A terceira fronteira

O mundo está cheio de fronteiras.

Por exemplo: fala-se muito sobre a fronteira agrícola, que está em expansão – hoje, no Brasil, ela está localizada no sul da Amazônia, avançando rapidamente sobre a floresta ao norte. A fronteira agrícola é a linha imaginária que separa a mata da área sob ocupação humana.

A segunda fronteira, que sempre vem atrás da agrícola e se move com igual avidez, é a urbana. A fronteira urbana separa as cidades do mundo rural, impermeabilizando o solo no caminho. Essa fronteira avança tão rápido que, hoje, metade da população do mundo já está dentro dela (eram 30% em 1950 e serão 70% em 2050, segundo dados da ONU).

Mas pouquíssima gente fala da terceira fronteira, que sempre avança atrás das outras duas: a fronteira do lixo. A fronteira do lixo delimita imensos territórios inutilizados para a ocupação humana. São áreas que já foram cobertas de detritos, e que estão condenadas para quase qualquer tipo de uso. São pedaços do planeta que jogamos fora.

Falamos pouco dessa fronteira porque não gostamos do assunto. Lixo é um tema incômodo.  Lixo a gente põe num saco plástico, leva até a calçada e esquece. Não é mais problema nosso. Só o que queremos é que alguém leve embora.

Geralmente, alguém leva. Um caminhão carrega tudo para uma área bem longe de casa. Como a produção de lixo não para, essa área não para de crescer. É essa a fronteira do lixo.

Um detalhe do Aterro Bandeirantes, em São Paulo, um mundo de lixo dentro da cidade.

Só em São Paulo, os dois grandes aterros sanitários da cidade já ocupam uma área de mais de 2 milhões de metros quadrados, o equivalente a 270 Estádios do Maracanã. São duas cordilheiras de lixo, com 150 metros de altura, o equivalente a um prédio de 50 andares. Terra em São Paulo custa caro, você sabe. Imagina quanto vale essa área. E a situação em São Paulo ainda é melhorzinha que a média brasileira. Na maior parte do Brasil, a situação é bem pior: 64% dos municípios brasileiros nem aterro tem. Joga tudo num lixão, sem cuidado ambiental nenhum.

O Brasil produz 135.000 toneladas de lixo todo santo dia. Pense um pouco nesse número: imagine o trabalho de acondicionar uma montanha desse tamanho a cada dia do ano. Isso significa que algumas centenas de hectares do Brasil são perdidas para a fronteira do lixo todos os anos. Espaço na Terra é um recurso finito. Um dia vai acabar. Um dia a fronteira do lixo vai começar a invadir a fronteira agrícola e a fronteira urbana.

Na semana passada, o Senado Brasileiro aprovou uma boa Política Nacional de Resíduos Sólidos, criando regras para o lixo brasileiro, no intuito de reduzir o avanço da terceira fronteira. Que o Brasil, uma das 10 maiores economias do mundo, a superpotência do momento, tenha chegado à segunda década do século 21 sem uma lei para regular o lixo é motivo para morrer de vergonha. Mas pelo menos agora há uma lei. Pelo menos agora as cidades vão ter que se preocupar em eliminar os lixões e criar formas de diminuir a produção de lixo: estimulando reciclagem e compostagem (que é a produção de fertilizantes com lixo orgânico).

Estamos bem atrasados. Nossos sistemas de coleta são tosquíssimos. Mesmo São Paulo, a cidade mais rica do Brasil, não recicla nem perto de 1% do seu lixo. No país todo, os sacos de lixo ficam largados na calçada e saem navegando a cada chuva até entupirem um bueiro e causarem uma enchente.

É hora de tirar o atraso. E tirar o atraso implica em prestarmos atenção no lixo. É fato que os governos têm feito um trabalho porco até hoje, mas não é justo jogar toda a responsabilidade nos políticos. Parte dela é nossa, do cidadão, do produtor, do comerciante. Quem entre nós faz um esforço para reduzir o consumo? Quem escolhe o que comprar privilegiando produtos com menos embalagem? Quem composta lixo orgânico no quintal? Quem reaproveita? Bem poucos, certamente.

Nos países desenvolvidos, há políticas bem claras para incentivar mudanças de atitude. Lembro que, em San Francisco, se eu não separasse direitinho meu lixo em três latas (recicláveis, compostáveis e lixo mesmo), receberia multa. Em Nova York, ouvi que havia até “investigadores de lixo”: gente que abria sacos de lixo em lixeiras públicas em busca de irregularidades. Zurique, na Suíça, vende caro sacos oficiais de lixo, que são obrigatórios: uma forma de desincentivar a produção de lixo.

Vamos precisar urgentemente de políticas desse tipo. Antes que a terceira fronteira chegue.

Foto: Bruno Fernandes (C) para o !sso Não É Normal

33 comentários
  1. Márcio disse:

    Enquanto isso, em São Paulo, a prefeitura fecha cooperativas de catadores de recicláveis. Lamentável!

  2. Marcos Filho disse:

    Denis, excelente texto! Parabéns!

    O grande problema é consideramos lixo como tudo aquilo que não presta e deve ser jogado fora. Não é bem assim. O lixo, nada mais é, que um material em lugar incorreto, não possuindo utilidade naquele contexto específico.
    No Brasil, o lixo é tratado tecnicamente como resíduo sólido, sendo destinado (dados do IBGE) da seguinte maneira: 47,1% em aterros sanitários, 22,3% em aterros controlados e apenas 30,5% em lixões. Claro que nada pior que os lixões, mas, apesar de serem considerados apropriados, aterros sanitários e aterros controlados devem ser compreendida como uma perda econômica grave.
    Em aterros sanitários existe o processo de instalação de queimadores dos gases produzidos, impedindo o seu lançamento diretamente para a atmosfera. Esta queima não é realizada de forma a gerar benefício econômico. O fato é que deveria ser feito o aproveitamento energético do lixo, seja diretamente, através da combustão do gás do lixo, ou indiretamente, através da reciclagem.

  3. Sabrina Roman disse:

    Olá Denis, ótimo texto!
    Concordo com o Marcos, essa quantidade enorme de lixo não passa de material inadequado para determinado local ou tempo. Prova disso são inúmeros móveis atirados fora quando poderiam ser restaurados e doados para quem precisa de uma ajuda.
    Vou aproveitar meu primeiro comentário no blog pra ser um pouco folgada e fazer uma sugestão: que tal um post sobre compostagem caseira? Acho que muitos podem se interessar e talvez possa servir como um empurrãozinho pra que alguns comecem!

  4. Felipe disse:

    Tenho que citar de novo, acho que já falei antes, o filme Idiocracy, dirigido por Mike Judge. Há uma cena impressionante em que há uma onda gigantesca de lixo. Além da quase nenhuma importância que dada para o lixo, eu somo a questão da água. A população não economiza água e usa como se fosse infinita. principalmente quem adora usar litros para lavar seu carro ou sua calçada(quando se pode passar simplesmente uma vassoura e já era)

  5. denis rb disse:

    Marcos Filho,
    30,5% do volume de lixo vai para lixões, mas isso corresponde a 64% dos municípios. A discrepância entre os números se dá porque a imensa maioria dos pequenos municípios não têm aterros, enquanto os grandes, que concentram a maior parte do volume, tendem a ter.
    Na verdade, São Paulo é pioneira no Brasil em captar o metano liberado e gerar energia com isso, o que é um belo avanço e manda um sinal para o resto do Brasil de que é possível ganhar dinheiro com os aterros. Ao criar suas usinas elétricas de metano, São Paulo reduziu em mais de 20% suas emissões de gases de efeito estufa e já faturou 70 milhões de reais num leilão de créditos de carbono. Tudo isso é muito recente, aconteceu nos últimos 5 anos. Mas a geração de energia não dim inui a necessidade de reduzir os resíduos. Por mais que se recicle ou se gere energia com o lixo, os benefícios disso serão menores do que simplesmente reduzir a qantidade de lixo gerado.
    abs

  6. denis rb disse:

    Sabrina Roman,
    É um belo assunto, sem dúvida. Não pensei ainda num jeito de colocá-lo aqui no blog – que se dedica mais a debater ideias do que a falar de coisas pontuais –, mas me interessa bastante.
    Tenho aqui no quintal uma composteira movida a minhocas. Posso dizer que produzo fertilizante. Ou que crio minhocas. Ou que processo meu lixo. De qualquer maneira: é uma ótima sensação, a de estar conectado com a terra na qual planto minha salsinha. E, ao final da semana, meu lixo é minúsculo, geralmente não mais do que um ou dois saquinhos de supermercado. E eu moro num apartamento de dois quartos num bairro bem urbano no meio de São Paulo. Não consegui pensar num jeito ainda de reduzir meu lixo a zero, mas é incrível o quanto é possível chegar perto disso.

  7. HUNO disse:

    Lixo. Eis aí, um problema global, de difícilima solução. O mundo já passa de 6 bilhões de pessoas; a montanha de lixo produzida no planeta, diariamente, é espantosa; o problema é que muito desse lixo, não se decompõe, se não em séculos e séculos, alguns outros, só em milênios. O chorume, (aquele líquido cheirosíssimo que escorre da matéria orgânica em decomposição), é absorvido pela terra, como uma esponja. Decorrido já algumas centenas de milhões de anos, que existe vida na terra, (desde o tempo dos dinos), creio não estar muito distante, o ponto de saturação irreversível, acarretando a extinção de boa parte da população, vítimas de doenças de todo tipo

  8. Uma das saidas está em incentivar a constitução de cooperativas de reciclagem,pois promove ocupação e renda e os materiais considerados lixo,vão servir de materia prima para muitas industrias e há uma renovação continua, preservando-se a extração de diversos materiais. todos serão benefiados, indistitamente.

  9. Antonio disse:

    Bem, que tal colocarmos um pouco mais de lenha nesta fogueira de indignação?
    Uma matéria publicada no jornal Gazeta do Povo em julho do ano passado traz o seguinte título: “EM 1 ANO, BRASIL IMPORTA 175 MIL TONELADAS DE LIXO”. Não, pessoal, não escrevi errado não. . . estamos IMPORTANDO lixo mesmo!!!
    Ora, e por que? Porque – mesmo comprando lixo no exterior – nossas empresas de reciclagem atuam com 30% de capacidade ociosa por falta de matéria prima, ou seja, falta de lixo. Bom, mas lixo por aqui tem de sobra conforme atesta o artigo do Denis; carecemos, no entanto, de coleta seletiva eficaz, presente em apenas 7% dos municípios brasileiros.
    Na citada matéria lê-se ainda: “Enquanto sobravam garrafas PETs boiando no poluído Rio Tietê, na capital paulista, o Brasil teve de importar 14 mil toneladas do material no ano passado (2008), 75% a mais que em 2007”.

  10. Maurício disse:

    O lixo é, na atualidade, uma das grandes questões a ser enfrentada pela sociedade brasileira, com cidadania e consciencia ambiental. Uma lei nesse sentido é de grande relevancia. Mas, precisamos, antes de tudo, levar uma mensagem cotidiana e séria para o cidadão, que deve sim vir acompanhada com medidas legais aplicáveis aos infratores. O que vemos em nossas urbes são pessoas de “educação superior” lançando no meio ambiente todo tipo de lixo. As cidades, por mais alta renda que se apresenta, continua um lixo só. Todos precisamos fazer nossa parte nesse desafio, começando pelo cidadão.

  11. jorji disse:

    Ocupar a amazônia para a agricultura é uma piada, terra fraquissima, em pouco tempo vira deserto. O lixo é uma questão tão simples, copiar o modelo de países ricos, que nada mais é que a coleta seletiva, e a mais simples é incinerar o lixo orgânico ( perecível ), e reciclar o resto.

  12. denis rb disse:

    jorji,
    Na verdade não é tão simples assim. Incinerar o lixo é péssima solução, porque emite gases de efeito estufa em grande quantidade, o que tem consequências para as mudanças climáticas. A nova lei brasileira impede essa solução (felizmente).
    Também não é tão fácil simplesmente copiar sistemas de países desenvolvidos, porque esses sistemas são bastante complexos e caros. Por exemplo: boa parte das cidades da América do Norte disponibilizam para cada cidadão um conjunto de três containers – uma para lixo, um para recicláveis e outro para compostáveis. Os containers se encaixam nos caminhões de lixo de maneira prática. O sistema é ótimo, mas, para disponibilizá-lo, a Prefeitura de São Paulo (por exemplo) teria que comprar mais de 10 milhões de containers. Atrapalha o fato de que nossa urbanização é falha. Há muitas favelas e ruelas, nas quais é difícil chegar para coletar. Algumas cidades, como Barcelona, Londres e Montreal, tem um sistema baseado em tubulações subterrâneas nas quais o lixo é jogado e carregado por vácuo. É um sistema interessantíssimo, mas bem caro.
    A solução para problemas complexos raramente é “apenas copiar”. É preciso ter debate na sociedade, para decidirmos juntos o quanto queremos gastar com isso (hoje, nosso sistema tosco é bem barato). É preciso ter gente inovadora e inteligente planejando o sistema, testando soluções, envolvendo a população.

  13. denis rb disse:

    Pois é, Antonio, muito bem lembrado,
    Nosso sistema é tão tosco que somos incapazes de separar os recicláveis do lixo. Como eu disse, a cidade mais rica do Brasil não consegue reciclar nem 1% do seu lixo – e aí o país importa lixo de países com sistemas menos ineficazes. Isso é uma vergonha. Os prefeitos do Brasil deveriam ficar corado. Mas não só eles: o sistema de produção, coleta e processamento do lixo envolve a cidade toda. Cada um de nós é responsável por fazê-lo funcionar: nas decisões de consumo, na forma como separamos o lixo etc. Todos nós deveríamos ficar envergonhados…

  14. denis rb disse:

    Edson, Márcio,
    Sem dúvida as cooperativas são uma iniciativa interessante, porque podem ser ao mesmo tempo uma solução para separar o lixo e uma alternativa de renda para comunidades pobres. Mas uma coisa precisa ser dita: a maioria das cidades brasileiras ainda não conseguiu fazer com que elas funcionem bem. As cooperativas tendem a separar apenas a parte do lixo que tem valor econômico alto e a desperdiçar o resto. Isso gera índices baixíssimos de aproveitamento dos recicláveis. Não sou contra as cooperativas. Mas também não acho que elas sejam a única solução. Acho que o trabalho de coletar e processar lixo precisa ser profissionalizado. As cidades têm que poder cobrar desses prestadores de serviços – exigir resultados, garantir o suprimento de matérias primas. E tem que existir sistemas de incentivo muito bem feitos para que as cooperativas sejam estimuladas a trabalhar pela cidade. O perigo é achar que as cooperativas de reciclagem são assistência social.

  15. jorji disse:

    Denis, realmente são caros as soluções, mas definitivos, conheço tecnicamente vários sistemas, mas todos com investimentos altissimos. Essas idéias de cooperativas são um quebra galho, no caso de cidades como São Paulo, o primeiro passo das grandes cidades brasileiras, seria a extinção das favelas e sub moradias, hum…………realmente não é fácil.

  16. denis rb disse:

    😉
    Não é fácil mesmo, jorji.

    Mas ser difícil não é motivo para não fazermos.

  17. Silvia disse:

    Denis, vender caro os sacos de lixo oficiais seria uma solução para as classes média e alta, mas como os mais pobres teriam condições de arcar com esse custo? É necessário que haja uma política que trabalhe, também, a inclusão dessas classes no processo, talvez como parceiros, gerando renda para eles, caso contrário vão continuar jogando o lixo no terreno baldio mais próximo.

    Por outro lado, acho que educá-los ainda é tarefa mais fácil do que educar as classes mais altas, acostumadas com o desperdício.

    Resta ver se farão valer essa lei.

  18. Silvia disse:

    Denis, quanto aos containeres específicos que encaixam nos caminhões de lixo, num condomínio vizinho ao meu, em São José dos Campos, eles estavam querendo testar um sistema em que colocariam esses containeres no fim da rua e todos os moradores teriam que acondicionar seu lixo corretamente neles. O caminhão iria direto ao fim da rua e despejaria o conteúdo na caçamba.

    Acho que um sistema assim, de início, geraria protestos da população, mas é tudo questão de hábito. Não seria necessário dar três containeres diferentes para cada residência, mas seria possível otimizar a coleta de lixo.

  19. denis rb disse:

    Pois é, Silvia
    Quem tem menos poder aquisitivo tende a produzir menos lixo também. Num certo sentido, cobrar pela quantidade de lixo que cada um produz é uma forma de tratar com mais justiça a divisão dos custos do sistema. Claro que, para isso funcionar, primeiro é preciso que haja fiscalização e que as leis sejam levadas a sério. Hoje em dia há muita gente que simplesmente larga lixo e entulho em alguma calçada. É raríssimo alguém ser punido.

  20. jorji disse:

    Vamos ser objetivos, para uma cidade como São Paulo, qual seria a solução?

  21. Marina disse:

    Creio que esse problema será resolvido quando os lixões forem vistos como oportunidades de negócio, pois teríamos sistemas de recolhimento e reaproveitamento similares aos dos países “de primeiro mundo”.
    O governo lançaria editais públicos de concorrência e em troca receberia impostos e exigiria empregos com carteira assinada aos trabalhadores do sistema do lixo (ao invés do trabalho sub humano que vemos proliferar há tempos)…

  22. Rogério disse:

    Denis diz: “Estamos bem atrasados. Nossos sistemas de coleta são tosquíssimos. Mesmo São Paulo, a cidade mais rica do Brasil, não recicla nem perto de 1% do seu lixo. No país todo, os sacos de lixo ficam largados na calçada e saem navegando a cada chuva até entupirem um bueiro e causarem uma enchente.”
    Pois é… o jeito é ir morar em San Francisco, Nova York ou em Zurique, na linda Suíça. Ou ainda em Barcelona. Lá, o stress é infinitamente menor. Enquanto tivermos gente que gasta mais em propaganda na prefeitura que usar o dinheiro pra melhorar a cidade, será RIDÍCULO compara SP às cidades de primeiro mundo.

  23. Geo disse:

    Parece que será necessário que essa fronteira ( a do lixo) chegue até as nossas portas. A sociedade brasileira atual é ignorante! vamos entregar para o futuro um ambiente mais degradado, simplesmente, por interesses capitalistas e por ignorância. O desenvolvimento sustentável parece uma utopia, mas não é, a solução é igual ao tamanho do problema.

  24. Clark disse:

    Será que é possível reaproveitar 100% do lixo produzido? Reciclando O lixo inorgânico, transformando o orgânico em adubo e o chorume em combustível? Na minha cidade a prefeitura recolhe o lixo para reciclar, e minha mãe usa o lixo orgânico como adubo na horta, mas mesmo assim, na lixeira normal sempre sobra alguma coisa!!!

  25. denis rb disse:

    Bela pergunta, Clark
    É mais ou menos esse o assunto do livro “Cradle to cradle: remaking the way we make things”, de McDonough e Braungart (um é designer de produtos, o outro é químico). O livro defende uma reinvenção da lógica da produção humana. Criar produtos que sejam totalmente retornáveis e que alimentem a produção, num ciclo fechado. No fundo, é o único jeito da conta fechar – se forem 99% em vez de 100% só adiamos o problema. Hoje, do jeito que produzimos coisas, 100% é um sonho impossível. Mas esse livro me dá fé no futuro: pelo menos tem gente realmente esperta pensando no problema.

  26. jorji disse:

    Deixa eu me intrometer, reaproveitar até as nossas urinas e fezes?

  27. Karin disse:

    Jorji, isso se chama banheiro seco, e já é uma prática muito comum entre quem trabalha com bioconstrução. As fezes e urina são compostadas e usadas como adubo. Quando bem construido, o banheiro seco é totalmente inodoro, e pra quem usa é muito parecido com um banheiro “normal”.
    Pensando bem, tem coisa mais irracional do que usar água potável pra diluir nossas fezes?

  28. Susana Mihura disse:

    Parabens!! es muy bueno el articulo. y los comentarios.
    Sera que no pódriamos pensar en que cada un es responsable por el lixo que produce? que todo lixo debe volver a su lugar de origen? las hojas a la tierra, los plasticos a las fabricas de plasticos? o sea..exigir de quien produce el lixo, dar um jeito para el se responsabilizar en ese futuro lixo que esta produciendo? si llega la coca a mi casa, puede la lata volver para la coca…y debe!! creo que asi las empresas invertirian en soluciones para producir menos, ser mas ecologicos, para ganar mas, o perder menos como pensaran al comienzo si se puede hacer una ley asi… la forma para consumir menos, es produzir menos…y la de produzir menos, es consumir menos…la responsabilidad es de todos nosotros, seres humanos, cada uno desde su lugar, haciendo lo que va aprendiendo cada dia a hacer, gracias a las personas conscientes que estan en la media, escuelas, ongs, etc, y que comienzan a hablar fuerte. Educacion….de pobres, ricos, productor de lixo organico o inorganico, es prioridad.
    al menos asi lo creo hoy..

  29. jorji disse:

    Karin, já faz um bom tempo que não considero os humanos racionais, somos loucos, todos somos loucos, o nosso mundo é um sanatório.

  30. Laura Gimenez disse:

    Tão importante reciclar qdo o planeta pede SOCORRO.Uma pena é o que está prestes acontecer na gde.Florianopolis-SC onde a empresa OSX de Eike Batista pretende construir um estaleiros para fabricação de navios petroliferos.Com a dragagem do mar destruirá a Baia dos Golfinhos,a Reserva Biologica do Arvoredo,Ilha do Anhatomirim patrimonio historico turistico cultural, alem de praias que fazem a estreita ligação entre Ilha e Continente no local escolhido pela empresa.

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