Ambientalismo X desenvolvimento

O post da semana passada bombou. Teve comentário raivoso, gente se chamando de idiota e inútil e, no geral, aquele mesmo clima de diálogo de surdos com o qual estamos tão acostumados sempre que se toca num desses temas quentes (ideologia, homossexualidade, drogas etc.). A grande maioria dos comentários seguia o mesmo script: há o meu lado e há aqueles cretinos que pensam diferente. Nós estamos certos, eles são débeis mentais. Simples assim.

Eu lamento.

Mas entendo.

Estamos dobrando uma curva civilizatória. Num momento como esse, é mesmo normal que haja confusão. Estamos no processo de inventar um novo modelo de produção para a humanidade. É normal que, numa hora assim, haja um monte de gente sem entender o que está acontecendo. E, consequentemente, um monte de discórdia.

O livro "Cradle to Cradle" propõe um novo jeito de produzir, no qual cada item produzido melhora o mundo um pouquinho (em vez de piorar)

O deputado Aldo Rabelo, por exemplo, não está entendendo nada, coitado. Você viu a entrevista dele para a Veja na semana passada? Lá o deputado diz que os ambientalistas querem impor garganta abaixo do país a obrigatoriedade de preservar a mata nas margens dos rios. Ora bolas, diz ele. “É uma loucura. Basta andar pelo interior do Brasil para ver: toda a agricultura tradicional sempre foi feita nas beiras dos rios, porque é lá que está a água.”

Verdade. Sempre foi assim.

E o resultado disso é que, no país inteiro, as margens dos rios, sem a sustentação das raízes, estão desmoronando. Isso vai entupindo o rio de terra (o chamado assoreamento), o que diminui o fluxo d’água e mata os peixes. Quando chove, o rio assoreado não dá conta de escoar a água e as cidades e plantações na margem são destruídas. Morre um monte de gente, perde-se um monte de dinheiro. Para completar, a água é contaminada por agrotóxicos e esgoto que escoam para o rio. O desmatamento também libera carbono no ar, o que aquece a Terra e aumenta a frequência de chuvas desastrosas, de maneira que um problema vai alimentando o outro.

Não é só no Brasil, como lembra o deputado Rabelo. Isso acontece no mundo todo, a não ser em sociedades muito desenvolvidas e bem educadas, o que obviamente não é nosso caso (a gente não sabe nem debater ideias sem xingar a mãe).

O interessante é que, no fundo, recuar as cidades e plantações para longe do rio é do interesse de todo mundo, inclusive do agronegócio. Garanto para você que a maioria dos grandes produtores tem consciência de que um modelo de negócio baseado em assoreamento, enchente, poluição e desmatamento não é bom para eles tampouco. A maioria, na intimidade do lar, lamenta a destruição do rio que eles amaram na infância. Eles também iriam preferir trabalhar de um jeito em em que a ameaça de uma enchente desastrosa ou de uma seca matadora não seja uma constante.

Mas, assim como o deputado Rabelo, eles também acham que “sempre foi assim”, e que portanto não poderia ser diferente. A maioria acha que os ambientalistas são uns chatos que só existem para colocar obstáculos no processo produtivo – e portanto diminuir as margens de lucro. (E, justiça seja feita, há mesmo muito mais ambientalistas apontando para problemas do que sugerindo soluções.)

Não deveria ser assim. Deveríamos inventar um novo sistema de produção em que a preservação do rio não seja vista como um obstáculo, mas como uma imensa oportunidade.

Como fazer isso? Difícil, sem dúvida. Mas tem jeito e certamente o mundo caminha para isso. De novo, busco inspiração neste livro sensacional que estou lendo (“Cradle to Cradle”, de William McDonough e Michael Braungart).

E se, como sugere o livro, imaginássemos um processo produtivo no qual, quanto maior a produção, maior o benefício para o ambiente? Loucura? Uai, por quê? A natureza sempre funcionou assim. Cada nova árvore plantada melhora o mundo (firma o solo, captura carbono, produz sombra, fertiliza a terra, abriga vida selvagem etc) e aumenta a produção ao mesmo tempo. E se as plantações seguissem essa mesma lógica em vez de focar unicamente em aumentar a produção em relação ao ano passado?

E se as cidades fizessem o mesmo?

Garanto que, no final, isso iria fazer bem até mesmo para o PIB.

92 comentários
  1. Seu artigo não foi profundo, mas a ideia é boa. Lendo sua conclusão, não pude deixar de pensar em como a percepção e medição dos benefícios ao ambiente são deprezados em comparação com os malefícios. Quando estudos se propõe a avaliar de forma idônea tudo que de bom já se tem feito? Longe de mim defender que o estado atual seja louvável, mas as ações em prol de algo bom deveria encontrar tanto amparo quanto às que degradam. Ou não?

  2. João Fernando disse:

    Uma das minhas mais novas paixões, é o prazer de ler um bom texto. E no seu blog, Denis, consigo exercitar esta paixão.
    Tenho que confessar que no início desconfiei deste blog, afinal “sustentabilidade” está na boca de qualquer um. Deve até haver papagaio que repete SUSTENTABILIDADE, de tanto ouvir na TV. Mas lendo suas matérias, descobri que você é diferente. Diferente, porque você pensa a longo prazo, não diz apenas o que é bom para agora, mas para o futuro, e levando em conta mais de uma área do conhecimento (o que é raro hoje em dia, nesta época de “especialistas”).
    Mas voltando ao seu texto de hoje, eu senti o auspício de um futuro melhor. Me lembrando do autor que estou lendo agora, Isaac Asimov, na sua trilogia Fundação, onde fatalmente ocorrerão crises, mas usando-se de inteligência pode-se sair delas muito melhor.
    Por fim, obrigado pelo texto esclarecedor e educativo. Espero que o próximo presidente siga estas dicas.

  3. Leonardo Xavier disse:

    Denis, eu acho que é tudo uma questão dos “desenvolvimentistas” e “ambientalistas” enxergarem que há um ponto em comum. Eu pelo menos acredito que os recursos naturais são necessários para o desenvolvimento, assim como o desenvolvimento pode, se bem direcionado, implicar na preservação do meio ambiente. Eu acredito que muitas vezes existe muita gente disposta a identificar os problemas ambientais e poucas pessoas dispostas a apresentar propostas tecnológicas para contornar aquele problema. Sem contar que parece existir uma visão errônea onde tecnologia e meio ambiente não combinam, quando do meu ponto de vista é justo o contrário.

  4. Erick disse:

    Excelente texto… mas não consigo esquecer que a mesma revista a cujo site este blog pertence estava, há pouco mais de um mês, tecendo elogios ao sr. Rabelo e seu projeto. Só digo uma coisa: enquanto os “formadores de opinião” não colaborarem, não dá.

  5. denis rb disse:

    Aproveite o Asimov, João Fernando!

  6. denis rb disse:

    Marco Alan,
    Continuarei aprofundando o tema em colunas futuras.

  7. Gerson B disse:

    A permacultura aponta para o que você sugeriu, Denis.

  8. Rafael disse:

    O problema, Denis, é que não são todas as pessoas que são geniais como você. Se todos soubessem o que você sabe e pensassem como você pensa, fica claro que o mundo seria muito melhor.

    Eles não enxergam que estamos passando por um momento de transição no planeta e ficam apegados às tradições e ao jeito como as coisas “sempre foram feitas”.

    Se fossem desapegados e objetivos como você é, tudo se resolveria e o mundo seria melhor.

    Denis Russo, o alfa e o omega da viabilidade da existência do planeta.

  9. denis rb disse:

    Obrigado, Rafael, você também é ótimo.

    Agora, deixando as ironias de lado:
    Interessante seu comentário, porque revela um mal entendido frequente que tem bastante relação com a dificuldade brasileira de debater ideias. Estou aqui defendendo ideias e, nesse processo, estou argumentando que as ideias que eu defendo são melhores do que aquelas normalmente tidas como verdadeiras. Engraçado que você veja isso como uma demonstração de arrogância da minha parte – como se eu estivesse dizendo “sou genial”. Veja bem: essas ideias nem são minhas. Sou, por profissão, um jornalista e editor. Sou um estudioso. Nunca escrevi nada original, nada que eu tivesse tirado da minha cabeça. Meu trabalho é encontrar gente inteligente, interessante e inovadora, gente estudiosa, especialista, dedicada, ler o que eles escrevem, conversar com eles e, da melhor maneira possível, transmitir essas ideias. Ao reagir com agressividade a isso, você me dá a impressão de demonstrar um temperamento defensivo, como se sentisse pessoalmente atingido pela constatação de que há pelo mundo ideias interessantes que não são as suas.

  10. Rafael disse:

    Sim Denis,

    Eu não sei o que eu faria sem seu blog, porque como eu não penso por mim e as idéias que eu pego emprestadas são todas ruins, eu preciso que você me diga o que pensar.

    Isso porque estamos dobrando uma curva civilizatória e estou confuso como quase todo mundo menos você e quem concorda com você. Preciso ser iluminado ainda.
    Não estou sendo sarcastico: Eu sempre discordei de você, mas percebi que preciso me adaptar às idéias interessantes e deixar o “modelo antigo” de lado, já que tanta gente tão inteligente defende isso.
    E quero te elogiar pela perspicácia e brilhantismo em perceber o quanto me sinto atingido por não ter ter inventado a roda nem o ambientalismo, por isso é que sinto a necessidade de me defender quando exposto ao seu pensamento de vanguarda.

    Por favor, continue assim, esclarecendo tão bem coisas tão importantes, quero sempre continuar aprendendo com você.

  11. denis rb disse:

    Ah, não enche, Rafael.
    Eu escrevo porque quero (e porque me pagam para isso). Você vem aqui porque quer. A internet é aberta, livre e grátis. Pegue o que te serve, ignore o que não te interessa – ou argumente em contrário. Eu, quando me encanto com uma ideia que me soa interessante e nova, gosto de falar sobre ela. É esse meu trabalho. É isso que eu faço. Se você não gosta disso, a porta da rua é serventia da casa.

  12. Rafael disse:

    Estou só me divertindo Denis🙂

    Já que você nunca se interessou quando comentei a sério seus posts…

  13. Felipe disse:

    Denis, que post bacana hein. Parabéns!

  14. Ricardo Zylbergeld disse:

    É isso ai Denis…

    Pouco tempo atrás, quando os abolicionistas pregavam o fim da escravidão, muitos diziam: “Sempre foi assim”…e que eles “só queriam colocar obstáculos no processo produtivo”…

    Abraços,
    Ricardo

  15. Felipe disse:

    Denis, o Rafael é troll, sempre aparece aqui sem ideia nenhuma, acho que ele tem uma certa enrustida paixão por você hehehe ele é difrente do Marcos Filho e do Chesterson, que pelo menos debatem alguma coisa.

  16. Marina disse:

    Seria tão bom se o seu texto fosse óbvio, mas infelizmente não é. Mudar a produção a favor da vida em sociedade não signfica “ter prejuízo” mas simplesmente mudar algo a favor da humanidade.

  17. reynaldo moreira disse:

    O capitalista é a encarnação do Capital. Tente provar para um padre da igreja que Deus não existe. É o mesmo que tentar provar para o capitalista que ele está equivocado no único, no maior objetivo que colocou para sua vida: acumular dinheiro, bens materiais e poder. Nem passa pela cabeça da imensa maioria dos capitalistas, nem de longe, a idéia de que possam sacrificar a menor parcela de seus lucros evitando que um rio seja poluído ou assoreado, por exemplo. Não se importam em explorar outros seres humanos, porque se preocupariam em preservar a “natureza”, esse ente abstrato que ele só vê pela TV? O sistema capitalista também cria sobretudo o tipo de gente individualista que pensa desse jeito: “para que eu devo poupar as margens das plantações e o leito desse rio do esgoto se o meu vizinho não vai fazer o mesmo”? Que diferença faz se eu jogar um papel pela janela do carro, em plena rodovia? E a cada dez capitalistas que podem, eventualmente, ser convencidos pela idéia de que proteger os rios pode gerar lucros, o sistema produz, por seu próprio movimento, mil outros que agem do modo tradicional, tipo “sempre foi assim” e foda-se. Denis Russo é um cara legal. Louvável é sua iniciativa de pensar sempre positivo. Resulta em textos simpáticos, mesmo em revistas de ultra-direita. As iniciativas de produção sustentável que ele gosta de comentar resultam também em algumas medidas paleativas, de efeito limitado. Enquanto isso, o grande dragão segue e seguirá comendo minério e carvão e cuspindo aço derretido porque “sempre foi assim”, a lógica do sistema é inexorável. Infelizmente, é duro ter que repetir, não é um discurso muito charmoso, é difícil de engolir, mas precisamos de outro sistema, outro tipo de gente produzida por esse outro sistema. Como vamos mudar o sistema? Não me pergunte. Só por isso vou fazer de conta que o capitalismo pode ser disciplinado, humanizado, racionalizado, purificado? Não vou. Denis Russo pode tentar, se quiser, é simpático, o texto vende, é lido, traz respostas simpáticas. Lá fora…o grande dragão não tem freios, engole pedra, porque não engoliria eu, Denis, você?

  18. João Fernando disse:

    Reynaldo Moreira,
    Penso muito parecido com você.
    Me passa o seu contato para trocarmos umas ideias.

    jfrcorrea@gmail.com
    @jfrcorrea

  19. ana salles de aguiar disse:

    Pois é Denis, parece que estamos na esquina da esquina, na virada da virada. Tudo indica que devemos fazer tudo o que sempre fizemos de uma outra forma, ou melhor, com um outro foco, um foco que saia um pouco do nosso ego, ou à nível de humanidade, que tire o “homem” do centro do Universo. E por que será que temos tanta dificuldade em mudar nossos hábitos e formas de ver o mundo? Ignacy Sachs explora exaustivamente essa mesma questão há bastante tempo, há uma forma equilibrada de desenvolvimento. O que nos falta para tomarmos uma atitude? Faltam idéias concretizáveis? Não acredito que seja este o problema. Pra mim, a questão é antiga, quem tem o poder está em uma zona de conforto muito grande, não há comprometimento da grande maioria, do contrário estaríamos investindo maciçamente em educação, que é a forma mais estável de avanço. Enquanto isso a mudança está acontecendo conforme se apresentam os mega impactos de nossas ações. Bem verdade que muito mais lenta do que deveria!Parabéns pelo texto!

  20. jorji disse:

    Essa lei que protege as margens dos rios, é uma das poucas idéias boas que surgiu neste país, e surge um político dizendo que não, impressionante! O que sempre digo, sem querer ser o dono da verdade, o sagrado é a vida, evoluir e preservar o meio ambiente é um desafio colossal, a população humana aumenta, novos bilhões de ávidos consumidores que eram pobres, agora classe média, só querem saber de mais consumo, eis a questão, o “CONSUMO”, consumimos de tudo, com certeza o vício mais letal para o meio ambiente é essa palavra, queremos automóveis, casas luxuosas, vestuários, empaturramos nosso estômago com um monte de porcaria, eletrônicos, drogas, cinema, livros, revistas, etc, como fazer a população consumir de forma moderada, se empresas de produção, com o sostificado marketing, seduz as pessoas a querer consumir cada vez mais, consumir, consumir, mesmo com uma dívida enorme, consumimos de forma desenfreada, e novos consumidores surgem todos os dias, e mais e mais gente querendo consumir, conclusão, o nosso planetinha está sendo consumido, o ser humano é voraz, guloso, incontrolável, como parar essa máquina destruidora, o ser humano.

  21. João Fernando disse:

    Reforçando o enfoque do Reynaldo e o pessimismo da Ana Salles, eu concordo com vocês dois. É quase impossível, mudar o comportamento de várias pessoas simplesmente com argumentos. E eu disse “quase impossível”, porque existem casos de sucesso, como a religião por exemplo. Só que leva séculos.
    O que eu aposto que ocorrerá, é o que Darwin já dizia: o meio irá mudar, entraremos em crise, e provavelmente iremos nos adaptar às novas regras.
    Mas há um porém, podemos simplesmente ficar esperando a crise acontecer, ou já irmos nos preparando desde já. Afinal podemos não sobrevir a ela, nisso os Astecas e Maias são experts.

  22. Marcelo T - RJ disse:

    “há o meu lado e há aqueles cretinos que pensam diferente. Nós estamos certos, eles são débeis mentais. Simples assim.”
    Não acredito que estou no site da Veja de novo… Outro dia descobri teu blog e achei genial. Tô aqui. Vou lendo. Meu deus, existe mesmo gente interessante nessa revista horrorosa, ainda que seja apenas na internet. Concordo contigo. Devemos nos permitir superar o preconceito. Amainar a bateção de cabeça e encontrar gente bacana com idéias e ações interessantes mesmo onde a gente pense que só vivam reaças. A questão, não sei ao certo, é que somos mto orgulhosos pra, em vez de disputar, trocar idéias.

  23. jorji disse:

    O Denis está comentando sobre matas ciliares, simples, cumpra-se a lei, na minha opinião tinha que ser 500 metros de cada lado do rio,no mínimo, mas duvido que se cumpra, o nosso judiciário……………

  24. Antonio disse:

    Legal a Ana Salles ter citado Sachs e o seu desenvolvimento equilibrado ou “Ecodesenvolvimento”. Oportuna também a analogia com os Maias feita pelo João Fernando. E o Reynaldo Moreira, com seu “capitalismo-dragão”,fez vazar “aço derretido” e ceticismo por todos os poros.
    Ora, meus caros comentaristas, devemos, então, nos conformarmos com o “inevitável” colapso civilizacional? Devemos, então, mergulhar no silêncio de nossa indiferença para, em um canto anônimo qualquer, ruminar nossas frustrações e desesperanças?
    Há aqueles que não querem nos ouvir e há aqueles que discordam de nossas idéias; também há aqueles que nos ridicularizam e aqueles que não nos compreendem . . .ora, devemos, então, calar-nos?

  25. Surfs disse:

    Opa, perdi a “polêmica” da semana passada! rs Que pena! Bom Denis, comento aqui sobre o texto passado esse esse indo direto ao ponto: vc está certo! rs

    OBS.: Aldo Rabelo, que volte ao museu!!

  26. João Fernando disse:

    Tenho que discordar do que eu disse abaixo, hoje ficou muito mais fácil argumentar e mobilizar as pessoas, devido ao uso da tecnologia de comunicação. As chamadas redes sociais, bem como a mídia, evoluíram muito.
    Comportamentos que levavam séculos para serem mudados, como eu disse abaixo, podem demorar muito menos hoje.
    Minha mudança de opnião, deu-se graças à este vídeo: http://www.ted.com/talks/view/id/604
    Onde Gordon Brown, ex-Primeiro Ministro Britânico, explica brilhantemente como já nos mobilizamos por diversas causas pelo mundo.

    Um adendo: O Antonio tem razão, não podemos ser fundamentalistas, afinal não queremos acabar com os ricos, e sim com os pobres (roubei esta frase do vídeo acima). E o meu maior sonho é que daqui uns 50 anos, as pessoas comentem: “Aqueles apocalípticos do início do século estavam errados, não nos matamos, descobrimos como usar sem abusar”…

  27. marcia disse:

    PIB, que coisa, me lembra meu pai dizendo que a estatistica eh uma ciencia que diz que num pais onde um homem come 2 frangos por dia e o outro nao come nada as pessoas comem, em media, 1 frango por dia.
    Alternativa para a cultura do consumo existe, libertar-se tem custo social alto. Um bom conteudo de filosofia desde o ensino fundamental ajudaria a formar questionadores relativistas.

  28. jorji disse:

    Sociedades muito desenvolvidas e educadas, o Denis deu parte da solução.

  29. Anderson Bezerra disse:

    Boa tarde.

    Afinal, do que são feitos os políticos?

    A fumaça decorrente das queimadas, até então um privilégio do interior do TO, chegou à capital, nos obrigando a olhar para esse “visual de fim de mundo”.

    Há tempos as queimadas são ameaças cada vez mais presente em nosso dia a dia e nada foi feito. Pior: importante representante local, houve por bem em defender a redução da “reservas legal” e vez ou outra brada contra ambientalistas, acusando-os de exageros e de travarem o desenvolvimento do país.

    Há legitimidade nesse mandato quando defendem interesses contrários ao interesse maior, a VIDA?

    Abs e parabéns pelo blog.

  30. wagner disse:

    todo esse papo, dos dois ultimos textos…me lembrou uma musica do BNegão

    Tudo nesse mundo é emprestado, não faz sentido algum então ficar apegado, agregado ao que não te leva mais além, não te deixa sossegado
    Pois se a liberdade hoje se parece com 1 cigarro ou com o carro mais potente do mercado
    Me desculpe, mas as bolas foram trocadas bem na sua frente
    E você nem se tocou; pagou, comprou, levou assim mesmo o seu atual presente: felicidade completa como uma boca sem dente, tão libertário quanto uma bola de ferro com corrente algemada aos seus pés.
    Eu digo: crescimento econômico não gerará paz na terra, já que a estatística do lucro não leva em conta a miséria. Também pudera: Miséria de alma gera miséria humana, nada mais, nada menos que o reflexo da nossa atmosfera interna
    Supunhetemos, hipotéticamente, então, distribuição ecumênica de renda e informação, os primeiros passos de evolução nesse plano, além de iluminar com sapiência divina parco conhecimento humano
    Pois nessa época de carro na frente dos bois; supérfulo na frente, necessidade depois
    Nossa capacidade de enxergar a realidade vale mais do que a riqueza de mil cidades…

    … No centro de tudo, no centro da questão tá a preguiça, a falta de disposição pra mudar
    Várias preguiças somadas e o mundo sente o efeito, mentalidade falida, morta viva, não tem jeito…

    …Consumismo, super valorização da matéria: o lado espiritual, ou seja, o real, ficou na miséria, a mesma que domina e povoa o planeta terra por sinal
    Competição a todo custo, vitória a qualquer custo, estilo de vida fatal, que resultou nesse fiasco, nesse insulto que é hoje a humanidade, esse fracasso.

    …Estilo libertário, vivo nesse mundo mas não sou presidiário da matéria
    Procuro me desvincular cada vez mais, desapegar, usar somente o necessário pra passar
    Pois quando menos se espera, lá vem mais uma despedida do planeta terra…

  31. Marcelo disse:

    Vejam só que declaração interessante o grande gênio ALBERT EINSTEIN fez sobre a maconha:

    “O prestígio do governo foi sem dúvida rebaixado consideravelmente pela lei proibicionista. Nada é mais destrutivo ao respeito de um governo e à lei da nação do que aprovar leis que não podem ser cumpridas. É um segredo escancarado que o danoso aumento na criminalidade deste país está intimamente relacionado a isso.”

    Uma mente muito à frente do seu tempo sem dúvida.

  32. Marcelo disse:

    Ethan Nadelmann

    “O que ‘mata’ o destino das pessoas é a prisão por porte de maconha. Carimba o indivíduo com uma ficha criminal que certamente o estigmatizará e o desestimulará a ousar na vida. Barack Obama já admitiu que fumou maconha e usou cocaína na juventude. Imagine se ele, um negro, tivesse sido preso por isso?

  33. Marcelo disse:

    Fernando Savater

    “Eu não consigo entender o que tem de diferente a maconha de qualquer outra coisa. Pergunto a mim mesmo por que algo tão irrelevante tem se convertido em um tema tão grave; uma coisa que em si mesma não é um verdadeiro problema, tornou-se um assunto em torno do qual giram nações.

    O QUE NA DROGA É FONTE DE DELITO NÃO SÃO SEUS EFEITOS E SIM SEU PREÇO.

    Muitos países desejam sua descriminalização, mas não o fazem por temor de represálias dos Estados Unidos.” […]

  34. Marcelo disse:

    Betty Faria

    “Vendo nos jornais hoje a foto do policial com um vaso de plantinha de maconha, verdinha, linda, e a Polícia armada até os dentes. Operação policial com helicópteros, apreendendo armas. Mas vem cá: se legalizassem essa plantinha e eles tivessem seu ponto de venda como existe o de cerveja e cachaça, não seria preciso armas, não é?

    […

  35. Marcelo disse:

    Noam Chomsky

    “Atualmente, quando algum país aliado reclama que os EUA não estão enviando suficiente ajuda financeira, não diz mais ‘necessitamos dela para conter os russos’, e sim, ‘necessitamos dela para reprimir o tráfico de drogas’ […] Internacionalmente, a ‘guerra às drogas’ fornece um pretexto para intervenções. Internamente, tem pouco a ver com as drogas, mas muito a ver com a DISTRAÇÃO DA POPULAÇÃO, aumentando a repressão nos centros urbanos e apoiando o ataque às liberdades civis… […]

  36. Marcelo disse:

    Paulo Teixeira

    “É possível legalizar sim, desde que tenhamos uma regulamentação mais severa do que a que existe hoje para o álcool e o tabaco. É possível e necessário fazer uma política de transição entre o estágio atual e a legalização, com a descriminalização do uso e da posse de pequenas quantidades para o uso pessoal. O nosso país também precisa regular o autoplantio, com licenças concedidas pelo Ministério da Saúde…

    […]

  37. Marcelo disse:

    Desculpa Denis, por fazer tanto barulho aqui só sobre este assunto. É que eu acredito que nós usuários precisamos ficar cada vez mais visíveis para que as pessoas entendam que é simplesmente impossível proibir milhões e milhões de pessoas de fumarem maconha sem agredir liberdades conquistadas à muito custo pela sociedade. Para ser aceitos e ver o fim desta proibição injusta e autoritária as pessoas precisam saber que somos muitos e determinados mas acima de tudo qu somos pacíficos.
    A maconha foi proibida unica e exclusivamente pela força, não havia (e não há) nenhum argumento científico ou moral capaz de sustentar esta lei genocida, mas será liberada pelo diálogo.

  38. Marcelo disse:

    Nana Caymmi

    “Minha única experiência com maconha foi com o Gil, e foi dramática. Saí com uma fome absurda. Tenho pânico dessas coisas que passam de boca em boca. Essa babação é um nojo. Sou o retrato da mulher brasileira. João [filho dela] dá bobeira, compra maconha e fuma na rua. Não sei se seria uma boa atitude eu ir lá comprar e mandá-lo fumar em casa. Isso me desgasta, me cansa profundamente. Sou a favor da liberação da maconha… […]

  39. Felipe disse:

    Anderson Bezerra, eu acredito no que vc diz, num estado onde o ícone é a bruxa Kátia Abreu

  40. Maurício Bittencourt disse:

    Excelente texto, meu caro, com uma lógica certeira: é preciso banir o “sempre foi assim”. Está na hora do ser humano tomar vergonha na cara, por bem ou por mal. A lógica “ambiental” pode resolver problemas de diversos matizes: distribuição de renda, qualidade de vida, individualismo, consumismo, depressão, obesidade. Free your mind.

  41. Odylon disse:

    Marcelo, blz? de onde você tirou essa citação do Einsten? de alguma obra dele? entrevista? quro colocar em um trabalho e preciso da fonte, pode ser?

  42. marcia disse:

    Maconha sim que nao comeca com C. Porque tudo que comeca com C vicia, eh gostoso e faz mal e ateh mata: Crack, Cocaina, Cigarro, Cerveja, Coca Cola, Cafe, Chocolate…ja sexo, sem C de Camisinha , tb.
    Que diga quem viveu nos anos 30, relativo esse negocio de legalidades, neh? Ate cafe ja foi ilegal. O problema nem tanto era o cafe em si, mas o fato das pessoas se encontrarem nos pontos de consumo e discutirem ideias, politicas…isso no Oriente medio ( Life and costums of the Modern egiptians – Sir Edward Lane 1830) Aqui na Holanda um amigo teve um xilique quando eu lhe disse: Vc usa drogas! Ele: Eu???? de jeito nenhum -com um beque gigante nos dedos. Porque? Eu: Maconha. Ele: Maconha??? Ahhhh….maconha nao eh droga!! – ou seja, livre de qualquer estereotipo, ele pode dormir tranquilo por aqui. Ou vemos assim: legalizar, taxar, faturar, incorporar no PIB e foda-se. A gente vende tanto Prozac mesmo…..

  43. Antonio disse:

    Putz!!!!
    Acho que o blog do Denis tem como propósito discutir, sim, o “verde” pessoal. . . mas não este aí!
    Bem, isto não torna o papo menos interessante. . .
    Marcia, gostei do teu comentário sobre o PIB – esta medida furada de riqueza e bem estar de uma população – e da tua abordagem relativizando o conceito de “droga”.

  44. jorji disse:

    Quanta baboseira, se querem discutir sobre drogas, estudem mais antropologia, psicologia, sociologia, direito, biologia e até filosofia.

  45. Acir disse:

    Este entendimento necessário para se chegar a um modelo equilibrado de uso dos recursos naturais jamais será alcançado enquanto insistirmos em polarizações ridículas: o agronegócio só quer ter lucro e não respeita o meio ambiente nem os trabalhadores; pequenos produtores rurais são santos oprimidos pelo capital e cuidam da natureza como ninguém. Quanta bobagem!! Só quem não conhece a realidade para acreditar nisso. Só os órfãos de Marx e ignorantes simpáticos à causa perdida para nutrir tamanho ódio e ressentimento contra a iniciativa privada que, no final das contas, foi e é a responsável pelo progresso da humanidade. Não se pode generalizar. Sou Eng° Florestal e Auditor Ambiental, conheço pequenas, médias e grandes empresas, empresas familiares e pequenas propriedades e posso dizer que existe quem respeita e quem desrespeita o meio ambiente em todas estas categorias. Nem mais, nem menos. Porque então somente o dito agronegócio é condenado? Porque para o resto existe a leniência das autoridades e a conivência contemplativa dos ditos ambientalistas. Se forem índios ou assentados do MST então… podem devastar o que quiserem e ainda assim contarão com a simpatia de inúmeras ONG’s. Dois pesos e duas medidas.
    Sobre o deputado Aldo rebelo, tenho certeza que ele se referia à exploração das várzeas dos rios para o plantio de arroz, e não à retirada da mata ciliar. O comentário está totalmente fora de contexto.

  46. hacs disse:

    Oi Denis,

    Os autores comentam algo sobre os custos diretos no bolso do consumidor dadas essas tecnologias alternativas?

    Se nao entendi errado, os autores sugerem um conceito de eficiencia que embuta nao somente insumos e produtos, mas tambem o impacto (direto e indireto; curto e longo prazos) ambiental (ambiente num sentido amplo). Sou completamente favoravel, mas a especie humana (completa, inclusive a parte inferior da piramide) deve estar bem representada nesse ambiente (valendo mais que outras especies), ou tudo ficara pior, com certos produtos (talvez alguns essenciais) inacessiveis aos de baixo (piramide), apesar da eficiencia generalizada do processo de producao. Haja inteligencia e criatividade!

    ——————————————————————-
    Sobre a maconha, 3 abordagens. Sirvam-se.

    http://www.rand.org/pubs/occasional_papers/2010/RAND_OP315.pdf

    http://www.cmcr.ucsd.edu/CMCR_REPORT_FEB17.pdf

    http://townsendcenter.berkeley.edu/pubs/OP27_Pollan.pdf

    ———————————————————–

  47. denis rb disse:

    Acir,
    Ele está sim se referindo à mata ciliar no trecho que eu citei entre aspas. Verdade, ele usou o arroz como exemplo, mas o tema que ele estava discutindo era sim a preservação da mata ciliar. Na mudança ao Código Florestal que ele propõe, a obrigatoriedade da preservação de mata ciliar cai radicalmente e, pior: quem já desmatou está cristãmente perdoado. Quem quiser desmatar agora para ganhar o perdão, sinta-se convidado. Rebelo está tentando congelar as áreas de ocupação humana no estágio em que estão. E a verdade é que inevitavelmente teremos que recuar: caso contrário, tragédias como a que eu vi no Nordeste semana passada vão virar rotina.

  48. Marcelo disse:

    Jorji, vc quer discutir sobre drogas? Estou aqui e estudei um pouco de cada disciplina que vc citou. Não dá pra encerrar uma discussão simplesmente dizendo que as idéias dos outros são “baboseira”. Onde estão seus argumentos?

  49. marcia disse:

    Aeh, jorji, Um pouco de bom humor nao faz mal a ninguem….

  50. Marcos Filho disse:

    Acir, finalmente um pouco de bom senso. 90% dos leitores desta página, não entendo o motivo, têm essa visão distorcida do agronegócio tal qual você colocou. Talvez pudéssemos produzir menos comida, não é? O brasileiro come muito, o que tem gerado até mesmo problemas de saúde, e talvez isso decorra do excesso de comida que nossos produtores jogam no mercado, tudo a um preço muito baixo. Produzindo menos, portanto, o preço subiria, e a popúlação pobre estaria livre do excesso de comida. Se tivermos um pouco mais de visão, e quisermos evitar as tragédias da chuva, por exemplo, o melhor a fazer é nos prepararmos para a tragédia da fome.

  51. Felipe disse:

    Marcos Filho, tenho certeza que você tem rabo preso com alguma empresa, não é possível. Mas vc tem que olhar o aspecto ambiental oras, não estamos falando de tecnologia, geração de empregos e sim do futuro do planeta, das gerações futuras, do impacto desse setor. Vc deveria falar dos bancos, que na minha visão possuem uma visão bem mais à frente sobre o assunto dos que os dos agronegócio.

    Outra, na verdade já produzimos mais, só que ao contrário do que vc diz não comemos demais e ainda há fome. Aumentar o preços dos alimentos, que viagem é essa?

  52. Felipe disse:

    Muda de emprego Acir, deve ser funcionário da Vale rsrsr

  53. Marcos Filho disse:

    Bem, se você não consegue nem mesmo entender minha ironia, é melhor nem seguir nisso. Sabe o que eu acho incrível em você, Felipe, que se querem tão “modernos”, à frente do seu tempo ou, como o Denis disse, “conscientes da “curva civilizatória” pela qual estamos passando? A incapacidade de aceitar que alguém possa ter idéias que possam ir contra o pensamento dogmático de vocês sem, necessariamente, estar atrelado a interesses alheios (ou próprios, vá lá). Ao contrário do que você pensa, não visito essa página para discordar do que o Denis diz (ainda que em alguns posts eu o faça). Sou leitor de longa data desse repórter, e gosto muito quando ele aborda questões como transporte urbano, por exemplo. Quando o assunto está pouco claro em alguns aspectos, aí eu “meto meu bedelho”, sempre com muito respeito, aliás. Mas eu falo, sempre, com propriedade, não fico nessas imagens etéreas de “futuro do planeta” ou “gerações futuras”. Bem, cada qual com suas manias, não é?

  54. denis rb disse:

    Marcos Filho,
    Concordo com você quanto a existir um preconceito contra o agronegócio. Concordo também que o agronegócio está sendo fundamental para esse momento de prosperidade pelo qual o Brasil passa e pela erradicação da fome no país (que, salvo alguma ilhas de miséria, efetivamente está acontecendo). Acho uma baboseira e um equívoco eleger o setor como vilão, em vez de torná-lo um parceiro nas soluções.
    Discordo quando você afirma que “gerações futuras” e “futuro do planeta” sejam imagens etérias. São na realidade conceitos bem formulados, firmemente baseados na teoria econômica. Não reconhecer os direitos das gerações futuras abriria espaço para um mundo no qual tenho certeza de que você não gostaria de viver. 50% do PIB vem de recursos naturais em 2010. Queimar esse patrimônio antes que as próximas gerações tenha a oportunidade de usufruir dele é criminoso e injusto. Você estaria impondo às próximas gerações uma redução de 50% na economia deles. Eles também seriam prejudicados de maneiras mais subjetivas, mas nem por isso etéreas: quanto custa um banho de rio ou uma tarde trepando em árvore?

  55. Felipe disse:

    Eu respeito sua opinião, Marcos, relaxa, mas acho que você defende demais o agrobusiness, esquisito. Agora, acho que viajei nesse negócio de futuro, pq o futuro é agora. Se continuarem a destruir todos biomas, em nome do Business eu vou ser contra, e não por preconeito, mas “pós-conceito”. Enquanto quererem plantar e criar gado na Amazônia, destruindo espécies que a gente nem ao menos conhece, eu serei completamente contra.

  56. Felipe disse:

    Outra Marcos, eu tenho aula de economia, e até meu professor fala que não há como continuar desse jeito, nessa “pujança” do agro, do consumo desenfreado, das BP´s da vida. É como eu diria, uma sinuca de bico. Posso até não apresentar soluções agora, quem dera eu as tivesses, mas fico abismado com a falta de preocupação com o meio-ambiente de algumas pessoas, em pleno século 21.

  57. jorji disse:

    Marcelo, ate animais fazem uso de drogas, muito do que voce escreveu eu concordo, a maior parte dos problemas dos seres humanos não tem solução, o importante é tornar palatável e conveniente para a sociedade, como exemplo cito a violência, é muito melhor o suicídio do que assassinato, muitos ficam por aí argumentando que a Suiça é bem menos violento, só porque o índice de assassinatos é pequeno, e como voce é uma pessoa culta e erudita, eu tenho certeza que voce sabe que no fundo a causa de todas as questões sejam humanas ou de outros seres, é o”sexo”, até mesmo as questões ambientais.

  58. Marcos Filho disse:

    Ai, ai. A maior parte dos comentários aqui tendem a ser tão desinformados e radicais que eu, tentando ao menos trazer as pessoas de volta para o chão, passo a ser, sei lá, um “desmatador”, “executivo de agronegócio” ou sei lá o quê. Bem, não é por aí.
    Na verdade, Denis, esses conceitos são etérios sim. Sobretudo quando usados como argumento. Querem argumentar, pois apresentem dados, estudos. Se eu exponho que a CNA (da “bruxa” Kátia Abreu), em parceria com a Embrapa, lançou no començo deste ano um projeto para criar “unidades demonstrativas”, ou seja, fazendas modelo espalhadas por diferentes biomas brasileiros, com a intenção de demonstrar as melhores práticas tecnológicas e ambientais e estudos científicos sobre a utilização da terra e fragilidade de determinadas regiões, aí surge alguém para dizer que o agronegócio é ruim para as “gerações futuras” e para o “futuro do planeta”. Ponto.
    Eu sou partidário de que é preciso trabalhar no modelo atual (e sou liberal, vejam bem), mas não sou tão presunçoso a ponto de querer resolver o “dilema do crescimento”, que tantas boas cabeças vem quebrando. Não ignoro as pesquisas de Easterlin, por exemplo, mas sei que, se renda não é fundamental na felicidade, é fundamental na sobrevivência dos mercados – e, por consequência lógica, das pessoas.
    Desse modo, sou partidário da aplicação do “Princípio da Precaução” na economia, tal qual proposto por Funtowicz & Ravetz. Devemos encontrar um equilíbrio, de acordo com os níveis de incerteza dos impactos, ou seja, mesurar os riscos incorridos nos desequilíbrios ambientais, relacionando com os riscos político/econômicos. Naturalmente, muitos desses impactos apresentam níveis “epistemológicos” de incerteza, razão pela qual devemos, nesses casos, adotar o que esses autores cham de ciência “pós-normal”. A atitude Precavida, busca, por exemplo, reduzir ao máximo emissões de gases prejudiciais à atmonsfera, com o mínimo de impactos político/econômicos, enquanto são desenvolvidas novas pesquisas destinadas a avaliar melhor os riscos envolvidos e encontrar alternativas de energia limpa. Não é uma atitude Precavida, portanto, matar milhões de pessoas ao reduzir drasticamente as áreas de cultivo do planeta, por conta de riscos ainda não seguramente mensurados, para poupar as “gerações futuras”. Ou seja, da forma como está sendo utilizado por muitos, esse conceito último é etério até demais.

  59. Marcos Filho disse:

    Ah, Felipe, pergunte para o seu professor quantos estudiosos já se debruçaram sobre o “dilema do crescimento”, e aproveite para perguntar também sobre os estudos de Ewald, Funtowicz & Raveitz, Constanza e Ewald. Talvez você possa conhecer alternativas bem razoáveis, assim como a maioria das que o Denis posta nesta página.

    Ah, e só para informar: o desmatamento na amazônia sofreu uma queda de 47% de acordo com Inpe.

  60. jorji disse:

    100% do PIB vem de recursos naturais, o planeta terra, o sol, o ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que vem da terra, o petróleo, o gás, o vento, o ferro, o ouro, o diamante, as bactérias em nossos organismos, etc, a vida dos humanos na realidade é tão antiga como as primeiras formas de vida, a isso se dá o nome chamado evolução, já faz alguns milhares de anos que depredamos o meio ambiente, agora chegou a hora de mudar, estamos todos no mesmo barco, não é uma questão de ideologia, não é brincadeira, não é questão de sermos bonzinhos, de honestidade e dignidade ou coisa parecida, não dá para incluir Deus nesta questão ou coisa parecida, gente, precisamos mudar a maneira como exploramos os recursos naturais, mas na base da boa vontade, da conciência, do amor ou coisa parecida não tem jeito, o primeiro passo é a força da lei, a lei, essa é a palavra chave, só com porrada nós sabemos obedecer, o resto é conversa.

  61. denis rb disse:

    Eita, Marcos Filho,
    Não é bem assim.
    Há sim estudos, e eles estão sendo mostrados. Pegue por exemplo esse relatório multidisciplinar elaborado em conjunto por algumas das mais conceitudas instituições de pesquisa do Brasil: http://www.economiadoclima.org.br/site/ . Diz lá, por exemplo, que a economia do Nordeste, já bastante frágil, se reduzirá em 11,4% até 2050. Diz também que a cultura de mandioca, fundamental no semi-árido – está ameaçada de se tornar inviável na região. Há um cálculo de que o dano financeiro às cidades pelo avanço do mar pode chegar a 21,2 bilhões de reais em Salvador (13,1 em Recife e 12,1 em Fortaleza). Coloque na conta os danos causados por enchentes, causadas pelo assoreamento e pelo aumento na incidência de eventos extremos. Tudo isso deve ser colocada na conta dos danos ao patrimônio das futuras gerações que estamos causando hoje. Os dados são bem claros e bem convincentes.
    Contra eles, há um argumento econômico: precisamos da agroindústria e não podemos exigir nada dela. Concordo que precisemos, discordo de que não possamos. Na realidade, o lado do debate que tem feito afirmações vagas não baseadas em dados ou em estudos é o outro. A ideia de que a manutenção da mata ciliar prejudicaria o pequeno proprietário, muito repetida, não se baseia em nenhuma pesquisa. Soa inventada.

  62. denis rb disse:

    Marcos Filho,
    O desmatamento da Amazônia efetivamente tem se reduzido consistentemente há anos. Ainda é muito grande.

  63. Gilson disse:

    Odylon, pode parar de procurar, Einsten nunca disse essa baboseira. Nem adianta verificar as entrevistas, os livros… não há nada a respeito. Contente-se com Manu Chao mesmo.

  64. Marcelo disse:

    “Sexo”, Jorji? não acha que está sendo reducionista?

  65. João Fernando disse:

    Stephen Hawking quer mandar a humanidade para o espaço. E já

    http://jornal.publico.pt/noticia/11-08-2010/stephen-hawking-quer-mandar–a-humanidade-para-o-espaco-e-ja-19999955.htm

    Trecho da matéria:
    Ele acredita que devemos ter cuidado com os encontros com seres de outros planetas. “Só temos de olhar para nós para ver como a vida inteligente pode transformar-se em algo que não quereríamos conhecer”, disse Stephen Hawking em Abril. Agora, o físico também pensa que a única forma de garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo é “não continuar a olhar apenas para o planeta Terra, mas sim espalharmo-nos pelo espaço”.

  66. João Fernando disse:

    Tenho que confessar que já pensei na solução do Stephen Hawking, mas aí seríamos iguais aos ETs de Independence Day.
    Por outro lado, teríamos um futuro.

    Ou estaria sendo pessimista?

  67. jorji disse:

    Marcelo, voce disse que estudou psicologia, antropologia, biologia, etc, é elementar meu caro, a´verdade absoluta é que a razão da vida é sexo, é a força que move o mundo.

  68. Marcos Filho disse:

    Denis, eu sei bem que existem dezenas e dezenas de estudos apontando resultados tão precisos, mas tão precisos, que só nos resta mesmo a desconfiança. Para você ter idéia, há um estudo de Mercado, Sitch, Cox e Wild que afirma que a poluição do ar contribui contra o aquecimento global (!), pois as plantas tendem a ter maior capacidade de absorção do gás carbônico de acordo com o aumento da poluição por outros gases. Mas enfim, concordo com os estudos que você apresentou (desde que não se revelem como o IPCC, por exemplo), mas não é o suficiente para que façamos mudanças bruscas, simplesmente porque os impactos dessas mudanças são profundos e imediatos na economia. Estamos falando da sobrevivência de milhares de pessoas no futuro? Ok. Estamos falando, também, da sobrevivência de milhares de pessoas no presente! É o momento, portanto, de se desenvolver e estudar modelos alternativos de plantio (como, aliás – e repito isso quantas vezes for preciso – está sendo feito pela CNA, pela Embrapa, pela Abag, etc), mas sem sacrificar sobremaneira a produção. Concordo com você quando cita a loucura de se reduzir as APPs às margens de rios de 30 para 15 metros, o que é de uma idiotia sem tamanho (exceção feita ao cultivo de arroz). Criações de suínos às margens de rios, casos em que vi de perto, são incrivelmente prejudiciais. O problema, Denis, não é a questão de COMO usar os recursos, ponto em que em geral concordo com você, pois são apresentadas alternativas de racionalização do uso – e há meios técnicos para isso. O problema é quando os “ambientalistas” se colocam CONTRA o uso de recursos, aí não dá. Devemos estudar soluções, como disse, que reduzam o impacto ambiental, mas que não sacrifiquem a economia, sob pena de causar um impacto negativo não nas “gerações futuras”, mas nessa geração atual mesmo. Sabe uma alternativa que é interessantíssima? O plantio direto. Estudo de Waldecy Rodrigues valora economicamente, através do Método Custo-Reposição, os impactos ambientais de tecnologias de plantio na região do cerrado. Ele chegou a conclusão que a adoção de plantio direto eleva o custo de produção da soja em 0,47%, mas provoca uma redução de – 81,22% no custo ambiental. Ou seja, é uma alternativa na redução da erosão dos solos e do assoreamento de recursos hídricos, ao passo que não representa um sacrifício para a agroindústria. Esta é uma atitude Precavida.

    Abraços.

  69. Marcelo disse:

    “verdade absoluta”, Jorji? Isto não existe cara. Eu agarantchio!

  70. denis rb disse:

    Marcos Filho,
    Seria mesmo uma loucura ser contra o uso de recursos naturais. Mas já não acho tão louca a ideia de ser contra o CONSUMO de recursos naturais. Tem uma diferença entre usar e consumir. Imagine um sistema de produção no qual, ao final do processo, os recursos naturais que você utiliza precisam estar exatamente no mesmo estado do que quando a produção começou (ou em melhor estado). É só uma ideia – não há exemplos disso. Mas talvez não haja porque, até hoje, nenhum de nós se esforçou muito para encontrar.

  71. Marcos Filho disse:

    Denis, está aí uma grande idéia. Aquele que conseguir desenvolvê-la, de modo equilibrado ao ganho econômico gerado pela produção, terá o mapa da mina. Defendo que alternativas nesse sentido sejam estudadas (duvido que haja alguém contra, a não ser, claro, a malvada “bancada ruralista”, aqueles safados escravocratas!, hehe). Ah, como eu sonho com isso… Mas, até lá, temos que resolver problemas como a fome, a curva de consumo, empregos, etc. A melhor alternativa, como afirmei lá atrás, é tomar a Atitude Precavida: buscar soluções que mitiguem os imactos ambientais, mas que sejam realistas economicamente. Faz parte disso destruir as margens de rios? Claro que não. Mas também não tem sentido “acabar com as grandes propriedades” e passar a produzir tudo no quintal de casa, como pregam alguns gurus mundo afora – atenção!, não confundir com o seu post passado e as idéias de pequenas e médias propriedades produtivas, que apóio. Enfim, que sejam feitos estudos, que sejam desenvolvidas alternativas – ao contrário do que se pensa, as entidades do país (à exceção do IBAMA e do Ministério do Meio Ambiente) não estão paradas. Só que se tem trabalhado dentro da realidade, o que é bom para as “gerações futuras”, já que, se sacrificarmos essa geração, as próximas nem terão oportunidade de sofrer, não é?
    Abraços!

  72. denis rb disse:

    Então estamos de acordo, Marcos Filho,
    Nenhum de nós tem nada contra o agronegócio ou a grande indústria. Ambos celebramos a prosperidade que as exportações agrícolas estão propiciando ao país e ambos torcemos para que aproveitemos essa prosperidade para criar condições para que surjam setores que produzam de maneira mais limpa e com maior valor agregado. Não tenho nada contra o agronegócio.
    Mas tenho sim algo contra a dita “bancada ruralista”, que supostamente defende os interesses do agronegócio. Na minha opinião, ela na realidade não defende esses interesses, apenas age demagogicamente privilegiando o ganho a curto prazo e evitando falar das consequência futuras.

  73. jorji disse:

    Marcelo, eu sou a verdade absoluta.

  74. Anna disse:

    Parabéns pelos textos Denis! São textos fáceis e não extremistas, que mostram do realmente se trata SUSTENTABILIDADE. Maneira que de se fazer as coisas como eram feitas antigamente…isso me faz lembrar minhas aulas de agroecologia.

  75. Chesterton disse:

    Sei, Denis, o Aldo rebelo é o cretino que não concorda com você.
    “O desmatamento também libera carbono no ar, o que aquece a Terra e aumenta a frequência de chuvas desastrosas”…Uma floresta madura libera tanto carbono quanto retem, isto é, é neutra. Uma floresta em formação retem mais carbono que libera, logo, em teoria, desmatamento para uso da madeira não como energia (queima) e posterior reflorestamento traz vantagem se se quer reter carbono.
    O problema que você levanta é falso, pois é de todo interesse da agro-industria preservar os rios e a natureza que sustenta esse negócio. O que você não diz é que para isso é preciso técnica (= dinheiro+ conhecimento) que está fora do alcance do pequeno propietário, tão divinizado pelo povo ambientalista e de esquerda.

  76. Chesterton disse:

    “Deveríamos inventar um novo sistema de produção em que a preservação do rio não seja vista como um obstáculo, mas como uma imensa oportunidade.”
    Tambem deveriamos (que palavra inútil) inventar o moto perpétuo, a cura do cancer, uma vacina para a AIDs….afinal, que que você está esperando? Invente!
    Pare de ler livros sobre utopias e reforce o itneresse dos leitores em técnicas.
    “Estamos dobrando uma curva civilizatória. ” Conversa fiada, as mudanças sempre ocorreram e sempre foram lentas e assimétricas, foram implementadas am alguns lugares e não em outros. Se voc~e descobrir o pulo-do-gato, me conte, que fico rico da noite para o dia. Se não descobrir, …..técnica é a palavra.

  77. denis rb disse:

    Chesterton, façamos assim:
    Eu escolho os livros que eu quero ler, você escolhe os blogs que você quer ler.

  78. denis rb disse:

    Chesterton,
    Não sei se o povo ambientalista e de esquerda diviniza o pequeno proprietário. Eu não divinizo. Escrevo sobre a importância dele porque sei que é uma questão chave: enquanto não houver um modelo sustentável de convívio do pequeno proprietário com a terra, não há solução para problemas como o avanço da desertificação do semi-árido.
    Quanto ao problema que eu levanto ser falso, acho que você está profundamente errado. Sim, é do interesse da agroindústria preservar os rios e os recursos que mantêm seu negócio vivo. Mas é também do interesse de certos grupos políticos des-cientifizar o debate, ideologizar a conversa, de maneira a espalhar desinformação. O novo código florestal vai contra os interesses de médio e longo prazo do setor. Basta uma conversa com qualquer um que tenha conhecimentos um pouco mais aprofundados sobre hidrologia e agronomia para saber disso.
    “As mudanças sempre foram lentas”? Uai, Chesterton, você realmente não se lembra de temas como Revolução Industrial, Iluminismo, Renascimento, Grandes Descobertas, colapso do Império Romano, queda do Muro de Berlim nas suas aulas de história? Há sim rupturas grandes e súbitas na história, e elas são cíclicas e razoavelmente comuns. Eu acho que estamos vivendo o comecinho de uma delas.

  79. Marcos Filho disse:

    Many have Earth’s lovers been,
    Tried in seas and wars, I ween;
    Yet the mightiest have I seen:
    Yea, the best saw I.
    One that in a field alone
    Stood up stiller than a stone
    Lest a moth should fly.

    Trecho de The Human Tree, poema de G. K. Chesterton.

  80. Marcos Filho disse:

    “Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito.”

    G. K. Chesterton.

  81. reynaldo moreira disse:

    Denis, passei os olhos pelos comentários deste post e do anterior e não sei porque a coisa sempre descamba para a questão da legalização da maconha, o que não tem nada a ver com o assunto. Já que é assim, eu quero contribuir. Eu sou a favor da legalização, mas se o cara for fumar para assistir “Passione”, eu sou contra, novela é uma droga muito viciante e perigosa, vai ser uma viagem ruim e anti-produtiva. Outro colunista daqui, o Tony Belloto, sabe muito bem do que eu estou falando: “a televisão me deixou burro, burro, burro demais…” Eu sei, a música não é do Titãs, mas a esposa do Tonhy é do Ti-Ti-Ti, capito? Quanto à questão ambiental, eu sou totalmente a favor da agro-indústria, eu espero que, em prazo mais curto possível, a larica incontrolável pelo lucro (viu como achei um link?) destrua cada centímetro quadrado de floresta virgem e que o aumento da temperatura global deixe o clima maluquete. Assim a necessidade da mudança radical do modo de produção vai deixar de ser um luxo e se tornar uma necessidade. Já é uma necessidade, em termos humanos, mas pouca gente percebe, porque a maioria está mergulhada demais na merda para perceber que se trata de uma merda. Reynaldo Moreira.

  82. jorji disse:

    A única mudança que vai acontecer é que a China vai mandar no mundo, no mais só vendo para crer.

  83. Marcelo disse:

    Hum… Não, reynaldo moreira, juro que não fumo para ver novela. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
    Mas quando se fala em desenvolvimento e sustentabilidade creio que (assim… laaá de longe) tem a ver com a legalização da maconha sim. Todos os anos se desperdiçam bilhões e bilhões com a repressão a uma plantinha inocente. Desperdício não combina com desenvolvimento sustentável não é mesmo?

  84. reynaldo moreira disse:

    Tudo bem, Marcelo D2, então junto com a liberação deve haver uma lei aprovada pelo congresso que estabeleça uma reserva de mercado: somente produtores artesanais podem plantar maconha, ponto final. Senão, vão derrubar o cerrado para plantar essa “plantinha inocente” em larga escala, o amigo leitor sabe bem, esse tipo de plantação exige muito agrotóxico, depois vai ser preciso criar maconha transgênica que resista ao agrotóxico, apenas as novas gerações de nerds amebas resistentes a transgênicos resistentes a agrotóxicos vão poder fumar, iiii, não não não.. assim a plantinha vai deixar de ser inocente, vão surgir McCanabis para vender maconha de isopor, vai virar coisa de careta, não vai ter mais nenhuma graça. Ou então o cara vai comprar um maço de maconha e fumar um após o outro, ninguém mais vai aprender a enrolar um baseado como os caboclos um dia enrolavam fumo de rolo, vai ser um desencanto só. Agora, se a China dominar o mundo vai ser legal, porque acho que eles possuem uma competência muito maior do que americanos e europeus para acabar com mares, rios e matas. Daí, quando o planeta estiver no CTI, é o que eu disse, a revolução vai se tornar uma necessidade material e não apenas essa necessidade humana que é possível fazer de conta que não existe, não é verdade. Reynaldo Moreira.

  85. Marcelo disse:

    Isso aí Reynaldo, autoplantio já! A melhor maneira de diminuir o poder do crime organizado.

  86. Chesterton disse:

    “Há sim rupturas grandes e súbitas na história, e elas são cíclicas e razoavelmente comuns. Eu acho que estamos vivendo o comecinho de uma delas.”
    chest- pode achar o que quiser, assim como eu acho o que eu quiser. Mas “a nivel de” realidade, aí the “female pig twists itis tail”.
    “enquanto não houver um modelo sustentável de convívio do pequeno proprietário com a terra, não há solução para problemas como o avanço da desertificação do semi-árido.”

    chest- sustentável aqui carece de uma definição melhor, do jeito que está quer dizer tudo e quer dizer nada.

  87. Chesterton disse:

    “As mudanças sempre foram lentas”? Uai, Chesterton, você realmente não se lembra de temas como Revolução Industrial, Iluminismo, Renascimento, Grandes Descobertas, colapso do Império Romano, queda do Muro de Berlim nas suas aulas de história?

    chest- revolução industrial…200 anos e ainda não chegou a todas as partes do mundo, queda do imperio romano….300 anos; grandes descobertas…que grandes descobertas, da América em 1500 ou das nascentes do Nilo 1858? Iluminismo….pergunte aquela iraniana em vias de ser apedrejada se ela conhece….Iluminismo e renascimento…p?o Denis para com isso,…agora, queda do muro de Berlin realmente foi um susto. porém, estão todos de volta.
    Denis, por favor não me entenda mal, só não quero que confunda seus próprios desejos com a realidade. Quem vai sofrer de decepção e provavelmente ficará ressentido é quem pensa assim.

  88. reynaldo moreira disse:

    Marcelo Dá2, não quero que leve a sério minhas palavras, literalmente, mas minha ironia. Cuidado, seus neurônios do senso de humor profundo estão se queimando, ein, cara! Reynaldo.

  89. A. Abreu disse:

    O desenvolvimento e o respeito pelo ambiente devem ser aliados! Não esqueçamos que ECOnomia e a ECOlogia se dedicam a ‘gerir’ a nossa casa comum: o Planeta (Eco – ‘Oikos’= Casa). Para não ficarmos pela ‘Estagnação’, é necessária imaginação para mudança de paradigma, como se refere no seguinte video http://www.youtube.com/watch?v=XBYeDr25WGY

  90. scturao disse:

    Boa noite Denis
    Dá um certo prazer chegar ao fim de um domingo, e deparar com pessoas lúcidas como você ! Não sei existe uma curva civilizatória, não sei se ela se projeta horizontalmente ou na vertical, não sei se ela é em duas, três ou quatro dimensões. Uma coisa é certa estamos no limiar de uma época ! Os economistas mundiais baseados em teses desastrosas, que já deram as suas provas (basta olhar para os países, ditos de 1º mundo), não encontram soluções eficientes, continuando a sustentar economias virtuais. Vivemos uma época, onde a esquerda e a direita não fazem mais sentido. Onde poder é unicamente e integralmente econômico ! Com certeza que haverá mudanças radicais, independentemente da vontade dos dirigentes políticos, dos industriais e outros. É só uma questão de tempo ! Pode demorar algumas décadas ou talvez mais, mas haverá grandes mudanças.
    È obvio que os novos sistemas de produção, e consequentemente os novos modelos econômicos tem que ser encontrados e postos em prática. O exemplo que você deu, relacionado com as margens dos rios, é do conhecimento da engenharia ambientalista há já bastante tempo. O que se torna difícil é provar e convencer a cidadania, das grandes vantagens sócio econômicas, de novas soluções ligadas a preservação do ambiente.
    Fico por aqui e parabéns !

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