Viver mata

Estamos criando um país de covardes.

Os muros do Brasil ficam cada vez mais altos – e cada vez mais adornados por acessórios tétricos como fios de alta tensão e lanças pontudas. Em São Paulo, apartamentos ficaram mais caros que casas. Há cada vez mais guaritas nas esquinas, cada vez mais grades nas janelas, cada vez mais holofotes nas calçadas, cada vez mais câmeras, cada vez mais voltas na fechadura e, o que mais me assusta, cada vez menos crianças brincando na rua. Os carros parecem cada dia mais com fortificações – são como jipes de guerra, isolados do mundo por detestáveis vidros fumê, que impossibilitam o contato visual. O Brasil está com medo.

Por que será?

Afinal, em termos concretos, o país não está ficando mais perigoso. Os índices de crimes violentos das nossas grandes cidades, embora continuem altos o suficiente para serem comparados sem muita desvantagem com zonas de guerra, estão caindo rapidamente. Os últimos 15 anos, que foram de estabilidade econômica e de redução da nossa astronômica desigualdade, foram também de diminuição consistente da criminalidade em boa parte do país. Mas a sensação de insegurança andou na contramão – ela aumentou. Aumentou muito.

Como explicar isso?

Talvez uma parte da história seja o grande aumento da classe média. Classe média é gente que tem algo a perder – portanto tem medo. Talvez outra parte da história seja a fixação mórbida que a sociedade da informação tem com violência. O tempo todo ouvimos histórias sanguinolentas, terríveis, assustadoras. Difícil não ter medo depois de ficar sabendo dessas coisas.

Acontece que medo é um sentimento perigoso. Mais gente com medo significa menos gente na rua – portanto mais crime. Significa mais gente armada, mais gente disposta a agredir os outros (porque comportamente agressivo é típico de gente assustada). Enfim, medo não funciona.

Eu morro de medo do efeito que esse medo pode ter no nosso futuro. Será que estamos criando uma geração de gente que não vai aprender a conviver com quem é diferente dele? Uma geração de gente que não cresceu na rua, que não teve que se virar gerenciando os riscos inerentes à vida? Uma geração de gente que não se garante?

Penso isso enquanto embalo minha ressaca depois de quatro dias de Carnaval em Olinda, a cidade da minha esposa. A festa foi linda. A cidade tomou as ruas. Será que no Brasil assustado que estamos criando vai ter espaço pro Carnaval?

Viver é perigoso mesmo. Viver mata. Mas são os riscos que fazem a vida valer a pena. As ruas estão cheias de perigo – não nego isso. Mas é convivendo com esses perigos, encarando-os de olho no olho, que a gente se torna melhor, que a gente aprende a viver (“viver é conviver”, sempre diz minha tia-avó). Se o Brasil aprender a vencer o medo, tem uma baita oportunidade de servir de exemplo para o mundo de convivência na diversidade. Se não aprender, vai virar um país besta, sem nada de especial.

Você sabe que a sociedade está doente quando seus meios de transporte são inspirados em veículos de guerra

Você sabe que a sociedade está doente quando seus meios de transporte são inspirados em veículos de guerra. Imagem: Mike Licht, NotionsCapital.com (CC)

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111 comentários
  1. Chycoo disse:

    Denis, muito bom o post, você conseguiu mexer com um assunto delicado. Viver Mata é o nome certo mesmo para o lead, e por este motivo as pessoas estão se escondendo cada vez mais em casa, na frente de um computador, sob a face de um avatar, e vivendo uma vida de brincadeirinha, com medo de morrer.

    Abraços

    Prof Chycoo
    Curitiba-PR
    http://www.artefeito.com

  2. Abreu disse:

    Concordo contigo.Tms qenfrentar essa calamidade em qvivemos.Sem nenhuma segurança.Ñpodemos ter um bom carro,uma boa moradia,usar boas roupas,nada.Pois ao contrario seremos assaltados e mortos s/piedade.Pois a vida alheia ao assaltante nada vale.Matam por matar.O culpado?Esse governo corrupto qai está.Criando leis qbeneficiam o infrator,principalmente “di menor”esses então estão com tudo.Lei qo protege de tds seus deslizes,principalmente assassinatos.E o nome é a própria lei ECA.Quando viviamos a chamada “ditadura”,ñtinhamos esses medos qfalas e é real mesmo.Prq?Tinhamos SEGURANÇA!Ñhavia anarquias,ñ existia PTs,os comunistas estavam no seu lugar.Tentando,é verdade tomar o poder,qhoje eles estão conseguindo iludindo os miserais,comprando-os com bolsas disso e daquilo(já tem até bolsa reclusão,pode?) Então meu caro,acabar com a miséria é utopia das maiores.Veja a India por exemplo: é um pais de milhares de miseravéis,mas tem bombas atômicas. O pobre tem qquerer melhorar de vida,como? estudando,incentivando os filhos a isso.Trabalhando no que estiver ao alcance de seus conhecimentos e necessidades. E sem educação, nenhum pais minimizará a pobresa. Concordas?

  3. None disse:

    Parece Renato Russo. Filósofo adolescente.
    Não queira comparar todo Brasil á São Paulo, cara. O país é grande, fio! E se tem 5 Hummers nele inteiro (os 5 em sp) já é muito.

    “Estamos criando um país de covardes.”
    Essas frases de efeito tb não tao com nada neh.

    Não tenho nada contra vc e até gosto de algumas coisas que escreve mas ás vezes vc força.

  4. ricardo ( o cara da geladeira) disse:

    Vida simples…monástica…ou divisão da riqueza…
    ou pelo menos permissão que os pobres enriqueçam…dando escolas…emprego e salário DIGNO e não bolsas famílias etc etc etc…

    quem tem dinheiro pra comprar um hammer e o faz no nosso pais, tem mais é que ficar com medo..
    pois este indivíduo que tem dinheiro pra comprar o hammer sabe como conseguiu, sabe que não quer que o empregados dele tenha nem um fusca, nem escola, nem saúde e dependa de um salário de fome e paguem todo o imposto que ele, dono de hammer, não quer pagar…
    Denis, adoro seus artigos, mas veja, a sociedade brasileira já está falida há muito tempo…
    com este congresso e nossos políticos iremos de mal a pior….

    Você tem alguma esperança? eu não….

  5. Renée Voltaire disse:

    que legal Ricardo, quer dizer agora que se o cara compra um hammer existe uma presunção de que ele é safado, criminoso, antiético ou aético, imoral ou amoral, etc. e tal? Eu não tenho hammer nem nunca quero ter um, mas não presumo que quem tenha dinheiro neste país tenha conseguido por meios ilícitos… Ter sucesso não é crime! Ninguém deve ter vergonha de ser o melhor no que faz! Abaixo a mediocridade!

  6. marcelo disse:

    Primoroso. Primoroso mesmo. O que você diz sempre pareceu claríssimo pra mim. Moro em Brasília, no Plano Piloto, região de índices relativamente baixos de violência. Mas ainda assim, não se vêem crianças nas ruas, e são frequentes as brigas judiciais por conta de edifícios que querem cercar seus “pilotis” (prática proibida pelo tombamento da cidade… a área abaixo dos edifícios é publica e qualquer cidadão tem direito de utilizar). Os argumentos são sempre os mesmos. “Nossas vidas estão em risco. Vagabundos usam crack debaixo do prédio. Pessoas fazem sexo”. Fico abismado! Existem fatos como estes, sim, mas mesmo em metrópoles mais complicadas, mais violentas, isso não atingiu nível de pandemia. É um vício medioclassista mesmo. Grades, câmeras, vigias, aparatos de segurança… assim como são as varandas gourmet e os espaços fitness… mais do que covardes, acho que estamos nos tornando, mesmo é uma nação de idiotas. Bem triste.

  7. Leonardo Xavier disse:

    Dennis, eu realmente concordo que apesar de os índices não estarem crescendo, as pessoas estão cada vez mais assustadas. E o pior de tudo eu acredito que se criou uma verdadeira comércio do medo na qual se vendem segurança privada, blindagem, câmeras de segurança, cercas elétricas, grades, notícias sensacionalistas,etc. E o pior que eu vejo que cada vez mais a sociedade fica presa atrás desses presídios que nós mesmos construímos e essa perda da liberdade é, ao meu ver, meio que ir morrendo aos poucos.

  8. Marcelo Ramos disse:

    Faça o seguinte: mande essa matéria para o pai da garota de 9 anos que morreu no Rio de Janeiro no Carnaval e para o marido da turista alemã de 22 anos que morreu no Recife após um assalto. Tenho certeza que eles terão uma ou duas palavrinhas para dizer a você!

  9. Ronald Stresser Jr. disse:

    O referendo que tornou proibido o porte de arma para os cidadãos, ao meu ver, selou nossa condição de reféns nas mãos dos criminosos. As armas podem ter trazido várias tragédias domésticas mas também mataram e espantaram muito criminoso que tentou invadir prpriedade particular e levou bala.

    As políticas de segurança pública são ineficazes, gastam energia com droga, que deveria ser assunto de saúde pública e ainda as polícias empregam pessoal pouco capacitado devido aos salários baixos.

    A mídia por sua vez dá ênfase a notícias policiais, antes vistas só em publicações e programas direcionados exclusivamente a este assunto. Crimes acontecem todos os dias, sempre aconteceram, o problema é o sensacionalismo criado em cima destas notícias, com o simples intuíto de prender a atenção do espectador cativo, que nada pode fazer e apenas imagina: “ufa! ainda bem que não foi comigo”.

    Para um cidadão ter coragem ele precisa ter poder! Para diminuir os ínidices de crime precisamos de reforma no sistema penitenciário e politicas de segurança pública que efetivamente enquadrem bandidos, assassinos, estupradores e assaltantes. Hoje parece que os maiores criminosos são os maconheiros, mijões, alcólatras, fumantes, inadimplentes… cidadãos comuns… chega de hipocrisia!

  10. Daniel disse:

    Nunca antes nesta revista Veja (rs rs rs), li uma argumentação tão pífia para a violência que nos assusta. Além de não apresentar a fonte dos tais índices. Pelo sei somente me São Paulo houve redução da violência. Quanto a gente assustada andar armada, é de rir. Agora quem são as pessoas assustadas que matam e não os bandidos?
    Com índices de criminalidade e homicídios que já chegam a ser superiores a da Guerra no Iraque (como vc não revelo a fonte rs rs rs), você acha que as pessoas deveriam evitar se proteger? de Ter medo?
    Perdão, mas creio que vc deveria ter se curado da ressaca melhor antes de por os dois neurônios ativos.

  11. Ariel disse:

    Caro Denis, o número de homicídios no Brasil é altíssimo, aqui se mata em dois anos, mais ou menos, o que se matou no Iraque desde 2003, matamos, portanto, o equivalente a três Iraques no mesmo período de tempo. Tem o problema do trânsito tbm que mata quase a mesma quantidade. Eu moro no interior do Paraná, numa cidadezinha de 5 mil habitantes. Morei muitos anos em Curitiba e 1 ano em Sampa, mas, hoje fico horrorizado quando vou a Curitiba e vejo o caos do trânsito, pois todo ”pobre” e a”nova classe-média” têm carros, mas pouca ‘educação’ ou ‘cultura’: uma mistura fatal que transforma as ruas em lugares desagradáveis e estressantes. Eu só vejo uma saída para essas duas violências: A educação.

  12. Lucas Moreira disse:

    Caro Denis;

    Sua nota “Viver mata”, em minha opinião, que é baseada na leitura de centenas de matérias jornalísticas e horas de pesquisa na internet, sua nota é muito superficial, mas muito mesmo.

    Fico muito preocupado por ver profissionais da imprensa, até mesmo jornalistas experientes que, ao escrever sobre um assunto, em tempos de internet (onde a informação é por demais efêmera) não conseguem alcançar a profundidade tão essencial para assuntos de complexidade média para o devido debate na sociedade.

    A questão da violência nas cidades, basicamente, é devida ao mal (ou inexistente) planejamento das mesmas por parte do poder público. As pessoas não ficam sabendo quando algum deputado ou vereador vota um projeto criando mais uma área urbana, ou quando os mesmos votam uma nova lei mundando a destinação de terrenos com fins ao lucro fácio, onde empreiteiras pagam por esse “favor”.

    Basicamente, é isso que ocorre. O resto é a mesma história de sempre que já estamos carecas de saber: áreas urbanas mal planejadas e super-especuladas onde as classes mais altas irão morar, e com isso os ladrões começam a aparecer; falta política inteligente de segurança pública (segurança pública não é só colocar polícia na rua, mas a questão da segurança passa necessariamente pelas questões de educação, saúde, emprego, cultura, lazer etc).

    Em seu texto, parece até que a violência é um problema natural, que não tem solução e que, por isso, nós população devemos aceitá-la e nos conformar-mos.

    A violência, assim como a probreza, ignorância, as enchentes etc, e todos as mazelas sociais são necessárias para que sempre um político oportunista possa fazer novas promessas, e com isso, ganhar mais simpatizantes. Aí entramos na velha questão da “política clientelista” que presumo o Sr. já conheça.

    Peço apenas que não tenha tanta preguiça ao tratar de temas como esses pois, se existe violência, é por pura falta de ação do poder público. Mas se o Sr. tem medo de desagradar a fulanos, então arrume outra profissão pois acho que jornalistmo tem responsabilidade com a vida social e a impotância dessa profissão é muito maior que qualquer outra coisa.

    O Sr. sabia que o PDOT (plano diretor de ordenamento territorial) de São Paulo é suspeito por inúmeras fraudes em destinação de terrenos e gabaritos de prédios??? Em uma rua onde havia pequenas casas, quando vc coloca um codomínio de luxo, qual a consequência imediata? ÓBVIO! assaltantes e tiroteio na rua.

    No PDOT de Brasília, os deputados receberam 420 mil reais, cada, conforne informa uma jornalista de Brasília em seu blog (http://www.blogdapaola.com.br/?p=10768) para aprovar o PDOT que simplesmente criou 29 novas áreas em Brasília, sem pensarem na água, esgoto, moradia, educação, infra-estrutura e advinha, SEGURANÇA!!! Entre outros diversos absurdos!!!

    Colocar a culpa no governo é fácil, mas o povo, fizcalizar, isso sim é MUITO DIFÍCIL. Só reclamam quando o bandido tá batendo na sua porta, aí é tarde!!!

    Espero que o Sr. redija uma nota melhor que a anterior, Abraço.

  13. danielbarcia disse:

    Estamos criando un país de covardes e analfabetos,
    Nos falta comportamento social,para entender sua mensage,
    estamos vivendo um momento de individualismo economico,
    por tanto o convivio social so cuando e necesario e conveniente.
    Prova e que,.paí,maí,filho o cualquer parentesco,mata por
    motivos futil,a maioria das veces e material,a educação en
    familia complementada con a escola equilibra a participação
    de todos nos na sociedade.Conviver sen medo nesta sociedade
    e um poco dificil,importante e,O que nos faremos para mudar?

  14. camila cristina disse:

    A matéria é interessante, contudo, logo na primeira linha possui um erro crasso, pois o vocábulo “acessórios” foi equivocadamente grafado.

  15. GROSSEN DICKINSIDE disse:

    E ISSO AI. RESSACA BRABA LEVA A UM FLUXO INCONTROLAVEL DE BESTEIRAS SUBINDO NA CACHOLA E SAINDO PELAS MAOS E BOCAS.
    ACONSELHO A PARAR DE BEBER ATE CLAREAR AS IDEIAS.
    SE QUISER TESTAR A SEGURANCA URBANA, ENCHA A CARA E PASSEIE DO FINAL DO LEBLON ATE SAO CONRADO TODAS AS NOITES PARA VER O QUANTO DURA.

  16. gilberto disse:

    Caro Dennis, sou um dos milhares de brasileiros em ascensão na piramide social, nasci em um bairro de periferia, e vejo todo este enorme arsenal de proteção e suposta segurança uma tremenda tolice, basta ir na periferia e você verá crianças brincado na rua, vizinhos jogando conversa fora. O pseuda falta de segurança e mortes tem apenas um nome em nossa sociedade corrupção a mãe de todos os problemas. No dia em que nossa leis forem para todos e duras sem bechas para que advogados e juizes corrutos possam soltar elementos danosos a sociedade por um pouco de dinheiro, até essa classe média medrosa deixará de mão a pseudo segurança.

  17. Fabio disse:

    Ei, você não é o cara que dizia que as pessoas têm que ficar com medinho de comer açúcar e farinha, que são as drogas do século?

    Coerênia, cadê?

  18. Lena disse:

    O sentimento é de viver em um país onde o dia seguinte é muito incerto.Onde vivo a violencia se espalha muito rápido e sinto-me uma cidadã do nada.Quanto mais entendo e estudo tenho medo,
    nas cidades nas áreas rurais em todos os lugares é medo.B

  19. Lena disse:

    O sentimento todos os dias é de medo nas grandes cidades, na área rural enfim sinto-me cidadã do nada. Oestado em que vivemos é de incerteza.Estou escrevendo um livro com o título de BRASIL FELICIDADE QUE A GENTE INVENTA.

  20. Felipe Maddu disse:

    Sensacional, com certeza um dos melhores posts!!! Eu tb to na ressaca e ainda consegui curtir três dias em Sampa e na rua, viva o bloco vai quem quer!!!!! Um exemplo dessa mania por carros gigantes, “folgados”, e que na maioria das vezes estão ocupados por apenas uma pessoa, é o Tucson. Se o Kassab tivesse alguma coisa na cabeça ele ia impedir essa proliferação de carros dessa magnitude.

  21. Felipe Maddu disse:

    Eu ia fazer um trocadilho com o nome do Abreu, mas prefiro me abster de comentar até pela bizarrice ortográfica-intelectual da pessoa.

    PS. Outra coisa, acho q essa sensação de medo é criada pela polícia mesmo, é só dar uma olhada na palhaçada que aconteceu na quadra da Rosas de Ouro ou assistir o filme do Michael Moore que representa o ponto que uma sociedade do medo pode chegar, tomara que não cheguemos a este ponto.

  22. Castro disse:

    Caro Denis,
    Acho que vc se engana quando diz que o país esta menos perigoso. Sou de classe média, tenho 46 anos, nasci e vivo em uma cidade do interior do RJ. Nos anos 70, quando adolescente ia para a escola de bicicleta. Perigo? Praticamente nenhum. Hoje, meu filho de 14 anos mora no mesmo bairro que cresci e estuda em uma outra escola próxima a que estudei. E ele vai de ônibus. Porque? Porque se for de bicicleta corre o risco de ser roubado e agredido. O perigo é real e não uma paranóia. E essa condição decorre basicamente de que a segurança pública, como tudo que cabe ao poder público, foi deixada de lado. A cidade que moro tinha pouco mais 90 mil habitantes nos anos 70. Hoje tem 285 mil e a polícia, mal aquipada, tem um contingente que não acompanhou esse crescimento. Acrescente-se a isso as drogas e a sensação de impunidade, decorrente de leis arcaicas. Inclua também uma dose interessante de “coitasmo” incentivada por sociólogos com voz nos meios de comunicação, onde a criminalidade é justificada porque é culpa da sociedade. O resultado é o que temos hoje. Tornou-se praticamente obrigatório buscar meios de defender-se, quado o Estado, além de não cumprir seu papel, ainda tenta criminalizar o cidadão de bem; como foi o caso da tentativa de impor a Lei do Desarmamento. Obviamente as questões são muito mais profundas do que abordei, mas se basicamente os Poderes Públicos cumprissem seus papéis, com certeza os muros seriam mais baixos.

  23. Felipe Maddu disse:

    Desculpa escrever tanto Denis, mas será que essa sensação de medo não é um conluio entre mídia, empresas de segurança e políticos para arrecadar dinheiro. Acho que é isso, não é possível!

  24. Castro disse:

    Correção:
    Onde digitei equivocadamente ‘coitasmo” leia-se “coitadismo” (os criminosos são os coitados – as vitimas da sociedade). Grato

  25. Surfs disse:

    Denis, tem um livro bem interessante, escrito por Barry Glassner, chamado “Cultura do Medo” que vai bem de encontro ao que vc escreveu. Sugiro a leitura aos mais assustados. Abs

  26. #42 disse:

    Denis, gostei do texto em si. Mas que quando vc diz que os níveis de criminalidade estão diminuindo vc se equivoca, talvez em São Paulo-SP sim, porém em muitos lugares vide rio e mesmo o interior de SP, onde moro. A cidade tem menos de 300 mil hab, porém, há bairros na cidade que nem a polícia entra! E olha que nem são favelas! são Bairros comuns! Onde o tráfico manda… onde literalmente morre um quase todo o dia! No bairro onde moro que é de classe média (média), há lugares onde se fuma crack a vista de todos. Eu poderia citar muitos outros exemplos para vc… mas vou ficando por aqui….

  27. Chesterton is back disse:

    Como explicar ? Simples, a violência não diminuiu na maioria das grandes cidades. A grande covardia é um povo se deixar desarmar e ficar na mão de bandidos que andam às soltas aprontando por aí.

  28. Memyself disse:

    Dennis, você deixa – ou deixaria – seu filho ir sozinho para a escola pública, atravessar digamos uma favela, pegar ônibus, sozinho? Voc6e deixa – ou deixaria – que ele brincasse na rua com a criançada que mora duas quadras abaixo? Se fizer isso, vou acreditar que você realmente não tem medo. Nem de perder um filho. Se não, vou achar que essa conversa fiada não serve para absolutamente nada: nem para diminuir a criminalidade, nem para sugerir modos de diminuí-la.

    Mas o que me deixa com mais medo, são declarações como:

    “Talvez uma parte da história seja o grande aumento da classe média. Classe média é gente que tem algo a perder – portanto tem medo.” (Dennis) Melhor ter nada, certo? Morre-se por menos.

    “quem tem dinheiro pra comprar um hammer e o faz no nosso pais, tem mais é que ficar com medo..”
    e o restante do texto indigente do Ricardo. Aliás Ricardo, é hummer tá?

    A segurança, segundo Marcelo, ser “um vício medioclassista”.

    “O pseuda falta de segurança e mortes” do Gilberto. Os “pseudo” mortos e seus familiares vào ficar felizes em saber que na verdade estão vivos e vivendo na Suíça.

    “Se o Kassab tivesse alguma coisa na cabeça ele ia impedir essa proliferação de carros dessa magnitude” do Felipe Maddu. Cassação da liberdade pessoal, sem medo de ser feliz!

    Deve ser a ressaca.

  29. Seu Ze disse:

    Concordo em partes com você. Eu já “militei” entre os amigos esta questão: se esconder atrás de grades e carros blindados só piora a situação da segurança pública. Se as pessoas de bem não ocupam os lugares públicos, mendigos, maloqueiros, trombadinhas e bandidos ocupam.

    Exemplo clássico: Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Era um lugar perigosíssimo. Com a chegada de companhias de teatro ao local, houve um lento renascimento das imediações, sendo que hoje é possível curtir peças de teatro e tomar uma cerveja a noite com os amigos. Houve o problema com o Mário Bortolotto, e uma das causas foi o fato de as mesinhas dos bares não poderem ficar mais do lado de fora. Conclusão: sem as pessoas, o perigo voltou, menor em comparação a tempos atrás, mas voltou.

    Mas as coisas mudam, e não milito mais nada. Sinto na pele o medo se alastrar e compreendo o sentimento das pessoas. A 2 anos atrás eu tinha um salário de fome, não tinha nenhum bem material de alto valor e não namorava. Não tinha muito a perder e me arriscava indo a lugares esquisitos, pedintes nos faróis e maloqueiros na rua não me assustavam. Hoje, meu salário melhorou (já da pra comprar um lanche), tenho um carrinho sem-vergonha e uma namorada linda. Se estou com ela, e vejo pedintes no faról, ja fico em alerta máximo. Não dou mais um passeio pelo centro de São Paulo para visitar os sebos como fazia. Não vou a parques mais distantes. Não vou mais a baladas/bares fora do circuito conhecido. Evito a periferia como o diabo evita a cruz.

    Preconceito? Pobre metido a besta? Acho que não. Tenho coisas a perder. É natural. Além disso tudo, a desocupação dos espaços públicos é um sintoma da nossa sociedade. As pessoas preferem ficar em casa vendo TV e mofando na internet do que ir a um museu ou a um parque/praça. O trânsito irrita, o calor ou o frio irritam, pessoas demais irritam. É uma questão de educação e cultura e não vejo perspectivas de mudanças.

  30. denis rb disse:

    DADOS
    Complementando meu post, deixa eu apresentar os dados nos quais me baseei para afirmar que os índices de violência estão caindo rapidamente nas grandes cidades brasileiras.

    Segundo o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, divulgado em 2008 (são os dados mais recentes disponíveis) houve uma redução de 8% no total de homicídios do país entre 2003 e 2006, enquanto a população cresceu o mesmo tanto. Se você se aprofundar nos dados, vai reparar que a redução nos homicídios é mais marcante nas maiores cidades – em São Paulo houve uma redução de 54% nos assassinatos, no Rio a redução foi de 39% nesse período. Esse período de redução se segue a um crescimento marcante da violência que se deu nos anos 90, época de estagnação econômica. Os assassinatos no Brasil se concentram em um número relativamente baixo de cidades: 10% dos municípios concentram 73,5% dos assassinatos.

    Claro que nem tudo são flores. Enquanto as maiores cidades do país conseguem reduzir os crimes violentos, cidades médias estão adquirindo características metropolitanas e perdendo o espírito de comunidade que torna a vida urbana mais segura. Com isso, as taxas de homicídio crescem muito nesses lugares. Outra coisa que é importante repetir: as cidades brasileiras são absurdamente violentas se comparadas a outros lugares do mundo. Dê uma olhada nessa matéria que publiquei na revista Gotas (uma publicação independente que eu edito): http://issuu.com/revistagotas/docs/gotas (veja a página 20). Você vai ver que mata-se tanto em Belo Horizonte quanto na França, tanto em São Paulo quanto na Nigéria, tanto no Rio de Janeiro quanto no Irã, tanto em Duque de Caxias quanto na Itália.

  31. denis rb disse:

    Abreu,
    Não, não concordo. Discordo de absolutamente tudo o que vc diz.

    Mas defendo intransigentemente seu direito de dizê-lo 😉

  32. denis rb disse:

    Memyself,
    Não tenho filho, portanto não tenho como responder suas perguntas, a não ser de maneira hipotética. Sei que a paternidade, quando vier, provavelmente vai me deixar mais medroso. Mas pretendo lutar contra esse medo, pq honestamente acho que ele é contraprodutivo. Honestamente acho que crianças superprotegidas tornam-se adultos menos capazes de lidar com incertezas, menos competitivos no mercado de trabalho, menos independentes.

    Quando eu era moleque, meus pais confiavam em mim. Cresci andando de ônibus e de bicicleta, entrava em favelas e conhecia os ladrões do bairro pelo nome. Sei que ter tido essas experiências me tornou uma pessoa mais apta a lidar com os perigos na rua. Para mim, está claro que superproteger crianças é como não ensiná-las a nadar por medo que se afoguem. Pode parecer que as estamos protegendo, mas, no longo prazo, só serve para torná-las menos capazes de se virarem sozinhas.

  33. denis rb disse:

    Seu Ze,

    Obrigado pelo ótimo comentário. Eu discordo de sua conclusão: eu vejo sim perspectivas de mudança. Em parte, é porque vivi um ano nos EUA, que foi o país que inventou o nosso modelo de espaço público (dominado por carros). E percebi que mesmo lá está ocorrendo um renascimento do espaço público. Conheci de perto o pessoal que milita há 30 anos pela retomada do espaço público em San Francisco. Eles me contam que, nos anos 70, San Francisco era uma cidade abandonada pelos pedestres, dominada pelos carros, e que eles (os militantes) eram considerados malucos. Hoje a cidade foi absolutamente reapropriada, e é um paraíso para pedestres e ciclistas.
    Sinto em São Paulo um clamor parecido. Vejo cada vez mais ciclistas na rua, apesar de o motorista médio paulistano ser um sociopata com tendências homicidas. Vejo cada vez mais movimentos para recuperar praças, ocupar ruas. Vejo por exemplo a Bicicletada, ou a recuperação do Baixo Augusta, ou a da Vila Madalena, ou a Virada Cultural. Tudo isso são sintomas de que a cidade quer voltar a ser uma cidade – um lugar de encontros, de vida na rua. Claro que ainda há um longo caminho a percorrer, nossos espaços públicos são de péssima qualidade. Mas tenho certeza de que vou ver muita melhora ao longo da minha vida.

  34. denis rb disse:

    Hehe
    Muito divertidos os comentários raivosos que me mandaram!

    O pessoal não tem coragem de sair à rua, mas todo mundo é valentão para ficar vociferando na internet.

    😉

  35. Memyself disse:

    Denis, ensinar uma criança a nadar é prepará-la para sobreviver num meio que é estranho a ela, já que salvo mutações a mim desconhecidas, o ser humano não sobrevive debaixo da água.

    Usar o mesmo raciocínio para justificar que se deixe uma criança entrar numa favela, travar conhecimento com ladrões, talvez até bater papo com os pedófilos e os traficantes (que inclusive você não sabe quem são, pode ser até o carinha bonzinho que vende pipoca na esquina do colégio), teria que significar armá-la e treiná-la em artes de defesa pessoal, expô-la a informações que não teria como elaborar, fazê-la experimentar uma crueldade e uma fealdade que ninguém deveria ter que viver.

    Minhas lembranças do meu período de infância e adolescência, exceto pelos ladrões do bairro, são semelhantes às suas e lamento que hoje não haja mais esse, digamos, respeito pela criança. Hoje, arrancam os filhos das mãos dos pais nas portas das escolas e pedem resgate por eles!

    Acho que todos nós enfrentamos nossos medos diariamente. Não fosse assim, a maioria de nós estaria em casa, sem trabalhar, estudar ou ter qualquer vida social. Mas acho também que a maioria de nós sente um imenso alívio quando chega são e salvo em casa e quando seus familiares e entes queridos também chegam. E é só normal que se procure proteger este espaço dos bandidos de quem se escapou enquanto se estava lá fora.

  36. Felipe Maddu disse:

    Memyself, deixa de tentar ser o dono da verdade. O que eu quis dizer, é que além de ocupar e MUITO espaço público, carros assim poluem pra caramba. Castração de liberdade é poluir desenfreadamente ai sem nenhuma regulamentação. Aliás Kassab já fez isso ao restringir os caminhões e os fretados(embora com os fretados foi um tiro no pé, pois o povo desistiu de ir de fretados e aumentou a frota de carros). Chesterton, vc de novo aquiii!! Imagina todo mundo com arma, faroeste rules!!!!

    O que tem gente que não raciocina é que a violência tem que ser combatida na raiz, nas CAUSAS e não nas CONSEQUÊNCIAS. É só ver o caso dos EUA, todo mundo armado até os dentes se matando por ai, no país mais rico do mundo. Dai vem neguinho falar pra se armar, diminuir a maioridade, pena de morte. As armas só servem pra quando não tem jeito mesmo, como lutar contra um regime ditatorial sanguinário, como o de 64.

    PS Quem quer comprar um pé-de-pato, não é normal isso, alagamento na Pompeia, Moema, Pinheiros, vai limpar a cidade Kassab e deixar de colocar a reponsabilidade nas costas da população!!!

  37. Chesterton disse:

    “Talvez uma parte da história seja o grande aumento da classe média. Classe média é gente que tem algo a perder – portanto tem medo.”

    chest- você podia muito bem ter ficado sem essa. Quem mais é vítima da violência no Brasil são os pobres. Você realmente não tem a menor idéia do que diz. E não venha me dizer que pobre não tem medo. Fiquei “de cara”.

  38. denis rb disse:

    Chesterton,
    vc lê as coisas antes de resmungar? Seu comentario nao tem pé nem cabeca. Mas vamos lá:

    – eu disse q o aumento da paranoia por segurança tem relação c/ o aumento da classe média. Afinal, são os bairros de classe média q apresentam os sintomas q descrevi (muros, holofotes, guardas, vidros fumê)
    – vc diz q os bairros pobres são os + vitimados pela violência. Verdade, o q confirma minha tese de q há uma desconexão entre a falta de segurança e a sensação de insegurança.

  39. Chesterton disse:

    Não Dennis, há uma desconexão entre o que você pensa e a realidade.

  40. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    fevereiro 18, 2010 às 1:19 pm
    Eu nem consigo imaginar como é ser dono da verdade! Mas eu também não leio pensamentos! Se o que você quis dizer é o que disse agora, não foi o que você escreveu antes.

    E de qualquer forma, eu não concordo.

  41. Rafael disse:

    “sensação de insegurança”

    A origem de todos os problemas deste post. Eu não o havia comentado até agora exatamente por isso. E pelo mesmo motivo esse meu comentário não está, ao contrário do usual, aberto a comentários e contestações.

    Como se mede a “sensação de insegurança”? Se eu comprar um carro blindado e contratar um exército, isso vai aumentar ou diminuir minha “sensação de insegurança”? Nenhuma resposta faz sentido: É sempre possível argumentar que eu fiz isso MOVIDO pelo minha “sensação de insegurança”. Porém, nesse caso cabe a resposta de que isso deveria então ter diminuído minha “sensação de insegurança”, certo? Só que o ponto central do Denis é que isso aumenta a tal da “sensação de insegurança”.

    O negócio é largar a chave no contato, colocar as melhores roupas e relógios e passar a frequentar os bairros mais barra pesada da cidade. Isso vai eliminar de vez a violência.

    Tenha dó.

  42. roberta disse:

    Assino em baixo!!!!

    O medo é uma doença da sociedade moderna.

    Como diz Guimarães Rosa: “Viver é negócio muito perigoso.” Mas é a vida, ué.

    O melhor mesmo é viver os riscos. E parar de paranóia!

  43. denis rb disse:

    Entendi, Chesterton,
    E por realidade vc quer dizer sua opinião.
    É isso?

  44. denis rb disse:

    Rafael,
    tudo aqui neste blog está aberto a comentários e contestações, sem exceções.

  45. Rafael disse:

    Eu adoro as sempre peculiares interpretações que o Denis faz em cima de toda sorte de ironia

  46. Cachaça disse:

    É lendo esses posts “nervosinhos” que a gente se lembra da falta que faz a educação no Brasil… só para por mais lenha, vou postar uma frase do prof. Ubiratan D’Ambrósio, da Unicamp:

    “Educação inclui mostrar que o diferente não é o nosso inimigo, não representa o perigo. O medo [da violência] gerou uma paranóia coletiva em que as relações humanas passam a ser de desconfiança, de animosidade. Estamos gastando muita energia, econômica e emocional, para nos defendermos de um inimigo que talvez nem exista”.

    Também é curioso (e engraçado) notar como os nervosinhos pegam uma frase do Denis, tiram ela totalmente de contexto para usar de base para sua argumentação… patético!

  47. denis rb disse:

    Ótimo ponto, Cachaça – a história do desperdício de energia é perfeita. Me dei conta disso qdo dei a sorte de passar um ano num lugar onde não havia paranóia. Tinha uma leveza naquela vida, e Uma sensação de que era possível chegar mais longe.

  48. denis rb disse:

    Massa, roberta. Guimarães Rosa é muito bem vindo nessa conversa.

  49. Gerson B disse:

    Há um jeito de se ir para um pais menos violento. Se você tiver um filho dimenor torça pra que ele despedace um menino arrastando o corpo desse menino pelo asfalto. Ai o govêrno levará seu filho para um pais do 1° mundo, dando a ele casa e ficha limpa, e levará sua família (com você) para começar uma nova vida. Não é maravilhoso?
    http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/02/18/e18027526.asp

  50. Memyself disse:

    Denis, me parece que você e alguns dos comentaristas estão totalmente fora de sintonia com a realidade! A violência, a criminalidade, a insegurança não são invenções de quem não tem mais o que fazer do que proteger a geladeira e a tv de plasma. O que é isso? Então, apenas pela boa vontade, pensamento positivo e citações de almanaque mudaremos totalmente o clima de medo em que vivem as pessoas de bem? E olha aí galera, falei pessoas de bem, não de bens. Também já vivi em lugares em que era possível voltar caminhando para casa no meio da noite, atravessar parques desertos, andar por estações de metrô nas quais se podia ouvir os próprios passos, deixar portas abertas e carros destrancados. Você tem razão, há uma leveza, tem-se a sensação de que é assim que a vida deve ser. E deve ser. Mas sabe o que lhe garantiu, e a mim, aquela sensação? Polícia, polícia, justiça, cadeia e a educação dos habitantes daqueles países. Tem alguma coisa parecida por aqui? Não, apenas uma vaga, muito vaga semelhança. E uma muito real insegurança.

  51. Chesterton disse:

    Não, Dennis não é só minha opinião, basta viver numa cidade grande, conviver com funcionários pobres e remediados, não se isolar na fantasia de “um mundo melhor”, botar a mão na massa, enfim, viver uma vida de adulto para perceber que você está equivocado.
    Não podemos esquecer a discussão do aquecimento global antropogênico que ruiu completamente e nem um pequeno pedido desculpas você me deu. Cadê o post: “Eu estava errado sobre o Aquecimento Global”? Ou então um outro: ” Eu não entendo xongas sobre ciencia ambiental”? Ou outro, mais modesto : ” Cadeia para funcionários da ONU que falsificaram por 15 anos dados sobre suposto aquecimento global quando ele não existiu para auferir lucros, bolsas, verbas de pesquisa, ou mesmo fraude pura e simples”?

  52. Sergio disse:

    Denis,

    Entendo quando voce defende a ideia que o medo aprisiona pessoas.
    Ha cerca de quatro anos, moro fora do pais. Vivo num lugar seguro e vejo os efeitos do medo quando retorno ao Brasil. Concordo com o seu discurso, o medo tira as criancas da rua, priva as pessoas da sua liberdade individual e somente nos percebemos essa situacao, quando vivemos num local seguro.
    Mas infelizmente a realidade da violencia no Brasil, massacra qualquer discurso. E espero que voce nao se encontre a realidade do Brasil um dia desses por ai…

    Concordo com o seu post, tinha a mesma impressao sobre o medo no Brasil. Ate que fui vitima dessa violencia, e acredito piamente que todo esse medo e justificavel, devido e necessario.

  53. Sergio disse:

    Recentemente assisti um documentario sobre a violencia no Brasil: Manda Bala (Send a Bullet)(2007), assistam.

  54. denis rb disse:

    Pois é, Sergio. Medo é difícil de evitar, e longe de mim qualquer intenção de criticar as pessoas que têm medo. Não estou aqui chamando essas pessoas de covardes. E, obviamente, também tenho medo (nem podia ser diferente morando num bairro bem urbano e me locomovendo de bicicleta). Meu objetivo não é criticar ninguém pessoalmente.
    Minha intenção é mostrar que todo esse medo aumenta, em vez de diminuir, o perigo. Ruas desertas são mais perigosas – isso está estatisticamente comprovado. Cidades com mais ciclistas são mais seguras para os ciclistas. Vidros fumê tornam o trânsito mais perigoso para todo mundo. Funcionários de empresas privadas de segurança estão envolvidos em assaltos e assassinatos. Mais gente armada significa mais mortes.
    Enfim, não estou criticando quem tem medo. Estou conclamando todos a lutar contra esse medo, para que nossa vida melhore e todos possamos viver com mais segurança.

  55. jorji disse:

    Não existe sociedade que não seja violenta, de uma forma geral, países pobres apresenta índices de assalto e assassinato altos, nos ricos, tem um elevado indice de suicidio, porém em países subdesenvolvidos em geral, outras formas de crime ocorre de forma abundante, como crimes de trânsito, golpes diversos, contrabandos, pirataria, corrupção, etc, existe uma falta de valorização da confiança , princípios sem equilíbrio, onde nos países pobres a religião prevalece de forma quase que absoluta, distorcendo demais a avaliação do mundo real, entre outros fatores, trazem um clima de insegurança generalizada, uma imprensa sem ética e princípio, principalmente em progamas que apresentam diariamente os crimes que acontecem, com o pânico que se cria e o lucro que isso acarreta. A maioria de nossas cidades são feias, com aqueles muros altos, cerca elétrica, alarme, uma verdadeira parafernália , que sustenta a indústria do medo, somos reféns de uma sociedade que criamos, de uma situação que todos ajudamos a criar, consumindo produtos piratas, roubados, contabandeados, a propina que se paga em tudo que se imaginar, das drogas que se consomem, somos vítimas e ao mesmo tempo os causadores, o maior medo que nos consome é a nossa imagem no espelho, no Brasil, quando alguém é assassinado, todos tem o mesmo discurso, porém ninguém tem razão.

  56. Felipe Maddu disse:

    Tem um ponto a ser tocado, não é medo de violência na verdade. É medo de perder o “patrimônio duramente conquistado durante anos de trabalho”. Ninguém se pergunta, pq isso acontece aqui? A gente teve oportunidade(as pessoas que comentam aqui, a classe média), mas e quem não tem pai, não teve chance de estudar. Vai ganhar 300 reais, como vai viver, é bem mais rentável traficar, por exemplo. Aliado a isto, imagina um cara que não tem nada bombardeado pela mídia consumista, COMPRE COMPRE COMPRE!!!! A gente precisa distribuir renda primeiro, a violência vai diminuir desse jeito. Pq senão prende um e outro já tá nascendo propenso a praticar um crime, é um círculo vicioso nefasto. Devia haver primeiramente distribuição de renda, educação e planejamento familiar. Não dá pra ter um milhão de filhos vivendo com dois reais, é óbvio que um desses vai pro crime. Não vai resolver nada vivermos num estado policial que nem quer o Memyself. Além disso, as cadeias são feitas pra regenerar as pessoas e não humilhar, massacrar, fazer que daqui um tempo ele volte pior e com sede de vingança.

    Chesterzim, vc parece uma mulher que comentou no blog do “Tio Rei”, ela disse que havia passado o final de ano em Miami e Orlando e tava frio, por isso ela achava que estava ocorrendo um resfriamento global.

  57. Policarpo Leopoldina disse:

    A sensação do medo é produzida principalmente pela impunidade. Afinal se não podemos acreditar e confiar na justiça e na polícia, é normal acharmos que com tanto bandido a solta, qualquer hora seremos violentados. Países que possuem e cumprem suas leis é aquele onde a impunidade não existe, logo seus cidadãos se sentem seguros. No Brasil nossa referencia é a corrupção e o crime sem punição, logo achamos que nossa polícia não nos pretege e que as ruas estão cheias de bandidos. Perderemos o medo quando formos um país educado, culto, pois até bandido, quando com um mínimo de escolaridade, não sai matando barbaramente, comete crime sem disparar um tiro. Comecemos escolhendo bem nossos políticos, não deixemos os mesmos, que tiveram sua chance, continuar a mesmice de ser um Brasil corrupto e violento, de pessoas com medo e reclusas em suas casas. Inconformismo sempre.

  58. Rodrigo disse:

    Denis, você não respondeu o comentário do Chesterton. E eu a reforço com um dado novo (mais um):
    http://www.dailymail.co.uk/news/article-1250872/Climategate-U-turn-Astonishment-scientist-centre-global-warming-email-row-admits-data-organised.html
    Só um resumo:
    1) o professor Phil Jones, diretor da Universidade de East Anglia, Unidade de Pesquisa Climática, admitiu que não há aquecimento global desde 1995;
    2) o mesmo admitiu que pode ter feito mal uso dos dados que levaram a criar o famoso (e cada vez mais falso) gráfico “hockey stick” ou curva “taco de hóquei”;
    3) por último, o pesquisador admitiu a possibilidade de que o mundo era mais quente na época medieval do que agora, sugerindo que o aquecimento global pode não ser um fenômeno humano.

  59. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    fevereiro 19, 2010 às 2:33 pm

    Eu disse que não conseguia ler pensamentos e você aí resolveu fazer de conta que sabe ler os meus! Errou, cara. Não defendi um “estado policial”, nem defendo. Quem gosta dessas coisas é comunista.

    Mas defendo polícia, muita polícia bem armada, bem treinada, presente, educada. Também defendo uma justiça célere e séria, disposta a defender e desagravar a vítima e não o bandido. Uma justiça, por exemplo, que não liberte um bandido que arrastou uma criança por quilômetros porque ele completou 18 anos. Tinha-se um psicopata de 15 anos, agora tem-se um de 18. Mais velho, mais escolado, mais esperto. E solto. E protegido pela justiça. Você se sente mais seguro?

    E para você não precisar se entregar a outro exercício de adivinhação: eu defendo ordem. Só com ordem há progresso. As duas palavras devem ser suas conhecidas. E também defendo educação total, geral, ampla, irrestrita, até o nível máximo da capacidade de cada um. E sou contra cotas.

  60. Felipe Maddu disse:

    Memyself, você deveria ter ideias mais libertadoras, não tão caretas cara. Estado policial nada tem a ver com comunismo. Se o comunismo foi usado para estabelecer um estado policial já são outros 500! Foi deturpado! *

    Agora vamos falar do capitalismo, porque eu sou jovem, nunca vivi o comunismo. Voltando ao assunto. É claro que tenho que falar dos EUA, mas é porque é o exemplo mais latende. Lá tem esta tal babaquise de ordem e progresso, tá todo mundo armado, mas estão mais seguros??? não. Vc pode morrer na faculdade com um tiro no crânio. Já viu isso na USP? O fato é que quem tá morrendo são jovens, na sua maioria negros, pobres e sem pai. Isto quer dizer muito!!! Nçao que a pobreza é ligada diretamente ao criminoso, mas que desde a raiz o cara é mal cuidado, vive mal, se fode. Por isso tem que existir muita educação, planejamento familiar, policiais sim, inteligentes, não assassinos de pobre, autoritários, ignorantes e corruptos.

    *O “comunismo puro”, no sentido marxista refere-se a uma sociedade sem classes, sem Estado e de opressão-livre(isto eu não entendi o que significa), onde as decisões sobre o que produzir e quais as políticas devem prosseguir são tomadas democraticamente, permitindo que cada membro da sociedade possa participar do processo decisório, tanto na esferas política e econômica da vida. fonte: wikipedia

  61. jorji disse:

    Será que não somos naturalmente violentos e covardes?

  62. Rodrigo disse:

    Grande “intelectual” esse Felipe Maddu.
    Vai crescer e trabalhar seu esquerdopata adolescente!

  63. Rodrigo disse:

    O Felipe Maddu cita a Wikipedia. Olha o nível!

  64. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    fevereiro 20, 2010 às 1:43 am

    Quer dizer que é la nos states que tem essa babaquiCe de ordem e progresso, né? Deve ser por isso que eles são um país tão atrasado.

    Você obviamente é jovem Felipe e isso desperta em mim a compaixão. Vá lá, pesquise com alguma seriedade: quantos milhões de pessoas já morreram até hoje em nome do comunismo puro? Qual é o dístico da bandeira do Brasil? Quantos assassinatos já houve em faculdades e escolas brasileiras (dica, em 2005 teve um na USP)?

    Estude.

  65. Felipe Maddu disse:

    confesso que não peguei uma fonte confiável, mas o comunismo em si, marxista, propôs algo utópico, mas que seria a sociedade perfeita. Sem Estado, não precisaria nem polícia porque a maioria teria consciência e não iria querer passar por cima de tudo pelo lucro, o que acontece no capitalismo e que gera a violência. Desenvolvido são os países nórdicos, que tem alto desenvolvimento humano com estado de bem-estar social. Ser grande e rico não representa que a violência não exista. Ainda mais num país que até pouco tempo atrás(Bush, bomba atômica, imperialismo, apoio a todos os golpes na américa latina) propagava a violência.

  66. Felipe Maddu disse:

    E só pra esclarecer, eu sei que é utopia o comunismo/anarquismo, então eu defendo um “capitalismo sustentável”, se é que há viabilidade nisso. E tb, quanto aos EUA, eu amo o país e me considero uma americano(do sul, como dizia nosso querido Tim Maia), pois amo a cultura, sou do rock, do blues, do funk, sou a favor das cotas(as ações afirmativas deram certo lá, porque não aqui) e acho que o falta mesmo é MAIS AMOR e menos ganância. Agora vou curtir, porque a vida é curta!

  67. Rodrigo disse:

    >> deletado por conter ofensa <<

  68. hacs disse:

    Oi Denis,

    Um link interessante:

    http://climateprogress.org/2010/02/17/an-illustrated-guide-to-the-latest-climate-science/

    Eh no minimo antropologicamente curioso observar que ha ainda quem preserve o habito de cultuar ciencias ocultas e letras apagadas. Daqui a mil anos nos referiremos ao marxismo/comunismo/socialismo como sabedoria ancestral, algo analogo aa cultura atlante?

    Esoterismos aa parte, seria interessante investigar quais fatores estao correlacionados com a sensacao de medo. Se a hipotese do aumento da classe media for correta eh possivel que renda apareca positivamente correlacionada com aquela percepcao. Mas talvez nao seja a renda, mas a variacao da renda nos ultimos anos (positivamente correlacionado). Ou talvez seja algo latente (correlacionado com os indices de violencia locais) que em periodos de maior estabilidade se torna mais relevante, uma forma de ranqueamento dinamico das preocupacoes na populacao, o que poderia ser testado tomando-se periodos de maior desemprego, ocorrencia de desastres naturais, periodos de excecao (a ditadura militar, por exemplo), etc, ou, para um dado instante/periodo prefixado, amostras contendo subpopulacoes com padroes diferentes para esses fatores, ou essas subpopulacoes ao longo do tempo, dando mais robustez aos achados.

    Abs

    ps: seria interessante um botao de preview que mostrasse como a mensagem seria formatada na postagem.

  69. Rafael disse:

    A única coisa que eu teria a dizer pro Felipe eu sei que o Denis deletaria.

    Então Felipe: #@**& ~!##$%G* &&^%@#$ ??)9*&!

    E o conselho que eu te dou não é “vá estudar”, pois sei que foi isso o que te fez mal. Vou repetir pra vc algo que eu já disse pro Denis: Tenha menos convicções, menos certezas. É um conselho difícil de seguir, mas que faz um bem que vcs não imaginam.

  70. Felipe Maddu disse:

    Que legal, elas estão bravas, até adotaram discurso “pseudo-intelectual” dos outros, “esquerdopatas”, só faltaram me chamar de “petralha” auehuae Muito bom, que instigante!!!! Mas este discurso é batido e não me fere mais, “direitopatas”!! A questão é a seguinte, vocês é que deveriam estudar, pois seguem fórmulas, como muitos de esquerda e de direita usam, e eu não, esta é a diferença. É o preto ou o branco, é o muro, o vidro fumê que o Denis disse. Vocês guardam rancor no coração, tem tudo na vida e ficam reclamando, cara feia pra mim é fome!!!

  71. Rodrigo disse:

    Uai Denis, censurou mesmo o post que enviei com link né?
    Grande democrata!

  72. denis rb disse:

    Não, Rodrigo, censurei sua ofensa a um outro leitor. O link foi junto para o lixo. É o que acontece quando você não cumpre as regras. E nem comece a resmungar. Quer postar o link de novo, fique à vontade, mas trate de se comportar como um adulto civilizado.

  73. Rodrigo disse:

    Denis, o post em que eu supostamente ofendi outro leitor não tinha nada a ver com o post em que enviei o link. Mas tudo bem. Deixa pra lá. Como você disse que posso enviá-lo novamente, aqui vai.
    Você não respondeu o comentário do Chesterton. E eu a reforço com um dado novo (mais um):
    http://www.dailymail.co.uk/news/article-1250872/Climategate-U-turn-Astonishment-scientist-centre-global-warming-email-row-admits-data-organised.html
    Só um resumo:
    1) o professor Phil Jones, diretor da Universidade de East Anglia, Unidade de Pesquisa Climática, admitiu que não há aquecimento global desde 1995;
    2) o mesmo admitiu que pode ter feito mal uso dos dados que levaram a criar o famoso (e cada vez mais falso) gráfico “hockey stick” ou curva “taco de hóquei”;
    3) por último, o pesquisador admitiu a possibilidade de que o mundo era mais quente na época medieval do que agora, sugerindo que o aquecimento global pode não ser um fenômeno humano.

  74. Rafael disse:

    É com um misto de tristeza e fascínio que eu leio os comentários do Felipe. E, naturalmente, uma pitada de curiosidade antropológica: Que idioma ele fala, uma admiração por suas tentativas de conceber e expressar um pensamento, suas reações emocionais – tão previsíveis – a simples argumentos… eu jamais esperaria que uma espécie inepta dessas prosperasse em ambiente hostil, mas sei que os há aos montes! Talvez venha daí o “medo” de que fala esse post!

  75. Luna disse:

    O medo, o qual Denis aqui se refere e’ compreensivel. O povo brasileiro esta’ traumatizado, nao pode relaxar e baixar a guarda por um momento seguer. Medo e’ reacao natural de defesa. O que esse medo nao pode fazer e’ paralizar o cidadao e a sociedade em geral. Denis, acho que todos perdemos grandemente em uma sociedade violenta e medrosa. Uma vida e’ uma vida para quem a tem nao importa em que nivel social ela se encaixa. Infelizmente a impunidade e o desrespeito pela propriedade alheia se encontra em todos os escaloes em nosso Brasil. As vezes a violencia (fisicamente falando) infelizmente acontece quando se roba galinha…nao da’ para levar a galinha na cueca. Violencia tambem pode ser uma atitude de revolta, aonde o cidadao revela que esta’ cansado de ser ignorado, pisoteado e nao ter perspectivas de vida. E’ necessario que as comunidades deixem o medo de lado e comecem a trabalhar em conjunto. So’ assim as coisas poderao melhorar.

  76. Felipe Maddu disse:

    O assunto do post não sou eu, Rafael, Rodrigo e etc. Rafael, você não fez um comentário decente e que poderia ser uma ponte pra discutirmos soluções para a violência. Apenas teceu comentários apontando o dedo, muito feio isso. Você é muito pré-moldado, tem ideias pré-concebidas, rasas e alinhadas com o status Quo. Dá pena de um ser tão “apto”!!!

    PS
    1 – Só pra te corrigir, eu sou dá espécie humana, se você é de outra o problema seu, acho que deve ter vindo de Vênus ou marte quem sabe.

    2- Outra coisa, dá raiva esse “brasileiros” que acham que aqui é o império da corrupção e dos bandidos. Se enxerguem! Este espírito de vira-lata que não acrescenta nada. Que Zelitinha xoxa!

  77. Rafael disse:

    Quem está nervosa agora?

    Outra: Eu não insinuei que você é de outra espécie, pois falei em curiosidade antropológica. Antropologia é exatamente o estudo do homem, da espécie humana. Se eu chegar a achar que você é de outra espécie (neandertal, por exemplo…) eu falo em curiosidade arqueológica, talvez biológica, sei la’… Dei apenas a entender que você pertence a uma civilização, cultura ou tribo diferente. Que não herdou a tradição intelectual grega, o direito romano, a teologia hebraica, a imprensa de Guthenberg, etc. Só isso. Ah, e que não fala português!

  78. Felipe Maddu disse:

    Não seria prensa de Guthenberg? Já estou até cansado de ouvir falar dele na faculdade. Não eu falo tupi srrsrsrs
    Dai vejamos, tradição intelectual grega, aquela que só hoemens livres discutiam, mulheres nem escravos poderiam dar um pito? Ainda bem que não herdei, não sou político, graças a Deus. Direito romano seu eu herdasse nem estaria aqui conversando com você. estaria arranjando alguém pra engrupir, tentando arrancar algum honorário ou quem sabe defendendo o diabo hahaha Teologia hebraica? Tenho muitos amigos judeus, mas nem eu nem eles acreditamos em nenhuma teologia.

  79. denis rb disse:

    Na verdade é Gutenberg, sem “h”…

    🙂

  80. Rodrigo disse:

    Denis, assim não dá cara! Você falou que eu podia enviar o link novamente, desde que não ofendesse ninguém. Eu enviei, sem nenhum tipo de ofensa, e você me censurou de novo!
    De que você tem tanto medo de publicar aqui no seu blog?
    Matérias que mostram dados que vão contra o que você pensa?
    E aquela história de defender o direito do outro de se manifestar?

  81. denis rb disse:

    Minha nossa, Rodrigo, você parece uma criança mimada resmungando.

    Já expliquei 1.000 vezes que o sistema de postagem, da WordPress, bloqueia automaticamente comentários com links (é parte do sistema anti-spam deles). Nesses casos, os comentários só sobem quando eu os aprovo. Você quer que eu fique 24 horas à sua disposição autorizando seus links? Seus links não me ameaçam (e não me interessam – nunca cliquei em nenhum deles).

    Eu não censuro ninguém, já disse – apenas deleto ofensas, comportamento criminoso e ofertas comerciais – e, quando faço isso, o faço de forma transparente, explicando o motivo a todos. Mas é bom lembrar: se quisesse censurar, não teria que prestar satisfações a ninguém. Este aqui é um espaço que preza o debate aberto, mas não é um espaço público. É o meu blog. Portanto, tenha o mínimo de compostura. Senão te boto para fora.

  82. denis rb disse:

    Oi hacs,
    Infelizmente não tenho como alterar a ferramenta de comentários – usamos o WordPress para isso, e não há preview nesse template.

    Interessante sua discussão sobre as razões do medo. Obrigado por se ater ao tema do post, em vez de vir aqui discutir comunismo, anti-comunismo e outras relíquias arqueológicas.

  83. denis rb disse:

    Luna, concordo imensamente.

  84. denis rb disse:

    hahaha

    Síndrome de Estocolmo aplicada ao trânsito – sensacional

  85. Rodrigo disse:

    Denis, o blog é seu, faça o que quiser.
    Só não seja cínico fingindo aceitar opiniões divergentes.
    E outra, dessa vez pensei ter sido censurado porque às 6:17 você mandou este comentário:
    “denis rb disse:
    fevereiro 21, 2010 às 6:17 pm”
    Na verdade é Gutenberg, sem “h”…
    Ou seja, você já tinha acessado o blog às 6:17 e, lás pela 19:30, quando entrei acessei o blog, ainda não havia aprovado meu comentário. Qualquer um teria achado que tinha sido censurado.
    Você fez todo este escândalo e não comentou o conteúdo dos links, inclusive da reportagem da revista Veja.
    Não tem nada a dizer não?

  86. Monica disse:

    Denis,

    a querela entre a esfera privada e a pública esteve na pauta de uma série de saberes/disciplinas durante um tempo considerável no final do século passado e parece que a questão é mesmo esta: o esvaziamento e a despolitização dos espaços públicos e uma súper valorização do âmbito do privado e todos os seus desdobramentos, alguns deles citados por vc aqui. Concordo com vc quanto a construção de uma “cultura do medo” e no quanto isto tem se transformado num dispositivo fundamental de controle, de esvaziamento dos espaços de troca, de discussão, de fortalecimento da diferença: pessoas acuadas são mais fracas e vulneráveis, menos organizadas, menos desejosas de mudanças, menos motivadas a pensar em prol da coletividade. A overdose, superesposição (“obs-cene”) promovida pela mídia, em geral, não é gratuita: agradecemos por não estar acontecendo conosco – distanciamento do outro, aprofundamento do sentido de individualismo e restrição ao núcleo familiar, ao mesmo -; hipersensibilização quanto à brutalidade – tendência à naturalização da violência, aceitação daquilo que deveria ser considerado inconcebível.

    Mas acho complicado juntar as duas teses(ocupação do público x diminuição dos índices de violêncoia). Primeiro, estamos sim construindo um mundo, um país de covardes. Mas a reinvidicação pela “retomada” dos espaços públicos, das praças, dos centros da cidades, não deveria se dá pq a criminalidade e violência estetão diminuindo, mas justamente para que ela diminua. Depois, o que significa diminuir índices de violência em locais onde estas taxas (de violência) atingiram númeross inaceitáveis, exorbitantes? Perceba a diferença entre dizer que os números caíram, nos últimos quinze anos, numa cidade de um país nórdigo (100%, p.ex., de 7 crimes violentos ao ano para 3…) e caíram na periferia de uma grande cidade brasileira (diminuir 100% significa muito para avaliar política pública de segurança, mas se reverte, concretamente, em pouco pra população em geral, pq os números continuarão altos!).

    PS: Felipe maddu, tenho dimensão do qto é difícil expressar uma idéia num espaço tão pequeno, mas entendo extamente tudo o que tenta dizer, acho ótimo e tendo a concordar.

    – este deveria ser um espaço de troca de idéias e partilha de pensamentos. Como desejar diminuição de violência e minimização de agressão/agressividade nas ruas, no trânsito…se não conseguimos fazer isto num blog!! Imagina pessoas que falam línguas diferentes, não comungam crenças religiosas, etc. tá tudo muito louco mesmo! Fico desanimada e descrente…

    – Denis, meu livro não chegou!! rsss

  87. denis rb disse:

    Não, Rodrigo. Não tenho nada a dizer sobre essas coisas. Não li ainda a reportagem da Veja e nunca acesso os links que vc manda.

    Acesso o blog com frequência pelo celular (o q me permite ler os comentários e comentar). Entro com menos frequência na área de gerenciamento, q me permite mediar. Ainda mais num domingo! Já ouviu falar em dia de descanso?

  88. denis rb disse:

    Monica!
    Estou mesmo em divida, desculpe! (e não só com vc). Tive uns dias corridos e não consegui mandar os livros q devo. Farei isso logo, juro.

    Ótimo comentário. Entendo qdo vc diz q acha problemático propor a ocupação do espaço público pq a violência diminuiu (deveria ser o contrário: deveríamos ocupa-ló p/ q ela diminua). O q eu quis era mostrar a dissonância cognitiva dos nossos tempos. Todo mundo acha q a violência está aumentando sem parar – ela não está, está diminuindo rapidamente. Ou seja, o aumento do medo, q não para de se aprofundar, não está associado a um aumento real da violencia, mas a uma falsa “sensação de insegurança”, q paradoxalmente alimenta a insegurança…

  89. Rafael disse:

    Ê Denis, fiz sua semana hem? Poder impunemente corrigir o Rafael, nem que seja num h a mais ou a menos… é tudo de bom, não tem preço!

    Eis aqui a diferença entre a gente: ERREI! Eu digo isso, assim que percebo, em maiúsculas, mesmo que seja um erro bobo, irrelevante, que em nada afeta minha argumentação e que eu poderia ter evitado com o google ou com a wikipédia e um erro numa coisa na qual nunca clamei ser um expert (o nome do inventor da tataravó da impressora).

    Você pode dizer isso? NÃO – pois sei que vc vai fugir da questão, eu mesmo respondo.

    O Felipe não pode nem dizer que errou, porque o que ele diz nem errado está, de tão longe da realidade, da lógica e do idioma se encontra tudo que ele escreve.

  90. Rodrigo disse:

    “Não li ainda a reportagem da Veja e nunca acesso os links que vc manda.”
    Denis, definitivamente você é um caso perdido. Se você nunca lê os links que eu mando, nem que seja para discordar e apontar o que você consideraria erros, então está admitindo que você é um ideólogo. Só isso. Não te interessam os fatos. Aliás, sequer te interessa ter conhecimento de dados contraditórios, insisto, nem que seja para questioná-los.
    Pois então leia a Veja desta semana que você verá como toda a argumentação ambientalista veio por água abaixo.

  91. jorji disse:

    O planeta terra sempre foi um lugar perigoso, e sempre será, é preço que se paga pela vida, o perigo está em todo lugar, predadores de outras espécies, conflito entre os membros da espécie, que é o caso dos humanos. A agressividade e a natureza violenta está no DNA dos humanos e em todas as espécies de animais, é fundamental esse mecanismo de defesa para a sobrevivência do indivíduo e da própria espécie, e essa questão de erguer fortalezas para proteger a familia, é algo primitivo, nada mais é do que um mecanismo instintivo. O que está acontecendo no Brasil, é que nas grandes cidades a violência está diminuindo, mas nas pequenas cidade tem aumentado, é o caso aqui de Maringá.

  92. Felipe Maddu disse:

    Obrigado pela parte que me toca, Monica. Com curiosidade, acabei de ler a matéria que o Rodrigo disse. Lógicamente é mais do mesmo, climagate. A linha fina até diz “Quem duvida do aquecimento global é tratado como inimigo da humanidade”. Parece piada, porque um carinha teve uma atitude considerada anti-ética, os “céticos” acham que estão cobertos de razão e bola pra frente, pode poluir, destruir as matas, acabar com as espécies, ebaaaa!!!! Tststststtstst

  93. Bruno Coelho disse:

    Se ser covarde é proteger meu filho então sou um covarde sim. Não submeterei meu filho à loucura que estamos vivendo ao questionarmos o que está errado! Frequentemente paro o carro e tento reclamar, educadamente, de outros motoristas, em duas dessas ocasiões quase fui agredido! Parei de fazê-lo. Não me considero covarde mas não sou idiota. Deixar meu filho brincar na rua, em dias como o de hoje é, no mínimo, assumir um risco exagerado demais! Basta um instante, para alguém se achar no direito de agredi-lo por ter quebrado uma janela. Coisa aliás que já fiz quando menino! Eu tenho tentado fazer um lugar melhor para ele viver, mas enquanto eu não tiver a certeza de que este lugar está realmente melhor vou continuar protegendo minha família de todas as formas que puder, mesmo que para isso tenha que blindar a minha casa.

    Em tempo, sou classe média e moro em uma das cidades mais violentas do país (Serra/ES) e já fui obrigado a me calar contra coisas erradas por medo da reação de outros.

  94. denis rb disse:

    Bruno Coelho,
    Só quero deixar clara uma coisa: não estou chamando você de covarde. Longe disso.
    O que eu afirmei é que esses valores está criando uma geração de gente medrosa. Covardes serão os brasileiros de daqui a 10, 20, 30 anos, se eles não forem expostos a riscos, a diversidade, a aventuras. Crianças precisam de estímulo sensorial – e, se as trancarmos em condomínios, elas vão crescer menos preparadas para a vida.

    Mas, por favor, não ache que estou julgando gente como você por ter medo de que algo aconteça a seus filhos. Não tenho filhos, portanto não posso nem começar a compreender o senso de responsabilidade que a paternidade gera. Mas sei do quanto é difícil – e heróico – preparar a próxima geração de brasileiros.

  95. denis rb disse:

    Já li a matéria da Veja sobre a crise na ciência climática e a sucessão de críticas que os proponentes das mudanças climáticas estão sofrendo. Eu provavelmente editaria aquele texto de maneira bem diferente, mas acho que a matéria, se não é muito clara, está de maneira geral correta para o que uma revista semanal de notícias como a Veja se propõe a ser. Efetivamente há uma crise política em curso – ficou claro que, no afã de unir os governos para finalmente tomar providências contra as mudanças climática (depois de 30 anos enrolando), alguns membros do IPCC cometeram excessos. Essa crise é positiva para a ciência do clima – críticas ajudam a dar solidez a modelos teóricos. E provavelmente é negativa no campo da política – vai dar munição a quem tem interesse em postergar atitudes e provavelmente vai tornar as soluções mais caras no médio prazo.
    Mas deixa eu chamar atenção para a penúltima frase da reportagem, que para mim é fundamental para compreendê-la:
    “Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas”. Ou seja, a hipótese de que as mudanças climáticas existem e são causadas pelo homem (que é o centro do que dizem os relatórios do IPCC) continua sendo o mais sólido modelo para entender o que está acontecendo no mundo. Ou seja, quem diz que toda a ciência do clima desmoronou é desonesto, ingênuo ou ignorante. Por conta disso, este blog continua preocupado em pensar em maneiras para reduzirmos a emissão de carbono.
    Este blog não tem o menor interesse em discutir o tal Climategate ou outras fofocas do establishment científico porque este blog não é uma revista semanal de notícias: é um fórum de ideias que reúne gente interessada em encontrar formas sustentáveis de viver no mundo. Não é um blog sobre política. Não é um blog sobre ciência. É um blog sobre hábitos, sobre ideias, sobre caminhos, sobre propostas. É por isso que eu nunca leio os links postados pelo Rodrigo: pq sei que nenhum deles fala dos assuntos que quero discutir aqui. Pq sei que o interesse dele é falar de outra coisa (algo sobre o qual há 1.000 blogs espalhados pela internet).
    Eu tenho uma padaria e aparece aqui um sujeito pedindo 1 quilo de alcatra. Quando digo que aqui é uma padaria, que não temos alcatra, ele começa a gritar que sou anti-democrático, que as pessoas têm o direito de comer alcatra, e que sou um “comedor de mato”. Ora bolas, não vou perder meu tempo visitando os links que essa pessoa manda (que eu sei que não irão tratar de ideias para construir um mundo mais sustentável, mas de algum assunto bem chato). As portas do blog continuam abertas (desde que o sujeito respeite as regras), mas não vou perder meu tempo explicando de novo que carne se vende no açougue. Quando você quiser um pãozinho, terei prazer em atendê-lo. Servimos bem para servir sempre.

  96. denis rb disse:

    Imagine, Rafael,
    Só achei engraçado corrigir a correção de alguém. Foi uma piadinha, por isso coloquei o 🙂

    Sacou?

    (Na verdade acho um saco posts revoltadinhos com correções ortográficas. O negócio aqui é discutir ideias, não ficar vigiando gramática.)

  97. Rodrigo disse:

    Denis, não estou tentando comprar picanha em uma padaria. Estou tentando avisar ao padeiro que o seu negócio faliu. A matéria prima simplesmente não existe mais.
    Falar em sustentabilidade só faz sentido em um mundo realmente ameaçado de acabar. Quando a tese que propaga tal sentença é demonstrada falsa, então a moda “sustentabilidade” também não faz mais sentido nenhum. Seja honesto e acabe com este blog ou então mude de assunto, porque este não cola mais.

  98. denis rb disse:

    Rodrigo,
    Essa foi lapidar. Frase para imprimir em ouro, emoldurar, pendurar em cima da lareira.

    Obrigado, meu caro, obrigado.

    Como dizem nos filmes americanos de tribunal, I rest my case.

  99. Felipe Maddu disse:

    Me vê um pãozinho ai Denis heuhueh Dessa padaria eu sou freguês. Quem não quer comprar deste produto que vá em outra padaria, quem sabe na padaria ao lado.

  100. Marcelo disse:

    “Não cola mais”, Rodrigo? Está dizendo que questões como sustentabilidade, proteção ambiental, combate à poluição e degradação ambiental são irrelevantes?

    Vc gosta de viver em cidades poluídas? Da extinção das espécies?

    Sério, mesmo que vc não acredite no aquecimento global antropogênico não é possível que vc creia que a poluição urbana não é um problema grave. E a saúde das pessoas?
    Tá, se vc crê que o meio ambiente não precisa ser protegido, que o planeta aguenta a maneira desordenada como poluímos e exploramos seus recursos, pelo menos vc é capaz de perceber que a qualidade de vida dos seres humanos é extremamente afetada pelas condições ambientais dos locais onde vivem? Ou vc acha que na verdade a poluição não existe, ou que não aumenta a incidencia de doenças como o cancer por exemplo? É tudo invenção de eco-chatos?

    Vá ler o “Tio Rei” ele pensa como vc.

  101. Felipe Maddu disse:

    Falou tudo Marcelo. Eles não sabem o que dizem, vivem numa bolha à parte mesmo rsrsrs

  102. carolina disse:

    Se a população tem medo, é porque tem motivos suficientes para isso. não conseguir andar na rua tranquilamente após o entardecer, não deixar o alarme desligado nem por um minuto.. que mundo é esse? mundo de medo. mundo de ataque. mundo de advertencia. talvez se os jornais não divulgassem tanto a criminalidade no nosso país, a situação seria diferente, veriamos mais crianças correndo pela rua, mais gente andando a pé, econimizando combustivel e evitanto de liberar CO2, diga-se de passagem, talvez seria melhor até para a imagem de nosso país no exterior, como os outros fazem. ou talvez não. pode só aumentar ainda mais, e deixar as pessoas despreocupas, o que pode ser algo perigoso.. enfim, ninguém sabe o que fazer ou deixar de fazer, então só resta aproveitar cada dia, cada hora, cada segundo, pois nunca saberemos o que nos vem a seguir.

  103. nilza disse:

    Denis, fiz uma viagem para a Argentina de bike e concordo plenamente com as sensações que vc. descreve que temos na bk. e tb. da visão das pessoas nos carros em relação as bicis. Faço academia e treino bastante inclusive spinning mas ando um pouco assustada de sair pedalando mesmo que seja por ex. na Usp aos sábados para treinar…. está ficando insuportável e na minha opinião é um contrasenso pq. qto. mais informação sobre sustentabilidade e etc. pior fica? Ainda não encontrei talvez um meio termo para transformar minha vida em uma bike que me dá enorme prazer. A propósito, fiquei com muita inveja das suas viagens de bike e eu ainda chego lá! Um abraço. Nilza

  104. Marjorie disse:

    Denis, acho que o Brasil esta com medo do brasileiro, e com razão, por que eu estou, nós não temos segurança principalmente entre nós mesmos, no trânsito, vc falou da alma feia, mas acho que os motoristas brasileiros são psicopatas, eu adoro bicicleta mas não tenho a menor coragem de pedalar na rua, ando muito a pé pelo meu bairro e afirmo que atravessar qualquer rua no semáforo e na faixa já pode ser considerado um atentado contra a vida, inumeras vezes o motorista invade a faixa para fazer conversões a direita ou esquerda sem se importar com o pedestre no local, isso quando não avança o farol vermelho sobre o pobre cidadão, eu vivêncio estas cenas todos os dias, seja como pedestre ou mesmo quando estou dirigindo. Também como você já tive a oportunidade de andar por outros países e até hoje só vi este tipo de atitude estupida aqui em São Paulo.

  105. Cínthia Kaline disse:

    É bem mais cômodo se esconder, desviar os olhares, nos cercarmos de algo que julgamos nos proteger que encarar a realdidade. Aliás creio que é exatamente isso que o governo também almeje de nós. Vivemos é um REALITY SHOW! Somos vigiados 24h. São câmeras, muros, cercas. Transformamos nossas residências em verdadeiros cárceres privados. É melhor, é bem mais cômodo fugir do que tentar solucionar o verdadeiro problema da violência.

    CUIDE DE SEUS FILHOS BRASIL!

  106. larissa disse:

    infelizmente as pessoas perderam o amor a natureza e até mesmo com elas,deveriam se preservar mais.

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