A pança e o tanque de gasolina

Vivemos, você sabe, uma crise mundial de energia. Se o fim do petróleo parece ter sido adiado em alguns anos pelas novas descobertas, inclusive no pré-sal brasileiro, continua evidente que não vai dar mais para queimar tanto óleo. E a queima de óleo é o que move a maior parte dos sistemas elétricos e dos veículos motorizados do planeta. Com a constatação cada vez mais inegável de que as mudanças climáticas são assunto sério e muito provavelmente já estão interferindo violentamente nas nossas vidas, precisamos de outras soluções e, apesar dos avanços, nenhuma das alternativas – solar, eólica, atômica, hidrogênio – parece pronta para substituir o petróleo.

Quer dizer então que está faltando energia no mundo? Outro dia eu estava me perguntando isso enquanto via as pessoas passarem pela rua e notava o tamanho delas. Quanta gente imensa, meu deus… Há, efetivamente, uma epidemia mundial de obesidade. 1 bilhão de pessoas do planeta estão com sobrepeso, 300 milhões são obesas, números que vêm acompanhados do crescimento explosivo de doenças crônicas como câncer, doenças cardiovasculares, hipertensão, derrames e diabetes tipo 2. Obesidade suga de 2% a 7% dos gastos de saúde dos países desenvolvidos. Desde os anos 1980s, as taxas de obesidade mais do que triplicaram na América do Norte, Reino Unido, Europa Oriental, Oriente Médio, China, Austrália e ilhas do Pacífico.

Aí me ocorreu: a energia que está faltando para mover nossas máquinas e nossas economias parece estar se acumulando nas nossas cinturas.

Parece uma relação absurda, mas não é. A energia que move motores é da mesma natureza da que move nossos músculos e que, quando não utilizada (porque só andamos de carro), é armazenada na forma de gordura. Moléculas orgânicas (como as do petróleo ou as da comida) usam energia para manter seus átomos colados uns nos outros. Quando queimamos o petróleo ou quando as mitocôndrias das nossas células processam as gorduras e os carboidratos, essa energia é liberada para poder ser usada. Tanto é assim que o subproduto das células é o mesmo das chaminés e escapamentos: gás carbônico.

Outro dia topei na internet com esse divertido infográfico feito pela revista americana Good (clique nela para ampliar):

O info faz uma correlação entre a energia consumida por um humano médio e a consumida por um carro médio. As unidades são as americanas – 1 galão corresponde a 3,8 litros. Portanto, 1 litro de gasolina tem 8.200 calorias – o equivalente a 40 copões de Guinness, 25 filets, 20 big macs, 7 potes de sorvete ou quase 80 bananas.

Se levarmos em conta que, na média, um motorista consome algo como 5 litros de gasolina por dia, chegamos à conclusão de que um carro gasta mais de 40.000 calorias por dia. Um carro, na média, em São Paulo, carrega 1,5 pessoa. Ou seja: ao usarmos um carro, consumimos 27.000 calorias (40.000 dividido por 1,5) para transportar uma pessoa ao longo de um dia.

Ora, 27.000 calorias para mover um mísero ser humano me parece uma ineficiência capaz de fazer qualquer estatal parecer um case de sucesso de MBA. Afinal, se usarmos as pernas e os braços, o gasto energético médio de um humano é de 2.000 calorias por dia. Andar de carro torra energia – gastamos 13 vezes mais para transportar o mesmo corpo.

Ontem eu assisti a um desses comerciais absurdos de carro. Era a propaganda de um desses jipões gigantes (que, obviamente, se passava num campo aberto, e não no trânsito parado). Para mostrar que o carro tinha espaço de sobra, ele carregava um elefante na carroceria. O slogan era algo na linha “cabe tudo o que você quiser”. Bom, um jeito de entender esse comercial é o seguinte: você não precisa de um carro tão grande a não ser que tenha um circo ou um zoológico. Se o carro tem espaço para um elefante, logo ele provavelmente é grande demais para o seu carrinho de bebê. Em outras palavras: comprar um carro desses é desperdiçar energia. Mas é óbvio que não é assim que o comercial é visto por muita gente. O que ele diz é “nunca se sabe o que você vai precisar carregar. Melhor estar preparado para tudo, inclusive para um elefante.”

Realmente, num mundo tão orientado para o consumo quanto o nosso, não é impossível que as compras do shopping center de uma família tenham dimensões paquidérmicas. Mas, na média, no dia-a-dia, nossos carros gigantes carregam muito pouco. Gastamos tanta energia e ocupamos tanto espaço na rua apenas para dispormos de espaço de armazenamento para eventualidades. Quando o trânsito pára na hora do rush, o que se vê é uma longa fileira de caixas semi-vazias de metal, cada uma delas queimando mais energia que um lutador de sumô.

Fico pensando que a solução para o problema é termos veículos bem menores e mais leves, que não gastem muito mais energia do que uma pessoa e meia. E, quando precisássemos carregar um elefante, poderíamos alugar ou emprestar um compartimento maior. Esses compartimentos poderiam ser compartilhados – assim como as bicicletas em Paris (e no Rio de Janeiro).

Mas a fantasia que eu tive outro dia foi mais longe: instalar nas cidades usinas elétricas movidas a esteiras de caminhada. Seria um modo de resolver nossas duas crises energéticas ao mesmo tempo: transferindo diretamente a energia acumulada nas nossas panças para os nossos sistemas de eletricidade.

35 comentários
  1. Fellows disse:

    Pois é,
    para ilustrar este absurdo lembro da academia de spining montada dentro de ônibus. Andou rodando aqui pelo o Rio durante um tempo.
    Olha só o desperdício. A galera lá dentro suando e e deixando sua energia ao léo, enquanto o busum consumia o diesel para um rolé!
    Surreal não é não!!

  2. Rodrigo disse:

    “Esses compartimentos poderiam ser compartilhados”
    Seu COMUNISTA BOLCHEVIQUE!

  3. FM disse:

    Seu vermelho, comunista, comedor de criançinhas aehaehuaehaeuhae

  4. Renata ML disse:

    Oi Denis, aqui em Montreal temos um serviço de compartilhamento de automóveis excelente, a Communauto (www.communauto.com). Como nos bairros centrais há muito pouco espaço para estacionamento e, em geral, as casas não tem garagem, compartilhar carros resolve vários problemas de uma vez. Podemos escolher carros pequenos ou grandes (para quando formos comprar móveis, por exemplo).
    É muito engraçado ler que compartilhamento é coisa de comunista. As empresas que oferecem esses serviços são tão capitalistas, procurando o lucro, como qualquer outra. Nós pagamos para usá-los. A diferença é que estamos contribuindo para melhorar a nossa qualidade de vida, diminuindo o número de carros em circulação.

  5. Marcelo disse:

    hauhauauhauahuahuahuah. Essa foi demais Rodrigo!!!
    Vc morava nos EUA durante a guerra fria?
    huahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahauah

  6. Marcos Filho disse:

    Engraçado você lembrar dessa questão dos “jipões”. Tenho notado que os brasileiros em geral têm otado por estes carros grandes (“esportivos”, eles chamam), não obstante a linha de veículos menores que saíram ultimamente. Nesse sentido, estams indo na contramão do que ocorre na Europa e na Ásia, por exemplo. Mas nós já estamos na contramão de tanta coisa, não é?
    E vale ressaltar: esses carros enormes colaboram, ainda, para o sentimento de “eu posso tudo, eu sou o cara” que assola os motoristas do nosso país.

    Concordo com o post. Precisamos nos movimentar mais, seja a pé ou de bicleta, e utilizar essa energia que tem se acumulado nas nossas “panças”!

  7. FM disse:

    É absurdo mesmo essa predileção por SUV´s dos mais afortunados, será que não é para esconder algo bem menor? Rsrsrsr

  8. denis rb disse:

    Rodrigo,
    Você existe mesmo ou você é um personagem de ficção criado por um autor marxista?🙂
    abs

  9. Marcos Filho disse:

    Acredito que o rodrigo seja uma brincadeira. E o pior é que nós estamos caindo, hehehe.

  10. Edson disse:

    “instalar nas cidades usinas elétricas movidas a esteiras de caminhada”

    uhahuAhuA.. genial .. transferência direta de obesidade para energia … resolveria varios problemas de saúde e estética ate..

    muito bem bolado esse artigo .. parabens.. =)

  11. jorji disse:

    Obesidade mórbida, quem tem mais lucrado são as clínicas de redução de estômago. A relação do automóvel com a obesidade tem sentido, o que tem acontecido é o crescimento econômico no mundo, hoje muitos tem carro, e se alimenta de forma errada, muitos tem uma vida sedentária, sentado o dia inteiro na frente de computadores, fico triste quando vejo crianças sentadas na frente de uma tv jogando video game, comendo “verdadeiras porcarias”, como cheeps, hamburgueres, refrigerantes, etc, os pais criando péssimos hábitos, dizendo que eles ficando na frente de uma tv não dão trabalho, quando crescerem já estarão gordos, comendo as mesmas porcarias e dirigindo um carrão, e assim sucessivamente.Pelo fato dos americanos serem a maior potência do mundo, muito de seus hábitos são copiados por todos, muita coisa boa, mas muita porcaria também, e o consumo exagerado de energia segue o modelo americano, bem como o da alimentação, os horrorosos hamburgueres, pizzas, cheeps, cachorrão, etc, que engordam, os americanos são obesos, seguindo o padrão deles, logo seremos obesos como eles, gastaremos energia em nossos carros como eles, eu chamo tudo isso de modelo “porcaria”. A solução só quando acabar o petróleo, até la já estarei morto, os meus filhos e netos é que vão sentir as consequências.

  12. Just-for-fun disse:

    Caso pareça absurdo deslocar se 1,8 toneladas para levar uma pessoa de um ponto ao outro, mais absurdo é pessoas obesas que levam consigo mais de 50 kgf para cima e para baixo, 24 horas por dia, sem poder livrar se dessa carga nem num toilet do avião. Certamente os obesos numa savana, seriam os primeiros a viram jantares dos leões, mas se observarem com atenção verá que no reino animal, chamado racional, existem os predadores e as presa, uns fazem o papel dos gnús e outros leões, ao contrário do que se passa na natureza aqui cada um escolhe se quer ser gnú ou leão, só depende de como utilizam a massa encefálica. Na cidades brasileiras quando consegue rodar faz um carro parecer um touro mecânico dada as condições maravilhosas do asfalto, assim só a suspensão do SUV para agüentar, se tentar uma bicicleta vai capotar na primeira cratera e parar embaido das rodas de um ônibus aloprado. Era uma vez um gnú…

  13. hacs disse:

    So ha um probleminha.

    A populacao com maior percentual de obesos e taxa de crescimento desse percentual eh a de baixa renda (pelo menos nos EUA), mas os que compram os SUVs nao pertencem a essa populacao.

    Os alimentos industrializados sao bem mais baratos que os nao industrializados, nao ha regulacao adequada que garanta certos padroes nutricionais e informativos ao consumidor, o tempo disponivel para a refeicao principal eh pequeno (almoco) ou mal alocado (janta), o deslocamento em grandes cidades eh lento, entre varios outros detalhes que em conjunto estimulam comportamentos de obeso.

    Quanto aos SUVs, infelizmente sao percebidos e exibidos como simbolos de status, se nao fossem, seriam mais baratos, provavelmente consumidos por grupos de menor renda. Para extingui-los seria necessario sucatea-los, torna-los ultrapassados.

  14. Nestor Silva Salles disse:

    Será mesmo interessante quando conseguirmos substituir nossas fontes energéticas. E racionalizarmos nosso consumo de combustível a níveis sustentáveis.

  15. Gabriel disse:

    “The bigger the car, the smaller the dick.” hahaha

    E eu achando que esses carrões infestando as nossas ruelas em péssimo estado de conservação (só não estão piores que as calçadas, diga-se) só se encontrasse aos montes aqui no interior de SP.

    Quer dizer que esta praga tá em todo o Brasil!? Maravilha! =)

  16. FM disse:

    O pior desses SUVs é que os proprietários, ainda por cima, são folgadíssimos e estacionam suas latarias em cima das calçadas, já vi uma penca aqui perto de casa.

  17. Laura disse:

    “Burn fat, not oil”
    vá de bike !

  18. Maurício Bittencourt disse:

    A idéia parece maluca demais… Até q um dono de academia nos EUA, Inglaterra ou França leve a sério e ligue suas esteiras na energia, pois faz muito sentido. A coisa sai no Fantástico e vira moda. Denis, vc já pensou em ter uma academia? Abraço!

  19. jorji disse:

    Encaremos a realidade, as grandes mudanças só ocorrerão de fato quando o petróleo acabar, e até é possível criarem petróleo sintético a partir de carcaças de animais e plantas, do jeito que os humanos são doidos varridos, tudo é possível, mas nesse caso pelo menos o bom senso deve prevalecer, a nossa mãe sol nos dá e dará a energia limpa.

  20. Anouk disse:

    Oi Denis,

    “The bigger the car , the smalller the dick”.

    Será que é por isso que os meus vizinhos dirigem jipoes. Aiai…

    Gabriel, nao é só no Brasil nao. Aqui em Hamburgo também.

  21. paula juchem disse:

    Denis hoje lembrei muito de voce lendo a entrevista dessa jornalista que escreveu “green gone wrong” Heather Rogers,, voce leu? achei muito pertinente o trabalho dela.beijo pra voce, logo mais to chegando ai em Sp

  22. denis rb disse:

    paula,
    Legal que você vem!
    Não conheço o livro não. É bom?
    bjs

  23. Olavo B disse:

    li suas últimas 4 colunas e.. vc é sensacional, concordo com quase tudo.
    só não concordo com o fato de vc nao estar concorrendo a um cargo na administração pública. (ou está?)
    Pois se não estiver é um disperdício. Disperdício de idéias jovens e frescas. Aliás, é isso que falta na nossa política. O jovem se envolver e se interessar mais pela nossa administração.

  24. edna carmelia audino pires disse:

    1)Grata por ter sido aceita, creio, entre seus leitores/admiradores.
    2)Ouvi, pela CBN-Ctba, pela manhã (CBN-Debates), título: Networking. Dirigida mais para quem no mercado de trabalho, mas, no meu entendimento, até mesmo para adolescentes. Gostei. Creio ter que repensar meu comportamento nas redes sociais. O que mais gostei: 2.a) – Pessoas são perecíveis, Empresas, não. 2.b) Interessados/Alucinados (linha tênue entre esses). (referiam-se a cerca de 2 milhões de … no Twitter – produto/assunto: Actívia. Que, aliás, uso. E acho ótimo. Não tinha a menor idéia. Lembrei-me, mesmo só lendo ligeiramente, os termos de uso para ter um blog(Abril avalisou, felizmente, não me atrevi a tanto). Um detalhe, não sei se pertinente: As belas do jornal local – tv Globo – têm o direito de dizer e repetir, repetir, repetir: cobrança cobrada em boletos bancário são indevidos (míseros 1 real e 31 centavos, no meu caso, especificamente), que, lógico, acordei e concordei com a ABRIL. E que num momento de desequilíbrio, idiota, no sentido literal, escrevi para ABRILSac. E, ainda fiz pior. Resultado: As belas, no lugar de sempre. Eu: sem os Clássicos. Melhor assim. Só mesmo uma idiota para querer obter livros com encadernação de 1ª, da Ed “Civita” (porque consegui ontem, Crime e Castigo, vol l da Ed Victor Civita, creio). Clássicos de bolso? Se escrevo no Twitter, pronto. Outra inimizade. Aramis Chaim, sei lá se propriet ou revend (conheço os dois irmãos, Ali e Aramis). Ediouro. Um ex-funcionário dele, Eleutério (nome verdadeiro,
    nada a ver com o pai do personagem Odorico), comprou sua própria livraria. Com 1,58(alt) 49(peso, com excesso, normal para mim 47. Tenho lá, altura, peso, idade para ser “patrulhada”? Pois é.

  25. edna carmelia audino pires disse:

    Sou alérgica. Comunistas, então? Valha-me Deus! esquerdistas (deve haver, várias correntes, creio), facistas, nazistas e outros semelhantes, para mim, são como a postulante à Presidência(em relação aos brasileiros) todos iguais. Que, vi/ouvi na tv à noite, não abriu a boca. Só vi ela e a cand a não sei quê, martaxa ou galega (a idiota aqui não sabe quem é quem, achava que a martaxa(marta) galega(a companheira do presid). Tanto alérgica que tenho prova cabal. Ecco.Salva “Hist Clín Pré-Hospital, nº 982450 – data 12/06/10 – hora: 12:35hs”.Assinou, méd.:Patrícia Ana Tremarin CRM 17628 – Alérgica e Sem Paciência também com “postulante à herdeiro)” – no dizer do comunista (sei lá se pecebão, ou do B, do C,…) “polaco brega, comprou uma casa na praia e mandou colocar carpete, na casa toda”, nisso até concordo. Não só brega, insano. Ou talvez, comprou sem nunca ter ido à qualquer praia. Quiz explicitar o seguinte: Acho (teoria do Achismo) que hoje em dia têm-se visto tanto INVEJOSOS quanto GANANCIOSOS. Impera: a ignorância, o deboche, a irresponsabilidade, mas sobretudo: INVEJA e GANÂNCIA. Por que passei mal? Simples. Nego-me há cerca de 23 anos (idas e vindas, não necessariamente, sexo incluso) (que horror!), repito: Nego-me, peremptoriamente a bancar a postulante à herança de uma senhora com 92 anos, com 2 filhos, o primeiro (nascido no ano da…como é comunista, desses de ter com orgulho, foto com outros idiotas queimando a bandeira americana, não posso escrever “ano da graça” – ano: 1952, advogado. Tem inscrição na OAB/Pr (isso significa alguma coisa?) e outro que há cerca de 30 anos, não aparece, mas vivo e fácil de achar no Google. É só digitar o nome “Humberto Ehlers SILVA”). O advogado, muito mais SILVA do que Ehlers. Já o eng de produção e agora, também advogado, mais Ehlers. E, o eng tem esposa e 3 filhos. Portanto: 2 filhos, uma (ou duas, sei lá) nora e 3 netos, quem sabe, bisnetos. E a idiota, aqui?
    Seguramente, um empecilho, para Dionísio Wosniak. Que se danem todos. Não tinha idéia do mal que me fazia, mesmo não convivendo. Nem com o herdeiro, muito menos com o ganancioso. Ganancioso, brega, e com BMW. E, disse-me (sabe-se lá porque) que comprou outro para a esposa..
    O comunista se confessa com uma outra insana. E eu aqui. Você não merece. Penso que assim, na espera de VEJA, já está aqui explícito o porque de encerrar as contas do Twitter e Facebook. Se comprar ou não um comput e se encerrar, depois abro outras e arranjo um pseudônimo. Quem sabe, “Ubaldo”. Hoje, acho o mais apropriado. No que me afetam esses cretinos? Batem portas. Agem como loucos. A cada sábado, tenho que fazer plantão. Apaixonei-me algumas vezes. (um expert em muitas coisas, arquiteto, este outro cretino, ficava horas a me falar dos arquitetos que admirava e nem uma única vez, disse: Veja a “obra” do comun com 102, só falta o infeliz morrer justamente na época das eleições – sem falar no “brasil em campo”. Por que não disse? Tão simples.
    Hoje, estou de mal com muitos. Para me impressior, decerto, sabe-se lá, disse uma vez, quando braba, perguntei porque não me apresentara à um cliente/amigo que estava no escrit.: Respondeu: Porque se eu te apresentasse, da próxima vez que nos encontrássemos, ele perguntaria: “_E, a Edna, como vai?” Eu: “Não acredito no que estou ouvindo(fula da vida). Ele: “_ Eu também tenho minhas idiossincrasias”. Alto, louro, olhos azuis, intel/culto (até hoje, creio). Nem por isso, são. O que se passa na cabeça dos homens? Bens que poderias escrever sobre isso. A Praga do Ciúme. Senão, talvez Posse. Enfim…
    Não dirijo. Não gosto. Detesto ostentação. Carro é praticamente uma família. Compra-se um carro. Tudo bem. Seguro total, etc… 1) garagem. 2) gastos com manutenção 3) pesquizar/investigar/encontrar um honesto e bom mecânico. Tens razão em tudo.

  26. edna carmelia audino pires disse:

    Quando leio “DROGAS”, sei lá porque, não abro a página. Quando li a que escrevestes … terminando assim: “_Pois então…” Adoreiiii! Imprimi. Não se preocupe, não idolatro, não sou fã(fanatismo). Posso ser admiradora nº1 , de você, do Diogo, do Augusto, do Reinaldo, do Lauro Jardim,etc… (hoje, estou “saidinha”, íntima de todos. Mas, se em São Paulo, mesmo com um livro em mão, só pediria autógrafo, se, na fila, tranquilamente, em uma livraria, ou outro lugar onde houvesse tarde/noite de autógrafos. Jamais, abordaria ColunistaJornalista/Repórter/Diretor de Redação de alguém da ABRIL.
    Sou do tempo em que, praticamente, nem se falava de drogas. Tratando-se de drogas= cocaína, maconha, bebidas, etc… não entendo do assunto. Li a reportagem com o economista, quase candidato ao Nobel. Creio que dá para se dizer um Pré-Nobel. Agora, sumido. Disse, parece-me que dever-se-ia multar/cobrar o consumidor. O raciocínio, quando li, achei lógico. Hoje? Não tenho a mais pálida idéia. Só para não dizer, idéia nenhuma. A tevê, agora, já provei e, felizmente como ainda viva…
    Também, não é preciso tomar veneno prá saber que mata. E o rádio? Gostava da Band, mesmo com as piadinhas infames do tal Simão. E prá ficar completo as risadas(?) do Boechat. Este, disse, que eu saiba uma só vez, que não votava há 18 anos. Pronto. Foi o suficiente.Quem mandou falar bobagem? E quanto à insana voltade de aparecer, a qualquer preço? Até eu, quem diria, sempre me prontificava à responder aos (repórter(s), que horror, dúvida quanto ao plural. Até era bom explicar para os postulantes à jornalistas, etc… “Repórter tem que ser ligeiro!” Há tantos meses, que acho até que em 2009, em uma rua comercial, próximo onde moro, onde estava um cheiro terrível, e os comerciantes chamaram a Globo. Um deles me reconheceu e, claro, não pode ser “figura difícil”, ao contrário,então, respondi. Na edição, só alguns segundinhos, mínimos, óbvio. Pois, na 4ª feira, encontro uma amiga que não via há cerca de l7, 20 anos, e o que ela diz? Te vi… Ainda bem que não disse: o clássico: “_ Te vi dando entrevista”. O verbo dar, estar, haver todos defenestrados, vilependiados, que barbaridade! Bem, caro Denis (com todo o respeito, podes estar certo), como minhas assinaturas vão (vão? a trote? a galope?), enfim, até 2011. Portanto, não para “me confessar” (o comuna disse: “Vc me conta tudo”) Aí descobri que ele se confessa. A vontade é dizer: “_ Tudo o que, ô… mas, não. Sou educada, até a página 2, às vezes, mas sou). Falando de algo ÚTIL: queria ver um comentarista teu que assina “Do Contra” e que, prá surpresa minha, Do Contra, as vera (não é do teu tempo – o jogo de “bulita” no RS, no Pr: bolinhas de gude. Ao contrário do “Do Contra”, que eu conhecia. Perdi. Não sei que artigo teu comentou. Gostei tanto! Este sim, íntimo.
    Só vou dar uma passada d’olhos no Twitter. Se lá, só estiver o 45, ou na maior parte, saio na hora. Quem diria, logo eu: persona non grata. Defenestrada. Que horror! Bom domingo, senhor Denis. Aqui, com a CBN, me acerto já, já. Até já enviei um e-mail par um. Quanto ao outro, melhor, encontrá-lo, pessoalmente (por acaso, bem por acaso). Num bar, aos sábados/domingos, onde ele dá uma passadinha. Um dos garçons, há tempos já comprou o seu próprio bar. O nome? Quero dizer, apelido? “Ligeirinho”, nome do bar que abriu, todos próximos. Enfim..

  27. Silvia disse:

    Eu ia fazer a mesma pergunta que o Olavo: você não é candidato a nada nessas eleições?😉 Seria bom ver alguém levando ideias assim para virarem lei.

    Outro dia, conversando com amigos, começaram a falar de carros e sonhos de consumo. E eu quieta. Até que falaram de um que vinha com uma bicicleta elétrica desmontável junto com o estepe ou coisa no gênero. E meu marido: pois o sonho de consumo da Silvia é uma bicicleta elétrica!🙂 Tá bem mais fácil de atingir do que um SUV bebedor de gasolina, by the way. Mas, antes disso, meu maior sonho é ver as ruas prontas para receberem os ciclistas de braços abertos. Eu ainda tenho filhas pequenas, não tenho coragem de colocá-las nas ruas para enfrentar esses motoristas endemoniados. E olha que, no momento, moro numa cidade até que relativamente calma, viu? Admiro a coragem dos “pedalantes” de Sampa, por exemplo.

  28. denis rb disse:

    Silvia e Olavo B,
    Acreditem: vcs não querem votar em mim. Sou absolutamente incapaz de fazer trabalho de político. Só o que sei fazer é jogar gasolina na lareira.
    De qualquer jeito, obrigado pela simpatia!

  29. Serg Smigg disse:

    Meu caro,
    parabéns pelo texto.

    Juro por todos os deuses de todos os céus de todos os Cosmos que eu já houvera conversado com amigos meus sobre “academias eficientes”. Pessoalmente, considero idiota a perda de tempo e energia das duas ou três horinhas semanais em academias, que não levam a nada, exceto à alimentação da egolatria empurrada pela mídia.
    Estive, então, pensando em criar uma academia em que os associados se exercitem à base de construção de rampas em asilos, muros em orfanatos, telhados em creches etc. Na “viagem”, imaginei engenhocas mecânicas que acumulassem energia em dínamos e, estes, ofertados à ONGs e/ou órgões sociais sérios.
    Em meu livro, o esboço do projeto já está, inclusive, desenvolvido. Mas meu livro trata de ficção.
    Entretanto…

    Boa sorte a você.
    Serg Smigg
    escritor, redator, consultor de
    comunicação corporativa

  30. Rodrigo disse:

    Ê Denis, daqui a pouco corre o risco de ter um post seu com menos de 10 comentários. De fracasso em fracasso com esse assunto enfadonho de sustentabilidade né não meu caro!

  31. Rodrigo disse:

    Ruuuuumooooooooooo à irrelevância! Dênis-êni-ênis!
    Deixa eu te fazer um favor e passar seus comentários dos 30!

  32. Chesterton disse:

    Dennis , você tem um quê de autoritário, não sei se percebe. Duas mil calorias por dia é o que uma pessoa consome sem fazer exercícios. Trabalhadors braçais ( e atletas!) em temperaturas mais baixas pode consumir até 10,000 calorias por dia. Esse seu projeto de colocar todo mundo em esteiras pode diminuir o consumo de gasolina, mas vai exigir dobrar a produção de alimento (e aí gasta-se petróleo) para manter a usina-esteira funcionando. Você deveria estudar um pouco de economia.

  33. Ferrabraz disse:

    Cara, estás te preocupando em poupar energia, um bom argumento para isso, seria parar para pensar se a exploração do Presal, dificílima e arriscada é uma boa.
    Será que vale o risco de ter uma maré negra sobre o Rio de Janeiro, Santos ou quem sabe Florianópolis.
    Ninguem, mas brasileiro nenhum mesmo até agora perguntou o que fará a Petrobrás, se um dos poços lá nos 3.000 m de profundidade estourar?
    Algo parecido com a lambança da BP no golfo do Mexico.
    Lá o Obama pode fazer pagar e provavelmente quebrará a BP.
    Aqui, o que se fará com o monstrengo estatal.Tecnologia não existe lá nem aqui.
    Destruirá as nossas praias e costões?
    Político nenhum vai abrir a boca.
    Seria melhor começar a discutir o assunto antes, não.

  34. denis rb disse:

    Bem lembrado, Ferrabraz.

    É mesmo um bom tema para um post futuro.

  35. Thiago disse:

    Valeu a pena ler está materia…deveriamos analisar alguns pontos sobre as nossas condutas!

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