Estes aí gostavam de confusão

Tem gente que gosta de arrumar confusão. Por exemplo, os Provos, jovens ativistas anarquistas dos anos 60 na Holanda. Eles adoravam uma treta. Fizeram um auê na Holanda monarquista e tradicionalista da época, ao ponto de terminarem nas manchetes dos jornais, e de derrubarem o chefe da polícia e o prefeito de Amsterdam.

Eram uns garotos inteligentes e absolutamente inconsequentes. No seu manifesto, eles diziam que “temos consciência de que no final iremos perder, mas não vamos deixar escapar a última chance de irritar e provocar esta sociedade até suas profundezas”.  Botaram fogo em uma casa para protestar contra o cigarro (um de seus líderes só não morreu porque foi salvo pela polícia). Falsificaram uma carta da rainha na qual ela supostamente se convertia ao anarquismo e negociava uma transição de regime com os Provos. Encenaram o transporte de grandes quantidades de chá ou alguma outra erva legal, para atrair a polícia e provocar batidas policiais desastrosas, para alegria da mídia. Abriram uma casa para vender maconha (verdadeira e de mentirinha), o que acabaria inspirando política pública no país.

Num recorte de jornal, os malucos do Provo aprontando das suas

Num recorte de jornal, os malucos do Provo aprontando das suas

Eles tinham o hábito de criar “planos brancos” para Amsterdam. Planos brancos eram intervenções urbanas que tinham o propósito de mudar a vida na cidade. Alguns eram pura piada. Por exemplo, o Plano das Galinhas Brancas. Na Holanda, a polícia era agressivamente apelidada de “galinhas azuis”. Os provos se vestiram de galinhas brancas para mostrar que a cidade podia “ter um tipo diferente de galinhas”. Aí saíram pela cidade prestando serviços grátis de saúde, distribuindo camisinhas e frango frito.

Claro, passaram muito tempo na cadeia e tomaram muita cacetada da polícia. Mas, como eram holandeses, não brasileiros, ninguém foi morto.

Outro plano branco dos Provos, certamente o que ficou mais famoso, foi o Plano das Bicicletas Brancas. Funcionaria assim: a prefeitura compraria 20.000 bicicletas, pintaria-as de branco e espalharia-as pelo centro da cidade. Qualquer pessoa poderia pegar uma bicicleta, pedalar até onde quisesse e deixá-la para o próximo. A prefeitura, óbvio, recusou o plano e não comprou bicicleta nenhuma. Os Provos então compraram umas 50. A polícia apreendeu tudo. No final, algumas acabaram liberadas e disponibilizadas na rua. Em menos de um mês todas haviam sido depredadas ou roubadas ou jogadas nos canais que cruzam a cidade.

Os anos 60 se acabaram e vieram os 70, os 80 e os 90, com seu crescente pragmatismo, e o crescente financismo do discurso político. Agora, de repente, desde que Lyon inventou o Vélo’v em 2005 e inspirou Paris a lançar o Vélib em 2007, o Plano das Bicicletas Brancas começou a ser ressuscitado no mundo todo. Toda grande cidade que se respeita no planeta tem um – às vezes privado, às vezes operado pela prefeitura (no Brasil não tem nenhum decente). A bicicleta quase nunca é grátis, como queriam os holandeses. Paga-se um pouquinho, tem que ter um cartão de crédito, identidade, deixar um caução. Enfim, toma-se precauções contra possíveis depredadores.

Talvez os punks anarquistas dos anos 60 desaprovassem tanto controle do estado sobre as bicicletas – por que diabos tenho que mostrar minha identidade? É mais certo ainda que eles não gostariam da ideia do cartão de crédito e de haver uma empresa lucrando com isso. Mas o fato é que as ideias ingênuas e absurdas dos anos 60, combinadas com o que aprendemos sobre gestão, lucro e segurança ao longo dos últimos 30 anos, ainda podem dar um caldo.

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54 comentários
  1. Rodrigo disse:

    Rapaz, é batata! É alguém protestar contra os males do cigarro e não dá outra: é maconheiro!

  2. Júnior Alves disse:

    Sabe Dênis, há dois problemas ai (ou melhor, aqui no Brasil):
    1 – Nossa sociedade foi “educada” pela cultura americana, na qual o interesse na venda de automóveis sempre predominou. Hoje, consideramo-nos “apaixonados” por carros (na boa, há muita coisa mais interessante para despejarmos paixão, mas cada um, cada um) e acreditamos que alguém anda de bicicleta por não ter dinheiro para comprar um carro, mas jamais por opção;
    2 – O governo legitima que o Brasil não é um país para quem anda de bicicleta. Não há a menor infra-estrutura para pedalar em nossas ruas, os ambientes públicos não dispõem de locais apropriados para deixarmos as biciletas e ai vai.

    Abraço.

  3. Roberto disse:

    Tantas coisas relevantes acontecendo no mundo todo e que mereceriam destaque e análise e o Sr. gasta seu tempo e ocupa este precioso espaço com tamanha bobagem sem a menor importância para as pessoas vivas e inteligentes.

  4. Esdras disse:

    Fiquei chocado com o primeiro comentário. “Pessoas vivas e inteligentes” são as que preferem andar de carro? Agora a carteira de motorista é um atestado de QI?

    E, Denis: feliz a sociedade que aprende com o tempo.

  5. Esdras disse:

    Correção: não com o primeiro comentário, mas com o comentário logo abaixo do meu.

  6. jorji disse:

    Qual das maiores cidades do mundo, onde circulam o maior número de veículos motorizados? São Paulo, Toquio, Nova Iorque, Shangai, Mexico, Paris, enfim, em qual metrópole circula mais veiculos durante o dia, essa ideia das bicicletas poderia ser utilizada em carros elétricos, sensacional!

  7. Solange disse:

    Roberto, esse “precioso” espaço não é para pessoas que pensam como voce. Está dispensado, passar bem!

  8. Rolando disse:

    É, a década de 60 realmente foi a década da bizarrice, sempre ficamos sabendo de mais algum movimento maluco.

  9. Anouk disse:

    Oi Denis,

    Muito bom o artigo.

    Os anarquistas sao sim , necessários à sociedade. É bem verdade que às vezes sao irritantes, mas convenhamos, suas idéias podem muito bem colaborar para que o nosso mundinho torne-se bem mais inteligente.

  10. Marcelo disse:

    Denis eu queria divulgar aqui as datas e locais de uma intervenção brasileira (e talvez um tanto anarquista tbm), a Marcha da Maconha. Durante o mês de maio ativistas pró-legalização da maconha de todo o Brasil vão se reunir em passeata para protestar pela legalização da maconha em nove grandes cidades brasileiras. Os organizadores pedem que as pessoas que queiram participar não levem maconha para consumir durante o protesto, como sabemos a maconha ainda é proibida no Brasil e é melhor evitar problemas.

    1 DE MAIO
    RIO DE JANEIRO
    Jardim de Alah, 14h
    2 DE MAIO
    RECIFE
    Rua do Apolo – Bar do Fogão, 14h
    8 DE MAIO
    BELO HORIZONTE
    Praça da Estação, 15h
    FLORIANÓPOLIS
    Koxixo´s, 16H
    PORTO ALEGRE
    Arco da Redenção, 15h
    VITÓRIA
    UFES, 14h
    16 DE MAIO
    FORTALEZA
    Anfiteatro da Beira Mar, 15h
    23 DE MAIO
    SÃO PAULO
    Parque Ibirapuera – Marquise, 14h
    27 DE MAIO
    BRASÍLIA
    Catedral, 15h

  11. Marly Winnie disse:

    Olá Denis, não sei o que aconteceu com o meu comentário onde dizia que podemos usar bicicleta, as pernas, o carro, metrô, ônibus, enfim o que estiver ao nosso alcance. O que ninguém não pode e não deve dizer é que usa a bicicleta porque está preocupado com as emissões de CO2 dos carros comuns. Este gás é resultado natural de qualquer combustão, seja ela da gasolina, etanol, biocombustível, biodiesel, gás, querosene, etc. O CO2 não pode ser considerado nocivo ao planeta porque ele é o ÚNICO alimento dos vegetais. Na fotossíntese são consumidas seis moléculas de CO2, ininterruptamente, desde que a fonte de energia deste processo é o Sol, que está sempre a iluminar um dos lados do planeta. E é bom lembrar que a quantidade de vegetais no ambiente continental (30% do planeta) e no ambiente marinho (restantes 70%) é gigantesca. Sendo assim, as medidas das toneladas de CO2 produzidas pelo homem não têm nenhum valor matemático, e só servem para assustar inocentes, porque não existem as medidas das toneladas de CO2 CONSUMIDAS pelas plantas para completar a conta. Então, não podemos e não devemos acreditar que podemos “salvar o planeta” diminuindo a quantidade de emissões de CO2. É exatamente o contrário! Só as emissões de CO2 podem postergar a vida na Terra, pois elas saciam a fome dos vegetais e estes poderão continuar a servir de alimento para todos os animais, inclusive o homem. Abs

  12. Acir disse:

    Denis, não conheço a história deste grupo holandês que você menciona no artigo, mas me parece que a rapaziada era extremamente criativa e bem humorada, expondo com inteligência seu conceito de anarquia. Um belo exemplo para nossos jovens rebeldes que adoram invadir e depredar reitorias, assembléias legislativas ou qualquer lugar público que esteja à vista. Quanto às bicicletas, que tal um projeto que permitisse somente a circulação destes veículos, e outros não poluentes, em certas áreas do centro das cidades? Seria um teste no mínimo interessante.

  13. Felipe disse:

    Joabe sua pergunta é sem pé nem cabeça meu caro, acorda para o séc. 21!!! E sexta tem bicicletada, vou estreiar, quem vai?????

  14. Vero disse:

    Muito bom o artigo, parabens! Já estou pensando en fazer umas intervencoes urbanas aqui na minha cidade!
    Marly winnie: como fizeram os vegetais para se espalhar e crescer tanto, entao? naquela época cuando nao havia carros, digo…e você sabe que CO2 nao é u único gas que os carros despedem? também despedem outros gases (CO, cuando há combustiao incompleta, compostos do enxofre, etc) y material em forma de particulas sólidas muito pequenas que fazem muito mal a todos os organismos vivos…e nao sao so os carros, tem as industrias tambem…puf! é muito cumprido o tópico…perdoem meu português…

  15. denis rb disse:

    Marly Winnie,
    Vc está enganada. Sabe-se sim o quanto de gases de efeito estufa o planeta é capaz de absorver naturalmente: algo entre 7 e 9 gigatoneladas de carbono ao ano, além aquilo que a própria natureza emite. Mais que isso se acumula na atmosfera. Hoje a humanidade emite 50 gigatoneladas e esse número está aumentando ano a ano. Portanto, obviamente, há acúmulo.

  16. Felipe disse:

    “O problema central é que a pessoal fala em “gasto”, tipo “tempo é dinheiro”. O Denis não tá escrevendo se preocupando com isso, ele está despreocupado, escrevendo o que dá prazer para ele (e consequentemente para nós, no caso do Roberto acho que não). Nossa sociedade atrasada pensa que a inteligência está na produção e consumo, sem pensar em como “gastar” sustentavelmente. Acho que viajei um pouco, mas é isso. E outra, história sempre é bom saber, deve ser por pessoas como os Provos que a Holanda é tão mais evoluida que o Brasil(vide o pensamento moderno em relação às drogas e sexualidade).” Tem gente que tem que aprender um pouco com os punks, aprendi muito na adolescência e essa bagagem cultural não quero perder nunca ao envelhecer.

    PS:E tb não sei dá onde vc tirou sua teoria Marly. Não é só CO2 que solta no ar, tem outras partículas, é poluição, não é saudável e dá câncer. Releia um dos post passados please!

  17. Janine Stecanella disse:

    O que fica é que os anarquistas daquela época tinham idéias, e de alguma maneira (da deles) procuravam por em prática. Os de hoje, não tem mais essa vontade. Não todos, mas a maioria perdeu a “paixão” pelo movimento. E de certa forma, todos nós. Se a gente parar e pensar também temos idéias que na prática seriam boas em uma determinda esfera, mas ela fica só na idéia. Achamos mil desculpas pra não por em prática. As bicicletas são um bom exemplo. Na cidade da minha vó, em Estância Velha – RS, me criei indo nas férias e vendo meus tios usarem bicicleta pra tudo, tudo mesmo, ir trabalhar, no mercado, na padaria, em lojas, na farmácia. Já aqui em Caxias do Sul – RS, essa não seria uma alternativa de sucesso. Não só por se na serra, mas o terreno da cidade é muito acidentado, muitos morros. Aqui, a melhor solução seria algo como a carona comunitária. Um vizinho dirige e outros quatros vão no mesmo carro.

  18. Marly Winnie disse:

    Alô Denis, por favor, faço questão de saber como foram feitas as medidas de CO2 consumidas. Observe, se existisse apenas um número estimativo já seria bastante impreciso, pois a quantidade de vegetais é incomensurável no planeta! Quando o assunto é Planeta qualquer análise só tem sentido dentro da Escala Geológica, aquela que leva em consideração o tamanho da Terra e a insignificância da espécie humana! Se vc concordar que o homem é uma espécie animal, que está aqui como um produto da evolução, ficará fácil para eu me fazer entender.
    Sendo assim, a quantidade de seres autotróficos só pode ser imaginada na Escala Geológica. Medir o CONSUMO de CO2 no ambiente continental já é absurdo, imagine no ambiente marinho! Portanto, qualquer medida feita pelo homem não passa de pretensão! Não pode ser levada a sério! Analisar o problema do CO2 em escala humana só traz complicações e prejuízos para a humanidade. Estou falando A FAVOR apenas do CO2, e NUNCA, JAMAIS de poluentes resultado da queima de combustíveis como ressaltou, muito bem, o colega Vero. Poluentes, não! Poluentes são impurezas químicas que podem ser retiradas pela tecnologia. O CO2 não é poluente! Outra coisa Denis, eu penso que há uma razão comercial gigantesca por trás dessa ideia de querer colocar o CO2 como nocivo ao planeta, mas essa é outra história. Eu quero colocar em discussão aqui é o fato científico conhecido de todos, a fotossíntese, que não pode ser ignorada quando a questão é o CO2. Outro fato: é uma impossibilidade geológica este gás se ACUMULAR na atmosfera terrestre. Qualquer CO2 produzido é imediatamente misturado aos outros gases pelo Movimento de Rotação do Planeta que se dá a 460m/seg. e porque a troposfera é uma camada gasosa em permanente turbulência, além do que o CONSUMO imediato pelos vegetais, que usam a Energia Solar como usina de força para retirar o CO2 da atmosfera. Por favor, Denis, aponte os erros desse raciocínio para que eu possa compreender onde estou errada.

  19. Maurício Bittencourt disse:

    Ei Denis, acho q nesse post vc fez a mistura perfeita entre as idéias e as propostas concretas. Digo mais: em minha modesta opinião, o post tem a cara q vc sempre quis dar para o blog. É preciso “viajar” e ser pragmático ao mesmo tempo, na nossa era. Grande abraço!

  20. Marcelo disse:

    “eu penso que há uma razão comercial gigantesca por trás dessa ideia de querer colocar o CO2 como nocivo ao planeta”

    E por trás das tentativa de inocentar o CO2, Marly Winnie, alegando que não é poluente, não é nocivo à saúde ou ao meio ambiente? acha mesmo que não há interesses econômicos relacionados a indústria do petróleo e às outras fontes de energia poluentes? Sério, leia anguns posts anteriores deste blog como: “quanto custa a fumaça” ou “Castelo de cartas ou quebra cabeças” creio que estes esclarecem plenamente suas dúvidas.

  21. Marcelo disse:

    “é uma impossibilidade geológica este gás se ACUMULAR na atmosfera terrestre. Qualquer CO2 produzido é imediatamente misturado aos outros gases pelo Movimento de Rotação do Planeta que se dá a 460m/seg. e porque a troposfera é uma camada gasosa em permanente turbulência, além do que o CONSUMO imediato pelos vegetais, que usam a Energia Solar como usina de força para retirar o CO2 da atmosfera”…

    Vamos lá, Marly Winnie… Primeiro: o CO2 está se acumulando sim na atmosfera, medições são constantemente feitas por diversos institutos em todo o mundo, ninguém, ninguém mesmo, nem os contrários a teoria do aquecimento global afirmam o contrário. O que eles afirmam é que não é a concentração de gases que está causando o aquecimento do planeta observado por diversos institutos em todo o mundo.

    Segundo: quando o CO2 se mistura aos outros gases da atomosfera ele não desaparece simplesmente nem vai para o espaço ou para outra dimensão como vc acredita. Na verdade ele vai se concentrando cada vez mais. Outra, vc diz que a fotossintese resolve o problema, outra bobagem. Veja bem, durante a noite acontece o contrário do que acontece de dia: as plantas não consomem CO2 e liberam O2 e sim consomem O2 e liberam CO2. As plantas adultas não absorvem nenhum CO2 da atomsfera, apenas mantêm um delicado equilibrio. São as plantas em crescimento que ajudam a absorver CO2. E elas não estão dando conta, isto quem diz não sou eu nem o Denis, são diversos institutos que fazem medições constantemente da concentração de gases em todo o mundo.

    “O CO2 não é poluente!” Não? O CO2 não faz mal à saúde?!?

    Sério mesmo, leia alguns posts anteriores vc está muito desinformada.

  22. Solange disse:

    Marly Winnie, googuei seu nome e constatei que voce não tem muitos amigos entre os blogueiros que escrevem sobre sustentabilidade. Alguém comentou que está cansado de seus comentários e de sua visão ESTREITA de mundo. Por que será, heim?

  23. paula juchem disse:

    adorei essa turma ! bem diz meu amigo que o povo na holanda ta um degrauzinho a nossa frente na escala evolutiva … vai ver que é isso ai mesmo. ..essa historia de bicicleta que pega num bairro e devolve no outro é uma das ideias mais geniais dos ultimos anos nas administracoes das cidades aqui na europa,,, melhor que isso so mesmo a lei que acabou com o fumo nos resturantes,, um verdadeiro alivio pra quem como eu gosta de restaurante e não fuma! aqui em milao pago 36 euros por ano pra usar as bikes 7 /7 sem limite de retiros somente prazo de 2 horas p cada retirada … (entre uma estacao e outra) entao nao uso mais nem metro nem carro nem tram, bus nem nada,,, e fico bem mais feliz de viver a cidade. Tive até ontem em Viena e vi que la, apesar dos bares serem ainda fedorentos de cigarro,,,, eles tem bikes de varias empresas ou patrocinadores, nao entendi direito o negocio, mas da pra sacar que ja nao é mais novidade, a bicicleta faz parte mesmo da vida dos austriacos, bem mais que aqui na italia … bom denis, mais um vez parabens pelo blog,,, é sempre uma otima leitura! ahh ja ia esquecendo, li tambem o livro do David Byrne e adorei, o cara é mesmo joia, parece com voce!

  24. Lucas disse:

    Caramba, e eu que queria tanto uma atenção maior aos ciclistas por parte dos governantes na cidade onde moro…

    Tenho carro, mas prefiro andar de bicicleta pela cidade. Mas, com tantos buracos, insegurança e falta de lugar para deixá-la, é mais fácil usar o carro. Já sugeri a um vereador a construção de bike boxes (não sei se isso é permitido no Brasil) e ciclo faixas perto das faculdades. Isso incentivaria o uso das bikes pelos universitários, mas não obtive respostas.

    Dá mais resultado eleitoral fazer novas avenidas, lombadas e semáforos para os carros. Enquanto isso, o congestionamento e o estacionamento a R$ 5,00 na faculdade onde estudei continuam. Vai entender…

    E os estudantes, nem para protestar contra esse abuso… São novos tempos.

  25. jorji disse:

    Se adotarem esse sistema de bicicletas coletivas no Brasil, em pouco tempo vão sumir todas. No Brasil, bicicletas são inviáveis em grandes cidades devido à violência generalizada, a incapacidade de planejar de nossos tecnicos no que diz respeito à engenharia de tráfego, um trânsito violentissimo que faz do nosso país, líder em número de acidentes com mortes, por uma série de razões, torna as bicicletas apenas um meio de diversão apenas.

  26. FM disse:

    Wake up jorji dude!!! As coisas têm que mudar, eu ando todo dia de bike e nada aconteceu, por ora(ainda bem). Mas seu pensamento é de que as coisas são assim e pronto. Não, tem que haver luta para as coisas mudarem. E, há organizações que estão tentando mudar a mentalidade motora e egoísta do brasileiro, importada dos USA. É árdua, mas tem um motivo nobre. enaquanto as pessoas ficam presas em suas bolhas e mentalidades pequenas, a gente passa do lado. Para você ver, eu já levei 15 min da Pompeia até a Barra Funda, 4 km´s. Então é viável.

  27. jorji disse:

    FM, mudar a mentalidade de 500 anos do povo brasileiro, só em quatro gerações ou mais.

  28. Marcelo disse:

    4 gerações Jorji? Deixe de ser pessimista… Da geração dos meus pais para a minha muita coisa já mudou. Pare de ficar resmungando do que está errado e faça a sua parte ora!!! Esta desilusão que vc alimenta só atrasa o progresso.

  29. Felipe Maddu disse:

    Há um erro cronológico no seu pensamento jorji, sabe por que? Você fala da mentalidde que não mudou em 500 anos. Mas saiba que antes da tal descoberta(que não foi descoberta porra nenhuma) já havia uma civilização rica e que foi e está sendo dizimada. Depois vieram os portugueses, ou seja, ainda técnicamente não tinham “brasileiros” aqui. Muito depois disso houve a industrialização, a chegada dos imigrantes italianos, japoneses, libaneses e o advento do carro como algo popular no Brasil. Muito tempo depois da falsa descoberta. Entendeu o que quero dizer? Estamos falando pra mudar a mentalidade da população quanto ao veiculo motor, não tinha carro há 500 anos atrás por aqui.

  30. Moacir disse:

    É necessário algum tempo até que medidas como essa das bicicletas tenham algum efeito concreto. Nossas cidades não tiveram nenhum tipo de planejamento nesse sentido, o que leva pedestres e ciclistas a situações, muitas vezes, de risco em meio ao trânsito. Naturalmente, não se trata de EXTINGUIR os veículos automotores, mas de incentivar e facilitar os cidadãos que utilizem meios alternativos de locomoção.
    Um dos pontos que muitos esquecem, ao se falar das bicicletas, é com relação à saúde. Desde que o indíviduo não tenha problemas cardio-vasculares (é sempre importante o teste egométrico) ou ortopédicos, “andar” de bicicleta é extremamente saudável. No entanto, como disse anteriormente, as condições da cidade devem ser propícias para estimular essa mudança, o que é coisa rara.

  31. Felipe Maddu disse:

    Moacir, acrescentando, além da arquitetura da cidade, tem que haver educação e a prefeitura da minha cidade(SP) não está fazendo a parte dela(incetiva demais o carro). Acredito que nenhuma(posso estar errado, claro) está fazendo. Mas a questão é a seguinte, acho que o carro tem que ser usado mais inteligentemente e as pessoas que vão para o trabalho, só elas e os carros(é impressionante o número de carros que carregam apenas o motorista), deveriam ter bom senso. No mínimo uma “caroninha amiga” tem que rola não achas? Agora o problema é muito mais embaixo. Faltam ônibus nas cidades, é evidente, por isso também acho que o pessoal compra carro. Não somos sardinhas.Li em algum lugar que a linha verde do metrô está sobrecarregada, como todo o sistema. A solução mais viável é a bike, sem dúvida. Se o Estado apoiasse a bike, verdadeiramente, como transporte as coisas iam melhoram, Deveria, por exemplo, ter um vagão para bikes, as empresas terem lugar para o pessoal se banhar após a pedalada, ciclofaixas, sinalização. Falta muita coisa, mas a esperança é a última a morrer.

  32. Moacir disse:

    Ah, em parte Marly Winnie tem razão: fala-se apenas em CO2 quando se trata de efeito-estufa, por exemplo; sabe-se, porém, que a concentração do vapor d’água é responsável por 95% do efeito, enquanto o CO2 responde a 3,6%. Além disso, a responsabilidade do homem nesse total é de 0,1%.

  33. Moacir disse:

    Não é só o governo da sua cidade, Felipe. Resido em Fortaleza-CE, e, infelizmente, minha cidade tem 42 quilômetros de ciclovias desconexas. Meu consultório fica a cerca de 8km de minha residência, e me é impossível utilizar a bicleta por conta da total falta de estrutura. Muitas vezes, também, os governos têm medo da reação das pessoas ao sugerir esses transportes alternativos, pois a iniciativa parte da educação das pessoas. E reitero que minha preocupação não é com relação a efeito estufa e tudo o mais: trata-se de melhorar o tráfico e o ar das grandes cidades, além de contribuir para a vida saudável das pessoas.
    O transporte público, naturalmente, deve ser viabilizado. Acontece que, como você disse, há pouco interesse dos governos também. No entanto, em minhas visitas a São Paulo, apesar do caos do trânsito (que é comum a qualquer megalópole do mundo) achei o transporte público anos-luz à frente do daqui de Fortaleza. Para você ter uma idéia, o metrô (que aqui é conhecido pelo nome de Metrofor) está há 10 anos em contrução e não foi inaugurado nem mesmo um metro de linha. Vai longe isso!

  34. Felipe Maddu disse:

    Tá igual ao de Salvador então Moacir, o metrô de lá tá em construçao desde 1999, conforme reportagem do CQC. Cheirinho de corrupção heinn ehauhe O do rio parece que tá saindo, mas qd fui lá era lento demais.

  35. jorji disse:

    Certa vez assisti a um documentário, de que no futuro os veículos automotores de uso privado seriam extintos, e de que em todas as cidades as pessoas se locomoviam através de transportes público ( obviamente mais modernos que hoje), eu tenho certeza que esse dia chegará, é irreversível.Se levarmos em conta nos dias atuais, um automóvel causa um prejuízo ao país, é muito caro, os acidentes e suas consequências, a poluição, o espaço que ocupa ( ´40% a área urbana é dedicada a veículos ), entre outros fatores, eu sou a favor da extinção de automoveis de uso privado. Em relação ao meu Brasil, ciclovias em grandes cidades não é necessário, basta o nosso povo seguir as normas de trânsito, dirigir sempre com muita atençaõ, priorizar primeiro os pedestres, depois os ciclistas e assim por diante, mas……………somos o primeiro do mundo em violência no trânsito…………….

  36. jorji disse:

    Querem apostar que as obras para a copa do mundo teremos corrupção, atraso, intrigas, brigas, fofocas…………………………………..

  37. Felipe Maddu disse:

    Jorji, você não está falando nada de novo. A gente sabe de tudo isso. Mas a gente tem que insistir, tem gente boa nesta nação dos trópicos. NÓS. Entende? Eu fico triste com corrupção em vários níveis, mas não é fácil resolver, pensa na Itália, um país que eu amo, entretanto também sofre com esse problema. Pior, a máfia lá é bem poderosa. Então isso já é uma coisa global e afeta com certeza aqui. Agora o NÓS em que falo somos NÓS mesmo, eu vc, Denis, Marcelo, Moacir, Rafael, Chesterson, Mônica, Surfs, sei lá, um monte de pessoas expressando democraticamente o que pensam aqui neste espaço e que talvez(possivelmente) não tenham rabo preso com nenhum partido. Apesar de cada um puxar a sardinha para si.

    Para acabar, o Brasilzão na verdade tem que crescer culturalmente e pensar que não adianta só reclamar e pagar pela omissão. Educação em primeiro lugar. E falo em todo os sentidos. O País tá com muita grana, mas o investimento público é necessário. Um bom investimento. Estamos crescendo, mas desordenadamente. A mudança tem que ser, primordialmente, na base mais necessitada da sociedade, em conjunto com as classes mais abastadas atuando como o motor(ou mais ecológicamnte, o pedal) do desenvolvimento brasileiro.

  38. Felipe Maddu disse:

    Jorji, esse meu último comentário foi para falar que apesar do “cheirinho de corrupção”, se a gente ficar só reclamando e não fazer alguma coisa não adianta nada.

    Agora achei perfeito seu comentário anterior. Você falou tudo, perfeito. Se o tráfego for assim um dia vai ser muito bom.

  39. jorji disse:

    Felipe, convivo com pessoas de classe média/média alta, e digo que o comportamento ético é complicadissimo, não existe critério nenhum, tudo é por conveniência, a não valorização da confiança é impressionante, eu sei que um dia mudará, o que eu não concordo com os comentários, é que dá a impressão que estamos em um país desenvolvido, o mais importante não é a engenharia, são as pessoas, isso em momento algum se leva em consideração. Um dia teci um comentário neste blog, de que para resolvermos os problemas globais em geral, as pessoas que habitam os países ditos de terceiro mundo, tem que atingir um QI médio de no mínimo 100 pontos, o que eu quero dizer, precisamos melhorar a natureza humana, caso contrário, never!

  40. Marly Winnie disse:

    Olá Denis, os comentários que fiz para Solange e Marcelo não foram publicados. Eles merecem uma explicação de minha parte. A Solange precisa saber que quem tem visão estreita não gosta de discutir ideias, principalmente ideias novas. E parece que não é o meu caso e sim o dela. Quero dizer ao Marcelo que ele é o colega certo para um diálogo, pois defende de forma veemente seu ponto de vista e até apontou algumas falhas do meu comentário. Mas, é preciso dizer a ele que está equivocado quanto à Fotossíntese, e precisa se atualizar sobre o que acontece com os vegetais na ausência da luz (dark stage), pois há muito tempo já se sabe que o processo fotossintético não se inverte, como ele escreveu .
    A única coisa importante, ou melhor, vital para as espécies animais, inclusive o homem, é o FATO do CO2 estar sendo consumido em uma velocidade proporcional à quantidade de vegetais no planeta usando o Sol como fonte de energia para retirar o CO2 presente na atmosfera. Observe, Denis, que qualquer produção de CO2 (nos motores ou nas queimadas) não pode ser comparada com a Fotossíntese. O desequilíbrio é evidente em favor da retirada de CO2 da atmosfera. É este fato que não vemos nas discussões sobre o CO2, e ele não pode ser ignorado!
    Sobre as medidas do consumo do CO2 pelos vegetais quero dizer que podem ser feitas, MAS não podem ser levadas a sério! Peço que analise as medidas feitas considerando o tamanho do planeta com a quantidade de vegetais do ambiente continental e marinho, mais a composição química da atmosfera e mais a infinita energia solar, que é a usina de força. Com esta análise não temos nenhum receio de dizer que é uma pretensão do homem medir tais gigatoneladas, assim como “medem”, ou têm a pretensão de medir, as pequenas variações de temperatura do planeta, outra impossibilidade geológica! As temperaturas no planeta variam, em um mesmo momento, de aprox. -50ºC até +50ºC, pois dependem do movimento de translação do planeta ao redor do Sol e da inclinação do eixo da Terra em relação à eclíptica.
    Fala-se muito, por ser moda, das questões ambientais sem considerar a Geologia, e é isto que precisamos colocar em discussão. Denis, gostaria mesmo é de ter uma conversa pessoal com você, pois este espaço não é suficiente para um assunto tão importante. Grande abraço.

  41. Edna Audino disse:

    Olá, Denis! Procuro-te desde 04/11/2009 – VEJA – pág. 46 – “Valeu a pena”
    Consegui achar hoje a revista. Gostei tanto do título “Idéias que valem a pena ser espalhadas” !
    Espero encontrar o artigo inteiro.
    Parabéns pelo seu trabalho!
    Um abraço.
    Edna.

  42. Felipe Maddu disse:

    Só sei que viva a massa crítica, a bicicletada, a liberdade!

  43. Gabriel disse:

    Oi Denis,
    eu li o livro da Editora Conrad (PROVOS – Amsterdam e o Nascimento da Contra-Cultura) e gostei bastante do movimento.

    É interessante notar que uma ideia lançada por eles 50 anos atrás só chegou nesta década nas grandes cidades europeias e, infelizmente, ainda não há sinal de um sistema de transporte alternativo funcional por aqui.

    Que as empresas adotem a carona coletiva, ofereçam transporte coletivo adequado para seus funcionários, disponibilizem chuveiros para os que optarem pela bike… E que apareçam “Provos” brasileiros, preocupados com os “problemas bons”, como vc mesmo disse no TEDxSP.

    Agricultura familiar, respeito às minorias étnicas – índios, principalmente -, qualidade de vida nas grandes cidades, conservação dos biomas do país etc etc etc. Parabéns pelo post. Um abraço.

  44. Denis,

    Desculpe-me discordar, mas sou fã do sistema carioca de bicicletas públicas. Sim, tem uma empresa por trás tb, mas por hora funciona com uma simples chamada telefônica e em breve tb com o cartão de ônibus carioca (o bilhete único, ainda não único de lá).

    http://blog.ta.org.br/2009/03/03/como-utilizar-bicicletas-publicas/

    Quando e se você for ao Rio me avisa que eu libero remotamente minha bicicleta daqui de sp! 😉

  45. GW disse:

    Bom, aqui em Paris ainda continuam depredando as bicicletas publicas…
    De 20.000 velos colocados nas ruas pela JCDecaux, 11.800 foram destruidas, estima-se que se façam 1500 vistorias de manutençao por dia.
    Estes numeros fazem a JCDecaux pensar em rever o contrato com a Cidade de Paris ou seja, podemos acabar por perder nossos vélibs.

  46. Marcelo disse:

    O mesmo argumento sem fundamento de novo Marly Winnie? Veja como vc mesma se contradiz:

    Vc vem e afirma, sem citar nenhuma pesquisa ou estudo científico de onde teria tirado os seus “fatos comprovados”, que:

    “A única coisa importante, ou melhor, vital para as espécies animais, inclusive o homem, é o FATO do CO2 estar sendo consumido em uma velocidade proporcional à quantidade de vegetais no planeta usando o Sol como fonte de energia para retirar o CO2 presente na atmosfera. Observe, Denis, que qualquer produção de CO2 (nos motores ou nas queimadas) não pode ser comparada com a Fotossíntese. .”

    Em seguida, na tentativa de desacreditar os milhares de estudos mundo afora nos quais nos baseamos para afirmar que o CO2 está se acumulando na atmosfera, vc nega o que acabou de dizer afirmando:

    “Sobre as medidas do consumo do CO2 pelos vegetais quero dizer que podem ser feitas, MAS não podem ser levadas a sério!”
    Ora, se nenhuma tentativa de medir o CO2 pode ser levada a sério em que vc se baseia para afirmar que: “O desequilíbrio é evidente em favor da retirada de CO2 da atmosfera”?

  47. Marly Winnie disse:

    Prezado Marcelo, desculpe por eu pensar que estava sendo clara. Observe:

    1- É o Sol que comanda o CONSUMO de 06 moléculas de CO2 para a realização da fotossíntese. Sendo assim, qualquer PRODUÇÃO desse gás (pelo homem ou queimadas) não é suficiente para se acumular porque a quantidade de vegetais no planeta a consumir CO2 é incomensurável! É uma questão de Escala. Para nós, a produção de CO2 nas cidades parece ser gigantesca, MAS para o consumo das plantas que vivem tanto no continente, habitado pelo homem ou não, quanto nos oceanos e mares da Terra não é! Esta é a razão de existir um evidente desequilíbrio em favor da retirada do CO2 da atmosfera sob o comando da energia solar . Um CO2 produzido no Brasil será consumido em outro lugar do planeta e vice-versa, pois o movimento de rotação (a 460m/seg.) faz da nossa atmosfera uma mistura homogênea de gases.

    2- Sobre as medidas de CO2 CONSUMIDAS que dizem fazer, insisto, não podem ser levadas a sério! Não podemos impedir que alguém diga que faz tais medidas, mas podemos e devemos contestá-las por ser uma impossibilidade geológica. Sobre as emissões de CO2 PRODUZIDAS existem números prováveis, PORÉM servirão apenas para aterrorizar pessoas inocentes, que poderão pensar que tais emissões estão se acumulando na atmosfera. Um ledo engano!

    Um dia, Marcelo, você vai concordar comigo que não podemos ensinar para nossos filhos e netos, ou nas escolas, que o CO2 é prejudicial ao planeta. Observe que eu disse: ao planeta.
    Para os animais, inclusive o homem, o CO2 é venenoso QUANDO RESPIRADO EM AMBIENTE FECHADO! Todos sabem disso!

    As minhas contestações valem apenas para o CO2, é claro! Gostaria que alguns ambientalistas, aqueles que confundem CO2 com poluentes entendessem que isto é um equívoco. Assim poderíamos ter um mundo melhor!

    Esquecí de informar sobre “O Ciclo da Energia no Planeta”. É resultado de pesquisa geológica. Acesse o link http://www.petroleoeecologia.com.br/ciclo.html . Para mim é surpreendente, pela lógica geológica e simplicidade científica. Desconfio sempre de ciência complexa, aquela que dificulta o nosso entendimento dos fatos naturais. O livro completo está publicado na internet e ainda estou lendo. Abs

  48. denis rb disse:

    Nossa, Marly Winnie,
    Que confusão…

    Veja só: ninguém está dizendo que o CO2 seja “prejudicial”. Apenas que ele absorve calor. Portanto, quando sua concentração na atmosfera aumenta, aumenta a retenção de calor. E o aumento da temperatura afeta o clima, o que, aí sim, pode ser prejudicial.

    Vc pergunta como se mede a concentração de CO2 no ar. Há alguns métodos. Um deles é bombear o ar na água e medir a acidez da solução resultante. Quanto mais CO2, mais ácida a solução. Enfim, trata-se de química básica.

    E o fato é que a concentração desses gases está sim crescendo. Hoje ela é de algo como 390 ppm (partes por milhão). Nos anos 1960 estava abaixo de 320. E os modelos indicam que em duas décadas estará acima dos 500, o dobro do começo do século 20..

    Vc diz que desconfia da “ciência complexa”. Entendo sua irritação – o mundo seria mesmo um lugar mais fácil para se viver se todos os assuntos fossem simples. Mas o fato é que não são. O clima é um sistema complexo, não há nada que possamos fazer sobre isso, a não ser aprender a lidar com ele.

  49. Marly Winnie disse:

    Prezado Denis,
    Não tenho nenhuma dúvida sobre os métodos que existem para medir a concentração de CO2 no ar. Isto é muito diferente de querer fazer medidas de CO2 CONSUMIDAS X PRODUZIDAS: esta é a minha contestação! Os números que saem nos notíciários são simples especulações. É aí que mora o perigo.

    Todos nós sabemos que a concentração de CO2 na atmosfera é de 0,032%. Assim como sabemos dos 78% de nitrogênio e 21% de oxigênio. E não esqueça, Denis, que o % de CO2 é mínimo e decrescente, e não o contrário! Quem comanda a retirada do CO2 da atmosfera é o Sol, e ele não permite, não dá tempo para nenhum CO2 se acumular! Todos nós sabemos que os vegetais consomem CO2 na presença da luz solar, e na escuridão fabricam os seus carboidratos.

    Qualquer análise sobre o Clima precisa levar em consideração os fatores que o determinam, apenas isso, e nada mais que isso. Sabemos que Clima é o resultado do movimento de translação do planeta e da inclinação do eixo da Terra sobre a eclíptica, e pronto. É só isso, mas com todas as consequências que vivenciamos: as 4 estações do ano com suas belezas e temperaturas variadas ao extremo.

    Gostaria de concordar com vc, Denis, mas não vejo o Clima como algo complexo. Muito pelo contrário: é algo simples, fantástico e repetitivo. E mais uma vez o Sol é o grande responsável por esta harmonia geológica. Querer colocar emissões de CO2 para interferir neste sistema perfeito é pura pretensão humana.

    Os tais modelos referidos por vc são feitos em computadores e por isso não servem para estudar fenômenos do planeta. Lembre dos aceleradores de partículas: uma aberração! Mas, essa é outra longa discussão.

    Sou fã do pensamento de Antoine de Saint-Exupéry: ” A verdade é aquilo que simplifica o mundo e não aquilo que cria o caos”. Grande abraço.

  50. denis rb disse:

    Mas Marly Winnie,
    É fato que a concentração de gás carbônico e outros gases do efeito estufa está aumentando no último século e meio. Não são os modelos de computadores que estão dizendo isso – são medições simples, como aquela que descrevi. Hoje, se você medir a concentração de CO2 no ar, vai obter um resultado sensivelmente maior do que obteria nos anos 1960.
    abs

  51. Cristina disse:

    Chega de CO2 … Creio que existem pessoas inteligentíssimas nesta página…voce torce para as galinhas azuis ou as brancas…nooossa que confusão neste blog,ksks! É PENA…para todos os lados…!

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