Deve ter um jeito melhor

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Todos os dias, 1.000 novos carros ingressam no trânsito de São Paulo. Dá quase um carro a mais atravancando as ruas por minuto. No último ano, batemos vários recordes de venda de veículos – devidamente comemorados como indícios do crescimento do país. Também temos batido os recordes de engarrafamentos, e o mais incrível é que muita gente nem percebe que haja relação entre uma coisa e outra.

Quando a economia cresce, devemos mesmo comemorar. É boa notícia, sem dúvida. Mas me assusta que nossas políticas públicas sejam planejadas com tamanha desconexão entre causa e consequência. Li num blog hoje que a velocidade média dos carros na cidade caiu mais de 15% no último ano. Hoje ela é de 15 km/h. Uma carroça puxada por dois cavalos faz 28 km/h.

Ou seja, a única razão para usarmos carros é movimentar a economia. Não se trata de movimentar as pessoas – haveria jeitos bem melhores de fazer isso, se fosse isso que quiséssemos. Em resposta à crise, os impostos sobre veículos foram reduzidos, para que o desemprego não cresça.

Isso me faz lembrar da explicação que a revista The Economist deu para a crise das gigantes automobilísticas americanas. Segundo a revista, o mal por lá foi excesso de ajuda do governo. O governo americano, preocupado com a concorrência dos carros europeus e japoneses, deu uma ajudinha às empresas americanas. Permitiu que os SUVs, aqueles carros gigantes que parecem jipes, pagassem menos imposto (por serem considerados utilitários). Isso serviu como incentivo para que as empresas fizessem carros cada dia menos econômicos. Resultado: as ruas ficaram atravancadas, o consumo de gasolina explodiu e, quando o preço do petróleo subiu, bau-bau GM. A bem intencionada  ajuda do governo, para “preservar empregos”, só serviu para aumentar o tamanho do tombo.

“Preservar empregos” é importante. Desemprego é uma tragédia que destrói famílias. Mas, em nome disso, tendemos a aceitar escolhas que não fazem sentido. Como por exemplo queimar gasolina à tôa ou entuchar carros onde já não cabe nem uma bicicleta. Será que não tem um jeito mais inteligente de um governo agir?

Você tem alguma ideia?

Foto: tronics / Flickr

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46 comentários
  1. Bento Epaminondas disse:

    Perfeito Denis!

    É exatamente isto. Louvável a atitude de se tentar manter o emprego das pessoas, mas ao custo de que? Não há outras alternativas?

    Muitas vezes atrás de discursos sobre a urgência e a necessidade de se solucionar problemas a qualquer custo, se escondem escolhas entre diversos caminhos possíveis.

    O incentivo à indústria automobílistica não é o única saída para a manutenção dos empregos e para a sustentação do consumo e da produção. Talvez seja uma solução fácil, de resultado rápido, mas com certeza cobrará seu preço no futuro.

    No blog do C.I.S.C.O. já discutimos esse tema:

    http://ciscobh.blogspot.com/2009/05/o-custo-social-da-cidade-do-automovel.html

  2. Joabe S. Arruda disse:

    É difícil (e indesejável) diminuir a venda de carros quando as pessoas estão ávidas por comprá-los.

  3. Márcio disse:

    Denis, governos (qualquer um) agem tendo por base projetos de poder, e não projetos de melhorias sociais, ambientais, econômicas ou democráticas – na verdade esses são apenas meios pra se atingir o primeiro. Dessa forma, em véspera de eleições, certamente que o IPI seria prorrogado. As pessoas querem consumir infinitamente, creêm que isso é ser feliz, assim os governos as adulam e todo mundo permanece num ‘faz de conta’. Preservar (sub)empregos não é importante; importante é ir além dele, democratizar a economia, criar redes de economia solidária e humana, criticar a ideologia do trabalho ad eternum, que é o fundamento da lógica do consumismo e do desenvolvimentismo…

  4. Márcio disse:

    …sinceramente, não consigo pensar numa relação harmonica entre desenvolvimento e preservação, como colocou no post anterior. Exemplo, no caso da pecuária mesmo, é que alguns problemas ambientais são resolvidos com o aumento da produtividade e melhoria das técnicas, mas uma série de outros não: produção de gases, envenenamento do solo e água, impermeabilização do terreno. Sem falar das questões sociais e éticas da manutenção de latifúndios e do consumo de carne. A equação é simples: os recursos do planeta são finitos, mas as pessoas querem consumir infinitamente. Tesmo que parar de pensar em desenvolvimento como sinônimo de crescimento econômico, geração de emprego e renda, para pensá-lo…

  5. Márcio disse:

    …como sinônimo de distribuição de renda, proteção do meio ambiente, descentralização do poder etc. Em SP, além dessa questão que tratou agora, vemos o desmonte do Plano Diretor, que só atende às elites e à lógica do crescimento pelo crescimento. Quanto a essa questão do carro de que fala, sem demagogia, até porque minha família mora em SP, mas eu desejo que a cidade pare mesmo, pra que uma hora as pessoas coloquem a mão nas cabeças e vejam onde seus valores e suas identidade de “bons trabalhadores” e “bons consumidores” as levaram.
    Além do “desenvolvimento” e além do “emprego”, conheçam a
    Rede Brasileira de Socioeconomia Solidária:

  6. denis rb disse:

    Bom, Joabe, não falei em diminuir a venda de carros, falei em parar de criar mais incentivos para aumentá-la. Mas não é só isso. As pessoas estão sim ávidas para comprá-los, mas ninguém quer ficar parado no trânsito, isso eu garanto. Ficamos usando a justificativa de que as pessoas têm o direito de fazer o que querem, mas esquecemos que as pessoas respondem a incentivos. Não estou falando em proibir os carros, nem em aumentar os impostos – soluções que no geral não funcionam. Estou falando em criar um sistema alternativo, que dê às pessoas o que elas querem (mas não sabem), de um jeito legal, criativo e poupando dinheiro. Sei lá, carros pequenos, elétricos, conectados, a prova de acidentes..

  7. denis rb disse:

    Márcio, é possível sim conciliar desenvolvimento com preservação, desde que se monte um esquema que premie ambos. Não é o que temos hoje. Premia-se apenas o lucro, a grana, a margem. Se der para ter lucro e ainda preservar, tudo bem, mas não tem nenhum incentivo para fazer isso. Desse jeito não vai rolar mesmo. Precisa incorporar a preservação no sistema, torná-la obrigação, penalizar duramente o que foge dela, fiscalizar, ter regras claras, justas. Não temos nada disso. Mas também acho que latifúndio e pecuária na Amazônia são erros – e não são um bom jeito de desenvolver a região. E que desenvolvimento tem que ser desenhado de um jeito que distribua renda e decentralize poder.

  8. Pimpão disse:

    “Tem uma história linda acontecendo neste exato momento no outro lado do mundo, no Irã”. E no momento em Honduras, não? Ou sera que os acólitos da Veja só podem mostrar o que a Veja quer que se veja.

  9. Jay Jay, Nigeria disse:

    Um dos problemas do nosso governo é a falta de visao aonde deveriam ser consideradas as consequências antes que as coisas aconteçam. Aumentando o número de carros nas ruas passa obrigatóriamente pela melhoria das infraestruturas de escoamento dos veículos, essa melhoria exigiria obras que aumentariam e em muito o emprego.
    Isso porém é uma bola de neve que vai na direçao oposta do desenvolvimento sustentável, melhores estradas, mais carros = mais consumo, mais poluiçao, etc…
    Investir na melhoria e na diversificaçao dos transportes públicos geraria também muitos empregos além de ser mais ecologicamente viável.
    Impedir as pessoas de se locomoverem nao faz parte do nosso modo de vida atual., isso nem pensar. Há que se investir mais e seriamente nos transportes públicos, essa é uma das poucas soluçoes até se encontrar coisa melhor.

  10. Jay Jay, Nigeria disse:

    Pimpao, a única coisa “linda” que está acontecendo neste momento em Honduras é uma queda de braço entre golpistas suportados pelo exército e um golpista suportado pelo chavismo e companhia.

    Qualquer que seja o golpista que ganhe a parada, definitivamente, quem vai sair perdendo é o povo hondurenho. Golpe por golpe …

  11. Guilhermino disse:

    Moro em São Paulo e não tenho carro, moro nos jardins e utilizo tanto o onibus, metro qto o trem da CPTM. E posso garantir que apesar da melhoria dos ultimos anos, os onibus e trens são mais novos, o transporte coletivo em são paulo continua péssimo, por uma simples razão, superlotação. Pegar o metrô, onibus ou trem nos horários de pico é uma verdadeira tortura.Conseguir desembarcar deles é outra. Não me admira que as pessoas prefiram andar devagar mas no conforto do carros. Para se ter uma idéia, os transportes não se integram…Uso o trem para vir de Sto amaro onde trabalho até a cidade jardim, onde pego onibus até a José Maria lisboa, a distância entre a estação e o ponto é enorme.

  12. Rômulo disse:

    É mesmo impressionante que governos e governantes sucumbam aos argumentos da indústria automobilística e incorram no esmerado auxílio para manter a produção e, supostamente, os empregos, sem exigir nada em troca, como, por exemplo, carros mais econômicos, menos poluentes ou, quem sabe, a reciclagem dos carros obsoletos. Será que é pedir demais?

  13. Pinto disse:

    Muito obrigado Jay, Jay não havia percebido que no Irã o confronto era entre democratas e golpistas e em Honduras golpistas conta golpistas. Você realmente é muito inteligente e esclarecido.

  14. geleia disse:

    Que tal plantar árvores para acabar com a crise?

    Boa saída.

  15. Rogério O. Soares disse:

    ➡ Citando Denis:
    Sei lá, carros pequenos, elétricos, conectados, a prova de acidentes..

    Para quem duvida, aqui esta uma demonstração de como podemos equilibrar senso ambiental com desenvolvimento. Gostei de todos os comentários e acrescento que passagens subterrâneas para veículos e trabalho paisagístico, cultural e comercial sobre estas áreas. Minhocões em todo mundo estão sendo substituídos por corredores ocultos.
    Abraço aos leitores!

  16. Felipe Maddu disse:

    Denis, como sempre com bons posts e como adoro comentar neles.
    Eu ia falar que daqui a pouco minha bike vai se tornar uma Ferrari no trânsito de SP, mas vamos falar de economia. Na minha modestinha opinião, eu acredito que devemos – sociedade, políticos progressistas, mídia esclarecida- investir numa economia moderna e verde. Poderiamos aproveitar a cor da nossa bandeira e fazer daqui o País do meio ambiente e gerar empregos a partir de ideias inovadoras e de sustentabilidade. Eu sei que na indústria automobílistica há muitos trabalhadores, mas infelizmente eu quero do fundo do meu coração que essa indústria vá aos poucos falindo. Não temos espaço pra tanto carro e nem matéria-prima. É isso.

  17. Felipe Maddu disse:

    Dá uma olhada no post do meu blog http://femaddu.blogspot.com/, há um texto do Rodrigo Lima, vocalista da banda Dead Fish falando sobrei isso. 2 anos atrás!!!!!!! E tá muito atual ainda!!
    Abraço e guarda seu Tucson na garagem -brincadeiras à parte, mais raiva do caos paulistano é ver uma pessoas apenas dirigindo esses monstrengo motorizado.

  18. Felipe Maddu disse:

    O márcio falo algumas coisas boas e só pra acrescentar, têm que existir um planejamento familiar, as pessoas não podem ter 4, 5 filhos como antigamente. O planeta é como se fosse uma casa, uma casa que não para de encher, até que…
    E Joabe, as pessoas só são ávidas pra comprar porque colocaram isso na cebeça delas, além das propagandas na TV e no péssimo transporte público.
    Pra complementar, a prefeitura do magnânimo Kassab- viu que deu votar nessa farsa- quer proibir fretados no centro e a frota de ônibus diminuiu. Agora vão falar que é culpa é de quem??? do Evo, do Chávez, do presidente deposto de Honduras? Não é do PSDB e do antigo Arena de Kassab e tb um pouco do Lula.

  19. jorji disse:

    Resido numa cidade de 320.000 habitantes, 215.000 veiculos (140.000 automóveis ), considerada planejada (mal planejada), ruas largas e avenidas largas, enfim de porte médio, mas com um trânsito cada vez mais complicado, o setor de engenharia de tráfego estuda uma maneira de solucionar a questão viária da cidade, mas duvido que consigam, planejamento não é o forte do nosso país em nenhuma área. A cidade não para de crescer, a quantidade de veículos vem aumentando proporcionalmente mais que a população, a verdade é que Maringá é uma pequena São Paulo, inclusive em questão de violência.

  20. Rogério O. Soares disse:

    As principais obras de infra estrutura do país estão paradas por q os desdentados ñ sabem a diferença entre PAC e PAQUIDERME, pois Kassab na verdade é o presidente do país 😯 ?
    Essa gente cansa minha beleza viu! Retóricas políticas deveriam ser aposentadas por algo mais criativo, sei lá tipo, vamos esplicar o problema de engenharia de tráfico com um show de marionetes!
    Abraço aos leitores!

  21. Jay Jay, Nigeria disse:

    Pois é Jorji, essa idéia de forçar o sentido do tráfego na Av. Brasil é só para fazer parecer que Maringá está nas maos de gente competente para gerir o tráfego caótico gerado pelo excesso de veículos.
    Era só aplicar uma baita duma taxa para os carros que quisessem circular no Centro e essa situaçao melhorava sem necessidade de destruir o que já está feito e refazer tudo novamente para o deleite dos empreiteiros e dos seus comparsas da administraçao pública.
    O Novo Centro que encheu os bolsos de poucos deveria ter sido reservado para o lazer da populaçao e para criar parqueamento para os veículos. Mas isso nao era do interesse dos poucos que encheram os bolsos.

  22. Márcio disse:

    Denis, a única forma que vejo, pelo menos nessa questão do desmatamento, de harmonizar desenvolvimento e preservação, é atingir uma condição em que a remuneração pelos serviços ambientais seja maior do que as atividades que praticam. Caso contrário, seria forçar a barra e ter esperança na perspctiva de um “lucro ético”, ou de uma “mentalidade economica moral”. O que é inviável, porque inexistente – a lógica econômica do capital quer lucrar e ponto, por isso insisto em que devemos ir além do conceito de “desenvolvimento”. Você fala em aumentar a fiscalização, a repressão aos crimes ambientais. Mas em função justamente da prática dos Lobbys, da relação espúria entre governos e…

  23. Márcio disse:

    …poderes privados vemos que essa saída por dentro do sistema atual é inviável. Basta ver as derrotas atuais, só crescem:MP458, Alterações do C.Florestal, Usina de B.Monte, Especulação imobiliária selvagem em SP, apoio às automobilísticas, denúncias absurdas de várias mineradoras no país etc. O ponto é que, tendo o mercado e o consumo individual, e não uma lógica cooperativa, solidária e democrática, como pressuposto da esfera econômica,atingir esse equilíbrio de que fala é, na realidade, muito difícil. Isso implicari vivermos num mundo governado pela ética – e sabemos que essa é muito frágil para tal. Boa discussão: mercado e corrupção(tem texto do Dória)http://www.ordemlivre.org/node/548

  24. denis rb disse:

    Pimpão, não quero soar arrogante, mas eu falo aqui no blog do assunto que me interessar no momento. Este é sim um espaço de debate, vocês fiquem à vontade para sugerir assuntos, para trazer suas próprias discussões etc. Mas sou eu que decido sobre o que eu escrevo.

  25. diego disse:

    “Ou seja, a única razão para usarmos carros é movimentar a economia. Não se trata de movimentar as pessoas – haveria jeitos bem melhores de fazer isso, se fosse isso que quiséssemos.”
    Muito Bom!
    Este é o interesse de políticos. Movimentar a economia. Eles não querem nem saber de investir em transportes públicos, meio ambiente etc…

  26. Márcio disse:

    Boa nova pra gente começar a responder a pergunta que o Denis propôs nesse post: Qual seria o jeito melhor? Receita não tem, mas a informação a seguir dá novo gás. Os Verdes o os Piratas anunciaram aliança no parlamento europeu (http://www.partidopirata.org/node/118). Já que a velha esquerda, baseada no trabalho e no desenvolvimentismo, não mostra forças de renovação, uma nova esquerda surge, fundada na sustentabilidade e no compartilhamento de informações, práticas e conhecimentos.

  27. Rogério O. Soares disse:

    Márcio! pocha vida!
    Acessei o link do partido pirata que passou e percebi o sumiço de alguns arquivos do meu micro!

    brincadeirinha 😆

  28. José Buffo disse:

    Caro Denis: em primeiro lugar, parabéns pelo blog. Já te acompanhava na Vida Simples e gosto muito do que escreve.
    Com relação aos carros, acho que a sinalização é de piora contínua.
    Por exemplo: Curitiba ( sou daqui) sempre foi modelo no que se refere a transporte público. Foi. Nos últimos anos, houve uma inversão total dos valores e os governantes passaram a fomentar exclusivamente o transporte individual motorizado. Os poucos quilõmetros de ciclovias que havia hoje são destroços.Enquanto os carros vão para frente, o transporte público vai para trás. Infelizmente é esse o andar da carruagem.

  29. ROGERIO disse:

    Tem,mas o individualismo excacerbrados hoje em dia quebra qualquer atitude que for tomada,visando o bem estar social.Isso esta em qualquer sociedade em que a desigualdade social e maior que o poder economico.Solucoes tem varias,mas o X da questao e conscientizar e manter uma lei em que as pessoas vao respeitar.Se qualquer individuo quebrar essa corrente,ja era.A solucao,a ideia acabou ali.Vai generalizar,ate virar um caos e ele gritar.NINGUEM MAIS RESPEITA AS LEI se foi ele que quebrou.Por que eu vou fazer se meu vizinho nao faz…cade a logica.

  30. Daniel Barcia disse:

    COMPRE UMA BICICLETA,FUI ATROPELADO.
    CAMINANDO E MELHOR,MAS NÃO E SEGURO

  31. Silvia disse:

    É o velho refrão, mas investir na infraestrutura gera muitos empregos. O problema é que ajudar as indústrias automobilísticas agrada os sindicatos. Toda essa questão dos automóveis não é econômica, mas política. Já imaginaram o quanto o PT e Lula vão usar o trânsito de são Paulo por exemplo?
    Any away se o governo quisesse mesmo movimentar a economia sem ferir o ar que respiramos, diminuiria os impostos de alimentos beleza e vestuário. Não é só a indústria automobilísica que movimenta a economia, mas é a que mais aparece, afinal se qualquer uma delas quebra vai ser uma punhalada no governo. Mesmo porque o governo está fazendo bonito com o chapéu alheio porque o IPI não é federal.

  32. Márcio disse:

    Hahahaha!! Tá certo Rogério!!

  33. Joabe S. Arruda disse:

    Bem, Denis, não sei como são as coisas por aí, mas aqui as pessoas não são muito chegadas a “carros pequenos, elétricos, conectados, a prova de acidentes”, preferem carros grandes (Ranger, S10, Blazer, Hilux, Frontier, L200, etc). Até porque em algumas estradas da região só pick-ups conseguem trafegar.

  34. denis rb disse:

    Joabe, em parte, eles preferem esses monstrengos porque não pagam por eles. Têm isenção de impostos (a desculpa do “utilitário”). Fora as externalidades (o dano ambiental e social que não está computado no preço). Enfim, eles preferem esses carros porque criamos um sistema burro que faz com que seja vantajoso preferi-los.

  35. Joabe S. Arruda disse:

    Denis, talvez você esteja certo, talvez não. Mas uma coisa eu garanto, “carros pequenos, elétricos, conectados, a prova de acidentes” não conseguem transitar na Transamazônica durante o período chuvoso.

  36. denis rb disse:

    haha
    De acordo, Joabe, você tem razão. Estou falando de um problema urbano, mais especificamente de São Paulo. Não tenho dúvidas de SUVs são absolutamente adequados para a Transamazônica.
    abs

  37. Joabe S. Arruda disse:

    Enfim concordamos em algo (um avanço, não?) :^)
    abs.

  38. Guilhermino disse:

    Bom dia Denis, agora a prefeitura está proibindo a circulação de onibus fretados na região central. Estima que deixarão de circular 1300 onibus diariamente. Eles terão que parar em somente 13 bolsões, onde o usuário deverá pegar transporte público. Ou seja na média eles querem que 100 onibus por bolsão pare aproximadamente nos mesmos horários de pico. Vc acha que eles tem capacidade de atender ? Hoje nesses horários as estações já estão lotadas…Esses usuários ou passarão ao utilizar o carro ou vão se juntar e alugar vans, que não possuem restrições. Ou seja vai aumentar o nr de carros nas ruas..

  39. Mariana disse:

    O Brasil poderia ser um expoente em tecnologias limpas, investindo, de verdade, em energia eólica, energia solar e centros de pesquisa em biotecnologia. Quando se tem vontade política tudo é possível (vide o exemplo do biodiesel, tao divulgado pelo governo federal). Enquanto outros países já estao na vanguarda destes setores, o Brasil se acha incrível por achar petroleo! Que nosso presidente nao seja um homem de visao (apesar do próprio se achar “o cara”) nao é novidade, mas que toda sua equipe nao tenha o mínimo de pensamentos vanguardistas é assustador!

  40. Paulo disse:

    Concordo em gênero, número e grau.
    No Brasil, demoram-se 5 anos e alguns bilhões de reais para se fazer 1 km de linha de metrô. O metrô de SP tem 65 km. O do Rio, uns 20. O de BH, bem, em BH há metrô? A tanta incompetência e corrupção junta-se a inércia e o egoísmo do brasileiro, cujo sonha é comprar um Fiat Mille e sair por aí. As montadoras, ao invés de reduzir preços para aumentar as vendas, exige que o governo, pode demagogia, reduza os impostos. O brasileiro, ávido por um carrinho, compra em 84 prestações. Resultado? O caos nas ruas. Mas ficamos todos felizes.

  41. Paulo disse:

    Concordo em gênero, número e grau.
    No Brasil, demoram-se 5 anos e alguns bilhões de reais para se fazer 1 km de linha de metrô. O metrô de SP tem 65 km. O do Rio, uns 20. O de BH, bem, em BH há metrô? A tanta incompetência e corrupção juntam-se a inércia e o egoísmo do brasileiro, cujo sonho é comprar um Fiat Mille e sair por aí. As montadoras, ao invés de reduzirem preços para aumentar as vendas, exigem que o governo, por demagogia, reduza os impostos. O brasileiro, ávido por um carrinho, compra em 84 prestações. Resultado? O caos nas ruas. Mas ficamos todos felizes.

  42. Paulo disse:

    A solução?
    Investir em transporte público de boa qualidade. Agir com bom-senso e não com demagogia: restringir o crédito fácil para aquisição de automóveis.

  43. PARAXABA disse:

    DENIS,
    ALGUEN DEVE ESTAR EQUIVOCADO OU EQUIVOCANDO
    LA ESTA A FLORESTA AI VEN AS MADEIREIRAS DERRUBANDO TUDO.NAO FUNCIONA ASSIN.FUNCIONA ASSIN.
    la esta a floresta,ai vem as madeireiras retiram da floresta de 10 a 15% das arvores.incluido ai as que sao atingidas no tonbo da arvore escolhida,pela circuferencia e essencia.DERRUBAR TUDO NAO FAZ PARTE DA ATIVIDADE MADEIREIRA.retira se arvores adultas,maduras com uma boa circuferencia e a essencia que o mercado requer.se voce sobrevoar uma area onde houve extraçao de madeiras,nao vai perceber,so se for um especialista na area.tanto que nem os satelites detectam.a atividade. nao tras tantos estragos a floresta como se apregoa.

  44. Jay Jay, Nigeria disse:

    Pois é Paraxaba, agora você vai querer me convencer que a devastação toda que os não especialistas veêm é obra do Espirito Santo?

  45. paraxaba disse:

    nigeria ne?apenas passei uma informaçao correta.MADEIREIRO NAO FAZ CORTE RASO.so retira da floresta.de 10 a 15 % das arvores.nao e viavel tirar madeiras finas,da preju.quanto as areas totalmentes devastadas.como a foto deste post.nao faz parte de ATIVIDADE MADEIREIRA.HA NAO COSTUMO MISTURAR FUTEBOL…. MUITO MENOS RELIGIAO….

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