Sea Shepherd 10 X 1 Baleeiros

Nesta época do ano, é inevitável para mim lembrar do reveillon de 2003, o mais incrível da minha vida, que eu passei no lugar mais remoto e selvagem do mundo, os mares da Antártica, a uma semana de viagem da cidade mais próxima. Eu estava num velho navio pesqueiro, sujo e enferrujado, cercado de icebergs esculturais, visitado todos os dias por pinguins, focas, orcas e baleias – várias espécies de baleias, inclusive uma das 10 000 baleias-azuis que sobraram nos oceanos do mundo. Vendo auroras austrais, mergulhando na água gelada, convivendo com gente incrível, cercado de beleza e paixão. Foi incrível, épico, lindo. E assustador.

A foto é do grande Ignacio Aronovich, fotógrafo que viajou comigo. Dê uma olhada no site dele e da Louise, mulher dele: é um dos melhores sites de fotografia que eu conheço.

A foto é do grande Ignacio Aronovich, fotógrafo que viajou comigo. Dê uma olhada no site dele e da Louise, mulher dele: é um dos melhores sites de fotografia que eu conheço.

Fui para a Antártica como repórter, a convite de uma organização eco-radical chamada Sea Shepherd. Um ano antes, eu tinha entrevistado o fundador da organização e capitão do navio deles, Paul Watson. Ele me contou que sempre sonhara em ir para a Antártica, um dos únicos lugares do mundo onde ainda se mata baleias em larga escala. Paul Watson e sua Sea Shepherd tinham no currículo o afundamento de 10 baleeiros, desde 1979, quando eles trombaram propositalmente com o baleeiro pirata Sierra na costa de Portugal. Durante a entrevista, eu tive certeza de que havia uma grande história aí, e fiquei no pé de Watson até ser convidado para a primeira campanha antártica da Sea Shepherd. Consegui.

Passamos seis semanas no mar. A campanha foi um fracasso. Não encontramos os baleeiros, que se moviam rápido demais para o nosso navio, o Farley Mowat, um calhambeque marinho construído em 1958 e comprado usado por algumas dezenas de milhares de dólares.

Semana passada, Watson e a Sea Shepherd apareceram nas notícias de novo – como aliás sempre acontece nesta época do ano, que é quando os japoneses caçam baleias. Mais uma vez, como acontece todos os anos desde 2003, eles foram para a Antártica incomodar os baleeiros. Só que, desta vez, em vez de pilotar uma lata velha, eles tinham três barcos, sendo que um deles era um ultra-moderno trimarã movido a diesel que vale 1,5 milhão de dólares e mais se parece o batmóvel – chamado Ady Gil, em homenagem ao milionário de Hollywood que doou a maior parte do dinheiro. Você deve ter visto as notícias. O Ady Gil trombou com um dos baleeiros japoneses e afundou. Desta vez os baleeiros ganharam.

httpv://www.youtube.com/watch?v=pBKYjHUUN4Q

[No vídeo, a imagem da esquerda foi feita por ambientalistas em outro barco. A da direita, que dá a sensação de que a culpa foi dos próprios ambientalistas, foi tomada pelos próprios baleeiros japoneses.]

Watson afunda baleeiros porque diz que eles agem ilegalmente. Realmente, há, desde 1987, um tratado internacional que proíbe a caça a baleias no mundo inteiro. Mas há uma exceção: é permitido matar baleias para pesquisa científica. E, uma vez mortas, é permitido vender a carne das baleias, para não desperdiçar. Os japoneses criaram seu “programa de pesquisas” em 1987, mesmo ano em que a moratória começou. Como é essa “pesquisa”? Mata-se o bicho, estuda-se seu ouvido e o conteúdo do estômago e intestino, empacota-se a carne e vende-se em peixarias. Trata-se de um estudo de seus “hábitos alimentares”. Para fazer isso, mata-se 900 baleias por ano.

Enfim, o tal “programa de pesquisa” não passa de um pretexto. E ninguém faz nada, porque a Antártica fica em águas internacionais e não existe polícia lá. Ninguém é responsável pelo planeta: os governos só têm jurisdição sobre seus próprios países.

Watson tem todos os defeitos que dizem que ele tem. Ele mente com alguma frequência, é meio arrogante, é difícil de lidar, não é nada diplomático, é marketeiro até a medula. Ele me odeia – ficou bravo com alguns trechos do livro que escrevi sobre a expedição. E ele arrisca: um sujeito que já afundou dez baleeiros não tem muito o que dizer quando finalmente é um barco dele que vai parar no fundo.

Mas tenho que admitir que, no fundo do coração, tenho uma baita admiração pela sua coragem sem limites. E uma baita saudades da Antártida, o último lugar do mundo que ainda não foi inteiramente transformado em “estoque” de algum produto.

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50 comentários
  1. sarmatz disse:

    Reedição obrigatória do livro!!!!

  2. roberta disse:

    Incrível!!!!!!!!!!

  3. Felipe Maddu disse:

    Viva a Sea Sheperd!!

  4. #42 disse:

    Vc poderia citar um ponto q deixou o velho watson?

  5. hacs disse:

    Oi Denis,
    Nao quero ser anti-climax, mas sera que nao ha formas mais eficazes de se reduzir a pesca de baleias? Por exemplo, sabe-se que baleias azuis podem ser abatidas por grupos de orcas, portanto, eh provavel que baleias azuis se assustem com o som que grupos de orcas cacando emitem. Catamaras como o Ady Gil poderiam ser verdadeiros tormentos para os baleeiros se ficassem a uma distancia segura emitindo sons (de longo alcance) no oceano que espantassem os possiveis alvos desses sujeitos.

    Abs

  6. Leonardo Xavier disse:

    Eu acho que eu já tinha escutado falar da Sea Sheperd, como sendo dissidentes do Greenpeace. Justamente pelo pessoal do Greenpeace não concordar com essa questão de destruir propriedade privada, isso procede? E outra pergunta fiquei curioso a respeito do livro sobre a expedição ainda é possível encontrá-lo ?

  7. Rodrigo Vedder disse:

    Olá, Denis.
    Concordo com você quanto ao lado marketeiro do Watson, às vezes ele distorce um pouco os fatos e muitos membros da Sea Shepherd não aceitam discutir esse comportamento. Mas eu aprovo e acho válidas essas atitudes do Watson, afinal, os baleeiros são mestres em manipular informações e grande parte dessa guerra é travada no campo do “convencimento político”.
    .
    Mas discordo da sua opinião quando compara os afundamentos realizados pela Sea Shepherd e o afundamento do Ady Gil. Pelo que percebi no seu livro e em outros materiais, os afundamentos feitos pela Sea Shepherd não envolveram grandes riscos à vida dos tripulantes. Somente em uma das ações existiam pessoas dentro do navio, no caso do Sierra em Portugal, mas ele estava tão próximo ao porto que a ajuda seria imediata. Por isso, acho todo esse passado de ações da Sea Shepherd muito diferente do que ocorreu contra eles. Os tripulantes do Ady Gil tiveram muita sorte por saírem ilesos. Depois de atacados, quando tentavam se agarrar ao barco, ainda foram atingidos com jatos d’água. E tudo isso aconteceu em águas inóspitas.
    .
    Essa é a minha opinião, de quem conhece a Antártida pelo computador. Como você esteve lá, deve conseguir visualizar melhor qual era o real risco aos ativistas se algum acidente ocorresse. Gosto muito do seu livro e me junto ao coro que pede uma reedição. “Sabe quantos deuses tem no Catolicismo?” – hahaha. Até mais

  8. denis rb disse:

    Rodrigo Vedder,
    Olha… A tática da Sea Shepherd é baseada em confronto, com o objetivo de destruir propriedade. Não quero entrar na discussão sobre se isso é legítimo ou não, mas acho bastante aceitável a tese de que quem está ameaçado de ter sua propriedade destruída está sujeito a reagir destruindo propriedade. E, como dá para ver no vídeo acima, é no mínimo polêmico atribuir a responsabilidade pela trombada a um ou ao outro barco. Havia um naviozão e uma lanchinha trocando provocações, disputando espaço, se xingando, aí eles bateram. Essas coisas acontecem quando se emprega táticas desse tipo.
    Uma vez perguntei ao Watson o que ele faria se tivesse que escolher entre uma ação que cause a morte de uma baleia e uma ação que cause a morte de um baleeiro. Ele respondeu:
    “A sobrevivência de uma espécie é anterior à sobrevivência de um indivíduo”.
    No ano em que fui para a Antártica, perguntei a todos os tripulantes se eles estavam dispostos a morrer pelas baleias. Quase todos responderam que sim. Eles se consideram soldados em guerra. Soldados em guerra estão sujeitos a morrer.

  9. denis rb disse:

    Leonardo Xavier,
    Procede sim.
    O “peace” do Greenpeace foi inspiração de Gandhi, que eles liam muito (a outra grande inspiração foi Marshal McLuhan, um filósofo da comunicação que escrevia sobre o poder da mídia – daí as estratégias espetaculares do Greenpeace, concebidas para chamar a atenção da imprensa). Enfim, o Greenpeace é fundamentalmente pacifista, Watson foi um dos fundadores do Greenpeace e pertenceu à diretoria original. Foi dele a ideia de protestar contra o massacre a pauladas dos filhotes de foca no Canadá (mata-se a pauladas para não perfurar a pele, usada em casacos). Numa campanha, nos anos 70, ele torceu o pulso de um caçador de foquinhas, arrancou dele o bastão, chutou o bastão no mar e devolveu ao mar também a foquinha que ele tinha acabado de matar, para que ela não virasse casaco.
    O Greenpeace demitiu-o da sua diretoria por essa ação (mas não expulsou-o da organização). Ele revoltou-se e criou o Sea Shepherd, cuja primeira ação foi afundar o baleeiro pirata Sierra, pondo fim a uma carreira criminosa de mais de 25.000 baleias mortas.

  10. Jefferson disse:

    O que eu fico me perguntando aqui é porque ele não fugiu. Uma lancha daquelas com certeza ia conseguir escapar de um navio baleeiro, e quase também com certeza não ia afundar sem afundar junto.

    O cara pode ter uma coragem incrível, mas a lógica não tava muito forte.

  11. denis rb disse:

    Jefferson,
    Não era ele no leme da lancha.

    Ele não fugiu porque não é estratégia deles fugir. Eles ficam sempre promovendo o confronto.

  12. denis rb disse:

    hacs,
    Parece uma ótima ideia. Sabe se alguém já testou?

    (Eles não pescam azuis. Pescam basicamente minkes, que são muito menores, e cuja população está crescendo.)

    Mas há que se levar em conta que ações midiáticas com imagens espetaculares (como essa) estão no coração da estratégia do Sea Shepherd.

  13. denis rb disse:

    #42,
    Sua pergunta saiu incompleta, mas suponho que vc queira saber o que escrevi que irritou o Paul Watson. Basicamente duas coisas:
    1. Verifiquei que o lixo a bordo era incinerado e que o resto dele era atirado ao mar. Ele disse que eu não poderia ter publicado essa informação sem ter primeiro comunicado ao capitão (ele). Ele alega que nunca ficou sabendo disso durante a campanha.
    2. Comparei a abordagem do Sea Shepherd e seus resultados com a do Greenpeace, numa discussão sobre quem é mais eficaz. Acho que minha análise foi balanceada, mas ele não gostou. Ele odeia o Greenpeace do fundo do coração.

  14. denis rb disse:

    Salve sarmatz!

    Galera, o Leandro Sarmatz foi quem editou o livro, brilhantemente.

  15. denis rb disse:

    Leonardo Xavier,
    O livro não está mais à venda, mas tenho uma pilhazinha aqui e terei prazer em te mandar um se você me enviar seu endereço por email.
    abs

  16. Felipe Maddu disse:

    Denis, o Sea Sheperd só atua na defesa das baleias ou faz algo além?

  17. Janine Stecanella disse:

    Denis!
    Que texto. Traz dois lados de uma mesma causa. Confesso que não sou muito a favor de medidas extremas, mas em casos como esse, antes de acabar com baleias, derrubar navios não parece a pior atitude.

    Onde encontro teu livro?

  18. hacs disse:

    Oi Denis,

    Achei o seguinte texto na internet (repare que eh de 2008)

    (WO/2008/129313) ACOUSTIC DETERRENCE

    http://www.wipo.int/pctdb/ja/ia.jsp?ia=GB2008%2F050245&IA=GB2008050245&DISPLAY=DESC

    Um trecho interessante

    Types of sounds

    Killer whale sounds have been shown to be aversive to seals. However, they equally affect cetaceans, making them an unattractive choice. Use of predator sounds also brings the risk that mammals habituate to the predator sounds and become more vulnerable to real predation.

    No data is available on aversiveness perception in marine mammals. However, the hearing system is generally similar among all mammals, in particular the basic functioning of the cochlea and peripheral auditory processing in the brain.

    O seguinte trecho explica em parte o comentario acima

    Worldwide, farming of marine and diadromous finfish species has experienced tremendous growth rates, showing a ten fold increase over the last three decades. This increase in potential food resources presented in a marine environment has brought about increased interactions with predatory species. One common group of predators is marine mammals who exploit food resources depending on their profitability and potential costs, which include dive depths as a major factor. The shallow depth of fish farms thus makes them particularly attractive to predators.

    Ou seja, o risco deles se acostumarem ao som dos predadores se deve em parte ao fato de serem (o mesmo grupo) frequentemente expostos a esses sons durante o confinamento, ou seja, nao podem fugir e com o tempo podem acabar se “acostumando”.

    De qualquer forma ha pouca informacao nesse sentido (“No data is available on aversiveness perception in marine mammals. “), seria interessante se alguem testasse essa estrategia.

    Se funcionar seria a mosca na sopa (em referencia ao Raul Seixas) dessa industria, e sem destruicao de propriedade ou coisa parecida. Se quiserem afundar algo para chamar a atencao na midia poderiam adotar a estategia de afundar navios sucata que seriam afundados de qualquer forma (ainda economizariam dindin mais para aplicar nas acoes mais efetivas). Um reforco ali e outro acola (um motor reforcado para alcancar os baleeiros), e teriam sua extrovenga para acoes midiaticas.

    Deve haver mais material sobre o assunto em revistas especializadas.

    Abs

    Obs: as orcas predam, praticamente, todas as baleias, alem de focas e outros animais marinhos.

  19. Rodrigo Vedder disse:

    Então, Denis, a Sea Shepherd sempre ameaça o maquinário dos baleeiros, mas eles ameaçaram diretamente a vida dos ativistas. Acho meio desproporcional, por isso acredito que o afundamento do Ady Gil é completamente diferente dos demais. Só queria chamar atenção para o vídeo na íntegra gravado do navio da Sea Shepherd, o Bob Barker, que começa segundos antes desse que você postou e deixa bem evidente a mudança abrupta de curso do baleeiro (não sei se com ou sem intenção) na direção do Ady Gil. Mas os governos da Austrália e Nova Zelândia ainda estão, supostamente, investigando quem foi o responsável.

    E o Watson tem que manter a fama de mal, né? Faz parte do folclore. Entretanto, ele com certeza sabe que o apoio que a Sea Shepherd conquistou diminuiria muito caso algum baleeiro fosse ferido de forma proposital.

    Denis, você publicou mais algum material sobre a expedição sua com a Sea Shepherd que não foi incluído no livro? É possível encontrar essa entrevista com o Watson que você cita no post? Obrigado, parabéns pelo trabalho.

  20. Danielle disse:

    Denis,

    Vi as imagens da batida. SInceramente: que coisa mais ineficaz (pensei outras coisa, mas seriam impublicaveis e preconceituosas). Eles tem que agir de maneira mais estrategica. Nao adianta ter soldados, como voce disse, se vc nao tem generais que pensam as batalhas, guiando esses soldados. O hacs deu uma sugestao realmente interessante. Quem sao os “consultores cientificos” desse pessoal que ainda nao leram esses artigos? Que nao propoem solucoes mais inteligentes? Ate a Al Qaeda eh mais estrategica que esse pessoal. Que desperdicio de recursos (estou falando do barco). Grande, voce empolga a molecada, que gosta de videogame de acao, mas nao pensa de maneira estrategica. Eles querem o que? Mais molecada pra se jogar na agua gelada? Nao adianta.

    Abs,
    Danielle

  21. Paulo disse:

    Os oceanos pedem socorro!!

  22. #42 disse:

    Foi mal esqueci de digitar a palavra irritou, mas felizmente vc entendeu, obrigado.
    Credo que fim mais anti ecologico que eles dão ao lixo! Eles por acaso não acham que existam outros animais que mereçam viver além das baleias? Mas no geral concordo com a posição de Watson, devemos ter uma posição mais dura, embora não concordo com o lema “a causa vale a vida de qualquer um”, assim como concordo com a Danielle e o hacs, como quando ela diz que eles precisam de mais estratégia. Apenas procurar (num local infinitamente imenso) e atacar os baleeiros não é muito eficiente. Deve ter uma forma mais eficiente… como por exemplo pegar eles saindo do Japão!
    Obs.: segundo a sua comparação, quem ganhou?
    Obs2: Quanto vc cobraria para enviar o seu livro?

  23. denis rb disse:

    Cobro nada não, #42 e Janine. Mandem-me seus endereços e envio.

    Só que tem que prometer que vai ler!!!

  24. denis rb disse:

    Danielle,
    A Sea Shepherd não é bem uma organização, até onde eu conheço. É um grupo de voluntários atraídos por um líder carismático. É ele que toma as decisões.
    Ao contrário do Greenpeace, por exemplo, que investe uma nota em pesquisa científica, eles discutem a bordo apenas táticas de guerrilha, formas de atrapalhar a caça e de gerar imagens impactantes. Nesse sentido, talvez dê para se afirmar que o afundamento do Ady Gil foi bem sucedido. Está todo mundo falando nisso e eles receberam 1 milhão de dólares de doação.

    Mas olha só: fica todo mundo comentando a barberagem, mas vcs se esquecem que esse pessoal fica importunando os baleeiros o dia inteirinho, dias e dias a fio, em meio a uma tensão constante, recebendo jatos de água. Uma hora alguém comete um erro mesmo, é de se esperar.

  25. Janine Stecanella disse:

    Denis!
    Tô mandando meu endereço e meu e-mail.
    Avenida Sírius, 375
    95074-070
    Bairro Cruzeiro
    Caxias do Sul – RS
    nine_stecanella@hotmail.com
    Me manda teu e-mail que depois de ler te escrevo.

    PS: tu também é doido por bicicleta né?! Aí no Sudeste acontece o movimento “Bicicletada”?

  26. denis rb disse:

    Acontece Bicicletada aqui sim, Janine, cada vez mais, e cada vez com mais gente. Não vou dizer que eu seja assíduo, mas vou sempre que posso.

  27. Janine Stecanella disse:

    Aqui também é algo que tá crescendo, não só como um manisfesto ao uso excessivo do carro, mas também como uma alternativa saudável de manter a saúde.

  28. jorji disse:

    Eu como nipônico, fico triste e envergonhado, a carne de baleia é deliciosa, mas realmente é um crime, como também é um crime o desmatamento da amazônia, eu prego o respeito à vida.

  29. denis rb disse:

    jorji,
    Não se envergonhe não. Seria absurdo atribuir a culpa pelo programa a um povo inteiro.

  30. Vero disse:

    Reedição! Nao tem uma versao em pdf para mandar a gente que está muito longe?

  31. denis rb disse:

    Não tenho versão em pdf, Vero… E adoraria que reeditassem o livro!

  32. Edson disse:

    Precisamos lembrar que já existem estudos que comprovam a fragilidades das populações de baleias, que comprovam que o turismo de observação é muito mais rentável que o uso letal. Já foram tentados acordos internacionais e estabelecidos santuários. Mas nada disso impede o abate dos animais. Se tudo isso não funciona, se a CBI é ineficaz desde a sua criação em 1946, se o Japão compra votos de países esfomeados do Caribe, se a Noruega não aceita a moratória e os países que se colocam contra a caça não se esforçam para fazer com que as regras sejam cumpridas…. Então o que resta fazer? Continuar fazendo pesquisas e acordos até não sobrar baleias? A Sea Shepherd claramente preenche essa lacuna, interferindo diretamente, enquanto continua o jogo de “negociar” e “descumprir o que é negociado”. Em minha opinião, os ativistas da Sea Shepherd são heróis, pois demonstram um alto grau de altruísmo ao se arriscarem em prol de outra espécie.

    Acho que a Dinamarca usa ou usava dispositivos acústicos para afugentar pequenos cetáceos, diminuindo a pesca acidental. Procurando agora na internet, achei que a Dinamarca conseguiu bons resultados, mas por outro lado, existe a preocupação de que a utilização em longo prazo possa ter conseqüências negativas, como a habituação aos dispositivos e a exclusão dos animais dos respectivos habitats. Mas os estudos são para pequenos cetáceos, não baleias.

  33. mariana disse:

    Ola Denis,
    excelente texto! conheço um pouco da historia dos sea shepherd e me interessei em ler o seu livro.
    Sera que pode enviar pra mim?
    Meu endereço
    Rua dos Franceses, 470, apto 111
    Bela Vista, cep: 01329-010
    Sao Paulo – SP
    Obrigada

  34. denis rb disse:

    (quem quiser pode me mandar o endereço por email também – o endereço aparece lá em cima, à direita)

  35. denis rb disse:

    Verdade, Edson

    Baleias têm um ciclo de vida longo e são capazes de ter muito poucos filhotes. Com isso, o impacto da caça é imenso sobre suas populações.

    Mas também não dá para dizer que a moratória tenha sido inócua. Há sim uma recuperação nas populações da maioria das espécies desde 1987. É uma recuperação lenta, tímida, mas quem frequenta o mar percebe que hoje é mais fácil avistar uma baleia do que era há uma década.

  36. Leonardo Massud disse:

    Lembro-me bem de quando o meu grande amigo Denis voltou dessa viagem. Fomos comer uma pizza e ele trazia consigo mais de 40 filmes revelados. Aquelas eram as fotos que ele havia tirado. Espetaculares. Fora as do fotógrafo que o acompanhou na viagem. Lembro-me, antes, de quando ele me contou que iria fazer a viagem. O propósito, o roteiro, as condições da embarcação. Acho que eu fiquei tão excitado quanto ele. Finalmente, depois da sua volta, li o seu livro. A habilidade que lhe falta com a bola, sobra-lhe no uso da pena. Narrativa deliciosa, histórias interessantíssimas. É isso aí meu amigo. Lá nos confins do planeta tinha muito mais gente viajando com vocês do que as pessoas que efetivamente estavam naquele barco. Grande abraço. Raposo.

  37. denis rb disse:

    Raposo,
    Que bom que vc é um sujeito que não guarda ressentimento.
    Gastou 20 reais no meu livro, mesmo depois de todos os frangos que engoli, catando no gol do nosso time na escola, enquanto você dava duro no meio de campo…

    Abração, rapaz!

  38. Andrea Trocolli de Vasconcelos disse:

    Oi Denis, parabéns pelo texto, ótimo.
    Me fez relembrar o livro, mto bom. Você devia relançar ele novamente!
    Ótimo 2010 para vc.

  39. #42 disse:

    Enviei um e-mail com o meu endereço.
    Aguardo ansioso para ler seu livro!
    Obrigado

  40. Edson disse:

    Pois é, Denis, felizmente a moratória, mesmo sendo burlada pela Noruega (que estipulou uma cota de 1.286 baleias minke para esse ano), Islândia e pelo Japão e suas pesquisas, aumenta as chances de recuperação, apesar que a diminuição da caça também está relacionada à super exploração que ocorreu no passado e causou o declínio das populações e o conseqüente aumento dos custos econômicos da atividade. Mas acho que hoje, as pessoas responsáveis por tornar essa atividade minimamente sustentável (algo que eu acho extremamente arriscado) também precisam levar em conta as alterações que o ambiente delas está sofrendo, como será que a poluição (inclusive a sonora) impacta a reprodução e desenvolvimento desses seres, são tantas incógnitas.

    Quando fiz referência à “ineficácia” da CBI eu quis apontar o caráter sempre “remediativo” e a morosidade das suas ações e decisões. Atuando sempre que a situação beira o desastre. Até mais.

  41. hacs disse:

    Oi Denis,
    A relacao presa-predador (ha outras relacoes naturais, como macho-femea, que tambem sao usadas na agricultura, por exemplo, armadilhas contendo o feromonio da femea) ja eh usada em diferentes situacoes, na agricultura serve ao combate a pragas, no artigo que mencionei eh usado (acoustic deterrence) para proteger “fazendas marinhas” de predadores naturais, etc. Como mecanismo redutor da pesca de baleias (qualquer especie) ainda nao foi nem testado, mas nao vejo nenhuma relacao significativa entre o tamanho das baleias em comparacao a outras especies, se ha predadores, ao menos em tese, devem tentar escapar (contudo, a exposicao em confinamento muda essa relacao, mas isso nao se aplica ao uso em mar aberto), essa eh a resposta evolutivamente desenvolvida aa presenca de predadores em qualquer especie. Mas isso eh especulacao, so testes em condicoes reais poderiam responder essa questao (efeitos dessa exposicao deveriam ser analisados tambem, mas o confinamento nao deixa de ser um fator aparentemente relevante no surgimento de efeitos, nao vejo como exposicoes erraticas e infrequentes em espaco aberto possam afetar essas especies que vagam pelo vasto oceano ha tanto tempo, tanta sensibilidade as teria condenado aa extincao, mas isso, novamente, eh especulacao, so os testes poderiam responder).
    Por outro lado, os herois do sea shepherd me parecem tremendamente quixotescos e ineficazes. Afundaram um barco de 1.5 milhoes de dolares, com isso obtiveram mais 1 milhao de dolares, mas as baleias ficaram a ver navios(baleeiros…rsrsrs). Como ja foi mencionado no blog, isso arrecada aplausos da garotada e simpatizantes, mas as acoes nao salvam baleias, so arrecadam mais dinheiro para salvar baleias, o que nao eh a mesma coisa, certo? Mais dinheiro so eh util se for corretamente usado, mas da forma como operam vao continuar nesse ciclo simbolico e inutil afundando milhoes sem com isso salvar baleias. Mais ainda, salvar baleias eh uma questao de quantidade, o resto eh uma brincadeira simbolica.
    Por ultimo, seria o primeiro a defender um atalho legal no combate aa caca de baleias, seria mais barato e eficaz, mas infelizmente a “chata” realidade nao funciona assim. Trabalhando com essa realidade, ainda que certas incognitas de longo prazo continuem por um bom tempo ainda incognitas, a inacao ou o simbolismo quixotesco sem duvidas condena essas especies aa extincao (como “martires” da causa). Boa sorte!
    Abs.

  42. Edson disse:

    Pois é, nos últimos anos os baleeiros conseguem alcançar só a metade das cotas estipuladas de caça. Deve ter sido obra do acaso ou política. Talvez tenha sido o tempo ruim ou incompetência dos japoneses. Mas com certeza é totalmente inútil o trabalho dessa garotada que todo ano arrisca a vida para atrapalhar a caça, salvar uma miseras 200/300 baleias, bobeira, é tão ineficaz e elas já estão condenadas mesmo.

    Tendo predadores ou não no encalço, as baleias precisam subir pra respirar. Provavelmente seriam avistadas do mesmo jeito naquela imensidão de mar e caçadas como sempre. Sem contar que os japoneses devem ter um método melhor do que apenas ficar flutuando a espera de uma baleia que acordou sem sorte.

  43. hacs disse:

    Com certeza ha mais no meio do caminho dos baleeiros do que o sea shepherd, parabens a esses pelo que conseguem.
    Sim, baleias, baleeiros (ja usam satelites tambem?), caca-baleeiros, morcegos, etc, usam ….
    Abs

  44. hacs disse:

    Mais uma coisinha. Durante a guerra fria equipamentos para guerra eletronica ja eram usados para distorcer sinais e evitar justamente a localizacao. Se gostam de agir como “soldados da natureza”, entao que vao aa “guerra” com o que ha de melhor, nao com “paus e pedras”. Ha mais na nossa sadica inventividade que talvez possa ser usado em combinacao para reduzir muito a eficiencia desses baleeiros. Por isso seria interessante adotarem um conselho cientifico (o que, como o Denis comentou, ja eh pratica entre outros grupos que tambem combatem a caca aas baleias). Nao vejo motivos para celeuma.
    Abs

  45. Telles disse:

    Denis,
    Só por curiosidade: O nome do barco que vc esteve chama-se Farley Mowat. Para quem não sabe, foi um escritor que em seu livro ” A Chacina da Baleia” , conta a história (verdadeira) de uma baleia azul que ficou presa em uma baía na Terra Nova, Canadá, em 1968. Pois a magnífica baleia azul acabou sendo morta a tiros(!) de rifle pelos habitantes locais, para desespero do autor que a tudo testemunhou. As balas causavam pouco dano ao animal, mas os ferimentos acabaram, ao passar dos dias, infeccionando e causando sua morte. Li a condensação do livro na Revista Seleções no início dos anos 70 quando tinha 8 anos e nunca mais esqueci, tamanha foi a impressão que me causou .
    Um abraço

  46. denis rb disse:

    Exato, Telles,

    Mowat continua vivo – tem 88 anos e ainda escreve. Ele é um dos maiores best sellers do Canadá. Sobre Paul Watson, ele disse, bem ao seu estilo: “minha reputação é um albatroz morto em volta do pescoço de Paul”.

  47. Jaque disse:

    Aos incompetentes q dissem q ao trabalho da Sea Shepherd é bobagem será q vcs tem uma idéia melhor do q fazer pra ajudar a preservar um mundo q tbm é seu???????????????Só não vou te retrucar c/ palavrões por educação mas expõe ai uma idéia ou vc acha admiravel ver NOSSO planeta ser destruido por parasitas?Se não sabem dar valor á vida desses seres e a coragem dos Sea Shepherds é porq sua vida vale muito menos q as dos baleeiros.

  48. sonia disse:

    HAVERÁ UM DIA EM QUE UM CRIME COMETIDO CONTRA UM ANIMAL SERÁ CONSIDERADO COMO UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE

    mIL VIVAS Á PAUL WATSON , PETE BETHUNE E EQUIPE

    E ABAIXO OS BALEEIROS JAPONESES , AUSTRÁLIA , ISLANDIA E NORUEGA

    VIVA A LIBERDADE

  49. Gisele Escobar disse:

    Vida longa ao Sea Shepherd!!

    Fazer algo…mesmo que seja pouco, já é muito. Ficar de braços cruzados enquando o mundo acaba, é que não dá…

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