Ataque dos apaches

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Um guerreiro apache, em foto de 1903 (CC)

Quando os espanhóis chegaram às Américas, nos últimos anos do século 15, encontraram um monte de povos, vivendo os mais variados estilos de vida.

No México, deram de cara com os aztecas, e ficaram maravilhados. Sua capital, Tenochtitlan, depois rebatizada de Cidade do México, era uma cidade de 200.000 habitantes, provavelmente maior e mais imponente que qualquer metrópole europeia da época. Havia palácios, muito ouro, roupas luxuosas, uma cultura sofisticada e um líder tão poderoso quanto os reis europeus. Sua tecnologia de guerra era sofisticada (apenas um pouco menos que a dos espanhóis, que já conheciam a pólvora). Os aztecas sabiam trabalhar o metal e tinham armas capazes de perfurar armaduras espanholas.

Mais ao norte, onde hoje é o sudoeste americano, os espanhóis encontraram os apaches, e não ficaram nem um pouco impressionados. Esse povo nômade, disperso, descentralizado, era um amontoado de bandos aparentados sem hierarquia entre si, que viviam dos búfalos que conseguissem matar. Suas ferramentas eram poucas e rústicas, suas armas não iam além de flechas, lanças e machadinhas, feitas de pau e pedra. Não ergueram grandes edifícios. Quase não deixaram ruínas arqueológicas.

Pois bem. Os espanhóis derrotaram os aztecas em 10 anos. E levaram mais de 200 para imporem-se aos apaches, que mesmo depois disso continuaram incomodando os americanos que anexaram aquele pedaço do México aos Estados Unidos.

Por quê? Porque os aztecas, centralizados e hierarquizados, eram também muito menos flexíveis. Bastou aos espanhóis matar seu líder e os comandados passaram a obedecer ao rei da Espanha. Já os apaches, guerreiros, indóceis e sem líder, simplesmente não aceitaram o novo comando. Inspirados pelo exemplo dos guerreiros do passado, eles negaram-se a adotar novos valores. Não importava quantos espanhóis houvesse – enquanto um apache estivesse vivo, Madrid tinha um inimigo.

Quem me contou essa história foi o Helder Araújo, um jovem designer e empreendedor, amigo meu, citando um livro que ele leu (“The Starfish and the Spider”, de Ori Brafman e Rod Beckstrom). Helder, que é o sujeito que trouxe o TED ao Brasil (TED é o evento californiano que reúne palestras com “ideias que merecem ser espalhadas”), me contou isso enquanto discutíamos projetos que pretendemos fazer juntos. Ele acha que temos que trabalhar como apaches.

Afinal, vivemos uma época de transição (como os apaches e aztecas do século 16). Nascemos num Brasil hierárquico e desigual, insustentável e saudoso do escravismo – um país de estruturas rígidas e imutáveis. Bem azteca, portanto. O Brasil mudou muito: mais gente está conseguindo jogar o jogo. A desigualdade diminuiu, a economia estável significa que é possível empreender e a mobilidade de classes aumentou. Para complicar mais, o mundo inteiro está mudando: a grande crise do nosso modelo de sociedade significa que os gigantes que monopolizavam o mundo já não necessariamente mandam em nós. De repente, a colossal GM vê-se ameaçada por empresinhas de fundo de quintal.

No modelo antigo, o azteca, grandes empresas competem umas com as outras. Quando uma ganha, a outra perde. Aos consumidores resta escolher uma gigante e obedecer a ela.

Já no modelo apache, nem sempre é preciso competir. Trabalha-se muito mais com alianças. Uma empresinha que sabe fazer sites junta-se com uma empresinha que desenha produtos e com uma empresinha que faz filmes e de repente eles são capazes de fazer juntos coisas grandiosas. O público, em vez de mero espectador, é cada vez mais parte da aliança.

Tudo muito lindo, mas é bom não se esquecer de uma coisa: os apaches deram trabalho, mas, no final, perderam. Depois de apanhar por anos, eles finalmente sucumbiram – o golpe de misericórdia foi uma campanha deliberada para extinguir o búfalo, que liquidou o prato preferido dos apaches e, de quebra, sua identidade guerreira.

Acontece que os apaches, ao contrário de nós, não tinham internet. As novas tecnologias de comunicação significam que ficou infinitamente mais fácil se articular sem hierarquia e construir coisas grandes (apaches, ao contrário dos aztecas, não deixaram obras impressionantes).

Eu digo sempre aqui no blog que o nosso modelo de civilização está em transição – que o modelo insustentável em vigor vai dar lugar a uma outra coisa. Quando eu digo isso, às vezes me acusam de ser um stalinista saudoso, que acha que uma revolução vai colocar uma burocracia comunista no poder. Não é nada disso. Nosso modelo está é sob ataque de apaches. No lugar dele, não vai haver um outro modelo – o que vai aparecer é um monte de alternativas diferentes, descentralizadas, desierarquizadas, apenas articuladas umas com as outras por alianças baseadas em valores em comum.

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44 comentários
  1. dan01 disse:

    Olha, o texto é muito bom, e concordo com a maior parte das idéias expostas nele. Contudo, o “De repente, a colossal GM vê-se ameaçada por empresinhas de fundo de quintal.” me pareceu muito exagerado – os maiores concorrentes da GM são empresas como Toyota e Honda, que de fundo de quintal não possuem nada. Esse exemplo se aplicaria melhor à empresas de internet, por exemplo, mas na indústria automobilística ele não faz sentido. Abraços!

  2. denis rb disse:

    dan01,
    Verdade. A GM hoje não está sob nenhuma ameaça de empresas de fundo de quintal.
    Mas, num futuro próximo, aparecem no horizonte empresas como a Tesla californiana (carros elétricos de luxo), a americano-chinesa Coda (carros elétricos de massa) ou até a Better Place (que, em vez de construir carros elétricos, quer criar uma rede de abastecimento para eles). Nenhuma delas vai substituir a GM, mas o ataque apache funciona assim mesmo: vem de todos os lados e ameaça não a dominância no mercado, mas a própria lógica dele.

  3. Luna disse:

    Denis!
    Concordo com voce que o nosso modelo de civilizacao esta’ em transicao, como sempre esteve. Afinal vida e’ movimento e transformacao.
    Lamento em comunicar a voce que o modelo de civilizacao ideal, infelizmente foi massacrado e dizimado com os indios em um periodo de aproximadamente 400 anos. Nao acredito que tenha havido sobre a face da terra povos com mais respeito ao planeta e a vida (todas as formas de vida) que os indios da America do Norte. Dificil acreditar que a 130 anos, na California o governo pagava $5.00 dolares por cabeca de homens, mulheres e criancas. O indio ja nao esta’ mais aqui. O homem branco continua o mesmo. Desculpa…a tecnica dos apaches nao vai funcionar.

  4. Luna disse:

    Desculpe-me, Denis. Acabei me distanciando do ponto central…rsrsrs

  5. Roberto Ritzmann disse:

    Caramba! Eles jogavam barcos nas pessoas?!

    Brincadeirinha, Denis.

    Muda lá, vai: “…suas armas não iam além de flechas, lanchas (lanças?) e machadinhas, feitas de pau e pedra…”

  6. Marcelo disse:

    Vai funcionar sim Luna. Os Apaches só perderam pq não eram articulados, lutavam em pequenos grupos sem coordenação em vez de usar estratégias militares mais elaboradas. Os apaches atuais, mesmo sem liderança ou hierarquia, sao muito bem articulados já não usam mais sinais de fumaça, A internet mudará tão profundamente a nossa cultura que não somos capazes de imaginar o mundo que se erguerá das ruínas da nossa civilização pré-internet. Trata-se de uma revolução comparável ao surgimento da prensa.

    P.s. Tem um documentário muito legal justamente sobre este assunto que pode (e deve) ser baixado da internet, o título é: “Steal this film”, os produtores encorajam toda forma de cópia e distribuição deste filme. Basta uma procuradinha no google que vc o encontra no formato que quiser com ou sem legendas. Vale a pena conferir eu garanto.

  7. denis rb disse:

    hehe

    Obrigado, Roberto Ritzmann!

  8. Luna disse:

    Eossa foto ai…nao e’ um guerreiro apache. Esse ai e’ “Geronimo” O guerreiro apache, que sem ser guerreiro assim se fez, depois de ter sua mae velhinha, sua esposa jovem e seus tres filhos assassinados pelos mexicanos.

    Marcelo…O melhor de tudo e’ o otimismo, de pessoas como voce. Isso e’ muito bom.
    Agora, quanto aos indios americanos, existe o cinema hollywood e existe a realidade.Nao sei se voce ja leu algum dos discursos dde chefes de tribos ao negociar a sobrevivencia se seus povos com o governo americano. AAi voce pode facilmente ver quem eram os civilizados. A ganancia do homem “civilizado” destruiu o indio americano. Essa mesma ganancia tambem esta’ nos destruindo. Nao existe ciencia ou tecnologia que pode nos salvar porque nos somos o inimigo. So’ que finalmente esta’ chegando a hora do pagamento.

  9. denis rb disse:

    Tem certeza que é ele, Luna? Paracer parece, sem dúvida. Mas o sujeito da foto me parece bem mais jovem (Gerônimo morreu aos 80, em 1909, com os cabelos brancos. Esta foto foi tirada quando ele já tinha 74). Acho que não é ele…

  10. Jorge Ernesto C. de Castro disse:

    Muinto interessante essa sua comparação entre os Aztecas e Apaches, é incrível como os espanhóis conseguiram derrotar esses dois povos, com armas muito menos poderosas do que as que existem hoje. Eu tenho certeza de que se os espanhóis do passado tivessem as armas que existem hoje, tribos inteiras seriam dizimadas, sem que os espanhóis arriscassem a vida de um único soldado, porisso eu acho a história do filme Avatar uma bela fantasia, diria até que é uma história ingênua. Quanto a possibilade da internet transformar o mundo, isso já uma realidade e pelo que tu descreveu a internet se parece com os apaches, no aspecto de não ter um comando central ou um alto comando, no entanto diferentes dos apaches que não mudavam nem seus costumes e valores, a internet vive se reinventando o tempo todo, tanto no conteudo como nas formas de ser acessada.

  11. Surfs disse:

    Jorge Ernesto,

    Achei muito legal seu comentário e tenho a acrescentar que mesmo com seu armamento rudimentar, os europeus tiveram um importante ‘aliado’, que foi peça-chave de seu êxito, pois mesmo sem toda a tecnologia de destruição em massa da qual dispõem hoje as grandes potências, pelo menos na colonização do Brasil, tribos inteiras foram dizimadas em questão de semanas sem que houvesse derramamento de sangue de um único soldado Português. Bastava enviar um jesuíta ou um oficial português gripado em uma missão de primeiro contato e o estrago estava feito…

    A nação Tupinambá, que habitava quase todo litoral brasileiro foi dizimada em pouco mais de um século principalmente por conta da gripe e outras viroses trazidas da Europa.

  12. Luna disse:

    Talvez eu esteja enganada, Denis. Vou me informar melhor.

  13. Renata disse:

    Sim Surfs, as doenças ocidentais foram usadas como armas de “destruição em massa” contra os índios brasileiros. Há registros que no começo do século passado, no Paraná e em Santa Catarina, colocava-se roupas e objetos contaminados por doenças como tuberculose e varíola nas trilhas usadas pelos índios. Essa era uma arma muito mais eficiente do que qualquer arma usada pelo exército americano nas guerras atuais (Jorge Ernesto, não se esqueça que até agora os norte-americanos não conseguiram derrotar o Taleban).

  14. Luna disse:

    Interessante notar que as vitorias de alguns povos sao a derrota de outros. Porque nao importa quao sofisticadas sejam as armas, as guerras sao batalhas corporais, fisicas, como queira chamar. As vitorias reais virao quando entendermos que o nosso maior poder e’ o cerebro. Enquanto os seres humanos estiverem tentando resolver os problemas do mundo na base do: “vem pro soco” que eu te enfrento, impossivel acreditar no ser humano.

  15. Acir disse:

    “Nascemos num Brasil hierárquico e desigual, insustentável e saudoso do escravismo – um país de estruturas rígidas e imutáveis”. Quantas sandices num só parágrafo! País insustentável? E quem está saudoso do escravismo cara pálida? Esse papo neo-comunista é de uma chatice sem tamanho porque invarialvelmente, como acima demonstrado, parte de opiniões sem fundamento, tendenciosas e/ou fantasiosas. Como se as pequenas empresas “apaches”, unidas e coesas, não tivessem que respeitar as leis de mercado para “vencerem os conglomerados espanhóis”, o que se chama habitualmente de capitalismo. Tenha dó….

  16. denis rb disse:

    Acir,
    Vc não entendeu nada, nada, nada.

  17. Rafael disse:

    Luna,

    Você tem uma boa sugestão de como usar o cérebro contra o Irã depois que ele tiver a bomba atômica?

  18. Luna disse:

    Hi Rafael!
    Quando falo que temos que usar o cerebro incluo o Ira. Em minha opiniao, a agressividade e’ instinto de defesa necessario e util no atual momento deste planeta, mas sem duvida nenhuma nao acho inteligente. Quer queiramos ou nao, desta vez sera’ assim: ou nos civilizamos…ou nos auto-destruimos. Ja temos armamento nuclear para eliminar 180 planetas Terra. Alguem nesse planeta vai ter que em algum momento deixar de agir baseado no medo.

  19. Surfs disse:

    Rafael,

    Sei que vc perguntou para a Luna, mas peço licença para dar a minha opinião sobre sua pergunta porque a achei muito pertinente.

    Minha sugestão soa utópica, mas se for para usar o cérebro com o objetivo de se eliminar a ameaça nuclear no Irã, só mesmo através de um acordo de desarmamento mútuo entre ocidente e oriente. Não adianta EUA e Europa, armados até os dentes e com todo histórico de colonialismo e dominação que possuem, exigirem que o Irã se desarme sem uma contrapartida.

    Longe de querer defender o Ahmadinejad, mas não vejo outra maneira de se resolver esse impasse. O uso da força não vai resolver o problema. Pelo contrário, vai piorar. Afeganistão, Iraque, Iêmem – só para citar alguns “países problema”- estão aí para mostrar que a solução envolve muito mais diplomacia do que força.

    Abs

  20. hacs disse:

    Oi Denis,

    Enquanto houver um “inimigo externo” (grandes corporacoes por exemplo) esses apaches terao um objetivo comum que oriente seus esforcos, quando nao houver mais, o que talvez nunca aconteca, uns se voltarao contra os outros pelas mesmas razoes das ex-ameacas: competicao. Eh claro que competir nao eh “jogo de soma zero” como fica explicito no seu texto (se um ganha o outro perde), ha muito espaco para ganhos mutuos, inclusive via cooperacao e parceria, como ja existe mesmo entre os gigantes, e esses com empresas menores. A principal diferenca sera o numero de jogadores nesse jogo, o que do ponto de vista da ortodoxia economica eh positivo. Mas eh utopia achar que mais jogadores reduzira a disputa em favor da cooperacao, de fato vai aumentar as rivalidades, inclusive via cooperacao (coalizoes). Porem, com os incentivos existentes, ainda que as grandes corporacoes fossem extintas, em poucos anos teriamos novas grandes corporacoes, apaches colossais.

    Por outro lado, megaconglomerados sao, de fato, uma solucao (portanto, consequencia, nao causa) em certos ambientes (ambiente institucional eh o principal), uma internalizacao de processos para os quais o mercado nao dispoe de solucoes tao eficientes. Uma vez absorvido, a empresa se expande para executar internamente (sistemas hierarquizados nesse casos sao beneficos, redutores de custo, alinhadores de incentivos) o processo necessario. Os trabalhos do Oliver Williamson, que ganhou o nobel de economia junto com a Elinor Ostrom, vao nessa direcao (bem a grosso modo, eh claro).

    Articulacao nao eh o principal problema, confianca (ou melhor, a saudavel e natural desconfianca) e incentivos (se nao se quer megaempresas entao por que regras e leis estimulam a oligopolizacao?) sao os principais desafios, e a internet eh neutra nesses aspectos. Alternativas que nao oferecam solucoes incentivo-compativeis ao problema dos incentivos presentes em regulamentos e leis continuarao no reino das boas intencoes nao aplicadas (pelo menos em escala suficiente para mudar “o sistema”). Com os incentivos corretos “o sistema” nao precisaria ser “combatido”, alias, ninguem perderia tempo com isso.

    Abs

  21. Rafael disse:

    Surfs e Luna,

    Sinto muito, mas as soluções que vocês enxergam não bastam. Eu também gostaria de viver em um mundo sem armas nucleares, sem prisões, sem rios mortos, sem juros exorbitantes e sem gente que segura a porta do elevador.

    Mas vocês estão se pensando desde um mundo ideal que modelaram nas suas imaginações e, de certa forma, pensaram como chegar do nosso mundo até lá. Está errado: temos que pensar no sentido do tempo – isto é, aonde podemos chegar partindo de onde estamos.

    Tudo isso pra dizer o seguinte: Não adianta dizer que é preferível que ninguém tenha armas nucleares. É um dado da realidade o fato de muita gente ter e muita gente estar prestes a ter, muita gente que não deveria inclusa em ambos os grupos (no primeiro, por exemplo, me refiro ao Paquistão e não aos EUA e, no segundo, ao próprio Irã). Agora, o Irã não vai, em hipótese alguma, largar mão de ter a bomba atômica e quando a tiver, sabe o que vai fazer? Não vai usá-la. Vai entregar na mão de terroristas, como faz hoje com dinheiro, armamento e apoio logístico. Vocês conseguem imaginar o que seria viver nesse mundo? Nem vou entrar na misteriosa seara da presença iraniana na Venezuela e no Brasil.

    Meu ponto é que a força é, sim, necessária. O que distingue a presença da civilização são as condições sob as quais e o métodos pelos quais ela é usada. Se nada for feito, o Irã VAI destruir primeiro Israel e depois o que der na telha até que alguém lhe bote – À FORÇA – um freio. Achar que é possível fazer amizade com o Irã e terroristas em geral (como Obama acha) e, mostrando como somos bonzinhos, convencê-los a parar com isso, é loucura. E achar que estamos protegidos pelos tratados internacionais é como dizer que no Brasil não existe crime e citar a constituição para provar isso.

    Em suma, pensem no seguinte: O único solo estrangeiro que os EUA jamais tomaram foi aquele usado para enterrar seus soldados, mortos defendendo terras estrangeiras (vide Normandia, entre outros). Eles têm armas nucleares. Ahmadinejad vai ã TV dia sim, dia também, dizer que vai varrer Israel do mapa. Na mão de quem vocês deixam a bomba? Então, declarar neutralidade entre “O Ocidente” e o Irã é, sim, desculpe-me, defender Ahmadinejad.

  22. Rafael disse:

    Para o Denis,

    É ‘so uma sugestão: Esse tema (Irã, Terrorismo, armas atômicas) é, definitivamente, uma questão crucial na continuidade da vida na Terra – a curto prazo. Te interessa escrever um post a respeito?

  23. denis rb disse:

    Agradeço a sugestão!

  24. Edgar Curti disse:

    Foi uma das coisas mais inteligentes que eu já li, e por um angulo diferente que nunca tinha imaginado, parabéns

  25. Surfs disse:

    Rafael,

    Veja, vc perguntou por uma solução para o problema do Irã, e a única solução que vejo, baseada, inclusíve, em constatações empíricas, é o diálogo – por mais náusea que isso possa provocar.

    Bombardear e invadir o Irã, além de matar milhões de inocentes, não vai deter a transferência dessa tecnologia para fanáticos terroristas. Acho até que irá facilitar. O único trabalho deles será procurar um novo país cede, como estão fazendo hj no Iemen. Querer impor o desarmamento a eles, também não vai adiantar. Por mais que soe utópico, a única solução que vejo é negociar.

    Agora, se vc me perguntar sobre Coréia do Norte, aí meu caro, tenho uma opinião diferente, provavelmente igual a sua (imagino). Mas estamos falando de Irã, certo?

  26. jorji disse:

    A imaginação do Denis é impressionante, talvez ele até imagine o fim da lei do mais forte, provavelmente acredite no fim de hierarquias, que o amor vai prevalecer, que a razão superará o instinto, que aliada à sabedoria, a espécie humana vai construir um paraíso, que leis não mais existirão, que a conciência coletiva e indivual vai ser suficiente, entre outras cousas, se isso acontecer, ai sim, será o fim do ser humano, porque o que existe de mais belo, são as leis naturais da vida. Sobre o modelo insustentável de consumo, com certeza mudará, não que tenhamos crescidos como espécie, mas pela necessidade , isso não significa que os humanos mudarão, sempre seremos aquele macaco que descende dos ratos que evoluiu, não quero ofender, foi justamente isso que aprendi em aulas de biologia.

  27. denis rb disse:

    Jorji,
    Então suas aulas de biologia não eram muito boas. Se vc estudar evolução saberá que coperação é uma força tão determinante na seleção natural quanto competição – em especial em espécies sociais como o homem. Dê uma olhada nos estudos de Sapolski com babuínos na África e vc vai entender como a habilidade de construir alianças e o comportamento generoso são determinantes nas disputas por poder e por parceiros sexuais. Sua visão da teoria da evolução – uma batalha q o mais forte ganha – é ingênua e ultrapassada (muito ultrapassada – é uma visão do século 19). Óbvio q força importa, óbvio q violência é uma arma útil. Mas não é a única coisa q importa

  28. Felipe Maddu disse:

    Rafael, os americanos já tiraram Bush do poder, este entusiasmo com os ideais neocons-espero- é coisa do passado, agora me diz qual foi o único país que usou uma bomba??? Pior do que ditaduras armadas, são pseudo-democracias nucleares.

  29. Rafael disse:

    Felipe,

    Você não merece resposta.

  30. Luna disse:

    Rafael!
    Entendo e respeito o seu ponto de vista. Como disse, acredito que para o momento a forca talvez, seja necessaria. Desculpe-me se estou sendo “too religulous”, mas as guerras e atos terroristas, quase sempre estao ligado as crencas religiosas, as quais divergem e muito do pensamento racional. O mundo nestre momento, embora nao parece claro para a maioria, continua as cruzadas da idade media. Nao sei se voce ja leu Sam Harris (The End of Faith and Letter to An Christian Nation). Acredito sim, que os seres humamos precisam racionalizar e usar a technologia desta forma em beneficio de todos. Afinal, nao existe nada bom neste mundo que nao tenha comecado como um sonho.

  31. Luna disse:

    Jorgi!
    Sabe quando a gente usa a forca? Quando nos sentimos sem poder mental… Violencia fisica (em todas as formas) e’ frustracao. Falta de criatividade. Abuso. Apesar dos problemas atuais ja’ evoluimos muitissimo. As mulheres que o digam. Ja nao nao somos arrastadas pelos cabelos por ai…rsrsrs

  32. Felipe Maddu disse:

    Fico sem resposta hahaha!!

  33. jorji disse:

    O maior atrocidade cometida pelo cristianismo foi em relação aos índios e judeus. Em relação às alianças, talvez o modelo japonês de tranding encaixe no que voce pensa, como a Mitsubishi, Sumitomo/Mitsui, etc, onde a base da pirâmide são as pequenas empresas, que servem as médias, e essas a empresa mãe, como a Mitsubishi. Finalmente encontrei alguém que compartilha comigo que a violência é uma arma útil, olha que já troquei farpas com alguns jornalistas a respeito. Eu sei que a generosidade é fundamental, talvez a forma ideal de formar alianças, no fundo talvez voce concorde comigo, o objetivo dos humanos é igual ao dos babuinos, o sexo ( parceiro sexual ).

  34. jorji disse:

    Luna, não sei aonde voce mora, pelo menos em todas as cidades que morei no Brasil e no exterior, olha que foram muitas, fiquei sabendo de muitas mortes, muitas mulheres violentadas e espancadas, muitas crianças espancadas, violentadas e mortas, e principalmente homens , os principais protagonistas da violência, sendo vítimas e agressores, e pela idade que tenho, muita violência pelo mundo, até os dias de hoje, e garanto a voce, que tu morrerás, ou sendo vítima da violência ou doença, não existe outra forma de morrer, até hoje, nunca vi alguém morrer por amor. Jamais cultive ideais, eu sei que é jovem, não seja imbecil como a maioria que conheci, aprenda a conhecer a natureza humana dentro de embasamento cientifico, esqueça o que a religião te ensinaste, ou a mãe, o pai, a tia, o vovô……………………..

  35. Felipe Maddu disse:

    A violência nunca foi uma arma útil Jorgi, ela sempre foge a razão. Foi útil então o Enola gay disparado sobre seu povo? Mulheres morrem de violência ou doença, quer dizer, ou de câncer ou espancadas até a morte? Que estúpidez, merece um prêmio pela “inteligência”! Os casos que disse são excessão e não regra.

  36. Memyself disse:

    Confesso que assim como o Acir, fevereiro 10, 3,40 pm, tropecei e fiquei pendurada na frase “Nascemos num Brasil hierárquico e desigual, insustentável e saudoso do escravismo…” Bem, eu não nasci nem em uma família, nem uma sociedade saudosa do escravismo. Só para constar que tem gente que não cabe no quadro.

    Quanto ao restante do seu texto, achei interessante o paralelo entre os apaches (românticos) e os aztecas (pragmáticos). Na minha opinião, civilização só existe sob regras, hierarquia, construção, legado à próxima geração, respeito pelo recebido do passado e um olho posto no futuro.

  37. Luna disse:

    Jorji…
    Voce peca porque julga pelas aparencias…ha!ha!ha! Sou jovem sim. So’ na cabeca.
    E’…vamos todos morrer doentes ou assassinados entao por que amar, respeitar, ter uma existencia significativa? melhor ser kamikazi (e’ assim?) . Discordo de voce jorgi, porque acredito que o “thrill” da vida esta’ na guerra travada dentro de nos mesmos. Existem forcas antagonicas e existe poder de escolha. A vida e’ um jogo interessantissimo de ser vivido e tal concientizacao e’ privilegio de poucos, faz parte de ser inteligente e e’ o que nos diferencia dos animais.

  38. jorji disse:

    Luna, valeu trocar idéias contigo, concordo que o afeto faz parte e é importante, o que me impressiona nas pessoas é a incapacidade de encarar a realidade , enchergar o mundo de forma mais real dentro de embasamento científico , por exemplo.

  39. walker dantas disse:

    então, perae, se os apaches foram exterminados, então eles estão atacando nossa civilização atual? mas se eles não tinham internet, como se comunicavam? não entendi, nossa época não tem mais aztecas, ou não tem mais ouro de azteca?
    hein?

    -bom texto denis.

  40. Felipe Maddu disse:

    A ciência não resolve todas questãos, precisa-se ENXERGAR além!

  41. denis rb disse:

    Pera lá, jorji,

    Você está defendendo a sua opinião (a de que devemos usar violência nas relações pessoais) e afirmando que isso tem “embasamento científico”. Como assim? Que embasamento? Você pode citar pesquisas que comprovem que somos naturalmente violentos?

    Tenho a sensação de que você está usando o nome da ciência de maneira imprópria.

  42. Luna disse:

    Causas da violencia no Brasil:
    1- Impunidade. A policia nao vem atras de voce cobrar o seu comportamento ridiculo.
    2- Falta de educacao. As pessoas acham que nao precisam respeitar os outros e os seus bens.Essa tambem e’ a causa da violencia no transito.
    3- Policia corrupta, como corruptos sao seus superiores e boa parte da populacao brasileira.
    Os brasileiros em geral (nao todos, e’ claro), costumam ser muito simpaticos, amaveis e sorridentes, mas nao tem problema em apunhalar o vizinho pelas costas. Muda Brasil!!!!
    Solucao: Educar as criancas para que esse pais possa ter um futuro melhor.

  43. renato disse:

    Espero que não somente as estruturas mudem mas tb os objetivos delas. É estúpida a quantidade de massa cinzenta gasta tendo como objetivo único o acúmulo de riqueza. Parabéns pelas idéias e dados que vc expõe neste blog, Denis!

  44. jorji disse:

    Denis, escrevi de forma errada, desculpe, jamais pensaria de forma tão absurda, usar a violência nas relações pessoais, sou uma pessoa tranquila. Certa vez eu li, não me lembro quando, que se não fossem as dezena de bilhões de pessoas que padeceram de forma violenta e doença, já estaríamos extintos. A questão não é ser a favor ou contra a violência, é entender o processo, o que eu sei é que tudo na vida, a razão é sexo.

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