Cidade de passagem

Num 25 de janeiro como hoje, numa capelinha de roça poeirenta com paredes de barro, a quilômetros e quilômetros de qualquer lugar civilizado, longe do mar, longe de tudo, no meio do mato, nos confins do sertão, celebrou-se uma missa. Anos depois, a história escolheu essa missa como o marco da fundação de São Paulo. Mas, naquele 25 de janeiro de 1554, não se deu nenhum ato solene, nenhuma inauguração, nenhum festejo oficial. Apenas uma missa inconsequente, reunindo uma dúzia de jesuítas e sabe-se lá quantos índios curiosos.

A cidade de São Paulo não surgiu em 1554. O que havia, então, era apenas um colégio no qual padres, desiludidos de levar seus corrompidos conterrâneos brancos ao caminho de Deus, tentavam converter as almas mais puras dos índios. Os índios se deixaram converter, mas pouco depois foram perdendo o interesse naquela chatice de Deus e pecados e começaram a abandonar o colégio para voltar para o mato. São Paulo quase desapareceu, quase acabou.

Mas aí surgiu por aqui a primeira atividade econômica da terra, a primeira de muitas tentações atraindo forasteiros em busca de dinheiro: caçar índios para fazer escravos. Foi assim que São Paulo nasceu de verdade: como o foco de onde partiam os caçadores de escravos.

Por muitos e muitos séculos, São Paulo não era um lugar para construir a vida – era só uma passagem. Por aqui se passava a caminho da caça aos índios no interior, no Paraná. Depois, por aqui se passava a caminho das minas de prata e ouro de Minas, do Mato Grosso, de Goiás. Depois, por aqui se passava carregando o café, plantado no oeste do estado, a caminho do porto de Santos. Passagem. Sempre passagem.

São Paulo só foi virar um lugar mais definitivo, um destino, onde se constrói coisas para durar, no final do século 19, com a industrialização e a multidão de imigrantes que lhe forneceu mão-de-obra. Mas, ainda assim, permaneceu entranhada a sensação de um lugar temporário, de uma passagem. Tanto é assim que, numa pesquisa do Ibope divulgada recentemente, 57% dos 11 milhões de paulistanos declararam que mudariam daqui se tivessem condições.

São Paulo é tão passagem que, há anos, os prefeitos daqui dedicam a maior parte de sua energia e dos seus recursos construindo novas vias para os carros passarem. O atual prefeito, por exemplo, está alargando as avenidas marginais, que correm ao lado do decrépito Rio Tietê. Agora o asfalto vai até a beiradinha do rio, deixando espaço para um carro a mais passar.

Mais carros significa mais monóxido de carbono, o que aumenta a possibilidade de tempestades. Mais asfalto significa mais chuva, e menos capacidade de absorver a água em excesso. O prefeito, inocente, alega que as enchentes que estão submergindo a metrópole no último mês são culpa da chuva em excesso. Verdade. Mas ele parece não ver o óbvio: que as chuvas em excesso são consequência direta da nossa relação com a cidade, que vemos como apenas um lugar de passagem. Ninguém faz planos de longo prazo para São Paulo. Ninguém sonha com o futuro da cidade. Ninguém planeja a metrópole de 2030, de 2050, de 2080: um lugar de convívio, um lugar para viver. Apenas alargamos as avenidas para que São Paulo continue sendo um lugar para passar.

São Paulo é rica, é dinâmica, é uma força que vai mover um pedaço grande da economia mundial no século 21. Mas seu modelo urbano é caquético. Administrações visionárias têm proposto um novo modelo urbano em metrópoles latino-americanas como Bogotá e Cidade do México. Enquanto isso, nossos prefeitos continuam firmemente atolados no século 20.

Dois carros a menos em São Paulo

Dois carros a menos passando em São Paulo

Foto: Nathalie Gutierrez (CC)

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28 comentários
  1. Paulo Donizeti Vieira disse:

    Prefeito inocente? Só porque você quer e está dizendo.Os dois carros A MENOS serão rapidamente substituídos pelo seguro. Não se preocupe.

  2. Professor José Maria Cancelliero disse:

    Creio que já virou tradição. A cada aniversário São Paulo ganha uma pesquisa com números exorbitantes dos descontentes que, se pudessem, escolheriam outra cidade para morar.

    Fico pensando: os anos passam e as enchentes, os crimes, o comércio pirata, os congestionamentos continuam os mesmos – e as obras, espalhadas pelas vias públicas, estão aí, eternizadas.

    Com facilidade nos adaptamos às rápidas mudanças de identidade visual, social, e econômica.
    Difícil é ver os que falam mal de São Paulo livrarem-se das raízes que os prendem aos fascínios de uma das mais expressivas cidades do planeta.

    Assim, a cada 25 de janeiro, as reportagens sublinham a tragédia urbana, o medo, a poluição, a falta de educação e toda a sorte de mazelas.
    Ainda assim, irritante, pecadora, guerreira e gananciosa, a capital do Estado de São Paulo continua irresistível e poderosa – desafiando sem dó a quem acolhe.

    É inevitável que, em seu aniversário, nos deixemos envolver pela nostalgia de sua história. Citamos as inúmeras vezes que sua coragem foi posta à prova, a sua educação qualificada, num tempo onde os valores éticos não se calavam diante do poder, muito menos a decência se rendia ao vil metal.
    Dizem que paulistano sabe viver em meio ao caos.A verdade é que aprendemos a amar esta cidade.

    “Não sou conduzido, conduzo” – “Non Dvcor Dvco” – Estampa a nossa bandeira.

    Professor José Maria Cancelliero
    Presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP)
    São Paulo-SP

  3. eliane tonial disse:

    Isso é muito triste pois essa cidade é MARAVILHOSA! Conheci todo o centro de São Paulo quando eu era INOCENTE e não tinha medo dos assaltos, conheci cada cantinho que conta alguma parte da história … “como são doces as minhas recordaçãoes”. SÃO PAULO EU TE AMO!

  4. Ivana Rinelly disse:

    São Paulo tem seus atributos. Mas cidade boa de se viver é João Pessoa!

  5. Juliano S. Peres disse:

    O fato de que quase 60% das pessoas que lá moram quererem sair fala por sí só. São Paulo é uma deformidade. Um lugar onde se gasta mais tempo se deslocando do que trabalhando tem que ser repensado do zero.

  6. Eduardo de Castro Barros disse:

    Shalom Burgierman,

    Eu tenho que aliviar porque você é um descendente de imigrantes recentes, não estavam aqui de qualquer forma.

    Mas dizer que os índios se desinterassaram pela religião católica só mostra o seu lado de judeu recalcado. Não sou religioso fanático, mas acho que ninguém constroe centenas de igrejas sendo desinteressado….não precisa ser muito inteligente para constatar isso. Mas você deve ser judeu e é como um colega seu aqui que diz que a palestina deveria ser desintegrada para Israel virar “paradise”, aí vocês poderiam se mudar para lá.

    Cidade de passagem todas eram, sendo que São Paulo já tinha concentração de gente que as outras cidades de passagem não tinham…

    A “principal” atividade era a de se escravizar índios, para qual finalidade? Não existe escravização sem uma atividade mais forte para financiar essa escravização. Bandeirantes procuravam ouro, madeira, terra, água e gente. Se plantava de tudo aqui e sempre existiu comercio com a Europa, mesmo com a serra para atrapalhar.Não se escraviza só por escravizar, isso é muito óbvio. Sem produção, não existe a necessidade de gente para trabalhar. São Paulo só tinha 5 ruas até 200 anos atrás, a mão de obra era para a produção no campo.

    Depois, como eu já esperava quando comecei a ler seu texto, você puxa a sardinha para o seu lado, dizendo que os imigrantes (ou seja, seus antepassados) é que transformaram São Paulo para algo melhor. Os portugueses eram tão imigrantes quanto os outros imigrantes. Os paulistas ou bandeirantes, tinham um sistema de vida tão invejável e promissor que na hora em que um italiano, alemão ou judeu tinha que escolher um lugar para viver, eles escolhiam São Paulo, ao invés de escolher outras cidades aonde eles seriam a maioria.

    Eu sou decendente de bandeirantes e italianos, sei bem o que era isso aqui antes dos imigrantes, que acrescentaram um grande valor para essa cidade, mas eles fizeram isso validando e imitando o que os bandeirantes já estavam fazendo(leia Brazil and the Brazilians, de Daniel Kidder, São Paulo antes dos imigrantes). Italianos, alemães, japoneses, judeus etc…por exemplo, tem empregadas domésticas e tratam nordestinos como inferiores, mas gostam de dizer que são como os seus decendentes que vivem nos seus países de origem e não imigraram, se colocam em pedestais. Me engana que eu gosto.

    Quando a construção de vias, todas as grandes cidades do primeiro mundo se desenvolveram construindo vias e estruturas, todas. Então por que você e o seu povo, Burgierman, não aprendem a andar de metrô e bicicleta, como “seus parentes” lá no primeiro mundo, ao invés de ficar rebolando de carro o dia todo, jogando seus gases na atmosfera?

  7. denis rb disse:

    Eu e meu “povo”, Eduardo? Tem certeza de que você quer discutir nesse tom preconceituoso? Que bobagem…
    Me dá até um pouco de preguiça de responder a tantos estereótipos, mas vamos lá…
    – Meu pai é judeu, filho de Chaskiel Herz e Chaja Ethel Burgierman. Minha mãe é católica, estudou em escola de freira, tem quatrocentões na família, e também italianos do sul (os Russo e os Rizzi) e alemães (os Kuhlmann, cujo patriarca, Ernesto, construiu o matadouro da Vila Mariana – dizem que a tal Mariana foi sua amante). Sou paulistano, nascido aqui, filho de pai e mãe paulistanos. E não sou judeu (nem católico – meus pais concordaram em não me dar religião, para não terem que escolher uma das duas). Enfim, toda essa sua ironia anti-semita e suas insinuações de que sou um assassino de palestinos, além de serem ridículas, estão fora de lugar. Esse negócio de julgar as pessoas pela sua origem étnica é um completo absurdo no século 21.
    – Eu ando de bicicleta, ônibus e metrô. Não tenho carro.
    – Quanto aos índios terem se desinteressado do colégio jesuíta e da religião, cito o livro “Capital da Solidão”, de Roberto Pompeu de Toledo: “São Paulo de Piratininga esvaziava-se: este era o quadro, apenas dois anos depois da fundação do colégio. Em 1557, perdurava a mesma tendência. A maior parte dos antigos catecúmenos, relatava Anchieta, ‘fez outras moradas, não longe daqui’. Isso acontecia não só pelo desinteresse deles pelas ‘cousas divinas’. Também eram influenciados pela propaganda adversa dos pajés, segundo a qual a igreja dos jesuítas fora levantada para ali aprisionar os índios…” Enfim, quem diz que os índios que começaram São Paulo perderam o interesse pela religião não sou eu, é o padre José de Anchieta, citado por Pompeu de Toledo entre aspas. Pompeu de Toledo diz mais: “São Paulo parecia fadada a repetir a sorte dos tantos ajuntamentos que, na época, desapareciam tão velozmente quanto apareciam”. Ou seja, não estou inventando quando digo que aquela primeira São Paulo quase desapareceu, despovoada, e só renasceu graças ao novo negócio que surgiria: a caça aos índios.
    – logicamente se escravizava índios para fazê-los trabalharem, em roças de trigo principalmente, e também para montar exércitos para lutar contra outros índios, ou em serviços caseiros. Mas eu não exagero quando digo que a caça ao índio era a “principal atividade” de São Paulo em um determinado momento. Julgue por você mesmo: em 1628, uma bandeira comandada por Raposo Tavares e Manuel Preto, rumo às missões jesuíticas do Paraná, mobilizou praticamente toda a população masculina da cidade. Segundo o relato de Taunay, todos os homens adultos paulistanos, com exceção de 25, se alistaram nessa expedição cujo objetivo era invadir à força áreas jesuíticas e capturar os índios que viviam lá.

  8. denis rb disse:

    Outra coisa, Eduardo: a SP de 200 anos atras era bem menor que a de hoje, claro, mas não tinha “5 ruas”. Tinha já uns 30.000 habitantes. Se vc olhar a planta do engenheiro Rufino José Felizardo e Costa, de 1810, vai poder contar pelo menos umas 100 ruas, da ladeira da Consolação ao Sul ao rio Tamanduatei ao norte. Já era uma cidadezinha respeitável, com 5 conventos, um cemitério e uma catedral, alem de mais igrejas do que eu consegui contar.

  9. Felipe Maddu disse:

    Que texto mais preconceituoso deste Eduardo, deve tá aprendendo com o Tio Rei ou Seu Nunes(italiano não, deve ter aprendido então com o Benito)…Queria ver se fosse vc escravizado por essas troças de bandeirantes, eu sou paulistano, nasci na Avenida Paulista, mas não concordo com escravização e com toda trajetória bandeirante de exploração a todo custo, não importa se viveram há muito tempo atrás. A gente adora SP, mas não dá para concordar com o modo de vida, não somos obrigados e não vamos aceitar. E viva a bike!!

  10. Felipe Maddu disse:

    E ainda proponho que todas ruas e avenidas com nome de bandeirante(Como Raposo Tavares, entre outros) e ditador mudassem pra nomes de artistas consagrados de nossa música. Algo simbólico, mas um avanço.

  11. Gino Carvalho disse:

    Vamos ver se entendi…
    A enchente é culpa da impermeablização, certo ?
    Devemos manter mais áreas expostas para que a água seja absorvida, certo ?
    Então como se explica que todos esses desmoronamentos sejam causados pelo excesso de água no solo ?
    Se os morros da pompéia e até mesmo da paulista tivessem o solo permeável, também não estariam encharcados com o excesso de água ? Não estariam desmoronando também ??????

  12. denis rb disse:

    Gino,
    A impermeabilização favorece o acúmulo de água (as enchentes). Também faz com que a água desça com mais velocidade. Além disso, ela comprovadamente aumenta a precipitação: faz com que mais água evapore e, como consequência, com que chova mais. Todos esses fatores podem sim aumentar as chances de que ocorram desbarrancamentos. Mas, obviamente, não costumam ser áreas asfaltadas que desmoronam, mas terras descobertas desmatadas (a presença de árvores oferece proteção, porque as raízes seguram o solo no lugar).
    abs

  13. Gabriel disse:

    Não li este post especificamente, pois o livro do Roberto Pompeu de Toledo está na minha lista de espera de livros a serem lidos nos próximos dias.
    Apenas estou aproveitando o espaço para te parabenizar pela apresentação no TEDxSP, Dênis. Não sabia que haveria uma apresentação sua no evento e fiquei bastante feliz pelo que foi falado a respeito do “1.000.000 de Cisternas”.
    Além disso, não conhecia o projeto Architecture for Humanity e também achei muito legal.
    Enfim, parabéns! Sugiro que você comente alguma coisa no blog a respeito do projeto no Amazonas que o AfH está implementando (ou vai implementar, não entendi muito bem).

  14. Surfs disse:

    Não sou de Sampa, mas, por conta de novas atribuições no trabalho, sou obrigado a ficar mais dias da semana nessa cidade do que na minha (sou do litoral). Devo dizer que gostava mais de Sampa quando não morava aqui, principalmente do lado cultural extraordinário que a cidade oferece.

    Depois que passei a ficar pelo menos quatro dias da semana em Sampa, comecei a ver que “o buraco é mais em baixo”. Olhando a cidade mais de perto, percebo que ela está doente. A população é refém do carro. Praças e parques são substituídos por shopping centers – o Taleban daqui é o consumo.

    Há um rapaz que faz a limpeza no meu andar que sai de sua casa às cinco da matina, pra chegar às oito no prédio onde trabalho. Na volta, ele leva mais tempo pra chegar em casa por causa do trânsito e me disse que no trajeto fica de pé, sendo esmagado, por pelo menos uma hora e meia. Acho difícil falar em “amor por São Paulo” se vc mora onde ele mora e trabalha onde trabalho.

    Mês passado começaram a construir um prédio em minha rua. A empresa que recolhe as caçambas com entulho, vejam vocês, chamada ‘Koleta Ambiental’, não tem o menor pudor em fazer o serviço às duas da madrugada (que se lasquem os vizinhos, devem pensar). Na primeira vez que isso aconteceu, sonhei que estava em um terremoto, para logo em seguida acordar e me lembrar que estava em uma das cidades mais individualistas que já conhecí.

    Ainda assim, algumas das pessoas mais brilhantes e inteligentes que conheço vivem aqui. São verdadeiros sóis em um universo repleto de gente medíocre e egoísta -“Lei da Compensação”, dirão alguns.

  15. Felipe Maddu disse:

    Surfs disse tudo. Pra que ter dinheiro se a qualidade de vida é um lixo? Eu amo SP, mas, como disse Surfs, há algo de doentio aqui. Stress tb faz muito mal a saúde, como a poluição gerada pelos carburadores. Pq a gente tem que respirar esta fumaça toda? Agora, se a gente tivesse na Argentina, pelo menos umas panelas a gente tacaria no Kassab por causa de nos fornecer uma infra-estrutura bizarra, onibus caríssimos pra serviço bizonho. Será que não se ligam que o trânsito só existe por causa da ajuda que dão pra indústria automobilística, pra essa cultura egoísta? o cara vai de carro comprar pão, entra no trãnsito e fode com os “peões” que perdem 20 horas no trânsito. eu fico revoltado!!

  16. Green Obama disse:

    Denis,

    Climategate? Algum post soon?

  17. Felipe Maddu disse:

    Tanta coisa importante pra falar, que mané Climategate _|_

  18. Janine Stecanella disse:

    Denis!
    São Paulo sempre foi vista como o futuro melhor pra muitos brasileiros. Aí o pessoal vai, e muito querem voltar e não conseguem. Como tu deve ter visto aqui no RS também aconteceu muita enchente, muita destruição. Só quando a água invade a casa é que o pessoal lembra de separar o lixo, por exemplo.
    Caxias do Sul tem sorte de ter uma estrutura muito boa, mas como toda cidade, tem seus problemas.
    Só que aqui, já no mês de janeiro, aconteceram encontros “Caxias 2030”. Pensando e projetando metas pra cidade. São Paulo precisa disso, assim como qualquer outra cidade.
    Abraço!

    http://www.caxias.rs.gov.br/noticias/noticias_ler.php?codigo=10585
    Tem várias outras matérias, se poder dá uma olhada.

  19. jorji disse:

    O que mais admiro nos judeus, é a inteligência, e como consequência é o povo mais rico do mundo, por pessoa, seguido pelo meu povo, o japonês. Casamento de judeu com católicos de etnia alemã e italiana, interessante, inteligência dos judeus, disciplina alemã e tradição romana, olhando bem a sua foto, a sua fisionomia lembra mais a de um alemão. O Brasil é um país super interessante, bem diferente da minha terra natal, que só tem gente de raça mongol, e São Paulo é o retrato desse país, uma mistura de raças, etnias, religiões, cultura, filosofia, etc, a cidade é um resultado disso tudo, rica e pobre, culta e inculta, pouco organizado e muito desorganizado, violenta, suja, vulnerável, acolhedora, poluída, feia, etc, mas com um futuro promissor. Em relação às enchentes, é tão fácil resolver, basta ter dinheiro, e haja dinheiro, serão algumas dezenas de bilhões de dólares. Parabéns a São Paulo´.

  20. denis rb disse:

    Na verdade herdei o senso de organização dos italianos. Dos alemães, fiquei só com o gosto por chopp.

  21. Felipe Maddu disse:

    Acho que não é dinheiro não, é vontade política. Cadê a calha maravilhosa da Alckmin, não funcionou nada. Tem que fazer uma reforma urbana já, arquitetura urbana, sei lá, algo logo

  22. denis rb disse:

    Dinheiro ajuda, claro.

    Vontade política faz diferença, claro.

    Mas, para mim, o buraco é mais embaixo. Falta visão. Falta ideia. Falta um projeto. Falta enxergar onde é que queremos chegar, traçar um plano de longo prazo. Falta construir o futuro. São Paulo é uma rara cidade que é ao mesmo tempo rica e caótica. É daqui que deveriam estar vindo as ideias que vão inspirar o futuro das metrópoles do mundo (e, nisso, perdemos de goleada de Bogotá, por exemplo). É aqui, por exemplo, que deveria se estar sonhando com uma cidade sem carros. Mas não. Os prefeitos só cuidam do dia-a-dia, de afundar a calha do rio, de alargar a avenida, de empurrar com a barriga.

  23. Alysson disse:

    “Mais asfalto significa mais chuva…”

    É mesmo? Tem certeza? Que coisa mais ridícula. Vai um “desce” pro colunista na próxima Veja.

  24. jorji disse:

    Se Deus quiser, graças a Deus, a Deus o futuro pertence, “acho”, mais ou menos, isso acontece, obra do acaso, vamos ver o que vai dar, sorte, azar ( sorte ou azar é muito utilizado pela crônica esportiva), onde foi que erramos, é assim mesmo, os pobres que se danem, etc, no Brasil sempre foi assim. Vou dar um exemplo, os geólogos com certeza sabiam que pavimentar rodovias beirando a serra do Mar, iriam ocorrer avalanche e soterrar a rodovia, já que a serra as terras ficam sobrepostas às pedras, então porque construiram rodovias em torno das serras? Porque construiram pousadas e casas em cidades aproveitando a caida das serras? Gente, é muita “burrice”, é isso, burrice, e sai caro, em todos os sentidos, inclusive com perdas de vidas humanas.

  25. Jorge Eduardo disse:

    A Desorganização Urbana, ausência de planejamento e larga cobiça por mais $ em São Paulo é notoria e não é novidade para nehuma aluno primario, a população são paulina já está esgotada, mas para onde fugir? O Pior é ver um aprendiz de prefeito na “liderança” da maior cidade do país, salve o PFL, ano de eleição, vamos mudar para melhor gente…..

  26. Felipe Maddu disse:

    — comentário deletado por conter ofensa —

  27. Samantha ou Shirley disse:

    Comassim?

  28. Felipe Maddu disse:

    WTF Denis? rsrsr Que ofensa?

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