Compre local

Cerejas direto do fazendeiro

Cerejas direto do fazendeiro

Uma bandeira que se torna cada vez mais forte aqui nos EUA, mas ainda não sensibiliza ninguém aí no Brasil, é a campanha para comprar produtos locais. Por todo lado por aqui se vê cartazes “buy local”, “locally grown”, “locally produced”, “locally owned” – os comerciantes, agricultores e proprietários de empresas fazem questão de anunciar que vivem na comunidade onde trabalham. E muitos consumidores fazem questão de serem fregueses desse pessoal, como uma forma de incentivar o empreendedorismo e não mandar o seu dinheiro para longe de casa.

Li outro dia numa reportagem do jornal SF Guardian, de San Francisco, que os produtos locais estão fazendo tanto sucesso que até as grandes redes estão falsamente apelando para o marketing do “local” como uma forma de atrair fregueses. A livraria Barnes & Noble, maior vendedora de livros do mundo, adotou o slogan “toda livraria é local”. A rede de supermercados Wal-Mart colocou cartazes com a palavra “local” perto dos legumes e verduras. O HSBC, um banco internacional gigantesco, apelidou-se de “o banco local do mundo”. O Conselho Internacional de Shopping Centers começou uma campanha nacional para as pessoas comprarem de negócios locais – isso é, do shoping center do seu bairro.

O fato é que “comprar local” não significa ir para a loja local de uma grande cadeia – significa gastar seu dinheiro numa pequena empresa cujo dono mora perto de você. Ao fazer isso, você garante que o dinheiro ficará no seu bairro. Ou seja, você acaba sendo indiretamente favorecido. Aqui nos EUA, calcula-se que 45 a cada 100 dólares gastos em negócios locais ficam na comunidade. Muito mais do que os 13 de cada 100 dólares gastos em lojas de rede. Comprar local também ajuda a fortalecer a classe média – o dinheiro premia pequenos empreendedores, em vez de ir parar nas mãos de executivos engravatados dos infinitos níveis hierárquicos das grandes corporações. Sem falar que incentivar o comércio local pode reduzir a emissão de carbono, ao diminuir a necessidade de transportar produtos por grandes distâncias. E, no meio da crise cataclísmica que está assolando o país, cidades com comércio local mais forte estão se saindo melhor do que lugares altamente dependentes de redes e corporações.

Outra vantagem é que incentivar o comércio local torna as cidades mais interessantes. San Francisco, que tem leis rigorosas para desestimular a chegada de grandes redes, tem um comércio absurdamente variado e divertido. Austin, no Texas, outra cidade que preza o comércio independente, tem um dos aeroportos onde se come melhor no país. Todos os restaurantes e lanchonetes do aeroporto são de donos locais. País afora, já há 4.385 “mercados de fazendeiros”, pequenas feiras de rua mantidas pelos agricultores locais. Um terço deles não existia em 2000. Não tem lugar melhor para tomar café da manhã num domingo de sol. Outro exemplo da “onda local” são as hortas comunitárias que estão se espalhando por cidades americanas, em especial na Califórnia, mas até aqui, nesta ultra-urbana Nova York de onde escrevo. As pessoas estão plantando seu almoço em vez de ir a uma rede de supermercados.

Foto: Flickr/Robert Couse-Baker

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42 comentários
  1. Jeann Cássio disse:

    Essa ideia de movimentar o comércio local, é realmente revolucionária, pois aumenta a variedade local, incentiva o pequeno produtor e ainda contribui para a valorização e melhoria de locais pequenos e sem reconhecimento e investimento.

  2. Marcelo Lopes disse:

    Cool! O negocio eh cultivar abobrinha na sacada do apto entao!
    Brincadeira a parte, muito bom o artigo!

  3. Flávio disse:

    Faz muito tempo que penso que esse tipo de valorização seria o remédio para diminuir a dependência que as regiões brasileiras tem do ragião sul. Isso seria o remédio para as grandes diferenças sociais e financeiras existentes na geografia do Brasil.

  4. MAESTRO disse:

    Taí uma ideia simpática e que pode ganhar a adesão de muita gente aqui no Brasil. Na verdade, já pensei nessa possibilidade de se criar um “marketing”, comentando sobre os produtos locais, mas nunca vi nada semelhante, vindo dos pequenos empresários que possuem negócios em bairros. Se bem que eles já têm a minha colaboração.

  5. ANGELO disse:

    Pura bobagem! O que importa no comércio é a melhor qualidade pelo melhor preço. Isso é assim desde que o mundo é mundo. Foi isso que construiu o poder e a prosperidade das maiores economias.Se os EUA mudarem sua cultura e adotassem o tal compre local para todos os bens e serviços possíveis, , sua economia, no longo prazo, estaria arrasada, suas mercadorias e serviços caros e sem competividade no mercado mundial e seu desenvolvimento tecnológico atrasado.

  6. verinha disse:

    Maravilhosa idéia! Tenho 60 anos e sempre, eu disse sempre, comprei e incentivei o comércio local da região , da vila, do bairro, onde morei e onde moro atualmente.Primeiro é uma delícia a intimidade do fregues com o comerciante, eu não preciso escolher o que gosto, eles sabem e já separam pra mim enquanto converso com as pessoas. Quando estive sem dinheiro comprei “fiado” coisa que voce não consegue em redes.Quando quero algo em especial peço e eles providenciam se não tiverem na hora. Só compro fora do “local” onde vivo as coisas que realmente não existem pra vender no “local”.E mais quando o preço está alto eu mostro os “jornais de propaganda” das redes ou de lojas de outros bairros e o comerciante chega no preço ou perto dele, sem esquecer que diminuo meus gastos porque não preciso me locomover pra longe.As vantagens são inúmeras. Tomara vire moda aqui também, já que brasileiro adora imitar americano.

  7. Haroldo disse:

    Interessante. É uma forma de descentralizar o fluxo de pessoas; Acho até que melhoraria bastante o transito nas grandes cidades e incentivaria o surgimento de pequenos negócios.

  8. denis rb disse:

    Ah, sim
    O comentário do Haroldo me lembrou outro dado interessante: com a crise imobiliária aqui nos EUA, casas suburbanas que ficam longe de comércio local perderam mais valor do que aquelas a uma pequena distância de lojinhas, que pode ser percorrida a pé. Mais um indício de que tem um número grande de pessoas valorizando o comércio local.

  9. Pedro disse:

    Excelente texto Denis. Gostaria muito que os brasileiros também percebessem que usar roupas feitas do lado de casa e comer no restaurante do vizinho é muito mais sustentável e divertido do que usar essas %$#$ feitas pela Nike e comer no McDonalds como o povo vive fazendo nos shoppings.

  10. Pedro disse:

    Esqueci de observar que aí nos EUA é muito mais caro comer num restaurante pequeno e se vestir de forma customizada do que comer em restaurante de rede e vestir essas %$%#$% de marca que estragam rápido. Engraçado como nós brasileiros das grandes cidades endeusamos grandes corporações e desfazemos do que temos bem baratinho, do lado de casa e, muitas vezes, com alta qualidade não?

  11. denis rb disse:

    Pedro,
    É engraçado sim, mas compreensível. Tem a ver com o tal “complexo de viralata” do qual falava o Nelson Rodrigues. Crescemos com a ideia de que produtos nacionais são de pior qualidade e desejando produtos estrangeiros. Essa ideia está tão entranhada na gente, que tendemos a desvalorizar o que é feito perto da gente, mesmo quando tem qualidade melhor. A Califórnia está no outro oposto: lá tem gente que paga mais para comprar um vinho local de qualidade inferior a um vinho europeu mais barato. Aí já acho exagero. Mas não dá para negar que é uma bela vantagem para os produtores californianos. E uma bela desvantagem para quem produz no Brasil. Mais uma.

  12. Fer Guimaraes Rosa disse:

    Denis, sou fã do seu blog. Parabéns pela abordagem tão honesta de assuntos tão importantes.
    Eu vivo em Davis, no norte da California e venho há anos concentrando minhas compras mais e mais no comercio local. Hoje posso dizer que 80% do que eu consumo é local. Eu não compro nem no Safeway, quanto muito no Wal-mart! 🙂 um abraço,

  13. Danielle disse:

    Denis, so uma coisa. Aqui em upstate NY, o tomate eh ridiculamente caro: voce acha no Wal Mart por quase 2 dolares a libra (quase 9 reais o quilo!), mas voce ainda assim consegue achar em pequenas groceries chinesas ou do oriente medio por 1,1 dolar a libra (ainda assim, mais de 4 reais o quilo). Nessas ultimas duas, sao produtores locais que fornecem. Nessa ansia de “produzir local”, aqui em NY eles sobretaxam limao, laranja, abacate, banana, tudo fruta que nao se consegue produzir aqui, mas que o lobby dos produtores rurais conseguiu enfiar imposto em cima. Resultado: para nos, que vivemos com o dinheiro extremamente curto, ficamos meses sem conseguir comer fruta ou legume, tudo em nome do “compre local”. Isso pode valer a pena para quem ganha em dolar, mas para quem esta como imigrante nao-H1B, significa nao ter coisa fresca na mesa. NA busca por precos mais baixos, conheco todos os farm markets e o public market local. Nao tem NENHUM padrao de comparacao com as feiras de SP. Com 30 dolares enchiamos 2 carrinhos grandes de feira no domingo, na feirinha perto da minha casa em SP, em 2007, com direito a cogumelos, melancia, todas as refeicoes repletas de frutas e legumes (inclusive a que eu levava para o emprego, feita em casa). Agora, com 30 dolares, nao da pra reproduzir (claro que substituindo pelas variedades locais de NY, da epoca) nem de longe a fartura que tinha em SP. Um limao custa 50 centavos!!!!! De DOLAR!!!! Isso porque eles tem impostos altissimos para o “buy local” e “buy american”, fazendo com que sejamos obrigados a comprar as variedades locais a precos altissimos.
    Unica coisa que aderi a essa politica: tenho 6 vasos com especies indeterminadas de tomates (sao especies que nao morrem), porque vao para dentro de casa assim que esfriar, e mais uns pezinhos (uns 20 rsrsrs) de tomate roma (na horta do condominio). Ja estao comecando a florir!

  14. denis rb disse:

    Tem isso sim, Danielle. O “buy local” muitas vezes é usado como inspiração para políticas protecionistas, sobretaxa de imposto etc. Trata-se de uma apropriação incorreta, e pode ter resultados desastrosos como esses que você descreve. Além de prejudicar produtores em outros países, como o Brasil.

  15. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Achei todas observações bastante interessantes. Pessoalmente acho que a higiene, além da imprescindível pesquisa de preços inviabiliza essa suposta fidelidade de quarteirão aqui no Brasil.

    Abraço aos leitores!

  16. Pedro Alfonsin disse:

    Engraçado que quando gaúcho faz isso é por que é bairrista. Nos ESA é inovador. Muito legal.

  17. Joabe S. Arruda disse:

    Compro onde for mais barato.

  18. #42 disse:

    Esse é o lado bom d viver em cidade pequena e bem agropecuarista! Você sabe que aquilo que vc come não veio d muito longe … No maximo da cidade vizinha (a 50km). Nós temos mania d pensar q o jeito novo d produzir é sempre melhor… nem sempre, as vezes ele só é mais rapido. Aqui em casa eu sei que parte do feijão que eu como foi produzida pelo meu vô de 76 anos! Sem usar nada além de muita catia como energético! Que o meu leite veio d uma cooperativa q fica quase do meu lado… mas as grandes corporações já começaram a invadir, e com os preços q eles cobram, não é difícil não saber mais d aquele tomate veio… eu não faço a menor idéia!
    Só tem uma coisa que eu não suporto comer e que eu tenho certeza (até demais) d onde veio… Frango caipira… só d pensar naquela carne preta… huuuuuuuuuuuugooo!

  19. denis rb disse:

    #42, a carne é escura porque o frango tem uma dieta rica, com mais nutrientes. E também porque é um frango mais velho, criado solto, e não um adolescente que passou a vida sendo engordado numa gaiola e acabou abatido depois de 3 meses (a carne é branca no animal jovem e vai escurecendo com o tempo). Se tem uma coisa que faço questão, mesmo vivendo em SP, é de o frango ser caipira e os ovos virem de galinha caipira. Não quero para mim o karma de ser responsável pela vida miserável dos frangos de granja. Mas, claro, como dizia minha avó: cada um, cada um.

  20. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Denis

    Vc. me deixou com água na boca!

  21. Marina disse:

    Com certeza os brasileiros ainda não participam em massa desse movimento, mas um caso interessante é de um supermercado aqui no Paraná que além de enfatizar “ser paranaense” ainda posui um estande de produtos produzidos por aqui. Talvez seja a semente dessa idéia.

  22. Julia Lordello disse:

    Excelente Denis. Mais um texto interessante. Sempre venho aqui, mas nunca comento. Hoje resolvi deixar um comentário só para dizer que você é um cara admirável. Um excelente jornalista, me parece um excelente ser humano. Enfim, parabéns pelas suas escolhas e atitudes. Sempre vão ter alguns falando besteira, mas saiba que assim como eu, deve ter um monte de gente que te admira.
    Um abraço, Julia Lordello (do 365 Dias que Acalmaram o Mundo)

  23. Denisson disse:

    Idealmente a coisa que mais me agrada nesse texto é diminuir a existência de pessoas com riqueza de países. A forma das grandes corporações fazem com que uma única pessoa seja dona de uma fortuna de 50 bilhões de dólares. Se uma empresa como a Wall Mart fosse substituída por 50 mil empresas menores pelos EUA dá pra ver como a distribuição de riqueza seria mais equilibrada. Não estou falando de um controle estatal. De aumentar os impostos das corporações e reduzir dos pequenos. Nada, o ideal seria a consciência das pessoas. Mas claro, em geral não se age por consciência, as compras costumam ser motivadas pela propaganda, necessidade de status ou economia…

    As pessoas têm mania de confundir velocidade com processo ótimo. O capitalismo é bem conhecido por tentar produzir as coisas da maneira mais rápida possível para aumentar o lucro. Esse é o processo ótimo do ponto de vista do EMPRESÁRIO. Do ponto de vista do cidadão a maneira como as coisas são estruturadas deixam a desejar (e pior ainda, a maneira como nós aceitamos isso)… Nem sempre a empresa que fornece o menor preço, fornece o melhor custo benefício para a sociedade e nem sempre fornece os produtos mais saudáveis e frescos. Mas é claro, é aquele hábito “se eu posso economizar 5 centavos no kilo do feijão pq vou pensar no coletivo?”

  24. Valdomiro disse:

    Legal Dênis, porém, o nível de preços proporcionado pela produção em escala condiciona a percepção das pessoas. A maior parte das pessoas compara os preços das produções locais com os preços de hipermercados e acaba não comprando ou comprando menos a produção local.
    Duas outras situações que influenciam bastante a venda de produtos locais, já comentadas aqui, é o nível de renda (poder pagar mais) e a qualidade real ou imaginária do produto (higiene na produção e “carne escura”).
    Para balanccear estas influências, acredito que seja necessário um certo nível de civilidade e de “sensação de comunidade” que não é muito comum nas culturas de boa parte dos brasileiros.
    Acho que aqui no Brasil, este movimento de “comprar localmente” vai ser por muito tempo restrito a pequenas comunidades.
    []s

  25. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Não esqueçam de passar 3 vezes o bagaço das frutas em seu processador de suco e um copo de água nos restos pra ajudar. Não tem necessidade de processar maçã, morando e outros isso seria desperdício. Há misturem sempre um pedacinho de gengibre como eu e ganharão 20 anos a mais de vida e vigor sexual de 2 homens ok?

    Abraço aos leitores e ao Denis que a d o r o .

  26. Ângelo Azevedo disse:

    Esta idéia de as pessoas plantarem o seu almoço em vez de ir a uma rede de supermercados funciona bem nas regiões prósperas e desenvolvidas onde há fartura de comida nos supermercados, nos Centros de Abastecimento e um MacDonalds por perto. Se isso funcionasse fora dessa áreas, não haveria fome nos cafundós do Brasil, da África ou de qualquer outro lugar onde não há gandes redes e tudo mundo tem que plantar a própria comida. Com a barriga cheia é fácil inventar moda. Não quer dizer que sou contra plantar a própria comida, eu mesmo gosto de cultivar minhas hortaliças e temperos, mas sei q isso é um opção que tenho, um hobby. Não acho que isso possa substituir um sistema responsável pelo produção de toneladas de alimentos e abstecimento das necessidades de bilhões de seres humanos.

  27. #42 disse:

    Denis, vc deu uma ótima lição d civilidade, educação e Bom senso! Cada um, Cada um! Mas me deixe explicar o pq q eu naum gosto d frango caipira… pq eu vejo como eles são mortos ao vivo! E sendo limpos… e como os do meu vo são criados de um jeito bem caipira (em parte pq o meu vo eh um verdadeiro Hómi da roça) eu jah vi cada coisa saindo de lá! Mas eu não tenho nada contra os ovos, eles são realmente mais saborosos…
    E Denis uma correção! Segundo gente do ramo a carne é branca por causa da seleção humana, pois muitos (como eu) consideram a carne mais clara mais apetitosa. E por esse mesmo motivos as penas são claras para q a pele não fique marcada. Se fosse pela idade até a carne dos frangos caipiras novos seria branca, coisa q pra quem convive com eles sabe q não é verdade! E a carne dos frangos d granja tbm não escurece com o tempo ou alimentação. Já vi muitos frangos d granja serem criados no método caipira e continuarem com a carne branca, produzindo ovos brancos e tendo a carne mais macia! Mesmo sendo mortos já velhos.

  28. #42 disse:

    Denisson… vc sabia q o Wal-Mart não tem um único dono? Assim como a maioria das grandes redes ele é controlado por acionistas! Lembrou?

  29. jorji disse:

    E o caviar, como fica?

  30. Denisson disse:

    Ele tem vários donos óbvio. Mas o objetivo do post não foi dizer que o wall mart tinha UM dono, mas dizer que a existência de grandes corporações permite que apenas UMA pessoa seja dono de 50, 60 bilhões de reais.

  31. Márcio disse:

    Hei Denis!

    Faça um post da candidatura da Marina Silva aí…já tá dando o que falar pela web afora!!

  32. Felipe Maddu disse:

    Eu queria fazer uma horta aqui, plantar de tudo se é que vocês me entendem hauhae

  33. Felipe Maddu disse:

    Será que diminuíria o número de trambolhos-digo caminhões-nas ruas??

  34. #42 disse:

    Mas qual é o mal de ganhar bilhões? Isso tem nome…

  35. Denisson disse:

    O nome é competência capitalista… Isso é bom do ponto de vista do cara que ganha os bilhões, mas não é bom do ponto de vista de todos os outros. Pense bem, suponha que um banco como um todo lucre 10 bilhões de reais num ano. Um lucro absurdo desse é sinal de que os funcionários podem estar ganhando muito pouco ou trabalhando muito, os serviços para o povo estão muito ruins (vide as filas e taxas ridículas que os bancos cobram) e por aí vai. Essas empresas muito poderosas manipulam o lado mais fraco…

    Em tempo, só queria deixar claro que meu discurso não tem nada a ver com o fim do capitalismo. Gosto dele até certo ponto, invisto em ações, faço transações envolvendo lucro e etc… Mas acho que sempre deve haver um limite bem estabelecido pra tudo e pra todos: cidadãos, empresas e governo…

  36. #42 disse:

    Denisson se vc naum gosta va as ruas protestar! Funciona na França, pro MST… pq não funcionaria a vc! E não o nome disso é inveja! Aposto q vc não reclamaria se vc fosse um dos bilionários!

  37. Felipe Maddu disse:

    Se o cara é bilionário com certeza pisou na cabeça de alguém pra subir!!!! esse #42 tá em outro Planeta.

  38. #42 disse:

    Não, eu não estou em outro planeta! Eu só não gosto d julgar pessoas q nem expressaram a sua opnião… como disse o Denis, cada um é cada um! Não existe uma cartilha “Como se tornar um bilionário” q diga q vc tem q pisar nos outros! Se vc acha q o sistema capitalista não funciona do jeito q está vá protestar! Esse é um direito seu! Botar medo no governo, mostrar q vc está insatisfeito… Se juntar a outras pessoas q pensam igual e tentar mudar algo! Eu também acho q devemos melhorar esse sistema… mas não acho q apenas para isso devemos criticar os bilionários… milionários… apenas as pessoas q realmente não estiverem a fim d pensar num jeito d melhorar o capitalismo… pq convenhamos, ninguém deveria investir novamente no comunismo…

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