Palavras reveladoras

Uma das coisas mais enriquecedoras – e também mais chocantes – de morar no exterior é aquilo que você aprende sobre o seu próprio pais. Para mim, ter passado um ano nos Estados Unidos, mais do que tudo, foi uma aula de Brasil. Todo dia eu saía de manhã e passava o dia convivendo com gente de toda parte do mundo e aprendendo, com essa convivência, que algumas coisas que eu sempre achei que eram parte da natureza humana não passavam de estranhezas bem particulares dos brasileiros.

Como sou um apaixonado por palavras, o que mais me chamava a atenção eram as diferenças que existem entre o nosso vocabulário e o vocabulário dos americanos e dos outros estrangeiros que conheci por lá. É incrível como há palavras que são ditas o tempo todo lá, mas nem existem aqui, ou têm um significado totalmente diferente. Essas diferenças de vocabulário são imensamente reveladoras do jeito brasileiro de pensar. Veja alguns exemplos:

  • A palavra inglesa “ accountability” simplesmente não tem equivalente em português. Geralmente ela é traduzida como “prestação de contas”, mas trata-se de uma escolha ruim. “Prestação de contas” é algo que você faz, enquanto “accountability” é algo que você tem. Talvez a tradução mais próxima fosse “responsabilidade”, mas aí é uma palavra ampla demais.
    Accountability”, para os americanos, é uma idéia central na democracia. O cientista político Larry Diamond, especialista em democracia, costuma dizer que os governos democráticos de alta qualidade precisam ter dois tipos de “accountability”: a vertical e a horizontal. “Accountability” vertical é a obrigação de prestar contas detalhadas à população. “Accountability” horizontal é fazer com que diferentes agências do governo tenham a atribuição de fiscalizar umas às outras, para garantir que tudo funcione bem. Lá há dois tipos de “accountability”, enquanto aqui nem temos a palavra. E os governos, no geral, não sentem a menor necessidade de prestar contas nem para baixo nem para o lado.
  • A expressão inglesa “rule of law” é outra ausente do vacabulário político brasileiro. Geralmente ela é traduzida como “estado de direito”, o que é bastante revelador da nossa relação com o estado: só estamos interessados nos “direitos”, mas não damos muita bola para as regras. “Rule of law” na verdade quer dizer “império da lei”, ou “domínio da lei”. Ou seja: a idéia de que as regras de um país são para valer, e para todos. Uma idéia tão estrangeira para o jeito brasileiro de pensar que não entrou nem para o dicionário.
  • Já a palavra “público” está presente nas duas línguas. Só que tem um significado bastante diferente em cada uma. Lá, “public” significa “do povo”, “da comunidade”. Aqui, pode querer dizer “do governo”, ou “grátis”. Empresa pública, no Brasil, é empresa estatal. Nos EUA, é empresa com ações na bolsa e obrigação de publicar informações financeiras detalhadas.
    Nos EUA, faculdade pública é paga, só que mais barata que as privadas, e no geral com qualidade um pouco inferior. No Brasil, faculdade pública é necessariamente grátis, com qualidade muito superior à das privadas e majoritariamente frequentada por gente de alto poder aquisitivo. Enfim, no Brasil os pobres pagam faculdade, enquanto os ricos ganham de graça. Taí um bom exemplo de algo que só percebi concretamente sobre o meu país quando tive a chance de sair dele.

Claro que tive também uma porção de motivos para me orgulhar do Brasil enquanto estava lá – e que morri de saudades. O Brasil tem uma porção de vantagens sobre os EUA, acredite, e ser brasileiro nos dias de hoje é ótimo para sua popularidade mundo afora. Mas isso não deve nos impedir de perceber as lacunas do nosso dicionário. E preenchê-las – não só com palavras, mas com novas atitudes.

Nós também ensinamos algumas palavras pros gringos. Por exemplo: "brigadeiro" e "caipirinha"

Nós também ensinamos algumas palavras pros gringos. Por exemplo: "brigadeiro" e "caipirinha"

Foto: denis rb – CC

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31 comentários
  1. Leonardo disse:

    Até hoje o que achei de mais importante em conviver com estrangeiros é aprender a respeitar a cultura dos outros e valorizar a minha própria cultura. Eu acho que essa convivência me fez ver que mesmo dentro do meu país e até na minha região, existe muita diferença de cultura devido a regionalismos e sistemas de educação diferentes em que cada um foi educado.

    Muito bom post!

  2. Danielle disse:

    Denis,

    Tem mais uma tecnologia brasileira que disseminei por aqui: como fazer quiabo sem baba (rsrsrsrs). Serio, aqui eles usam no Gumbo, uma sopa de camaroes de New Orleans, e fica tudo babento. Num encontro (um potluck, como eles chamam) que tive com pessoas de diversas nacionalidades (do mundo todo mesmo), levei Galinhada e Quiabo refogado. A galinhada o pessoal gostou, achou interessante, mas ficaram espantados ao ver que dava pra preparar o quiabo sem soltar a baba. Tive que explicar pra congoleses, indianos, americanos, nigerianos e chineses. Imagina se tivesse jabuticaba, aoi o povo endoidava!

    Eu tambem fico numa saia justa, quanto tento usar expressoes brasileiras em determinadas situacoes. “Ninguem merece” (eu digo: Nobody deserves it, rsrss), “nervos aa flor da pele” (nerves at skin’s surface – eles me disseram que a expressao com a ideia vequivalente eh “in the edge”), entre outras. Primeiro me olham com cara de “q

  3. Danielle disse:

    continuando:
    “que essa brasileira maluca esta querendo dizer?”, mas depois entendem, e se divertem. E eu acabo aprendendo algo tambem, porque eles me dizem qual a expressao que tem a ideia equivalente.

    Abs,
    Danielle
    PS: tambem fiz brigadeiro e beijinho (o preferido dos chineses) por aqui. O povo adorou!

  4. #42 disse:

    O brasileiro até que tem noção dessas palavras… mas ter noção não significa que sejam coisas que façam parte do nosso dia-a-dia!

  5. carlos disse:

    A grande diferença entre um pais de terceiro mundo para um de primeiro é o estado. Nos eua o estado funciona, aqui o estado mama. Lá um funcionário precisa mostrar resultados, aqui basta passar no concurso e pegar estabilidade.
    Maluf, renan, collor, etc…., lá estariam presos. Essa é adiferença.

  6. Renee Voltaire disse:

    Mais uma vez um tema interessante!

    Morei e estudei 1 ano em Manchester – UK, e no ultimo ano e meio vivi na Franca e trabalhei em Monaco, e so posso concordar com a afirmacao do Denis de que morar no exterior e conviver com pessoas do mundo inteiro e acima de tudo uma aula de Brasil!

    Sobre as expressoes que existem ca ou la, utilizando o Frances como terceiro exemplo na comparacao, as palavras utilizadas para o ‘accountability’, ‘rule of law’ e ‘public company’ sao ‘Responsabilisation’, ‘Etat de Droit’, ‘Societe Cotee’ (e nao ‘Publique’), mais proximas ao vocabulario ‘brasileiro’ (portugues) que ao norte-americano ou britanico (ingles), o que se explica pela origem dos idiomas.

    No entanto, o comentario sobre o jeito de pensar refletido nestas palavras me parece pertinente e nao se origina no idioma (apesar de se refletir nele, como bem retratou Denis RB). Alias, existe toda uma teoria sobre isso, acho que um bom trabalho nesse sentido que vale a pena ser lido e o artigo ‘The Economic Consequences of Legal Origins’ de La Porta, Lopez-de-Silanes e Shleifer, pode ser encontrado procurando pelo titulo no google ou google scholar.

    Certamente o carater e as circunstancias da Revolucao Gloriosa foram distintos da Revolucao Francesa e parte da origem destas diferentes maneiras de se ver o papel do Estado e a liberdade/responsabilidade do cidadao se encontra ai… Utilizei as revolucoes apenas como simbolos/exemplos maximos da formacao das duas sociedades, mas ha muitos outros argumentos historicose demonstracoes empiricas que levariam um bom tempo pra discutir. A quem interessar, reforco a sugestao de ler o ‘paper’.

  7. Luciana Corrêa disse:

    Denis, eu também sou apaixonada pelas palavras. Se não estou enganada, foi Fernando Pessoa quem disse: “Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma”. Concordo com você: elas revelam muito mais do que supomos de cada indivíduo, de cada povo, de cada nação.
    Minha ligação com a linguagem passa por sentimento de transformação. Sou de Minas Gerais e moro em SP há 15 anos. Depois de algum tempo morando aqui, percebi que havia perdido por completo meu sotaque mineiro. Quando me dei conta disso, fiquei triste, assim como quem perde um pedaço de si mesmo, de sua própria identidade, sabe?. Mas com o tempo, fui construindo uma nova vida e decobri meu jeito próprio de falar com o mundo, misturando tudo. Claro, sinto saudade da mineirice, da minha casa, mas, também sinto que aqui encontrei meu caminho, meu destino. Dia desses, batendo papo com uma amiga mineira por telefone ela perguntou: onde vc está? Eu disse: em casa, no alpendre… rárárárá. Em vez de falar ‘na sacada’ eu disse ‘alpendre’!! Quase morremos de rir! Não adianta…. minha língua é minha pátria….!!!!

  8. Mariana disse:

    Duas palavras que eu adoro ensinar aos amigos gringos: saudade e cafuné!

    Alguém sabe se existe a palavra “saudade” em outro idioma? (não vale o equivalente em verbo, tem que ser substantivo)

  9. João Carmo disse:

    Meu querido Denis,
    Com todo o respeito às palavras tão bonitas que vc encontrou nas suas andanças, não é demais lembrar que, apesar delas, os executivos de grandes bancos cheios de “transparência” e “sob o império da lei” causaram em 2009 um terremoto financeiro de proporções mundiais. E outros, ainda pior, assaltaram os bolsos de velhinhas e de instituições filantrópicas.
    Portanto, meu caro, acho que precisamos mais do que palavras corretas, precisamos(nós e o mundo inteiro) de atitudes corretas.
    Palavras, se não tiver, a gente inventa.

    abração

  10. João Carmo disse:

    Corrigindo, o terremoto financeiro foi em 2008

  11. denis rb disse:

    Luciana Corrêa,
    Minha esposa é olindense. Na primeira vez em que ela, sem pensar, sob minha influência paulistana, disse um “meu”, ficou triste pelo resto do dia. Hoje ela se conformou. Ela não acha mais que perdeu a pernambucanice, apenas ganhou outras coisas: a paulistice, a californianice. E, quando o sotaque pernambucano dela começa a se diluir, ela telefona para a mãe e fica horas conversando. Desliga o telefone com o sotaque recarregado. Você devia fazer isso também: recarregar seu sotaque.
    abs

  12. Luis disse:

    Passei 15 dias nos EUA nas minhas férias mês passado, e saí de lá pensando algumas coisas bem parecidas com o que você falou, em como os americanos encaram a política, o governo, seus deveres e direitos. To pensando nessas coisas até agora.

  13. mauriti disse:

    Realmente muito interessante observar o significado, a aplicacao das palavras e sua relacao estreita com o comportamen to das pessoas de um pais, ou de uma regiao…ate mesmo divertido sao as semelhancas e diferencas do portugues e do espanhol. Bom post.
    Ah, Mariana. vc pode usar “homesick” para saudade…quebra o galho…

  14. berenice disse:

    Caro Denis!
    Vivo nos USA por mais de duas decadas. Depois de alguns anos aqui percebi que sempre que quizesse me expressar com clareza, poucas palavras e eloquencia, deveria fazer uso do Ingles. Cheguei a pensar que isso acontecia porque aprendi a falar ingles ja’ adulta, isto e’, de uma forma racional. Atualmente acredito que isso acontece porque o ingles e’ um idioma direto, serm rodeios, e ao contrario do que se ouve no Brasil, e’ uma lingua com expressoes especificas para tudo. Descobri tambem que os idiomas sao mais do que simplesmente formas de comunicacao entre os povos. Um povo enrolado como nos brasileiros, so’ poderiamos ter uma lingua enrolada. Ja’ os americanos, bem como seu idioma…vao direto ao ponto. Agora…o “nosso portugues” e’ pura melodia. Talvez porque o povo brasileiro e’ um povo alegre.

  15. Felipe Maddu disse:

    Eu tenho orglho de nossa língua, uma das mais lindas com certeza!!! Só achei errado ligar o português automaticamente ao Brasil e Inglês aos EUA. Lembrando que português se fala no Brasil, Portugual, Angola, Cabo Verde entre outros e inglês se fala na inglaterra, Jamaica, Irlanda, Escócia, ou seja, lugares diferentes falando as mesmas línguas.

  16. Daniel disse:

    Oi Mariana,
    Também existe um quebra-galho (se não equivalente) em alemão: Heimweh

  17. paraxaba disse:

    oi Denis
    ha uns quinze dias atras.eu fiz um comentario no blog do sr França.nao foi publicado.
    eu comentava sobre o o efeito nocivo,da senadora marina silva,à frente da pasta do meio ambiente,e que assin que o pais cescesse 5%,os efeitos começariam a aperecer.parece que nen prescisou chegar a tanto.hoje eu ja ouvi dezenas de explicaçoes sobre o apagao de onten.TO ESPERANDO UMA RESPOSTA DO PAPAI NOEL.nele da pra confiar.como voces da “ECOLOGIA”.dizen que pais queremos ser?nós brasileiros que gostamos de dar duro.queremos DA LUZ.ja a turma do atraso.DAS TREVAS.

  18. Verónica disse:

    Olá Gente! Meu disculpas por o português, estou estudando mas nao é bom ainda, sou de Argentina. Mariana: aqui uma palavra para saudade poderia ser “añoranza”, mas acho que o sentimento de saudade é mais grande que a añoranza argentina…Denis: umas palavras engracadas para mim sao: despedir (porque no espanhol é decir adeus), exprimir (porque no espanhol é tirar o jogo de uma fruta, nao sei se entende)…beijinhos!

  19. denis rb disse:

    Obrigado pela audiência internacional e pelo esforço de aprender português, Verónica!
    (Ah, e você quis dizer que exprimir é tirar o “suco” de uma fruta. “Jogo” é o que vocês chamam de “juego”) 🙂

  20. Verónica disse:

    jajaja…siiii…qué desastre!

  21. Chesterton disse:

    Muito bom.

  22. Felipe Maddu disse:

    Acho que a hermana confundiu “exprimir” com ‘espremer”

  23. Verónica disse:

    nononono Felipe…nao confundi! acho engracado exprimir (no portugues), porque asim se escreve espremer no espanhol…se entendeu?…jajaja…é muito difícil!!!

  24. #42 disse:

    Segundo a revista Superinteressante, saudade existe sim em outros lugares. Como o miss em inglês, e o já dito pela hermana Verónica añoranza.

  25. Mariana disse:

    Mauriti, Daniel e Verónica: obrigada!

    Lembrei de outra palavra que eu adoro e essa eu ensino aos amigos paulistas e cariocas: cafuçu! Alguém sabe o que significa?

  26. Maria disse:

    Vivo na Suíça e percebo que os estrangeiros que vivem aqui e, principalmente os que tiveram pouco estudo no Brasil, são os que mais “inventam” palavras. Às vezes é divertido, mas muitas vezes dói muito nos ouvidos. Um bom exemplo: bonde aqui se chama “Tram” e maioria das pessoas não fala bonde, muitas delas porque nunca viram um bonde no Brasil e outras , eu acho, por pura preguiça de se esforçar para manter em bom nível nossa língua materna. REsultado de tudo isso: muitas crianças, filhos de brasileiros não conseguem se expressar bem, nâo sabem o que é um bonde, um porão, um ônibus e por aí vai… Abraços

  27. Felipe Maddu disse:

    Entendi Verónica 😉
    Estou muito contente com seu país e as medidas inovadoras da justiça no que concerne aos direitos individuais.

  28. Felipe Maddu disse:

    cafuçu
    ca.fu.çu
    sm 1 Indivíduo sem préstimo, cafumango. 2 V tinhoso.

    Essa eu não conhecia não hehehe Esse politico ai é um cafuçu aehuhaeu!!!!!!

  29. Pedro disse:

    Denis.

    Eu posso estar falando uma grande bobagem mas “rule of law” e a “regra da lei”. Nos gostamos mais de usar a expressao “espirito da lei”, que eu como leigo imagino ter um sentido distinto.

    No caso do Brasil, as empresas que estao na bolsa nos chamamos de “capital aberto”.
    Outra coisa, embora falem em empresa “publica”, na verdade elas ou sao “estatais” quando o governo tem o controle acionario ou sao de “capital misto” quando o governo e um dos socios. E, ao contrario do que imaginamos, ha um monte de empresas “estatais” nos EUA como a Amtrak, o Export-Import Bank, o Federal Credit Union, o Federal Bank entre outros.
    Antes que eu me esqueca, “public” nem sempre e “do povo”. Ha muitas escolas tradicionais inglesas que se autoentitulam “public schools”. No caso americano, “public” deve ser entendido como “aberto”. As empresas da bolsa nao sao “do povo”, sao dos seus acionistas. Qq um pode ser “dono” de uma parte delas. E neste sentido que eles as chamam de “publicas”.

    Ha sim palavras que tem significado totalmente distinto como “sofisticado” que nos entendemos como “luxo” ou “marketing” que aqui acham que e “propaganda”. Outra confusao bastante comum e “truck” que nos achamos que e “caminhao” mas e “veiculo de carga” inclusive “pick ups”. E nos chamamos de “pick ups” o que eles chamam de SUV como a Blazer, por exemplo. Bike e outra confusao danada.

    Em relacao a politica, e sempre bom lembrar que, ao contrario do imaginado, ha DEZENAS de partidos politcos nos EUA. Ha 7 partidos comunistas. E ha inclusive alguns que sao muito mais conservadores que o partido republicano.
    Mais. Nem sempre republicano = conservador e democrata = liberal; que pros americanos significa “de esquerda” e pra nos “de direita”. Vale como regra geral, mas ha nuances.

    O governo americano sim tem uma bela estrutura. E ao contrario do imaginado no pais; la ha 16 ministerios. Um numero enorme de conselhos. Agencias Regulatorias que sao as independentes ou seja, so dao satisfacao ao presidente. E agencias executivas ou seja ligadas aos ministerios (departamentos pra eles).
    E, ao contrario do que se acredita, os servicos publicos sao “mea boca”. A comecar pela malha rodoviaria que, se nao esta aos pedacos, nao chega nem perto da italiana, muito menos da alema.
    As ferrovias parecem estar meio abandonadas, embora estejam fzd algumas melhorias nos ultimos tempos. Os metros sao horriveis. Nenhum deles chega aos pes do de Sao Paulo, curiosamente projetado por uma firma americana cujo nome nao recordo agora.

    Por ultimo. As grandes universidades americanas nao sao “privadas”. Elas sao “sem fins lucrativos”. Harvard, Yale e Princeton nao tem lucro. Tem faturamentos enormes, mas nao lucro. A Universidade de Phoenix sim e uma universidade privada. E e uma bela porcaria. A Universidade da California e publica, do estado da California. A maioria das facus americanas sao “community colleges” e portanto “publicas”.
    So esclarecendo. Qdo se fala que um curso em Harvard custa 40 mil dolares ano, estao inclusos o custo do seguro saude, livros, aulas, moradia e alimentacao. E 40 mil dolares/ano e menor que a renda per capita do pais (48 mil dolares). No BRasil, pra se ter valor semelhante (5/6 da renda per capita) um curso nao poderia cobrar mais que uns 1500 reais/mes, incluindo todos os itens. Onde e mais caro?

    Espero ter ajudado.

  30. Renata disse:

    Oi Denis, acho que você poderia comentar muitas expressões que só nós usamos. Vivendo há 2 anos e meio no Canadá posso dizer que nós temos uma noção de comunidade e solidariedade muito mais desenvolvida. Aqui tudo ou é preto ou é branco, as soluções ou estão no indivíduo ou no governo. E no Brasil não faltam exemplos bem sucedidos de ações comunitárias. O que aprendi nesse tempo que eu vivo aqui é admirar o meu país, que tem defeitos sim, mas tem também riquezas únicas.

  31. denis rb disse:

    Oi Pedro,
    A palavra inglesa “rule” tem mais de um sentido. Nesse caso não significa “regra” – é mais “domínio”, ou “governo”, ou “império”, como na frase “the rule of King George V” (o reinado de Jorge V).

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