A resposta está na natureza?

Acredite: aqui já houve um rio e uma floresta

No mês passado, fui assistir a uma palestra da americana Janine Benyus, presidente do Instituto de Biomímica. Biomímica é uma ideia bem interessante. Trata-se de uma área multidisciplinar que mistura arquitetura, engenharia de materiais, design, biologia – a ideia central é buscar inspiração em sistemas naturais para criar materiais ou processos artificiais mais eficazes e sustentáveis. Por exemplo: estudar a química de vegetais ou animais para desenvolver formas de produzir materiais tão eficientes, silenciosas e sem resíduos quanto a produção de proteínas dentro das células.

O evento foi na Marginal do Rio Pinheiros, em São Paulo, lugar poeirento, quente e sobrenaturalmente fedido. Perguntei a Janine se a biomímica tem alguma ideia para melhorar São Paulo.

– A primeira coisa que você precisa fazer é olhar para a natureza. No caso de São Paulo, qual é a paisagem natural que havia aqui antes de construírem uma cidade? – perguntou ela.

Respondi que era Mata Atlântica. Ela pareceu chocada com a resposta.

– Mata Atlântica? Tem certeza? Isso não parece nada com a Mata Atlântica… Bom, o passo seguinte é entender como a Mata Atlântica funciona, como ela atua no ambiente, e projetar uma cidade que tente cumprir essas mesmas funções ambientais.

Pegue por exemplo as chuvas.

São Paulo fica bem na cabeceira de uma bacia hidrográfica. Explico o que isso quer dizer. Bacia você sabe o que é (deve haver uma de plástico na sua lavanderia). Para resumir, uma bacia é um objeto côncavo. Jogue água na bacia – em qualquer lugar da bacia – e ela irá fatalmente correr até o centro. Jogue água fora da bacia (e por favor me poupe de duplos-sentidos eróticos) e não há chance de essa água entrar. É que a água (como aliás todo líquido e sólido que existem) tem o hábito de ser atraída para baixo pela gravidade. Assim é uma bacia hidrográfica: uma área côncava da superfície que apanha toda a água que cai nela e a empurra para o mesmo lado, morro abaixo.

A cabeceira da bacia – onde São Paulo fica – é a beiradinha dela. É a parede da bacia. É o pedaço mais alto, onde a água começa a rolar. Acrescente a isso o fato de a Serra do Mar ser também o paredão de pedra que breca as nuvens carregadas de água que vêm do Oceano Atlântico. Portanto, a Serra do Mar faz chover muitíssimo. E essa chuva toda despenca no alto da Serra, cai em São Paulo e escorre com uma baita violência, dada a inclinação do terreno. Agora, com as mudanças climáticas, essas chuvas intensas estão aumentando ainda mais.

Quando havia Mata Atlântica aqui, a floresta densa ia lentamente freando essa enxurrada. A água ia espirrando aqui, desviando ali, até chegar lá embaixo tranquila. Mas, como tiramos a mata e no lugar asfaltamos tudo, a água hoje passa que nem esguicho: à toda velocidade. No caminho, vai arrancando casas e esmagando gente e arrancando terra que causa assoreamento lá embaixo. Nos lugares onde há assoreamento, tem enchente.

E como São Paulo lida com as enchentes? Constrói “piscinões”, que são imensas “catedrais subterrâneas”, que acumulam a água e depois vão soltando devagar. Os piscinões também acumulam lixo, terra, ratos, baratas, doenças. São ótimos negócios para as grandes empreiteiras, que além de lucrarem na hora de construí-los, garantem um contrato eterno com a prefeitura, para realizar as limpezas. Sem limpeza, a capacidade do piscinão diminui e as enchentes voltam.
Enfim, piscinão, além de sair caríssimo, causa alívio apenas temporário.

Se a cidade resolvesse usar a biomímica para lidar com seu excesso de águas, faria diferente. Mudaria o solo da cidade para deixá-lo mais parecido com o da Mata Atlântica. O piso e os telhados precisariam ser mais rugosos e irregulares, para reduzir a velocidade da água. Precisaríamos de mais trechos de terra exposta, que é permeável. Precisaríamos de uma cidade que fizesse o trabalho da floresta que existia antes dela.

Esse jeito de pensar está ganhando espaço em São Paulo. Em breve um grupo de pesquisadores ligados à USP vai divulgar seu projeto de “renaturalização do Rio Anhangabaú”: uma tentativa de evitar a construção de um piscinão bem no centro da cidade dando vida a um rio que hoje está coberto de asfalto. “Vai ser mais barato e mais eficiente que o piscinão”, adianta o engenheiro Sadalla Domingo, idealizador do projeto. O melhor remédio para as enchentes paulistanas pode ser “reconstruir” seus velhos rios

*

Pausa para os nossos comerciais: participei da elaboração de um site chamado !sso Não É Normal, que foi lançado na semana passada. O site discute São Paulo e as mudanças que a cidade precisa fazer para resistir às mudanças climáticas (como a renaturalização dos rios). Fizemos força para criar um conteúdo que fosse ao mesmo tempo divertido, acessível e aprofundado. Passa lá se der tempo!

Foto: Cia de Foto para o !sso Não É Normal.

65 comentários
  1. Lucas Jerzy Portela disse:

    correção: vastas áreas do municipio de São Paulo eram cobertas originalmente por auracárias e matas de pinhais, como se pode ver em fotos do início do século XX.

  2. denis rb disse:

    É verdade, Lucas, havia Matas de Araucária onde hoje está São Paulo. É daí, por exemplo, que deve vir o nome do bairro de Pinheiros. Mas esse tipo de floresta não predominava aqui – as araucárias tornavam-se dominantes apenas a partir do extremo sul do estado de São Paulo, na divisa com o Paraná.

  3. Rodrigo disse:

    “Agora, com as mudanças climáticas, essas chuvas intensas estão aumentando ainda mais.”
    “O site discute São Paulo e as mudanças que a cidade precisa fazer para resistir às mudanças climáticas”

    Denis, meu caro, como vocês ambientalistas mudam de tática rapidamente! Como a tese do aquecimento global antropogênico se mostrou uma furada, que não convence mais ninguém, agora adotaram a genérica expressão “mudanças climáticas”.
    Você não tem coregem de continuar a usar a expressão “aquecimento global antropogênico” mais não?

  4. denis rb disse:

    Rodrigo, não me lembro de usar essa expressão há muito tempo. Não gosto dela.
    O aquecimento global não é o mais importante. O que importa mesmo são as mudanças no clima causadas por esse aquecimento. Viver num calor 3 ou 4 graus maior que o atual não é um grande problema. O grande problema é conviver com tempestades cada vez mais intensas, ou com o ressecamento do ar que aumenta a concentração de poluição e as mortes por doenças respiratórias.
    É por isso que eu sempre prefiro a expressão “mudanças climáticas” a “aquecimento global”. Aliás, não só eu. Isso é uma tendência da imprensa mundial e da comunidade científica há quase uma década.

  5. Rodrigo disse:

    “Isso é uma tendência da imprensa mundial e da comunidade científica há quase uma década.”
    MENTIRA. O termo “aquecimento global antropogênico”, a famosa sigla AGA foram largamente utulizadas nos painéis da ONU e praticamente em toda a chamada grande imprensa mundial.
    Pessoas como você só passaram a usar o termo “mudanças climáticas” agora que esse debate tem sido esfriado, com a desconfiança geral se este AGA existe mesmo ou não!

  6. Surfs disse:

    Outra alternativa aos horriveis piscinões é transforma-los em parques. Pouca gente sabe, mas o lago do parque do ibirapuera funciona como um piscinão que recebe as águas provenientes da Vila Mariana e bairros próximos.

    Seria bem melhor ter mais parques cumprindo a função de piscinões. As razões são tão óbvias que nem preciso lista-las.

    Agora a pergunta que não quer calar: será que as empreiteiras deixam os políticos fazerem isso?

  7. Jose Pereira disse:

    A preservação da natureza é muito importante, mas é igualmente importante a qualidade de vida das pessoas. Dar ouvido aos ‘ambientalistas’ significa, em última análise, não construir estradas, reduzir a produção de alimentos, reduzir carros e aviões, etc. Somente ricos poderiam utilizar esses benefícios.
    O caminho é controlar os excessos, a ganância, que leva a erros monumentais, o desperdicio.

  8. Chesterton disse:

    Dennis parece ignorar propositadamente o Climategate. Não há aquecimento global de espécie alguma, nem natural – que reverteu por causa dos ciclos solares, muito menos antropogênico, uma mentira colada por ativistas anti-industrializaçõa e neoluditas. Climategate evidenciou a FALSIFICAÇÂO de dados de estações meteorológicas durante mais de uma década.
    “Alterações climáticas”? Ora, se existe algo que muda o tempo todo é o clima, cientistas honestos _não esses aquecimentistas pegos com a mão na botija- avaliam que podemos estar na iminência de uma nova idade do gelo.
    Agora, há aquecimento local antropogênico. Aqui em casa nesse inverno carioca, provoco um efeito estufa na sala de jantar deixando a cortina aberta e a janela de vidro fechada. Que calorzinho maravilhoso. Dennis, o problema de São Paulo só será resolvido quando o povo deixar a cidade por uns 6 meses.

  9. Felipe disse:

    O clima sempre foi instável no Planeta e com temperaturas bem menores do que hoje, já tivemos uma era do gelo oras. Agora estamos num das épocas mais “suaves”. Entretanto, a gente parece que quer f…tudo mesmo. Enquanto os ambientalistas pensam num jeito de diminuir o impacto, demagogos como o Rodrigo focam em pequenas questões para justificar a defesa do “lucro pelo lucro”. Este pensameno é o que molda, por exemplo, os que querem abrir estradas na amazônia, desalojar indios e quilombolas de suas “propriedades”, mudar o código florestal e perpetuar o assassino modelo gestado nas grandes extensões de terra para o cultivo de soja e para boi comer grama. Quem defende esse setor como essencial tá atrasado, porque o Brasil precisa crescer sustentavelmente e precisa investir em outras áreas, deixando de ser exportador de commodities.

    Continuando no assunto, acho essencial mesmo começarmos com um processo para conter a impermeabilização do solo das cidades, vamos plantar árvores, só assim mesmo para “construirmos” algo novo.

  10. Felipe disse:

    Chesterton vc tá viajando, daqui há pouco sua cidade vai virar “Rio 50 graus” e com mais caos ainda aehuhaeuae

  11. Maurício Bittencourt disse:

    Os comentários dos amigos explicitam a maneira ignorante com que a massa encara a questão ambiental, confundindo assuntos para que tudo continue como está e as consciências se mantenham leves. Não se sabe a “verdade” sobre o aquecimento global? Estão corretos. Pode existir uma conspiração tipo climategate? Pode (rs)! Mas há evidências concretas demais para serem ignoradas: os rios Pinheiros e Tietê fedem absurdamente, o que prejudica a qualidade de vida de milhões de pessoas. Essa privada a céu aberto costuma transbordar a cada chuva e ninguém gosta de chafurdar no esgoto. A imagem da extrema degradação desses rios numa cida importante como São Paulo penetra o consciente e o inconsciente de milhões de pessoas, piorando também as suas perspectivas de felicidade. Minha pergunta vai para os críticos abaixo: não serão estes motivos suficientes para pensar na revitalização desses rios? Gente, vamos parar de picuinha e alimentar esperanças, em vez de criticá-las infantilmente. Abraços a todos!

  12. Felipe disse:

    Maurício, desde quando o governo estadual fala que investiu não sei quantos bi para limpar esses rios? Cadê? Quase duas décadas e nada! Fizeram a calha, mas parece que de nada adiantou e as indústrias ainda continuam a poluir os rios. Não tem nem o que falar. Quero ver esses críticozinhos comerem asfalto, depois de tanto crime contra o meio-ambiente e contra a humanidade como um todo. É muito ignorância e falta de visão.

  13. denis rb disse:

    Surfs,
    Exato: lagos são um modo bem mais eficaz de conter enchentes. O problema é que lagos exigem cuidado estético e tomam espaço da superfície. E não temos espaço na superfície sobrando: está tudo ocupado pelos carros.

    Mas é importante fazer justiça nesse tópico que você levanta. A atual administração municipal de SP vai terminar seu mandato tendo ampliado a área de parques da cidade de 15 milhões de metros quadrados para 50 milhões. Tínhamos 34 parques municipais em 2005, teremos 100 em 2012 (vários deles pequenos parques acompanhando o curso de rios, o que é um jeito de combater enchentes). A maioria dos novos parques está na periferia, perto das cabeceiras do rio, bloqueando o crescimento da cidade.

  14. denis rb disse:

    Ai, que preguiça, Chesterton… Esse assunto mala de novo?
    Não vou mais falar sobre a ciência do clima, a não ser que haja algum fato novo importante (e, do ponto de vista científico, o tal Climategate está longe de ser importante). O que eu tinha a dizer sobre isso está neste post aqui: http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/mudancas-climaticas/castelo-de-cartas-ou-quebra-cabecas/

    Bom, há quem não acredite que as mudanças climáticas tenham causas humanas. Assim como há quem não acredite que o homem chegou à Lua, ache que a CIA que inventou a Aids ou que a Nike deu a Copa para a França. Todas essas teorias são muito divertidas e não tenho nada contra as pessoas terem direito de se entreter com elas.
    Mas o meu blog trata do mundo real. No mundo real, todo mundo está se mobilizando para tentar adaptar o planeta ao impacto das mudanças climáticas, que já está sendo sentido com muita força (mais enchentes, mais secas, mais desastres). Os gastos da Defesa Civil brasileira aumentaram 800% nos últimos 5 anos (como consequência do aumento imenso na ocorrência de enchentes monumentais e outras tragédias). Todos os 3 candidatos a presidente do Brasil reconhecem a importância do problema e falam dele em suas plataformas. Praticamente todo o setor produtivo brasileiro está investindo em adaptação (lembro que o grupo Empresas pelo Clima, que reúne empresas privadas que respondem por boa parte do PIB brasileiro, mobilizou-se no ano passado e pressionou o governo a fazer o mesmo, com sucesso). Todas as correntes políticas do país – ou pelo menos suas lideranças menos goiabas – reconhecem o problema. Aqui em SP, por exemplo, o prefeito, que é do DEM, reconheceu em 2005 que as mudanças climáticas são a questão econômica/política/social mais importante da história.

    Ok, falta convencer o Rodrigo. Paciência. O Rodrigo que fique à vontade de acreditar no que quiser.

  15. denis rb disse:

    Jose Pereira,
    Nem sempre é assim. O modelo que estou propondo neste post ao mesmo tempo é menos agressivo ambientalmente e melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem na cidade. A ideia de que qualquer racionalização na forma como planejamos nossas cidades afeta negativamente o crescimento não é verdadeira. Veja São Paulo, por exemplo: toda coberta de asfalto, enchento de água a cada chuva, o trânsito parado, a pessoas passando em média quase 3 horas no caminho entre a casa e o trabalho, os níveis de poluição altíssimos, o setor produtivo enfrentando imensos custos com o trânsito. Quem sai ganhando com isso? Só os políticos corruptos e algumas empreiteiras.

  16. Anouk disse:

    Oi Denis,

    Qualquer melhora ambiental inteligente é sempre muito bem-vinda. Sao Paulo merece. Abs.

  17. Chesterton disse:

    Felipe disse:
    junho 22, 2010 às 10:37 am

    Chesterton vc tá viajando, daqui há pouco sua cidade vai virar “Rio 50 graus” e com mais caos ainda aehuhaeuae

    chest- daqui a pouco, sem H.
    Nunca passei tanto frio no RJ como esses últimos anos, hoje, por exemplo, tá frio demais.

  18. Chesterton disse:

    Bom, há quem não acredite que as mudanças climáticas tenham causas humanas. Assim como há quem não acredite que o homem chegou à Lua, ache que a CIA que inventou a Aids ou que a Nike deu a Copa para a França. Todas essas teorias são muito divertidas e não tenho nada contra as pessoas terem direito de se entreter com elas.

    chest- mas isso é uma infantilidade. 30 mil cientistas processam Al Gore por causa de sua militancia. Cuidado que pode sobrar para você, Dennis.

    http://videosift.com/video/Weather-Channel-30000-scientists-sue-Al-Gore-for-fraud

  19. denis rb disse:

    Hoje tá frio, então não existem mudanças climáticas.
    Lógica impecável, Chesterton. Similar à do seu conterrâneo Luis Antonio, no samba clássico: “tem gente que já está com o pé na cova / não bebeu e isso prova / que a bebida não faz mal.”

  20. Chesterton disse:

    Mas o meu blog trata do mundo real. No mundo real, todo mundo está se mobilizando para tentar adaptar o planeta ao impacto das mudanças climáticas, que já está sendo sentido com muita força (mais enchentes, mais secas, mais desastres). Os gastos da Defesa Civil brasileira aumentaram 800% nos últimos 5 anos (como consequência do aumento imenso na ocorrência de enchentes monumentais e outras tragédias).

    chest- Dennis, antes assim fosse, mas felizmente não há mais secas que antigamente. Aliás, as secas no mundo inteiro no final do século 19 duravam anos a fio, mataram milhões de pessoas de fome na India, Brasil, Africa. Essas secas moldaram o período colonial europeu de um modo tão profundo que se fazem sentir até hoje.
    O que ocorre é que tem mais gente no mundo (alguem duvida?) e mais e mais as pessoas ocupam áreas onde historicamente há secas e enchentes. As chuvas do Rio de Janeiro esse ano mataram muito mais que as chuvas do século 19 pelo simples fato das áreas sujeitas a deslizamento não estarem ocupadas. As mesmas chuvas que eram um espetáculo inócuo 20 anos atrás mataram pessoas em Niteroi porque decidiram morar em cima de um lixão. Culpa das chuvas? Não, culpa do lixão, um fenômeno localíssimo.
    Claro que seu emprego depende da existência de alterações climáticas globais, claro que você e milhares de outros militantes no mundo inteiro ficariam desempregados se a farsa fosse toda ela revelada. Mas você deveria ser um pouco mais cauteloso antes de arriscar tudo nessa aposta furada.

  21. Chesterton disse:

    coloquei um video legal sobre ciclistas em Brasilia lá no “Mea Culpa”.

  22. denis rb disse:

    Eu é que não vou ver seu link, Chesterton.

    Por aquele comentário de outro dia sobre o cadáver de um ciclista atropelado, tive uma indicação do que é que você acha legal.

  23. Chesterton disse:

    Para de bancar o bom moço que isso não lhe cai bem. Não seja infantil. Por acaso é sobre um movimentos de ciclistas impedindo automoveis que teimavam em trafegar pela ciclovia. Assim como acho que pedestres não podem atravessar fora da faixa de segurança, apoio firmemente a iniciativa dos ciclistas.

  24. Chesterton disse:

    Furacões são mais frequentes ou a detecção melhorou? Um estudo diz uma coisa, outro diz outra.

  25. Chesterton disse:

    The second study, however, calls into question the apparent increase in recent (past 100-125 years) hurricane activity. In essence: There appear to be more storms because we’re able to detect more short-lived tropical storms than we could before we developed satellite technology and other advanced tracking techniques, according to the National Oceanographic and Atmospheric Administration study published in the Journal of Climate.

    O segundo estudo, entretanto, chama a atenção sobre o APARENTE aumento da atividade “furacana”. Parece haver mais tempestades hoje porque 125 anos atrás não havia satélites para detectar tempestades de curta duração no meio do oceano.

    Que coisa , né.

  26. Luna disse:

    Parabens Denis…
    Otimo post. Interessante e informativo.
    Estive no Rio na ultima quinta feira. Havia um mormaco estranho. O que era aquilo? Poluicao?

  27. Felipe disse:

    Chest, foi mal o erro de português. Mas uma coisa, esses cientistas que processam o Al Gore será que não existem grandes empresas por trás deles?

  28. Chesterton disse:

    Felipe, será que não existem grandes interesses atrás de Al Gore? Interesses de grupos economicos e politcos que pretendem ditar as regras e controlar o fluxo de energia e quanto cada pais pode usar? Ele enricou, bamburrou com o hoax do Global Warming, de forma desonesta. Sim, tem patos que caem no conto, mas ele fabricou o conto.

  29. Chesterton disse:

    Alias, quem inventou essa história de global warming foi a MArgareth TATCHER, para acabar com a popularidade de uma greve de mineiros na Gra Bretanha. A favor da energia nuclear, tão combatida pelos ecologistas da época. Só para você ter uma idéia de como o Brasil pega o bonde andando sem saber se é o bonde certo.

  30. denis rb disse:

    Arrá!
    Então tudo faz sentido, Chesterton. É uma conspiração dos conservadores britânicos com os democratas americanos, apoiados pelo lobby da energia nuclear e, provavelmente, pelos judeus (que controlam a mídia mundial e o sistema de ensino, o que explica por que todos os jornais e revistas sérios do mundo, além de todas as boas universidades, estão envolvidos). Fico me perguntando se não há também alguma participação da ordem dos cavaleiros templários, dos sábios do Sião e desses extraterrestres que ficam abduzindo gente… Será?

    (E, enquanto perdemos tempo discutindo essas bobagens, Vanuatu afunda no Pacífico, o mar invade as várzeas de Recife e o Ceará está ameaçado de perder quase 80% de suas áreas cultiváveis.)

  31. Maurício Bittencourt disse:

    Com todo o respeito e compreensão, pergunto se vale a responder a alguns comentários. Me expliquem por que alguém que defende o desenvolvimentismo frequenta assiduamente um blog ligado às questões ambientais? Tem gente que deve parar de zanzar na internet e procurar psicanálise ou algum outro tipo de terapia. São ladrões de tempo. Hoje em dia, driblar os ladrões de tempo é tão necessário quanto fugir dos bandidos comuns. Há coisa demais a projetar e concretizar; não temos o luxo de desperdiçar tempo com quem está perdido e não quer se achar.

  32. denis rb disse:

    Maurício,
    Nesse caso específico eu respondi por mera diversão. Margareth Tatcher inventou o aquecimento global! Eu não podia deixar essa passar.
    Mas concordo contigo em parte. Por exemplo, jamais clico nos links que o pessoal que só quer confundir manda. Seria tempo roubado.
    Por outro lado: algumas das mistificações e pseudo-argumentos usados aqui são usados também no mundo lá fora, e acabam confundindo as pessoas. Nesses casos, me sinto na obrigação de responder aqui, até para que os outros leitores saibam que se trata de mistificações e pseudo-argumentos.

  33. Chesterton disse:

    Bittencourt, basicamente para neutralizar o terrorismo jornalístico.
    Dennis, pelo meno eu mando links. Sou mais velho que você e acompanho a questão desde que o terror jornalístico tentava vender a ideia do Global Cooling.

    http://www.john-daly.com/history.htm

  34. Chesterton disse:

    Ah, sim, antes de que acusem de doido, aqui a capá de uma das revistas que ameaçavam a paz de espírito da humanidade com global cooling. Ano de 1977.

    Dennis, para interprete do aquecim,ento global, vbocê me parece um bocado mal informado. Que tal uma “estudadinha” a sério, hein?

  35. Chesterton disse:

    Flip-flop, muito engraçado

  36. Biba disse:

    Chesterton, eu sou mais velha ainda que voce, muito prazer, sou a mãe do Denis. É claro que me incomodo com que voce escreve e de como voce trata o meu filho. Mas o que me incomoda mais é voce chama-lo de DENNIS, escolhi esse nome com muito carinho, o nome dele é Denis. Obrigada.

  37. Chesterton disse:

    Olá Biba, quando alguem chama a mãe para dender-se eu realmente paro de atacar. Pode ficar tranquila. Prometo não fazer mais. (inacreditável).

  38. jorji disse:

    Mãe é mãe, são todas iguais, impressionante. O nosso planeta já experimentou vários ciclos em relação ao clima, bem como já habitaram várias espécies que foram extintas em função dessas mudanças, vida longa para a nossa espécie é o que desejo, mas…………………………….

  39. Chesterton disse:

    Peraí, essa é a mãe de verdade do Denis? Isso não é uma brincadeira?

  40. denis rb disse:

    Mamma!
    Beijos. Até sábado, no almoço.

  41. Chesterton disse:

    Vou cancelar minha assinatura da Veja….colunista empregado da Veja pede ajuda para a Mamãe. É de morrer de rir. Acho que isso encerra a discussão sobre a seriedade dos palpites do Denis-da-mamãe.

  42. Biba disse:

    Chesterton, desculpa, prometo que não palpito mais! É que o DENNIS me pegou! Só isso. Sorry!

  43. Acir disse:

    Denis, como de costume seu texto traz informações fundamentadas, sugestões etéreas e elucubrações ideológicas travestidas de ecológicas. Correto, a melhor maneira de evitar as enchentes seria respeitar a cobertura e a topografia originais (Mara Atlântica), ao longo dos cursos de água. O problema é que historicamente as populações humanas sempre se instalaram ao largo de rios e lagos, pela simples necessidade do recurso. Isto posto, ou melhor, estando a cidade estabelecida, o que fazer? Sugestão: reverter as áreas de cursos de água ao seu estado original. É uma boa idéia, e seria perfeito não fosse o processo extremamente caro (desapropriações), quando não impossível em certos lugares devido às estruturas já estabelecidas. A solução atual e a baboseira ideológica: os piscinões só servem para acumular lixo e beneficiar as empreiteiras… É aí que a ideologia vesga esbarra no aspecto técnico, não é? As áreas de contenção de águas pluviais (piscinões para vc,ok?) são uma das soluções mais viáveis encontradas, principalmente em regiões densamente habitadas. Se alguém tem que limpar a sujeira que a população mal educada joga das ruas e nos drenos certamente não é culpa das empresas que prestam este serviço. E qualquer técnico sério sabe os benefícios deste sistema quando não se pode contar com outras opções a curto prazo. Sonhar é bom e necessário, mas a realidade é imediata e desconhece ideologias.

  44. denis rb disse:

    Boa, Acir
    (Que bom alguém que queira debater sobre alguma coisa além da vontade vazia de discordar.)

    Meu objetivo central ao escrever o post não era denunciar as empreiteiras. Vc tem toda razão quanto a empresas dispostas a fazerem o “trabalho sujo” de uma cidade terem direito a ser bem remuneradas.

    Meu objetivo é expor a lógica da coisa, de maneira a propor uma discussão na linha: “e se pensássemos diferente?”, “e se criássemos nossas cidades sob uma outra lógica?”. Não estou querendo dizer que as pessoas que tomaram as decisões até hoje são todas burras ou mal-intencionadas: no geral, elas fizeram o melhor possível diante da forma de pensar e do conhecimento técnico disponível até então. Mas, e se, daqui para frente, fizermos diferente? As tais “áreas de contenção” eram a melhor solução disponível até outro dia, ok. Mas elas estão bem longe de ser ideais. Tem como fazer algo melhor daqui para frente? Tem como abrir mão de algumas delas e trocá-las por algo melhor? E acho que gente como o Sadalla, que citei na matéria, está dando a resposta: sim, tem, e sai mais barato, e a cidade toda sai ganhando (menos as empreiteiras, claro, que preferem grandes obras). A cidade de Seul, que renaturalizou um córrego com resultados incríveis, também está revelando possibilidades.

    Enfim, não estou interessado em achar culpados. O que quero é entender os problemas, que no geral são sistêmicos. Quando algo funciona muito mal ao longo de décadas, geralmente não é por culpa das pessoas, são os sistemas que não funcionam. A política brasileira é ruim porque os políticos são bandidos ou é o sistema político brasileiro que é tão ruim que só atrai bandidos? Acho que é o número 2. E acho que os problemas das grandes cidades brasileiras são sistêmicos também. A questão é: como mudar sistemas?

  45. Acir disse:

    Denis,
    Perfeita a sua colocação. Concordo que devemos pensar as cidades de maneira diferente e que há soluções disponíveis. Conheço o caso da Coréia, mas o que não está dito no texto é o custo astronômico desta obra, que virou uma referência no assunto. Como técnico na área, tenho absoluta certeza dos benefícios, mas entendo que esse custo, no momento atual do nosso país, inviabilizaria esse tipo de obra na maior parte dos casos. Devido à urgência da situação catasfrófica das enchentes temos que pensar em soluções mais viáveis e imediatas. Espero, sinceramente, que no futuro possamos contar com a possibilidade de reverter a paisagem urbana trazendo de volta os rios e várzeas. Além do ganho ambiental, a visão de um rio (limpo) emoldurado pela mata ciliar cortando a cidade, não tem preço.

  46. denis rb disse:

    Verdade, Acir,
    A obra da Coreia custou uma pequena fortuna, para reverter décadas e décadas de decisões problemáticas. Foi uma novidade, algo até então não experimentado – o que aumenta os custos. E, como você disse, virou referência. Imagino (e torço para) que haja engenheiros do mundo inteiro, inclusive brasileiros, se debruçando sobre aquela solução e tentando entender como aplicá-la em outros contextos. Ela aponta uma possibilidade. Espero ver um dia essa possibilidade gerando frutos aqui perto da minha casa.

  47. Maurício Bittencourt disse:

    Acir, acho engraçado vc ver ideologia no texto do Denis e esquecer de notar isso em seu próprio argumento. Lá pelas tantas vc fala em “aspecto técnico”, o que para mim já revela a sua própria ideologia. Por sua vez, vc deve achar q “aspecto técnico” está acima das ideologias, o que revela radical ingenuidade. Acontece o seguinte: a natureza não quer saber se ocuparam a cidade estupidamente. Veja o absurdo ambiental que é São Paulo, diga-me se vc se sente bem andando nas Marginais e me responda se não são necessárias soluções radicais. Trata-se de uma cidade riquíssima, o centro econômico do país… Dizer que alguma obra é inviável economicamente ali me parece extrememente ideológico, com uma pitada de cinismo. Mas é assim, muitas vezes a gente compra uma ideologia e nem percebe. Abraços!

  48. Chesterton disse:

    Porque o terrorismo jornalistico deve ser neutralizado? Porque o terrorismo ecológico é uma realidade. Autor de trabalho que mostra o fracasso econômico de usinas verdes na Espanha recebe bomba desmontada pelo correio avisando que a próxima estará pronta a explodir. A empresa em questão assume que foi uma resposta a seus trabalhos, e se chama Termotécnica.

    Claro que tem link, se alguem tiver dificuldade em traduzir é só me pedir auxílio

    http://pajamasmedia.com/blog/breaking-green-energy-company-threatens-economics-professor-with-package-of-dismantled-bomb-parts/

  49. Felipe disse:

    Chest, até a toda poderosa Globo acordou para a realidade, até os demos/tucanos daqui de SP, apesar de apoiarem (assim como 10 em cada 10 políticos) o predatorismo das empreiteras e da especulação imobiliária.

  50. Chesterton disse:

    qual realidade?

  51. hacs disse:

    Oi Denis,

    “Fucei” a internet atras de informacoes sobre os 300(00) cientistas e, por enquanto, eh uma ameaca, nao ha uma lista dos espartanos. Contudo, achei algumas estatisticas sobre os ceticos (e negacionistas) e os defensores do “anthropogenic climate change” (um documento da Yale divulgado pelo PNAS). Dos cientistas do clima mais de 90% sao defensores, portanto, os ceticos sao cientistas em outras especialidades. Quanto ao numero de publicacoes per capita em revistas renomadas (academicamente) da area (so entre cientistas que estudam o clima), os ceticos tem metade a um terco dos indices sustentados pelos defensores, portanto, os ceticos que estudam o clima sao menos produtivos na area. Eh claro que ha suspeitas de fabricacao de reputacoes academicas via pressao do grupo de East Anglia sobre as revistas, mas nada foi comprovado ate agora. Ou seja, o razoavel, mesmo para um cetico, eh ser mais favoravel aos defensores. Qualquer outra postura eh simples crendice. De fato, o que esta em discussao neste momento sao os novos modelos que serao implementados, os quais, alem de incorporarem diversos outros efeitos climaticos, vao trabalhar com dados mais refinados e combinar os resultados com o conhecimento que temos sobre outras ciencias (inclusive as sociais) que sejam relevantes na elaboracao de cenarios e estrategias (a inteligencia esta no processo). Um dos requerimentos eh a atribuicao de probabilidades aos diversos cenarios, inclusive os pouco provaveis, porem catastroficos. Em outras palavras, a conversa ja nao se restringe aa prevencao, mas abrange planos de acao contingencial. Entretanto, o calculo (computacao) desses resultados eh por si um problema em equacionamento.

    Mudando de assunto. Sao Paulo canalizou rios e corregos, invadiu as areas de varzea, asfaltou tudo impermeabilizando o solo, e como consequencia, sofre com as chuvas. Como nao ha controle sobre a chuva, o comportamento dos habitantes e o poder publico, as solucoes para o problema nao podem contar com Sao Pedro, os paulistanos ou projetos de longo-prazo e/ou verbas volumosas. Os piscinoes eh um ideia criativa dadas as restricoes acima (as verdadeiras razoes dos seus inumeros defeitos como solucao).

  52. Luis C Zardo disse:

    Desculpem a minha colocação inconveniente a esta discussão, mas, porque ninguém cogita em sugerir a solução mais simples? Se incentivássemos políticas de planejamento familiar realmente efetivas, ou seja, fazer as leis que já existem realmente funcionarem, poderiamos, ao menos frear o crescimento populacional e, com isto reduzir os danos, toda outra solução me parece puro nonsense

  53. Chesterton disse:

    Cadê os comentários da Biba? Censura na Revista Veja?

  54. Chesterton disse:

    Já achei, que susto.

  55. gino carvalho disse:

    Nossa! Ela ficou chocada? Porque? Nova York se parece com a mata original ? Manhatan é igualzinha à época que os indios a venderam para os holandeses ? Papinho ecológico para vender palestra.. Vamos fazer uma mímica da natureza…vamos abraçar o próximo, vamos encher linguiça…

  56. denis rb disse:

    gino carvalho,
    O que ela achou chocante foi o fato de São Paulo parecer bastante com uma metrópole de clima temperado quando nossa cobertura vegetal original é tão diferente. Isso não acontece no Rio, por exemplo, onde o fato de haver uma cidade gigantesca (e cheia de problemas) não apagou de lá a aparência tropical.
    Isso não é por acaso, Quando os portugueses chegaram aqui estranharam o ambiente. Não gostaram. Eles se incomodavam com a imensa quantidade de rios, por exemplo, que atolavam as rodas dos carros de boi, atraíam insetos quando chovia, espalhavam doenças, impediam a passagem. E fizeram força para moldar o ambiente de maneira a se parecer mais com a Península Ibérica.
    A ilha de Manhattan obviamente mudou muito também. Mas não houve lá um choque tão grande entre o ambiente e os novos habitantes. Nova York não está numa latitude tão diferente de Londres ou Amsterdam (para citar duas cidades que lhe forneceram população na origem).
    Enfim: São Paulo foi criada e cresceu sob o domínio de pessoas que sabiam muito mal como se relacionar com aquele ambiente – que entendiam mal as características da drenagem local, dos ecossistemas, dos sistemas climáticos. Por exemplo: não entendiam que rios estreitinhos podiam ficar largos como um lago no verão, quando chove, porque nunca tinham visto isso antes. E até hoje São Paulo tenta copiar soluções urbanísticas de cidades com realidades naturais muito diferentes da sua.

  57. roosevelt s. fernandes disse:

    O que os capixabas pensam sobre Mudanças Climáticas?

    De modo a conhecer o perfil de percepção ambiental da sociedade frente à problemática (causas, efeitos, prós e contras) das Mudanças Climáticas, tendo como base a Região da Grande Vitória, ES – municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica – o Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA (grupo sem fins lucrativos), desenvolveu uma pesquisa (35 aspectos abordados) com 960 pessoas (+ – 3% de erro e 95% de intervalo de confiança), com o apoio da Brasitália.

    Metade dos entrevistados foi de pessoas com formação católica e, os demais, evangélica. Apesar de a amostra ter sido constituída dessa forma o objetivo da pesquisa não visa individualizar os resultados da pesquisa para cada segmento religioso em questão.

    Os entrevistados admitem ler regularmente jornais e revistas (48,1%), assistem TV (58,3%), não participam de Audiências Públicas convocadas pelos órgãos normativos de controle ambiental (88,9%), bem como de atividades ligadas ao Meio Ambiente junto às comunidades (não – 43,2% / não, mas gostaria – 39,7%), apresentam um reduzido conhecimento das ONGs ambientalistas (4,9%), não acessam (72,8%) sites ligados à temática ambiental (19,1% não tem acesso a computador), além de indicarem o baixo desempenho das lideranças comunitárias no trato das questões ambientais (29,2% / sendo que 40,0% admitem não conhecer as lideranças de suas comunidades), e admitem interesse por temas ligados à temática ambiental (42,3% / 44,2% apenas às vezes).

    Admitem conhecer termos (não verificada a profundidade do conhecimento assumido) como biodiversidade (63,6%), Metano (51,7%), Efeito Estufa (81,3%), Mudanças Climáticas (84,7%), Crédito de Carbono (26,0%), Chuva Ácida (57,8%), Agenda 21 (16,5%), Gás Carbônico (60,9%), Clorofuorcarbonos (36,6%), Aquecimento Global (85,4%), bicombustíveis (74,1%), Camada de Ozônio (74,3%) e Desenvolvimento Sustentável (69,5%), com 70,0% do grupo relacionando às atividades humanas às Mudanças Climáticas e que a mídia divulga muito pouco os temas relacionados ao meio ambiente (44,2%), apesar da importância do tema.

    A ação do Poder Público em relação ao meio ambiente é considerada fraca (48,2%) ou muito fraca (30,2%), os assuntos ligados à temática ambiental são pouco discutidos no âmbito das famílias (60,1% / 15,5% admitem nunca serem discutidos), enquanto a adoção da prática da Coleta Seletiva só será adotada pela sociedade se for através de uma obrigação legal (34,3%) e que espontaneamente apenas 35,7% adotariam o sistema. Indicam que os mais consumos de água são o “abastecimento público” (30,3%), seguido das “indústrias” (22,9%) e só depois a “agricultura” (10,7%), percepção inversa a realidade.

    Em análises em andamento, os resultados da pesquisa serão correlacionados com variáveis como “idade”, “gênero”, “nível de instrução”, “nível salarial”, “município de origem”, entre outras, contexto que irá enriquecer muito a consolidação final dos resultados, aspectos de grande importância para os gestores públicos e privados que poderão, tendo como base uma pesquisa pioneira no ES, definir ações preventivas e corretivas voltadas ao processo de aprimoramento da conscientização ambiental da sociedade.

    É importante explicitar que, com o apoio do NEPA, está pesquisa já está sendo iniciada em outras capitais. O grupo está aberto a realizar parcerias de modo a assegurar, progressivamente, o conhecimento do perfil nacional da sociedade em relação à temática das Mudanças Climáticas. Não há como ignorar, se é que ainda não se deu a plena atenção a este fato, a importância da participação consciente da sociedade nas discussões que envolvem este importante tema.

    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.

    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

    roosevelt@ebrnet.com.br

  58. gino carvalho disse:

    Não queira por a culpa nos portuga, que ficaram uns 300 anos aqui no topo de um morro, nesses anos todos ele viam alagar a região da 25 de março e parque Dom Pedro, viam o tietê sempre sair do leito.. Foram os governantes brasileiros, metidos a europeus que decidiram cobrir todos os córregos e canalizar os rios. São paulo é igual ao centro velho que deveria ser todo demolido, pois é só fachada. Como não entendiam de engenharia e arquitetura, ve-se prédios com belas fachadas, mas com interior cheio de colunas e mal distribuidos. Assim também fizeram com a cidade, o córrego fede? enterra. Agora esse bairos periféricos sem uma árvore ou praça não teem nada a ver com os portugueses. Aqui adoram convocar “especialistas” que se dizem entendedores e são na verdade enrroladores

  59. roosevelt s. fernandes disse:

    PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE PRODUTORES RURAIS

    A Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (FAES), através de seu Conselho de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (COMARH), com o apoio do Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, está iniciando uma pesquisa (inéditas e em âmbito estadual) voltada ao estudo da percepção ambiental dos produtores rurais. Entre outros objetivos, a pesquisa visa assegurar à FAES informações adicionais para seu programa de conscientização ambiental do segmento dos produtores rurais. É pretensão do NEPA levar (posteriormente) esta importante pesquisa para outros Estados de modo a, progressivamente, ter o cenário da percepção ambiental nacional do segmento O NEPA acaba de concluir na Região da Grande Vitória (ES), pesquisa também inédita para a região, um estudo da percepção ambiental da sociedade frente à problemática (causas, efeitos, prós e contras) das mudanças climáticas.

    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br

  60. Andre disse:

    Matéria muito interessante!
    Parabéns pelo blog.

    Abraços

  61. Naila Villas Boas disse:

    Denis, amei te ver na TV (happy hour).Te conheci bem novinho ainda e fiquei super orgulhosa! Onde anda sua mãe? A Biba e eu somos da turminha “loucas por ginástica”…pede pra ela entrar em contato comigo… sucesso…bjs
    Naila

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