Não dá para não comentar

Estou bem longe do Brasil, trabalhando aqui nos Estados Unidos, sem acompanhar com atenção as notícias da terrinha. Portanto não quero me exceder nos comentários sobre a cada vez mais possível candidatura de Marina Silva a presidente, pelo PV. Não quero soar leviano, ou ingênuo. Mas não dá para um blog sobre sustentabilidade não comentar o assunto. Comento assim meio que de leve, pois.

PT e PSDB decidiram ano e tanto antes da eleição que a disputa seria entre Dilma e Serra, com Aécio no papel oficial de única surpresa permitida. Isso me desanima. Para mim é um indício gordo do estado lastimável da nossa democracia, e da necessidade de ela ser reinventada. Quer dizer então que se decide o presidente numa salinha fechada e nós só somos convidados para escolher um entre dois botões?

Tanto é assim que os candidatos e os partidos não estão nem preocupados em dizer ao Brasil qual é o modelo de país que eles propõem. A discussão, na imprensa, parece debate de torcida de futebol: “o seu é pior que o meu”, “não, o seu é que é péssimo”. Não é coincidência que muitos dos “analistas” políticos mais famosos do Brasil de hoje não fazem análise nenhuma – fazem só torcida.

Marina Silva, desapontada com a visão antiga que o PT tem da questão ambiental, chegou à conclusão de que não quer mais jogar esse jogo. De que quer discutir diretamente com o eleitorado sua visão de país, em vez de se curvar ao pragmatismo que matou o debate político no país nos últimos 15 anos e que convenceu todo mundo que só importam duas coisas:

  1. ganhar as eleições.
  2. ter apoio suficiente no Congresso para governar por canetada.

Essas duas coisas são importantes para os partidos e para os políticos. Mas não são as coisas mais importantes para o país. Mais importante é saber que tipo de país queremos ser. Muito mais importante é discutir um modelo que permita crescimento econômico sustentável para as próximas décadas. Nem PT nem PSDB parecem dispostos a tocar nesses assuntos. Em outras palavras: nenhum dos dois partidos que se consideram os únicos a disputar a presidência estão falando do mais importante.

A entrada de Marina na jogada seria, portanto, uma boa novidade. No mínimo, ela vai forçar as candidaturas favoritas a se pronunciarem sobre o que importa.

Mas ela é a melhor candidata? Vamos ver. Agora é esperar para acompanhar a discussão da campanha. Em especial, esperar para saber se ela tem algo a dizer além da questão ambiental.

Se ela vai ganhar? Duvido.

Mas, se ganhar, não seria a primeira vez que um candidato, nesses tempos de internet, desfaz no peito aquilo que se decidiu numa sala fechada de um partido político.

Voltarei ao assunto em breve.

Mas antes deixa eu abrir para o linchament… Quer dizer, os comentários.

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32 comentários
  1. Joabe S. Arruda disse:

    Pior que Dilma Rousseff, só Marina Silva.

  2. Elton Dias disse:

    Sempre acompanho as análises relacionadas a sustentabilidade com certo ceticismo. Esse assunto somente teria relevância real se as pessoas não fossem tão mesquinhas quanto são. No entanto, pela primeira vez interesso em comentar seu post. Simplesmente porque concordo plenamente com você. Se Marina será uma boa candidata ou uma boa opção eu não sei. A política tem seus “mistérios”. Entretanto, surgir algum debate novo sobre temas importantes para nosso futuro é uma excelente novidade. Eu e muitos outros aguardamos para ouvir as propostas de Marina Silva e ver se ela merece nosso apoio real. Mas sua entrada na campanha já é bem vinda.

  3. Leonardo Bernardes disse:

    Forçar a se pronunciar é uma coisa. Nós precisamos mesmo é de instrumentos para forçá-los a praticar propostas e formular projetos. Política não se muda de cima pra baixo. A candidatura de Marina será apenas uma variável na disputa Serra-Dilma. E uma variável, diga-se de passagem, pró-Serra. O PV não oferece nada de diferente dos outros partidos e a boa vontade e as propostas da ex-ministra não serão o bastante para levar o país a frente. Fundamental é criar condições para que as mudanças possam ocorrer, enquanto o jogo se definir pelas regras do ganha-lá-dá-cá no Congresso, entre os partidos, nada vai mudar no essencial, não importa quem esteja lá. Especialmente se o partido contemporizar com esse tipo de jogo.

  4. denis rb disse:

    Verdade, Leonardo,
    E mais: o PV é um partido estranho com gente esquisita. Mas a candidatura Marina não iria jogar o jogo, por um motivo simples: não tem chance se jogasse. Já PT e PSDB estão felizões com nosso sistema político que não representa ninguém. Eles não tem nenhum interesse em em abri-lo para a sociedade, em discutir as regras, em democratizar.
    Quanto a ser pró ou contra Serra, me recuso a levar em conta. Acho essa discussão de uma mesquinhez imensa. Estamos falando de um projeto de país. Vamos perder tempo com análises sobre quem tem mais chance de ganhar? É isso que eu chamo de tratar polítca como se fosse futebol. As análises precisam ser sobre quais são os problemas do Brasil e como deveríamos atacá-los. O resultado da eleição tem que ser a consequência desse debate, e não o assunto central. Falar de quem tem mais chance de ganhar, de pesquisas eleitorais, entrevistar gente de instituto de pesquisa, que só entende de estatística, como se eles fossem autoridades sobre o futuro… Ora bolas, tudo isso é bobagem, é desimportante.

  5. Leonardo Bernardes disse:

    Entendo o que você quer dizer, Denis. Mas um projeto para o país não vai nascer simplesmente porque um candidato propos algum, DE FATO. Acho que uma coisa é discutir o projeto de um país, outra coisa é discutir a circunstância de uma eleição e sobretudo, AS CONDIÇÕES necessárias a realização de algum projeto que não sejam os de interesse pessoal daqueles que hoje dominam o poder. Por uma questão de prioridade, a discussão sobre essas condições, ao meu ver, ascende sobre outros tópicos. Estou dizendo duas coisas quando digo que Marina é apenas uma variável na briga entre Serra-Dilma: [1] a candidatura de Marina pode (e irá) ser instrumentalizada para diminuir o capital simbólico de Dilma (e por consequência, seu capital político), [2] daí que a própria agenda da ex-ministra perderá sua autonomia, servindo meramente de ferramenta secundária na disputa pelo poder real. O que eu acho é que, se você está preocupado realmente com propostas, como eu acho que estou, o que nos deveríamos fazer primeiro é articular condições para que elas sejam mais do que meros joguetes no palco de uma disputa já predefinida. É preciso criar condições para OU que gente com propostas possa se elerger e efetivamente realizá-las OU incentivar os políticos a formulá-las e praticá-las. E para mim, essas condições passam inapelavelmente pela diminuição desses jogos nos quais se envolvem os grandes partidos (e mesmo o PV), as relações fisiológicas que se sobrepõem aos princípios que os partidos dizem ter, produzindo as mais variadas discrepâncias por mera conveniência política. O PV, agora mesmo, anda mascateando seu palanque no Rio — apesar do apoio ao governo no plano nacional e de disparates semelhantes em outros estados (não estou desqualificando o partido, só acho que ele não é diferente, ele não oferecer o suporte necessário à ex-ministra). E as coisas seguem nesse ritmo. Enquanto o PMDB for o arquétipo do partido brasileiro, nenhuma proposta, de quem quer que seja, vingará senão passar pelo seu crivo. E tudo acontecerá como tem acontecido até agora, PT e PSDB se revezarão no poder, sem que a base de sustentação mude. O que “uma eleição tem que ser”, TODOS nós sabemos, Dênis. A questão é: o que nós precisamos fazer para que propostas sejam mais do que meros acenos retóricos e instrumentos políticos? Acho que a principal eleição, ano que vem, é pro Legislativo. E a depender de como as coisas andem por lá, eu posso até crer que um projeto como o da ex-ministra se realize. Repito: é importantíssimo discutir propostas, só não quero discutir propostas que serão meramente estratégias coordenadas para fazer uma guerra entre os mesmo poderes de sempre, com a mesma base de sempre.

  6. Julia S. disse:

    Pior que Dilma Rousseff, só Dilma Rousseff Sarney.
    Eu acho que vou de Marina SIlva.

  7. jorji disse:

    Cadê os machos do Brasil, Marina e Dilma presidentes, tá louco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  8. Rodrigo Saraceno disse:

    Denis, permita-me discordar de sua afirmação de que o debate político está interditado nos últimos 15 anos. Nos grandes jornais e na Veja com certeza, mas existe vida inteligente fora da grande mídia. Há um debate político intenso, respeitoso (a duras penas) e produtivo na internet. Especialmente na blogosfera. Posso te dar uma lista enorme de blogs de qualidade.

    Obviamente temos uma crescente polarização na política, que já era polarizada, sendo atualmente alimentada pela desistência da mídia em ser serviço público, mergulhando de cabeça no jogo político mais rasteiro.

    Quanto à candidatura da senadora Marina, sinceramente, se ela sair candidata, vai ser apenas para colocar um tema em pauta, espero que não apenas o ambiental. Suas chances são nulas, salvo uma demonstração de traquejo político e extremo carisma, coisas que ela, ao que me parece, não tem.

    Sem querer ser desrespeitoso, mas existe uma diferença enorme entre ser senadora pelo Acre e Presidente da República. Não que o Acre seja desmerecido, mas a política em nível estadual, ainda mais em um Estado pequeno e com características muito peculiares.

    Quanto à questão das propostas, do projeto de país, me permita dar uma requentada em uma resposta que eu dei no Blog do Paulo Moreira Leite, que comentava um post sobre a candidatura de José Serra. Tem uma ênfase no PSDB, que era o assunto em pauta, mas evitando o fla x flu.

    “O PSDB foi completamente desidratado de idéias na sua passagem pela presidência, o que está gerando sérios problemas na produção de propostas para o país.

    E propostas não tem nada haver com “custeio é ruim, investimento é bom”, “previdência tem déficit” ou “o Estado é grande e ineficiente”,

    Tem haver com projeto de país. Desde FHC estamos sem projeto de país. Arrisco dizer desde o fim do regime militar. Estamos administrando o Estado como se o Brasil não fosse nosso, como se estivessemos tomando conta apenas, esperando o dono voltar. Estamos numa inércia tremenda, onde os grandes projetos de país são aqueles que ainda estão de pé apesar ( e não graças aos) governos que passam por Brasília.

    Deu uma melhorada no atual governo, temos um esboço de bandeira, que é a redistribuição de renda, e temos um esboço de projeto, que é o PAC. Mas convenhamos, o PAC, em que pese seja um avanço, não é um projeto de país. É mais um instrumento de gestão.

    Gestão é bom, mas estamos administrando o país para que?

    Cadê as escolhas que o país tem que fazer? Não as do dia à dia, mas as estratégicas.

    Precisamos de infraestrutura, isso é óbvio. Mas de que tipo? Ferroviária? Rodovias? Que tipo de energia queremos produzir?

    Queremos uma ‘indústria forte’, óbvio. Mas meras montadoras de bens de valor agragados lá fora, ou de fato agregadora de valor aqui dentro, para vendermos para o exterior?

    Educação é tudo, que lindo. Mas que tipo? Precisamos de um ensino básico que levante a mediocridade para algo próximo à verdadeira acepção dessa palavra, ou ainda queremos uma sociedade baseada na mera educação formal e uma elite de dotôres?

    Eu não vejo a centelha do ‘próximo passo’ na oposição. Não vejo um discurso que galvanize a sociedade. Só vejo um “contra tudo que está aí”, tão igual ao usado pela agora situação que chega a ser pior, porque 1 – o Brasil evoluiu; 2- de fato o modelo ferrenhamento criticado pela oposição da época desmoronou amte seu esgotamento e 3 – criticar o governo atual só por criticar é ignorar que quase a totalidade da população está vendo nele algo que não se via há anos. E essa população não é formada por néscios e preguiçosos, indolentes.

    Está na hora do PSDB se reconectar à sociedade. A sociedade de verdade, à opinião do público, não a opinião publicada por quem controla as rotatórias.

    O PSDB tem uma grande chance. Mas será que vai aproveitar? Ou vai ficar achando que a presidência vai cair do céu?”

  9. Blanca disse:

    Concordo com tudo que você disse. Vou votar nela, DEPENDENDO da posição dela em relação a Vladimir Putin, Hugo Chavez, Zelaya, Evo Morales, Barack Obama, Fidel Castro, Unasul etc. Se ela for a favor, eu já sou contra.

  10. Bakunin Krupinski disse:

    Acredito que a entrada da Marina Silva na corrida sucessória é uma notícia pra lá de auspiciosa. Com isto acaba o sentido plebiscitário da campanha. Marina qualifica, para melhor, o debate. Serra e Dilma terão que suar um pouco mais a camisa para levarem o cargo. O que me perocupa é o baixo nível do debate, não entre os concorrentes, mas sim entre nós. Alguns comentários, postados acima e em outros blogs, em nada ajudam. Somente acirram os ânimos na busca de quem tornou-se pior durante os últimos anos: se tucanos ou petistas.

  11. Jefferson disse:

    É realmente triste que os dois partidos são os únicos que a maior parte do Brasil conhece, ou pensa em votar. O pior de tudo é que fazem promessas, e não propostas… Mas me parece que não adianta muita coisa, por todos os lugares do mundo tem esse problema de escolher representantes decentes.

  12. Adriana disse:

    Queiramos ou não, o meio ambiente está ligado a tudo em nosso planeta. Seja na agricultura, no desenvolvimento urbano, agropecuário, na produção de energia. Se não pensarmos no meio ambiente, não teremos como sair de um país em desenvolvimento para um patamar acima. Antigamente pensava-se no “verde pelo verde”, hoje, mesmo quem não queira, tem que pensar nesta questão, seu negócio está intimamente ligado a sustentabilidade de nosso país. Vamos aguardar as propostas da Marina Silva, se ela realmente for candidata, mas me parece a única que enxerga o longo prazo.

  13. kurtz disse:

    Ela é criacionista e anti-gay.
    Pfui.
    Sem chance.
    Ainda bem.

  14. kamila disse:

    bem…
    legal pv, mudar um poko as possibilidades.
    mas eu naum votaria nela nunkinha
    nda contra, mas ela faria exatamente a msm coisa q fez durante seu periodo no ministerio:
    fikaria fokada somente na amazonia.
    ótimo ela fokr na amazonia, lah precisa d atenção msm contra os fazendeiros, garimpeiros, madereiros…
    mas e os outros biomas???
    o Brasil eh riquisimo.
    sou goiana consequentemente me preocupo com o cerrado, tão esquecido, desvalorizado q está acabando e ninguem faz nda, exatamente como aconteceu com a mata atlantika, num adianta lamentar quando naum ouver + nda…
    no cerrado está as nascentes dos principais rios brasileiros.
    na amazonia naum pode plantar soja: aaaaaah! manda pro cerrado.
    na amazonia num pode ter grandes areas para criação de gado: simples, vai tudo pro cerrado q lah pode!!
    o cerrado e a caatinga são tao desvalorizados que nem na constituição de 1988 estavam, somente os outros biomas…
    deve ser pq naum eh mt bonito, arvores secas distorcidas(apesar de não ter soh isso), o clima seco, vegetação rasteira, essa eh a visão pobre q estudamos na escola sobre o cerrado e não mostram o que tem além disso…
    o cerrado eh o bioma + antigo do país, amazônia eh bebê comparada com a idade do cerrado….
    tah, eu sei viajei, mas eh pq axo paia as pessoas fexarem os olhos para o cerrado e a caatinga e kererem preservam somente a amazonia….
    e a ministra (talvez por ser d la) se inclui nessa lista…

  15. paraxaba disse:

    a senadora Marina.é uma excelente canditada.reune todas as qualidades pro cargo.com ela nós vamos ter assin a visao de pais.que nós queremos.

  16. Rômulo disse:

    Até acho que promover o debate é saudável mesmo. Tem de acontecer. E não só sobre a questão ambiental, mas, como já se escreveu aqui, sobre o que a nação quer ser de verdade. Isso exige um grau de maturidade social que, penso eu, inexiste no país. Uma minoria esclarecida pensa e debate, chegando a ideias, opiniões (boas ou ruins, não importa)… O resto, ou é boiada ou é piranha. Gente comandada e ignorante, a grande massa, obedece aos coronéis e cangaceiros. Sendo prático, acho difícil sair alguma coisa diferente no Brasil em curto ou médio prazo. Precisamos mudar, mas não saímos do lugar. Algo de grave terá de acontecer para a minoria esclarecida ser impelida a reagir. Tomara que não seja tarde demais.

  17. Rogério de Oliveira Soares disse:

    Também acho excelente a candidata Marina mudar este cansado cenário eleitoral, embora jamais votar nela os próprios simpatizantes a encaram como prova de democracia e sem querer demonstram indulgência ao invés de argumentos. Se queremos falar dela como uma séria candidata sugiro que o discurso de seringueira ungida por Deus seja substituído por propóstas realistas e responsáveis de mudança. Gritar qualquer um consegue né?! 😯

    Abraço aos leitores

  18. #42 disse:

    Se ela não for ser bolivariana eu voto nela, embora eu prefira o Aécio…

  19. #42 disse:

    Pensando bem… como disse o Kurtz:
    Ela é Criacionista e anti-gay… to fora!

  20. Felipe Maddu disse:

    Eu voto nela com certeza!!! Só acho ela meio fraquinha pra aguentar a pressão. Adoro ela, a visão de mundo dela. O problema é que o partido dela também não é daqueles e é pequeno, sem expressão. Mas de qualquer forma a democracia pode respirar novos ares. Nem a velha direita e/ou a velha esquerda.

  21. Felipe Maddu disse:

    Denis, acho que na verdade, seja PT ou PSDB no Planalto em 2010, quem vai governar é o PMDB. Se a Marina ganhar será que não vai ter que conversar com o PMDB, o pior partido do Brasil???? Têm que haver e rápido a reforma política. A primeira coisa que eu faria era diminuir o mandato de 8 anos dos senadores ou quem sabe unificar as casas. Ta na hora heinnn!

  22. Pedro disse:

    Pra mim a Marina se candidatar é só alegria. Se ela vier com o Cristovam Buarque como vice então ninguém vai segurar a internet!! Vamos fazer a nossa Obama!!

    Como já foi dito, mesmo que ela não ganhe, ela vai forçar um debate mais inteligente entre nossos dinossauros políticos. E melhor: vai fazer isso botando a questão ambiental em jogo – algo que é totalmente esquecido em BSB fora dos corredores do IBAMA/ICMBIO. Quando vc olha a capital do país e ver que o pedestre e o ciclista não têm vez, dá pra perceber bem como anda a política ambiental em nosso país, né? Em que século está a cabeça dos nossos tomadores de decisão?

    A comparação com um campeonato de futebol realmente cabe. Os brasileiros sempre estiveram muito mais preocupados em torcer para um determinado candidato do que discutir um projeto para a nação (e para si próprio, indiretamente).

    Eu considero altamente os avanços obtidos nesses últimos 7 anos que, nos perimitiram, inclusive, estar aqui hoje mudando nosso país através dos blogs e das universidades. Mas, realmente, não consigo mais diferenciar PT de PSDB – discordo, portanto que nossa política esteja polarizada.

    Mas vejo que essa polarização pode acabar voltando… quem sabe não teremos em 2010 uma grande discussão entre desenvolvimentismo e sustentabilidade??

  23. Rômulo disse:

    Acho que estão supervalorizando a Marina. Não acho que alguém que se alce à Presidência consiga ser tão independente assim. E ela não tem traquejo para negociar com o bando de salafrários do Parlamento.

  24. Felipe Maddu disse:

    Denis, um assunto que vc deve comentar é a “suposta” censura da MTV Amapá-cujo o dono é aliado de Sarney- ao programa “MTV Debate” com o Lobão. No programa o assunto era evidentemente a crise no Senado e Sarney.

  25. Edward disse:

    A presença de Marina Silva no cenário eleitoral é quase que um utópico acontecimento, bom, estimulante, quase que um despertar das consciências, uma espécie de “Obama tupiniquim”. Concordo com Denis de que o PSDB nada vai trazer de debate sério sobre questões socio-economico-ambientais, como energia limpa, preservação da amazonia, o caos das cidades e tantas outras, questões graves e inúmeras que estão inseridas na expressão “crescimento ou desenvolvimento sustentável”. O discurso será o mesmo de Alckmin, tipo “crescimento a qualquer custo”, o “o PT fez crescer pouco” essa mesma e monocórdica ladainha. Bem-vinda seja, Marina, para o que der e vier.

  26. Jedhy disse:

    Para quem está desolado com a política atual…

    O General Heleno vem aí para disputar a presidência.
    Tem sólida formação intelectual, conhece os problemas do país e tem o principal atributo, tão carente nestes dias: é honesto.

  27. Felipe Maddu disse:

    que mané General o que aeuheauea Militares nunca mais!!

  28. Carolina Derivi disse:

    A candidatura da Marina vai provocar outra coisa além da oxigenação do debate. Acho que, pela primeira vez, vamos saber qual é a fatia da população brasileira que caiu na nossa conversa sobre a combinação de sustentabilidade e desenvolvimento. Quantas pessoas realmente acreditam nessa causa?

    As urnas vão responder melhor do que qualquer pesquisa de opinião já realizada. Se perguntam “vc é contra o desmatamento?”, “vc é a favor do meio ambiente?”, ou mesmo as questões mais elaboradas, a grande maioria tende para a resposta do bem. Não significa grande coisa. Mas na hora de votar são outros 500… o voto é a adesão afirmativa, é a comprovação. Acima de tudo, estou ansiosa para conhecer esse resultado.

    Mas morro de medo do link Marina e igreja. Se ela escorregar para o obscurantismo, sobretudo quanto a direitos civis de homossexuais, vou de voto nulo. E coração partido.

  29. carlos ramires disse:

    Marina é uma professora de história do segundo grau. Vive com uma bíblia na mão. É contra os trangenicos, células troncos, etc. Prega e defende o extrativismo. Querem mais?
    Seu guru, Chico Mendes, ficou famoso no mundo por fazer uma palestra no BIRD contra um empréstimo para se abrir uma rodovia ligando o Acre ao Pacífico. Se por uma infelissidade ela fosse eleita, em pouco tempo o pais estaria falido e a amazonia devastada.

  30. Johnsson disse:

    Marina no PV é bom para o cenário político brasileiro.
    Como candidata a presidência tambem. Considerando que jamais será mais do que candidata.
    O discurso de marina, do PV e dos ambentalistas brasileiros ainda é ingênuo, radical ou xiita, ou é imaturo e ambiguo (mistura alhos e bugalhos – lendas da floresta, romantismo naturalista, MST e religião no mesmo saco sem separar o joio do trigo…).
    Esse programa não encontra respaldo na sociedade.
    De qualquer forma, teremos alguns tópicos interessantes pertinentes ao programa que sera adotado por Marina/PV que merecem estar na pauta de uma eleição, e dependendo do apoio popular no primeiro turno passarão a fazer parte de alguma forma das plataformas dos próximos governos.
    O PV alemão (o mais conceituado do undo) começou há decadas…oxalá o PV brasileiro possa começar a construir agora um partido ético, coerente e intelgente para assumir importância nas leições de 2022, 2026. Engatinhar faz parte do processo.

  31. WILSON CONSTANCIO disse:

    O P.T. É O IRMÃO SIAMES DO P.S.D.B. , O P.M.D.B. É O SANGUESSUGA DOS DOIS.
    INFELISMENTE A MAIORIA DOS ELEITORES BRASILEIROS SÃO SEMI-ANALFABETOS , COMO TIRAR O PODER DO TRIO???

  32. Suely Marques disse:

    Quanto maior o número de candidatos, mais assuntos serão discutidos. Melhor pra nós.

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