Desenvolvimento X preservação: o falso dilema

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Você deve estar ouvindo falar sobre o grande dilema amazônico: a necessidade de desenvolver a região não combina com a necessidade de manter a floresta em pé, essencial para evitar o aquecimento global. Pois esse é um falso dilema. Isso ficou claro conversando com o Beto Veríssimo, um dos principais cientistas da floresta, pesquisador da seríissima ong Imazon, reconhecido no mundo inteiro.

O modelo que temos hoje é ruim para a floresta e é ruim para o desenvolvimento.

É assim: está lá a floresta. Aí chegam as madeireiras, derrubando tudo. Menos de uma década depois, elas vão embora floresta adentro, em busca de mais madeira. Chega o gado, ineficiente, espalhando bois por uma área enorme. Em cinco anos, o solo está esgotado. A terra amazônica é pobre, é ruim para agricultura. Logo logo não serve nem para pasto. Mas não tem problema. Quando isso acontecer, as madeireiras já terão avançado mais, e haverá mais terra para os bois. Até que vai acabar tudo.

É óbvio que esse modelo é insustentável. O que não é tão óbvio é que ele não é nem sequer lucrativo (a não ser para uma meia dúzia de pessoas). O que a pesquisa de Beto mostrou é que esse jeito de explorar a floresta dá preju. Ele juntou um monte de dados para mostrar que, depois que esse processo começa, a região fica efetivamente mais pobre. O PIB, medida de riqueza, cai. Todos os indicadores sociais – doença, mortes, violência – pioram. O Brasil fica mais pobre.

É o que ele chamou de modelo de “boom-colapso”. Primeiro há uma sensação de desenvolvimento. Madeireiras abrem as portas, o preço da terra sobe, pessoas arrumam empregos. Aí, quando o solo se esgota, tudo fecha, todo mundo perde o emprego e o lugar fica mais pobre do que era antes. As taxas de homicídio explodem.

Como escapar desse modelo absurdo? Não é fácil. Mas o primeiro passo é parar de avançar sobre a floresta. E como parar de avançar sobre a floresta, se o incentivo da terra barata e da vigilância falha é tão irresistível? Bom, você pode ajudar. A dica do Beto:

Eu acho que você tem que evitar qualquer carne produzida na Amazônia. Com a madeira, já é possível saber a procedência e separar a madeira legal, certificada, da que destrói a floresta. Mas com a carne não. Os pecuaristas fizeram muito pouco progresso nesse aspecto. A única solução é comer apenas carne produzida em outras regiões.

E como saber se a carne que você compra vem da Amazônia ou não? É difícil, mas 3 grandes redes de supermercado (Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart) já se comprometeram a não vender carne de lá. Esperemos que outros mercados e açougues sigam o exemplo, mas, enquanto isso, uma dica segura é optar por um desses 3.

Se pararmos de avançar sobre a floresta, podemos recuperar as terras já desmatadas e colocar as 80 milhões de cabeças de gado da Amazônia para pastar lá, com mais eficiência do que hoje. Fazer essa mudança vai custar caro. Mas, ao final do processo duas coisas vão acontecer: a floresta vai ser salva e o Brasil vai ficar mais rico.

Como se vê, o dilema do desenvolvimento X preservação é uma bobagem.

Foto: Ana Cotta / Flickr

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34 comentários
  1. Luiz Carlos Pôrto disse:

    Excelente síntese Denis. Vou citar seu texto em meu blog.

  2. Luiz Carlos Pôrto disse:

    A propósito, onde podemos conseguir a citada pesquisa do Imazon? Eu não achei no site deles.

  3. denis rb disse:

    Oi Luiz Carlos, obrigado
    A pesquisa sobre a dinâmica do boom-colapso foi publicada no dia 12 de junho na Science Magazine, uma das duas principais revistas científicas do mundo (a outra é a britânica Nature). O link é http://www.sciencemag.org/cgi/content/short/324/5933/1435 mas o conteúdo é fechado, apenas para assinantes. No site do Imazon (http://www.imazon.org.br/novo2008/publicacoes_ler.php?idpub=3583) você encontra um resumo e uma entrevista sobre o assunto.

  4. Jay Jay, Nigeria disse:

    Oi Denis,
    Esse assunto de preservação da floresta Amazonia é realmente complexo, é assunto para muito livro, é difícil sintetizar num post mas você deu o empurrão, agora é só esperar os comentários que com certeza gerarão debates.
    O melhor que se pode resumir desse assunto todo é isso mesmo: desenvolvimento e preservação da floresta não se combinam, é como água e oleo, não adianta mesmo.
    A nossa ciência não atingiu e está longe de atingir a capacidade de desenvolver a Amazonia ao mesmo tempo que a preserva. As variáveis são imensas. É querer brincar de mãe natureza e isso não dá.
    A Amazonia nem precisa ser desenvolvida, para que? Temos terras mais que suficiente, melhor começar recuperando as que já estão danificadas pela intervenção humana.
    Comecemos pelo Nordeste por exemplo, que é arido devido à devastação efetuada 400 anos atrás para alimentar o ciclo do açucar. Será que todo mundo sabe que o Nordeste originalmente era Mata Atlântica? Pois é, o Nordeste de hoje é a Amazonia do amanhã.
    Vamos parar de brincar de mãe natureza e alimentar especuladores e assumir de uma vez por todas a nossa responsabilidade de preservar o que ainda existe de bom.
    Abraços.

  5. jorji disse:

    Eu já havia comentado que o solo amazônico é pobre, se nada for feito, teremos um deserto.

  6. Rogério O. Soares disse:

    ➡ é como água e oleo, não adianta mesmo.

  7. Rogério O. Soares disse:

    Gostei da matéria, mas acho que tanto o lado do não desenvolvimento economico quanto o lado do desenvolvimento economico não são os únicos hemisférios. Esta briga entre as partes é inútil e a saída para mim é o meio termo. Equilíbrio. Nem tanto vc nem tanto eu. Empate. Nossa como você é lindo. Vc. também!
    Meio termo é parar com a destruição da floresta, tornar o uso do que já foi desmatado 1000% mais eficiente (espero que não precisemos de povos mais trabalhadores para isso).
    Jay Jay desculpa a indiscrição mas sou fan das suas intervenções:

    Citação Jay Jay:
    O melhor que se pode resumir desse assunto todo é isso mesmo: desenvolvimento e preservação da floresta não se combinam, ➡

  8. denis rb disse:

    Jay Jay,
    Na verdade a ideia que eu queria passar é quase o contrário: a de que não haverá preservação enquanto não houver um projeto inteligente de desenvolvimento. O que temos hoje não traz nem um nem outro. Mas já há alternativas que podem fornecer os dois: por exemplo, a produção de açaí, que gera renda, emprega bastante gente e não derruba a floresta. Há outras possibilidades envolvendo produção de castanhas e de peixes de rio. Se não houver alternativas de geração de renda, os 20 milhões de habitantes da Amazônia brasileira não terão como sobreviver. E quem não tem como sobreviver não se preocupa com a floresta.

  9. denis rb disse:

    Enfim, minha tese é a de que desenvolvimento e preservação precisam ser misturados. Caso contrário, não teremos nem um nem outro.

  10. libar disse:

    Até hoje não vi nenhum governo tomar medidas corretas pra resolver
    esse problema.
    Nem a ex ministra Marina conseguiu.
    Que pena.

    Gostaria que esse tipo de matéria pudesse ser enviado, por e-mail.

  11. Jay Jay, Nigeria disse:

    Oi Denis,
    Ótimo. Os comentários começaram a surtir efeito gerando debates.
    Nao havia me tocado no teu lance que se permite vou chamar de “otimizaçao dos recursos florestais”, penso que é isso: melhorar as condiçoes dos habitantes da Amazonia para garantir a fixaçao dos mesmos à floresta sem destruí-la. Realmente ótimo enfoque.
    Agora, vou ser o advogado do diabo: como fazer esses produtos simbióticos atingirem o Mercado sem afetar o meio ambiente? Utilizando os rios como meio de transporte parece ser a resposta mais sensata. Mas você nao pode transportar peixes e toneladas de açaí e castanhas em canoas. Barcos maiores e mais modernos que consumem mais combustível, que poluem mais serao necessários. Assim, com uma soluçao geramos outro problema.
    Ainda acho que água e oleo nao se misturam.
    Vamos ao debate: como fixar os 20 milhoes de habitantes (que no futuro serao mais numerosos) sem que eles destruam a floresta?
    Rogério, obrigado pelo comentário sobre os meus comentários.
    Abraços.

  12. denis rb disse:

    É, não tem resposta fácil mesmo. Usando os rios é o caminho possível hoje. Construir ferrovias talvez fosse uma solução mais inteligente que rodovias para criar uma rede de escoamento – já que rodovias comprovadamente servem de base para o desmatamento. Mas nenhuma solução é imediata, nem perfeita. Seria um alívio se ao menos tivéssemos políticas públicas na direção certa, mas claramente nossa classe política hoje tem um jeito de pensar antigo, preso a valores ultrapassados, desconectados dos problemas de hoje. Vai levar décadas para termos boas respostas para suas perguntas. Resta brigar para que, quando as respostas chegarem, ainda haja floresta para proteger.

  13. Rogério O. Soares disse:

    Pois é. O povo não vai deixar de comer carne pela floresta, não vai deixar de consumir soja pra preservar a floresta, açai tudo bem, ninguém aqui imagino faz tanta questão.
    Si eu fosse um porta voz intergalatico esterilizava metade da espécie humana sem autorização, parece que quanto maior a fome e a sujeira mais indivíduos nascem nesse mundo 😎
    Abraço aos leitores

  14. Jefferson disse:

    Isso sim é uma notícia impressionante. É só uma pena que ainda não foi tão divulgada assim… Denis, que acha de passar isso pra frente, na Super, na Veja, na Vida Simples?

  15. Ideias disse:

    Como deve ser no primeiro produtor?.Sera que solucoes inteligentes desse pais tambem nao poderia ser aplicado no Brasil.Transferencia desses modelos visando o meio ambiente para paises como o Brasil e uma das solucoes que o governo e todas essas ong deveriam aplicar e procurar melhorar sempre .Mostrar ao mundo que somos um povo inteligente.Qualidade faz a diferenca de um mesmo produto.Ter ideias e ser diferente.

  16. Alfredo disse:

    Ola,
    Sei que nao vai dar em nada, mas ai vai uma realidade amazonica.
    Nasci e me criei na regiao.Terminei meus estudos na capital(Belem,estudo melhor,vida melhor e onde os bons professores estao,obvio!)e voltei pro interior onde nasci(Alenquer-Para).Fui mata adentro pra tentar realizar um sonho,construir uma pousada ecologica no meio de cachoeiras(www.valedoparaiso.tur.br).Desde 1994 viajo pra Europa pra trabalhar e me capitalizar e investir no lugar, achando que um dia vai melhorar.Melhorar significa ter estrada, ter porto, ter bons meios de transporte, meios de comunicacao, energia, saneamento, bons educadores, hospitais,bons alimentos, etc….Tudo o que voces chamam de desenvolvimento.

  17. Ideias disse:

    E ser mais que diferente e ser competitivo num mercado com tantos concorrentes e opcoes de produtos.Porque sera que o Brasil nao consegue solucoes para o seus problemas,que vemos em outros paises como simples e eficaz se vivemos num mesmo mundo.O que esta faltando para o Brasil ser competitivo nesse mundo globalizado sem agredir o meio ambiente.Sera que nao temos instituicoes respeitavel para compartilhar dessas solucoes com esses paises.Uma troca de ideias para quem acha que pensar em solucoes e melhor devastar..

  18. Alfredo disse:

    Amo a Amazonia.Mas hoje estou longe dela e de minha pousada, infelizmente.A Amazonia precisa ser preservada, sem esquecer dos Amazonidas. Precisa mapear, area pra turismo ou reserva,area pra extrair minerio, area pra agropecuaria sim e outras.Pois sei de areas onde gado pasta a mais de seculos sem tratar o solo.A populacao esta aumentando e precisa de espaco.Pensar que castrar ou abandonar os Amazonidas resolve, que ilusao!Pensar que se podera preservar toda a Amazonia pra sempre, que delirio!Nos abandonaram sempre e deu no que deu.Areas desmatadas sem
    controle e sem criterio.A Amazonia precisa urgentemente de mapeamento e de um governo competente.Seja brasileiro ou estranjeiro.

  19. Jay Jay, Nigeria disse:

    Pois é Alfredo,
    Bonito o teu esforço em tornar realidade um sonho. O que você relata é exatamente o que o desenvolvimento traz a uma região, se é sustentável ou não é um assunto que exige muito debate. Mas o que me chamou mais a atenção foi: “Tudo o que vocês chamam de desenvolvimento”.
    Aí é que está o embroglio todo da questão: que direito têem as pessoas que já vivem no conforto trazido pelo desenvolvimento de negar essas regalias a quem ainda não o tem?
    Uma coisa é o primeiro mundo que já vive em excesso de conforto denunciar que aqueles que buscam o mesmo patamar de desenvolvimento trarão destruição à ecologia.
    Estarão eles preparados para voltarem ao estágio primitivo de desenvolvimento e desconforto e assim garantir a preservação do meio ambiente?
    Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
    Não me levem a mal, só quero polemizar a questão.
    Não sou contra o desenvolvimento e muito menos à destruição do meio ambiente. Só pretendo saber como o equilíbrio desenvolvimento x preservação pode ser alcançado sem prejuízo de nenhuma das partes.
    Valeu.

  20. Anselmo Arruda disse:

    Achei muito interessante o comentário do Sr. Alfredo, é muito fácil um paulista ou carioca (que possuem uma farmácia em cada esquina) falar da região onde moram 30 milhões de brasileiros (que às vezes não tem um médico a menos de 600 km de distância). Somente discordo a respeito de um governo estrangeiro, somos um único povo, um único país. Gostaria de saber, de forma objetiva, o que a população amazônica fará para sobreviver? Porque não discutimos a respeito de saneamento básico nesta região, de universidades, de infra estrutura. Em tempo, o Pantanal tem o maior rebanho bovino do mundo e apesar disto é uma das regiões mais preservadas do país.

  21. Ideias disse:

    Respeitando todas as leis .ser justo no comprimento do que se esta aplicada a lei .So assim havera desenvolvimento.Ou vamos sempre ficar pensando.NOS DERAM ESPELHO.

  22. Ideias disse:

    Mas qual e o problema com os paises do primeiro mundo.Eles estao assaltando os nossos recursos naturais,nao estao pagando,possuem QI elevados demais,comparando com nos.Pergunte ao nossos governantes sobre essas divisas.Essas divisas e para nos deixar emparelhado com eles,sem precisarmos de tecnologia para transformar.

  23. Ideias disse:

    Veja so um exemplo.Quando a gripe suina comecou a se alastrar Mexico afora como contagiosa e que poderia levar seu portador a morte,caso nao fosse diagnosticado e tratado em tempo,como fez varias vitimas fatais por onde aportou.Agora se o governo Brasileiro tivesse investido recurso em profissionais, alertando a populacao nos meios de comunicacao,pesquisando,procurando solucoes sobre a epdmia.Sera que ela estaria no grau que se encontra no pais.Isso e culpa dos paises do primeiro mundo,de informacao a tempo ou descaso do governo com seu pais.Que some com recursos para ser aplicados em pesquisas e na formacao de profissionais,para dar mais qualidade de vida a sua populacao e a imagem do pais

  24. Ideias disse:

    O que significa aquela frase estampada no maior orgulho dos Brasileiros.Seria mais bonita sem ela. ORDEM E PROGRESSO,sem significado para quem deveria ser o exemplo de lider para o pais.

  25. zaca disse:

    TURISMO,e uma das saidas para a amazonia.digo um turismo diferente.do que tenho visto,descen em manaus,vao ate o rio molhan os pes.fazen pose pra cameras e vazam.voce ja foi la?quantos dias ficou?saiu de manaus ou belen?o IBAMA.DE MANEIRA CORRETA E DENTRO DA LEIS.DESMANTELOU MAIS DE 50%.dasmadeireiras do Para.cidades inteiras ficaram sem a sua principal fonte de renda,muita pais de familia desempregados.passando FOME.tailandia.alta floresta.uruara;rondon do para;paragominas.jacunda.goianesia e NOVA ESPERANÇA DO PIRIA ETC TODAS DO INTERIOR.Eu peço a todos vao fazer turismo la.passentrinta dias,gasten dinheiro.isso e SUSTENTAVEL

  26. Jay Jay, Nigeria disse:

    Alguém poderia me ajudar explicando o que é que essa gripe suína está fazendo aqui nestes comentários? Isso tem a haver com o desenvolvimento do porco ou com a preservaçao da gripe?

  27. MARK disse:

    E so um exemplo de governo que nao ama esse pais.Sera que esse tipo de politica vai ser eterno nesse pais maravilhoso Jay Jay… ESTA NA NOSSAS MAOS ESSE OPCAO.

  28. fejuncor disse:

    A coisa começa sempre com os caras dizendo “não se pode fazer o omelete sem quebrar alguns ovos”. E termina com uma lambança de ovos quebrados pelo chão, catinga, ovos podres… e os caras vão adiante fazer o saque seguinte. É o “pogrécio”.

    Todo nosso modelo econômico está baseado no extrativismo. Há quem ainda pense que não pode haver uma economia “de verdade” se não houver um bem material, uma mercadoria, como fruto da atividade humana. A justificativa para a destruição do patrimônio natural é sempre esta: “é preciso dar empregos!”

    São tempos ainda bem atrasados estes nos quais estamos metidos.

  29. MARK disse:

    Entao porque nao copiamos uma economia que esta dando certo,e procurar melhorar aos pouco com as condicoes que possuimos.O que esta faltando,ou sobrando.O que tem de excesso que nao deixa o Pais progredir.Vejam o Chile,aos pouco esta se despontando,encontrando solucoes para progredir.O que esse gigante precisa para despertar.So se for com o GRUPO ABRIL no comando,e fazer esse pais devorar letras e mais letras.E o caminho mais curto.

  30. Melgaço disse:

    Caro Denis,não seria possível pagar aos proprietários de terras pelas árvores que eles mantivessem de pé?Acho esta uma idéia interessante.Seria feito um cálculo do número de árvores por ectare,por exemplo,pagando um preço x por árvore em pé.Acho eu,que se os proprietários recebessem um valor mensal compensatório,eles não precisariam desmatar nem para retirar madeiras e nem para criar gado.Dinheiro para isso penso que não seria tão difícil de conseguir,sendo as árvores vendidas em pé para as pessoas interessadas.Fica aí essa idéia.
    Atenciosamente,Fernando Melgaço.

  31. denis rb disse:

    Melgaço,
    É um bom exemplo de como construir incentivos… Boa!
    abs

  32. Rafael Lima disse:

    Muito bom !
    só faltou dar uma solução mais clara para a amazonia..
    apenas colocar 80 mil cabeças de bois e nao reflorestar ?

  33. thaline disse:

    sua pesquisa me ajudou bastante…brigada tirei dez!

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