Duas cidades-fantasma

vegas

A crise está no mundo inteiro, você sabe. Mas tem lugares em que ela é pior. Bem pior. Leio duas matérias, em duas revistas, sobre duas cidades – duas cidades absurdas, dois desvairios erguidos sobre a areia, duas das cidades mais insustentáveis do mundo. Na Time desta semana, um texto delicioso do sempre divertido Joel Stein sobre Las Vegas. Na Fast Company deste mês, um ensaio fotográfico chocante sobre Dubai. Dubai e Las Vegas, dois oásis de sonho inconsequente no meio do deserto. Dois símbolos de tudo que estava errado no mundo. Duas cidades moribundas.

Vegas e Dubai não produzem nada – nada, nada, nada – mas viram suas economias bombar nos últimos anos. Em Vegas, que é incapaz de produzir sua energia e fica longe de qualquer fonte de água, há um raio laser que chega até a Lua e um espetáculo de fontes dançantes. Dubai importa até areia – para dar conta do ritmo das construções. Ao longo das últimas décadas, o desvairio de Vegas gerou réplicas de Nova York, Veneza, Paris, Antigo Egito, Império Romano. Dubai, mais recente e tecnológica, fez Vegas parecer um playground de prédio. Lá se projetou o prédio mais alto do mundo, uma pista de esqui com neve artificial, réplicas em tamanho natural das sete maravilhas do mundo, o maior shopping center do planeta. E um arquipélago artificial de 300 ilhas com a forma dos continentes e uns 800 quilômetros de costa, para todo mundo poder ter casa na praia.

As duas reportagens são deprimentes na descrição do que aconteceu lá depois do derretimento do sistema financeiro. As duas cidades estavam crescendo que nem loucas – mas era um crescimento ilusório, a especulação imobilária gerava grana que alimentava mais especulação imobiliária. Agora a impressão que dá é que houve uma guerra.

Dubai está cheia de prédios não terminados e guindastes sem uso – um quarto de todos os guindastes do mundo está lá. Em Vegas, há bairros em que uma a cada três casas está à venda. Em Dubai, há carrões de luxo abandonados pelas ruas, às vezes com a chave no contato e a conta impagável do cartão de crédito no porta-luva – o dono fugiu para escapar da cadeia. Em Vegas, há casarões abandonados e depredados pelos ex-proprietários incapazes de pagar as prestações e revoltados com isso – alguns não têm nem mais a fiação elétrica, porque tudo que pode valer algum dinheiro foi saqueado. Em Dubai, imigrantes pobres sem emprego tiveram seu visto cassado e estão presos no país. Em Vegas, corretores de imóveis se especializaram em dar golpes em bancos: pegam uma família incapaz de pagar as prestações, vendem a casa deles antes da desapropriação e, com o dinheiro, compram uma casa maior. Em Dubai, cocô começa a se acumular: em meio ao desvairio, as mansões ficaram prontas antes do sistema de esgoto.

Na matéria da Time, tem um personagem símbolo: Sheldon Adelson, 76 anos, o homem que inventou Las Vegas como a capital mundial das convenções e que bancou muito da explosão de Dubai. Em 2007 e 2008, ele era o terceiro homem mais rico do mundo, dono de 40 bilhões de dólares. Sozinho, ele perdeu 36,5 destes bilhões, mais do que um Uruguai inteiro. Ele é o homem que mais perdeu dinheiro com a crise. Seu telefone vivia tocando – eram bancos oferecendo empréstimos. Hoje, banco nenhum empresta para ele, mesmo que ele implore. Joel Stein, o repórter, pergunta para ele se um dia ele vai querer pegar um empréstimo de novo. Ele responde na lata:

–    Assim que eles voltarem a me emprestar, sou o primeiro da fila.

Tem gente que não aprende.

(A foto é minha, parte de um ensaio fotográfico que fiz em Las Vegas em 2007, procurando mostrar como, por trás da alegria falsa de lá, se esconde uma das cidades mais tristes do mundo.)

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48 comentários
  1. Fabio Pavan disse:

    “Tem gente que nao aprende”. Como assim? Esse senhor amealhou uma fortuna de 40 bilhoes de dolares. Perdeu 36,5 lhe restando ainda 3,5 bilhoes, o suficiente para passar o resto da vida como khalifa e geracoes e geracoes de seus herdeiros passarem suas existencias como marajas’. Resta lhe ainda o capital e a influencia para reerguer sua antiga fortuna de 40 bilhoes quando os ventos do mercado financeiro voltarem a soprar a favor, o que ele certamente fara’. Ainda bem que ha’ gente que nao aprende, e a essa gente damos o nome de lutadores e empreenderoes.

  2. Anderson disse:

    Excelente colocação Fábio, o mundo que conhecemos hoje (perlo menos a parte boa!) é resultado de lutadores e empreendedores como Sheldon Adelson que foram ousados ao ponto de “erguer” prédios, bairros, cidades etc. Como nossa economia é composta por ciclos, com certeza, quando voltarmos para fase da prosperidade tanto Sheldon quanto outros empreendedores continuaram sendo os grandes construtores da sociedade atual. Capitalismo é isso mesmo…

  3. César BSB disse:

    Sei não, acho que nosso colunista está meio zen….. Do tipo: Achei a besta do apocalispse! Sheldon não é uma besta, ele é inteligente e eu queria a oportunidade de aprender ao lado de um cara tão competente. Se as cidades estão feias e sem dólares eu vejo como resultado de um grande pore, afinal quem nunca se sentiu um lixo depois de uma festa de arromba, o que vale e um bom analgésico, energético pra começar na segunda e equilibrio pra equacionar as contas. Depois no proximo fim de semana…. Tudo de novo, vai que na proxima me sobram mais do que 3,5 bilhões para pagar o taxi! Porque como de costume, na hora da festança os amigos sempre voltam pra financiar bagunça.

  4. Felipe Maddu disse:

    Como assim? Têm pessoas que NUNCA vão entender. Há uma música especial, que diz muito sobre isso, ela é antiga, cantada por Elvis e depois o Dead Kennedys fez uma versão. A tradução eu tirei do site Vagalume:

    A luz brilhante da cidade que vai definir minha alma
    Que vai definir minha alma no fogo
    Começou com um lote inteiro de dinheiro
    Que está pronto para ser queimado,
    Assim que começar, um terá que perder
    Há um milhão de mulheres bonitas esperando lá fora,
    E todos eles estão vivendo sobre os cuidados do diabo
    E eu justo o diabo com o amor pra poupar

    Viva Las Vegas, Viva Las Vegas

    Como eu desejo que haja mais de 24 horas no dia
    Porque mesmo que houvesse mais 40 horas
    Eu não dormiria um minuto sequer
    Oh, há black jaque, poker e fortuna da roda
    Rodadas ganhas e perdidas em cada negócio
    Tudo que você necessita-rá
    É de um coração forte e nervos de aço

    Viva Las Vegas, Viva Las Vegas

    Viva Las Vegas você com um flash de néon dentro
    E os seus braços de bandidos deixam de funcionar
    Em todas aquelas esperanças voltam a abaixo
    Viva Las Vegas do dreno no dia na volta da noite
    Na noite, no dia se você vir que uma vez
    Você nunca será o mesmo outra vez

    Eu estou indo manter-me no funcionamento
    Eu estou indo ter algum divertimento
    Se custar-me muito minha última moeda
    Se eu encerrar rompeu-se bem
    Eu recordei sempre que tinha o tempo passando
    Vou lhe dar tudo que eu tenho
    Senhora sorte faça os dados ficar quente
    Permitam-me gritar em cada um dos sete tiros

    Então Viva Las Vegas,
    Viva Las Vegas,
    Viva, Viva Las Vegas.

  5. Felipe Maddu disse:

    Viva Las Vegas é o nome da canção!

  6. Leo disse:

    Cada cidade tem o que merece, inclusive os moradores.

  7. andre peter rozza disse:

    A matéria não corresponde à linha editorial da VEJA

    a Veja ensina a ser empreendedor, vencer obstáculos

    gerar riquezas e inovações

    observar exemplos de superações

    a condenar os apóstulos do atrazo, da burocracia

    não é de VEJA ceder seus espaços e leitores aos dinossauros da economia

    aquela gente que pensa no sapinho mas que não lembra de nossas crianças

    VEJA precisa rever alguns articulistas

    leitor de 40 anos

  8. Rômulo disse:

    Bem, o tal ícone ainda ficou com uma bela grana, não? Mas e o resto? E as cidades? E a sociedade? Como de praxe na nossa história, poucos têm visão e se dão bem. A grande manada só percebe depois que o bonde passou.

  9. Denisson disse:

    Eu entendi que a crítica não é no empreendedorismo do cara, mas no tipo de empreendedorismo do cara. O fato do cara ser bilionário não quer dizer que ele é um modelo pra todos nós. São coisas distintas, uma pessoa pode construir bilhões (pra ele) mas ser uma maldição pra humanidade. Por exemplo, uma coisa é o cara ganhar bilhões com uma empresa que faz a dessalinização da água ou que vende tecnologia pra motores menos poluentes. Agora um cara que fica bilionário construindo duas cidades sem água, sem produção de comida, sem produção de energia que se sustenta com a especulação, bebida, jogos de azar, prostituição não quer dizer muita coisa… Ele é um visionário no sentido de fazer muito dinheiro, mas esse blog fala de sustentabilidade não de lucro a qualquer custo.

  10. Alfredo Eb disse:

    Tem gente que não aprende mesmo. O que está sendo considerado é que o empreendedorismo de pessoas como esse senhor vão na contramão do futuro. Constriuir cidades de mentira para turismo oco é uma atividade fadada ao fracasso, porquê contrários à natureza do progresso verdadeiro.
    Abram suas cabeças!!!

  11. Denisson disse:

    Claro que a culpa não é dele. Ele é só a parte mais visível de toda uma decadência do nosso modo de vida. Ou será que grandes taxas de crescimento, engarrafamento recorde de 293 km, poluição recorde, poluição sonora e visual, favelas, poluição da água no caso de são paulo é símbolo de prosperidade? Separem bem as coisas, crescimento econômico do jeito que é feito atualmente no capitalismo na verdade é decadência… Isso precisa ser remodelado…

  12. Silvana disse:

    Já vi que a Lei de Gerson ainda impera no inconsciente de grande parte dos brasileiros. Pelo que entendi da opinião de muitos leitores, tudo o que esse “empreendedor” fez valeu à pena, afinal, ele ainda ficou com alguns bilhões para seguir sua vida. Se milhares de pessoas se machucaram quando a bolha de ilusão que ele criou explodiu, isso não importa. Ele é “o cara”, porque ele se deu bem, passando por cima de todos os “otários” que acreditaram nele. Realmente, nós precisamos rever nossos conceitos de moral e ética.

  13. Márcio disse:

    Fica a pergunta pro pessoal que meteu o pau no artigo, tendo o discurso do padrão Veja de qualidade como pressuposto avaliativo. Vocês não costumam avaliar os impactos humanos dos seus pontos de vista? Como assim: “Capitalismo é isso mesmo…”. Quero ver quando a casa cair pro lado de vocês, se dirão: “Ah, o Capitalismo é assim mesmo, hoje eu durmo na rua e amanhã eu pego um empréstimo no banco e compro uma casa nova!”

    Aliás, felizmente não esse blog não corresponde à linha editorial da Veja. Há alguma coisa que se salva no meio da Abril.

  14. Felipe Maddu disse:

    To vendo que têm muita gente “atrazada” ainda. Entretanto, há outras promovendo a sapiência ao analisar o contexto histórico-socólogico descrito pelo finíssimo blogueiro de maneira sucinta e realista. Silvana, Denisson, Rômulo, Alfredo, Rômulo, assino embaixo. Não preciso falar mais nada. Peter reVEJA seus conceitos, o quais consider um estrondoso ATRASO.

  15. Felipe Maddu disse:

    Rogério tá me ouvindo??(haha)

  16. claudio disse:

    Antes de mais nada parabenizo a vc pela matéria, mas me vejo na obrigação de levantar um ponto que acho crucial: avaliar uma cidade em um periodo de crise não é nem um pouco válido e a história confirma isso. Após a crise de 1929, a ascendente e cáustica Nova York, se viu em meio ao desastre social, ruas sujas, casas abandonadas, no total, um retrocesso em meio “crack” do American Way of Life, após medidas contundentes a cidade se reergueu, mantevê-se como a capital do mundo, sudindo aos céus com obras primas da arquitetura moderna. Portanto, Dubai e Vegas, já fazem parte de um seguimento diferenciado do turismo mundial, são cidades materialistas, maquetes reproduzidas em meio ao que a matéria chama de “devaneios”, urgem como mitos megalomaniacos tornando-se parte de uma forte caracteristica humana, a de se descobrir o novo.

  17. Francisco Magalhães Barros Junior disse:

    Um ecotário como esse blogueiro, desdenha de tudo que o homem faz de belo e lucrativo. Dubai, Vegas e outras cidades de livre capítalismo, sobrevivem a qualquer crise, voltam a crescer com mais vigor e sustentabilidade. Insustentável, é o que ele e a Míriam Leitoa, enxergam com suas mentes vendadas na Amazônia, o sujeito perdido no mato, comendo guariba, mucura ou qualquer coisa que se mexa na floresta e favelizando as margens dos rios. Uma viagem de barco entre Belém e Manaus mostra essa realidade, crianças em seus lúdicos barquinhos a remo, implorando que se jogue alguma esmola, ou, como é mais comum no caso das meninas, oferecendo recreação sexual a trôco de migalhas.

  18. andre disse:

    Ainda existem otários que mensuram o dinheiro do ponto de vista deles, aí pensam que alguém que perdeu 36, 5 bi “viverá como um rei…, blablabla”
    Tem gente que não aprende mesmo e tem mais gente do que a gente imagina…O texto está ótimo!

  19. claudio rocha disse:

    Shocking! Positively shocking! (James Bond in Dr No)

  20. Fábio Pistelli disse:

    Quero parabenizar o autor pela postura democrática na mediação dos comentários. Denis, você dá uma aula de convivência não só ao responder os emails dos leitores (te escrevi um rasgando o verbo no fim do ano passado e você teve muita delicadeza de responder. Não me convenceu, mas definitivamente ganhou meu respeito – só pra constar, foi sobre a menina estuprada que foi excomungada da igreja por causa de um aborto em Pernambuco, se não me engano).
    Com relação ao texto em si, concordo que Las Vegas é o ápice do consumismo e da insustentabilidade, mas não acho que temos alguma solução plausível no curto prazo. A única forma de corrigir essas anomalias é através da conscientização da população. Parece demagogia mas não há outra forma. Enquanto houver otários dispostos a torrar seu dinheiro em cassinos, estes continuarão abertos. Enquanto houver cassinos, Las Vegas permanecerá de pé. E o problema nem é a jogatina em si, mas todo um estilo de vida construído em torno disso.
    Agora, eles que se explodam lá. Enquanto eles estão “aproveitando” a vida lá, sobra mais espaço pra mim em alguma prainha isolada no litoral norte paulista. Com bastante comida, sol, sombra e água fresca. Ok, não temos um primor de saneamento básico, mas há tempos não vejo coco boiando por aí.
    Em todo caso, a discussão é importantíssima. A situação vai se perdurando, mas não há como ser por muito tempo. O quanto antes acharmos uma alternativa, menos traumática será a mudança. Isso claro, se acharmos. Senão morreremos todos ardendo… hehehe
    Parabéns e sucesso!

  21. TatiLie disse:

    Sou cada vez mais fã do seu blog.

  22. Carlos N Mendes disse:

    Curto mas fantástico artigo sobre a soberba humana. Que sirva de lição para quem ainda não aprendeu. Sheldon Adelson não aprendeu e não aprenderá. Capitalistas selvagens operam o DNA para extirpar do corpo o gene do simancol. Resta rezar para Deus proteger a Humanidade dessa gente.

  23. Fabio Pavan disse:

    O problema dos ecotarios e’ que se vêem como pessoas iluminadas e `a frente de seu tempo. Acreditam que essa “salvaguarda” os eximem de compreender questoes complexas e de buscarem mais informações sobre determinados assuntos, pois tudo e’ culpa da “besta-fera e da ambição capitalista”. Se o autor escreve que Vegas e’ insustentável e que não produz nada, nem mesmo a própria energia, deveria saber que se não a produz , paga por ela a quem a produz. Por que diabos Vegas deveria produzir sua própria energia quando essa não e’ sua vocação? Vegas produz muito, e se o autor que esteve por la’ não conseguiu ver isso, e’ porque esta’ cego ou deprimido. Vegas produz LAZER e DIVERSÃO. E isso emprega milhões de pessoas, o que torna a cidade sustentável. Se acha “que por trás da alegria falsa de lá, se esconde uma das cidades mais tristes do mundo” garanto por experiência própria que há’ muito mais gente sorrindo que chorando. Não deveria ir tão longe se e’ infelicidade que procura. Bastava fotografar um desses pulgueiros no Amazonas que acreditam ser “auto-sutentavel” e a resposta para todos os males da humanidade. Turismo meu senhor, o significado quem da’ e’ você e isso e’ pessoal! Turismo e’ lazer e cada um sabe o que e’ melhor e mais divertido para si. Talvez colher carambolas direto do pé’ do sitio da vovó’ seja mais divertido que uma mão de full house numa mesa de poker do Mirage? Talvez colher minhocas com os pés’ descalços na beira do rio seja mais excitante que o Espetaculo das Aguas do Hotel Bellagio? Talvez! Felizmente, não para todos. Aos incautos que resolveram aplaudir sem ao menos buscarem mais informações a respeito (claro, mais fácil pois são iluminados) deveriam descer do pedestal e deitar os olhos sob os números. Pura ingenuidade acreditar que Vegas e Dubai estão entregues a própria sorte. Estão sim em recessão, pois a crise econômica afetou principalmente o setor de turismo em todo o mundo, inclusive onde o turismo e’ “repleto de significados e auto-sustentavel” e não somente em lugares “ocos e falsos onde mora o lobo-mau”. Deveria saber que Dubai e’ um dos lugares onde o metro quadrado construído segue como um dos mais valorizados no mundo e logo que a crise passar como já’ há’ sinais claros de superação esses guindastes que la’ estão voltarao a produzir muitas riquezas, voltando a empregar muitos miseráveis do oeste asiático, melhorando suas vidas e lhes dando um futuro. E pensar que nesses dois lugares só’ havia areia e sol escaldante e hoje há’ cidades prosperas que sustentam muitas pessoas. Não só’ aqueles que fizeram milhões como o autor procura induzir buscando um “culpado” para a crise mundial, mas também aos milhões que nada ou pouco tinham. Isso sim e’ fruto de empreendedorismo que gera riqueza para muitos e só idiotas vêem isso como nocivo e o resultado final da ambição desenfreada de um mega especulador do mercado imobiliário.

  24. Felipe Maddu disse:

    Pavan-O intuito do blog é discutir assuntos de teor ecológico, sócio-ambiental e cultural. Você tá no lugar errado, pois defende o capital especulativo-e não produtivo-de impacto ambiental absurdo e de retorno social nulo. Lazer e diversão é cinema, música, futebol, bicicleta.

  25. #42 disse:

    Uma coisa é verdade, ele não aprendeu e nunca aprenderá! E pq? Pq ele também pensa como muitos que postaram aqui, dizendo q o fato dele ter continuado com mais d 3 bilhões faz dele um vencedor! Um herói! … ??? Ele é um vencedor? Ele foi pisou na cabeça de milhões de pessoas (provavelmente muitas morreram!) e fez fortuna! Mas pensemos bem… se vc fizesse isso vc teria coragem d se olhar no espelho? Teria valido a pena? Isso vai da escolha d cada um… mas eu não teria coragem d me olhar no espelho… para falar a verdade eu acho que acabaria louco e me suicidando!
    E quem disser q faria isso, e q um cara q faz isso é um herói! … Bem são pessoas iguais a essas que estão no senado neste momento fazendo d tudo para tirar até a ultima gota d suor d nós Cidadãos do Brasil!
    Eu não sou contra o capitalismo… ou contra os bilionarios, mas convenhamos tem formas muito mais humanas d se ficar rico do que a fórmula usada por Sheldon Adelson! E também temos que reconhecer q ele infelizmente é só a ponta do iceberg!

  26. #42 disse:

    Felipe Maddu vc está correto! Lazer e Diversão d verdade é, Cinema, Teatro, Um bom livro, Uma boa revista, Televisão (é claro q os bons programas… embora até o BBB seja melhor), Video-games… Tem tanta opção!

  27. Milene. disse:

    Fabio Pavan, vc me deprime.

  28. Mauro Palmiro disse:

    Vai pra Havana e tira uma foto, aí sim voce vai ver o que é uma cidade triste!

  29. Felipe Maddu disse:

    É Mauro, Havana ou alguma da Coreia do Norte. Já virou clichê esse discurso “conservador”. Por que não vai pra alguma cidade Africana-onde o continente todo é capitalista-pra ver que Havana é um paraíso. Continente tão explorado, primeiro pelos europeus-que trucidaram e dividiram o continente-depois estadunidendes-muitos cidadãos nem sabem que é um continente, nem onde se localiza- e russos e agora por fascínoras, chefes tribais e etc…Por que ficam falando de Cuba, Cuba e mais Cuba? Cuba não é nada é uma ilha minúscula, mas o resto do mundo. Wake up dude´s!

  30. Pedro disse:

    Quantos milhões de anos tem esse Fábio Pavan? Por que há sempre uns babacas que acham que só porque alguém tem dinheiro ela sempre terá? E mais: que ela é Deus!? Ser empreendedor não é sair por aí lucrando e depois perdendo tudo não. É investir em algo que trará um benefício para si e também para a sociedade para que a sociedade deseja manter tal empreendimento. E não é pra subir e depois afundar não. É lucrar e continuar lucrando com o tempo… se adaptando às mudanças que naturalmente ocorrem e respeitando algo mais do que o próprio bolso.

  31. Luciene disse:

    Uau! Adoro ver o circo pegar fogo! Excelente texto, Denis. Você merece leitores tão animados! Fábio, você é gaúcho? Conheço um Pavan do RS que pensa como você e transformou minha cidade (Balneário Camboriú/SC).

  32. Fabio Pavan disse:

    Mais uma vez surge algum “iluminado” para esvaziar a latrina no Blog. Sr. Pedro, se há algum jurássico aqui, certamente, não sou eu. O problema de antas como o senhor esta’ no fato de que além de não saber escrever (coesão, coerência, raciocínio lógico) também não sabem ler. Sua interpretação textual e’ pifia. Não entendeu o texto do autor e, muito menos, o meu. O senhor e’ como surdo-mudo de nascença tentando opinar a respeito da 9o. sinfonia de Beethoven. Não sabe o que e’ empreender. Não sabe o que e’ sustentável. Não sabe o que e’ capitalismo. Faz do debate de idéias uma missão muito difícil. Teremos que partir sempre do be-a-bá quando tivermos pessoas como o senhor e outros que aqui se manisfestaram na discussão. Não vejo problema no fato do senhor ser ignorante, mas sim no fato de pensar que não e’. Antes de se manisfestar da próxima vez, trabalhe melhor o raciocínio se quiser convencer alguém de alguma coisa.Não precisava ir muito longe na pesquisa e nos estudos para entender o que foi dito no próprio texto do autor. E o que também não foi dito. Portanto não seja um cego, além de surdo-mudo, e se deixe levar por esse messianismo chinfrim que vê o apocalipse em qualquer crise financeira. Se tivesse feito o dever de casa quando a “tia Mariquinha” pediu, teria ao menos a curiosidade de levantar informações sobre as cidades citadas. Entenderia então (esta’ acompanhando ou esta’ muito difícil?) que nessas cidades, pessoas como o senhor, o blogueiro, eu…meros mortais que não possuem bilhões, vivem, trabalham, lucram, perdem, sorriem, choram e morrem como em qualquer outro lugar do mundo. Esses milhões de pessoas se beneficiaram da visão de empreendedores que enxergaram muito mais do que areia e sol no meio do deserto e que resolveram empreender. Arriscaram-se! Construiram cidades onde muitos milhoes se beneficiaram. Onde seus habitantes viveram uma era de prosperidade em lugares democráticos e extremamente tolerantes. Dubai e’ um mar de liberdade comparada a outros países dos Emirados e do Oriente Medio. Se nesse momento esta’ ruim, nada garante que não poderá vir a melhorar. Se especuladores lucraram (e perderam) bilhões com isso e estão dispostos a arriscarem mais de seu capital para lucrarem mais, o que há’ para “eles aprenderem com essa estória”? E o que há para aqueles meros mortais que vivem e trabalham nessas cidades aprenderem com tudo isso? De que tomamos nossas próprias decisões enquanto indivíduos! Ate’ quando vai vigorar no Brasil a mentalidade de que a massa e’ coitadinha e sofre com a decisão daqueles que a manipula? Não há aqui e em lugar nenhum dessa galáxia (e nem numa galáxia distante) a luta do bem contra o mal. Não se trata de um “homem malvado” sugando o pescoço dos “inocentes”. Todos, sem exceção, ricos ou pobres, estão buscando o melhor para si.Todos corremos riscos ao buscar isso. Essa e’ a virtude do ser vivo. Supere esse maniqueismo rale’ se quiser ver o mundo além’ de suas próprias experiências.

  33. Milene. disse:

    Fabio Pavan, voce continua me deprimindo.

  34. Felipe Maddu disse:

    Fabio Pavan, voce continua me deprimindo.[2]
    Caro Pavan, o capitalismo não é esse conto-de-fadas, tá mais pra estória da carochinha!!! O Brasil tinha que seguir a social-democracia europeia, onde há um capitalismo mais digno, assim podemos dizer. O PSDB era pra fazer isso, tá até no nome do partido, mas preferiu instituir o neoliberalismo. Lula e seu BC, continuaram a mesma rota de capitalismo desenfreado, como um carro descendo ladeira abaixo e sem freios.
    Finalizando, leia o nome do blog. Com sua ideia e visão de mundo não há sustentabilidade. É desenvolvimento sustentável X desenv. desenfreado, suicída. Talvez daqui uns 30 anos verá o que esses “empreendedores” fizeram, com a exploração dos recursos até não poder mais, uma provável falta total de água, desastres ambientais cada vez mais frequentes e etc…Se fosse por vc a amazônia ja seria uma plantação de soja e um deserto maravilhoso anos depois, quanta inteligência!!!!!

  35. Douglas Bernardo T. disse:

    Fiquei surpreso com suas palavras.
    Elas expuseram a verdade encoberta pelo glamour e o encanto dessas cidades
    de bases frágeis.

  36. Douglas Bernardo T. disse:

    Fiquei surpreso com suas palavras.
    Elas expuseram a verdade desse momento de insatabiliddae, encoberta pelo glamour e o encanto dessas cidades de bases frágeis.

  37. Fabio Pavan disse:

    Meu caro Felipe Maddu, você perdeu o foco desde seu primeiro comentário. Isso prova que continua a opinar baseado sempre no nome do Blog e não no que tenha lido no texto. Deve ser um desses que adoram ler capas de livro e dizer que conhece a obra de cabo a rabo. Por gentileza faca-nos o favor de ler e, principalmente, ENTENDER o que foi escrito ate’ aqui. Se não vai continuar misturando alhos com bugalhos e criando para si embaraços constrangedores. Faça-se o favor de nunca mais mencionar assuntos que não domina ou que desconheça completamente, a não ser que seja para pedir que alguém capacitado te ensine. Neoliberalismo? Lula? BC? Social Democracia Européia? Plantação de soja? Você e’ realmente uma piada, mas ao menos me fez rir com toda sua confusão mental e sua desinformação. Acredito estarmos fazendo uma troca injusta, pois ate’ agora tudo que consegui foi deprimi-lo! Mas entendo que assim seja. Sua visão embaçada, embaralhada e tosca do mundo vai sempre te causar desconforto e depressão quando se deparar com assuntos que não entende. Portanto, a partir de agora, sempre que ler algo, procure ler todo o conteúdo e não somente o título. Se não entendeu, não se envergonhe. Leia tudo novamente ate’ que realmente entenda! Só depois se aventure com suas asneiras que, acredito, serão menores se seguir meu conselho. Isso ira’ ajuda’-lo a amadurecer essa sua cabeça hippie de estudante de sociologia do 1o. ano de alguma faculdade fajuta do Brasil.
    Me utilizando aqui do título do Blog (em homenagem aos que adoram títulos) para encerrar minha participação que, certamente, contribuiu muito mais para o debate que todos os que resolveram bater palminhas, repito: Sustentável e’ pouco, muito pouco!

  38. denis rb disse:

    Uma dica ao Fabio Pavan e a todo mundo: a argumentação ganha muita força se você se concentrar nos argumentos, em vez de fazer ataques às outras pessoas. Ao ofender alguém, tudo que você consegue é fechar os ouvidos e a cabeça dos outros às suas teses. Como regra, fazer especulações sobre o caráter, o nível de instrução ou a inteligência dos adversários serve pouquíssimo aos leitores e, apesar de esquentar o debate, esfria o que as pessoas apreendem dele.
    Vamos tentar?

  39. Anna disse:

    Ola Fabio Pavan, parabens pela brilhante particao, isso nao quer dizer que concorde plenamente com voce.No entanto acho que voce foi um dos poucos que colaborou para que existisse um debate, incomodando tantas pessoas, inclusive o dono da bola. Seria muito mais facil concordar e dar os parabens, como de praxe.
    Denis, nao entendi porque voce se incomodou tanto com o Fabio pavan, ja que os “outros” o ofenderam primeiro e nem se quer souberam defender seus pontos de vista. Sera que pelo motivo do tal Fabio nao ter sido positivo ao seu texto, ao contrario dos Outros? Nao se pode discordar de voce?

  40. Felipe Maddu disse:

    Disse, disse e não disse NADA!! Bora pro outro post!!

  41. Roberto Aldyn Reus disse:

    Leitores da Veja são tão engraçados. Eu faria uma revista só com suas opiniões esdrúxulas. Só entenderão alguma coisa de como o mundo funciona quando perderem tudo nas mãos de um irresponsável como este. Quer dizer, nem assim entenderão. Muitos acabam de perder – e continuam achando o capitalismo uma maravilha…

  42. denis rb disse:

    Deletei 3 comentários do Roberto Aldyn Reus, porque eles não continham nada além de ofensas. Como administrador do blog, peço desculpas a quem se sentiu ofendido por eles. E, mais uma vez, peço a gentileza de todos os leitores de respeitarem as regras: não pode ofensa, não pode atividade comercial.

  43. Daniel disse:

    Engraçado Denis, a sensação que tenho é de um monte de estéricos se debatendo e sapateando com o seu texto. É mesmo engraçado, essas pessoas parecem tristes com a crise do capitalismo, com a constatação do fracasso de um modelo onde poucos tem muito e são vistos como hérois do nosso tempo. É uma pena que percam tanto tempo e talvez morram sem enxergar o que está bem na ponta do nariz.

  44. #42 disse:

    Cade os comentários?

  45. Paulo disse:

    Bom, pra começar, peço ao blogueiro que corrija o título do texto. cidades FANTASMAS. Simples, né. Substantivo e adjetivo concordando numa boa, sem briga.
    Agora,

    para o DANIEL

    ‘um monte de estéricos debatendo…
    Pô, Daniel. Deve ser bacana ver um monte de compostos químicos orgânicos em plena balbúrdia oral. Acho que vc quis dizer HISTÉRICOS, né não?

  46. denis rb disse:

    Paulo,
    “Fantasma” não é adjetivo não, é substantivo também (o adjetivo seria “fantasmagórica”). É um substantivo que modifica outro, conhecido pela gramática como “determinante específico”. Como tal, não precisa ir ao plural. É o mesmo caso de escola-modelo > escolas-modelo.
    O que faltou, isso sim, foi um hífen. Corrigido está.

  47. Vanessa Sammer disse:

    Adorei a matéria !

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