Os meus diários de bicicleta

No fim de semana comecei a ler o livro delicioso do David Byrne, os Diários de Bicicleta.

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No livro, o compositor, designer, artista e produtor americano conta para o leitor as ideias que passam pela cabeça dele enquanto ele pedala por aí, em Istambul ou Pittsburgh, em Berlim ou Manila, em Sydney ou Buenos Aires.

Byrne começa o livro dizendo que, do selim da bicicleta, temos uma perspectiva diferente do mundo. Mais rápido que um pedestre, mais lento que um trem, ligeiramente mais alto do que uma pessoa. Dessa perspectiva vemos algo que não se vê de outro modo, temos portanto uma compreensão um pouco diferente do mundo. Pedestres não chegam a lugar nenhum, motoristas apenas passam pelos lugares sem se relacionar com eles. Ciclistas combinam alcance (dá para pedalar 100 quilômetros num dia) com profundidade (dá para papear com todo mundo no caminho).

Eu também já andei pedalando por aí, na Ásia, nas duas Américas, na Europa, em desertos escaldantes ou entre montanhas geladas, ou ainda me esfalfando para escalar os morros de Minas Gerais.

Como Byrne notou, também percebi que os ciclistas tendem a ver a entrada dos fundos do mundo. Motoristas, quando vão à praia, geralmente não passam antes por uma chaminé gigantesca vomitando fumaça preta. Quando vão à cidade, eles não têm como calcular a grossura da camada de pobreza não-urbanizada que cerca as metrópoles. Do selim da bicicleta se vislumbra o outro lado das coisas, o impacto delas.

De lá de trás do guidão também é possível ver os olhos dos outros. E uma frestinha nos olhos deixa ver a alma. Há lugares em que essa visão é deliciosa. O motorista vê você e, imediatamente, recorda o prazer de pedalar. E aí ele sorri, e aí você se entende com ele e acena e segue em frente e vai embora sem jamais ter trocado uma palavra com aquele sujeito mas com a sensação de ter conhecido alguém de verdade. E não existe na vida prazer maior do que esse contato entre indivíduos.

Em outros lugares, quando você olha o olho de um motorista, vê só uma mancha preta de irritação com aquele imbecil pedalando na frente dele. Vê uma sensação de indignação. Como é que esse sujeito nessa caloi velha acha que tem o direito de estar à frente do meu carrão? Vê que o motorista do carro não reconhece no ciclista um indivíduo igual a ele, mas alguém hierarquicamente inferior.

Pedalei em países bem diferentes um do outro. Exemplos: Vietnã, França, Estados Unidos.

O Vietnã é um país comunista. A França é um país capitalista com um estado gigante de bem estar social. Os Estados Unidos são o país capitalista por excelência.

No Vietnã todas as bicicletas são pretas e iguais (eu levaria dias para encontrar a minha nos gigantescos estacionamentos de bikes). Na França elas são charmosas, anacrônicas e românticas. Na Califórnia elas têm infinitos modelos e são cheias de sacadas aerodinâmicas e acessórios.

Nos três lugares encontrei um número quase infinito de gente generosa, divertida, interessada, abrindo para a gente as portas de casa, nos forçando a parar na estrada para contar, tintim por tintim, por onde passamos e para insistir que jantássemos naquele restaurantezinho 3o quilômetros à frente que só ele conhecia.

Pelo menos da perspectiva de alguém se equilibrando sobre duas rodas, não tem muita diferença se estamos chacoalhando o bagageiro num país capitalista ou comunista. Pelo menos do ponto de vista meio superficial dos óculos escuros apoiados sob o capacete, o que se vê é um número mais ou menos equivalente, em cada um desses lugares, de gente legal e chata, de gente inteligente e burra, de gente de bom e mau caráter. Claro que há diferenças. Mas, pela frestinha dos olhos, a paisagem interior é relativamente parecida nesses três países.

Em todos esses países me emocionei. No Vietnã foi quando cruzei com centenas de estudantes saindo pedalando do colégio, todos com o mesmo penteado, a mesma bicicleta preta, o mesmo uniforme, os meninos lançando olhares tímidos às meninas, as meninas respondendo com risadinhas envergonhadas, e de repente vi neles minha própria adolescência e nossa humanidade comum ficou evidente. Na França foi quando cheguei ao pôr do sol a um vilarejo medieval depois de 70 quilômetros de estrada e passei pela frente de um barzinho com mesas na rua, gente rindo e linda (todo mundo é lindo à luz do pôr-do-sol) e as fomes do meu corpo (cerveja! vinho! escargot! convívio social!) todas se manifestaram ao mesmo tempo. Na Califórnia foi quando uma senhora nos abordou num restaurante onde paramos para almoçar, perguntou sobre nossa viagem, conversou, foi embora e, quando pedimos a conta, percebemos que ela já havia pago, porque queria de alguma maneira fazer parte da nossa aventura.

Nessas horas, tenho uma certeza. Sistema político é um assunto importante, claro. Mas não muito. Importante mesmo é conhecer os outros. Importante mesmo é a paisagem que se enxerga do lado de dentro dos olhos das pessoas.

A propósito: que tipo de paisagem você oferece para alguém que passa pelo seu carro de bicicleta?

Dou meu depoimento de ciclista: se eu comparar Vietnã, França, Estados Unidos e Brasil, o Brasil é o país que me mostrou a alma mais feia quando está dentro do carro.

Joaninha, à frente, nosso amigo Rodrigo Vergara, à esquerda. O resto é tudo 100% Vietnã.

Joaninha, minha esposa, à frente, nosso amigo Rodrigo Vergara, à esquerda. O resto é tudo 100% Vietnã.

Na Califórnia, as paisagens do lado de fora dos olhos também não são ruins.

Na Califórnia, as paisagens do lado de fora dos olhos também não são ruins.

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63 comentários
  1. mariana guido disse:

    e em cima da bicicleta? o brasil foi o último colocado também?

    ps: texto muito bom! congrats! :]

  2. Leonardo disse:

    Eu desconfio que devem haver poucos lugares com motoristas tão mal educados como no Brasil.
    Ademais, ótimo texto, e ótimo blog! Cheguei aqui tem pouco tempo, mas já é leitura obrigatória nos meus feeds!

  3. Rafael Marinho disse:

    Nunca andei de bicicleta, mas já quis. O problema também tá no medo do outro post. Tenho um pouco de medo, justamente pelo desrespeito no trânsito. Aqui na minha cidade, Teresina, Piauí, não tem ciclovia. E não tem uma infraestrutura urbana muito boa, além disso, o preço dos carros cairam e agora, numa cidade pequena, vemos engarrafamentos sem sentido.

    Mas sempre que eu vejo os posts que você faz sobre andar de bicicleta (desde o experimento e das viagens no projeto secreto) tenho vontade de andar também. Quem sabe dessa vez!

    Parabéns pelo blog, muito bom =)

  4. Isa disse:

    Denis, me identifiquei muito com o texto, porque só fui aprender a andar de bicicleta há alguns meses (tenho 26 anos!). Apesar da vergonheira que foi no início (pode rir), hoje tenho certeza que ganhei que ganhei uma nova perspectiva de mundo, principalmente nessa questão da “velocidade meio-termo”. Ainda falta um pouco de prática para pedalar estrada afora, mas um dia eu chego lá.

  5. denis rb disse:

    Isa,
    Tá vendo a Joaninha nas fotos acima? Quando começamos a namorar, ela não sabia andar de bicicleta direito – mal se equilibrava. Ela tinha uns 26 anos…

  6. Rafael disse:

    Contrastes:

    Meu caro Denis,

    Eu, corretamente ou não, já me vejo como parte da fauna deste seu blog. Sou o sujeito chato, cheio de ódio e sempre irritado, que tira citações de contexto e lê tudo com lupa em busca de qualquer deslize. Te garanto: Isso não poderia estar mais longe da verdade, exceto pelo rigor analítico, que permeia até minhas discussões conjugais. Digo isso pra agradecer por me dar um parágrafo que justica-me copiar e citar elogiosamente:

    “E aí ele sorri, e aí você se entende com ele e acena e segue em frente e vai embora sem jamais ter trocado uma palavra com aquele sujeito mas com a sensação de ter conhecido alguém de verdade. E não existe na vida prazer maior do que esse contato entre indivíduos.”

    ->Não sei se te surpreende, mas identifico-me com o sentimento, com o momento e com as impressões. Esse “contato entre indivíduos”, e pode ser surpreendente vindo de mim, é uma coisa à qual sempre dei muito valor. Talvez exatamente pelo meu repúdio à “tribo”, à “massa”.

    “Pelo menos da perspectiva de alguém se equilibrando sobre duas rodas, não tem muita diferença se estamos chacoalhando o bagageiro num país capitalista ou comunista. Pelo menos do ponto de vista meio superficial dos óculos escuros apoiados sob o capacete, o que se vê é um número mais ou menos equivalente, em cada um desses lugares, de gente legal e chata, de gente inteligente e burra, de gente de bom e mau caráter. Claro que há diferenças.”

    ->Mas aí você escreveu isso Denis. Poxa vida, isso murchou minnha empolgação pelo post, que ademais dessa passagem é, de fato, interessante. É claro que as pessoas são chatas e legais, inteligentes e burras, etc. do mesmo jeito tanto em países comunistas como “capitalistas” (eu diria livres). Só que nos países capitalistas elas não são presas ou fuziladas por discordar do governo, ou obrigadas a passar fome!!

    Pra finalizar: Eu tenho certeza que você é um sujeito bacana, que quer o bem pra todos E, em letra maiúscula mesmo, para o planeta. Seu blog é sobre isso. Eu, do meu lado, não sou um poço de ódio: Só o que sei agredir são idéias. E isso eu faço sem dó, como já expliquei outras vezes.

    Essa é, não sei bem pra que, uma tentativa de enxergar e ser enxergado através da fumaça da discórdia e te mostrar que há vida inteligente no lado dos que não acham que o mundo vai derreter amanhã.

  7. Maira disse:

    Isa,

    não se sinta envergonhada! Eu também aprendi a andar de bicicleta há pouquíssimo tempo (uns dois anos, no máximo, e hoje tenho 27). Hoje sou ciclista de fim de semana e de bicicletadas daqui de Brasília, mas já estou ensaiando ir para o trabalho de bike.

    Andar de bicicleta é bom demais e vicia 🙂

    Beijos!

  8. hacs disse:

    Oi Denis,

    Esse post me fez lembrar que nao pedalo ha 22 anos. Naquela epoca nao saia da magrela, desde as compras para minha mae ate bicicross, era a minha diversao predileta. Guardo a certeza que ainda gosto, mas talvez seja so uma impressao passada, como tantas outras coisas que deixei de curtir e fazer, ou vice versa, nao sei ao certo. Reconheco na sua descricao algo familiar que me incomoda, talvez um contentamento ha tempos descontente. Gostei bastante do seu post.

    Abs

  9. denis rb disse:

    Tem razão, Rafael, me surpreendi!

    Agradeço o comentário simpático (simpático inclusive na crítica).

    E, já que é uma mensagem de paz, aproveito para prometer também reduzir a agressividade dos meus comentários. Conversando com calma todo mundo se entende melhor.

  10. denis rb disse:

    Ah, Rafael, mas eu não podia deixar passar uma polemicazinha!

    Nos países “livres” também há gente apodrecendo na cadeia ou até sendo fuzilada (Cingapura) pelas suas escolhas individuais. Pense nas leis sobre drogas…

  11. Rafael disse:

    Denis,

    Sobre liberdade e comunismo – pois são coisas teórica e factualmente antagônicas -, uma observação:

    “É claro que as pessoas são chatas e legais, inteligentes e burras, etc. do mesmo jeito tanto em países comunistas como “capitalistas” ”

    Isso ocorre porque a natureza humana não muda de acordo com o regime sob o qual se vive. A diferença é que o capitalismo exalta a natureza de cada um e a diversidade delas. O comunismo tenta mudar todas e torná-las iguais entre si – iguais a nenhum outra que exista por (ironia da vida) natureza.

    E poder agir guiado pela própria natureza; Que é isso senão liberdade? Que é a ausência disso senão a tirania?

    Diante disso, que mais importa?

  12. Felipe Maddu disse:

    Que gente mais out, credo. As pessoas se esquecem de que vivemos num planeta e que se existe algum Deus, nos deu o dom de pensar e apreciar a vida. Vamos viver intensamente, viva la vida! Sem pudores e coisas pequenas!

  13. Felipe Maddu disse:

    hacs, volte a pedalar,a sensação de ser livre e não poluir é imensa!!! Pedalar no Villa-lobos é a melhor coisa do mundo, famílias inteiras se divertindo, mães e pais pedalando com suas crianças, esquecendo o stress pós-moderno! Lá é quase minha segunda casa!

  14. Sergio disse:

    Bom texto, como sempre. Tambem adoro a minha magrela, ja tive umas seis bicicletas diferentes. Atualmente resido numa cidade,onde posso utliza-la para o trabalho e lazer. Concordo integralmente com o seu post. Discordo integralmente do comentario baixo:

    “Nos países “livres” também há gente apodrecendo na cadeia ou até sendo fuzilada (Cingapura) pelas suas escolhas individuais. Pense nas leis sobre drogas…”

    Nesses paises, pessoas estao apodrecendo na cadeia, porque desrespeitaram as leis. Se a sua escolha individual e dirigir um carro apos ter consumido alcool, dirigir acima do limite legal de velocidade, sonegar imposto de renda, passar um cheque sem fundos ou matar alguem, voce sabe que podera ser punido. A punicao e proporcional a estupidez do seu ato, de acordo com os rigores da lei.

    Cingapura e um pais maravilhoso. Voce podera desfrutar da civilizacao ou ser multado por sujar as ruas, preso por dirigir alcoolizado e tambem morrer na cadeia por utilizar ou comercializar substancias proibidas. De um cheque sem fundo em Dubai, voce vai para a cadeia. Nao saira de la em quanto nao pagar o que deve. Caso voce seja um verdadeiro genio, leve drogas para a Indonesia.

    Nesse paises as leis sao claras e as autoridades nao se abstem da responsabilidade de cumpri-las e faze-las cumprir. Normalmente as as pessoas aprendem a respeitar as leis vigentes o que e benefico para a maioria.

    O tema das drogas nao tem relacao com o post. Alem disso, e bastante cansativo e ja foi discutido, neste espaco. A sua proposta de levantar uma discussao, ja foi feita. As pessoas refletiram e ja colocaram os suas ideias. Nao gostaria de desperdicar a oportunidade de discutir a utilizacao das bicicletas como meio de transporte. Sera que tambem devo procurar outra padaria ?

    Obrigado.

  15. denis rb disse:

    hehe…
    Bronca aceita, Sergio, mal aí

    Minha intenção era só relativizar a “divisão do mundo” da qual falou o Rafael (países comunistas X países “livres”, ou capitalistas). Há diferentes graus de liberdade dentro desses dois grupos (embora não haja mesmo nenhum país comunista onde liberdade seja artigo abundante). E há restrições à liberdade importantes no mundo capitalista.

  16. Julia disse:

    So true!… Desde que comecei a viajar de bicicleta, me apaixonei, não quero passar um verão sem pelo menos uma semana com a Bubbles (minha bike). Por hora estou fazendo um intensivão de ciclismo na neve, na Escandinávia. Loucura, loucura!

  17. Manoel Jorge disse:

    A sensação de andar de bicicleta é algo que pode ser tomada de várias formas, todas elas prazerosas. Além dos sentidos (o vento batendo no rosto, as paisagens, os sons), tem o fator humano (podemos falar com várias pessoas durante o caminho). Eu aprendi a andar de bicicleta quando tinha 13 anos (hoje tenho 26), e até hoje é o meu esporte/transporte favorito, muito melhor do que ficar enfurnado dentro de uma academia ou preso num congestionamento.

    Hoje, eu só não ando mais de bicicleta por causa do fator medo. Se o trânsito brasileiro não fosse tão hostil aos ciclistas, tenho certeza de que muitas mais pessoas adotariam esse transporte tão saudável.

  18. Felipe Maddu disse:

    Posso apimentar um pouco mais Denis? Eu não sou defensor do comunismo, acho utópico e de difícil implementação(e pra ficar claro o que existe hoje não é comunismo, nunca exisitiu de fato, é socialismo real, socialismo de mercado no caso chinês), prefiro que usem as boas ferrramentas do sistema para reformar um capitalismo deixado a Deus dará para o “Deus mercado”. Agora se não fosse o Estado, provavelmente esse mercado não existiria(vide New deal e Tarp). Eu só observo as contradições, pra mim tá tudo errado, seja no capitalismo ou no “socialismo”. O crescimento chinês é insustentável, é um absurdo, onde vai parar e o consumo yankee atinge níveis estratosféricos(lembrando que se o mundo todo fosse viver como um americando médio precisariamos de não sei quantas terras). Agora no caso chinês, há tempoooooss Nike, Reebook e etc estão lá explorando mão de obra semi-escrava * em conluio com os “comunistas comedores de criança”. Além disso, os States falam de direitos humanos, mas um dos maiores aliados deles sçao os sauditas, onde até hoje há monarquia e pena de morte para homossexuais, o que mostra o total desrepeito pelos seres humanos.

    *Aconselho o pessoal assistir o maravilhoso video-clipe do Radiohead, All I need, dá vontade chorar. A versão que mostra um chinezinho trabalhando que nem o diabo e um molequinho ocidental usufruindo do produto fabricado pelo asiático.

  19. Felipe Maddu disse:

    Manoel pra andar de bike em SP você tem que se impor e mostrar que tá lá, assim dificilmente algo acontecerá com vc e quanto mais gente a sensação será que existem pessoas e não objetos móveis.

  20. Memyself disse:

    Gostei do seu post. Quando eu for jovem novamente pensarei em andar de bike outra vez.

    Raramente ando no trânsito de São Paulo, mas quando ando, é de carro. E fiquei pensando na razão de você achar que o motorista do carro que te vê na calói esteja irritado ou considere você hierarquicamente inferior. Já pensou que pode ser só medo?

    Eu morro de medo de ser o motorista a atropelar um ciclista que derepente bateu a bike no meio-fio e se desequilibrou, ou de derepente assustá-lo e ele cair. E me preocupa imensamente que isso possa acontecer com o ciclista. Acho uma temeridade andar de bike no meio do trânsito. Resultado: olho com medo e preocupação. Até porque atrás de mim via de regra tem um monte de gente irritada.

    No mais, nas coisas que você não quer discutir, mas volta e meia trás para dentro dos seus textos, Sérgio tem razão e o quinto parágrafo do comment do Rafael era exatamente o que eu estava pensando.

  21. denis rb disse:

    Pois é Manoel Jorge, a matemática é simples: qto mais pessoas andarem de bicicleta, mais seguro vai ser andar de bicicleta (no Vietnã, na França e na California quase todo mundo é ciclista, portanto é mto seguro). Por isso insisto nesse assunto. Por isso vale a pena ser ativista dessa causa – a cada pessoa q convenço a pedalar, minhas chances de morrer no trânsito diminuem um pouquinho).

    Um bom índice para saber se uma cidade é segura ou não p/ pedalar é a quantidade de mulheres ciclistas (o Vitor fez um post sobre isso no ótimo blog delê, o Quintal). Mulheres têm menos testosterona, por isso são melhores para avaliar riscos. Note que, em SP, embora o número de ciclistas esteja claramente aumentando, há um claro predomínio de homens. E, o mais triste: quase nenhuma criança pedalando.

  22. denis rb disse:

    To de acordo, Felipe Maddu.

  23. denis rb disse:

    Memyself,
    Uma correção só: bicicletas não andam no meio do trânsito. Bicicletas são trânsito.

    Valeu pelo comentário. Quanto a esses assuntos que vire e mexe ponho dentro dos textos… Pô, preciso polemizar um pouquinho também, né? Se não acabo virando blog de auto-ajuda, e Deus me livre de um destino desses… 🙂

  24. denis rb disse:

    Rafael,
    Deixa eu complementar meu raciocínio:
    Concordo contigo quando diz que nenhum governo comunista foi bem sucedido em prover uma dose aceitável de liberdade à sua população. O foco em “planejamento”, em atender às “necessidades nacionais” sempre significou que os indivíduos tinham pouco ou nenhum espaço para decidir o que querem ser ou o que querem fazer. Detesto isso.

    Mas daí a considerar capitalismo = liberdade acho que tem uma grande distância. Tem um monte de restrições à liberdade a serem combatidas em qualquer sociedade capitalista. Acho que um modelo urbano que me obrigue a ter um carro e vete o acesso à rua à minha bicicleta é uma séria restrição à minha liberdade. Acho que a cultura das grandes corporações, igualmente cegadas pelo “planejamento” financeiro, que dificulta o empreendedorismo e reduz as opções de consumo, é outra. E acho que a política global de drogas, que criminaliza um hábito pessoal, idem.

    Não estou comparando uma coisa com a outra (capitalismo com comunismo). Acho que toda sociedade pode ser aprimorada. Acho que um bom jeito de aprimorar uma sociedade é aumentando a dose de liberdade de cada indivíduo. E acho que, nesse aspecto, há muito a ser aprimorado, tanto no Brasil quando nos EUA quanto no Vietnã.

  25. Rafael disse:

    Denis,

    1) Não é porque você não pode fazer o que bem entender que nos sistemas capitalistas não há liberdade.

    2) Eu não igualei capitalismo e liberdade, eu coloquei liberadde e comunismo como antagônicos.

    3) Seus exemplos de restrições de liberdades no sistema capitalista não são válidas.

    4) No comunismo não há simplesmente um sacrifício da margem de liberdade individual em nome do bem coletivo. O comunismo mata quem não lhe apóia o suficiente.

    Defendo a democracia, o estado de direito – segurança jurídica, inviolabilidade de contratos, etc. – e liberdade individual. E portanto sou contra a concentração de poder, contra interferência estatal na economia e na vida particular, etc etc.

    Só me sobra defender o livre mercado. Que é, historica e eticamente, muito, mas muito superior ao estado. Quem pensa o contrário é um grande deixa pra lá.

  26. denis rb disse:

    Para deixar claro: tb sou contra tudo isso q vc é contra e a favor disso q vc é a favor.

    Tb defendo uma economia de mercado. Mas acho q mercados só funcionam com justiça se nos livrarmos das assimetrias. E o modelo corporativo em vigor amplifica demais essas assimetrias. Em outras palavras: acho q as corporações deviam perder poder em nome de uma economia de mercado (e não em detrimento dela).

    Eu disse q vc tinha considerado capitalismo sinônimo de liberdade pq vc disse q preferia chamar os “países capitalistas” do meu texto de “países livres”.

  27. Rafael disse:

    “Para deixar claro: tb sou contra tudo isso q vc é contra e a favor disso q vc é a favor.”

    ->Legal. Estamos de acordo.

    “Tb defendo uma economia de mercado. Mas acho q mercados só funcionam com justiça se nos livrarmos das assimetrias. E o modelo corporativo em vigor amplifica demais essas assimetrias. Em outras palavras: acho q as corporações deviam perder poder em nome de uma economia de mercado (e não em detrimento dela).”

    -> Concordo com vc de novo, nestes termos. Mas ressalvo que deve haver cuidado, muito cuidado, com termos como “assimetrias” e “perder poder”. Aqui no Brasil hoje, especialmente em setores de infra-estrutura, há uma relação verdadeiramente pornográfica entre algumas grandes empresas e o governo. Isso não colabora em anda para a promoção da economia de mercado, por mais “capitalista” que possa parecer.

    “Eu disse q vc tinha considerado capitalismo sinônimo de liberdade pq vc disse q preferia chamar os “países capitalistas” do meu texto de “países livres”.”

    ->Eu reconheço que a forma como escrevi dava ensejo a essa intepretação. Mas o que eu quis foi opor comunismo e liberdade, não igualar capitalismo e liberdade. Embora eu não negue uma relação entre as coisas, isso está longe de ser igualdade, principalmente na medida em que seria um absurdo dizer que o capitalismo GARANTE a liberdade.

    Enfim, acho que de mais a mais, estamos de acordo nesses particulares.

  28. Anouk disse:

    Denis,

    As partes do texto que nao gostei já foram apontadas pelo Rafael, Sérgio e Memyself. No mais a leitura foi prazerosa.

  29. Felipe Maddu disse:

    Garante a liberdade de quem tem tutu, caro Rafael tststst Não seja inocente.

  30. roberta disse:

    Que belo texto, Denis.

    Enquanto não viro ciclista em SP (vontade não me falta). Sigo bem generosa e de alma aberta (e dando lugar sempre) do meu carro. Sem insulfilm, para celebrar a troca de olhares.

    Claro, só temos, todos, que agradecer aos ciclistas, por fazerem uma cidade melhor, mais silenciosa e mais limpa pra nós.

  31. Rafael disse:

    Felipe,

    Faça-me um favor: ignore o que eu escrevo. Parto do princípio de que falo com gente alfabetizada.

    Ou então leia meu comentário mais umas 37 vezes e veja porque tua colocação é estúpida.

  32. Felipe Maddu disse:

    Cara eu fico imaginando como deve ser você Rafael(faixa etária, se frequenta o Iguatemi ou o pátio higienópolis, se tem um eco sport ou um Tucson), arrogante eu já sei que é, pois não aceita ideias antagônicas. Se acha o Deus superior de todas as ideias, igual outros que nem preciso falar. Você copia ideias, não tem ideias próprias. Eu também não gosto de interferência estatal, mas tb não me vendo a ideia do Deus mercado, não preciso falar do Tarp de novo né? Deixei o comentário bem abaixo por que é o nível que você deixou a discussão.

  33. Rafael disse:

    Ai meu santo.

    Já eu fico imaginando se vc toma banho e escova os dentes.

    Eis aqui a minha frase: “na medida em que seria um absurdo dizer que o capitalismo GARANTE a liberdade”

    Portanto, ó alma sensível e ofendida, eu falei que o capitalismo NÃO garante a liberdade. E você entendeu o exato contrário.

    Quanto a suas especulações sobre minha vida pessoal, agradeço mas dispenso. Divirta-se.

  34. Anouk disse:

    Felipe parece irmao cacula. Leva peteleco daqui, peteleco dali, mas nao desisti. Sei do que estou falando, também sou cacula.

    Felipe você é uma figurinha.

  35. Rafael disse:

    Ah, o TARP.

    Falar que o TARP e o New Deal provam a insuficiência do mercado é como eu dar três tiros de doze em você e depois sair por aí dizendo que você é suicida.

    Em tempo: Não está nos meus planos perder tempo com nada disso.

    Sei lá, sempre tem um que não entende né…

  36. Marcone disse:

    Sinto prazer lendo qualquer depoimentos sobre viagens de bicicletas. Estes dias mesmo estava lendo sobre um Mineiro que foi em todos os continentes de bicicleta, viajei com ele em pensamento, fiquei me imaginando se um dia farei esta aventura também… Sempre gostei de bicicletas, já tive até uma pequena loja pra consertar e vender peças pras magrela, já pedalei por 100 km num dia só, mas quero mais, só não sei por onde começar. Creio que ainda não chegou a hora, pois qd eu estiver preparado, isso vai acontecer naturalmente. Uma das coisas que eu vou me arrepender de não ter feito na vida, antes de parti, é viajar muito pedalando, disso com certeza vou me arrepender… Que Deus me ajude.

  37. denis rb disse:

    Que legal, Marcone, torço p/ q sua viagem dê certo.

    Mas vou discordar de uma coisa: essa viagem não vai “acontecer naturalmente”. Ela só vai acontecer se alguém planejar e fazer acontecer. Se é seu sonho, melhor realizá-lo do q esperar q ele se realize sozinho. Se quiser umas dicas, tamos aí – posso sugerir viagens de todos os tipos, caras ou baratas.

  38. denis rb disse:

    roberta,
    Muito obrigado! Vc não é a única.

    Mas é parte de uma minoria. Pelo menos por enquanto.

  39. Felipe Maddu disse:

    Pena que muita gente ainda ache que bike é pra lazer. Tipo colocar a magrela no carro, ir até o Ibira, depois voltar de carro. Sem andar meio metro nas ruas. Po, vá de bike, dê o rolê e depois volte de pedalando pra casa.

  40. Felipe disse:

    Denis, tenho uma sugestão de nova pauta, matéria da Folha Online diz que: Abuso de remédios cresce no mundo e supera uso de drogas, diz ONU

  41. Surfs disse:

    Legal o texto Denis. Só não concordo muito com a frase “Pedestres não chegam a lugar nenhum”, isso pq acho que à pé, a experiência em um novo lugar é mais intensa ainda. Claro que estou falando de distâncias de até 20km em média, como um centro histórico ou uma cidade pequena (fora trilhas, etc).

    Agora, sobre bike em Sampa, eu penso que é viável sim. Basta “fugir” das grandes avenidas e ter uma bike com marcha para encarar as ladeiras. De minha casa até o trabalho são 8km. Faço 95% do trajeto em ruas pequenas e arborizadas. Já os 5% do trajeto em avenida, ando quase sempre na calçada, em velocidade lenta, respeitando os pedestres, que quase não existem, já que quase ninguém anda apé nas calçadas da marginal.

  42. denis rb disse:

    Surfs, concordo q a intensidade da experiência do caminhante é imensa, mas o alcance é pequeno demais – leva uma semana ir de uma cidade à cidade vizinha. É o q eu quis dizer com “não chega a lugar nenhum”…

  43. Surfs disse:

    Ah sim, com certeza Denis. É tudo uma questão de distância e tempo.

    Adoro viajar de bike – apesar de ter feito isso poucas vezes, já que normalmente quando tiro férias opto pelas ondas (rs) – e tenho uma história interessante sobre bike x caminhada: certa vez fiz uma viagem ao velho mundo e após uns dias de bike na Holanda, fui para Paris com amigos. O plano era alugar as famosas Vélib e sair de rolé pela cidade.

    Só que para nossa frustação, além da burocracia, o preço é bem salgado se vc vai usa-la por muito tempo. Decidimos então procurar uma loja de bicicleta para alugar montain bikes (bem mais em conta se vc quer passar um dia inteiro ou mais). Mas ninguém sabia onde encontrar uma loja de bicicleta. O que fazer então? Sair caminhando até encontrar uma.

    Bem, resumo da história: começamos a andar às dez da manhã e terminamos à uma da madrugada, no pub do hostel. Não encontramos uma loja que alugasse bicicleta mas andamos Paris inteira (rs)… ou quase… 30km de acordo com o google maps; fizemos novos amigos (alguns foram “arrastados” até o pub), descobrimos uma vinícola maravilhosa e acredito que todos nós conhecemos novos músculos nas pernas, tamanha era a abrangência da dor no dia seguinte! rs… aliás, esse é outro problema das caminhadas longas….

  44. jorji disse:

    Eu gosto de bicicletas, mas prefiro o carro como meio de locomoção, ser ciclista no sol forte do Brasil é muito difícil, sua-se muito, e o nosso trânsito é perigosissimo, sem falar das chuvas. É uma prazerosa forma de manter a forma física, porém os médicos dizem que os homens podem se tornar inferteis. Denis, te invejo , a forma que tu vives e os objetivos que voce concretiza, como curtir um passeio em cima de uma bicicleta, isso que eu chamo de viver.

  45. Fred Di Giacomo disse:

    Pô, que saudades da minha bike. Desde que saí de Penápolis, nunca mais pedalei! =(

  46. Felipe Maddu disse:

    jorji, vc tem que tentar. O sol no sul/sudeste não é tanto e vc tem q procurar pedalr em horário menos ensolarados. Quan to ao trânsito, a gente pedala em SP e estamos aqui não é mesmo? Se vc se impor, não há perigo. O perigo tá na cabeça das pessoas. Se vc viver na bike sim, pode ter algum problema de fertilidade, mas a gente tá falando de andar no máx 2 hrs por dia e não 8!!

  47. #42 disse:

    Onde moro, a situação é meio diferente de São Paulo, por ser uma cidade media a quantidade de bicicletas na rua é imensa! Quase todos curzamentos tem no mínimo duas bicicletas dividindo o transito com os carros… porém, a maioria desses ciclistas não o são por opção, o são por serem ou muito jovens para poder dirigir, ou muito pobres para manter qualquer outro veículo. Eu mesmo, estou fazendo o caminho inverso do sugerido pelo Denis.

  48. #42 disse:

    … Abandonando a magrela, por uma moto, muito mais prática ao meu serviço de vendedor. Afinal não pega bem chegar suado, e fedido no cliente… eles não tem o senso ecológico acima das outras coisas. A bicicleta já me ajudou muito, e como todo ciclista vivo uma história de paixão e ódio com a minha, ela me ajuda a manter o peso, a me bronzear (¬¬, não gosto desta parte), já fui atropelado, já atropelei, já xinguei motoristas, outros ciclistas, pedestres… porém nunca tive coragem de viajar com ela.

  49. jorji disse:

    Gente, a padaria do Denis deve estar dando muito dinheiro, o homem viaja o mundo inteiro.

  50. PROF. LEONE FRAGASSI disse:

    Prezado Sr Editor
    Denis Russo

    Sou professor de Faculdade de Design e pesquisador autônomo,
    busco por mais de 20 anos o desenvolvimento de pequenos veículos
    pessoais que possam compartilhar com os sistemas de transporte
    para pessoas que apreciam carros com emprego de energia limpa.

    Anualmente participo de uma competição em São Paulo onde coloco
    meus projetos em teste para concorrerem com outras Universidades
    de Engenharia, entretanto, os avanços para conseguir os recursos necessários
    para minhas pesquisas estão muito lentos somente com meus próprios rendimentos
    de professor tenho construído pequenos carros que representam minhas idéias
    para aplicação de veículos limpos alternativos.
    Tenho ajuda de empresas fornecendo cordialmente os materiais plasticos em forma de donativos
    e com isto monto um programa anual de construção dos carros com meus melhores alunos.

    Entretanto estou numa posição em que está difícil avançar com minhas pesquisas
    e aquisição de motores mais eficientes e células solares para serem aplicadas
    no protótipo de “galss car” (carro transparente) a exemplo do extraordinário projeto
    do designer Rinspeed. (favor veja link)

    http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&source=hp&q=rinspeed+exasis&um=1&ie=UTF-8&ei=uRAIS7iDAseztge7p4W0Cg&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=1&ved=0CBAQsAQwAA

    Minha pretensão é obter ajuda tecnológica e financeira
    Aprecio muito o programa do INEE (inst. Nacion. Eficiencia Energetica) em preocupar-se em informar e canalizar tecnologias
    para uma ambiente mais limpo e sustentável para vivermos.
    Acredito que meus objetivos possam colaborar com o programa verde de mobilidade alternativa.e ser um forte atrativo
    para a proxima edição do PLASTSHOW 2010

    Com muito esforço construí um pequeno carro movido á força humana e assistido por um pequeno
    motor elétrico e o mesmo já registrou na competição, 17Kilometros com uma pequena bateria de moto de 4 Amperes.
    ( menor que uma caixa de leite! )

    Estou motivado a prosseguir com o programa na busca de adquirir células solares para totalizar 150W
    o que poderia registrar um novo RECORDE brasileiro de carro movido a energia limpa.
    Segundo as características de nosso Prototiopo experimental, poderemos instalar paineis solares em um modo
    inédito, pois o mesmo possuiu tranparência em mais de 50% de sua superfície abrigando as celulas em seu interior
    sem afetar o Design original.

    Ilustração do carro com paineis solares Flexíveis

    Gostaria de ser um voluntário colaborador com aplicação de celulas solares em projetos de mobilidade
    cujo objetivo é estimular aplicação desta tecnologia e popularização de seus sistemas de armazenameto de força.
    Coloco nosso carro á sua disposição para busca de insumos e
    assim registra-los junto ao INEE (Inst.Nac. Eficiencia Energética) para oficializar o recorde nacionalde mobilidade Solar.

    Poderia responder se tenho alguma chance divulgar nosso projeto?

    Grato pela Oportunidade
    Prof LEONE FRAGASSI

    Designer Pesquisador
    bikedesign@uol.com.br
    11 7723-7516
    PS:
    Caso Sr me responda, por e-mail, poderei madar as fotos vinculadas ao texto
    grato.

  51. Márcio disse:

    Bicicletada amanhã em SP!!

    Compareçam!!

  52. Surfs disse:

    Com certeza nem todos podem ir ao trabalho de bicicleta por uma série de fatores, porém, é super válido que vc passe a adotar a bike quando possível. Por exemplo: pra quê ir de carro na padaria que fica a três quadras de casa? Vai de bike. Vai na banca? Vai de bike.

    Outro exemplo: há um tempo atrás experimentei ir ao Cine Tam, no Shopping Morumbí, de bike. Estava uma noite super agradável. Fiz a rota no google maps, priorizando ruas próximas às avenidas, e lá fui eu. Esse shopping tem estacionamento só para bike, com vigia e tudo, e o melhor “de gratis” rs.

    Ótima experiência. E, além de economizar, vc volta pra casa “digerindo” o filme no rítmo da bike.

  53. Felipe Maddu disse:

    #42, pensando no seu trampo eu te acoselho a ver se na sua cidade tem aquela bike/moto. imagina cara, você não chega “fedido” no trampo e não polui.

  54. Luna disse:

    Denis, quem foi que disse que pedestres nao chegam a lugar nenhum? Voce ou Byrne?
    Permita-me discordar deste ponto de vista a qual julgo cheio de desinformacao. Respeito o ciclismo e ciclistas e entendo a paixao conectada a tal atividade. Hiking e’ exatamente a mesma coisa para chegar a diferentes lugares, como por exemplo, ao fundo do Grand Canyon, ou percorrer as 1200 milhas do “appalachian trail”, ou qualquer outro dos milhares de trails que existem pelo mundo a fora e que sao destinados a pedestres. A recompensa e’ de tirar o folego…O ciclismo, sem duvida, da’ mais mobilidade, mas nem sempre leva voce a “todos os Lugares”.

  55. Laura disse:

    Dênis, concordo completamente !!
    Viajar de bike é maravilhoso !!!!

    Eu moro na França e cada vez que visito um outro pais levo ou alugo uma bike.
    A experiência é completamente diferente de estar fechado dentro de um carro …
    Você tem a impressão de fazer parte da paisagem !

    Fora a liberdade!!!! nao precisa achar vaga em estacionamento, da pra desviar do caminho e pegar trilhas. E é tao bom sair do nosso mundinho confortavel de vez em quando e simplesmente enfrentar a natureza, a chuva, on vento, a neve, uma subida mais dificil, uma estrada cheia de pedras…
    Voce chega ao final do dia com a impressao de estar merecendo a sua viagem !!!

    Eu nao viajo mais de carro, nao acho graça. Gosto do timing da viagem de bike. E chegando em qualquer ponto da pra botar um cadeado, e ir explorar a regiao à pé, com a mochila nas costas.
    Alem de ser MUITO mais barato do que ir de carro.

    Pra mim, dentro da cidade as pessoas deveriam andar so de bike !!
    Essa historia do suor é frescura de brasileiro, aqui na França as pessoas vao para o trabalho de roller, de bike, de patinete, mesmo vestidas pro trabalho, de saia, de vestido, de terno e gravata. é so uma diferença de habitos e mentalidade.

    Estou voltando pro Brasil em pouco tempo….. estou meio triste porque acho que no Brasil nao poderei fazer viagens de bike como faço aqui. :’-(

  56. denis rb disse:

    Oi Luna,
    A frase é minha, não do Byrne, mas eu poderia ter sido mais claro. O que eu quis dizer com “não chega a lugar nenhum” é simplesmente que o alcance de um caminhante é muito limitado – que não dá para ir muito longe, a não ser que se disponha de muito tempo.
    Compartilho contigo a paixão por caminhar. Para mim a trilha de 4 dias que cruza a Chapada Diamantina (simplesmente espetacular) foi o momento em que despertei para a possibilidade de atravessar grandes distâncias movido pela minha própria força.

  57. Felipe Maddu disse:

    Iai Denis, o que você achou da Ciclovia da Marginal??? Tomara que o cheiro não seja muito “potente”, mas to a fim de testar, vou pedalar lá um dia!!

  58. denis rb disse:

    Pois é, Felipe Maddu

    É o comecinho de um projeto. Meio ridículo fazer escarcéu considerando que ela nem é realmente funcional ainda (pela falta de acessos), mas fico feliz, assim como fico feliz com a ciclovia da Radial Leste. São Paulo continua atrasadíssima nesse aspecto, mas que bom que está se movendo.

  59. Felipe Maddu disse:

    Eu ainda vou testá-la, mas quero ver mais ciclofaixas, isso sim!!!

  60. Orlando Nicésio disse:

    Olá Denis. Já viajei de bike pelo Caminho da Fé, por duas vezes. Você tem razão, é uma experiência unica. Faço viagens mais curtas na região onde moro e pretendo percorrer a Serra da Canastra aquí perto. Falta muita segurança aos cicloturista e respeito dos motoristas, que acham que nós estamos atrapalhando. É mesmo dificil comparar o Brasil com outros paises neste quesito. De qualquer forma tenho visto que há muita gente batalhando para as coisas mudarem por aquí.

  61. Luis Alberto disse:

    Poxa, Denis. Eu sempre leio as colunas do Beloto. E hoje, acabei por me deparar com suas palavras. Ah, palavras reconfortantes, ainda mais quando a gente se encontra diante de uma vida, aparentemente, superficial. Queria lhe agradecer (sinceramente) pelas suas reflexões. E a partir de agora, serei um frequentador assíduo deste espaço de ideais. Parabéns.

  62. joziel silva disse:

    olá denis vç tem razão viajá de bike e muita legal, e deferenta e viver e aproveitar melhor a vida.em 2000 eu sai de taguatiga df e fui a minha querida cidade que e maraba,fiquei 16 dias sozinho nas estradas perdii 8 kilos e meio dos 95 que tinha e com 42 anos,tó planejando para dezembro a mesma aventura.parabens

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