se esconde atrás dos títulos. Ainda bem que isso tá mudando. Abaixo aos títulos e viva o conhecimento verdadeiramente adquirido!

  70. alexandre monassa disse:

    ola que tal uma partida de pebolim??? duvido que vc me ganhe!!

  71. denis rb disse:

    Eu ia deletar o comentário do alvaro silva, das 10:43, porque de novo descumpriu as regras e apelou para as ofensas. Mas não consegui. É engraçado demais. Não só pelo vocabulário (borra bosta é demais!), mas também por exemplificar lindamente o tal pensamento corporativo que eu condeno. Olha só o raciocínio do alvaro: eu sou jornalista, logo devo lealdade aos jornalistas. Se sou jornalista e critico os privilégios da minha própria classe, sou desprezível, sou um traídor. Ou seja, meu compromisso como jornalista é defender os jornalistas, não pensar no bem da sociedade. Igualzinho ao compromisso do Sarney, que é defender a classe dos políticos, não o Brasil.

  72. denis rb disse:

    De acordo, Maurício Bittencourt. Talvez você não se lembre, mas, nos nossos tempos de ECA, fui razoavelmente bom aluno. E, apesar das minhas ironias com pebolim, aprendi sim coisas que carrego comigo para a vida. Não me arrependo de ter feito a faculdade e não acho que a queda da exigência desvaloriza meu diploma. O diploma é só um pedaço de papel escrito com letras bonitas. O que importa é o que aprendemos lá. Mas não tenho dúvidas: eu definitivamente seria hoje melhor no meu trabalho se tivesse estudado história e/ou biologia, assuntos que adoro e que pautam minha atuação como jornalista.

  73. Gabriel disse:

    Ahh, não, o Sarney ainda tá vivo??? Quando eu voltar pro Brasil, em agosto, espero que esse ‘problema’ já esteja resolvido.

  74. denis rb disse:

    Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, chamo de corporativismo o mal hábito de as pessoas colocarem os interesses de seus próprios grupos à frente dos interesses da comunidade, da sociedade, do país.

  75. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Denis
    Isso mesmo, não deleta o Alvaro Silva, pelo menos ele nos faz rir já que não escreve coisa com coisa. …borra botas… 😆 😆 😆 😆 😆 😆 😆

  76. Leila disse:

    Denis Russo. É triste ver um “Jornalista” confundindo liberdade de expressão com a atividade jornalística.

  77. renata disse:

    Imagino que tipo de jornalista vc é, já que se preocupou mais em jogar pebolim do que em conhecer as técnicas do curso.
    renata

  78. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Renata
    Eistein jogava aviãzinho de papel nos coleguinhas de classe ao invés de prestar atenção na aula de matemática, quem dera eu jogar pebolim no período de aula e ter uma coluna na Veja.
    Se eu fosse blogueiro faria como o Reinaldo Azevedo, barrava todos críticos mesmo os construtívos :ugeek:
    Abraço aos leitores

  79. Rogério de Oliveira Soares disse:

    aviãzinho sorry 😳

  80. Pedro disse:

    Particularmente acho que se a lei tivesse que exigir alguma coisa para essa profissão, seria exigir um diploma de curso superior. Mas a questão é que o mercado jornalístico no Brasil já está tão saturado que ele mesmo irá exigir muito mais que isso aí.

    Denis, repare uma coisa: quando você falou em Greenpeace X Pecuária ilegal na Amazônia (assunto que envolve cidadania, equilíbrio climático, ética ambiental, etc.) você teve uma discussão extremamente calorosa aqui no site… mas nada se comparado com uma simples mudança na regulamentação de uma determinada categoria. Isso é um indicador que as pessoas só defendem um ideal quando o bolso está no meio?

  81. Pedro disse:

    Quanto aos posts mal educados, acho que seria legal você postar uma política em algum canto do site dizendo o que pode e o que não pode ser escrito. Assim, cada um se auto-policia e você nem precisará justificar a exclusão. Não será censura, mas sim uma manutenção da razoabilidade e ordem social.

  82. jonas disse:

    Perfeito!! Parabens por este excelente artigo. O corporativismo e a burocracia sindical estão desesperados. Os profissionais ruins, usam o diploma para excluir do mercado profissionais talentosos mas sem diploma. Essa realidade irá mudar. Os bons não terão o que temer, mas os ruins, serão convidados a se retirar. O Brasil e a liberdade individual ganharam com isso.

    Abraços!!!!

  83. André Gustavo disse:

    Pessoal o problema não reside somente na desobrigatoriedade do uso do diploma para o exercício do jornalismo, ontem eu disse muitas coisas aqui, refleti, esfriei a cabeça em relação a toda esta celeuma, e cheguei a conclusão que todo nós sabemos, há muito tempo a exigência de diploma já não é mais requisito de trabalhar numa redação de revista, rádio ou jornal; conheço particularmente pessoas que tem formação em Letras exercendo jornalismo, a questão agora foi o que vi noticiado em alguns meios de comunicação, o M.M Presidente do STF Gilmar Mendes, disse: “…a partir de agora, o registro de jornalista no Ministério do Trabalho perdeu o sentido…” Estamos todos na informalidade…

  84. André Gustavo disse:

    O problema hoje é desregulamentação junto ao Ministério de Trabalho…

  85. André Gustavo disse:

    Para maior clareza o jornalismo não será mais profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho, seremos todos ambulantes que pensam, com ou sem diploma, estar aberto o debate…

  86. denis rb disse:

    Pois é, André
    Esse é mesmo um problema. Outro problema: a falta de formação adequada para jornalistas. A dependência estúpida do diploma acomodou as faculdades, que oferecem cursos medíocres, e impediu que surgissem boas pós-graduações, cursos de especialização e profissionalizantes. Há muito o que fazer e imagino que, enquanto não for feito, a profissão vá sofrer. Mas o primeiro passo era a queda da exigência. Sem ela, não dava para atacar os outros problemas. Vamos acompanhar o assunto para ver se eles são resolvidos com inteligência.

  87. Lima disse:

    Acho muito engraçado os jornalistas fenagistas, que se dizem amantes da liberdade de expressão, lamentando a perda de uma benesse criada por uma Junta Militar, que tomou conta do país por um triste período de nossa história. A mesma junta dos Três Patetas, como chamou Ulisses Guimarães, que nos tirou tantos bons jornalistas de cena. Herzog um deles.

  88. marcelo vergara disse:

    Valeu Denis, meus dois comentários foram removidos , e do Alvaro Dias continua,
    Está certo; quem te defende é tratado com mais rigor do que quem lhe ataca!
    Abs

  89. marcelo vergara disse:

    Corrigindo, Alvaro Silva

  90. denis rb disse:

    Pois é, marcelo vergara, preciso ser imparcial. Deletar só quem discorda é feio…

  91. André Gustavo disse:

    Eu não tenho conseguindo entender certo comentários aqui postado, infelizmente, mas posso dizê-los que discutir se foi certo ou errado a decisão do STF, não adianta, a decisão do Tribunal é irrevogável, tornando este tipo de debate inútil, a vertente é o seguinte: O Jornalismo não é mais profissão regular, segundo entendi, da falar do magnânimo MM. Ministro Gilmar Mendes.

  92. benê disse:

    Isso ainda vai longe.Quem é a favor do diploma e quem acredita que o canudo não é necessário.Os primeiros digladiam com os segundos, mas estão no mesmo time.
    O que não dá para concordar é que oito ministros foram contra a obrigatoriedade e passem a ser alvo da insanidade corporativista, quando apenas um se torne a estrela dos sindicatos e da fenaj pelo voto a favor.Isto porque os diplomados (muitos) são profissionais que pensam, têm ética (comum a quem quiser), técnica e mantêm o monopólio da verdade além de formar opinião.É esse tipo que está surtando pela decisão do STF e pretende informar com isenção? Deus nos livre!

  93. André Gustavo disse:

    A questão não é só esta Benê, pois bem, já que a decisão do STF não quer se calar aqui no Blog do Denis, vamos lá. Acho controverso que há dois meses atrás, não o sei bem, o STF derruba a Lei de imprensa, beleza, ótimo, bom para todos com ou sem diploma em Comunicação Social, hoje, o M.M. Presidente do STF diz, palavra dele, que a profissão de jornalismo estar desregulamentada, não será mais profissão registrada no Ministério do Trabalho ou seja estamos todos nós na informalidade, com ou sem diploma.

  94. benê disse:

    É claro que a questão não é somente a que expus.Sei disso, André Gustavo, por isso mesmo afirmei que isso ainda vai longe.Foi apenas um dos tópicos que a decisão judicial trouxe à atualidade, porque existia antes e existe agora com a nova ordem:a aparente diferença entre diplomados e não-diplomados. Os primeiros são (na opinião deles) uma casta superior; os segundos, picaretas que enxovalham a profissão, sem ética e técnica, o que não é fato.Para mim, jornalista é jornalista desde que faça da profissão seu meio de vida, com ou sem diploma. Se você for empregado, registrado e ganhando pelo menos o mínimo estabelecido por lei, que informalidade haveria somente pela falta do MTB?

  95. Cassilda disse:

    Aqui nos EUA que eu saiba quase todas as universidades oferece curso de 4 anos (diploma) em jornalismo, inclusive na universidade da cidade onde eu moro…

  96. benê disse:

    É verdade, Cassilda, existem cursos de jornalismo nos EUA, sim, e também na Europa, mas não está atrelado à tutela do Estado para ser jornalista.E de mais a mais, os cursos brasileiros, com raríssimas exceções, têm de ser modificados e estarão dispostos à criatividade bem ao nosso jeito. O ensino superior necessita de reciclagem, com grade curricular atual e voltada ao futuro jornalista ou até mesmo àquele que pretenda se aprimorar, sem os engodos de agora.
    O modelo português parece ser bem evoluído.Quem tem formação fica um ano monitorado; quem não tem, dois anos é o prazo para tornar-se jornalista. Se será um bom profissional é outro departamento que vale para as duas situações

  97. benê disse:

    Desculpe.Corrigindo: (…) não estão (os cursos) atrelados à tutela do Estado…

  98. denis rb disse:

    Cassilda, nos EUA há sim cursos de graduação (undergraduate) de jornalismo. Mas eles são relativamente raros. Geralmente o curso é um programa de metrado (masters) que dura 2 anos.

  99. bclima disse:

    Gostei da ironia “substâncias inebriantes” e “craque no pebolim”, mas monopólio de informação não decorre do diploma superior em jornalismo porque o jornalista não é isento o suficiente devendo seguir a linha editorial do veículo de informação em que trabalha. Assim a justificativa de que o curso superior é causa de monopólio não é válida, o monopólio da informação está no seu patrão.

  100. BRUCUTU disse:

    Os politicos quer tornar os jornalistas como profissionais fundo de quintal,sem credito para o que publicar.Vc sem canudo vai se tornar um jornalista sem qualidade.e so isso que eles querem.Entendeu a menssagem………

  101. Felipe Maddu disse:

    Desculpa, mas sou contra. Liberdade de expressão??? Essa liberdade é falsa, enquanto grupos econômicos munidos de interesses particulares dominam a imprensa. Pra liberdade de expressão já temos os blogs que estão de bom tamanho. Agora acho isso um menosprezo à profissão e aos que -como eu- estão na faculdade. Só serve pros patrões mesmo, pra arroxarem ainda mais os salários e pros estágiários e jornalistas ganharem a “bolada” que ganham. Nunca vi, garçom ganha mais do que jornalista.

  102. Felipe Maddu disse:

    Isso mesmo Clóvis, pq não tiram a obrigat. do diploma de direito. Ia ser lindo. Pra que estudar um monte de lei bizarra. Será que o Gilmar “Mente” ia fazer isso com seus amiguinhos defensores dos bandidos tupiniquins???

  103. Cassilda disse:

    Dennis, obrigada pelo reply…Vc esta certo sao os 4 anos undergraduate, mais 2 anos se a pessoa quer ter o mestrado, mais 2 para PHD…Aqui os estudantes de jornalismo treinam na tv da universidade e nas estacoes de radio e jornais locais…A universidade e subdisiada pelo estado…

  104. Ricardo Arrais disse:

    Sr. Denis,
    como mandei ao editor de Veja uma carta sobre o editorial da última edição tratando exatamente deste assunto, onde defendo a certificação por diploma de profissionais jornalistas, o que não tem nada a ver com “reserva de mercado”, muito menos impedir que profissionais ou especialistas de outras áreas possam utilizar os meios de comunicação e democratizar a informação. Como cito o seu blog, de forma a reforçar minha oposição à medida do STF, acho justo que você tenha a versão integral da mesma, que vai a seguir:

    Li com imensa insatisfação e até mesmo revolta o editorial de VEJA (edição 2118) “saudando” a decisão do STF sobre a necessidade do diploma de curso superior para o exercício pleno da carreira de jornalista, que para mim foi uma clara manifestação de apoio do patronato sobre uma decisão extremamente falha e baseada em um evidente sofisma. A comparação, julgada “brilhante” por VEJA, do jornalista com um “chef” de cozinha, foi no mínimo bisonha, para não dizer aviltante e humilhante, com todo o respeito a quem se dedica à culinária de alto nível. Há uma clara manipulação de conceitos e razões inconfessáveis por trás desta aparente ação de “desregulamentação” profissional, e que pelo visto não deve parar por aí. Os argumentos citados por VEJA, reforçando o caráter arbitrário da regulamentação da profissão e da obrigatoriedade do diploma mostram apenas um lado da questão. Associar esta obrigatoriedade à ditadura militar é no mínimo uma simplificação altamente distorcida dos fatos. Vivemos em um mundo onde competência profissional em todas as áreas da atividade humana deve ser buscada incessantemente, e um profissional que investe tempo e recursos para adquirir uma boa formação jamais deveria ser desqualificado com uma medida arbitrária como esta. Em um tempo onde se persegue febrilmente o conceito de “qualidade total”, que são afiançadas por certificações e aprimoramentos constantes, desregulamentar e passar uma “tábua rasa” sobre todos os profissionais que dignamente trabalham para tornar a informação disponível em forma clara, isenta e democraticamente distribuída para toda a sociedade jamais poderia ser aplaudida por um veículo com a ressonância de VEJA. O caráter “sofismático” do editorial fica evidente quando deliberadamente promove uma confusão entre desregulamentação e liberdade de expressão. Outras categorias profissionais, como economistas, advogados, médicos (como eu…), engenheiros, entre outros, podem e devem ter pleno acesso aos veículos, como comentaristas, articulistas e analistas dentro de suas competências, mas sempre sob a supervisão de um jornalista/editor responsável no veículo em questão, para inclusive assegurar que a informação técnica/científica/cultural emitida pelo colaborador seja adequadamente transmitida ao público-alvo. A mim parece que VEJA tem o interesse inconfessável de eliminar a possibilidade de uma categoria profissional indispensável em regimes democráticos tenha alguns direitos trabalhistas devidamente reconhecidos, tais como pisos, planos de carreira, entre outros. É absolutamente necessário rever esta decisão, e analisar mais detidamente os reais motivos desta “desregulamentação”. Se o mesmo for aplicado na área do direito, por exemplo, o que diria o excelentíssimo ministro Gilmar Mendes sobre algum autodidata que por esforço próprio estudasse a constituição, o código civil e outros textos jurídicos de forma a obter suficiência para ser aprovado em um exame de ordem, requeresse sua licença para advogar, depois aspirasse a magistratura e mesmo atingir uma investidura no STJ? Sou totalmente contra o peleguismo sindical e apóio todas as medidas para evitar que os sindicatos utilizem de forma abusiva as prerrogativas e brechas propiciadas por nossa legislação trabalhista, assim como creio ser muito necessário separar o joio do trigo entre os cursos de jornalismo e principalmente os próprios jornalistas formados em cursos regulares, evitando que “jornalistas”, como o blogueiro Denis Burgierman, que em seu blog (devidamente veiculado por VEJA, em atitude de óbvio interesse editorial) aplaude a medida do STF, reconhecendo que ele mesmo aprendeu apenas a jogar pebolim e tomar drogas durante o seu curso de jornalismo. Se este tipo de profissional existe, que seja julgado na prática por seus atos e opções, e não use seu exemplo “edificante” como padrão para todos os profissionais de sua categoria.
    Se formos seguir este caminho, toda e qualquer profissão hoje reconhecida e regulamentada, formalizadas através de cursos de educação superior podem ser formalmente eliminadas com medidas desastradas como esta do STF. Foi uma medida absurda e despropositada, e VEJA foi leviana e parcial em sua defesa. Eu, como médico, jamais aceitaria que alguém de minha família fosse submetido a qualquer ato médico por alguém sem a devida qualificação e certificação, que além das informações recolhidas com outros colegas e depoimentos de pacientes, formam um sólido tripé que fornece a melhor indicação para atendimento médico possível. Por mais esforçado que um indivíduo seja, jamais um autodidata em medicina teria uma formação sistematizada, após um vestibular concorridíssimo para as boas faculdades, e depois outro crivo enorme para uma residência médica e ainda vários cursos de especialização, aperfeiçoamento e qualificação que todos os médicos em atividade devem realizar (isto sem falar em atingir pontuação mínima verificável pela AMB para manter o título de especialista sem ter que se submeter periodicamente a novas provas de avaliação).
    Apenas para concluir, cito outra “pérola” recolhida em suas páginas desta mesma edição (Panorama. Veja Essa. Página 56) onde em um comentário sobre declarações do Ministro Tarso Genro sobre a da lei da anistia e a reavaliação da prescrição de crimes cometidos pelos torturadores durante a ditadura militar, VEJA coloca em pé de igualdade os crimes de estado cometidos por um aparato que vitimava física e institucionalmente o país (incluindo a liberdade de imprensa, que vitimou a própria revista durante os “anos de chumbo”…) e os excessos esporádicos de jovens idealistas e desesperados frente a um inimigo implacável. Para mim foi a gota d’água, e se não houver uma retratação decente deste duplo ultraje, tomarei a medida (que sei ser absolutamente inócua e irrelevante para vocês…) de protesto isolado, cancelando minha renovação de assinatura (de décadas…) com a revista, que em outros momentos me trouxeram muitas alegrias, principalmente pelo trabalho de jornalistas altamente qualificados, que certamente não passaram o curso jogando pebolim e tomando pinga… Infelizmente, pelo visto, hoje é este o tipo de jornalista que VEJA mais valoriza em sua linha editorial.

  105. denis rb disse:

    Caro Ricardo Arrais,
    Duas coisas: 1) o fim da exigência do diploma de jornalismo não significa necessariamente a desregulamentação. 2) quanto à hipótese fictícia de um autodidata que adquira conhecimento sobre legislação e se torne juiz do STJ: sou absolutamente favorável a que alguém com tal talento tenha aberto esse caminho. Sou favorável a que se julgue as pessoas pelos seus méritos, e não pelos seus títulos, pelos papéis que guardam no armário ou pelos seus hábitos durante os anos de faculdade.
    Não caia na armadilha de comparar o jornalismo com a medicina. O jornalismo é a voz da sociedade – e deve refletir a diversidade da sociedade. Óbvio que o acesso à medicina deve ser muito restrito

  106. Rogério O. Soares disse:

    Parabéns Denis vc provoca como ninguém discussões.
    Abraço aos leitores!

    Não cancele a assinatura Ricardo!

  107. Alana disse:

    Até agora não vi um argumento consistente a favor do diploma, só defesas umbiguistas de jornalistas que não sabem o que fazer com seus canudos – o que só prova o quanto ele é desnecessário, uma vez que serve apenas como passe para o mercado -, entre outras frasezinhas de efeito contraditórias. Fora a arrogância descabida de jornalista achar que agora deixa de ser uma “classe”. Bem-vindos ao clube, então, uma vez que publicitários, adms, designers e outros não precisam de diploma. E fora que é muito auê para nada, afinal, quem só contrata fulano com MTB, vai continuar fazendo isso.

  108. Pedro Burgos disse:

    Concordo 110%, Denis. O povo fica aqui com suas teorias conspiratórias achando que só os donos dos veículos iriam querer o fim da obrigatoriedade do diploma. É bom ouvir bons jornalistas defendendo a mesma coisa, com argumentos que fazem sentido e parecem óbvios demais para serem levados em consideração.

    Aliás, quando apareci na redação da Super no longínquo 2004 você estava mais interessado nas minhas idéias e pautas que onde eu havia me formado. Um bom sinal desde lá. Abração e parabéns pelo espaço aqui, sempre leio.

  109. denis rb disse:

    Caraca, faz 5 anos já?
    Valeu, Pedro!

  110. maurício disse:

    Caro Ricardo. Leia atentamente a Constituição brasileira. Abraços.

  111. Lucas Pereira disse:

    Parabéns Denis, você faz um trabalho brilhante… eu sou um jovem universitário aqui da cidade de Ilhéus-BA, descobri seu blog por acaso, e ainda estou garimpando ele, mas até o presente momento me agrada muito as suas opniões. Já dizia o velho guerreiro “Eu não vim aqui pra explicar, Eu vim aqui pra confundir”. Suas idéias e opiniões são muito claras, mas o interessante são as lacunas que estão a disposição para a reflexão dos leitores, continue assim.

  112. karina disse:

    Eu não sou jornalista, mas sempre admirei essa profissão inclusive fiz vestibular para jornalismo no ano de 1986. Hoje, mais amadurecida pela experiência relacional com outras pessoas, percebo que teria sido uma grande jornalista porque gosto de estar a frente do meu tempo com uma visão acrescida por artigos, livros e documentários expostos por profissionais conscientes, estes, jornalistas ou não. Portanto, ao meu ver, os jornalistas bons jamais perderão seu status quo porque não ficam presos a tendências comunicacionais, e, sim, trazem o novo, o objetivo e o esclarecimento à população. Penso também que para escrever e reportar não há necessidade de diploma se a pessoa é boa nisso.

  113. sr.ignorante disse:

    Se qualquer um pode ser jornalista baseado nesta nova lei, atenção povo brasileiro foi aberta uma nova brecha na legislação brasileira. Agora sim qualquer um que tiver conhecimento pode entrar na justiça exigindo ser medico, advogado, dentista, bioquímico, engenheiro, etc… brasileiros e direito seu exigir isto, nossos congressista nos deu este direito de exercer a profissão que a gente quiser sem ser formado ou diplomado.

  114. Julita disse:

    Tudo bem , tudo isso é muito lindo na teoria. Mas agora o que os formados fazem com os quatro anos que investiram na faculdade? Fora o tempo que dedicaram, as noites mal dormidas, a dedicação, a vontade de ter uma boa colocação em um bom trabalho…Enfiam la?

  115. luiz claúdio disse:

    Em um país como o nosso,cheio de corrupção,a retirada da obrigatoriedade do diploma de jornalista,e outro qualquer,é golpe contra o profissionalismo,contra a modernidade,contra a sociedade,é carta branca para a contratação de qualquer afilhado dos privilegiados da sociedade brasileira,porteira aberta para mais corrupção e mais vergonha para nós que pensamos ser cidadãos!

  116. Alê disse:

    Qualquer um pode ser o que quizer, havendo esforço e vontade. O que pesa é a ausência da meritocracia, o que faz necessárias apenas comprovações de parentesco ou amizade. Seria realmente revolucionário se todos tivessem que passar por testes de competência para exercer seus cargos, principalmente políticos. Muito mais importante que o diploma, prova final de um processo, é o profissional. E qual profissional poderia ser assim chamado se não tivesse reunido o conhecimento mínimo suficiente para suas funções?

  117. Lara disse:

    A questão não é “qualquer um”. Por exemplo, qualquer um que comprar um celular com camera é um cinegrafista? Não. A pessoa comprou um equipamento e por acaso, ocorreu um incidente ou acidente e ela acabou registrando. Ponto.
    Existe outra classe de profissionais, os chamados armadores- desde de pessoas que se interessam por gastronomia e têm um negócio próprio até os artistas armadores.
    O jornalismo é uma profissão que requer talento, é uma das poucas profissões que dependem mais do perfil do profissional, de suas escolhas, do que uma receita industrial, como consequência da esquisofrenia da globalização.
    O bom jornalista é o jornalista que é livre para documentar e informar o que próprio vê.
    Euclides da Cunha, por exemplo, se ele tivesse ido a Canudos simplesmente por obrigação profissional, hoje não teriamos a menor idéia do que é de fato o sertão brasileiro, o abandono do povo interiorano. Provavelmente, os trabalhos posteriores de Glauber Rocha e Graciliano Ramos não enriqueceriam a nossa consagrada cultura.
    Um diploma não é comprovante de talento e competência.

  118. Vivaldi disse:

    Só hoje descobri o blog do Denis Russo e ao ler este artigo e alguns comentários não resisto em dizer algo a respeito do comentário do Senhor Ricardo Arrais, orgulhoso “médico” que escreve até bem, apesar de tantos anos de estudo, ou por causa deles.
    Vamos radicalizar, Doutor. Tenho 50 anos, ótima saúde e sempre me tratei com os autênticos médicos, os que não têm diploma, que nunca fizeram residência, com benzedeiras e chás e a sabedoria popular. E todas, repito, todas as experiências em que fui obrigado a me tratar com “médicos” foram traumáticas e desastrosas. Felizmente foram poucas e sem sequelas.
    Mas não sou obscurantista ao ponto de não valorizar o estudo, a ciência, o esforço pessoal e reconheço na classe “médica” oficial bons profissionais.
    Mas o ponto é que eles o são por mérito pessoal e o seriam mesmo que suas oportunidades os conduzissem por outros caminhos formativos. O que conheci nas faculdades da vida (três, públicas) está mais próximo da tragédia do que deste idílico sonho de capacitação descrito pelo senhor.
    Em meus anos de faculdade convivi muito com colegas de Medicina e conheci bem o mundo de loucuras em que particularmente os estudantes de medicina estão mergulhados.
    Se Denis acha que faculdade de jornalismo é festa é porque não conhece as “festas” da Medicina.
    Claro, há aqueles que como o senhor Ricardo, conseguem aproveitar o que há de bom de toda a estrutura de ensino de uma faculdade de Medicina. Mas voltamos ao ponto: ele o faz porque é uma pessoa séria, e o seria mesmo que não tivesse acesso à faculdade.
    Imagine, senhor Ricardo, que por alguma circunstância fortuita o senhor não conseguisse ser aprovado no vestibular e se dedicasse à chamada “medicina alternativa” (acupuntura, homeopatia, etc.) tenho certeza que seria um ótimo médico e hoje, provavelmente com a mesma convicção estaria defendendo a posição contrária.
    É assim a vida, cada um vale por seus valores intrínsecos. As instituições podem ajudar, mas não passam de muletas para quem quer andar com seus próprios pés.
    Parabéns Denis, seu blog é ótimo, ganhou um novo leitor e divulgador.
    Este é o novo jornalismo, nascido da “plataforma” que aos poucos está mudando o mundo.
    Pena que seja tarde demais. Abraços a todos.

  119. Luciana Corrêa disse:

    Sou a típica jornalista “graduada”..canto muito melhor do que escrevo….

  120. kadu gomes disse:

    e denis, só aprofundando conhecimentos sobre substâncias inebriantes.
    sei de qual ki é. amigão do D2 mas mantenha o respeito!

  121. leonardo disse:

    “QUANDO EU CRESCER GOSTARIA DE SER JORNALISTA,MAS AGORA QUERO SER IGUAL Á VC!!!!!!!!

  122. Sílvia Lakatos disse:

    As pessoas que temem perder espaço profissional em virtude da não-obrigatoriedade do diploma certamente não confiam no próprio talento. Quem é bom se torna conhecido no mercado, consegue indicações, é convidado a ir para empregos melhores. Infelizmente, porém, predominam hoje os maus profissionais, verdadeiro analfabetos funcionais que nem mereceriam ter chegado à faculdade, quanto mais obter um diploma!

  123. ANA PAULA disse:

    EU VOU ME TORNAR AMELHOR JORNALISTA

  124. Jéssica Barcarolo disse:

    hehe
    Deram liberdade a informação e prenderam o direito a trabalhar informalmente com a música!
    Essa é boa!

  125. edna/com memóra disse:

    Prometi a mim mesma, hoje à tarde, não mais escrever, não digo comentar, porque seria muito pretencioso. Mas achei o artigo tão bom. Perfeito. Resolvi ler os comentários. E o acima, comentário enoooooooorme? Não li, óbvio. E o que é isso, aqui logo acima? Não tens “moderador(s)? Você não merece, por favor, ler essas besteiras. Aliás, ninguém merece.
    Diversidade de informação? É exatamente o que esses idiotas não querem.
    Vou voltar para o You Tube, ouvir Louis Armstrong, Aretha Francklin, etc.
    Ouvir John Lennon cantando “Starting Over”, passeando no Central Park. Refazer-me e depois dar uma passada d’olhos no Twitter e voltar amanhã.
    By the way, no Twitter, no lado direito da página vi seu nome. Gostaria de segui-lo no Twitter. Como sou, ainda, chucra na WEB, não cliquei. O Rafael Sbarai conseguiu.
    Agradeço, se fizeres o mesmo. Fica bem mais fácil.
    Mais uma vez, Parabéns pelo artigo.
    Um abraço.

  126. edna/com memóra disse:

    Não tinha visto, do lado direito têm “Tags”. À tarde, vou ler.
    Mas sem “moderador”, acho um tanto arriscado. Acho melhor com “moderador”. Assim, escreve-se mais a vontade.
    Tenho amigos, que eram do tempo em que não era necessário diploma e exerciam a profissão de “periodista”, fotógrafo, e outras. Mas todos registrados como “jornalistas”. Direito adquirido, é isso? Fico pensando, não deve ser fácil, ter que ficar explicando o óbvio. Dia sim, outro também. Felizmente, para os leitores, nao sou jornalista. Não teria essa paciência. Talvez tivesse.
    Agora até estou achando a Internet mais para “terra das maravilhas”.
    Abraço.

  127. Pri Rosas disse:

    confesso q fikei com medo qndo vieram com essa história.Para mim,vc nao pecisaa ser jornalista para se expressar!!Falem aí os milhoes de blogueiros pelo mundo,q expressam suas opinioes(mesmo ramente..)
    Mas observando,é até bom!!!!!!Talvez o Brasil pare com essa de ter q monpolizar tudo.São poucas oportunidades,e há milhoes.XD
    Enfim,brigada por dar uma visao diferente!!
    qm sabe viro jornalista antes de terminar a faculdade de Direito(sonho,sonho..)

  128. Dingle disse:

    Bom, eu estudo administração, por pura conveniência; minha ideia mesmo sempre foi ser jornalista. Eu acredito que, assim como qualquer pessoa pode se intitular administrador, mesmo não tendo curso na área, grande parte das profissões também não apresentam necessidade de formação superior específica. Ser formado em jornalismo não significa ter opinião, saber escrever. Eu posso não ter a túnica, mas tenho coração jornalista. Isso basta, para mim.

  129. Eder Vinícius Dias Tressoldi disse:

    Quero ser jornalista e já enviei vários currículos para várias empresas e não obtive resposta.Será que é porque não tenho o curso?Ainda precisa do curso?

  130. Marcos Goulart disse:

    A não obrigação do uso do diploma universitário para exercer a profissão de jornalista interessa somente ao setor empresarial. A decisão do STF de não permitir o uso do canudo para trabalhar na imprensa não só abre prescendente para qualquer um exercer a profissão sem a devida qualificação universitária, como também coloca por terra a educação brasileira. Ou seja,a universidade brasileira não tem capacidade para formar bem seus estudantes. O que tem que se fazer e melhorar mais o ensino, sobretudo aqueles que querem ser futuros jornalistas.

  131. Suazireno disse:

    Pelo que eu vejo o Brasil ainda não tem escola de jornalismo. O jornalismo que se pratica no Brasil é o mesmo dos E.U.A.
    Ao ler uma matéria em jornais e revistas a gente nota a forte presença do inglês na linguagem utilizada demonstrando que a notícia não foi produzida por uma imprensa brasileira e sim importada dos Estados Unidos. Ao passar para o “semi-analfabeto” público brasileiro os editores economizam recursos ou,talvez por falta deles em traduzir os nomes próprios, topônimos e os nomes técnicos para a língua portuguesa deixando assim o nosso belo idioma português corrompido o que na minha opinião é um pecado cultural. Também quando um jornal brasileiro ou revista brasileira ou ainda um saite {site}brasileiro vai no exterior acompanhar um fato que se está sucedendo segue a mesma tendência.
    Isso mostra que quando um aluno de jornalismo se forma ele se torna um discípulo do jornalismo dos Estados Unidos.

  132. edy disse:

    costei,e muito bom

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