Cidade ilógica

Falei na segunda-feira sobre o site que lançamos discutindo São Paulo e como adaptá-la às inevitáveis mudanças climáticas. Deixa eu aproveitar para mostrar para vocês um videozinho que fizemos, obra do pessoal talentoso da Cia de Foto.

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10 comentários
  1. jorji disse:

    Isso eu já sabia há muito tempo, sem querer ofender, se tem algo que não sabemos fazer, é um bom planejamento, duvido que dentro de 50 anos, haja mudanças significativas na maior metrópole do Brasil, e um dos maiores do mundo.

  2. Leonardo Xavier disse:

    Denis, eu fiquei com uma curiosidade: Há uma idéia de quanto dessa malha fluvial ainda resta em São Paulo?

  3. denis rb disse:

    Oi Leonardo Xavier,
    Não tenho essa informação. Vou tentar descobrir e te digo.
    abs

  4. Bento Epaminondas disse:

    O tratamento dado aos cursos d’água nas cidades contemporâneas não é privilégio de São Paulo… em Belo Horizonte, por exemplo, praticamente todas as grandes abvenidas são resultado da canalização de córregos. Toda grande cidade, via de regra, é um espaço bem servido de córregos e rios, já que até meados do século XX, em em alguns casos, até hoje, são condições fundamentais não só de moriadia, mas também para a instalação de fábricas, que precisavam dessa água para gerar energia e para dispensar seus resíduos.

    Em Belo Horizonte, por exemplo, o Ribeirão Arrudas sofreu o mesmo processo de retificação do Tietê, resultado, enchentes constantes em suas cabeceiras…

    O tratamento dispensado aos rios não é só um problema ambiental nas grandes cidades, é também um desrespeito à memória do lugar, já que, como na grande maioria são canalizações fechadas, totalmente cobertas pelo asfalto; apaga-se a memória de como a cidade foi ocupada e cresceu. As novas gerações dificilmente são capazes de entendera importância das águas e reconhecer seu valor para cidade. E aí, um ciclo vicioso permance…

  5. Muito interessante o vídeo. E o crescimento absurdo continua, principalmente nos centros-expandidos… É o que está acontecendo agora no meu bairro com a chegada do metrô. Só que o crescimento é para cima, causando sombras absurdas nas casas de pessoas que moram a mais tempo no bairro e forçando-as a sair de suas casas, já que ninguém gosta de ficar sem a luz que trás vida, mas que as construtoras e os compradores de prédios de 30 andares acham que têm o direito de privar os pobres antigos e descartáveis moradores que nasceram no bairro. Um pouco mais desses casos aqui: http://vivaoparque.wordpress.com/2010/06/27/desabafo-e-revolta-contra-as-construtoras/

  6. jorji disse:

    Planejamento urbano, não sabemos planejar cidades, moro em Maringá, cidade de 330 mil habitantes, com as vizinhas Sarandi e Paiçandu, são mais 120 mil habitantes, totalizando 450 mil habitantes, não entendo porque existem tantos edifícios numa cidade como a minha, o território brasileiro é imenso, mas os terrenos residenciais cada vez menores, em nossas ruas, já tem congestionamentos, esse ano deve morrer pelo menosm 90 pessoas vítimas de acidentes de trânsito, num raio de 3 km do centro, reside a classe média alta e os ricos, na periferia a classe menos abastada, criando um cinturão da violência, como nas grandes cidades, o transporte coletivo é razoável, é muito veículo em nossas ruas, incrível que se fala em falta de espaço, falta estacionamento, entre outros absurdos, cada vez mais a região central vai se entupindo de prédios, que não se justifica numa cidade de médio porte, são mais de 150 em construção, lojas grandes sem estacionamento,etc, e olha que Maringá é considerado uma das mais bens planejadas do país.

  7. Monica L. disse:

    muito legal esse video! Adorei o site tambem.

  8. denis rb disse:

    Obrigado, Monica! 🙂

  9. denis rb disse:

    Exato, Chesterton,
    As mudanças climáticas são realmente inevitáveis em algum grau, qualquer que seja o cenário que você escolher. Mas as medidas de adaptação podem fazer toda a diferença. Ainda que o clima mude, seu efeito destrutivo pode ser muitíssimo reduzido se estivermos preparados. As enchentes da semana passada em Alagoas e Pernambuco, provavelmente agravadas pelas mudanças climáticas, são um bom exemplo do que acontece quando não estamos preparados.

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