Oportunidade perdida

No domingo, o Brasil vai às urnas escolher seus novos governantes. Não é uma eleição comum, por uma série de motivos:

1. É a primeira eleição presidencial de um Brasil classe média. Por séculos este aqui foi  um país enormemente desigual, dividido entre poucos com muito e muitos com pouco. Isso mudou, graças a uma série de motivos: a estabilidade conquistada com o real, as políticas distributivas dos últimos oito anos, a demanda chinesa por commodities, o aumento da produtividade por aqui. É claro que o país ainda tem uma cacetada de problemas enormes, mas, pela primeira vez em muito tempo, temos a chance de escolher um presidente num ambiente de prosperidade. Temos a chance de escolher uma visão de país, em vez de uma solução para a crise do momento. Poderíamos estar debatendo o que queremos para o futuro, em vez de simplesmente discutir os velhos ressentimentos entre ricos e pobres, entre direita e esquerda, seja lá o que isso queira dizer.

2. É a primeira eleição presidencial de um país conectado. Mais de 60% do Brasil têm acesso à internet, um meio horizontal de informação. Era nossa chance de fazer um debate participativo, com candidatos dispostos a ouvir ideias da sociedade em vez de simplesmente se portarem como sabe-tudo.

3. É a primeira eleição presidencial após o crash de 2008. E também a primeira após o consenso sobre a gravidade das mudanças climáticas. Era nossa chance de discutirmos oportunidades e riscos para o país. De propormos modos de posicionar o Brasil estrategicamente como uma economia verde, levando em conta a imensa riqueza de biodiversidade daqui, o imenso potencial produtor de energia limpa – e a imensa vulnerabilidade brasileira às mudanças climáticas.

Por tudo isso, vou às urnas no domingo com um gosto amargo na boca: a sensação de que estamos perdendo essas oportunidades. O debate, no geral, foi tão ressentido e pobre quanto sempre é. Os políticos são os mesmo de sempre e têm se comportado como sempre se comportaram: donos da verdade, paternalistas, sem disposição para debater com a sociedade. A internet foi cerceada pela Justiça Eleitoral, que proibiu publicidade online e fez o que pôde para preservar um modelo eleitoral caquético no qual o tempo de TV é distribuído de maneira a impossibilitar que ideias novas surjam e sejam debatidas. O governo abusou de seu poder e menosprezou a liberdade de imprensa. A oposição tradicional agiu com histeria e mal falou de propostas.

Ao longo dos últimos dois meses, tentei entrevistar Dilma e Serra sobre como a discussão sobre mudanças climáticas muda a forma de administrar o país. Nenhum dos dois respondeu às minhas seguidas solicitações. Estavam com a agenda lotada, me disseram seus assessores. Eu disse que estaria disponível a me adequar à agenda deles e dei um prazo de mais de um mês para que me encaixassem. Nenhum dos dois achou que o tema justificaria o esforço.

Por tudo isso, não me sobraram muitas dúvidas sobre como votar no domingo. Não dá para votar pela eternização no poder de um grupo político, ao custo do enfraquecimento das instituições democráticas brasileiras. Não dá para votar numa oposição sem ideias, sem disposição para o debate. Não dá para votar em campanhas eleitorais criadas por marqueteiros, gente que não acredita em nada, apenas usa da ciência da persuasão para dizer ao eleitor aquilo que as pesquisas dizem que o eleitor quer ouvir. Não dá mais para eleger PT e PSDB enquanto eles estiverem coligados com partidos que não ousam dizer seus nomes.

Antes dava. E, justiça seja feita, tanto PSDB quanto PT entregaram o Brasil, ao fim de seus governos, melhor do que o receberam em muitos aspectos. Mas não dá mais. O mundo mudou e não dá para votar como se ele não tivesse mudado – como se as mudanças climáticas fossem lenda, como se o Brasil não tivesse potencial para produzir mais que commodities, como se a crise de 2008 não tivesse acontecido, como se a internet não existisse, como se o Brasil não precisasse de um novo modelo de educação, de um novo sistema político, de novas ideias. Não dá para não mudar.

E por isso resolvi declarar publicamente meu voto em Marina Silva. Não estou me filiando ao seu partido, nem me engajando em sua campanha – estou apenas declarando meu voto, sem prejuízo à minha independência jornalística. (Declaro também que fiz uma doação online de R$ 100 para sua campanha na semana passada, porque acredito que as pessoas físicas deveriam sustentar as campanhas, não os grandes lobistas.)

Voto em Marina mesmo sabendo que, mesmo que ela pudesse ganhar, dificilmente teria condições de governar no atual sistema político. Voto nela em repúdio às outras alternativas que me são oferecidas. Voto nela para afirmar que, em 2014, não quero ter que sentir de novo o gosto amargo de perder uma oportunidade.

Voto nela com satisfação. Espero que o seu voto, seja ele em quem for, também lhe dê satisfação.

89 comentários
  1. Paulo Hora disse:

    cara eu não gosto da marina e do PV
    mas acho bem legal você declarar o seu voto e principalmente dar o motivo
    pior do que ser “parcial” é se fazer de neutro e fazer análises distorcidas
    tem hipocrisia de mais por ai na imprensa
    e voce realmente tá certo no que fala da oposição
    eu vou votar no serra mas ele realmente faz uma oposição ridícula
    foge das discussões importantes
    e fica apenas celebrando sua experiência achei muito pouco.

  2. deyse disse:

    esse sistema não vai sobreviver por muito tempo porque é fraco. Um novo mundo nasceu e está crescendo, ganhando vigor, precisando de gente como a Marina, você e nós que acreditamos. Fique firme.

  3. Karla Cunha disse:

    Olá Denis, é exatamente esse o meu sentimento e acredito que o de muitas outras pessoas também. Eu realmente não consigo entender esse modelo totalmente ultrapassado de se fazer política e os debates então? Surreal! Também votarei na Marina por acreditar em seus ideiais e, mesmo sabendo que ela não ganhará as eleições, votarei feliz por saber que ela certamente deixará uma porta aberta pra grandes mudanças futuras.
    Parabéns pelo post e até mais,
    Karla.

  4. Mariana disse:

    Estava esperando esse post! Também votarei nela, assim como você, com satisfação, por acreditar que precisamos de novas ideias na gestão pública.

  5. rodrigo v cunha disse:

    Dênis, eu voto nela como estímulo a uma plataforma moderna, inovadora, de se pensar em um país. Não por repúdio aos outros, mas pq acredito mesmo nela. Não é por falta de opção, mas acreditar ser a melhor opção.
    Hoje mesmo falávamos sobre a velocidade com que o tema sustentabilidade entrou na pauta da sociedade neste ano. Imagine daqui a 4 anos… E quem sabe ainda vem um segundo turno por aí. Vivemos numa bolha, é claro, mas até ontem somente uma pessoa que conheço disse que ia votar na Dilma. A esperança é a última que morre — e pode vencer o medo!
    abração
    Rodrigo

  6. Leonardo Xavier disse:

    Eu acho que teoricamente, o PV teria uma ideologia muito mais atualizada do que partidos como PT e PSDB. No entanto, eu tenho visto candidatos do PV que não conseguiram nem fazer uma campanha política sustentável (eles poluem as cidades com panfletos, cartazes e carreatas que pra variar tem pouco conteúdo) e sinceramente o modo como o PV interage com sociedade não me parece ser nenhum pouco diferente dos demais. Eu penso que se falta criatividade para gerir uma campanha política de forma ambientalmente correta, será que conseguiriam gerar essas soluções criativas para administrar um país inteiro ?

    E eu ainda acho que a Marina, devido a questão religiosa, dificilmente iria discutir muitas questões que eu considero importante serem discutidas tais quais discriminalização da maconha, legalização do aborto, etc.

    Eu gostaria de ver candidatos verdes que ao invés de distribuir panfletos na praia, organizassem um mutirão para recolher lixo na praia e que mobilizassem seu séquito para isso. Candidatos que ao invés de fazer carreatas com bandeiras e jingles sem conteúdo sendo disparados através de caixas de som, fizessem caminhadas nas ruas conversando e ouvindo as pessoas.

    No entanto, eu acho que esperar isso do sistema político brasileiro é pedir demais.

  7. Fabiana Pacheco disse:

    Concordo sim com tudo o que você disse, Denis.
    Levamos alguém ao governo para que seja um administrador, necessário para levar o conjunto de qualidades que desejamos, sabendo “ouvir” o povo. Que nossas idéias, anseios e qualidades tenham um valor concreto.

    Nesse link você encontra a edição de 2010 da revista Brasil Sustentável que traz uma reportagem interessantíssima a respeito dos projetos dos candidatos em relação a economia verde. http://www.cebds.org.br/cebds/pub-docs/pub-bs-30-2010.pdf

  8. fatima assumpção disse:

    denis, gostei muito do seu texto ( como sempre…) que traduz exatamente o que sinto nessas eleições. eu também voto na Marina pelas mesmas razões que você colocou tão brilhantemente!

  9. Thiago disse:

    “Não existe nada mais potente do que uma idéia cujo tempo chegou”. A Marina já ganhou essas eleições. Não necessariamente pelo resultado das urnas, mas pela postura ética e pela visão estratégica que tem. Conseguiu fazer com que Serra e Dilma falassem de sustentabilidade. Uma vitória. Conseguiu da visibilidade a causa generosa que defende, sendo apoiada por 14% do eleitorado e ainda continua crescendo… Como ela mesma diz: “Alguns ganham perdendo ou perdem perdendo (quando renunciam seus princípios). E outros perdem ganhando ou ganham ganhando ( quando são fiéis a seus princípios e saem do processo maior do que entrou). Marina perdendo ou ganhando, Já ganhou!

  10. arminda jardim disse:

    boa, denis !! que legal sua declaração ! é um privilégio votar com satisfação, e muito bom participar de uma campanha da qual se acredita, por uma pessoa que é fundamental pra esse momento do país e do mundo como a marina. voto nela por acreditar no seu sonho, na sua vontade política e na capacidade de mobilização que ela tem. a gente pode e deve sim fazer política no dia a dia, como vc sempre reforça, mas esse momento é “O” momento. espero que muitas outras pessoas tenham o privilégio de votar com alegria !

  11. Vera Tupinambá disse:

    Vamos virar o jogo, a Menina gordinha é muito astuta e o sombra já vem atuando há muito e continuará. Tenho mêdo da Venezualisação do nosso País.Não sei se a Marina dará conta, o esquema é forte e a guerrilha é sombria, invisível. Estou apavorada com a gordinha (Mônica), alí é um trator e o seu cabo eleitoral? Vamos acordar gente !…… que o Hugo Chaves vem por aí……….

  12. rubens osorio disse:

    Parabenizo-o pela clareza de análise, pelo posicionamento equilibrado e por ter “marinado”. Eu também “marinei”. E mais: não votarei para mais nenhum candidato, nem senado, deputado, nem governador. Precisamos mudar o sistema político!!! Esse aí, está morto, necrosado, fétido!!!

  13. denis rb disse:

    Pois é, rubens osorio,
    Concordo. Mas só se muda o sistema político mudando o Congresso (que é quem faz leis). Por isso acho importante votar para deputado e evitar os partidos que estão muito confortáveis com o atual sistema (PT, PSDB, PMDB, DEM, Tiririca e companhia).

  14. Patricia disse:

    Dênis, acho demais, muito legal você declarar seu voto. Mas tem duas coisas que me incomodaram na sua decalaração. “Velhos ressentimentos entre ricos e pobres” não é uma boa maneira de descrever o debate político no Brasil, que tem um dos maiores níveis de desigualdade do mundo. É mais complexo que isso, não achas? E sobre liberdade de imprensa… você pdoeria declarar seu voto na Dilma, se assim fosse, neste blog? O que aconteceria?

  15. André Luis disse:

    Está sendo ótimo ter a Marina para propor uma postura diferente, unir em discurso ecologia e economia, e em entrevista a Rolling Stone Brasil ela mostrou ser mais que isso, assim como no debate da Record neste domingo (26/09). No mesmo debate, ver a figura do Pínio me deixou com a sensação de que aquele debate precisava dele, conseguiu fazer provocações que desestabilizou a Dilma de uma jeito que… , enfim com o mesmo espirito de oportunidade decidi o meu voto seguindo um pensamento matemático e político, estatística associado com democracia, há duas opções de voto: quem eu quero que ganhe ou quem eu não quero quem ganhe, analisando os 2 possíveis resultados decidi,… só sei que: NÃO QUERO A DILMA governando nem a minha calçada !!! Discurso ecológico ela tem: “Se os EUA e Europa prosperaram usufruindo {destruindo} todo recurso natural {recurso ????} o Brasil também pode!” Vote na primeira mulher para Presidência! Oh Crap!

  16. Fabiana Rodrigues disse:

    Dênis, obrigada por compartilhar com tanta clareza. Alguns detalhes da atuação do PV ou da Marina ainda não são os perfeitos para o Brasil. É um longo processo a construção de políticos coerentes com seu país. Mas também vou votar na Marina, pela oportunidade de sinalizar a demanda por mudanças. Neste sentido, também acho que ela já ganhou! E nas próximas eleições, o contexto do país, transformado pela iniciativa civil que atua na causa da sustentabilidade por exemplo, vai favorecer ainda mais a atuação de algum presidenciável em busca de mais coerência. Num país de 190 bilhões, tão heterogêneo, não é fácil. Mas é possível! Como vc disse, se o Congresso puder ser transformado agora, já é um grande passo. E isso está também em nossas mãos neste momento.

  17. vera regina disse:

    Eu te respeito, nem dúvida. Nao vejo o que você vê. Temos que ser práticos em relaçao ao país e sua governabilidade, sustentabilidade econômica, conhecimento do país. Vejo que Marina poderia ser excelente Ministra dentro do que ela tem conhecimento, mas ela nao é engajada nos sentido politico internacional e pior nacional. Más, ela tem caráter, isso sim. Mas, meu voto é do Serra por que sei que ele nao tem ataduras. Nao gosta de estar atado e errará ou acertará, mas pelas suas próprias maos. Prefiro assim, ademais, sabe, acredito nele.

  18. Denis, gostei muito do texto e para mim reforçou uma coisa: o “certo” deveria ser eu votar no discurso no qual mais acredito, e não em segundas ou terceiras opções, quem têm mais chances de derrotar o discurso no qual menos acredito (e que no caso é o favorito). A visão que mais me representa é a da Marina, por isso quero dar meu voto a ela, mesmo sabendo que não será eleita — a vitória será o apoio a esta nova via, este novo pensamento. Mas para mim só ficou uma dúvida: você chegou a pedir entrevista à Marina, também?

  19. denis rb disse:

    Lu Fanti,
    É isso que eu acho. Cansei de viver no país do pragmatismo, onde não se sonha em nome do “sempre foi assim, sempre será assim”. Lógico que o discurso não é tudo – há discursos mentirosos, como se vê de monte numa campanha eleitoral. Mas quero ouvir ideias, propostas, visões de futuro. E quero votar numa campanha pautada por ideias – não por marketeiros. Marketeiros tinham que estar a serviço das ideias, e não o contrário. Quem foi que deixou os marketeiros governarem o Brasil?

  20. Paulo Yuri disse:

    http://abeiradacatastrofe.blogspot.com/

    Alegrai-vos todos!

    A mentira, o cinismo, o roubo, o abortismo, a mordaça, a chantagem, a presunção, o caudilhismo, a ditadura, o castrismo, o chavismo, a zombaria não estão mais certos de vencer no primeiro turno! Já está empate técnico no Datafolha.

    Pelo contrário. Agora tudo indica que o segundo turno é irreversível…

    Nos últimos 10 dias aconteceu um verdadeiro milagre na Igreja. De repente todo mundo acordou. Algo humanamente inexplicável!

    Mas independente disso, não me importa o resultado, não gostamos dos adversários. Eles apenas são a opção que temos que engolir para não cair no desastre civilizacional irremediável…

    O grande problema é que as pessoas foram enganadas por muitos anos. Gravemente lesadas.

    E venho aqui fazer um DESAFIO a todos os brasileiros.

    Escrevi 4 textos PROVANDO que Dilma, o PT e aliados são criminosos e cúmplices de crimes irreparáveis, inaceitáveis, impedoáveis, além de seu total ANTICRISTIANISMO…

    Meu desafio é em duas linhas:

    1 Que os brasileiros inocentes, bons, justos, não-fanáticos, não-canalhas, leiam os textos e aprendam sobre o mal que está à nossa porta.

    &

    2 Que façam réplicas ao meu texto àqueles que afirmam que estão do outro lado e se sentem cheios de muita razão.

    Meu desafio, de um pobre de 25 anos, sem cargo, sem nada (e nem quero jamais), é de ir até às últimas consequências para provar o que eu afirmo. Alguém terá coragem de responder às minhas colocações sobre a desgraça representada por Dilma, PT & Cia?

    O endereço de onde estão os 4 textos é: http://abeiradacatastrofe.blogspot.com/

    Não sejam omissos.

    Repassem essa mensagem. Repassem para os que gostam e os que não gostam. Colem o link no MSN, no seu blog pessoal, no orkut, facebook, twitter, tudo…

    Façamos a maior corrente de todos os tempos.

    Eu prometo me esganar, me destruir, dar minha vida inteira, todo meu sangue, tudo para que a justiça seja feita, para que a verdade venha à tona, para que as pessoas sejam menos enganadas e mais livres. Espero que venham muitas réplicas. E garanto responder e provar tudo. Portanto, repasse a mensagem sem medo, eu mesmo me responsabilizo por responder aos sabidões, aos donos da verdade, aos questionadores afetados, aos presunçosos ignorantes, aos arrogantes sem fundamento.

    http://abeiradacatastrofe.blogspot.com/

    A GRANDE FARSA VAI CAIR!

    ÀQUELES QUE LUTARAM CONTRA O BRASIL EM FAVOR DE PRINCIPADOS INTERNACIONAIS E SENTEM ORGULHO DISSO, QUE MATARAM BRASILEIROS INOCENTES E SENTEM ORGULHO DISSO, QUE SE UNIRAM AO GENOCIDA FIDEL CASTRO E SENTEM ORGULHO DISSO, QUE SE ALIAM AOS TRAFICANTES DE DROGAS DAS FARC E DÃO EMPREGOS PARA OS MESMOS NO GOVERNO FEDERAL E O FAZEM COM TODA DESFAÇATEZ, ESSES NÃO VÃO FICAR RINDO COMO ESTÃO. O POVO BRASILEIRO AGORA SE LEVANTA. E NEM QUE EU MORRA SOZINHO, DIGO AQUI: EU ME LEVANTO, E ASSIM O POVO BRASILEIRO, NEM QUE SEJA UM, SE LEVANTA!

    (Quem quiser responder ao meu desafio de fazer uma réplica aos meus textos: PAULOYC@HOTMAIL.COM)

  21. denis rb disse:

    Patricia,
    Acho sim que tem muito ressentimento no debate político do Brasil, e isso impede que as pessoas se sentem à mesa e conversem. Acho também que essa falta de diálogo torna o governo pior. Acho sim que muito desse ressentimento tem origem social, nos séculos de extrema desigualdade. Não estou negando essa desigualdade, nem fingindo que ela tenha deixado de existir, mas acho que o debate devia ir além desse ressentimento. Outro dia vi alguém comentando no Facebook, sobre o fato de a Marina estar na frente nas pesquisas entre alunos da USP e o Serra ganhar entre professores da USP, que isso demonstra o preconceito da “elite branca paulista” contra o PT. Ora bolas, quer dizer que o único motivo concebível para votar no Serra ou na Marina é preconceito? Mas… A Dilma não é dos três a de origem mais classe média? Mas… A Marina é “elite branca paulista”? Enfim, tem um reducionismo, de tentar diminuir todas as questões aos confrontos rico X pobre, esquerda X direita, capital X trabalho, e esse reducionismo em 99% das vezes é simplista e ingênuo. Uma das coisas que eu gosto da chapa da Marina (cuja história de vida você conhece) é o fato de seu vice ser um dos maiores empresários do Brasil. Isso demonstra vontade de debater com gente diferente.

  22. denis rb disse:

    Ah, Patricia, sobre sua pergunta, se eu poderia usar este espaço para declarar meu apoio à Dilma. Difícil para mim responder, porque é uma especulação – eu nem sequer cheguei a imaginar um texto de apoio à Dilma, difícil saber que efeito ele teria. Mas tenho que dizer algumas coisas:
    – Jamais sofri qualquer tipo de cerceamento neste espaço aqui. Sempre tive liberdade total para me pautar.
    – Este blog tem um “projeto editorial”, uma proposta, uma personalidade (que tentei resumir com o nome “sustentável é pouco”). Meu objetivo aqui é falar de ideias novas que nos ajudem a lidar com a gigantesca crise civilizatória pela qual estamos passando (esgotamento de biodiversidade, mudanças climáticas, crise no modelo econômico etc.). Não é um blog de política eleitoral, até porque não sou um especialista em política eleitoral (na verdade acho um saco). É um blog sobre ideias (de preferência ideias novas), não sobre candidatos, cargos, alianças. Por isso, evito falar de política eleitoral no dia-a-dia – já tem muita gente falando disso por aí. Neste caso específico, às vésperas da eleição, achei que fazia todo sentido falar deste assunto, porque o que a Marina tem dito na campanha tem muitas semelhanças com muitas das ideias que discuto aqui faz tempo. Uma declaração de apoio à Dilma, na minha opinião, dificilmente se encaixaria neste projeto editorial, até porque a Dilma não é uma pessoa de ideias – se é, não sei quais são.

  23. denis rb disse:

    Luciana Fanti,
    Sobre sua pergunta se cheguei a convidar a Marina para a mesma entrevista que propus a Serra e Dilma: não. Comecei convidando os dois candidatos mais bem colocados na pesquisa. O objetivo era produzir uma série de entrevistas em vídeo que seria publicada em http://www.issonaoenormal.com.br, um site sobre mudanças climáticas no Brasil que coordenei. Não convidei Marina e Plínio porque achei que, diante da recusa de Serra e Dilma de debater, a série perderia relevância inevitavelmente. E, se a Marina aceitasse, isso poderia ser interpretado como propaganda dissimulada.

  24. Hélio Pimentel disse:

    A Marina é uma espécie de Tiririca. Não passa de uma personagem para consumo dos que se acham “antenados”.

  25. Patricia disse:

    Uma das coisas que eu admiro na Marina é a origem dela e sua trajetória política. Não, não acho que para votar na Marina ou no Serra tem que ser da “elite branca”. Mas acho, sim, que o lugar de onde a gente observa o mundo define o que a gente vê. Por exemplo: um dos argumentos de meus vários amigos que vão votar na Marina é o de que o governo Lula estimula o consumismo, porque milhões de brasileiros hoje compram carros, eletrodomésticos. Isso só pode ser dito, dessa maneira, no Brasil, por quem já tem carros e eletrodomésticos. Não adianta pensar o Brasil sem considerar as diferenças sociais. As ideias, o embate político, são feitos sempre na realidade, não somente no plano dos argumentos.

  26. Patricia disse:

    Vou deixar passar a provocação sobre a Dilma não ser uma pessoa de ideias… e só registrá-la para que você pense nela quando estiver — com razão — brigando por um debate mais qualificado e — talvez sem se dar conta — usando argumentos para desqualificar.

  27. denis rb disse:

    Eita, Patricia
    Não era provocação não. É o que estou vendo daqui do meu (imperfeito) ponto de vista. Não ouvi ideias vindas da campanha dela. Ideias de como consertar o sistema eleitoral, de como melhorar o sistema de educação etc. Não ouvi.
    Quando eu digo isso, não estou necessariamente criticando. Tem muita gente que não é “de ideias” é que é excelente ser humano, profissional competente etc etc. Bons gerentes não são “de ideias” – são executivos confiáveis que fazem coisas acontecerem. Acho que a Dilma é assim. E acho que, no atual momento histórico do mundo e do Brasil precisamos menos de um gerente e mais de alguém “de ideias”.
    Vc acha que tô sendo injusto nessa minha análise?

  28. denis rb disse:

    Concordo contigo, Patricia. Estive no sertão nordestino e na zona da mata mês passado. Vi concretamente o que está acontecendo na vida das pessoas. Vi o surto de inovação , de empreendedorismo, de auto-estima, vi o que está acontecendo. Vi o quanto o Lula é amado, por lá, e acho que esse amor é justíssimo daquela perspectiva. Como eu disse no texto, o Brasil de hoje está imensamente melhor em muitos aspectos do que era em 2002. E o Brasil de 2002 fez progressos gigantescos em relação ao Brasil de 1994.
    Não estou negando a importância das conquistas passadas. Estou lamentando a falta de ideias para o futuro, a falta de um pensamento mais estratégico, mais ousado, mais novo. E, certamente, mais sustentável.

  29. Fabricio disse:

    O típico voto do intelectual mongolóide que acha que governar é apenas salvar as árvores.

    Se você, eleitor consciente da Marina, soube me disser em 5 minutos o que ela pretende fazer do Banco Central, da diplomacia, das Agências reguladoras, da previdência, do pré-sal, da eletrobrás, dos juros.. vc simplesmente não sabe..

    Mas pq se preocupar com banalidades como Banco Central e Previdência quando podemos votar em alguém q vai salvar as árvores né??

    Além do mais passa uma imagem de antenado, moderninho, vanguarda e de neutralidade. .nem tucano, nem petista.. sou superior a essa “mesquinharia”

  30. Fabricio disse:

    “Eu sou da USP, fumo maconha.. voto em Marina pq não quero tudo isso ae que tá ae.. e pq ela salva o planeta, coisa que é importante hoje em dia.. é isso ae… abraços”

    Engraçado o autor dizer que sabe que Marina não terá condições de governar o país mas mesmo assim vota nela. Ué.. governabilidade é um mero detalhe? Então você não se importa em votar alguém que se ganhar vai travar o país e deixá-lo num empasse a la Janio ou Jango?

    Ahh, poder governar o país é coisa boba.. o legal é que ela vai salvar a fauna e a flora..

    Votar em alguém que não poderá governar é como votar em alguém que não poderá assumir ou ser diplomado.. é jogar fora o voto.. é no máximo um voto de protesto..

    A Marina é a Tiririca dos intelectuais. Pobre protesta votando no Tiririca. Rico cult protesta votando na Marina

  31. Fabricio disse:

    *No post abaixo ler IMPASSE e não EMPASSE

  32. Marcus Carvalho disse:

    “Mudanças climáticas”? Ninguém com mais de dois neurônios acredita nisso. Há claro, os “espertos” que usam a idiotice da mulambada para conseguir uns caraminguás, como o pessoal que forjou os dados para provar que a Terra está esquentando, quando na verdade está esfriando.

  33. denis rb disse:

    Fabrício,
    Não vou responder a seus comentários a não ser que você se comporte de maneira civilizada, e não como um bêbado baderneiro de bar. Dá para conversar como gente grande em vez de ficar aí todo ofendidinho chamando gente que você nem conhece de mongolóide. Se você insistir nessa falta de civilidade, será expulso deste espaço e proibido de voltar.

  34. Chesterton disse:

    Então Marina é contra o consumismo e não está nem aí para a governabilidade….Denis, teria ela que se tornar uma ditadora para impor seu programa (goela abaixo)?
    Você vota em quem quiser, mas essas justificativas aí são dureza.

  35. denis rb disse:

    Nossa, Chesterton, ultimamente não estou entendendo nada do que você está falando. De onde você está tirando essas coisas que não escrevi em lugar nenhum?
    Contra o consumismo? Não está nem aí para a governabilidade? Teria que se tornar uma ditadora?
    Juro que adoraria te responder, e que te responderia com a maior paciência, como quase sempre faço, se fizesse uma vaga ideia do que é que você está falando.

  36. Glauco disse:

    Denis, achei legal você publicar sua opinião e interessante o papo com a Patrícia. Também voto na Marina, por convicção. Seguindo o raciocínio do seu texto o Brasil teve dois governos com atenção a duas dimensões da sustentabilidade: econômica e social. Seria interessante um governo que atendesse melhor, ou pelo menos com mais atenção, o terceiro pilar, ambiental. Não entendi muito bem o título do port “Oportunidade Perdida”.Continuarei te acompanhando.

  37. Marília disse:

    Parabéns pelo seu posicionamento. Que bom que existem jornalistas que honram sua profissião e falam o que deve ser dito. Realmente não podemos nos conformar precisamos de idéias, de evolução e de mudança neste triste cenário político atual.

  38. Marília disse:

    Para refletir gostaria de deixar uma frase dita por Cristóvam Buarque que me chamou atenção: “O Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste. É 85º em educação e não há tristeza”
    Isto é uma verdade.
    Temos que refletir sobre quais são as reais prioridades do atual governo.

  39. Parabéns! Isso sim é que é liberdade de imprensa! Fico feliz em ver que nosso Brasil já está a deixar de ser hipócrita! Espero que logo deixe também de valorizar as fantasiosas promessas políticas e voto no caráter, que é menos variável.

  40. Patricia disse:

    Que coisa. Quem está falando somente em “salvar árvores”? Não se trata disso, e qualquer pessoa que leia com um pouco de atenção entende. Não dá para falar de futuro sem política ambiental, sem que isso seja central em qualquer política. Mas, Dênis, sobre ideias. Não acho que a Dilma seja somente uma gerente. Ela defende ideias que foram importantes para este governo: aumentar e distribuir a renda, fazer políticas públicas que não favoreçam somente grandes empresas, mas também respeitem direitos da população à educação, saúde, cultura. Acho que a ideia central é de que o estado, o poder público, tem um papel fundamental na garantia de direitos dos cidadãos. Quando você fala em ideias para o futuro do país, concordo com você. Acho que podemos pensar mais longe, e melhor. Acontece que há vários projetos (ideias, todos eles) em disputa. E não há só a possibilidade de pensar o futuro, há também a de retroceder. Em 1985, quando eu votei pela primeira vez, foi no Suplicy. O tema da campanha era “É diferente de tudo que está aí”. Perdemos. Perdemos muitas vezes. Mas há ideias que precisam ter eco nos movimentos sociais (sim, eu acredito neles) para serem eleitas.

  41. hacs disse:

    Oi Denis,
    Nao conheco o projeto politico da Marina, por isso nao posso expressar uma opiniao minimamente informada a respeito. Contudo, eh enfadonho ouvir a logica duplamente simploria que associa eventos (bons ou ruins) aos que sao do mesmo partido que o grupo que governa no instante em que acontecem. O que se passa no NE nao eh associavel a Dilma. Os responsaveis sao os governos FHC e Lula, mas como o impacto(o evento propriamente) das politicas iniciadas la atras so aconteceu durante o governo de Lula, aqueles que querem exaltar a sua opcao ideologica apelam a aquela logica. Pior, se esquecem que o PT se opos a tais politicas por razoes especulativas relativas ao jogo pelo poder exclusivamente. Merecem aplausos por mudarem de posicao posteriormente. Entretanto, alem de fazer parte do PT, o que mais se pode atribuir a Dilma nessa questao (ela assumiu o ministerio de Minas e Energia em 2002)? Por outro lado, a desigualdade existente eh consequencia desse governo? Nesse caso a logica simploria nao ajuda, certo? Uma analise mais seria remete a decadas no passado na busca por causas diversas do que acontece hoje em dia. Nao adianta emular seriedade se se recorre aa logica simploria cada vez que essa eh necessaria aos vicios pessoais.

    Abs

  42. Monica disse:

    Oi Denis,
    achei a campanha eleitoral deste ano bastante desanimadora. no fundo, nenhum dos três princiapais candidatos à presidência apresentou proposta consistente. como convém, promessas. tbm não vejo nas ruas ninguém defendendo este ou aquele outro com mais vigor ou entusiasmo, como nas eleições passadas.
    queria entender onde estão os ‘50%’ de votos na Dilma. amigos, parentes, outrora eleitores do PT, declaram mudança de opção.
    Eu, caso votasse, me sentiria inclinada a votar na Dilma, por difuculdade em desapegar de uma proposta de mundo(rsss) e pq, DEFINITIVAMENTE, não quero o Serra conduzindo sequer meu condomínio, principalmente em função da lambança que ele fez em SP no que diz respeito à educação e, principalmente, a desastrosa gestão da saúde.
    Mas a Marina…como delegar algo a alguém que acredita no criacionismo?! podemos de fato atribuir/esperar idéias inovadoras e proposta para o futuro de algém com crenças tão arcaicas? meio contraditório, né??

  43. Muito triste esta notícia.É assim que muitos brasileiros deixam de votar no que tem melhor perfil para governar o país. Dando votos para que um mulher com o passado e presente de Dilma possa vencer as eleições.Tenho orgulho de dizer que o meu voto foi pensado e repensado. Voto contra esta situação desavergonhada que vive o nosso país. Quero que toda esta pretralhada vá embora de Brasília.Voto serra por entender que ele é o melhor e mais bem preparado para nos governar o Brasil.E agora só me resta rezar e pedir a Deus que ilumine a menta de outros tantos brasileiros. Que assim seja.

  44. pessoa disse:

    excelente a sua análise. mas quanto à marina eu acho que ela só disse generalidades. depois dos governos de collor e fernando henrique calcados no consenso de washington, que naufragou em 2008, temos agora com o pt um direcionamento social-democrata, que não dá respostas a todas suas angústias, mas dos caminhos propostos nesta eleição eu creio ser o melhor.

  45. Fabricio disse:

    Denis, vou explicar o que o Chesterton escreveu:

    Você vai votar em alguém porque esse alguém é “verde” mesmo que isso implique em ingovernabilidade. É isso?

    Então digamos que todas as pessoas façam como você e vote em alguém que defende a Mata Atlântica mas que sabe que não poderá governar.

    Essa pessoa ganharia as eleições. E só conseguiria governar fechando o congresso. Caso contrário, o país mergulharia num marasmo em um momento especialmente importante pois precisamos de muitas reformas de base (tributária, política) e talvez precisamos mexer na previdência de novo.

    MERGULHAR O PAÍS NA INGOVERNABILIDADE É UMA IRRESPONSABILIDADE. E os eleitores de Marina só fazem isso porque sabem que ela não vai ganhar. Votar pra governar em alguém que não poderá governar é um mero voto simbólico, de revolta, de estilo. No caso da Marina, é pra mostrar que se está antenado com as causas “modernas”

    Agora o que os eleitores “satisfeitos” de Marina não conseguiram me mostrar ainda foi a AGENDA dela… mas desde quando eleitores de Marina se preocupam com agenda política e econômica,? Só se preocupam com desenvolvimento sustentável e com a imagem de modernoso

  46. Fabricio disse:

    Aliás, o desempenho da Marina no ministério de SUA ÁREA foi pífio e sua eficiência em conseguir resultados e articular pessoas foi zero.

    O Serra como ministro da saúde e até mesmo a Dilma como ministra de minas e enegia conseguiram MUITO mais do que a Marina no ministério dela.

    Mas mesmo assim, verdes modernosos antenados querem-na para governar o país. Não conseguiu manobrar nem seu ministério, ficou num impasse e teve que renuncia. Mas acham que ela vai conseguir implementar sua agenda (ou o pouco que existe dela) como presidente da república.

    Super fácil declarar voto na utopia. Eu declaro meu voto para Jesus Cristo presidente. Sei que ele não poderá governar mas voto nele com satisfação.

  47. Douglas Siqueira disse:

    Muito bem abordado Denis, meu voto também é para Marina e no mínimo sinalizarmos para a sociedade e principalmente para os políticos a importância de assuntos como Mudanças Climáticas dentre outros relativos ao meio ambiente. Espero ter a satisfação de ver a Marina com mais de 20% dos votos e que todos amadureçam com esta oportunidade perdida…

  48. Rosângela Maria Pessanha de Souza disse:

    Nem tenho palavras! Sumiram todas. “Fico com a pureza da resposta das crianças:”É bonita, é bonita, é bonita… Viver e não ter a Vergonha de ser feliz! Cantar e cantar e cantar… a certeza de SERMOS ETERNOS APRENDIZES…

    Né, não?

  49. denis rb disse:

    Obrigado, Fabrício! Agora sim ficou claro.
    Bom, acho que dá para responder suas dúvidas em dois níveis.
    1. Acho sim legítimo votar na construção de uma alternativa. Se vivemos num sistema que, por algum motivo, deixou de representar aquilo que você acredita que deveria ser uma sociedade democrática, me parece fazer todo sentido votar naquele que está comprometido com a mudança desse sistema. Não é um voto de protesto: é um voto de construção. Eleição não serve só para eleger o vencedor. Serve de alguma maneira para transmitir uma mensagem ao sistema todo, serve para influenciar mudança. Na realidade a candidatura da Marina já teve um monte de efeitos concretos e permanentes: a mudança da posição do Brasil na COP, por exemplo (tanto PT quanto PSDB decidiram estabelecer metas de redução de carbono por causa da entrada dela na disputa). E hoje mesmo está nos jornais a disposição do PSDB de incluir em sua plataforma propostas dos verdes.
    2. Mas, independente disso que eu disse acima… Eu não disse que governabilidade não importa. Disse que, no atual “sistema político” (coligações sem lógica, projetos não são debatidos pelo mérito, alinhamento ou oposição automáticos, compra de votos ou mensalão etc), Marina não conseguiria governar. Ou seja: teríamos que encontrar outro sistema. E acho que a Marina, pelo respeito que ela tem nos dois grupos, e pelas pessoas bem preparadas que a cercam (que têm a vantagem extra de não serem oriundas da política partidária), teria condições de criar esse novo arranjo.

  50. denis rb disse:

    E olha: não me interessa ficar aqui defendendo a Marina. Não falo em nome dela e, como escrevi acima, não estou engajado na campanha nem sou militante do PV.
    Mas acho que dizer que o desempenho dela foi pífio no ministério, como o Fabrício faz, simplesmente não é verdade. Você pode discordar do que ela fez. Mas, diante do fato de que ela conseguiu articular todos os atores envolvidos de forma a reduzir para menos da metade o desmatamento amazônico (que é certamente o maior problema ambiental do Brasil e que estava cercado de um fatalismo, como se fosse um problema insolúvel) é tudo menos pífio.
    Acho que concordo com você quando diz que Serra e Dilma foram bons ministros. Para mim está bem claro que Marina foi também. E acho que bem pouca gente nos dois grupos rivais discordaria disso.

  51. Felipe disse:

    Denis, to quase votando na Marina. Mas, não sei…Só sei que no Vampiro não voto. Talvez anule…Ô dúvida cruel! rs

  52. Rafael disse:

    Cara, acho muito interessante o respiro que vc proporciona com este espaço. Também votarei na Marina, e acredito no que você escreve. Mas a turma que comanda a sua revista e o senhor Reinaldo Azevedo consideram a Marina Silva e todos que acreditam na sua causa: OTÁRIOS, se não, de maucaratismo ideolígico. Assim, fica muito complicado mudar qualquer cenário político. E isso me traz muito desgosto. Pois nas páginas de Veja se gasta muita tinta com picuinhas políticas, lutando contra o vizir-Lula e defendendo o senhor Serra, o qual somente na última semana de campanha revelou no horário eleitoral as suas propostas.

  53. hacs disse:

    Oi Denis,

    Concordo contigo, perdemos uma oportunidade, mas eu vejo a coisa da seguinte maneira, vamos experimentar mais PT e menos Lula. Vamos ver se o resultado eh o esperado. Honestamente, se fortalecerem a democracia sera otimo. O problema eh que a visao de mundo na formacao do PT e na mente de muitos petistas nao eh democratica. Agora nao buscam a utopia ditatorial (???), mas sera que perderam os vicios? Acho complicado essa transicao de fanatico do culto marxista a defensor da democracia. Soa como ex-fumante. Concordo com a frase “nao existe ex-fumante, somente fumante afastado do fumo.” Espero que o governo do PT mostre que estou errado.
    Por outro lado, nao faltam exemplos na AL de paises que por decadas usufruiram de democracia e desenvolvimento economico. Populismos de variadas cores solaparam a democracia, e agora atravessam um consistente processo de subdesenvolvimento. Espero que Brasil nao se encontre em situacao semelhante daqui a 30-40 anos. De qualquer forma, isso serve de alerta contra certas visoes de mundo que em nome da doutrina negava a evolucao, areas inteiras da matematica e da fisica, entre muitas outras coisas. A igreja? Sim, mas a Universal do Reino de Marx.

    Abs

  54. Olá Denis,
    A decepção é grande e tenho a impressão que só chegaremos a maior idade politica, quando: o voto obrigatório for derrubado; a sociedade tenha a oportunidade de indicarem seus candidatos à candidatos, partindo do principio de que eles tenham desenvolvido algum projeto social nas comunidades de base ou outro que justifique sua indicação; a ficha limpa for regulamentada; quando a sociedade pesar a peso de ouro o valor do seu voto e ter consciencia de que na democracia este é o unico instrumento capaz de por fim a governos centralistas, paternalistas, populistas e tantos outros istas.
    Acredito piamente que entre 190 milhoes de brasileiros há homens dignos, capazes de transformar a nossa nação e que estão esperando uma oportunidade que nunca chega, pois o nosso sistema politico é cercado por um muro tão alto, que só permite entrar em cena aqueles que estão do lado de dentro. Assim, a cada pleito estamos diante dos mesmos personagens com seu curriculo quilometrico de falcatruas, pobre de idéias mas, falando em honestidade, progresso e dizendo: Preciso do seu voto.
    Até quando nós, povo brasileiro vamos nos submeter a isso? Respondo: até quando decidirmos ousar e usar nosso voto com consciencia, pesando não em nós nesmos mas no futuro da nação.

  55. Felipe disse:

    hacs, vc já ouviu falar de Salvador Allende? Duramente castigado pela ditadura feroz de Pinochet. Socialismo democrático existe viu, o problema é a ditadura financeira, que reduz a maioria da população mundo ao completo limbo.

  56. hacs disse:

    Oi Felipe,
    Sim, ja ouvi, de quem esteve diretamente envolvido no MIR na epoca (guerrilheira).
    Existe social democracia, ou capitalismo com “mais enfase” no social, mas socialismo democratico nao existe. A eleicao do Allende nao fez do Chile um pais socialista. Nunca se chegou a implementar as ideias de governo socialista. O simples fato de ter um presidente socialista/anarquista/venusiano/etc nao torna socialista/anarquista/venusiano/etc um pais inteiro e todas as suas instituicoes. Alias, essa imagem remete a uma Monarquia Absolutista. Nem sei o que voce quis dizer com isso…
    Abs

  57. Fabricio disse:

    Marina Silva:

    Contra o aborto
    Contra o casamento gay
    Contra pesquisas com células troncos
    Contra adoção de crianças por casais homossexuais
    Contra energia nuclear
    Votou contra o Plano Real
    Votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal
    Votou contra a possibilidade de Universidades brasileiras poderem contratar professores e técnicos estrangeiros

    Essa mulher é do século XXI mesmo.. que idéias atuais, novas e contemporâneas.. O Brasil precisa mesmo de evangélicos fervorosos no poder

  58. Alex disse:

    Caro Sr. Denis,
    Primeiro, parabéns pelo blog e as boas idéias que promove. Nest post sua analise sobre a situação política e Brasil sao ótimas até chegar no apoio à Marina. Explico: mesmo que ela seja uma pessoa simpática, ela abraça uma religião obscurantista com tendencias mais que duvidosas e, deste fato suas posições socio-políticas sao comprometidas. Vale lembrar que ela fez 13 anos de PT e, até agora pouco, lhe convinha muito bem. O Programa de governo dela também é mais, ou tanto quanto, vago como dos outros candidatos. Enfim estamos mal de candidatos…
    Abç

  59. denis rb disse:

    Recebi alguns comentários aqui sobre a inadequação de eleger um presidente evangélico.
    Tenho a sensação de que esses comentários refletem um preconceito da sociedade brasileira.
    Veja bem: não tenho grande simpatia por nenhuma liderança de igreja neopentecostal que eu conheça, e concordo que, no geral, a dita “bancada evangélica” é formada de políticos de baixíssima qualidade.
    Mas eu acho profundamente errado votar ou deixar de votar em alguém com base em sua escolha religiosa pessoal – e acho que é isso que está acontecendo.
    Marina se converteu a uma igreja evangélica num momento de sua vida em que estava às portas da morte por causa de uma entre tantas doenças infecciosas que contraiu pela falta de condições sanitárias adequadas onde cresceu. Foi acolhida por uma igreja, curou-se de uma doença quando estava desenganada, fez uma conversão pessoal. Tem um monte de dado científico que mostra que uma crença religiosa pode sim ser decisiva num momento de crise como esse.
    Mas ela tem sido bem clara ao afirmar que não compartilha da intolerância de setores evangélicos fundamentalistas. Afirmou que não deixará sua crença pessoal influir em sua outra crença: a de que o estado deve ser laico. Declarou-se pessoalmente contrária à legalização do aborto, mas prometeu convocar plebiscitos para discutir essa questão e outras polêmicas, como casamento gay (ao qual ela nunca se mostrou contrária) e a legalização das drogas. Enquanto isso, Dilma e Serra, que provavelmente são pessoalmente favoráveis a liberalizar todas essas questões, têm dito na campanha que são contrários, porque sabem que falar a verdade poderia lhes tirar votos. Enfim, sua posição nesses aspectos é mais liberal que a de Serra e Dilma, já que ela pelo menos quer promover as discussões (Plínio é mais liberal que ela nessas questões).
    Não vejo ninguém discutir a religião de Dilma, Serra ou Plínio. Por que só a religião de Marina é assunto?
    Será que é porque ela é evangélica, que é religião de pobre neste país?

  60. Júnior Alves disse:

    Olá, Denis.

    Sabe por que votarei na Marina (decidi isso ontem)? Por que resolvi levantar a

    cabeça e olhar para fora do Brasil. Tanto Serra quanto Dilma defendem o

    desenvolvimento da economia (e não apenas a manutenção dela). Seus projetos de

    ensino, por exemplo, priorizam escolas técnicas e não ensino de base. Priorizar

    políticas econômicas ao invés de políticas de base é o modelo chinês de gestão. Não

    quero morar na china brasileira!

    Quero políticas de base alinhadas ao desenvolvimento econômico (como Suécia, Suíça e

    Dinamarca fizeram muito bem durante vários anos). Vivemos em uma sociedade

    capitalista e não temos como fugir disso, porém não podemos esquecer que esta

    economia capitalista depende de recursos naturais (pessoas e meio ambiente como um

    todo).

    http://taosofia.blogspot.com/

  61. denis rb disse:

    Júnior Alves,
    Boa, bem notado.
    Não tenho nada contra escolas técnicas – devíamos sim ter muitas e muito melhores. Mas isso é só um dos caminhos que um país decente tem que oferecer aos seus cidadãos. Mais importante que isso é ensino de base forte para que as pessoas aprendam a pensar por si próprias. Suécia, Suíça e Dinamarca são belos exemplos para o Brasil. Os três apostaram no passado em educação e em atividades econômicas de baixo impacto que conservam a biodiversidade. Hoje os três são ricos a dar com o pau e possuem economias fortemente florestais, baseadas na exploração sustentável das riquezas naturais. O Brasil tem riqueza natural de sobra, muito mais que Suíça, Suécie e Dinamarca. Inteligente é viver dessas riquezas para sempre, explorando sem esgotar nada. Não é inteligente cortar tudo e vender pro primeiro que aparecer, de forma a ficar sem amanhã.

  62. Fabricio disse:

    Denis, você afirma que Marina Silva nunca se mostrou contrária ao casamento gay.

    Está faltando a você duas coisas: 1) Ler mais jornais 2) Ler mais sobre sua candidata

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-se-declara-contra-casamento-gay,560871,0.htm

    Marina ontem respondeu uma pergunta sobre a previdência afirmando que ela pensa na “economia do século XXI” e falando de educação. Está na cara que ela, apesar de quase 2 décados no Senado Federal, não tem noção do que se trata.

    Repito o que seu colega de Veja afirmou hoje em seu blog:

    “Isso é pra seduzir colunista que, tentando declarar a sua neutralidade no jogo da política, finge torcer para a Portuguesa em São Paulo ou para o América, no Rio.”

  63. Fabricio disse:

    Sobre ela ser evangélica, não tenho o menor problema ou preconceito a respeito disso. Que ela seja feliz frequentando cultos e pagando dízimos.

    Agora, ser evangélica fervorosa, implica levar algumas posições pessoais pro governo. Ou você acha ser possível separar 100% o homem público do privado?

    Se um candidato é vinculado aos bancos, vinculado ao mercado financeiro, vinculado aos produtores rurais, vinculado aos grandes jornais, vinculado a algum movimento social.. nós eleitores TEMOS QUE SABER disso e ponderar porque isso pode se refletir na sua política

    Se alguém é vinculado a alguma igreja, em especial de maneira íntima, também interessa a nos eleitores sabermos disso. Ou não?

    E como eu acho que lugar de religião é BEM LONGE da política (Tendo em vista a qualidade da bancada evangélica que vc mesmo citou), tenho certo receio de votar em alguém fervorosamente religioso.

    Assim como algum esquerdista radical teria receio de votar em algum banqueiro. Ou como um direitista teria receio em votar em algum membro do MST ou da CUT.

    Não se trata de preconceito. Não use o grito fácil de “é preconceito”. Você vota em que tem propostas/principios/valores que você se identifica. A religião (ou ausência dela) faz parte desses valores.

  64. Fabricio disse:

    É errado deixar de votar em alguém pela sua profissão? (Um esquerdista que deixa de votar em um banqueiro, empresário, dono de construtora)

    É errado deixar de votar em alguém pela sua riqueza? (muitos esquerdistas jamais votariam em um magnata, milionário. O próprio Lula se gaba de ter sido pobre e usou isso a seu favor)

    É errado deixar de votar em alguém pelo partido em que esse se filiou? (Petista não vota em tucano mesmo sem conhecer a proposta ou passado do candidato tucano)

    É errado deixar de votar em alguém pela origem? (vejo muito discurso do tipo “chega de paulistas no poder.. é hora de alguém do nordeste” ou “de alguém fora do eixo Rio-SP”)

    É errado votar em alguém pelo sexo da pessoa? (Marina mesmo já usou o discurso que “É hora de votar em uma mulher”)

    Não é errado nem certo. O ideal seria que se votasse pelo “conjunto” da pessoa. Um conjunto competência, integridade, honestidade, biografia, afinidade, propostas

    Mas esses aspectos (profissão, sexo, filiação, condição social, origem) acabam tendo impacto. Religião também. E não é preconceito. É apenas identificação. Quando os eleitores de pernambuco apoiam MACIÇAMENTE Lula porque ele é pernambucano. Seria isso preconceito? Só gostam de gente local?

    Não. Então não há porque se falar em preconceito quando não evangélicos tem receio de eleger evangélicos. Especialmente sendo público e notório que evangélicos possuem algumas posições radicais. Que são inflexíveis e ortodoxos. E que são facilmente influenciáveis pelo seu pastor. Logo, quem não partilha dessas posições radicais tem mais mesmo é que se preocupar e questionar.

    Preocupação válida e honesta. Nada de preconceito.

  65. denis rb disse:

    Fabrício,
    Quem sou eu para julgar se está certo ou errado fazer o que quer que seja? Mas, se o que você está me dizendo é que você escolhe alguém para votar por causa das suas crenças pessoais, me parece que o fundamentalista é você. Fundamentalistas acham que determinadas crenças são melhores do que outras. Me parece absolutamente irrelevante a crença pessoal de alguém para definir se essa pessoa seria ou não boa presidente. (Me lembra minha vó judia, que tinha a convicção de que um judeu é por definição melhor que um membro de outra religião. “Vó, seu médico é bom?”, “É, meu filho, ele é judeu”.)
    E, se você está dizendo que TODOS os evangélicos, sem exceção, são “radicais, inflexíveis e ortodoxos”, aí eu te respondo que sim, isso é preconceito. É certamente preconceito. Você não conhece todos os evangélicos, você não pode afirmar isso. (E, a propósito, só como exemplo: Martin Luther King era um pastor evangélico.)

  66. denis rb disse:

    Eu realmente não leio muitos jornais, Fabrício, porque acho eles chatos. Prefiro ler livros. Mas a reportagem que você me enviou é um factóide. No mesmo texto, Marina afirma ser FAVORÁVEL à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Lembre-se, Fabrício: nem Serra nem Dilma tiveram coragem de dizer isso (embora ambos provavelmente seja favoráveis).

  67. Júnior Alves disse:

    Quando leio um jornal estadunidense elogiando o Brasil (ou até mesmo quando criticam), penso: “Que babacas, nem sabem do que estão falando. Queria que estivessem aqui para saber a verdade”. Da mesma forma, acho muito engraçado como tem pessoas que passam férias de uma semana em Havana e voltam encantados com Cuba, dizendo que tudo funciona lá (por que não pediram uma casinha branca, um computador de US$70,00 sem internet e ficaram por lá então?).
    Essa idéia é para ilustrar que qualquer opinião baseada de um ponto de vista externo pode estar muito, mas muito equivocada. Portanto, por não ser religioso, não posso analisar alguém que decidiu ser devoto. Apenas sou contrário ao radicalismo (seja religioso, político, futebolístico ou qualquer outro tipo), mas não acho que seja o caso da Marina (até por que é muito fácil identificar radicais).
    Outra coisa que seu contrário é com “pré-conceito”. Não devemos utilizar as preferências pessoais de alguém, ou até mesmo suas origens, como critério de seleção e chamar isso de “falta de identificação”.

  68. Chesterton disse:

    Marina está andando de jatinho de luxo para lá e para cá, queimando a camada de ozonio.

  69. Chesterton disse:

    Ambientalistas de verdade são contra jatos de carreira e particulares

  70. Chesterton disse:

    propaganda de famoso eco-ambientalista que parece que foi um pouco longe demais. Aviso: é de vomitar, assistam por sua própria conta e risco.

    Denis, esse filme será postado por mim em todos posts que você colocar falando de ambientalismo. Aderi a causa, mas de modo radical. (rs)

  71. Felipe disse:

    Vai contribuir para a derrota do Serra Chesterton? ehauhae Ou vai de Levi Fidelix rsrsrs

  72. Não basta ser ambientalista, para entender de meio-ambiente. Não basta ter sido pobre, para saber como distribuir riqueza.
    Ninguém mais do que eu adoraria ver o Brasil como protagonista mundial do desenvolvimento sustentável, mas duvido que o PV seja capaz de realizar tal façanha.
    Nenhum dos seus candidatos apresentou uma solução, que não seja diminuir o consumo humano, ou privilegiar as chamadas “tecnologias limpas”, como eólica e solar, todas em posse dos países do primeiro mundo.
    Lembro que a candidata Marina defendeu no primeiro embate televisivo, a produção de energia elétrica, através da queima do bagaço de cana … bagaço de cana? … monocultura e latifúndio? … é só isto que ela tem para oferecer como opção à nação brasileira?
    Quanto a ética e a moralidade, estes são problemas inerentes à política, e à condição humana. Se este for o critério a seguir, então é melhor não votar em ninguém.
    Não que eu não vá votar em ninguém, mas na “estória da carochinha” eu não acredito mais.
    A realidade pode ser indigesta, mas é o único caminho à verdadeira mudança.
    Boa votação a todos os brasileiros, e a todas as brasileiras… que Deus nos proteja, e nos inspire… Amém!

  73. Chesterton disse:

    As pessoas só tomam conta, isto é, tornam “sustentável” as coisas que lhes pertencem. A chave da sustentabilidade é a propriedade privada, saber com segurança que você poderá deixar para seus filhos os frutos de seu esforço pessoal. As tecnologias limpas são caras, só ricos pdoem ter energia solar, eólica, etc, a população pobre (e os países) queima madeira para obter energia barata. Tem que enriquecer, seguir o exemplo de quem enriqueceu, aprender com eles e abandonar a arrogância de pobre falido.

  74. claudio barros disse:

    Faz muitos anos que eu sou leitor e assinante da Veja.
    Já foram feitas muitas capas com o momento oportuno da hitória,mas esta capa do dia 6 de outubro mostra,com certeza, o sentimento do povo brasileiro!Claudio Barros Junior- Ponta Grossa -PR

  75. Antonio Kleber Mathias Netto disse:

    A capa em branco da Veja (6 de outubro) bem que poderia trazer estampadas as conquistas do povo brasileiro, sob a Presidência do Excelentíssimo Sr. Presidente da República.

  76. Ester disse:

    Segunda-feira, leio este texto e me identifico. Este texto parecia ter saído da minha cabeça, porque é como votei e penso. Infelizmente Marina não foi para o segundo turno, mas o povo votou melhor. Porque temos uma segunda chance. E apesar de não ter ganho, nosso voto trouxe sim a satisfação. De saber que diferente do que foi pregado o povo não está totalmente satisfeito. E AS PESQUISAS ERRADAS NOVAMENTE!

  77. jorji disse:

    Do Acre para o mundo, Marina Silva, uma grande mulher, impressionante a sua trajetória.

  78. Bruno disse:

    A base aliada da Dilma elegeu 420 deputados. É uma demonstração de força. O PV e a MArina sozinhos, mesmo que bem intencionados, não teriam sustentação política para aprovar qualquer mudanção. Não com esse sistema. Devemos encarrar a realidade como ela se mostra. Ninguém governa sozinho! essa é uma verdade universal desprezada por Marina. O resto é fantasia.

  79. johnnybegoode disse:

    E agora, Denis, vai declarar seu voto para o segundo turno?

  80. denis rb disse:

    Não sei, johnnybegoode,
    Provavelmente não, mas não sei ainda. Raramente decido com antecedência o que vou escrever – escrevo sobre um assunto que me chama a atenção naquela semana. Na semana passada, me pareceu impossível não falar da Marina.

  81. Fred disse:

    A desigualdade acabou??? Brasil classe média???? 60% da população conectada??? Ambiente de prosperidade??? Qual o país que mora??? Você esta brincando, né???

  82. Leonardo disse:

    Pois é Denis, Brasília foi a única capital do Brasil que votou pra eleger a Marina (aqui ela estaria na frente com 42% dos votos, na frente até mesmo da Dilma e do Serra), mas parece que a mídia não faz esse tipo de menção abertamente – afinal, pra eles só se conta o voto do país inteiro não é?

    Aqui também o foco foi um deputado federal – Antônio Reguffe, que teve a carreira inteira pautada sobre a ética, a devolução de gastos desnecessários – como verbas de gabinete e auxílios-tudo que se paga por lá, a não-aceitação das regalias da Câmara Distrital – como 14º e 15º salários, os dias extras de férias e a denúncia de esquemas de corrupção. Foi eleito com quase 20% dos votos válidos e nem sequer precisou fazer propaganda eleitoral. Os próprios eleitores o divulgavam pra todo canto… não se viam muitos cartazes dele nas ruas e nos carros, nem pessoas abanando bandeirinhas dele na beira da pista, mas mesmo assim foi o mais votado de todos.

    O palhaço Tiririca em SP foi eleito com 6%, mas como em números absolutos isso representa muito mais votos, também não foi dado o enfoque da mídia nesse caso. Espero que um dia esse paradigma de exaltação do exótico no Brasil seja substituído por esses exemplos – muito mais dignos a meu ver.

  83. Leonardo disse:

    PS: quando disse “única capital do Brasil” quis dizer a única das capitais existentes em todos os estados – ou melhor, o único “estado” brasileiro… vocês entenderam, hehehe.

  84. Vera Tupinambá disse:

    O proprama de governo de Marina antes de ser coerente com o nosso País é coerente col Ela mesma.

  85. Nestor Carvalho disse:

    Perguntar não ofende (espero). E a entrevista com Marina? Você disse que tentou entrevistar Serra e Dilma e não obteve resposta. E Marina? Tentou? Obteve resposta? Fez a entrevista?
    Ou será que não teve a mesma decepção apenas porque nem tentou? Não é uma crítica, nem a você nem a ela. É apenas querer saber o que ficou faltando contar…

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