Sobre drogas e religiões

Não sou um sujeito muito muito dado à religião. Vivo minha vida aqui mesmo no Planeta Terra, sem Deus ou alma, sem pecado ou sacerdote. Tem dias, confesso, em que olho para quem tem religião com alguma inveja. Inveja da sensação de paz que a certeza da imortalidade da alma traz. Inveja dos dados que vejo em pesquisas científicas: religiosos sofrem estatisticamente menos de depressão, são no geral mais satisfeitos com a vida, mais felizes. Mas não ter religião é parte do que sou, e uma parte que eu não pretendo mudar.

Tenho um baita respeito por gente religiosa. Respeito os católicos – como minha mãe, que foi aluna de escola de freira. Respeito os judeus – como meu pai, filho de poloneses que escaparam a tempo do Holocausto. (Quando me tiveram, os dois concordaram em não me dar religião, para não terem que brigar por minha alma e me darem a chance de escolher.)

E respeito os daimistas.

glauco08052008

O Santo Daime é uma religião mestiça e centenária, fruto do encontro de comunidades de trabalhadores cristãos pobres que emigraram para a Amazônia com índios amazônicos que consumiam um chá de propriedades enteógenas chamado ayahuasca. “Enteógeno” significa “aquele que provoca a manifestação interior do divino”. Para gente cética como eu, significa que o chá ativa a região do cérebro responsável por uma experiência mística. Em outras palavras: o chá faz ver Deus. O chá faz o cérebro funcionar da mesma maneira que, por exemplo, o cérebro de São Francisco de Assis funcionou no momento em que ele conversou com o Cristo na cruz.

Os daimistas acreditam que o chá liga-os com a essência divina da Terra e com os espíritos. Há quem não acredite nisso. Até aí, há quem não acredite que um sujeito possa ser crucificado e depois ressuscitar, ou que uma mulher possa conceber uma criança sem manter relações sexuais com um homem. Há quem não acredite que Deus escolheu um povo e que escreveu na pedra as leis para esse povo seguir.

Eu, que sou cético, pessoalmente não acredito em nenhuma dessas coisas.

Mas acredito no que está escrito na Declaração Universal dos Direitos do Homem: “todo homem tem o direito de liberdade de pensamento, de consciência e de religião”, incluindo o direito de mudar de religião e de “manifestar sua crença em ensinamentos, adoração e observação”. Acredito em Thomas Jefferson, um cristão, que disse que, uma vez que Deus dotou a mente humana de liberdade, qualquer tentativa de influenciar essa mente com punições ou proibições serve apenas para produzir hipocrisia e maldade.

E acredito que, se o Brasil proibisse a ingestão do chá do Santo Daime, estaria se colocando ao lado do Irã, da Arábia Saudita, do Paquistão, da China, do Vietnã e de outros países que impõem limites à liberdade religiosa. Permitir o Santo Daime dentro do contexto de uma religião é agir como age qualquer democracia civilizada – os EUA, por exemplo, tem leis semelhantes para regular o consumo do peyote, um cacto enteógeno adorado pelos índios do sudoeste do país.

Proibir o chá seria também criar mais um mercado ilegal que seria então dominado por traficantes. Óbvio: os daimistas convictos não parariam de consumir o chá e iriam para a ilegalidade. O que faríamos então? Mandaríamos tropas para a floresta, para prender índios? É isso que deveria ter acontecido com o Glauco? Ter sido preso como traficante? Não me parece que isso pudesse ter salvo sua vida.

Tornar substâncias ilegais não acaba com a violência. Pelo contrário: aumenta, como se pode constatar pelo imenso número de homicídios ligados ao tráfico que acontece todos os dias no Brasil. Em vez de proibir, deveríamos controlar. O chá do Santo Daime realmente é muito perigoso para pessoas com tendências a surtos psicóticos e histórico de esquizofrenia na família (assim como qualquer droga, incluindo o álcool). Que tal então se criássemos uma lei que obrigasse os daimistas a tirarem uma carteirinha e passarem por exames médicos periódicos para garantir que eles continuam saudáveis?

Algo parecido poderia ser feito com outras drogas. Vários estados americanos, por exemplo, têm feito experiências bem sucedidas com a maconha: qualquer um pode comprar desde que se cadastre e passe por um exame médico. Isso está matando a violência ligada ao tráfico e melhorando a saúde dos usuários. Da mesma forma, o Brasil tem feito avanços na forma como tem lidado com as duas drogas que mais matam gente no mundo: tabaco e álcool. Em vez de proibir, está se criando regras duras para evitar que outras pessoas sejam prejudicadas pelo consumo: batidas policiais para prender motoristas bêbados, proibição de se fumar em ambientes fechados. Assim respeita-se as liberdades individuais sem que terceiros saiam prejudicados. E não transformamos o Brasil no Irã.

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176 comentários
  1. Eddie disse:

    Concordo com você, Denis. Você escreveu exatamente o que penso a respeito tanto das drogas e da religião. Uma verdadeira democracia é aquela que não tolhe o direito de ser e de pensar de seus cidadão, mas cuidando para que essa liberdade não prejudique quem necessariamente não concorde com ela. É impossível agradar a todos, mas o caminho apontado por você, creio, é um dos mais democráticos que já vi. Abraços

  2. Marcelo disse:

    Eu já te disse que vc é o “cara”?

  3. Ronaldo disse:

    Que tal se, ao contrario de obrigar alguem a ter “carteirinha” para fazer alguma coisa, os responsáveis por pessoas psicóticas ou esquizofrenicas fossem intimados a dar amparo medico e psicológico aos seus. Os pais que abandonam seus filhos doentes, deixando-os com parentes por não ter “tempo” para deles cuidar, são a meu ver os maiores culpados pelos desatinos praticados por esses. Imagine se uma pessoa dessas ingere bebida alcóolica em demasia (o que não precisa “carteirinha” para beber). E aí, como fica??

  4. Leonardo Xavier disse:

    Eu gostei do texto Denis, eu tenho visto muito gente usando a morte do Glauco para fazer propaganda seja anti-religiosa, anti-droga, etc. Eu acho que o que aconteceu com o Glauco foi uma fatalidade e não tem nada a ver com a ceita religiosa em si. Eu acredito que há indivíduos dos mais variados credos que adotam posturas que não condizem com a própria religião e cometem as suas barbáries.

  5. Célio Adriano Satler disse:

    Valoroso artigo, caro Denis! Apesar de não vivermos de teorias, nada como a escrita de forma coerente, dinâmica e responsável a qual intuiu-se na forma desse texto. Com o mínimo de inteligência, racionalidade e prudência, sabemos que o tráfico interessa aos poderosos, os quais bebem na fonte do Crime Organizado. Até quando as tais drogas “ilíticas” serão proibidas, ficará pra posteridade esse sofrimento que vivenciamos e o qual nós inventamos, com os americanos de principais signatários. Na seara religiosa, até Nietzsche dizia que a religião é boa – isso, somente quando serve pra acalmar as almas conturbadas etc. Me faz pensar que Drogas e Religião são sinônimos. Se não, que provem o contrário os traficantes e os padres e pastores!
    Parabéns, Denis!

  6. André Luiz Neves da Silva disse:

    Caro Denis.
    Desculpe por corrigi-lo ,quando vc disse que os religosos tem certeza quanto a imortalidade.
    Pelo significado da palavra certeza implica que, quem tem certeza pode provar as afirmações nas quais tem certeza.
    E nenhum religisos pode provar a existencia de vida apos a morte. O que eles tem é Fé.
    Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.
    A fé se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar ou apostar, isto é, se alguem tem fé em algo, então acredita ,confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita ,confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha fé. A diferença entre eles, é que ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, pelo que acredita,confia e aposta.
    Este sentimento de amor pela a hipose a qual se acredita é que ilude a mente, e faz a pessoa ter a falsa sensação que é uma certeza.
    Portanto ,mesmo que o religioso aparenta ter certeza ,ele na verdade, não tem.

  7. Giggio disse:

    Provar que a eternidade existe eu nem tento,mas acreditar nela e gratificante.Experimentei 25 anos de minha vida sem esta crenca e fiz de tudo que a vida me permitia,porem sem paz,Depois que passei a ler a Biblia e acreditar na eternidade,realmente,minha vida melhorou,meu casamento melhorou,meu relacionamento com as pessoas,tudo.Vale a pena acreditar.

  8. Giggio disse:

    Provar que a eternidade existe eu nem tento,mas acreditar nela e gratificante.Experimentei 25 anos de minha vida sem esta crenca e fiz de tudo que a vida me permitia,porem sem paz,Depois que passei a ler a Biblia e acreditar na eternidade,realmente,minha vida melhorou,meu casamento melhorou,meu relacionamento com as pessoas,tudo,inclusive a aceitar as pessoas que pensam diferente.Vale a pena acreditar.Um abraco Denis.

  9. Magda. disse:

    Muito bom o texto, viva o sagrado direito de expressão. Apenas discordo da “carteirinha” para daimistas. Seria preciso tirar “carteirinha” também para ingerir bebida alcoólica, para fumar cigarros e também para seguir todas as demais religiões. E sempre lembrando que a religião Santo Daime é amor puro e fraternal. Nada é mais lindo, nada mais pacífico. Agora, uma coisa deve ser muito bem lembrada: quem tem parente com transtorno mental, por favor, cuide dele, obrigue-o a tratar-se, já que ele não tem capacidade para se autogerir, não o abandone, interne-o, se for o caso, antes que ele saia por aí agredindo pessoas inocentes… A religião Santo Daime já salvou e continua salvando muitas pessoas das drogas; seu objetivo é ajudar sempre, iluminar quem está perdido, jamais o contrário. Jamais. Se alguém afirmar tal coisa, esse sim está sofrendo de alucinação: a alucinação da ignorância. DAI-ME AMOR. DAI-ME PAZ. DAI-ME SAÚDE. DAI-ME HARMONIA. Essa a filosofia desta SAGRADA RELIGIÃO DO MAIS PURO AMOR…

  10. Marcelo disse:

    Achei o texto irresponsável. Como seria o exame periódico para obtenção da carteirinha de usuário de crack? E de heroína? E de skunk? Haveria um ranking das drogas?
    E o usuário que não pudesse obter a carteirinha por não estar nos conformes, não obstante usuário da substância, faria o que? Em casa vendo TV é que não ficaria, e para esses o tráfico continuaria a existir.
    É claro que no caso do daime, não havendo solução outra que não permitindo seu consumo nos cultos sob pena de infringir o direito constitucional ao culto religioso, é necessário que haja fiscalização muito severa de seu consumo, coibindo o uso recreativo e fora de contexto da substância alucinógena.
    Legalizar o tráfico de drogas só porque há consumo é como acatar atentados terroristas como forma legítima de manifestação só porque eles existem. Combater as drogas é como combater o terrorismo. Repressão, infelizmente, é a única solução.

  11. jairo thiago disse:

    Até que enfim li um texto na veja abordando o assunto drogas com uma visão menos militarista e mais realista, parabéns ótimo texto. Pena que tem muita gente como o MARCELO 2:12 que é fã do tropa de elite e não percebe que combater o tráfico é dar murro em ponta de faca, até o governo americano se sente derrotado, o mexico por exemplo tem leis duras para o tráfico de drogas e apoio dos EUA, mas como os EUA consomem suas drogas e financiam o tráfico o crime organizado está causando terror por lá, mas se nos EUA houvesse a liberação controlada reduziria o financiamento e o poder dos traficantes.
    pergunto quantos centros de tratamento de usuarios temos no Brasil, pouquíssimos. e as UPCs estao dando certo no rio ( e ja deram na colombia) sem precisar mexer nos direitos humanos. Apesar do meu ceticismo nào existe motivo para proibir o cha ( quando foi ilegal, o adeptos do daime tomavam água nos rituais) e muitos usuarios de pasta-base da minha cidade deixaram de consumir sem precisar apanhar ou ser preso pela polícia, mas respeito a opinião oposta do Marcelo apesar de considerá-la ultrapassada e ineficaz, leia mais assuntos a respeito e pare de dizer que o capitão nascimento é seu herói.
    O controle através da caldeirinha ou outro controle deixaria o usurário mais próximo de um centro médico e mais longe dos traficantes que mesmo não acabando com o tráfico totalmente reduziria o investimento no crime organizado, até dou um nome: UCCD unidade de controle e consumo de drogas em que o usuário poderia fazer tratamento de reabilitação, enfim é muita mudança, mas concerteza os traficantes e os conservadores (né marcelo) compartilhariam oposição à idéia, já que eles preferem do jeito que está.

  12. Ukyo-br disse:

    É uma discussão fora de propósito. As religiões baseadas no consumo da Ayahuasca – que não se restringe ao Daime – estão estruturadas a pelo menos 80 anos.

    Morre um jornalista e vem a Veja com esse papo irresponsável de que a planta causa surtos psicóticos.

    Se for pra ser leviano, vamos também dizer que o Islã forma terroristas, o Catolicismo pedófilos, Que a idolatria ao Buda mascara uma apologia à obesidade.

  13. Marcelo disse:

    Então o que vc propõe Marcelo? Que política pública repressiva na história de qualquer país teve sucesso no combate às drogas? A repressão nunca conseguiu diminuir o consumo, só aumentou a violência. Sabe pq?

    Pq eu, e milhões de pessoas como eu, NÃO VAMOS PARAR DE FUMAR MACONHA! Não importa quantos falsos moralistas gritem suas hipocrisias por aí.

    Não devemos obediência a um ESTADO AUTORITÁRIO que se acha no direito de se intrometer nas NOSSAS ESCOLHAS PESSOAIS. Ainda mais em se tratando de uma droga INOFENSIVA, se comparada a diversas drogas legalizadas, como a maconha.

    Não adianta o Estado proibir. São leis que não funcionam, é o mesmo que querer proibir a lei da gravidade ou proibir a chuva. O estado brasileiro simplesmente não tem este poder.

  14. Marcelo disse:

    Ukyo-br,

    Perfeito o seu argumento. Um golpe certeiro na hipocrisia de muitos religiosos por aí. Que diriam os evangélicos se fossem acusados de formar estelionatários profissionais?

  15. jorji disse:

    “Povo escolhido por Deus”, de todos os absurdos, esse saiu do limite, então eu sou um excluido. A questão fundamental é procurar entender as religiões sob ponto de vista cientifico, a antropologia por exemplo, e pelo que li, é essa a “verdade”: Há cerca de 60.000 anos atrás, em função da prole humana nascer cada vez mais frágil, as fêmeas humanas tiveram que contar com a ajuda dos machos para criar seus filhos, e a única forma de segurar o homem ao seu lado, foi a prática do ato sexual sem finalidade de reprodução ( mecanismo de prostituição ), daí nasceu a familia, e em razão da evolução, o nosso cérebro cada vez mais complexo, tanto no raciocinio, bem como nos sentimentos, e a formação de vínculos afetivos cada vez mais intenso, a morte de um ente querido começou a se tornar uma grande perda, nascia a “vida após a morte”, e posteriormente a alma, assim nascia as religiões, e se criaram milhões de deuses até os dias de hoje. Tanto as religiões, bem como o consumo de drogas por parte da nossa sociedade, são consequências do processo evolutivo de nossa espécie, aliás, as religiões ao longo do tempo, muitas fizeram o uso de entorpecentes. Dizer que os religiosos sofrem menos, é porque os ateus como eu, sempre vive em conflitos, em busca de respostas sobre si mesmo e do mundo que me cerca, e para os que vivem da crença, toda resposta é Deus. Em relação às drogas, a experiência britânica é a melhor opção para a sociedade, é proibir a mulher que tenha tido um filho de trabalhar, para que ela possa formar um indivíduo mais equilibrado, isso não significa que o problema vá acabar, mas com certeza vai diminuir o número de consumidores de drogas, e na outra ponta, é liberar o comercio de drogas, e tratar os dependentes de drogas, e tirar a máfia do comercio de drogas. Na minha concepção, a liberdade das religiões é equivocado, como todas as outras instituições, deveriam sofrer fiscalização dentro do respaldo das leis, ao longo da história da humanidade, a religião tem sido a fonte e causa de muitos conflitos, que resultaram em bilhões de mortes.

  16. denis rb disse:

    Sim, Magda.
    A tal carteirinha deveria ser para todas as drogas perigosas, inclusive o álcool, que é a que mais provoca crimes violentos. Dirigiu bêbado, tem a carteirinha caçada e é proibido de comprar álcool.

  17. denis rb disse:

    Marcelo (de 23/3 às 2:12 AM),
    Não, não acho que haveria um “ranking” das drogas, até porque é dificílimo classificar drogas em “graus de periculosidade”. Cada substância é diferente e afeta gente diferente de maneiras diferentes.Eu acho que o que deveria haver é uma avaliação dos riscos concretos de cada droga, e então uma avaliação médica para reduzir danos.
    Por exemplo:
    – o crack é nocivo para qualquer indivíduo, e não há dosagem segura para ele, além de estar associado à criminalidade. Não acho que a venda deveria ser permitida em circunstância alguma. O mesmo vale para a heroína.
    – já a maconha (ou o skunk, que é uma maconha um pouco mais potente) não oferece riscos a terceiros. Só quem pode se machucar é o próprio usuário, e ainda assim isso acontece raramente. Imagino que o credenciamento poderia ser simples.
    Honestamente, não consigo entender o paralelo que você traça entre o uso de drogas e o terrorismo. Sob nenhum aspecto há semelhanças entre os dois crimes. Terrorismo é matar ou ferir civis inocentes para espalhar terror, usar drogas é no geral um crime sem vítima. O terrorista é uma ameaça à sociedade, o usuário de drogas, quando muito, é uma ameaça a si mesmo. Enfim: estamos falando de coisas que são quase opostas. O único cuidado com o usuário de drogas deveria ser garantir que ele não cause danos a terceiros: que não dirija bêbado, fume ao lado de crianças, assassine pessoas. É esse o contrato social que deveríamos construir: “você pode usar drogas, mas deve saber que é responsável pelo que fizer sob o efeito delas, e que, se fizer besteira, o uso de drogas será um agravante”.

  18. denis rb disse:

    jorji,
    “Experiência britânica”? Proibir mulheres de trabalharem quando têm filhos?
    Olha, não sei de onde você tirou isso. Não há uma lei proibindo mães de trabalharem no Reino Unido. E, se houvesse, acho que seria um atentado à liberdade e uma legislação sexista.

  19. fabiana disse:

    Sou budista e bem mais feliz depois que comecei a praticar a fé por esse viés religioso. Sou consumidora de maconha e álcool e a favor da descriminalização das drogas ilícitas. Muito me interessa ambas discussões, mas sei que vão além de um, dois, mil artigos de uma revista. No entanto, é hora de começar. Bom saber que tem gente incitando a discussão. Obrigada

  20. jorji disse:

    Denis, assisti no Fantástico e num documentário sobre drogas, só não me lembro qual foi a época. Eles fizeram uma pesquisa, com dois grupos de crianças, as que foram criadas pelas mães, e outras de mães que trabalhavam fora, e as crianças frequentavam creches, me parece que foram cerca de 5000 de cada grupo, e acompanharam até eles se tornarem adultos, aquelas crianças que foram criadas pelas creches, a incidência com problemas com drogas e de comportamento inadequado em geral, era muito maior dos que as que foram criadas pelas mães, isso comprova que o papel da mãe é fundamental na formação de um indivíduo, é a “mãe natureza”. Sobre proibir as mulheres de trabalharem, retiro o que eu disse, mas pesquise esse assunto, afinal, em todas as espécies de mamíferos, o papel da mãe é decisivo, somos animais ou não?

  21. Felipe Maddu disse:

    Jorji, mas o problema não é usar drogas e sim não saber usar, ou seja, ser usado por elas.

  22. jorji disse:

    Felipe, as drogas que eu consumi foram o cigarro ( que larguei ), o álcool de forma moderada, café e chá, não tenho experiência com drogas ilegais, não sei do efeito que ele causa, apenas li a respeito. Saber usar, eis a questão, vou mais longe, a sociedade já há muito tempo perdeu a guerra contra o narcotráfico, então temos que nos aliar a este mal, libera de vez todas as drogas, o lucro dos traficantes é a proibição, o risco torna este produto caríssimo, poderemos tratar os doentes ( dependentes ) com dignidade, ficaria muito menos oneroso e de fácil controle, voce tem toda a razão, a sociedade tem que saber usar as drogas, isso ´so com a liberação da comercialização.

  23. Memyself disse:

    Concordo com sua posição sobre religião, que seja livre e pessoal, porque não há outro modo de experimentá-la.

    Quanto às drogas, inclusive o daime, seus argumentos são os de sempre, do oba-oba festivo de quem não tem maiores responsabilidades. Mas eu gostaria de saber, quando aquele sujeito decolado, liberado, e drogado, surtar e se matar, ou od, quem vai ser responsável? O comerciante, o Estado, quem? A família vai ser indenizada?

  24. Memyself disse:

    Ronaldo disse: março 22, 2010 às 9:21 pm
    Imagino que sua arrogante prepotência seja oriunda do fato de que você é uma pessoa de sorte e não tem em sua família nenhum doente mental. E tampouco já cruzou com algum em sua vida. Mas antes de sair a condenar as famílias que tem a desdita de ter entre seus membros um doente mental, informe-se sobre o assunto, sobre o sistema de saúde que há hoje no Brasil para essas pessoas. Tente saber o que significa ser responsável por um doente mental no Brasil. Tente saber como é cuidar de um doente mental que consome drogas, mesmo as “santas” como o daime. A partir daí, comece a imaginar o que significará a venda de drogas como se fossem pipoca ou aspirina.

    Taí Denis, quer escrever sobre algo realmente sério? Escreva sobre o tratamento e o amparo que doentes mentais e suas famílias recebem no Brasil.

  25. denis rb disse:

    Memyself,
    Respondendo sua pergunta: o responsável pelo que faz quando sob o efeito de drogas precisa ser o próprio usuário. Se alguém mata uma família pq dirigiu embriagado, essa circunstância precisa ser um agravante do crime – passa a ser um homicídio qualificado. Só consiguiremos lidar com a violência da sociedade quando aprendermos a atribuir responsabilidade para as pessoas – em vez de fazer leis paternalistas nas quais o estado tenta decidir o que é melhor para cada um. Parte da utilidade de credenciar usuários de drogas (inclusive álcool) é garantir que cada um conheça os riscos e assuma a responsabilidade sobre suas escolhas.

  26. jorji disse:

    Denis, voce tem toda razão, mas no Brasil nem penitenciárias temos, no mínimo teríamos que construir cerca de dez mil presídios, a população carcerária do Brasil, no mínimo seria de 5 milhões de presos.

  27. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 23, 2010 às 2:43 pm
    Condordamos em mais uma coisa: o Estado fora das vidas dos cidadãos. Até votarei por isso.

    Mas continuamos a discordar (e não estou buscando acordo) no resto. Do meu ponto de vista, se drogas forem vendidas em escolas, em máquinas automáticas, na padaria, na farmácia, não haverá autoridade moral ou policial no mundo que vá convencer um jovem (sempre eles, porque são os mais vulneráveis) de que aquilo possa fazer mal a ele ou a outros. Vide bebidas. São probidas para menores de 18 anos. Dê uma passada nos bares, nas baladas, nas festas, nos shows e me conte que encontrou 90% da rapaziada sóbria. É o início do alcoolismo para muita gente. Se é criminoso ofertar bebidas tão facilmente assim aos jovens, o que se dirá de drogas! Se hoje há vidas destruídas, haverá muitas, muitas mais.

  28. Marcelo disse:

    Caro Denis, não existe nível seguro para consumo de nenhuma substância presente no cigarro. O mesmo, creio, serve para a maconha. Quero apesar disso deixar claro que sou a favor da legalização da maconha, especificamente, embora não porque acredite numa “avaliação de riscos”. Mas isso é uma outra discussão.
    Volto a levantar a questão: quem não passar na avaliação médica para comprar as substâncias legalmente, vai comprar onde? A resposta parece óbvia. Ademais, soma-se a esse grupo de compradores ilegais aqueles indivíduos como o Marcelo (março 23, 2010 às 9:16 am), que não aceita a legitimidade do estado e doravante não iria se “cadastrar” afim de não estar sob a tutela do governo ou sob pena de ser tachado de dependente.
    Por fim e talvez mais importante, eu não traçei paralelo algum entre o consumo de drogas e o terrorismo, e sim entre o tráfico e o terrorismo. Ainda assim não fui tão simplista; comparei especificamente o fato de aceitar uma ação ou outra como forma de legitimação de alguma atitude. Com isso quero dizer que é justo, sim, legalizar a maconha, por exemplo, mas jamais com a justificativa de com isso combater o tráfico.

  29. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 23, 2010 às 2:43 pm
    Condordamos em mais uma coisa: o Estado fora das vidas dos cidadãos. Até votarei por isso.

    Mas continuamos a discordar (e não estou buscando acordo) no resto. Do meu ponto de vista, se drogas forem vendidas em escolas, em máquinas automáticas, na padaria, na farmácia, não haverá autoridade moral ou policial no mundo que vá convencer um jovem (sempre eles, porque são os mais vulneráveis) de que aquilo possa fazer mal a ele ou a outros. Vide bebidas. São probidas para menores de 18 anos. Dê uma passada nos bares, nas baladas, nas festas, nos shows e me conte que encontrou 90% da rapaziada sóbria. É o início do alcoolismo para muita gente. Se é criminoso ofertar bebidas tão facilmente assim aos jovens, o que se dirá de drogas! Se hoje há vidas destruídas, haverá muitas, muitas mais.

    Lembro-me de que na Suíça a droga era liberada. E na Holanda também. Nunca me interessei muito sobre o assunto, bastava-me o horror de ver aquelas hordas de zumbis vagando pelas praças e bares, mas me parece que houve mudanças nas leis lá, diminuindo a tolerância. Certamente não foi porque suíços e holandeses ficaram caretas.

  30. Memyself disse:

    Não sei porque meu comentário saiu duas vezes, uma vez sem o parágrafo final. E estou totalmente careta,

  31. Felipe disse:

    Se for legalizada, a maconha(que não deixa ninguém zumbi), assim como outras drogas, não vão ser vendidas em qualquer lugar. Vai haver um controle mínimo, oras. como eu queria ir para a Holanda hehe

  32. jorji disse:

    O fato dos daimistas acreditarem que o chá promove a ligação da essência da terra com os espíritos, que faz ver Deus, eu também quero tomar, isso é um previlégio fantástico, ninguém até hoje conseguiu ver o todo poderoso, quem sabe não consigo trocar umas idéias com “ele”. Gente, a sociedade tem que controlar as religiões sim, já passou da hora, e as drogas , proibir não, controlar sim.

  33. Marcelo disse:

    Marcelo, vc está parcialmente certo.

    Ao contrário do que vc interpretou, eu reconheço sim a legitimidade do estado, o que não aceito é que ele tenha o direito de se intrometer em assuntos da minha vida pessoal que não dizem respeito a mais ninguém.

    Mas vc está certo em uma coisa: eu fico com um pé atrás quando falam em sair cadastrando usuários de drogas. Como vc disse, há o sério risco de ser rotulado como viciado.

    Isto é muito perigoso. A linha que separa um cadastro benéfico cujo único interesse seria a melhor assistencia médica dos usuários de uma eventual “lista negra” de “cidadãos problema” que acabariam sendo tratados como cidadãos de segunda categoria é muito tênue. Em casos extremos pode mesmo configurar uma séria violação a direitos conquistados a muito custo pela nossa sociedade como o direito à liberdade e à privacidade.

    P.s. Diversos estudos indicam que o cigarro é muito mais prejudicial à saúde do que a maconha.

  34. denis rb disse:

    Memyself,
    Mas olha só: eu estou justamente defendendo que se restaura a autoridade dos pais, professores, médicos, policiais. Hoje, essa autoridade está seriamente comprometida. A proibição se assenta sobre premissas falsas. Qualquer adolescente sabe que a lei é injusta, que desrespeita direitos individuais, que causa mais problemas do que resolve, que os adultos, hipócritas, tomam uísque enquanto proíbem maconha. Enfim, a lei, como é hoje, contribui demais para tirar a legitimidade do estado.

  35. denis rb disse:

    Marcelos,
    Não há pesquisas conclusivas associando maconha com os males que o cigarro causa (diversos canceres, efizema, doença cardíaca). Mas isso tb não é garantia de qbmaconha não faça mal. Há muito poucas pesquisas com maconha, e issové um dos efeitos da proibição irracional que existe hoje: não é fácil para um cientista conseguir autorização para pesquisar a droga. De qualquer maneira, queimar substâncias e aspira-lãs nunca é uma boa ideia. Não é saudável. Há no mercado vaporizadores – maquininhas que aquecem ervas fazendo com que elas se tornem voláteis. Assim de aspira vapor, em vez de fumaça. Um muito bom, portátil e discreto, da empresa irlandesa Ionite, custa por volta de 200 dólares.

  36. denis rb disse:

    Jorji,
    é o contrário: as cadeias estão lotadas de usuários de drogas que não oferecem perigo nenhum à sociedade. A mudança da lei serviria para esvazia-lãs, não para enchê-las.

  37. denis rb disse:

    Marcelo Contra (para diferenciar do Marcelo a Favor),
    Verdade: se houvesse um controle rígido, o trafico não acabaria (assim como há contrabandistas de cigarro, que se aproveitam dos altos impostos sobre os cigarros legais). Mas diminuiria demais as margens de lucro dos traficantes e as associações com o crime organizado. Contrabando de cigarro gera muito menos violência do que trafico de drogas.

  38. Marcelo disse:

    Marcelo (março 23, 2010 às 5:14 pm),
    Infelizmente hoje fumar maconha não é assunto da vida pessoal de ninguém; como ainda é proibida, a substância tem de ser adquirida por vias ilegais, sendo a principal delas o tráfico. A violência que o tráfico gera meu caro, é problema do estado, porque atinge a você mesmo, a mim, e a qualquer cidadão, fumante ou não. Portanto, a menos que você plante para consumo próprio, embora a lei dê conta disso e proiba, não há a menor possibilidade de afirmar que é problema particular. Adiante.
    Eu não sou contra cadastrar usuários pela possibilidade de serem rotulados. Isso é o de menos. Meu medo é que assim como os usuários que forem declarados inaptos ao consumo, eles vão conseguir a substância na clandestinidade, ou seja, alimentar o tráfico de maconha, cigarro, alcool ou o que for.
    Como já disse em um post anterior, é de uma estupidez tremenda ranquear drogas; pouco me importa se um cigarro normal faz mais mal que um light ou se a maconha é menos nociva que o tabaco. Fato científico é que a queima de qualquer uma dessas substâncias produz monóxido de carbono, no mínimo, e esse, sabe-se, no pulmão é onde menos deve estar.

  39. Marcelo disse:

    Veja bem Denis, não sou contra a legalização da maconha. Sou a favor dela. Sou contra o uso da legalização, nesse caso de qualquer substância, como forma de combate ao tráfico.

  40. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 23, 2010 às 6:39 pm

    Não entendi. A lei que proibe drogas é injusta e se assenta sobre premissas falsas? De que modo a legalização de drogas restauraria a autoridade paterna com este respeito?

  41. denis rb disse:

    Memyself,
    Vou tentar concretizar com exemplos, mas desde já peço desculpas pelas generalizações (cada família funciona de um jeito).
    A lei anti-drogas é justificada pelas autoridades porque “drogas fazem mal”. Acontece que nem sempre drogas fazem mal (a maioria dos usuários de maconha não sofre consequências negativas). E tem um monte de coisas que fazem mal (mais mal do que as tais drogas ilícitas) e não são proibidas. Além disso, mesmo o conceito de “droga” é fluido: há quase nada em comum entre maconha e cocaína, e muitas substâncias perigosas (álcool, nicotina, remédios vendidos em farmácia) são obviamente tão drogas quanto as ilícitas. Enfim, a lei não faz sentido.
    Aí um adolescente pergunta para o pai por que a maconha é proibida. O pai tem algumas opções de respostas:
    – “Por que elas fazem mal, meu filho.” O moleque, que não é bobo, pode então pensar “esse velho não sabe nada, conheço um monte de gente que fuma, mas é produtivo e saudável”. Ou então: “mas então porque ele come bacon?”
    – “Não sei, meu filho”, e o garoto conclui que o pai proíbe coisas sem motivo.
    – “Por que a lei é injusta, meu filho”, no que o pai, ao falar a verdade, começa a minar a confiança que o filho tem no estado.
    Enfim, a lei, por ser injusta, coloca o pai na situação de decidir se quer perpetuar uma injustiça, diminuir a fé do filho no sistema legal ou manifestar sua ignorância. Em todos esses casos, a autoridade paterna sai perdendo.
    Além disso, maconha é um fenômeno geracional. Era uma droga praticamente ausente até os anos 60, tornou-se mais e mais frequente e hoje é muitíssimo difundida. Resultado: as novas gerações conhecem o assunto muito mais do que as antigas. Maconha é “normal” entre garotos, e “criminosa” entre os mais velhos. Isso gera um racha geracional, uma quebra do diálogo. Não à tôa, muitas famílias racham por causa do assunto.
    Estados injustos geram consequências que se propagam por toda sociedade. A Alemanha nazista, com suas leis racistas, corrompeu uma geração inteira, forçou homens e mulheres pacatos a escolherem se queriam ser perseguidos ou perseguidores. Estados criados sobre um ambiente de justiça acabam criando cidadãos melhores, famílias melhores, um ambiente de parceria entre sociedade e estado, de respeito às leis, de cidadania.

  42. jorji disse:

    Denis, se o sistema judiciário brasileiro funcionasse, tivessemos leis menos complexas e o que valesse é o que está escrito, e a polícia tivesse eficiência e resolvesse 99% dos crimes, não só levando em conta a questão relacionada a drogas, mas de crimes em geral praticados pela população, no Brasil e America Latina como é hoje, teriamos que construir no mínimo dez mil presídios só no Brasil, os EUA tem muito menos crime que o nosso país, porém tem 2,5 milhões de presos. Em relação à questão complexa que são as drogas, não podemos analisar pela ótica do certo ou errado, do justo ou injusto, do direito ou não ou coisa parecida, como não há mínima possibilidade de solução a curto e médio prazo, talvez não exista solução, é tornar a questão mais conveniente para a sociedade, menos traumático, principalmente para os usuários e sua familia, menos oneroso para a sociedade, e uma certeza absoluta, a forma que a sociedade lida com essa questão hoje, não deu resultado e foi, e está sendo catastrófico, e continuará sendo. Fazer o que tem que ser feito, encarar a realidade, o problema somos nós, isso mesmo, eu , voces, todos estão no mesmo barco, quem cria o traficante o e usuário são as nossas famílias, quem usa as drogas são as pessoas que conhecemos, e para amenizar essa questão só existe tre saídas, uma é a liberação do comercio com controle das autoridades, principalmente da saúde pública, e a outra do desenvolvimento de novos métodos de tratamento dos viciados, como remédios, já que se sabe que a ausência de determinados hormônios, levam o indivíduo a consumir drogas, e por último analisar a questão da mulher mãe, a ausência do “amor materno” principalmente nos primeiros cinco anos de vida, também forma viciados.

  43. Surfs disse:

    Na minha opinião, um mundo sem religião é um mundo melhor e ponto. Porém, respeito todas.

    No caso do Santo Daime, é lamentavel que os sensassionalistas de plantão usem um episódio isolado como mote para vender revista. Enquanto isso, tarados travestidos de padres católicos seguem estuprando garotos “around the world”. E aí? Vamos proibir a religião católica também?

  44. Marcelo disse:

    Acho que vou criar um blog pra postar uns textos. Apóia Denis?

  45. Felipe Maddu disse:

    Jorji, os EUA não são um exemplo na área, tanto que lá há pena de morte, como no Irã, China, Arábia Saudita, diferente da Europa e do Brasil. E, na boa, maconha é mato, é natural. Não é que nem o Marcelo do contra fala, que é tudo igual álcool, pedra, maconha. Acho que todos deviamos ver o documentário sobre o assunto da Superinteressante, que deve ter tido um dedinho do Denis. A erva é consumida há milhares de anos e foi proibida por interesses comerciais, já que o tecido do canhâmo competia com outros tecidos. Acho que o Denis explicou melhor. Dai veio um americano, Harry Jacob Anslinger, que movido por esses intere$$$$es fez o que pode para criminalizar a planta.
    Conclusão: A maconha hoje só é proibida por causa do canhâmo e não porque faz mal. Ainda há os que dizem que os racistas yankees aproveitaram para reprimir os mexicamos, adoradores da erva.

  46. Marcelo disse:

    Felipe Maddu, eu gostaria que apontasse aonde eu disse que todas as drogas são iguais. Leia bem o que eu escrevi antes de me citar.

  47. zéluiz disse:

    parabéns Denis! uma das opiniões mais sensatas que li sobre essa discussão atual 🙂 abçs!

  48. zéluiz disse:

    o estranho mesmo é alguém com essa sensatez escrever num veículo como a Veja …

  49. Marcelo disse:

    Marcelo, não caia nesta história de que os usuários de maconha são co-responsáveis pela violencia. A proibição é que é responsável pela violencia ligada ao tráfico. Fumar maconha é assunto da vida pessoal de cada um sim. Proibir ou liberar a maconha é que assunto de interesse público.

    Vc disse assim:

    “A violência que o tráfico gera meu caro, é problema do estado, porque atinge a você mesmo, a mim, e a qualquer cidadão, fumante ou não.”

    Mas na verdade o correto seria:

    “A violência que a PROIBIÇÃO DA MACONHA gera meu caro, é problema do estado, porque atinge a você mesmo, a mim, e a qualquer cidadão, fumante ou não.”

    Este problema que vc prevê, de pessoas consideradas inaptas comprarem na clandestinidade tbm é balela simplesmente pq, com a liberação, pior do que está não pode ficar. E muito provavelmente, no caso da maconha, quando liberarem creio que terão o bom senso de liberar o plantio caseiro tbm, assim ninguem vai precisar passar por uma junta médica para fumar maconha.

    E olha que a sua sugestão de plantar é ótima, só não o faço pq se for pego sei que vai ser aí uns 10 a 20 anos de P… na minha B… E se eu for pego apenas com quantidades pequenas no máx eu sofro um baculejo aqui e outro ali (o que de tanto acontecer já até perdi o receio). Ou seja, eu não quero comprar maconha de criminosos armados mas o estado me obriga.

  50. Marcelo disse:

    É estranho mesmo Zéluiz, já comentei várias vezes esta contradição. Revista Veja e bom senso não combinam.

  51. LISA disse:

    Perdao Denis , mas para mim voce sempre encontra um espaco para fazer apologia a liberalizacao das drogas, em especial a maconha. Quanto a tal ¨carteirinha¨para os daimistas, um pouco de conhecimento sobre o assunto nao estaria mal. Uma pessoa com esquizofrenia, ou outros transtornos mentais , pode viver a vida inteira sem saber que é portadora da doenca. Normalmente os primeiros sinais e sintomas se manifestam quando existe um ¨gatilho¨. Nesse caso em meu entendimento , o chá pode sim ser um ¨gatilho¨para que a doenca se manifeste.

  52. Rafael disse:

    “Ou seja, eu não quero comprar maconha de criminosos armados mas o estado me obriga.”

    Bom, isso é demência pura e simples, loucura clínica.

    O estado, Marcelo, não te obriga: Ele te PROÍBE de comprar maconha de criminosos armados.

    E se existe essa contradição – plantar dá 20 anos de cadeira, portar a droga dá 5 minutos de encheção de saco -, isso é exatamente por culpa dos apologistas da droga como vc e o Denis que defendem leis cada vez mais lassas para as drogas. Realmente, plantar deveria dar 10 anos de cadeia e portar deveria dar 30. Que tal?

  53. hayume disse:

    Não concordo com sua opinião, mas defendo seu direito de expressa – lá.

  54. Felipe disse:

    O estado deveria na real “relegalizar” a cannabis.

  55. Marcelo disse:

    Rafael,

    Demencia é apoiar políticas repressivas que em toda a história de qualquer país NUNCA funcionaram e nem sequer conseguem reduzir um pouquinho que seja o consumo.

    O Estado me proíbe? Mesmo? Quando foi que ele conseguiu me impedir de fumar maconha? Na prática o Estado nunca conseguiu proibir ninguém de fumar maconha. E nem vai conseguir me proibir.

  56. Felipe disse:

    Rafeal, o estado devia prender os corruptos, esses bandidos armados soltos por ai, fazer o serviço dele direito. Não encher o saco da população que quer livremente continuar com seus hábitos. To cansado de tipos de pessoas que se acham santas e apontam o dedo para os outros. 10 anos??? O Collor roubou todo mundo e já se elegeu novamente, que lindo né. A justiça é uma droga e não substâncias que proíbidas aumentam mais a corrupção policial. Imagina 10 anos pq tá plantando um erva, plantando, o negócio que nasce da terra, que é natural. Vai ler um pouco e veja qual o REAL MOTIVO dela ser proibida hoje.

  57. Marcelo disse:

    Mas o cúmulo da demencia é querer prisão para usuários de drogas.

    Me responda então ó “gênio” do combate às drogas, quem vai pagar a conta da construção de 10 mil presídios novos e da manutenção de milhões de pessoas inofensivas no cárcere?

  58. Marcelo disse:

    P.s. Rafael, vc pensa que me insulta me chamando de “apologista”, mas na verdade isto é um elogio.

    Me chamando de apologista vc está dizendo que eu não respeito uma lei que é um resquício da ditadura militar, o chamado “crime de consiência”, ou seja é proibido discordar da opinião do Estado. Eu não me submeto a este tipo de autoritarismo e uso meu direito a liberdade de expressão para defender a opinião que eu quiser.

    Agora, se vc quer denunciar alguns apologistas tem um monte num site nosso muito conhecido, o “hempadão”, ó o link aí embaixo:

    http://hempadao.blogspot.com/

    Pq vc não tenta proibir a liberdade de expressão desta galera? São só alguns milhões de colaboradores impossíveis de ser calados.

  59. denis rb disse:

    Exato, LISA, a ayahuasca pode sim ser um gatilho para surtos psicóticos. Assim como a maconha (embora não seja tão comum). Assim como o álcool. É por isso que eu proponho que usuários tenham acompanhamento médico – em vez de serem perseguidos pela polícia. Perseguição policial para gente perigosa com surtos paranoicos – te parece uma boa ideia? Parece que resolve o problema?

    E sim: eu sempre arrumo um espaço para defender o fim da proibição burra. Faço isso porque acho que está aí a chave para começar a lidar com seriedade com alguns dos problemas mais sérios do mundo. Faço isso porque acho importante. Por mais que tenha gente que prefira viver num mundo dominado por autoridades corruptas e crime organizado.

  60. Rafae M. disse:

    Acho que culpar o Santo Daime é como culpar a arma que disparou e a bala que atingiu. O meio não é o ponto.

  61. Rafael disse:

    Eu vou ignorar completamente as perguntas ensandecidas e as acusações desvairadas e focar numa coisa:

    Marcelo: “O Estado me proíbe? Mesmo? Quando foi que ele conseguiu me impedir de fumar maconha? Na prática o Estado nunca conseguiu proibir ninguém de fumar maconha. E nem vai conseguir me proibir.”

    Proibir, ó gênio, não é a mesma coisa que impedir. E já que é assim, me explique como foi que o estado te “obrigou” a comprar maconha de umc ara armado! Um agente da PF te algemou, levou vc até a boca e deu seu dinheiro pro traficante? Ou você recebeu uma intimação de um juiz?

    Quando vier postar, venha sóbrio.

  62. Marcelo disse:

    Qual pergunta minha é ensandecida? Seria:

    “Me responda então ó “gênio” do combate às drogas, quem vai pagar a conta da construção de 10 mil presídios novos e da manutenção de milhões de pessoas inofensivas no cárcere?”

    Ensandecida pq? Me parece uma pergunta bastante pertinente já que vc defende a prisão de milhões de pessoas inofensivas. Isto sim é uma sugestão “ensandecida”

    O estado me obriga a comprar maconha de criminosos armados na medida em que proibe que comerciantes honestos e dignos tomem conta do negócio. (e são muitas as pessoas de bem interessadas neste mercado)

    Agora me responda, ó gênio do combate as drogas, de que adianta proibir se na prática o estado é plenamente incapaz de impedir o tráfico de maconha? Se não dá resultado algum, qual a finalidade da proibição então?

  63. Marcelo disse:

    Tá demorando muito p liberar. Vou postar esta denovo sem o Link:

    Rafael, vc pensa que me insulta me chamando de “apologista”, mas na verdade isto é um elogio.

    Me chamando de apologista vc está dizendo que eu não respeito uma lei que é um resquício da ditadura militar, o chamado “crime de consiência”, ou seja é proibido discordar da opinião do Estado. Eu não me submeto a este tipo de autoritarismo e uso meu direito a liberdade de expressão para defender a opinião que eu quiser.

    Agora, se vc quer denunciar alguns apologistas tem um monte num site nosso muito conhecido, o “hempadão”.

    Pq vc não tenta proibir a liberdade de expressão desta galera? São só alguns milhões de colaboradores impossíveis de ser calados.

  64. Marcelo disse:

    Peraí, acho que sei algumas finalidades da proibição:

    Estimular o tráfico ilegal de drogas, a corrupção policial, o estado paralelo nas favelas, atrapalhar o combate a crimes violentos através do desvio de policiais para ações repressivas, justificar a exorbitante (e mal gasta) receita das policias, etc…

  65. Marcelo disse:

    P.s. Estou sóbrio… Ainda!

  66. Rafael disse:

    Marcelo, eu duvido que vc esteja sóbrio.

  67. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 23, 2010 às 8:28 pm
    Obrigada pela resposta, mas devo dizer que o moleque deve ser muito tapado para achar que o pai é uma besta por condenar maconha e comer bacon. Você já viu alguém entrando em surto ou matando por causa de bacon? Aposto que não. E o moleque também não.
    Comparar a Alemanha nazista a um país que proibe o uso e a comercialização de drogas também foi forçar um pouco demais, não acha?
    Droga é droga, Denis. E diga-se o que se quiser, faz mal. Inclusive a “inocente” maconha. Inclusive o “santo” daime. Tenho um sobrinho, que logo vai fazer 34 anos. Ele é esquizofrênico. Seu primeiro surto foi após fumar maconha, aos 15 anos. Pode ser que acontecesse de qualquer jeito, pode ser que não. Pode ser que acontecesse depois de algum outro estímulo, pode ser que não. O fato é que foi após fumar maconha. E para quem não sabe, esquizofrenia não tem cura e é difícil, muito difícil, cuidar de um esquizofrênico. Ou seja, nenhuma destas drogas, destes chás ou qualquer coisa que tire da pessoa sua capacidade de raciocinar, que a leve a criar dependência, que a leve delírios ou visões, ou “a ficar numa boa, mano”, é saudável. É óbvio que sempre haverá quem se drogue. Sempe houve! Mas não basta os que já detonaram suas vidas, e as vidas de outros, mesmo com a ilegalidade? É necessário tornar a miséria maior ainda, tornando-a legal?
    Aliás, volto ao ponto quanto à dependência, bad trip e od. Quem vai pagar? Você disse que cada um seria responsável por si. Então suponho que nos casos que citei, a imprudente criatrua vai para a casa da mãe ou para um hospital particular, certo? Porque não há razão para que eu, e outros pagadores de impostos, que não nos drogamos, venhamos a custear a “liberdade de escolha” dele pagando tratamento na rede pública, certo? Hoje é assim porque o drogadicto (lindo!) é considerado vítima da sociedade, da família, dos traficantes, da intolerância, da justiça, da lei, até da Alemanha nazista e do pai que come bacon. Com tudo bonitinho, na lei, não vai mais haver vítimas, só escolhas, daí que cada um arque com a sua e não onere a saúde pública é apenas correto.
    Por outro lado – tem que ter um lado bom – com as drogas legalizadas ninguém mais vai se sentir constrangido em admitir que as usa ou não usa e aí poderei exigir tal declaração de médicos, dentistas, professores e outros profissionais que eu venha a querer contratar para mim ou minha família, o que não é possível hoje, outro motivo de a gente querer recomendações sobre profissionais.
    Os drogados certamente não se incomodarão em ser operado por um médico doidão. Mas descolado, claro. Eu, careta, vou preferir um que esteja bem consciente enquanto eu, ou alguém que eu ame, não estiver.

  68. Cínthia disse:

    Parece-me um tanto quanto estranho essa idéia de carteirinha…
    É como se dissessem:
    Olha, você é normal, pode se drogar o tanto que quiser!
    Dificilmente um dia encontraremos alguém que tenha alto controle sobre o consumo de drogas.
    Afinal, todos os dependentes, normalmente, dizem que param de consumir quando quiserem.

  69. Rafael disse:

    Excelente comentário memyself.

    Esses arroubos retóricos, essa hipérboles, exageros, comparações descabidas e acusações esdrúxulas (aparentemente eu só posso criticar o Marcelo se for a favor do crime organizado), só cumprem um propósito: proteger essa turma de doidões descolados de suas responsabilidades individuais.

    Na cabeça dessa gente o mundo existe para satisfazer as vontades deles e para protegê-los das consequencias das proprias escolhas! Ou seja, eles tem que ter todo o direito de fumar e dever nenhum pelas consequencias – como, por exemplo, reabilitação.

    Sei lá, é só a minha opinião, mas eu odiaria ser assim.

  70. denis rb disse:

    Memyself,
    Vc diz que “droga é droga”, e não é bem assim. Tem muito pouco em comum entre as substâncias agrupadas nessa categoria genérica. E tem um monte de substâncias legais com efeitos e riscos muito maiores do que as ilegais.
    E sim, precisamos e uma sociedade onde as pessoas se responsabilizem pelos seus atos. Hoje gastamos uma grana descomunal para armar um aparato repressivo gigantesco que não dá resultado nenhum. E essa grana é repartida entre toda a sociedade. Eu pago uma fortuna para proibir drogas. Não quero mais pagar. Não quero mais esse estado gigantesco se metendo em cada uma das escolhas que eu faço dentro da minha casa. No mínimo, se a comercialização das drogas fosse pesadamemnte taxada, o dinheiro desses impostos poderia ser usado para tratar gente como o seu sobrinho. Que o usuário de drogas pague o prejuízo que as drogas causem, e não a sociedade inteira.
    A história do seu sobrinho é triste e trágica. Mas lembre-se: ela aconteceu no ambiente proibicionista. Não estou dizendo que não teria acontecido se a proibição não existisse. Provavelmente teria sim acontecido. Mas tenho certeza de que ele teria condições de receber um tratamento mais adequado se o aparato legal não estivesse impedindo a pesquisa científica e o cuidado com o usuário.

  71. denis rb disse:

    Cínthia,
    É por isso mesmo que a carteirinha poderia ser útil. Se houvesse um registro informatizado das suas condições médicas e do seu consumo, não teríamos que confiar nos dependentes quando eles dizem que “param quando quiser”. Teríamos informação. Informação transforma.
    Não estou inventando esse sistema na minha cabeça. Ele existe. É assim na Califórnia, onde morei: usuários de maconha são cadastrados, compram legalmente, em farmácias credenciadas, é possível saber o quanto eles compram, é possível medir a eficácia das ações. Há transparência.

  72. Felipe Maddu disse:

    É só fazer as contas, os humanos fumam antes de cristo nascer(para fazer uma hipérbole drogasXreligião) e a maconha é proibida desde o século XX, então chego a conclusão: Era tão ruim assim milhares de anos atrás. Não tem nada por trás dessa proibição?

  73. Felipe Maddu disse:

    É só fazer as contas, os humanos fumam antes de cristo nascer(para fazer uma hipérbole drogasXreligião) e a maconha é proibida desde o século XX, então chego a conclusão: Era tão ruim assim milhares de anos atrás? Não tem nada por trás dessa proibição?

  74. Marcelo disse:

    Eu não quero ter o direito de fumar maconha Rafael. Eu já tenho este direito.

    Só quero que o Estado reconheça logo de uma vez que não tem poder sobre milhões de usuários como eu e pare de gastar o meu dinheiro num aparelho repressivo completamente inútil e corrupto. A cervejinha que vc bebe e defende causa muito mais prejuízo à sociedade do que a minha plantinha.

  75. Rafael disse:

    Deixe de ser ignorante Marcelo.

    Eu bebo “a minha cervejinha”, mas onde vc me viu aqui fazendo apologia, dizendo como faz bem e que é um direito sagrado?

    Se amanha o governo proibir a cerveja, eu nao vou gostar. Mas nao vou comprar de um “cara com a arma na mao”.

    E nao, voce nao tem o direito de fumar maconha! voce fuma, mas nao tem o direito, nao é permitido e está errado no que está fazendo.

    Se voce dorme bem cada vez que ve noticias relacionadas à violência do tráfico, se inventa pra si mesmo que é culpa do estado, o azar é só seu.Note que, segundo você: o estado te obriga a exercer o direito de fumar maconha, apesar de proibir.

    E depois vem dizer que está sóbrio? Vai fumar maconha que é a melhor coisa que vc faz pelo mundo.

  76. Marcelo disse:

    Deixe vc de ser ignorante, Rafael. Para começar eu nunca disse que maconha faz bem, aqui nste blog eu nunca fiz apologia, apenas exerci o me direito de expressar a minha opinião sobre questões de políticas públicas, estamos numa democracia não é mesmo? em democracias verdadeiras as pessoas podem discordar das leis e propor alternativas. Como já disse não sou responsável pelos males que a proibição da maconha causa à sociedade. Gente hipócrita como vc, que colabora para manter esta proibição burra é que é.

    Vc é um hipócrita, sabe muito bem que a sua droga e infinitamente mais nociva que a minha e ainda tem a cara de pau de dizer que a minha é que deve ser proibida enquanto a sua faz milhões de vítimas todos os dias (22,5 vezes mais do que todas as drogas ilícitas somadas).

  77. Marcelo disse:

    Ops.. tinha esquecido de avisar, desta ultima vez eu já estava chapado.

  78. Klev2009 disse:

    Só Sr.Denis, que não se tem notícia de que São Francisco, fazia uso de qualquer substância alucinogena, ok?

  79. Felipe M disse:

    Tenho outro argumento à favor, claro. Porque questionar uma lei burra não é fazer apologia, e se for tb… Mas a questão é que como o grande Marcelo(à favor) disse, o álcool é bem pior. Se a cannabis fosse legalizada ia ser bem mais fácil controlar do que outras(só para relembrar, nem o rei Bob Marley morreu em decorrência do uso da erva). Outra, um cara bêbado guiando e outro chapado, qual a probabilidade do cara embriagado bater, e do emaconhado? Continuando no raciocínio, fumaça por fumaça a dos carros que vossas senhorias dirigem é bemmmmm pior e estraga a qualidade de vida dos outros, enquanto que a da maconha só a si(e olha que uma fumaça bemmm mais cheirosinha né, convenhamos).

    Ps Essa da propablidade alguns não conseguirão responder, pois não sabem os efeitos e nunca usufruiram da erva e há até tem quem pense que causa alucinações(Embora eu já tenha visto uma pessoa numa festa que por acaso era crente e depois de fumar disse para uma pá de gente que já tinha visto essas pessoas no inferno).

  80. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 24, 2010 às 4:53 pm
    Denis, nunca ouvi falar de que haja um aparato legal impedindo pesquisa científica. Já cuidado com o usuário, well acho que ele dispensa, pois não, já que não tem consigo mesmo.

    Não há forma de me convencer de que ingerir, fumar, inalar, injetar qualquer coisa que altere seu estado de consciência e que o torne viciado, dependente dela e do fornecedor possa ser bom. A não ser, é claro, para quem vende a coisa. ilegal ou legalmente. Cliente cativo, afinal, todo mundo quer. Nunca concordarei com a legalização de qualquer substância dessas. Se houver um plebiscito, meu voto será contra. Se houver um decreto, uma lei, continuarei sendo contra. Não entregaria, e não entendo que haja quem entregue voluntariamente, minha vida a um fornecedor. Não consigo imaginar viver na escravidão do desejo, da fissura por qualquer coisa. Prezo demais minha liberdade e tenho respeito demais pelas pessoas com quem convivo.

  81. Marcelo disse:

    Memyself, vc não conhece a maconha.

    Usuários de maconha não viram “escravos” de traficantes. Isto que vc falou sobre drogas se aplica à cocaína, à heroína, ao crack, etc. Não fico nem nunca fiquei desesperado p fumar maconha, nunca precisei me endividar, cometer crimes ou qualquer coisa do tipo por causa da maconha. Se vc não usa nem quer usar nenhum tipo de droga esta é uma opção sua, uma opção louvável diga-se de passagem, mas é SUA opção.

    Querer impor o seu estilo de vida às outras pessoas é uma atitude plenamente condenável, típica de gente hipócrita que sai acusando os defeitos dos outros mas é incapaz de enxergar os próprios erros. Sério, vc acha mesmo justo proibir uma droga relativamente inofensiva, e que hj em dia é até vendida como remédio (e de eficácia comprovada) em países desenvolvidos, e liberar uma outra que mata aos milhões?

  82. jorji disse:

    Uma pergunta a todos, porque leva determinados indivíduos a consumir drogas, outras não? Eis a questão fundamental. Que as drogas em geral faz mal à saúde tanto do usuário, bem como traz prejuizos à sociedade, todos sabemos, bem como já fazemos uso de drogas há milhares de anos, talvez milhões de anos, já que até animais também consomem substâncias que entorpecem, já li inclusive na revista super interessante. Os países ditos do primeiro mundo são o principal mercado consumidor das drogas, me parece que a maior parte do consumo mundial é nos EUA, e a maior parte da produção de drogas é feito nos paises dito subdesenvolvidos, como na Colômbia, sudeste asiático, Afeganistão, isso significa que junto com o problema do aquecimento global, esse é um problema global. A minha humilde sugestão é, para amenizar o problema, já que os países desenvolvidos tem mais recursos tanto financeiro, bem como de estrutura de saúde pública e pesquisas científicas, é eles tentarem reduzir o número de dependentes, se caso isso aconteça e haja uma redução drástica nos principais mercados consumidores, fatalmente o consumo e problemas aumentarão nos países ditos do terceiro mundo. Isso significa que tem que existir cooperação de âmbito global, um trabalho no sentido de diminuir os números de dependentes, e criar estrutura para tratar um dependente químico, lhe devolver a dignidade, um usuário no fundo quer o socorro, seja um dependente de álcool, cigarro ( no meu caso consegui largar esse maldito vício), ou drogas ilegais. Também oferecer alternativas para os que lidam com a produção das drogas ilegais, principalmente os camponeses. Será que eu estou sonhando?

  83. Felipe Maddu disse:

    Memyself, deve ter mais gente fissurada por dinherio, status, carros, mansão no Morumbi do que pela maconha. Quem fuma consegue ficar bem sem, se livra muito mais fácil do que os “fornecedores legais” de álcool e tabaco.

  84. Eduardo disse:

    Digressoes sobre o DAIME: 1- Estabelece uma diferença categórica entre espécies de traficantes, a saber: A- TRAFICANTE OTÁRIO: oriundo da classe mais pobre; infância traumatizante; analfabeto; família destroçada; mora em morros/becos nojentos donde nao pode sair; expectativa máxima de vida 25 anos; gasta fortunas para corromper entes públicos. B-TRAFICANTE MALANDRO: oriundo de classe média/alta; tem estudos e, às vezes, ensina em Universidades Públicas; expectativa média de vida indeterminada; bem recebido na mídia; capaz de mobilizar; funda Igreja cuja adoraçao é baseada em drogas; consegue (nao se sabe como!) permissao do Estado para dar, comprar, usar, vender drogas. QUE PAÍS DESIGUAL!

  85. Eduardo disse:

    Digressoes sobre o Daime 2. Há uma lei que criminaliza a droga, elaborada e votada pelo congresso nacional, composto de políticos que ali chegaram por meio do voto de milhoes de brasileiros e é assinada pelo Pres. República. Como fazer algo que a lei proíbe sem ser criminoso? Arrumar uma “exceçao”. Funda-se uma igreja cujo ente divino está contido em DROGA; consegue-se (nao se sabe como; aqui é o PULO DO GATO) que um funcionariozinho público desconhecido, sem votos, sem autorizaçao presidencial, assine um papel que permite-lhe dar, vender, comprar, etc, drogas para fins “religiosos”. Caso alguém morra, culpe-se UM MALUCO criminoso. NINGUÉM VAI QUESTIONAR ESSA EXCEÇAO À LEI?

  86. Eduardo disse:

    Cadê os nomes das autoridades públicas que assinaram a permissao para que a igrejinha de traficantes pudesse comercializar drogas? Esses caras sao coautores desse crime e de todos os outros que se cometerem envolvendo esses viciados. De alguma forma, a justça divina atuou aqui: o cara que dava drogas para os filhos dos outros foi morto por um deles…o mal destruindo a si mesmo. Epa! Acho que dá para fazer uma igreja a partir dessa idéia e tentar vender algo proibido por lei: revóveres cal/38, por exemplo, e dizer que é a combinaçao do aço e da pólvora ancestral que, oriundos dos Romanos e Chineses, se fundiram num amálgama…blá blá blá……

  87. Eduardo disse:

    Proibir a tal igrejinha de lidar com DROAGAS nao ofenderia a democracia brasileira, ao contrário, a fortaleceria, pois a lei que criminaliza o tráfico de drogas foi votada pelo congresso nacional com a assinatura do Pres. República. Se o congresso ou o Presidente sao uma merda, paciência, mas foram votados democraticamente pelo povo. A exceçao à lei que permite a tal igrejinha consumir, dar, vender, manufaturar, etc, DROGA foi assinada por um ilustre desconhecido funcionário público do Executivo (sabe-se lá por quê!!!) de um órgao federal. ISSO É DEMOCRÁTICO? A democracia é alterar a lei de forma que ela nao seja genérica? Que nao valha para todos?? Se tiver que prender índios na floresta, qual o problema?? Quando um casal de índios estrupou e matou uma professora nao foram punidos porque foram considerados “silvícolas”, mas tinham carro, ouviam som estéreo e tudo mais. Ora, vamos deixar de ser hipócritas: o que se quer, ao permitir que a tal igreja possa usar DROGA, é o mesmo que se quer quando se diz que criminoso com curso superior fica em cela especial, ou seja, É MANTER A SENZALA AOS POBRETOES, COM TODO RIGOR DA LEI, E AS PERMISSIVIDADES DOS SENHORES DE ENGENHO PARA A CLASSE MÉDIA ALTA!!

  88. Memyself disse:

    Marcelo disse:
    março 25, 2010 às 8:28 am
    Quem está querendo se impor são vocês, meu caro Marcelo. Querendo tornar legal o que é ilegal e não-saudável. Mas acho que voces estão se batendo por isso à toa, gastando energia à toa. Fundem uma igreja, cujo princípio se baseie no consumo de alguma droga, qualquer uma, e pronto, é só correr para o abraço com os fiéis. Não esqueçam de manter ambulância na porta. Mais uma idéia: fundem uma ong, digam-se perseguidos, digam-se minorias discriminadas. Funciona bem, principalmente hoje em dia. E para os que gostam de gritar hipócrita, hipócrita: não o sejam, simplesmente assumam que praticam uma atividade ilegal, criminosa e continuem escondidos da família, da sociedade e da polícia. Dos médicos, dificlmente escaparão. E nice trip!

  89. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    março 25, 2010 às 9:17 am
    Querer ter carros, mansão e dinheiro não é crime, a menos que se roube para isso. Consumir e comercializar drogas é. Percebeu a diferença?

  90. Felipe Maddu disse:

    Vixe o Eduardo entrou no blog errado, deve ser amigo de um tal de Reinaldo tststst O consumismo pode não ser crime, mas acarreta uma disputa selvagem e os que tem menos vão querer ficar ricos através da corrupção, assaltos e etc Capitalismo selvagem como diria os Titãs….Crime por crime, cada país tem o seu, lembrando que no Irã e na Árabia gostar de pessoas do mesmo sexo é crime, então há leis que são feitas para ser discutidas e questionadas. Você sabe o REAL MOTIVO da proibição da maconha?

  91. Felipe Maddu disse:

    Memyself, e a gente tá falando primordialmente de maconha, seu carro cuspindo fumaça na rua faz bem mais mal(FATO!), mas como é legalizado pode né, entupindo as ruas, causando mortes reais(o que não acontece com a cannabis, nem Bob Marley morreu por causa disso) e quem não tem carro paga o pato, sendo respirando a maldita poluição ao andar de de bike, entalado em ônibus e metrôs ou andando nas ruas. Quem fuma maconha não tem que ser levado em ambulância, vai estudar os efeitos. è Denis, deve ser o choque geracional mesmo, mente antiga pensa assim.

  92. Marcelo disse:

    Eu nunca tentei obrigar ninguém a usar drogas Memyself. Vcs por outro lado querem nos obrigar a viver da maneira como vcs vivem.

    Não me escondo de ninguém Memyself, nem da minha família, nem do estado (tenho até uma camiseta que diz “100% maconha” que uso na rua quando quero). Não preciso fundar igreja para fumar maconha. Já o faço sem maiores problemas, não será um baculejo aqui, outro ali, ou um milhão de hipócritas gritando suas hipocrisias por aí que vão me impedir de exercer a minha LIBERDADE.

    Eu sei que pratico uma atividade proibida pelo estado, não me envergonho disso, na verdade me orgulho, o nome disso é desobediencia civil. Ghandi e Mandela, assim como eu, tbm usaram este expediente contra a opressão do estado. Pq é isto que está acontecendo em todos os países que proíbem a maconha: opressão, desrespeito às liberdades individuais. Querer tornar legal o que é ilegal é um direito que me assiste na democracia em que vivo. Tem um bilhão de coisas que não são saudáveis e nem por isso são proibidas.

  93. Felipe Maddu disse:

    Memyself, a gente fala de DIREITOS INDIVIDUAIS. Nada a ver com seitas, até porque somos ateus, pelo menos eu.

  94. Marcelo disse:

    P.s. Memyself, ninguém escapa dos médicos.

    Ainda mais vivendo em cidades lotadas de carros poluntes, motoristas bêbados e policiais caçando usuários de maconha inofensivos em vez de criminosos violentos.

  95. Marcelo disse:

    Outra,

    Se vcs querem mesmo acabar com o consumo de maconha no Brasil terão de começar a defender pena de morte para usuários. Só assim eu e alguns milhões como eu pararão.

  96. jorji disse:

    Felipe, o brasileiro só fala em direitos individuais, a questão mais importante são as obrigações, aí entra o tal do jeitinho……………………………………

  97. jorji disse:

    Sejamos realistas, insisto, não tem solução, ainda mais no Brasil, sequer conseguimos proibir a venda de DVD pirata…………………………………, a sociedade tem como proibir a atividade de meretrizes?proibir o consumo de drogas ilegais? Nascemos em um mundo extremamente violento, somos nascidos assim, ficar discutindo direitos individuais………………………….

  98. Felipe Maddu disse:

    jorji, vc fala em brasileiro na terceira pessoa, como se fosse de outro país. Eu falei em um exemplo de dieito. Para cobrarem deveres tem que ter direitos primeiro e um equilíbrio entre ambos. Nada a ver com a lei Gérson.

  99. Fernando disse:

    Caro Dênis, seu artigo estava perfeito. Você defendeu seu valor, de forma categórica. Porém, acho que sua sugestao de “controlar”, por meio de carteirinhas e exames, o consumo de chá, é uma sugestao ingênua. Carteirinhas e exames para que se consuma uma substância seria ótimo na Suécia, na Noruega. Estamos no Brasil, onde o fiscal nao fiscaliza nem as mesas que o boteco insiste em botar na calçada, por falta de condiçoes de trabalho, verba, tempo etc.
    Uma idéia seria obrigar o próprio usuário pagar pelo tal exame periódico, mas isso geraria o problema que vc falou: isso ia começar bem, mas pouco a pouco, esquemas escusos começariam a pipocar.
    Em suma, que se mantenha coisa do jeito que está, pois nao podemos propor soluçoes mirabolantes quando aparece um ponto fora da curva. Cabe a cada um tentar viver sua vida, e se desconfiar de que alguém começou a insistir que é o Jesus, que chame sua família, se afaste, ou o ajude, sujeito aos riscos.

  100. Luna disse:

    Bem…Denis!!!
    Concordo com voce que devemos respeitar as conviccoes de cada individuo, incluindo as conviccoes religiosas, pois isso faz parte da civilidade. Porem, acredito que existe diferentes maneiras de encontrar a paz interior e isso depende muito de fatores diversos como background, nivel cultural, e ate’ mesmo a “fe’ de nossos pais”. A paz ” a qualquer custo”, ate’ mesmo passando por cima da verdade nao pode ser de beneficio ao mundo. As igrejas, nao se pode negar, sao grupos de apoio ao individuo, apoio esse de enorme valor terapeutico, por assim dizer. Ate’ aqui, o livre pensador, ou o pensador independente sempre esteve marginalizado por simplesmente ousar pensar por si mesmo. O mundo esta’ mudando, e a internet e’ parte desta mudanca. Atualmente existem grupos de apoio, workshops, trabalhos comunitarios, hortas comunitarias, etc, etc…enfim, voce nao tem mais que aceitar religiao como o unico caminho para a paz. Afinal, nunca estive em paz com o Deus que pede por um filho em sacrificio em cima de um altar e com as pessoas que acreditam nisso so’ para sitar uma das aberracoes). Nao estou em paz com a lavagem cerebral que submetem as criancas, distorcendo a realidade com a garantia irreal de um mundo futuro destruindo qualquer possibilidade de tais seres humanos verem o quanto o nosso planeta e’ maravilhoso e que precisa de nossos cuidados.
    Parabens aos seus pais, que deram as suas religioes o devido valor e optaram por nem mais nem menos, simplesmente fazer o que e’ correto. Assim do alto de sua liberdade voce pode ser gentil com todos.

  101. Memyself disse:

    Marcelo disse:
    março 25, 2010 às 10:41 am
    Comparar-se a Ghandi e Mandela? Estava fumando maconha, aposto.

  102. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    março 25, 2010 às 10:44 am
    Ninguém precisa acreditar em Deus para fundar uma religião/seita, bobinho. Aliás, acho que a condição para ter sucesso deve ser essa mesma, ser ateu.

  103. Felipe Maddu disse:

    Tá rendendo isso aki heinn Denis rsrsrsrs Então Edir Macedo deve ser ateu Memyself, pq a praga dele tem até nos EUA e Londres, sem contar na mãe África auheuaeh

    Ps: o Marcelo tava falando na questão da desobediência civil, lutar contra as coisas erradas que o Estado impõe, como os guerreiros que lutaram contra a ditadura. E isso pode ser em qquer coisa, tá insatisfeito com os tributos exorbitantes, proteste. não aguenta mais lixo nas ruas, abra a boca

  104. Rafael disse:

    “como os guerreiros que lutaram contra a ditadura”

    Isso mesmo! Sequestre, roube! Exploda bombas em aeroportos! Qual o problema de matar uns inocentes quando se está protestando por uma causa importante?

    Marcelo, Felipe… que figuras tristes que vcs são, presos nessa masmorra de solipsismo auto-glorificante, embriagados de hubris moralista… pobres de vcs.

  105. Felipe Maddu disse:

    Rafael, os militares foram santos então, não estruparam nenhuma guerrilheira, não torturaram, não acabaram com a economia, nada….isso só foi nos países comunistas né aeehauhaeu
    Pobre(de espírito) é vc, que é falso moralista, cheio de hipocrisia, pq defende um estado ditatorial…Wladimir Werzog deve tá remoendo no túmulo…Toda ditadura é maléfica, pelo menos as que existiram…E sempre que existir uma, tem que ter alguém para exercer a desobediência civil…

  106. Felipe Maddu disse:

    *estupraram

  107. Rafael disse:

    Felipe, querer argumentar com vc e/ou com o Marcelo tira qualquer um do sério.

    Vocês são, sem exagero, loucos. O Marcelo se diz e desdiz a todo instante. Você, felipe, invariavelmente lê o que eu não escrevi e responde o que eu não disse.

    A burrice – essa é a palavra – de você é estupefaciente, é invencível. Essa mente couriácea, densa, impermeável à argumentos e idéias, à realidade mesma, é uma coisa incrível.

    Não adianta explicar em detalhes, não adianta apontar diferenças, fazer distinções, elaborar sutilezas. Se eu critico a guerrilha por matar inocentes, então acho que a ditadura militar é uma santa. Me responda uma coisa: Eu disse isso?? Seu doido varrido.

  108. Felipe Maddu disse:

    Somos “doidios” é vero! Dizem que sou louco/Por pensar assim/Se eu sou muito louco/Por eu ser feliz
    Mais louco é quem me diz/Que não é feliz, não é feliz

  109. Marcelo disse:

    Valew Felipão!! Boa essa!! huahuahauhauah
    Eu sou feliz, louco é quem me diz!!

  110. Marcelo disse:

    Memyself, não me comparei a Ghandi ou Mandela, apenas sigo o exemplo deles.

  111. Marcelo disse:

    Isto mesmo Rafael, desista do debate. Vc realmente não tem argumentos. Não consegue provar que a proibição traz qualquer benefício para a sociedade e não encontrou uma justificativa sequer para que o álcool que defende mereça ser liberado enquanto a maconha deva ser proibida.

    Está tão sem argumentos que começou a imitar o ídolo, “Tio Rei”, passou a atacar as pessoas com quem debate em vez de discutir idéias. E ainda por cima imitando o vocabulário pseudo-refinado que aprendeu lendo o blog do “Tio Rei”(parece mesmo que usou ctrl-c ctrl-v nestes últimos posts).

    E vc ainda afirma que eu me “desdisse”. Pois bem, eu o desafio a apontar nos meus posts onde foi que eu me contradisse.

  112. Marcelo disse:

    esta eu pesquei no Twitter:
    “O Ministério da Saúde adverte: ‘Quem fuma maconha não está nem aí pra nossas advertências!'”

  113. Felipe Maddu disse:

    Isso ai Marcelo, além de loucos somos orignais, sem ctrl-c ctrl-v haeuhaeue

  114. denis rb disse:

    No comentário de 25/3, às 12:00 AM, o Memyself fala sobre a dependência por maconha (usando palavras como “escravidão” e “fissura”)
    Eu queria só fazer alguns comentários sobre dependência, que é um assunto bastante mal compreendido.

    No passado, achava-se que havia dois tipos de dependência: a química e a psicológica. Dependência química, como a causada pela cocaína, pela heroína, pela nicotina ou mesmo pela cafeína é aquela na qual o organismo se “acostuma” a uma substância de tal maneira que, se privado dela, haverá sofrimento, doença e até morte. Já a dependência psicológica não implicaria numa necessidade tão premente. O sujeito sente prazer com uma substância e, por isso, tem muita dificuldade para se imaginar sem ela. A maconha causaria eventualmente dependência psicológica.

    Hoje se sabe que essa divisão não faz muito sentido, porque, no fundo, a sensação de prazer é química também (regulada por neurotransmissores como a dopamina). Ou seja, toda dependência tem um fundo químico. A dopamina é liberada no cérebro sempre que fazemos algo prazeroso. Algumas pessoas – em geral aquelas mais ansiosas, que são dadas a compulsões – têm uma forte tendência a se “viciarem” nessas sensações prazerosas. Maconha provoca prazer. Portanto – como tudo que provoca prazer – tem o potencial de causar dependência em uma porcentagem (relativamente baixa) de seus usuários. Mas essa dependência é da mesma natureza da dependência por jogo, sexo, comida, açúcar, TV. Tratar dessa dependência não é fácil, nesses tempos em que vivemos, super saturados de estímulos, o que favorece a ansiedade. Mas não me parece que proibir a TV, o açúcar ou o sexo seja a melhor maneira de lidar com compulsão. Acredito que teríamos melhores resultados para cuidar de dependência de maconha se investíssemos em educação, em pesquisa, se cuidássemos do equilíbrio psíquico das pessoas.

    Não há “escravidão” ou “fissura” em usuários de maconha. O que há sim é gente pensando “eu não devia”, mas fumando mesmo assim (eu tenho isso com amendoim). O que há sim é gente (geralmente jovem) que sabe que a maconha atrapalha sua vida mas continua fumando mesmo assim.

  115. denis rb disse:

    O Fernando, no dia 25/3, às 12:46 PM, concordou com a minha argumentação, mas disse que estamos no Brasil, onde os fiscais são corruptos, onde nada funciona, e que portanto é melhor deixar as coisas do jeito que estão.
    Entendo o desânimo dele. Os problemas, quando olhados de perto, são tão imensamente complexos que dá a impressão de que é absolutamente impossível escapar deles.
    Só que acho que, no fundo, o que ele está dizendo é “o Brasil é ruim, portanto não adianta melhorá-lo” – enfim, não faz sentido. Proibir drogas causa diretamente a corrupção da polícia e do sistema de justiça. Ambientes proibicionistas são por natureza ambientes nos quais o crime organizado, o suborno e a violência triunfam. A experiência americana de proibir o álcool nos anos 1920 é um exemplo muito claro disso – além de não funcionar, fez com que o gangsterismo ganhasse poder e cooptasse policiais, juízes e políticos. Livrar-se da proibição definitivamente não é fácil – os problemas que ela criou não vão embora automaticamente quando ela for. Mas é condição primeira para que se lide com eles.
    Em resumo: o Brasil é mesmo corrupto e complicado. É por isso que precisamos nos livrar da proibição.

  116. denis rb disse:

    Memyself,
    Vc diz que não sabia que havia um aparato legal impedindo a pesquisa científica.
    Há sim.
    Hoje é praticamente impossível para estudiosos de saúde pública aprovar um experimento para determinar os efeitos à saúde de uma droga ilegal – é por isso que, embora praticamente não haja pesquisa comprovando que maconha cause males sérios e permanentes, eu não afirmo que ela não cause. Ainda que eles consigam aprovar a pesquisa, será dificílimo recrutar sujeitos de pesquisa, já que ninguém vai querer reconhecer que usa drogas. Há uma economia ilegal gigantesca, com ramificações em cada vilarejo do país – e sabe-se quase nada sobre ela. Não se sabe quanto dinheiro a droga movimenta, quantas pessoas são sustentadas por ela – enfim, a economia e as outras ciências humanas são incapazes de pesquisar um pedaço imenso da vida brasileira. Tem uma sombra gigante sobre o Brasil e a pesquisa científica simplesmente não consegue investigar o que está embaixo dessa sombra.
    Lembre-se que o jornalista Tim Lopes, da Globo, resolveu fazer uma reportagem sobre a economia paralela da droga no Rio. Foi capturado e decapitado. Como pode-se perceber, não é um ambiente aberto à investigação.
    Gosto muito da frase do Brandeus: “a luz do sol é o melhor desinfetante”. Tire as drogas das trevas, deixe que a sociedade lide com elas. Os problemas obviamente não vão desaparecer (sempre haverá gente com problemas, e sempre houve). Mas toda a sociedade será capaz pelo menos de observá-los, de entendê-los. E soluções vão aparecer. Hoje, do jeito que está, drogas são um problema da sociedade inteira, mas apenas a polícia tem acesso a ele.

  117. Marcelo disse:

    Concordo em tudo Denis só acho que muita gente ia se oferecer para pesquisas sobre os efeitos da maconha. Eu mesmo gostaria de ser voluntário.

  118. Acir disse:

    É Denis, às vezes não acreditar em deus nenhum acaba nisso: se perderdendo o norte moral, sabe como é? Não que pessoas pias também não possam sofrer o mesmo, mas estas tendem a acreditar mais no divino e menos no superhomem, não é mesmo? A legalização das drogas não diminuiria a violência, só aumentaria o consumo e o número de dependentes. Qualquer um que não esteja defendendo interesses próprios pode ver isso. O argumento de comparar as drogas com o álcool e o tabaco é falacioso na proporção que estes não alteram o estado mental do consumidor da mesma maneira, e nem viciam com a mesma rapidez e voracidade. Mas tenho que respeitar todas as opiniões, mesmo que algumas sejam, como dizia minha avó, idéias de “jerico”. Afinal isso aqui é uma democracia (felizemnte não a venezuelana, né?). Quanto à certas “igrejas” que misturam o daime com maconha, dizer o quê? Nem Edir Macedo faria melhor para angariar tantos interessados.

  119. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 26, 2010 às 12:37 pm
    Sorry, mas basta que quem queira pesquisar sobre drogas entre em qualquer hospital, em qualquer prisão, entre em qualquer casa, acho que este é o novo nome das antigas febens, e vai ter farto material para estudo. E tem os voluntários, como o Marcelo. O desobediente civil seguidor de Ghandi e Mandela não vai se furtar a isso só porque droga hoje é ilegal. Isso é irrelavante para ele, o herói da resistência. O restante, a economia, a dinâmica, os cadáveres no caminho entre produtor e consumidor e que tais são de caso de polícia mesmo. Não posso imaginar que você possa achar correto importar drogas legalmente de produtores como as farc, por exemplo, que a gente sabe o que faz com o dinheiro. Ou que tal importar papoula produzida pelo pessoal do Bin Laden? Mas você fez um belo discurso sobre fissura e compulsão, que eu não tenho a menor idéia de onde você tirou. Pesquisa científica, talvez? Legalizar as drogas não vai tornar seu consumo menos nefasto, nem para os consumidores, nem para a sociedade. E com todo o discurso libertário de vocês, ninguém me disse que não se incomodaria em ser operado, ou ter alguém que ame operado por um médico usuário de drogas. Mas, ocorreu-me que a liberação possa vir a ter (mais) um lado positivo: o turismo para consumo. Já somos, afinal, um destino privilegiado para turistas sexuais, acrescentaríamos mais um atrativo para o esgoto mundial vir desaguar aqui.

  120. jorji disse:

    É a química , é a química, a vida surgiu em função de reações quimicas, o Denis concorda comigo, diminuir o número de dependentes, liberar com controle, é tudo questão biológica, é tudo questão biológica, mais pesquisa para procurar métodos mais efetivos para tratar os doentes, o resto é papo furado, eu penso, eu acho, é a minha opinião sem embasamento científico só sai bobagem.

  121. denis rb disse:

    Poxa, Memyself,
    Acho muito muito muito improvável que eu consiga encontrar um médico para me operar que não seja usuário de alguma droga.
    Se eu me importo? Cara, me importo sim em saber se ele é um sujeito responsável, se é bom profissional, se é competente, se tem um bom histórico. Acho fundamental saber se ele é uma pessoa que assume responsabilidade sobre seus atos. O que ele faz à noite, depois que volta para casa, com quem ele transa, qual sua religião ou em quem ele vota, honestamente, não faz a menor diferença para mim.

    E tenho que te dizer que seu discurso anti-científico me deu uma tristezinha.

  122. jorji disse:

    ” Esgoto mundial”, o que é isso? Cada coisa! Ah, deve ser aquela massa cinzenta que fica dentro da caixa craniana dos humanos, só pode ser isso.

  123. denis rb disse:

    Ah, Acir, pelo amor de Deus,
    Como assim?
    Óbvio que álcool e tabaco não alteram o estado mental da mesma maneira que maconha ou cocaína: cada um altera de uma maneira diferente. Mas todos alteram. Álcool altera muito, muito mesmo.
    Álcool e tabaco não viciam de maneira tão rápida ou “voraz”? Claro que viciam. Ninguém tem dúvidas que o tabaco tem um índice de dependência imensamente maior que a maconha – e maior que a cocaína. Os números variam, porque variam os critérios para definir o que é dependência. Mas, num estudo americano que tenho aqui em mãos (Anthony et al, 1994), os índices de dependência entre usuários para várias drogas são os seguintes:
    tabaco: 31,9%
    heroína: 23,1%
    cocaína: 16,7%
    álcool: 15,4%
    maconha: 9,1%
    analgésicos: 7,5%
    Em outros estudos você vai encontrar variações (às vezes o índice da heroína é maior que o do álcool, já vi gente afirmar que a dependência de maconha chega a 15%).

    Acir, por favor: sei que este é um debate inflamado, fortemente carregado. Mas você não pode simplesmente inventar dados e publicá-los. Isso é feio demais: é mentir. Vamos tentar manter essa discussão minimamente civilizada. Ainda mais considerando-se que é você que está me acusando de fraqueza moral.

  124. Felipe Maddu disse:

    O que trava a discussão é o moralismo “fake” e justamente o discurso religioso de alguns. As pessoas nascem assim, drogas são más, que aborto é assassinato(mas comem carne), que dineheiro é tudo nessa vida, como há outras que nascem achando que tem que matar homossexuais. Elas são ensinadas. Ainda mais depois dos 40 a mentalidade não muda facilmente. Eu nunca fui ensinado a falar nem uma coisa ou outra e sim questionar o que dizem. Mas a questão central e que foi posta em discussão nos últimos comentários é da PESQUISA. Esta seria de suma importância, porque países decentes tratam a coisa com serenidade e como questão de SAÚDE e não caso de polícia como muitos dizem. Talvez só na terre de Berlusconi e olhe lá!!!!

    Ps: É triste umas pessoas falarem tão mal de nosso País. Apesar das deficiências está mudando aos poucos. Ás vezes fico puto, mas justamente pq falta gana de muita gente para mudar e para de reclamar.

  125. Shere W. disse:

    Este pequeno post-comentário é em memória a estudantes amigas …
    Talvez até alguém ria, mas talvez também alguém veja, igrejas lindíssimas boiando em cima das cidades atoladas literalmente em esgôto psicológico das crenças e do que nós fizemos a nós com toda a sordidez delas.
    Uma garota na faixa dos vinte anos de idade morre estupidamente sem que se saiba bulhufas de como isso se sucedeu.
    Então, todo condoído, o católico da paróquia diz assim pra mãe da garota, em estado íntimo que é só pedaços: “Ela era tão devota, e tão boazinha, imagine que nunca esquecia de suas obrigações com a paróquia (lençinho nas lagriminhas) … sem a caridade dela nem sei como vamos dar de comer àqueles rapazes que precisam tanto levar uma cruz dura pela Palavra”.
    A mãe tocada diante do tamanho do amor da filha, e incerta de quanto ela suportava esse amor, diz encharcada por tanta inclinação divina: “Nem pensar pároco, agora que ela está com Jesus não só o dízimo pequenino e tanto que ela dava de si vai faltar, eu mesma vou levar tudinho lá; não é por isso que o amor de Jesus vai esfriar; mas o meu menino, pede pra Jesuis deixar ele um pouquinho”.
    O pastor batista sentindo também a perda de tão prestimosa ovelha, em confraternização com os pastores do macedo, desabafa choroso: “Isso é que era ovelha valiosa pro reimno, um exemplo no rebanho. Que família! Temos que converter essa mãe pro verdadeiro caminho”.
    Nas proximidades, com ouvido bem aberto aos acontecimentos o pastor assembleiano pula da cadeira da outra casa tão pobremente conseguida de frente pro mar, e aconselha com incrível bondade: “Isso tem que ser feito cum sabedoria. Quem tem mais lá?”.
    Um novato abelhudo se mete alopradamente: “Dizem que o irmão dela tá regado na grana. O muleque faz estrípitíse, canta, é chefe de torcida do time da cidade …”
    Mas o conselho de outras denominações mais cheio do espíritu toma o assunto com autoridade: “ Não tão vendo que não se pode deixar uma garota assim chegá tão desamparada no céu, sozinha sem o pai?”.
    Um outro abençoadíssimo “preletor” tomado pelo espíritu, lembra que um irmão que chegou da África precisa de cuidados, e que ele é a chave pra fechar e abrir a sorte daquela casa; porque o garoto “perdido” e sem irmã também vai precisar de pai.
    Nesse instante até o Crack sentado no trono se comove e derrama seu podrer Tremendo, de tanto espíritu de revelação e bondade santa. E eles todos, a irmandade toda ecumenicamente dá graças, e se esbanjam de felizes de tanta graça.
    Na esquina da venda, uma irmã discretíssima depois de espreitar pela fresta da cortina o ir-e-vir dos outros, corre pra “falá” com uma “mirnistra” da Palavra, e com a mãozinha no peito tão sentida, confessa: “Ai que era uma moça tão obediente” …” Dela se aproveitava tudo”.
    E a “mirnistra” logo insta à ingênua: “”Ih! Minha filha … Disso aí digo Chiii … Aquela lá não era lá essas coisas não; não vê?! Ficou toda emburradinha só por que o namorado da minha filha tinha uma tarazinha por ela. E quê adianto! Tá lá agora estendidinha”.
    Uma assídua seguidora de procissão chega rápido na prosa e recatada põe o dedinho com dois toquinhos no biquinho e diz: “Cala-te boca.”
    O molecão-arrasta-cachorro-pra-fazer-cocô-no-parquinho muito puto e vingado, espraia pros amigos na balada: “Pô! Aquela vagaba dava pra todo mundo, só por que eu quis agarrá ela na escada, ficou toda putinha comigo. Quase me fudí maluco!”
    Os papa-biscoito-venu-bíguibródi, da ganguinha de fode-mal, se alopram em côro: “Pôrra, qualé a tua Mané?! Por que não falô cum a renti! Sê tu falassi, nós tudo pegávamu ela. Armavamu um bóti e ela tinha qui dá pá todo mundo!”
    Um nada, um estranho, que notava esses estrumes ganindo, passa no roseiral, apanha uma flor, vai e coloca na mesa da sala de aula onde a garota estudava. Talvez soubesse que algumas balas não eram tão perdidas assim, e soubesse que alguns acontecimentos eram mesmo da “vontade soberana do deus”, que tanto faz “bem” aos seus “amados” à sua imagem, educados à sua semelhança.

  126. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    março 26, 2010 às 3:20 pm

    Curiosidade, já desde outros posts: qual é a sua idade?

  127. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 26, 2010 às 2:43 pm
    Não tem nada de discurso anticientífico no que eu comentei. Apenas apontei o farto material que já está disponível, sem ser necessário criar ainda mais liberando-se as drogas.
    Também não me importo com quem o médico transa ou se transa, tampouco sua religião, embora ela sempre forneça informações interessantes, nem em quem ele vota, se bem que isso está se tornando matéria importante nos dias de hoje. Me interessa a mesma coisa que interessa a você: se é competente, se assume responsabilidades pelos seus atos, se seu histórico profissional é bom. A diferença é que para mim ele tem de ser tudo isso e careta. Para você ele tem de ser tudo isso apesar de usar drogas. Pensando bem, você é muito mais exigente do que eu!

  128. jorji disse:

    Essa eu não sabia a respeito do tabaco, por isso foi uma verdadeira batalha que travei dentro de mim, largar o cigarro não foi fácil, como era uma delícia fumar com um cafezinho, cerveja, depois de uma refeição, depois do sexo, quando estava ancioso, mas venci o maldito vício. Uma das coisas boas no país , foi essa campanha contra o cigarro, é óbvio que muitos não largarão o vício, mas eu tenho certeza que aquelas imagens com fotos nas carteiras de cigarro com as vítimas do cigarro chega a tocar o inconciente , conciente e o sub conciente do viciado. Por essa razão é que a liberação das drogas é um dos fatores decisivos, e certa vez li que a maioria dos juízes americanos seriam favoráveis. Felipe, eu tenho certeza que o Brasil está melhorando e vai melhorar mais ainda, na minha opinião a melhora no campo econômico será mais acelerado do que nas questões da conduta humana, como a ética e a moral, mas o Brasil caminha na direção certa.

  129. jorji disse:

    Eu me importo sim com quem o meu médico transa, imagine eu, um bonitão, deitado numa mesa de cirurgia sedado, se ele for gay………………………………

  130. Felipe Maddu disse:

    Memyself, tenho um pouco mais de 1/4 de século rssrrs Mas o que quis dizer é que quanto mais velho vc é, mais inflexível intelectualmente fica. Um exemplo é meu pai que tá nas 6 décadas. Minha casa tá com rachaduras e no quarto dele a situação é das piores e ele continua a dormir lá. Dai eu falei para ele sair pelo menos até começar a reforma e o cara continua lá. Parece você, argumentos coerentes foram apresentados para você, mas você não aceita.A discussão aqui é murro em ponta de faca mesmo, enxugar gelo hahaha

  131. Felipe Maddu disse:

    jorji, eu não concordo com você em algumas coisas, mas confesso que em outras vc é incrível tstst a da dedada foi foda!!! Com relação ao médico, imagina se ele vai no bar à noite e na manhã do dia seguinte vai operar alguém, conheço médicos que bebem horrores.

  132. denis rb disse:

    Memyself,
    Se você for ao Google Academic e fizer uma busca por “tobacco”, vai descobrir que há 1.340.000 trabalhos científicos sobre tabaco. Muitos deles são trabalhos médicos – que ajudam diretamente a entender mecanismos (como o da dependência ou o da formação de cânceres) e, portanto, a salvar vidas.
    Faça uma busca por “marijuana” e vai descobrir que há apenas 155.000 trabalhos científicos sobre o assunto. Se você for olhando as pesquisas vai notar que muitas delas são especulativas, ideologizadas. Poucas parecem ter impacto direto na saúde dos usuários.

    Aí você me diz que não precisamos de mais pesquisas. Que é só olhar em volta – violência, superlotação das prisões, mortes – para concluir que nosso arcabouço legal é bonitão e não precisa ser mudado. Que está tudo bem. Eu acho isso profundamente anti-científico. Acho que é o mesmo que dizer “não interessa a ciência, nós sabemos o que é melhor para vocês”. Ou “quem se preocupa com a saúde dos usuários de maconha? Que eles queimem no inferno”.

  133. denis rb disse:

    E é claro que eu sou muito mais exigente que você, Memyself. Eu acho que nosso sistema é ruim e quero discutir maneiras de melhorar. Você acha que está tudo uma maravilha e não quer nem que se faça pesquisa sobre o assunto.

  134. jorji disse:

    Felipe, voce tocou num ponto importantissimo, é óbvio que as drogas são questões de saúde pública, e já li muitas vezes que os médicos, muitos deles são viciados em drogas, porque eles vivem em contato direto com essas substâncias, se profissionais da área de saúde muitos são viciados, como eles vão tratar os clientes viciados?

  135. Sofia disse:

    Poxa ! Como a vida pode ser simples ,com um texto claro voce me fez acreditar ou lembrar o quanto a vida pode ser maravilhosa

  136. Lívia Raele disse:

    Caro Denis,
    Será que poderia enviar seu texto pro Reinaldo Azevedo?
    🙂 obrigada pela clareza de espírito!
    Lívia Raele

  137. guilher disse:

    Tirando isso, depois da crise mundial de 2009 , ninguém (leia EUA) tem mais cacife pra sustentar com grana essa guerra absurda , mas é claro quando alguém gasta bilhões na repressão outros devem ganhar (indústria armamentista ,de tecnólogia militar , policiais e políticos corruptos ,etc etc ) .E aqui no Brasil há a união perfeita entre armas e drogas ilícitas , gerando assim essa violência que OLHAMOS todo dia nos 5 primeiros blocos dos principais jornais televisivos que nada mais são do que meios de opiniões em massa da população . Todo dia somos bombardeados com essa inutilidade que só serve para uma coisa , gerar medo ,hipocrisia e ódio.

    está mais que na hora dos meios de comunição mostrar o lado bom das drogas( industrial , medicinal ) e não só o TERROR .

    por fim , só existe controle em um mercado legalizado ou podemos continuar desviado de saraivadas e de balas perdidas pelo resto da vida…

  138. Celso J Oliveira disse:

    Inacreditável seus comentários. Nos EUA pode se consumir maconha desde que o usuário tenha quantidade pequena? Pois é, que democrático né. Tente tomar uma cerveja num restaurante comum após às 21:30 horas em dias comuns, e nos bares após às 1:30 da madrugada. No supermercado antes das 11:00 da manhã e após às 19:00 horas. Aos domingos após às 11:00 horas.
    Lá todos respeitam as leis inclusive os jornalistas. Vocês não estão defendendo o usuário que só compra as drogas de maior vício como o crak porque não tem dinheiro para adquirir as outras mais sofisticadas. Como você não tem Deus, tenho certeza que o Meu vai te perdoar por não saberes o que diz.

  139. Felipe Maddu disse:

    Denis, bateu o recorde de comentários esse post né ???

    PS. Infelizmente, Veja continuou com o preconceito contra o Daime na edição da semana. O semanário deu destaque a um comentário que expressa bem a ideologia da revista. O comentarista parece culpar o chá pela morte do cartunista e não o cara(que ninguém sabe se de fato é doido mesmo e fala que o chá “impulsionou” a esquizo dele) é triste isso, pois parece que a morte de Glauco não foi “nada”*. De quebra entrevistaram uma babaca(Nora Volkow, que Veja diz ser a número 1 quando o assunto são os danos neurobiológicos que essas substâncias causam) que afirma que a maconha causa “muitos danos”. É impressionante a parcialidade, parece que a matéria foi feita para por alguém que tá acompanhando a discussão aqui, para nos avisar que sim, há muitas pesquisa. Dúvido entrevistarem uma pessoa com pensamento diferente, não padronizado com o status quo. A senhora diz que vai aumentar o consumo de maconha ser for liberada a substância e só foram feitas perguntas para amedrontar e não pensar. Os efeitos positivos, lógicamente, não foram mencionados. Mas fazer o que, aqui no Brasil há liberdade de expressão e a mídia pode falar coisas memoráveis, descobrir falcatruas ou ser “careta” e extremamente parcial.E nenhuma droga é 100% segura, todas tem efeito colateral. Pq a doutora não fala sobre os calmantes vendidos a 3 reais e que viciam um monte de pessoas, principalmente mulheres e outro ex é michael, viciado em uma droga legal e bemmmmmm piro do que maconha. Erva não é crack, heroina ou essa droga do jackson po!

    * numa analogia, ninguém perguntou porque mataram a Isabella(a revista também contribui para esse espetáculo midiático bizarro em torno do caso) e sim que mataram e ponto, parece que a justiça nesse caso não é deixar mofar o assassino e sim “criminalizar” o Daime.

  140. Felipe Maddu disse:

    Celso J Oliveira disse:
    março 27, 2010 às 4:24 pm

    Consumido pela falsa moral religiosa detected

  141. Felipe Maddu disse:

    Todos respeitam a lei, niguém mata niguém, só tem santo nos EUa rsrsrrsrs

  142. Marcia McGabriel disse:

    Algum problema com o meu comentário?

  143. Marcia McGabriel disse:

    Algum problema com o meu comentário? Ele ainda não foi publicado. E outros que foram postados depois do meu já foram.

  144. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    março 26, 2010 às 4:59 pm

    Pense um pouco: você diz que me foram apresentados aqui todos os argumentos para concordar que drogas são não apenas inofensivas, mas quase que a salvação da humanidade. E eu não aceito!
    No entanto, você não menciona, ou não percebe, que eu dei aqui muitos argumentos que provam que drogas são um dos maiores males da humanidade e certamente contribuem para piorar ainda mais a situação geral de medo e insegurança. E você não aceita!
    Mas inflexível, sou apenas eu!
    E você certamente é flexível até na torção do raciocínio. Deve ser uma das dádivas da maconha.

  145. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 26, 2010 às 6:09 pm
    A Veja está publicando uma entrevista com uma pesquisadora. Coisa científica. Você já leu?

  146. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 27, 2010 às 8:10 pm
    Denis, eu apenas disse que a Veja publicou uma entrevista com uma pesquisadora, coisa científica, e perguntei se você já leu. Dois posts meus. Apenas um dirigido a você.

  147. Marcia McGabriel disse:

    á q vc tem inveja dos que acreditam em algo, vou te recomendar um documentário de nível, de repente te faz pensar um pouco.

    Não sei se vc já ouviu falar no Ben Stein. Acredito que sim. Mesmo assim envio o link prá vc dar uma olhada.

    (http://en.wikipedia.org/wiki/Ben_Stein)

    Stein produziu um documentário muito interessante que engloba vários fatores. Religião, evolução, está tudo condesado nesse documentário. O nome é Expelled No Intelligence Allowed.

    Inclusive, ele deixa o Richard Dawkins numa tremenda saia justa e sem resposta para algumas perguntas. Chega à ser um vexame.

    (http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Dawkins)

    Deixo abaixo o link do documentário. Se não conseguir facilmente, eu recomendo pegar nas Torrents…:) Peace…
    (http://www.expelledthemovie.com/)

  148. Felipe Maddu disse:

    Memyself, eu li a entrevista, ela foi tendenciosa e de fonte que niguém sabe se é confiável. Tudo que dizem pra você tá certo, tipo se falarem para vc se jogar do prédio você vai? É óbvio que a Veja disse que a pesquisadora é a número 1 para embasar o raciocínio dela e a posição da revista. Tem tanta coisa pior que drogas viu…Desigualdade social, fome, empresas inoscrupulosas que só pensam no lucro e exploram a mão-de-obra, desmatamento da amazônia, pedofilia, caretisse, inclusive racismo, você já ouviu falar do grupo Naspers?

    Ps Como disse o Denis ninguém falou que drogas que são inofensivas, eu defendi a maconha, que é bem mais inofensiva que álcool e tabaco…É fato, já ouviu alguém que morreu por causa de maconha? Mas mortos atropelados por bêbados tem de monte. Vão proibir os carros? Sem contar em armas que só servem para matar e, por ex, no Texas você compra que nem um maço de cigarro.

    Ps2 Acho quye você tem que abrir sua mente, ir além saca. o mundo é muito mais do que isso.

  149. Memyself disse:

    Felipe Maddu disse:
    março 27, 2010 às 9:02 pm
    Tudo que dizem pra você tá certo, tipo se falarem para vc se jogar do prédio você vai?

    A essa altura você ainda não percebeu que não?

  150. Marcio Candiani disse:

    Não existe droga segura -Páginas amarelas

    Parabéns à revista Veja ao entrevistar a médica psiquiatra mexicana Nora Volkow, uma das maiores especialistas em dependência química no mundo. O Uso de cannabis sativa aumenta a incidência de esquizofrenia, assim como o chá do santo daime, LSD, chá de cogumelo, outros alucinógenos e álcool podem induzir surto psicótico em pacientes geneticamente predispostos a esquizofrenia, transtorno bipolar e outras psicoses.

    Márcio Candiani – médico -Psiquiatra Infanto Juvenil e de Adultos
    Belo Horizonte-MG. – http://marciocandiani.site.med.br

  151. Ras Art disse:

    “E acredito que, se o Brasil proibisse a ingestão do chá do Santo Daime, estaria se colocando ao lado do Irã, da Arábia Saudita, do Paquistão, da China, do Vietnã e de outros países que impõem limites à liberdade religiosa.”

    Denis, o Brasil já impõe limites à liberdade religiosa! Todos os seguidores Ras Tafar I s, têm o seu maior sacramento proibido pela lei.
    Alem da limitação à liberdade religiosa também há limitação na liberdade de expressão. A marcha da maconha segue sendo proibida pela Justiça em vários estados brasileiros.

  152. Guillaume disse:

    o artigo interessante, e concordo com ele no ponto principal de que a sociedade civil, ou seu governo constituído, não possam efetuar nenhum cerceamento das liberdades individuais, aí incluídos por um lado o culto religioso, e, por outro lado (ou seria todos pelo mesmo lado) o consumo de drogas. Não concordo que consumidores de drogas devessem ser cadastrados previamente, a não ser que o consumo individual necessitasse de alguma capacitação ou treinamento individual para não colocar terceiros em risco, assim como, por exemplo, conduzir um veículo automotor.

    Ressalte-se também que apesar do ateísmo autodeclarado do autor da crônica, ele, sentiu-se obrigado a demonstrar respeito exagerado frente aos crentes das religiões tradicionais. A aparente chacota com o cristo ressucitado e o povo escolhido por deus deveria apenas ter o caráter exemplar de demonstrar que para os não-crentes todas asserções baseadas semplesmente na fé não fazem nenhum sentido, ou melhor, fazem todas o mesmo sentido nulo. Deve também ser observado que ele se mostra respeitoso, até demais, com o cristianismo e judaísmo, referindo-se ao deus, no qual ele não acredita, com a letra inicial maiúscula.

    O autor também não fez nenhuma apostasia às religiões, e assim, não aproveita-se o fato de que, sob o manto religioso, podem-se justificar práticas nocivas à saúde como a ingestão de alucinógenos, tal como no santo daime. Neste ponto deve-se notar a diferença entre o toxicômano consciente que ingere a droga sabedor dos seus efeitos colaterais, mas ansioso pelo “barato” que ela dá, do consumidor religioso que acredita que ele não está fazendo nada de nocivo, pois está apenas obedecendo apenas a palavra de seu deus. Facil seria de continuar nesta linha de pensamento até chegarmos a pessoas que sob o véu da religião se entregam sexualmente (ver a seita de David Koresh em Waco, TX) ou até mesmo cometem suicídio (ver Jim Jones na Guiana, e cientologistas na Califórnia).

  153. Felipe disse:

    Ras Art tá certo. Quem quiser seguir o rastafarianismo no Brasil tem o direito retirado pela proibição burra, assim como quem quer livremente lutar pela mudança da lei não pode porque sempre tem um juizinho babaca que proibe a marcha. Liberdade já!

  154. denis rb disse:

    Ops…
    Memyself, mil desculpas. Respondi (duramente) a um comentário seu, porque achei que ele se dirigia a mim. Não se dirigia. Deletei meu comentário e te peço desculpas publicamente.
    abs

  155. Luis Grottera disse:

    Prezado Denis,
    Não há muito o que comentar. Apenas minha concordância ABSOLUTA com seus pontos de vistas no enfoque, no raciocínio e na conclusão das questões da drogas.
    Parabéns pela lucidez, pela transparência do raciocínio e pelo texto elegante.

    Luis Grottera –
    http://www.marketearporluisgrottera.blogspot.com

  156. Tom disse:

    Sua abordagem a respeito do Daime e do caso Glauco neste texto, Dênis, foi de uma maturidade e tanto. A comerçar pelo uso do termo enteôgeno e não alucinógeno, como alguns jornalistas e blogueiros insistem em alardear. É triste ver quando uns e outros da grande imprensa danam a soltar seus cães interiores, externando doses até cavalares de preconceito. E não somente neste caso. Sinceramente, como leitor, não dá pra aturar. Escrever com ética, respeito e responsabilidade faz, sim, muita diferença. Parabens pela sua abordagem isenta. É assim que se faz.

  157. Felipe Maddu disse:

    Mas Denis, ele realmente mentiu, pois o recado de Memyself foi para mim. Eu disse apenas que a poribição é idiota e que a maconha não é tão perigosa quanto afirmam uns e é óbvio que nenhuma é segura, nem dirigir de carro é 100% seguro, andar de avião etc…. Mas o controle seria bem melhor, se legalizassem organizadamente. Além do que iria contriuir para QUEBRAR o tráfico. Meu sonho era que houvesse isso um dia, contribuindo para a diminuição da violência e essa paranóia cem torno da violência na mídia, é bom para vender menos notícia bizarra e para pessoas como o o maluco do Afanasio Jazadji perderem o emprego na TV.

  158. telmo disse:

    Creio que o grande mal das religiões sao os extremismos, que deve ser combatidos pelas lideranças .Ao permitir que xiitas de qualquer matiz assuma o controle ou influenciem os demais; certamente levará ao erro.

  159. Memyself disse:

    denis rb disse:
    março 28, 2010 às 1:20 pm
    No problem, acontece no calor de refrega.

  160. Jaime disse:

    Caro Denis,

    Fico feliz por sua sensatez.Existem pessoas que ainda pensam que proibir,usar a força,condenar,irá acabar com o consumo de drogas.É só lembrar a lei seca nos EUA,não acabou com o consumo de alcool e ainda fortaleceu a máfia.Quanto ao daime,o caso Glauco serviu de munição para os que mesmo sem conhecer atacam.

  161. Marcos disse:

    Denis, parabéns pelo artigo. Um sopro de lucidez e tolerância em meio a tanto preconceito. Você, sem acreditar no Daime, sem nem mesmo ter religião, demonstra respeitar convicções religiosas e, com isso, abre a porta para uma compreensão de algo que muitos desconhecem e sequer querem conhecer. Mais tolerância e informação a respeito do diferente faz bem à alma. Mais uma vez, parabéns e que isso sirva de exemplo a muitos, inclusive à revista que vc escreve.

  162. Isis C. Teixeira disse:

    Enfim uma cabeça com um pouco de bom senso entre os redatores da veja…

  163. Leonardo A. Silva disse:

    Um bom artigo, Denis.

    O ideal seria que a população não se sentisse tão compulsivamente atraída por psicotrópicos (e por que não, outros vícios afins), mas como o mundo existe sob condições imperfeitas, muitas vezes – na inexistência do ideal – o mais sensato é se optar por “males menores”, que tragam menores prejuízos à sociedade.

    Hoje o tráfico destrói e mata indiscriminadamente… sequestra, estupra, corrompe. É preciso acabar com isso já. E todos sabem que o poder real do tráfico está nas mãos dos usuários, que atualmente não encontram o apoio do Estado e então partem pra marginalização e contribuem para o aumento da criminalidade. Não adianta esperar que as pessoas deixem de consumir drogas porque isso piora a segurança dos outros (e deles mesmo, por que não?).

    Pra mim não importa se é por questões religiosas, culturais, filosóficas ou pessoais que a pessoa queira utilizar de substâncias… desde que isso não afete os demais. O Estado deveria deixar de criminalizar os usuários, liberar e controlar o uso de substâncias, intervindo ao mesmo tempo para conscientizar as pessoas. E deve aprender a fazer isso direito e desde cedo: não só apresentando palestras em escolas (que no meu tempo eram demaziadamente focada em aspectos técnicos e clínicos e não chegavam a sensibilizar quase ninguém que quisesse “experimentar” esse mundo desconhecido), mas também regulando e impondo critérios claros para permissão do uso dessas substâncias – inclusive em locais onde substâncias são usadas com fins “religiosos” ou filosóficos.

    Pra mim, cada um que seja responsável pelo que faz, e que essa responsabilidade não seja repassada a terceiros ou afete o direito do próximo e a sociedade em geral.

    Era isso.

  164. PC disse:

    Doutor Márcio Candiani, obrigado por seu comentário. Os defensores do santo daime são fechados a qualquer tipo de esclarecimento científico que possa prejudicar o consumo da DMT (alucinógeno). O senhor como médico e ainda citando uma especialista em drogas acaba desacreditao por essas pessoas que usam a religião para consumir drogas. Hoje vivo um drama que já comentei em outras oportunidades. Fiquei sabendo recentemente que um colega de trabalho é “padrinho” de um ritual de santo daime e faz uso da bebida todas as sextas-feiras. Até aí tudo bem, a vida é dele, mas somos aeronautas, conduzimos centenas de milhares de passageiros por ano, Brasil afora e esse fato tem me preocupado. Dividir a cabine de comando com alguém que faz uso dessa substância a mim me incomoda. E mais nossa legislação – ICA 100-12 – para quem quiser pesquisar proibe terminantemente o consumo de qualquer substância psicoativa. Estou com medo. E por isso comuniquei o fato às autoridades aeronáuticas para providências. Espero que eles se sensibilizem com esse problema e tomem ajam.

    PC

  165. edna carmelia audino pires disse:

    Estou com Luis Grottera. Mas, (sempre o mas), uma vez, tinha asma grave, se tivesse fumado um cigarro na vida, não estaria aqui, às 05:52hs. Enfim, passei mal a noite toda. Quando estava ficando sem respiração, pensei, porque não tinha força nem prá falar, que dirá… Clamei, melhor :”Deus!” e aí, não sei se a parte do cérebro que… é possível. Concordo contigo em tudo. Meus pais também, nada me impuseram, sequer me aconselharam.
    Hoje vi a Verde. As sobrancelhas da criatura, que coisa feia! Parece que têm 2 bichos cabeludos em cima dos olhos. Não encontrei no dicionário: taturana, vai bicho cabeludo, mesmo.
    Até a Petralha (afinal, Petralha, não consta agora, em Dicionário?) é menos feia. Pois é. No lugar do “menos pior” – agora :”menos feia” – “menos arrogante” menos…”
    Filho de uma amiga: “_Porque em vez de “comunidade”, não dizem logo …
    Nós duas, no Setor Histórico. Ela”_ Mas quanta gente feia”! “Veja só aquela alí…
    O pensamento do Pré-Nobel, não era como dizes? Só não vou de “procura” “demanda” . O “economês” de outrora, ainda me incomoda. Pensando melhor, era superior ao “lulês”, ao “dilmês”.
    O “marinês”, felizmente, não conheço.
    A preocupação dos jornalistas, ao vivo na tevê, agora, é impressionante! Com o português.
    Estava ouvindo rádio, quando o radialista comentou a respeito da não sei se adorno, não sei se blusa/vestido. Liguei a tevê. Realmente! Desliguei. Não sabia que a Copa tinha começado. Pensei que era terça-feira, próxima. Por isso, depois liguei no noticiário da Band. Atenta, a garota. Faltou um “s”, consertou tranquilamente, e foi em frente. Gostei! Jornalista, seja repórter, apresentador, tem que ser ligeiro, eu acho. Era amiga de um da Globo. A esposa o abandonou com uma filha de seis anos para criar. Hoje, já casada com filhos. Todos gostavam dele. No tempo do economês… e a idiota aqui, decerto no Twitter, disse o óbvio. Como um repórter ia à campo, à caça de alguém “do povo”,com perguntas relacionadas à Economia? Eu já da 1ª vez perguntei”_Não tens aí uma pergunta? Eu decoro e tu mandas gravar” Tem algo mais prático? Tinha sempre umas 4 alternativas, no mínimo. À escolha do freguês. Tudo na corrida. Vai lá dar tempo de “descobrir” alguém com uma preocupação e perguntar ao repórter, simplesmente, sem querer aparecer mais que a pergunta, mais que o repórter (aliás, este pouco aparecia, na tela, após edição, claro). Vida de repórter, não é fácil.
    As vidas dos que conheci, não eram nada fáceis. Agora, não mais colaboro. Depois, quando ouço “dando entrevista”… me dá uma raiva! Segundinhos… Agora, nem isso. Conversam normalmente. Depois editam.
    IMPORTANTE: Uma das moças no CBN Debate disse: Talento, nasce-se com ele … …do cérebro, determina qual/quais talento(s). Citou um livro. Achei interessante.
    Estou fazendo exatamente o que o radialista mais “condenou” (vesti a carapuça) – Desses (dessas), como eu. “Professor de Deus”. Escreve, escrevem, escrevem. …

  166. tatiana disse:

    pode-se um menor de 16anos sem permissao a tomar o cha do daime? Gostaria de saber se posso proibir minha filha a nao ir ao trabalho ou a tomar o cha do daime.

  167. tatiana disse:

    Minha filha tem 16 anos mas eu nao gostaria que frequentasse os trabalhos sem a minha presenca, mas ela foi sem minha premissao. O que devo fazer?

  168. Lucas disse:

    Muito bom (e sensato) o texto. Há dois anos frequento regularmente as sessões da União do Vegetal e, embora eu não conheça o Daime, achei muito equivocada a maneira como trataram o chá na época da morte do Glauco. Pode ter certeza que as famílias que frequentam o centro de drogadas não têm nada. Quando li a matéria de capa da revista, observei vários equívocos causados por total falta de apuração – e um certo preconceito, o que foi suficiente para que eu desistisse de financiar uma revista com essa visão e esse tipo de erro. Agora, vendo que não é uma visão unânime, começo a rever minha decisão. Parabéns pelo texto!

  169. Mauro Orua disse:

    Tomei Daime 7 anos, e não gostei nenhum pouco o que vi. Fui fundo. Uma lavagem cerebral total. Pessoa é proibida de pensar, de estar ancorada na realidade, afirmam que a realidade mesmo é o plano astral. Por isso a miséria é padrão. Fora da realidade ninguem trabalha direito. Há profundas ligações com o narcotráfico pesado hoje com o Daime da Amazonia, no RJ, do Ceu de Maria de SP, da Ceu de Planalto de Brasilia. Ou um comando democratico de luz cristalina, da estrela do oriente, ou o comando do anticristo que domina tudo. Qual que está dominando, ora: Daime deu o cheque para a corrupção brasileira ser impune. E sua impunidade está acima da constituição. Fanatismo diabólico, se tornou uma escola de poder, hiper plutocracia, e está tendo m impacto astral mundial. Vejam filmes como Matrix, Senhor dos Aneis, Constantine,13 Arcano, 13 dia, Harry Potter, tudo inspirado nisso. Coisa boa sempre é bem lembrada. Pelo medo não se educa ninguem. Liberdade e plenitude, está alem da mediocridade padrão normotica desumana. O que fazer? Ver o real impacto desta bebida na evolução das pessoas, fazer pesquisas, e ver os antagonismos. Ma libertar pessoas, não é manter uma cultura espiritual da neoescravidão.

  170. BENIGNO DIAS disse:

    A FACE “CAPETALISTA” DO PROTESTANTISMO

    Apesar de muitos definirem o protestantismo, no Brasil, como alguma coisa messiânica ou uma profecia consumada, o pano de fundo dessa corrente religiosa esconde a voracidade do imperialismo ianque (Estados Unidos e Grã-Bretanha), em transculturar os povos de credos diferentes. Quanto mais esses dois países inculcarem nas demais nações o espírito protestante, maior será o número de “igualados” a se identificarem e absorverem a ideologia ianque. Noutras palavras: cada elemento que se “converte”, consciente ou inconscientemente, “é um esterco que está adubando a erva daninha semeada por esse império internacionalista”. E o pior: as criaturas manipuladas não se dão conta de que estão servindo de vetor de propagação para uma peste mundial. Durante a ditadura militar, entidades como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) teriam recebido milhões de dólares para investir na manipulação da consciência nacional, tendo como principal agente as seitas oriundas dos Estados Unidos.
    Ao longo desse período totalitário, bastava surgir uma liderança popular, progressista, para que a mesma fosse enquadrada na Lei de Segurança Nacional. Se o trabalho de conscientização fosse pregado no campo, o crime seria tipificado de: “Incitação a camponeses”. Igual punição não era aplicada a padres e/ou pastores que usurpavam e encabrestavam seus sequazes. Óbvio, ao sistema opressor, é utilíssimo alguém que o ajude a controlar a massa subjugada, porém, é por demais pernicioso e ameaçador quem tentar retirar as amarras da mesma.
    Organicamente, a hierarquia dentro das facções evangélicas, embora informalmente, reproduz, de certo modo, a pirâmide verificada nos quartéis. Ou por que não dizer: a estrutura do estrato social. Numa corporação militar, o posto, o qual ninguém gostaria de exercê-lo, seria o de recruta. Entretanto, como pessoas pobres mal escoladas não têm muitas opções, a função de soldado acaba sendo atraída pela ralé, até por uma questão de sobrevivência desta. Uma vez constituída a base, de suas proporções suscitam as graduações verticalmente superiores. Exemplo: para cada efetivo de 100 praças, urge a
    necessidade de 8 cabos, 4 sargentos 2 tenentes e assim sucessivamente. Como sargento e tenente (acesso ao oficialato) já detêm cargo de mando, o ingresso a ambos não exige a via-crucis pela qual deve passar um recruta. A seleção dos dois é feita mais pela via intelectual do que pelo tirocínio penoso. Pois presume-se serem seus postulantes mais bem qualificados; perfil abundante nas classes sociais mais aquinhoadas.
    Assim sendo, por vezes, a vitória ou derrota de uma batalha depende mais da versão dada por aqueles que têm vez e voz – os graduados – e menos das baixas de um lado e outro. Apesar de ser o soldado o combatente que prova das agruras do front.
    Nas seitas protestantes, igualmente, à medida que a comunidade, inicialmente composta pela escória, incha, vai-se tornando uma clientela atrativa para as mais diversas corjas de exploradores (numa relação presa/predador): ícones da mídia, vendedores de motivos religiosos, cantores, escritores, políticos inescrupulosos etc. De tal modo que, investir numa comunidade cativa é um negócio, até então, seguro; graças à fidelidade imposta pelo pastor às suas ovelhas a tudo que diz respeito à doutrina apregoada. Só para ilustrar, um caso típico: alguém tentou a vida como “cantor mundano”, mas não logrou êxito. Então, ele se converte em um cantor evangélico. Suas probabilidades de sucesso passam a ser imensas, já que o mesmo vai vender sua pandorga (música chula) a uma clientela que considera divino tudo o que sai da boca daquele “canteiro”. Esse método de recrutar clientes, “isolando-os” do mundo (marketing fechado), é aplicado
    por empresas como a estadunidense AMWAY.
    A propósito, em período eleitoral, os candidatos investem maciçamente, aliciando os pastores, pois subentende-se que os templos evangélicos ainda são currais eleitorais, cujo cabresto está na mão do seu dirigente espiritual. E isso parece ter um fundo de verdade, porque se não houvesse o retorno esperado, o político não iria aplicar seu dinheiro em vão. E para reforçarem o “recado divino”, os reverendos ainda invocam Mateus 7:6 “Irmãos, não dêem vossas pérolas aos porcos; povo santo deve votar somente em candidatos revelados por Deus!” Tamanha incoerência peculiar aos hipócritas mais descarados! Percebendo se tratar de uma exploração politiqueira em nome de Deus, o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça-STJ, Nilson Naves, em entrevista, sugeriu que o parlamento criasse um instrumento legal capaz de frear a enxurrada de pastores ao poder político, em detrimento das outras lideranças da sociedade civil desprovidas de uma máquina de manipulação dessa ordem. -Ora, se creio em um Deus onipotente, por que eu tenho de recorrer a recursos mundanos (como dinheiro, política, medicamentos, guarda-costas) para solucionar os meus simplórios problemas existenciais?! É uma forma indireta de negar a fé professada. Isso seria como afirmar: eu resido em um conjunto de 4 unidades habitacionais – não moro na residência 1 nem na 2 nem na 4 – por exclusão habito na casa 3. Ou por inclusão direta: resido na moradia 3! O caso anterior de fé de araque é análoga à de um certo papa, quando encenou enfrentar a gripe espalhola:
    “Porque, para a maioria das pessoas, uma epidemia ou seja, o surto de uma doença infecciosa era um castigo divino, que vinha diretamente do céu ou, quem sabe, do inferno. Por isso, no auge da epidemia da peste, o papa Clemente VI conclamou os fiéis de toda parte a pedir clemência em Roma. Acredita-se que 1,2 milhão de peregrinos tenham atendido ao pedido, informa o epidemiologista Afonso Dinis Costa Passos, professor da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Mas, no meio do caminho, nove em cada dez pessoas caíram mortos. Quem chegou em Roma, por sua vez, não viu o papa, que preferiu ficar encarcerado, com medo de se transformar em mais uma vítima.”
    A exemplo das casernas, a imagem próspera e positiva dos “convertidos” passa a ser publicamente impingida como algo comum ao rebanho inteiro. Por quê? Porque os membros que têm vez e voz de falar em nome da congregação são os privilegiados , os quais vivem de usurpar a “receita” arrancada da base majoritária e cega. Vale ressaltar que tais figuras notáveis são por demais bem vindas à comunidade e, muitas vezes, até mesmo cooptadas pelas lideranças. Haja vista que, se por uma lado elas sugam os seus pares, por outro, as mesmas servem de garotos-propaganda à seita. Há situações também, quando as ovelhas inferiores aparecem dando testemunhos, porém, não raramente, são pagas para isso.
    Atualmente, com a onda da Doutrina da Prosperidade (JE$U$ é REAL, Templo é Dinheiro, Pequenas Igrejas Grandes Negócios, JE$U$ com CIFRÃO), sempre que surge um segmento significativo dentro da sociedade, logo aparece um heresiarca (fundador de seita falsa) para criar uma igreja capaz de arrebanhar e explorar o filão de mercado representado por aqueles dizimistas, em potencial, ainda sem rebanho. Para alguns estudiosos, tal prática protestante seria uma herança da Igreja Católica; consta que São Benedito e Nossa Senhora Aparecida teriam sido “pintados” de preto para que a comunidade negra se sentisse representada dentro do catolicismo e assim se debandassem dos ritos candomblecistas/umbandistas. Os métodos para arrancar dízimos e ofertas dos cativos da fé são os mais diversos: carnês mensais, depósito em conta corrente, campanhas arrecadatórias para um determinado fim etc. Na maioria dessas igrejas, no ato de catar o dízimo, o pregador põe um cântico relaxante, deixando o ofertante em estado de entrega total. Em outros templos, o missionário submete os fiéis a constrangimento: “Apresente sua oferta ao Senhor Jesus, irmão!” E todos são obrigados a exibir à assembléia o valor do dízimo a ser ofertado. Essa tática tem como objetivo induzir uma competição entre os doadores; ninguém quer ser visto como um ofertante mesquinho, claro! A contrapartida: aquisição de terreno no céu, recebimento de uma graça especial, promessa de ficar milionário (somente àqueles que se despojarem de todos os seus bens em prol da igreja). O contra-censo: a venda de indulgências, por parte da igreja católica, foi um dos pretextos que levou Martinho Lutero a promover o racha contra o domínio papal ou Reforma, como ficou conhecida. Agora vimos as seitas de Lutero cometendo os mesmos erros. Então vem-nos a indagação: o cisma dos protestantes foi para moralizar ou para abocanhar o rico “mercado” outrora monopolizado pela igreja romana?
    Durante o 2º semestre de 2.005, a Câmara Federal esteve envolta por CPI’s, com fins de apurar casos de roubalheiras sem precedentes, na história da República, cujos protagonistas foram os próprios pares daquela Cada Legislativa que tinham como comparsas alguns empresários inescrupulosos. Aproveitando aquela “cortina de fumaça”, nos aeroportos, pastores-políticos também foram flagrados atravessando muitos malotes abarrotados de dinheiro, eventualmente, resultante da coleta de dízimo. O que entre os deputados ficou conhecido por MENSAMALÃO, à versão pastoral da aludida gatunagem deu-se o nome de DIZIMÃO DE GRUDE. Por ser o dízimo isento de comprovação de procedência, a cada dia crescem mais as suspeitas de que muitas seitas estariam servindo de lavanderia para as finanças do crime organizado.
    Em conversa reservada com um pregador membro da minha família, ele me confidenciou que nada melhor para incrementar a colheita de dízimo como uma profecia catastrófica. Se na noite anterior a mídia divulga uma matéria apocalíptica, nos dias seguintes, temendo serem atingidos pela praga prenunciada, os “irmãos” escancaram as suas carteiras e derramam grana abundantemente na sacolinha da coleta, talvez uma tentativa de comprar a custódia de Deus. Ele me falou, ainda, que soube tirar o máximo de proveito do BUG do milênio, pane que acometeria todos os computadores na virada do milênio. Eis que o meu parente de mente fértil deu uma significação satânica e escatológica à sigla BUG (Beast Undercover God) = Deus Disfarçado de Besta (fera), isso deixou seus asseclas em polvorosa. Nada a ver com o significado de bug em inglês: percevejo, inseto etc. Agora o meu familiar prodigioso está aterrorizando os seus lacaios, valendo-se do Verichip: um microcircuito digital que introduzido na região subcutânea, contendo dados da pessoa portadora, pode servir ao governo como controle logístico da população. “Sangue de Jesus, irmãos, isso já é própria Besta 666!” Alerta o pregoeiro espertalhão. Uma piada assim é tão ridícula quanto a explicação demonológica apresentada por um “bispo” da Igreja Universal, para o tsunami ou onda gigante que avassalou o sul da Ásia, em 26/12/2004, cujo número de mortos deve ter superado a casa dos 300.000. No dia seguinte à catástrofe, em um programa matutino da TV Difusora, profetizou o apóstolo iurdiano: “Meus irmãos, maremotos de tamanha magnitude são causados por um ‘encosto’ habitante das profundezas oceânicas!” -Santa manipulação! Cá pensei comigo: opa, o que tal nós, humanos, capturarmos esse monstro fortíssimo e utilizarmo-lo para mover as nossas turbinas, nas centrais hidrelétricas?! Seria o fim da crise energética mundial! Durante a programação, eram exibidos flashes de “obreiros”, sob o comando de um pastor, varrendo a escadaria da “catedral da fé” da Igreja Universal em São Luís-MA, uma imitação burlesca à lavagem das escadarias da catedral do Senhor do Bonfim em Salvador-BA. Na ocasião, o “bispo” fez questão de enfatizar que o banho utilizado pelos “obreiros” era composto de sete ingredientes, e que fora preparado por uma “ex-mãe-de-encostos” ou Mãe-Cida. O programa humorístico, Casseta e Planeta da Rede Globo, que se cuide!
    Por conta do crescente número de lésbicas e gays dentre as populações, surgem seitas da estirpe: Sinos de Belém, cujo dogma é o homossexualismo, já conta com 120 templos. E as igrejas: Adventistas Gays, Igreja Comunitária Metropolitana (fundada pelo pastor Luís Fernando Pereira Guarupe), Outras Ovelhas (do pastor homossexual, Victor Soto Orellana) a Gays de Cristo, Igreja Acalanto, Comunidade Cristã Nova Esperança e outras seitas antinomistas (sem ética cristã). Nesses picadeiros, truques conseguidos à base de hipnose e auto-segestão chegam a impressionar os incautos: é ação do Espírito Santo, segundo os taumaturgos (milagreiros de araque), expulsão de demônios etc.
    Aliás, recentemente, tivemos a oportunidade de assistir a um bizarro show de hipnose. A reportagem exibida pelo Fantástico da Rede Globo, mostrando a “façanha” do pastor, Marcos Pereira da Silva (da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, apóstata da legítima Assembléia de Deus), no Presídio de Benfinca-RJ, em 31/05/2.004. Aos olhos de um fanático, aquela patarata foi uma verdadeira Armagedon (as mãos do Espírito Santo agindo contra Satanás). Todavia, a uma pessoa racional, o acontecido ali nada mais foi que uma demonstração de hipnose coletiva; prática bastante explorada, em programas de TV, por padre Quevedo, Uri Gueller, pelo hipnólogo Fábio Fuentes etc. Meras emboscadas para arrancar dízimos de otários.
    No caso dos amotinados cariocas, o operador (o pastor) contou com um aliado poderoso: o fato de os presidiários estarem mais de 3 dias sem comer. É fato comprovado: a abstinência alimentar, por períodos longos (o famoso jejum como preparação para o fiel receber o “espírito santo”), constitui a receita básica das seitas, durante os trabalhos de lavagem cerebral em seus seguidores. Trata-se de um fenômeno humanamente explicável: quando estamos com muita fome, o nível de glicemia (açúcar) cai drasticamente, em nossa massa sangüínea. Carente de açúcar, o cérebro fica “desenergizado” e muito vulnerável a sugestões, alucinações, comandos externos etc. Ademais, na cadeia, os presos estão em um ambiente por demais hostil e assombrado: psicologicamante eles vivem em permanente estado crítico (borderline). Nessas ocasiões, a equipe de psicólogos prefere vestir as cores branca ou azul (por serem desaceleradoras). Os detentos drogados, em geral, resistem ao processo de hipnose, pois a droga (em sua maioria) é uma bloqueadora mental, dificultando a recepção das sugestões emitidas pelo hipnotizador.
    – Mas a hipnose só não ocorre quando o paciente ou sugestionável permite?!
    – Sim, isso é uma verdade. Porém, cumpre lembrar: pessoas acabrunhadas e fragilizadas não têm poder de escolha, não resistem; suas mentes estão quase sempre permissivas e desorganizadas, sobretudo, quando a chave ou engodo do processo persuasivo é o nome de Jesus (um socorro universalmente invocado em caso de desespero). Aliás, no seus jogos de sedução, as seitas proselitistas imitam muito bem os urubus: seus agentes procuram ludibriar as pessoas quando estas estão numa situação de “fundo-de-poço”, no auge da angústia, com poucas chances de reagir a uma cilada dos fariseus tentadores. Para um náufrago aflito, até uma galho de espinhos serve de tábua de salvação.
    Onde há facções rivais, num mesmo presídio, o sugestionador deve sugerir a todos um inimigo comum: o DIABO é um ótimo nome. Assim, na luta de todos contra “satã”, os desafetos encarcerados acabam se unindo em prol do mesmo objetivo: derrotar o “diabo”. “Quando a floresta pega fogo, coelho e onça buscam abrigo na mesma moita, e ninguém come ninguém”.
    * Conforme noticiou a imprensa carioca, outros negociadores, como: padres, psicólogos, sociólogos etc., já se haviam oferecido para intermediar o conflito. Mas o secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro e pastor, Anthony Gatinho, alegando “questões de segurança” vetou a todas as cortesias. Mais tarde, ligou ao pastor Marcos Pereira da Silva, que aceitou o convite. Garotinho sabia que, naquelas alturas, um êxito logrado pelo reverendo seria creditado a todo o segmento protestante, do qual ele é parte. Depois de toda a bravata descrita, o que se sabe sobre o pastor “miraculoso” é que a polícia o está investigando para tentar confirmar a suspeita de que o mesmo receberia dinheiro do crime organizado, em contrapartida, Marcos Pereira homiziara bandidos em uma fazenda pertencente a sua seita.
    Entretanto, para um povo que se autoproclama de “santo”, o mais difícil deve ser para explicar os contrastes a seguir:
    *Alemanha, quase 100% protestante. Segundo os ex-goleiro da seleção alemã, Schumacher, 90% dos jovens alemães usam drogas (inclusive os atletas). Ele teve que sair às pressas de sua pátria para não ser assassinado. Além de ser a nação onde se consome mais cerveja no planeta. Quem bebe essa cervejada toda? E em número de racistas e neonazistas só perde para os Estados Unidos! Quantos foram os judeus trucidados, durante a 2ª Guerra Mundial, pela Alemanha, berço do protestantismo?!
    *Holanda, com o mesmo percentual evangélico da vizinha Alemanha: país mais depravado do mundo, família lá é uma instituição extinta. A eutanásia e algumas drogas já foram legitimadas pelo governo, casamento entre homossexuais etc.
    *Estados Unidos, outra potência protestante, responde pelos primeiros lugares em: consumo de drogas, homossexualismo, alcoolismo (2º lugar; 1º Rússia), prostituição, satanismo, heresia, racismo e neonazismo. Além de ser o país que mais perpetra genocídio contra os outros povos para roubá-los e escravizá-los. É a nação que mais investe na produção de armas de destruição em massa.
    *Africa do Sul, 24% de evangélicos, descendentes de holandeses (böers) impuseram um regime segregacionista, crudelíssimo (apartheid), por muitos anos, contra a maioria negra (76%). Inclusive, o médico sul-africano, Wouter Basson, produziu, em laboratório, uma bactéria específica para matar só negros.
    *Inglaterra, outra nação assassina (vide história). A última pesquisa mundial acerca de fé, divulgada pela rede globo, 33% (1/3) da população confessou-se ser atéia. Recordista global.
    * Finlândia, 98% protestante, mas é o país que se destaca no 1º lugar em números de suicídios. E o alcoolismo entre os finlandeses inicia aos 15 anos de idade.

    Quanto ao esfacelamento das seitas, isto pode ser aquilatado sob três aspectos:

    a) A própria palavra seita já significa fragmentada, Reino Dividido, Mt. 12:25 e Lc 11:17, e o termo “satanás”, no hebraico, quer dizer opositor, contestador; e no grego, a palavra “diabo” encerra…”aquele que divide, divisor”.
    b) A saga pelo monopólio de todos os dividendos político-financeiros, por parte da cúpula, do tudo que o rebanho pode render.
    c) Neste estágio de superpolução, o ser humano vive uma profunda crise de identidade; a cada dia UM vai sendo eclipsado pelo anonimato. Em contrapartida, pertencendo a um grupo não muito grande, o sectarista vai sentir sua unicidade menos ofuscada ( talvez para tomar carona na esteira do atendimento personalizado, do kitnet ou noutra forma de auto-afirmação como ente único). Tal escolha do seguidor entra em choque com a gana das lideranças, as quais querem ver sua religião crescer e se expandir indefinidamente. Daí por que o freqüente troca-troca de doutrinas entre os adeptos.
    d) Trata-se da questão do constante “renovar”, na tentativa ilusória de não se tornar obsoleto. Indivíduos partidários desta tendência, em geral, são arrastados por modismos coletivos, em busca de uma Pasárgada (reino fictício de Manoel Bandeira). Eles são panurgistas ou panúrgicos: seguem seus líderes cegamente.
    Isso só nos leva a convir: O PROTESTANTISMO É A VERSÃO CONFESSIONAL DO CAPITALISMO!

    4. COMO AS CRENÇAS LESAM AS MENTES

    4.1 Psicose Divina
    Certa vez, eu vinha sendo perseguido por um “fantasma”. Ao perceber meu drama, um pastor propôs que me convertesse ao protestantismo; era a minha única saída, segundo ele.
    Aí, pensei comigo: meu problema pode ser um ótimo passaporte para eu adentrar as entranhas dessas igrejas prodigiosas, e assim compreendê-las melhor. Acolhido como um novo irmão, vi o pastor escalar dois exércitos antagônicos, que vivem travando uma
    armagedon espiritual. De um lado, uma legião de demônios cujo caudilho era Lúcifer. Do outro, uma ordem de anjos capitaneada por Jesus; a banda pela qual fui recrutado.
    Depois de servir de bumerangue por algum tempo, pressenti que o meu fantasma que outrora era um, agora se havia multiplicado numa falange. Como entrei na seita, partindo do princípio de que eu tinha inimigos invencíveis, e que para continuar resistindo-os, eu teria que viver em combate permanente. O mundo tornou-se mais hostil e conflitivo para mim: eu trombava contra tudo e contra todos. Minhas doenças psicossomáticas e problemas existenciais de toda sorte vinham-se agravando, à medida que eu me afunilava naquele processo de paranóia; via a presença do diabo em tudo que viesse de encontro a minha doutrina. E o pastor me advertia: “Resisti o diabo e ele fugirá de vós; mas se desertardes do quartel de Cristo, o número de capetas que levareis convosco, será sete vezes maior!” Mas para que me mantivesse imune aos adversários, eu teria que comprar uma “vacina”, cuja dosagem era paga em dízimos e trabalhos semi-escravos, e o pior: seu efeito não durava 12 horas.
    Então, foi que despertei, enfim; voltei à “vida mundana”, não fui obsediado por espírito algum. Conclusão: eu teria montado uma batalha cujo campo era a minha mente e o cavalo dela era eu mesmo.

    4.2 Navegando na Infernet

    Estávamos no ano 3.273 (do calendário judaico), quando, de repente, caí em profundo torpor. Dali, então, senti minha mente mergulhar em delírios: vi-me sentado no sopé duma montanha, que era contornado por um riacho de água corrente. Ao volver para a linha do horizonte, vislumbrei uma tremenda fresta que se abriu nas nuvens, e por aquela abertura o Anjo do Senhor descendo dentro duma redoma, uma espécie de garrafa com a inscrição 51.
    Tamanha foi a minha surpresa, quando surgiu diante de mim um trem fantasmagórico, serpenteando a cordilheira com um “balacobaco” azucrinante. Ao passar por mim aquela carruagem, fui abduzido para o seu interior. Dos passageiros, falante, só havia eu; os demais se comunicavam por telepatia. Ali eu dividia o espaço com seres monstrengos. Perplexo, procurei saber do maquinista, onde seria o paradeiro daquele camboio. Ele me respondeu: “Sheol, Ades, Hell, Nara, Inferno!” Então, exclamei: Basta! Agora já entendi!
    Na parada final, estacionamos perante um gigantesco portão de ferro, ladeado por uma guarita, dentro dela havia um cão-de-guarda de dez cabeças – era um cachorro afalado – um recepcionista muito cavalheiro, que atendia pelo nome de Cérbero. Em seguida, cada visitante recebeu um crachá, no qual constava um código de barras sobreposto pelo número 666. O maldito credencial era indispensável para que pudéssemos trilhar inferno adentro.
    Distando uns cinqüenta metros da entrada, deparamos com um delta – a nascente de três rios – Geena, Estige e Baratro. Defasados entre si por um ângulo de 120 graus, pelos seus meandros abismais corria uma calda de lavas incandescentes. À meia-noite, a
    pino, horário local, fomos arrecadados por um barco que aportou à margem do Baratro, cujo timoneiro era o Sr. Aqueronte. E assim zarpamos rumo a uma jornada horripilante.
    À medida que velejávamos, nas orlas, ia surgindo um aglomerado de galpões em forma de baias; pois lá as almas penadas são alojadas conforme as suas categorias. Na linguagem infernal, aqueles depósitos são chamados de biotérios, as criaturas que neles agonizam são denominadas de cobaias. Acolá, todos vivem sob os cuidados das Fúrias (entidades infernais), e estas, por sua vez, recebem a supervisão do médico alemão, Dr. Joseph Menguelli (ex-manipulador génetico dos Campos de Concentração Nazistas). O tédio só foi quebrado quando os navegantes avistaram um suntuoso anfiteatro à esquerda do rio, ali a tripulação foi obrigada a ancorar a fim de que pudéssemos apreciar a maravilha à vista. Adentramos, sentamos e aguardamos o início do espetáculo. –Adivinhem quem era o dramaturgo? -Pasmem, Dante! Com a sua Divina Comédia.
    No primeiro ato: assistimos a um juiz sendo empalado por um espeto abrasante, cuja extremidade pontiaguda transfixava o casco de sua cabeça (escalpo).
    A segunda encenação: exibia como protagonista um advogado chicaneiro que tinha 80% do corpo carcomidos por um cranco maligno. Ainda restavam 20% do seu corpo deplorado.
    O terceiro drama: apresentava o cadáver de um pastor com 90% do seu total sendo dizimado por uma nuvem de gafanhotos; os 10% restantes, os insetos pouparam; temendo indigestão.
    Finda a sessão, despedimo-nos com a tradicional saudação dos teatros terrenos: Merda! Merda! Merda!
    Tomado por acesso de pânico, pus uma venda nos olhos para não seguir assistindo àquelas alucinações macabras. Todavia, ainda tive nervos para solicitar ao cicerone, o meu maior desejo, qual seja, o de contemplar a trindade satânica: Lúcifer, Belzebu e Aschtaroth. Tive, enfim, a glória de chegar à ante-sala que dava para o bunker (porão blindado), onde está assentado o trio onipotente. Frustrante! Ao fim duma longa sabatina, o chefe-de-gabinete e selecionador, Lunguinho, concluiu, alfim, que eu não era digno de me entrevistar com aquelas três sumidades, porque, segundo ele, aqui na terra eu teria status de um sujeito phodido. De imediato, ouvi, simultaneamente, uma descarga de sifão, entoada por um murmúrio que me parecia ser do John Lenon: The dream is over!” (o sonho acabou).
    Quando dei por mim, foi com os solavancos da empregada, sacudindo freneticamente a minha rede. Ainda em madorna, pude entrever numa das mãos da “secretária” – uma xícara contendo chá de boldo com casca de laranja – na outra mão, uma notinha deixada pelo garçom da noite anterior. Mas, só despertei para valer, com os toques do telefone: era o meu chefe ligando pela sexta vez! Vade retro satana!

    5. A SAGA PELO PODER

    Claro que essa sanha em nome de Deus objetiva, como último estágio, o poder, necessariamente o poder político. Hoje, no Brasil, já é possível experimentar o ranço de algumas republiquetas sob o jugo teológico, administradas pelos iatolás protestantes. Partidos como o PL, (de orientação protestante) e o PSDC, de tendência cristã (católico-evangélica), vêm sendo substituídos por agremiações partidárias de denominações específicas, a exemplo do PMR, da Igreja Universal, o qual conseguiu cooptar até o vice-presidente da República, José Alencar.
    Municípios com espaços privativos só para o “povo de Deus”, trens com vagões especiais, apenas para os “escolhidos” etc. Anthony Garotinho, quando governador do Rio de Janeiro, foi acusado de privilegiar os evangélicos com programas assistenciais patrocinados pelo Estado. Fiel seguidor do Senhor que não faz acepção de pessoas, (Tg. 2:1 e 2:9 e outras passagens), o ex-governador teria rasgado este preceito tão cristão.
    Da base à cúpula, nota-se entre os evangélicos uma tendência à conversão forçada e a um patrulhamento implacável do comportamento alheio: escárnios, sabotagens às crenças diferentes, uma violação flagrante do Artigo 208 do Código Penal. Nas entidades filantrópicas de caráter protestante, ao ser admitido, o assistido é induzido e até forçado a se “converter”, do contrário, pode ser despejado dali, e se permanecer será uma eterna “ovelha negra”. E por citar assistencialismo, percebam que quanto mais suspeita for uma seita, mais ela presta ações sociais ao carentes; uma indubitável intenção de aliciar a opinião pública e as autoridades punitivas. O narcotráfico também é muito generoso no atendimento aos comunitários dos morros. Michael Jackson e Mike Tyson, sempre que eram acusados de mais um estupro, saiam distribuindo cesta básica e dinheiro às criaturas indigentes. Em nações africanas, paupérrimas, como Angola e Moçambique, a seita norte-americana, S. Hill era acusada de recrutar adeptos sob o slongan: “A conversion for each kilo of beans” (Uma conversão por um quilo de feijão). Simplesmente humilhante!
    Morei com um casal: o marido pastor; a mulher, dirigente. Lembro, certa ocasião, quando uma doméstica se apresentou para trabalhar, a mesma portava um crucifixo pendente ao pescoço; os novos patrões fizeram-na se despojar do adereço e de pronto se converter, (uma transgressão à liberdade de credo assegurada pelo Inciso VI do Artigo 5º da Constituição Federal). No Congresso Nacional, já existe o lobby dos evangélicos ou bancada evangélica, a qual age como um pelotão de choque, dentre outras coisas, para tornar as seitas imunes a crimes, tais como: calúnia, difamação e injúria (Artigos 138, 139 e 140), estelionato (Art. 171), exercício ilegal da medicina e curandeirismo (Artigos 282 e 284) respectivamente, do Código Penal Brasileiro; são ilícitos cometidos freqüentemente nos templos da intolerância. O bloco parlamentar, evangélico, também serve para legislar e articular manobras que venham a propiciar a sobreposição da minoria protestante à maioria formada pelas demais confissões.
    – Um caso cada vez mais corriqueiro: ele era um atleta famoso, procedente de família católica. Porém, por influência da esposa acabou virando “crente”. Morre, e seu cadáver transforma-se em objeto de disputa entre os familiares de fés opostas: cada um querendo fazer os funerais conforme os preceitos de uma religião e outra. Diante desse tipo de dilema, eu e meus parentes ficamos, no dia em que minha mãe pereceu: nenhum dos dois lados queria abrir mão de suas homenagens fúnebres rendidas aos entes queridos que voltam à inexistência.
    Tudo sugere a intenção de se instaurar um apartheid (separação) religioso no Brasil. Já há políticos protestantes apresentando projetos, prevendo a troca de nomes de lugares e ruas que os associem às religiões não-protestantes. Assim como projetos garantido aos “crentes” apresentarem petições junto à Justiça para alterarem seus nomes, do tipo: Maria do Rosário de Fátima. Esse rebanho cartelizado confere poder de pressão e político-eleitoral aos “caciques ungidos”, influenciando todas as esferas sociais e institucionais, inclusive, a Justiça.
    Os homossexuais também são alvos preferenciais da rotulagem dos legisladores protestantes. Até o primeiro decêndio de dezembro/2.004, estava tramitando na Assembléia Legislativa Carioca um projeto-de-lei do pastor evangélico e deputado, Édino Fonseca, fundamentado na moral evangélica, cujo dispositivo previa terapia psicológica a gays, paga pelo erário público do Rio de Janeiro, a fim de que os tratados voltassem a ser machos. Ao saber que o projeto estava em vias de aprovação, a comunidade gay reagiu, disparando pétalas para todos os lados e os parlamentares enfim recuaram. Mais uma vez fica aqui comprovada a negação da fé professada. –Oh, se o Deus por eles apregoado tudo pode, então para que apelar a psicólogos mortais?!
    Em meio a essa caçada aos “joios”, pobre Lula, na luta pela Presidência da República, seu coordenador de campanha, Duda Mendonça, aconselhou o então candidato a não mais se identificar como católico em seus pronunciamentos, isso poderia repelir os votos da comunidade evangélica. Imitando um camaleão ecumênico, Lula encontrou um meio-termo para agradar a gregos e troianos: passou a se apresentar simplesmente como CRISTÃO. Politicamente correto, doravante, Luís Inácio da Silva está credenciado para participar de missas, cultos, pajelanças etc.
    Estereotipado publicamente pela sua vocação, Dom Mauro Morelli, bispo católico da Baixada Fluminense, não pode recorrer ao mesmo disfarce de Lula, embora tenha sido o idealizador do Comitê Contra Fome, portanto, seria o presidente natural da entidade na esfera federal, mas não o foi; pois seu nome teria sido preterido pela “bancada evangélica”.
    Devido a tamanho peso, pastores já podem chutar “imagens sagradas” e ficarem impunes, refiro-me ao bispo da Igreja Universal, Sérgio Von Helder, que, durante um programa de TV, em rede nacional, deu socos e pontapés em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, dia 12/10/1.995, propositadamente, o sacrilégio foi perpetrado na data consagrada à santa dos católicos. Criminosos, após cometerem seus delitos, aparecem perante o juiz “convertidos” e com uma bíblia na mão. Atualmente subentende-se que a “conversão” se tornou um atenuante aos acusados dos mais hediondos crimes. Se um sujeito enriquece sob suspeição, estrategicamente, ele forja uma “conversão”, e daí passa a atribuir ao Senhor Jesus a razão do seu sucesso material; todo o ganho desonesto será lavado no sangue do Cordeiro. Assim também procedeu um conhecido ex-tenente da PM carioca, acusado de mais de 280 homicídios, agora, pastor evangélico, prestando assistência espiritual nos presídios do Rio de Janeiro. Outros dois célebres bandidos, brasileiros, Escadinha e Gordo, poucos anos antes de serem assassinados, tornaram-se “crentes”: mas, idêntico ao que aconteceu com o papa, a fé de ambos não foi capaz de transformar seus corpos em couraças para fazerem ricochetear as balas que os transfixaram.
    Não é por acaso que a Igreja Universal do Reino de Deus – IURD tem um monte de processos contra si no Superior Tribunal de Justiça, no Supremo Tribunal Federal e em outras Instâncias Judiciais, porém, nenhuma dessas demandas têm um desfecho punitivo de larga conseqüência contra a legião do Edir Macedo. O próprio bispo Macedo foi preso em (24/05/1.992), num dos cárceres da Polícia Federal, Rio de Janeiro, acusado de alguns delitos. E atualmente a IURD vem sendo investigada em diferentes países, inclusive no Brasil. Na Inglaterra, uma mostra apenas: o polícia Scotland Yard ainda estaria investigando a morte de uma menina de 8 anos, Victoria Climbie, que após ter sido diagnosticada por um pastor da IURD, afirmando que ela estava possuída pelo demônio, a garota fora assassinada pela sua tia e guardiã, em 26 de fevereiro/2.000. O crime culposo, imputado a Igreja Universal, cuja tradução para o inglês é: Universal Church of the Kingdom of God, revoltou a sociedade britânica. Em contraste, o bispo Macedo lançou um livro, detratando o catolicismo, o espiritismo, o esoterismo e a umbanda. As Federações destas doutrinas achincalhadas conseguiram, através de medida judicial, embargar a distribuição da obra difamatória, mas Edir recorreu e derrubou o veto, e ainda se vangloria por já ter vendido mais de dois milhões de exemplares.
    No Brasil, o mais recente escândalo, envolvendo figurões da Igreja Universal, foi o assassínio do pastor e deputado federal-PSL, Valdeci de Paiva, dia 24/01/2.003, no Rio de Janeiro – tendo como um dos principais suspeitos o bispo Rodrigues, também deputado federal -, ora, afastado dos quadros da IURD. À época, a polícia acusava vítima e suspeito de integrarem a máfia dos bingos. Outra mácula para a imagem da IURD são as graves revelações publicadas por alguns dos seus ex-pastores, com ênfase para Mário Justino, em seu livro: Nos Bastidores do Reino: A Vida Secreta na Igreja Universal do Reino de Deus, onde o delator aponta os mais variados crimes praticados, segundo ele, pela igreja do bispo Macedo. Uma dada oportunidade, José Saramago, escritor português, ganhador de prêmio nobel de literatura, disparou: “A Igreja Universal do Reino de Deus é uma organização criminosa, uma quadrilha que se dedica ao crime e ao roubo”. Frase daquele que pretendia ser o líder evangelical (uma espécie de papa) de todas as seitas protestantes no Brasil, Caio Fábio: “Edir Macedo é uma águia. Montou uma igreja baseada no sincretismo, para saquear o bolso das pessoas[…] não se pode associar o pentecostalismo à picaretagem, a esse saqueamento psicológico e espiritual feito ao bolso das pessoas”. (Estas duas citações estão hospedadas no site: http://www.lusotopie.sciencesporbodeaux.fr).

    O pastor Davi Miranda, dono da Igreja Deus É Amor, também já foi indiciado pela CPI da Assembléia Legislativa Paulista, de combate ao crime organizado, diante da qual o mesmo foi acusado de fazer remessas financeiras, ilegais, para o exterior e de participar de um esquema de narcotráfico. (Conforme noticiou o jornal Folha Online, de 10/05/2.000).
    Salta aos olhos a preocupação número um das seitas, com a aquisição de instrumentos estratégicos: gigantescos meios de comunicação de massa (hoje a mídia é a “cabeça” que conduz todas as “trouxas”), universidades, instituições financeiras etc., deixando, mais uma vez, bastante patente as sagas dos seus líderes em abocanharem o domínio político, econômico e cultural do país; compelidos pela força de uma cultura invasora, que pretende soterrar e substituir todos os traços da identidade nacional.
    Na década de oitenta, o comércio das seitas foi dominado por dois charlatães transcontinentais. O reverendo coreano, Sun Myung Moon, líder da Igreja da Unificação, um dos maiores magnatas do planeta, seduziu muitas cabeças, sobretudo dentre os jovens. Tem sido expulso de diversos países pelas mais graves acusações: sonegação fiscal, aliciamento de menores, tráfico de armas e drogas etc.
    Paripasso ao reverendo Moon concorria o missionário norte-americano, Jimmy Swaggart – o primeiro “pregador eletrônico” de abrangência mundial – ele se utilizava de canais de TV para ludibriar gente nos mais longínquos pontos da terra. Por muitos, visto como um semideus, caiu em desgraça; quando a polícia federal americana-FBI descobriu que o farsante tinha várias amásias e milhões de dólares, em contas secretas, nos mais diferentes bancos espalhados pelo mundo.
    À vista de tudo aqui exposto, faz sentido o censo do IBGE, o qual assinalou um crescimento no número de ateus, no Brasil: na década de 90 eram 5,1%, atualmente já somam 7,3%. E no planeta a média aritmética é 10%, destaque para Grã-Bretanha com 33% e Coréia do Sul com 30% de indivíduos céticos.
    * Advertência: em novembro de 1.978, na Guiana Francesa, o reverendo estadunidense, Jim Jones, levou ao suicídio coletivo cerca de 913 fanáticos de sua seita, Templo do Povo. Depois desse genocídio, vários outros já foram registrados, o mais recente de grandes proporções foi conduzido pelo líder lunático Koresh, da seita Ramo Davidiano, em Wacco-Texas, Estados Unidos, a 19 abril de 1.993. Isto se tratando do mundo dito civilizado, pois em nações africanas, como Uganda, essa variante de autodestruição maciça já se tronou rotineira. No último morticínio, patrocinado pela seita, Movimento para a Restauração dos Dez Mandamentos, em 17/03/2.000, morreram cerca de 900 fanáticos.

    6. TROCA DE FARPAS ENTRE RELIGIÕES

    6.1 A Meretriz da Bíblia já esta entre nós?
    A ESPOSA. A legítima esposa é de natureza invicta e pioneira, como primitivo foi o casal Adão e Eva. Adão, até pela ausência de outras mulheres para estabelecer uma relação extraconjugal, manteve-se como um varão fiel a seu laço matrimonial.
    A ESPOSA é a PROMETIDA, a PROMESSA; alguém que se preservou casta por toda a sua mocidade, para se tornar digna de um homem que seja só SEU. Por isso, merecidamente, ela luta pela sua UNICIDADE e pela INVIOLABILIDADE da ALIANÇA. Enfim, Adão, (homem, em hebraico), é o sopro de Deus que ganhou forma humana. Ao passo que, Eva, a varoa, é a mulher que quer ter seu LAR edificado SOBRE PEDRA, (Mt. 16:18).

    A PROSTITUTA. Por seu turno, é a tentadora, a qual, na saga de querer destruir os LARES: difama, pinta-se, maquia-se e apela aos mais sórdidos expedientes para emboscar os maridos alheios. A MERETRIZ se multiplica em muitas faces (reino dividido, Lc. 11:17 e Mt 12:25), a fim de atender ao maior número de homens das mais diversas preferências e, ao mesmo tempo, para dificultar a sua identidade enganosa. Ela rouba o máximo de pessoas, num menor espaço de tempo, pois é consciente de que seu comércio de prostituição é breve; dura enquanto a sua carne for capaz de atrair e seduzir. A PROSTITUTA tem uma preocupação extrema pela sua autopropaganda e auto-oferecimento, porque precisa “vender” a todos, de forma impingida, a podridão contida dentro do seus TÚMULOS CAIADOS, (Mt. 23:27). Por fim, ela é libertina, promíscua, fornica com um e com outro. Porquanto, não admite um comando ÚNICO: tem a certeza de que seus negócios são ilícitos e pecaminosos. E, quem vive à sombra da clandestinidade, está sempre fugindo de uma supervisão imediata.
    Conforme profetiza o Apocalipse, a MERETRIZ está sobre uma besta escarlate (vermelha), (Apoc. 17:3), e vestida de púrpura (também vermelha). A besta tem 7 cabeças e 10 chifres.
    COINCIDÊNCIAS: as 7 nações por onde o protestantismo foi lançado simultaneamente – Alemanha, Inglaterra, França, Holanda, Hungria, Polônia e Estados Unidos – todas têm a cor vermelha em suas bandeiras (roupagem, vestimenta etc). As teses de Martinho Lutero foram fixadas no castelo (moradia de REI, Apoc. 17:2), de WITTENBURG (10 letras), a 31/10/1517: (3+1+1+1+5+1+7=19; (9+1=10, outro dez). “A BESTA que era e já não é”, (Apoc. 17:8) : trata-se do poderio da Inglaterra, ressuscitado no seu filho (colonizado), Estados Unidos, ambos protestantes; este último é o que sucumbirá no ABISMO. “Uma vez caída a Grande Babilônia, ela vai virar albergue de AVES HEDIONDAS e ABOMINÁVEIS”, (Apoc. 18:2). Estados Unidos, país que monopoliza o capitalismo no mundo, e sob o qual estão “submetidos todos os MERCADORES DA TERRA”, (Apoc. 18:1-3), ele têm como símbolo uma ÁGUIA. E a Estátua da Liberdade, na cidade norte-americana, NEW YORK (7 letras), tem 7 diademas (chifres) sobre a cabeça. Do mesmo modo, a bandeira estadunidense tem 7 listras VERMELHAS, horizontais.
    Notem, ademais, que o primeiro cisma ocorrido na Igreja Católica, patrocinado por Acácio de Constantinopla, foi no ano 484, cuja soma 4+8+4=16; 1+6=7. Se subtrairmos 484 do ano do segundo cisma, 1.517 (da reforma protestante), teremos como resultado 1.033. Mais uma vez o número sete presente: 1+0+3+3=7. Enquanto 1.517 (ano do 2º cisma) tem como soma 1+5+1+7=14, que é duas vezes sete; 2 referente ao 2º cisma. Somando o 7 obtido de (484) mais o 7 de 1.033, acharemos 14, que somado ao 14 resultante de 1.517, fica: 14+14=28; 2+8=10; este, para reforçar a interpretação, pode ficar subentendido como as 10 cabeças da besta. Diante destas evidências, podemos prever o próximo cisma na Igreja Católica para o ano 2.199. Isto porque: se a soma do 1º cisma (484) é 7; do 2º cisma, em 1.517, dá 14 ou 2 x 7. Logo, o 3º cisma será um número cuja soma será 3 x 7. E é 2.199: o ano seguinte que satisfaz o total de 21= (3 x 7), ou seja, 2+1+9+9=21. A diferença entre a soma de um ano antecedente, quando ocorreu um desses eventos, e de um ano conseqüente, segue uma progressão aritmética cuja razão é sete.
    * Daí podemos inferir: a MERETRIZ que pretende destruir a Igreja Católica está sobre uma BESTA de 10 cabeças e 7 chifres. Ela nasceu com o “racha” de 484, fortaleceu-se em 1.517 (ao promover a Reforma Protestante) e, provavelmente, em 2.199, tentará o golpe fatal contra a Igreja Romana.

  171. denis rb disse:

    Sim, tatiana
    Sua filha é menor de idade e existe uma instituição jurídica chamada “pátrio poder”. Você tem direitos sobre ela.

  172. regina disse:

    Esta notícia é de interesse de todos por que as Testemunhas batem em todas as portas convencendo as pessoas a ingressarem nessa organização. O objetivo dessa organização é conseguir mais e mais adeptos. Então , nada mais justo do que informar o maior numero possível de cidadãos a respeito da organização das Testemunhas.
    Entre as Testemunhas existem professores , médicos , advogados etc, etc Ainda assim o ensino superior é fortemente desaconselhado pela liderança fazendo com que muitas Testemunhas desistam do sonho de fazer faculdade e decidam passar a vida trabalhando como voluntários para a organização.Obedecendo aos líderes , muitos pais Testemunhas impedem que seus filhos façam planos de cursar uma faculdade e os direcionam para trabalharem como voluntários para a Torre . Anos depois muitas pessoas arrependem-se amargamente por terem desistido de ter um curso superior e então quando decidem sair da Torre de Vigia , descobrem que não podem sair! Sofrem ameaças dos líderes! Descobrem que são reféns dessa organização. Reféns literalmente! São ameaçadas com a desassociação(expulsão)

    STV ( Sociedade Torre de Vigia)
    Corpo governante ( grupo que controla as Testemunhas de Jeová)
    Júbilo do Corpo Governante na morte de jovens:
    O Corpo Governante, através da revista Despertai, de 22 de maio de 1994, manifestou sua satisfação e aprovação diante da morte de jovens que se recusaram a receber o tratamento médico. Leiam: “No passado, milhares de jovens morreram porque colocaram Deus em primeiro lugar. Ainda há jovens assim, só que hoje o drama acontece em hospitais e tribunais, tendo como questão as transfusões de sangue”. Em seguida, conta-se os casos de três crianças que morreram depois de recusarem tratamento com sangue. “A aderência leal à doutrina do sangue custou a vida a milhares de Testemunhas.
    Notem como eles, o Corpo Governante, incentivam a morte de jovens como se nessa proibição estivesse a essência da doutrina da salvação. Há um desprezo pela vida humana.
    Ao contrário do que ensina o Corpo que governa com mão forte o rebanho de testemunhas, o Cristianismo ensina que “devemos dar a vida pelos irmãos”, pois Ele, Jesus Cristo, “deu a vida por nós” (1Jo .16).
    Muitos dos que obedecem às ordens do Corpo Governante já não suportam mais ver seus irmãos de fé morrer por falta de transfusão de sangue. A doutrina do “deixa morrer” em nome de Jeová é incompatível com o Cristianismo. O pior é que eles afirmam que “os verdadeiros cristãos” não aceitam a transfusão, como se a Sociedade Torre de Vigia fosse uma religião cristã.
    The Associated Jehovah´s Witnesses for Reform on Blood (As Testemunhas de Jeová Associadas Para a Reforma na Questão do Sangue) “é um grupo heterogêneo de Testemunhas de muitos países, incluindo anciãos e outros representantes da organização, membros das Comissões de Ligação com Hospitais, Médicos, Advogados, defensores dos direitos das crianças e membros do público em geral que ofereceram voluntariamente o seu tempo e energias num esforço para acabar com a política trágica e enganadora que já custou milhares de vidas, sendo muitas das vítimas crianças” (Esses associados estão se rebelando contra decisões do Corpo Governante. A ordem é para que obedeçam cegamente; do contrário, os rebelados serão severamente punidos com a“desassociação”, que significa a expulsão da organização. Só isso? Não. O desassociado é considerado “apóstata” e “instrumento de Satanás”; as Testemunhas são proibidas de falar com uma ex-testemunha, ainda que seja um simples cumprimento, salvo sobre assuntos estritamente profissionais; a proibição alcança o âmbito familiar.

    O curioso é que até 1944 as Testemunhas podiam ser transfundidas sem que desobedecessem a Jeová. A STV manipula seu cativo rebanho como propriedade particular, tanto na vida como na morte.
    Em 01-12-1961, os líderes da STV escreveram na revista deles A Sentinela: “… Se, no futuro, ele persistir em aceitar transfusões de sangue ou em doar sangue … ele mostra que não se arrependeu realmente … e deve ser cortado ( da Congregação), por ser desassociado”
    O que nem o publico e nem as autoridades sabem é que nos dias de hoje as Testemunhas continuam coagidas,são forçadas a não aceitar transfusões ou a doar sangue e muitas obedecem somente porque estão aterrorizadas pelo medo de serem desassociadas e então perder os seus parentes que são Testemunhas de Jeová.

    Porque assim que tornam -se Testemunhas de jeova , as pessoas NÃO decidem mais por si próprias coisa alguma. A partir do momento em que se associam à organização Torre de Vigia , tornam-se literalmente prisioneiras desse grupo. Todo adepto torna-se um refém.

    Esses adeptos são constantemente vigiados pelos anciãos e também recebem ordens para que vigiem-se uns aos outros devendo dedurar qualquer atitude de desobediência de seus “irmãos” para a liderança
    Se desobedecerem … são punidas com a expulsão e perdem a familia e amigos associados à essa organização .Nos EUA , várias Testemunhas foram expulsas da organização por terem denunciado pedófilos dentro da Torre de Vigia .
    Assim, familias são destruidas pela organização Torre de Vigia que aparentemente é um sistema aberto . Aparentemente é uma organização benéfica.
    Milhares de pessoas tem suas vidas sériamente prejudicadas por esta organização . Esperamos que as autoridades e que pessoas de consciência olhem para essa tragédia que tem afetado a tantas famílias aqui no Brasil e que ajudem denunciando , informando.

  173. regina disse:

    Denis Russo disse :
    acredito no que está escrito na Declaração Universal dos Direitos do Homem: “todo homem tem o direito de liberdade de pensamento, de consciência e de religião”, incluindo o direito de mudar de religião e de “manifestar sua crença em ensinamentos, adoração e observação”
    Gostaria de acrescentar que apesar de também constar nas paginas de revistas e livros da Torre de Vigia essa frase :“todo homem tem o direito de liberdade de pensamento, de consciência e de religião”, incluindo o direito de mudar de religião e de “manifestar sua crença em ensinamentos, adoração e observação” , a Organização Torre de Vigia simplesmente nega esse direito a toda pessoa que quiser deixar de ser uma Testemunha de Jeová .Fato notório é que a Torre de Vigia tem feito que se acredite que, pessoas desassociadas por ela, e que saem revelando coisas vergonhosas que ocorrem nas congregações( como a pedofilia por exemplo) , pareçam estar simplesmente “VITUPERANDO O NOME DE DEUS”. Desse modo, ela se protege e permanece intocável e pura aos olhos tanto dos de dentro quanto dos de fora.
    Redundando, ao associar sua estrutura organizacional ao nome de Deus, Jeová, ela faz com que seus membros sintam enorme pavor de falar sobre qualquer coisa negativa encontrada nela.
    Se aqueles que saírem, cansados de serem vítimas gratuitas das elucubrações do falecido oráculo da organização, Frederick Franz (que criou a desassociação), falarem do que viram ali dentro, serão logo taxados (e isso, inescrupulosamente pelos microcosmos da organização, os “anciãos”) de “anti-éticos”, “agentes de Satanás”, “apóstatas”, “anátemas”, “odiadores do povo de Deus”, “raivosos”, “homens que cospem no prato em que comeram”, etc.
    A perseguição e a punição que ocorriam na idade média, a caça às bruxas e aos hereges, a fogueira da Inquisição e toda a indescritível aflição imposta aos que ousavam discordar da autoridade religiosa clerical constituída, continuam a ocorrer em pleno século 21, em formatos diferentes e cenários adaptados para nossos dias.

    O que mudou de verdade foi apenas a forma em que os golpes são desferidos nos tais “apóstatas” ou “hereges”. No entanto, tais golpes continuam a causar profunda mágoa e dor à alma dos que escolhem sair do controle desta organização por motivo de consciência.
    Sei quão duro é, para uma Testemunha de Jeová “fiel”, ver esse ensino vergonhoso exposto ao público em geral, mas a verdade é que a saída da organização das Testemunhas de Jeová acarreta, de imediato, a perda permanente de pessoas queridas e o afastamento repentino, abrupto, cruel e injusto de parentes próximos que se mantêm fiéis aos dogmas de sua organização, a Torre de Vigia.

    É por tudo isso que muitas pessoas sentem vergonha de terem sido parte desta organização religiosa que vê méritos em perpetuar seu autoritarismo e arrogância, e que usa deturpadamente a Palavra de Deus para costurar leis que estão em total desarmonia com o que a Bíblia ensina e com a vontade explícita de Deus. (1 João 4:7,8)
    Torço para que chegue o dia em que essa organização seja conhecida no Brasil pela sua verdadeira face , a face medonha do autoritarismo , da opressão ,do desrespeito , da intolerância , a face verdadeira dela e que infelizmente ela tem conseguido manter oculta do público em geral e das autoridades .

  174. marcia de oliveira disse:

    todo problema começa quando as Igrejas querem acumular riquezas em cima do povo. Daí ó deus deles é só o dinheiro. Crer em Deus é bom, é fundamental, e nada tem a haver com as fortunas acumulas pelas Igrejas multinacionais como a católica.

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