Como consertar a política

Ontem, passeando pelas calçadas da cidade durante as eleições, notei que, em frente de cada posto de votação, a calçada estava coberta de pequenos quadradinhos de papel, cada um deles trazendo fotos, nomes e números de candidatos. Eram papéis pequenininhos, de menos de 10 centímetros cada um.

Aqui em São Paulo, estamos nos aproximando da época das grandes tempestades do final do ano. As próximas chuvas, que talvez caiam hoje mesmo, a julgar pelo cinza do céu que estou vendo agora, provavelmente vão empurrar os papeizinhos para os bueiros. O tamanho dos santinhos é ideal para que eles sejam facilmente arrastados pela água e para que se acumulem nas bocas de lobo, formando uma massa de papel machê. Nos próximos meses, quando as enchentes cíclicas da cidade chegarem, nossos bueiros estarão devidamente entupidos por santinhos de políticos.

Essa historinha é boba, quase óbvia, um detalhe desimportante que passa despercebido no meio das emoções eleitorais. Mas, quando pensamos nela com atenção, é difícil não ficar chocado. Nossos políticos – supostamente as pessoas que zelam pelo patrimônio público – estão sistematicamente colaborando para as enchentes das grandes cidades, que trazem prejuízos bilionários para o mesmo estado que eles querem administrar. Não é uma loucura?

É. E aí vem a questão: de quem é a culpa? Dos políticos? Sem dúvida: tudo culpa daqueles picaretas hipócritas corruptos bandidos usurpadores do patrimônio público. Eles são más pessoas, e por isso o sistema eleitoral é tão ruim. Apontar o dedo para os culpados dá uma sensação boa, um alívio. Mas é imensamente simplista.

Pergunto a você: o seu candidato espalhou papeizinhos com o nome dele pelo chão? Meu palpite é que provavelmente sim. Temos um sistema eleitoral que recompensa visibilidade. Nesse sistema, espalhar uma montanha de papeizinhos pelas ruas é incentivado: quanto mais papeizinhos você jogar no chão, mais gente vai ter a chance de ver o seu número e mais gente vai votar em você. Políticos que não imprimem papeizinhos tendem a não ser notados e não se elegem. Temos portanto um sistema que premia quem colabora com as enchentes e pune quem pensa na cidade. O nosso problema, portanto, não é das pessoas, é do sistema. Não é culpa dos políticos, eles estão apenas respondendo a incentivos para que se comportem mal.

Os papeizinhos na rua são apenas um entre tantos problemas sistêmicos da nossa política. Há outros muito mais sérios. Por exemplo: as eleições são decididas pelo tempo na TV e os critérios para distribuir esse tempo incentivam coligações esdrúxulas. Por isso, quase todo mundo faz coligações até com o diabo. Outro exemplo: candidatos “de protesto” tendem a ser bem votados e podem ajudar a eleger outros da mesma coligação. Isso faz com que quase toda coligação tenha algum personagem bizarro, como o Tiririca aqui em São Paulo, que parecia uma piada, mas na verdade era parte de uma estratégia bem séria.

Resolver problemas sistêmicos é difícil pacas – muito mais difícil do que achar culpados. Ainda mais na política. Como são os próprios políticos que fazem as leis, eles estão envolvidos no sistema: não têm interesse em mudá-lo. Por causa disso, estamos há décadas esperando a tal “reforma política” e ela nunca vem. Por que viria? Os grandes partidos estão confortáveis com o atual sistema e não têm interesse em mudá-lo.

Caberia à sociedade então encontrar soluções. Talvez o que o Brasil precise seja de um grupo multidisciplinar de representantes da sociedade independentes, vindos de vários setores diferentes, talvez até com a participação de um ou outro não-brasileiro que consiga olhar para o problema de um jeito fresco, novo. Esse grupo de pessoas entrevistaria políticos e eleitores, imaginaria modelos melhores, faria brainstormings e testes e, ao final, proporia um novo sistema – completo, buscando atacar cada probleminha e problemão, dos santinhos ao Tiririca, dos debates xoxos ao financiamento de campanha, buscando criar um sistema que torne a experiência de votar muito mais satisfatória. Aí, com o projeto pronto, o trabalho seria pressionar o Congresso a aprová-lo.

É assim que se conserta sistemas. Não é fácil. Mas temos quatro anos antes da próxima grande eleição. Que tal começarmos hoje (antes da chuva)?

36 comentários
  1. Mariana V. disse:

    Você é sensacional em seus artigos! Acompanho semanalmente. Mas, dessa vez, discordo. Quer dizer, concordo, mas em partes. Acredido que os culpados por esses santinhos no chão não são os políticos, mas, diretamente, a população. Eu amo o Brasil, sou patriota! Tenho total convicção de que a única maneira de o país progredir mais e mais a cada ano é por meio do patriotismo. Entretanto, temos uma população mal educada que contrubui – imperceptivelmente – para o regresso social. Não respeitamos nossa cidade. Daí dois, três meses as chuvas, naturalmente, veem e alagam tudo e nós lamentamos, ficamos indignados. Chega a ser ridículo, não é mesmo?! A culpa disso tudo é da população; é minha, sua, da minha vizinha, da comunidade local. De todos. Cabe a nós mudarmos isso! Somente a nós! Triste né? Saber que temos o poder de mudar e ficarmos inertes.

    Saudações Denis. Aqui vai um comentário de uma leitora – jovem ainda, com 15 anos – mas que admira muito o seu trabalho e de todos aqui desse site. Beijo

  2. paulo hora disse:

    O que voce que votou na marina acha
    de um partido que se considera verde espalhar esse lixo todo na rua também?
    no mínimo hipócrita né?

  3. ricard disse:

    tudo é questão de dinheiro. compra-se dos partidos e candidatos txas de limpeza publica. agora, o ideal é acabar com a manifestação através de folhetos, etc. todos no radio, tv e internet. comicios, organizadores devem deixar limpo a area sob pena de multa.

  4. denis rb disse:

    Aí que tá, paulo hora,
    Hipocrisia? Talvez… Mas o que eu quis mostrar no texto é que o problema é sistêmico. Há incentivos para que todo mundo emporcalhe a cidade. Quem diz que não imprime santinhos é ridicularizado pela “falta de pragmatismo”. Eu sei que eu escolhi um deputado estadual que fez “campanha limpa” – não imprimiu nenhum papelzinho. Ele não foi eleito.

  5. Podemos começar colocando na prefeitura uma pessoa realmente comprometida em investir em obras anti-enchente. Não esse que está aí e que está mais preocupado com a especulação imobiliária. Aliás é isso que dá votar em um corretor de imoveis para prefeito. kkkkkkkkkk

  6. valmir luis disse:

    O maior e unico culpado é o TSE que nao tem regras claras e nao tem moral nenhuma para delegar sobre nada.Se passaram os ficha-suja imeginem os ruas-sujas.Vale tudo.Nao temos lei mesmo.Todo mundo finge que existe mas ninguem obedece.A palhaçada continua.

  7. Leonardo Xavier disse:

    Denis, continuando em cima do raciocínio do Paulo: até que ponto vale sacrificar os princípios para se chegar ao poder?

    E eu também faria o seguinte questionamento é será que um deputado que não consegui bolar alternativas criativas e sustentáveis para campanha consegue fazer isso durante o mandato?

    Será que o candidato não consegue chamar atenção para causa e a campanha organizando um mutirão para reciclagem ou para recolher lixo na praia, ao invés de distribuir panfletos poluindo o mar?

    E eu tenho certeza que para tornar um país ou estado, mais sutentável deve ser necessário um esforço criativo muitas vezes maior do que aquele necessário para fazer uma campanha sustentável, você não concorda comigo ?

  8. Ana disse:

    Não sei se o Paulo viu direito, mas no meu colégio eleitoral, dentre os milhares de santinhos, não havia unzinho do PV. Seria mesmo um paradoxo este partido distribuir, quer dizer, jogar santinhos aos quatro ventos. E sabe o que é mais triste? Ver as pessoas se abaixando no meio da sujeira para escolher um candidato. Este ano trabalhei nas eleições, pude ver de perto como este sistema funciona e fiquei impressionada com o número de pessoas que chegam às urnas totalmente despreparadas.

  9. denis rb disse:

    Concordo contigo sim, Leonardo, é exatamente isso.
    Acho que a falta de criatividade é um outro problema sistêmico da política. Nosso sistema torna quase impossível um trabalho criativo, com tantos incentivos à chatice, ao pragmatismo, à falta de ideias novas.

  10. Fábio Martin Herenyi disse:

    Com absoluta certeza são os candidatos. Nas próximas eleições a Justiça Eleitoral deveria toma atitudes severas contra quem espalha toda essa sujeira. Uma sugestão: uma cassação do mandato, por exemplo.

  11. jorji disse:

    São as pessoas sempre, são as pessoas sempre, uma das formas de se conhecer os “humanos” de uma determinada sociedade, é analisar a política, o mundo marginal( crimes em geral), entre outras coisas, e o remédio é sempre o mesmo, educação, quanto mais QI , conhecimento e cultura um indivíduo adquire, maior a capacidade tem essa pessoa de entender o que é certo ou errado, de avaliar, aferir, calcular, etc, e como consequência, a somatória de vários indivíduos mais capazes, criam uma sociedade mais equilibrada, somos um país que cresce economicamente, com um povo ignorante, um fenômeno interessantissimo.

  12. reynaldo moreira disse:

    Não gostar dos santinhos jogados no chão é uma unanimidade. Mas quero chamar a atenção para outro tipo de degradação, não apenas ambiental, mas humana. O Skaf, que é um empresário, contratou adolescentes para sua campanha, certamente pagando uma miséria e sem formalização de emprego. A função deles era simples: eram quatro e cada um trazia nas costas uma armação de ferro com uma letra do nome do candidato. Ficavam encostados, juntinhos, debaixo do sol quente, na beira da calçada, quando o sinal estava aberto, e quando fechava iam juntinhos para o meio da pista e davam as costas para os carros. Vocês acham que um sujeito que coloca as pessoas nesse tipo de situação tem algum respeito pelo eleitor, pelo ser humano? Mas quem tem olhos para ver pode ter uma idéia de como esse empresariado enxerga as pessoas do povo, como elas são para eles um objeto, um robô, e como vê o eleitor como massa de manobra. A cara de pau é tão grande que confiam muito em que as pessoas vão achar a cena dantesca como algo natural. E têm razão, o motorista vê aquilo e acha natural.

  13. Joao disse:

    Eu topo! Comecemos hoje!

  14. denis rb disse:

    Verdade, reynaldo moreira
    Isso é terrível mesmo. Não foi só a campanha do Skaf não. Aqui em São Paulo, vi a campanha da Marta fazer o mesmo.

  15. Diogo Fernando, @dihpardal disse:

    Bom; tanto José Serra quando Dilma se comprometeram em fazer acontecer a reforma politica. Agora temos que fazer nossa parte; as eleições é só uma etapa. Mas a politica é durante toda a gestão e somos nós que fazemos.
    Um ou outro não vai fazer a diferença, mas a exemplo do IMPEACHMENT do Collor; juntos podemos mudar.
    Queri confiar na minha geração e na geração que está por vir que nas urnas mostraram uma reprovação e também uma aprovação de um novo modelo de politica com a Marina.

    Impossivel não votar em quem não distribuiu santinhos; mas votei no que MENOS distribuiu.
    Além do mais, tratam o politico como um produto. O melhor marketeiro vence! Quem paga isso? Certamente são empresas que estão por trás, e LOGICO que não fazem tudo isso de graça.

  16. denis rb disse:

    Pois é, Diogo
    A questão é: qual reforma Dilma e Serra vão fazer? Respondo: certamente uma que cuidadosamente preserve interesses e não machuque aliados. Reforma que preste só sai se a sociedade se adiantar ao debate e propuser algo realmente transformador. Não vai vir de lá.
    E você está certo: a maior questão é essa que você descreve. Financiamento de campanha e “produtização” dos candidatos.

  17. Não há diferença entre a indignidade do trabalho desses adolescentes da campanha do Skaf e os milhares de agitadores de bandeiras e seguradores de faixas de todas as campanhas e partidos, que ficam debaixo do mesmo sol pela mesma miséria de remuneração. De novo, é um problema sistêmico – e nesse caso não só eleitoral. Existe uma oferta infinita de gente necessitada que se dispõe a fazer isso, então os partidos podem contratar quanta gente quiserem por um pagamento ridículo…

    è fantástica a idéia do Denis sobre a equipe multidisciplinar… O problema é fazer nossos ilustres eleitos comprarem essa idéia…

  18. jorji disse:

    Reforma política, ai vai a minha sugestão: o fim do voto obrigatório, o fim dos votos dos menores de idade.

  19. reynaldo moreira disse:

    Na certa Marta fez o mesmo que Skaf, Denis, não há diferença essencial entre os dois. E Jorge Luis, concordo com você, agitar bandeira é também trabalho indigno, apenas, a imagem que descrevi parece demonstrar de forma mais gritante esta indignidade. Agora, o fato de existir tanta gente necessitada não justifica a atitude do político-empresário que coisifica essas pessoas de modo tão indigno, não é verdade? Vocês têm razão, o problema é sistêmico, o sistema capitalista produz a coisificação das relações humanas, ele situa em posições sociais diversas os que coisificam e os que são coisificados, desumanizando todos, incluso aqueles motoristas que estão vendo a cena e acham natural. Alguns compartilham da idéia de que o empresário está dando oportunidade, recursos, vida, àqueles que transformou em coisa.

  20. jorji disse:

    Voces querem demais, em qualquer lugar do mundo, politico é financiado por alguém, isso acontece há muitos séculos, no mundo da política, não existe lugar para pessoas boazinhas, e nem deve, quem tem que liderar a sociedade são os piores homens, sempre foi e sempre será.

  21. jorji disse:

    Mudar o sistema político é uma coisa, mudar um político é outra coisa, no mundo da politica, religião e militar não existe lugar para os fracos e bonzinhos.

  22. Rodrigo disse:

    Denis, concordo com a argumentação, mas escrevo porque acho que sua conclusão embute uma ideia frequentemente defendida e que, na minha opinião, é muito perigosa.
    Esse negócio de “corpo técnico” para resolver questões políticas me dá calafrios.
    Não acho que política seja sinônimo de bandidagem e não acho que os políticos sejam uns inúteis que, na melhor das hipóteses, a gente deve simplesmente “pressionar” para que façam aquilo que queremos.
    Eles são quem nós escolhemos para estar lá. E quem são esses “técnicos” para dizer ao conjunto dos brasileiros o que é melhor para eles?
    Um corpo técnico ajuda muito, claro, para instruir as decisões. Ciência ajuda a ampliar de maneira progressiva o entendimento sobre o mundo objetivo.
    Mas as decisões, em mais vezes do que se costuma admitir, é política, pautada por interesses pessoais, morais, financeiros, religiosos, sexuais e outras tantas questões psicológicas, culturais e biológicas até, que na minha opinião fazem parte do processo decisório tanto quanto a objetividade científica (que também tem seus vieses e desacertos).
    Ao examinar a história recente, aqui da minha poltrona vejo um país que evolui a passos largos, e muito por conta do trabalho desse povo que tanta gente adora demonizar, chamando de “políticos”.
    Além disso, alguns dos capítulos mais obscenos da mesma história recente derivam, em parte, da invasão da técnica e da ciência em terrenos que, a meu ver, não lhe pertencem.
    Não acho que haja mágica. Na minha opinião, o único caminho para a evolução do processo político virá da educação da população, o que trará maior consciência sobre seu papel não apenas no processo eleitoral, simplesmente, mas no dia-a-dia da política, escrevendo aos seus representantes, engajando-se nas suas comunidades (virtuais ou não) e exercendo sua cidadania.
    Corpos técnicos, como eu disse, ajudam. Mas, sem incluir a política na equação, acho que ela não fecha. Ou fecha bem distorcida.
    Abs

  23. denis rb disse:

    Não é corpo técnico não, Rodrigo. É gente de fora do sistema, com um olhar multidisciplinar, capaz de apontar um caminho que, de dentro do sistema, parece invisível. Não é um corpo de especialistas, é um grupo aberto da sociedade civil.

  24. denis rb disse:

    E vê só, Rodrigo: minha intenção não é demonizar os políticos, é quase que o contrário. Reconheço as conquistas dos governos brasileiros nas últimas duas décadas em muitas esferas. E é claro que são os políticos eleitos aqueles que tem autoridade para governar: autoridade conquistada pelo voto. São eles nossos representantes.
    Mas é frustrante a imensa imperfeição do sistema político, que por sua vez gera distorções enormes nessa mesma representação. Há uma quebra da legitimidade aí. E eu tenho certeza de que a solução para isso não vai vir lá de dentro. Não porque eles sejam bandidos ou picaretas, mas porque eles são parte do sistema que não funciona.
    Também não estou sugerindo que esse grupo multidisciplinar tenha alguma autoridade para mudar o sistema – obviamente não tem. Não estou falando de autoridade. Estou falando que seria legal que alguém gerasse ideias, que alguém pautasse o debate – que depois obviamente precisaria passar pelo Congresso para virar lei. Mas pelo menos se parte de alguma coisa. Hoje ficamos aqui em casa esperando a solução vir lá de dentro. O Serra promete reforma política. A Dilma promete reforma política. Mas que reforma? Não é deles que as melhores ideias vão vir.

  25. reynaldo moreira disse:

    Incrível como vocês acreditam que uma parte do sistema pode vir a funcionar desvinculada do grande sistema em que está inserida. A grande maioria dos políticos é financiada pela aristocracia financeira, pelos grandes industriais, pelo agro-negócio e para que? Óbvio, para que defendam seus interesses. É assim no Brasil, na Índia, na Suécia e nos Estados Unidos, e a democracia formal se sustenta na idéia falsa de que, uma vez eleitos, eles vão defender o interesse daqueles que depositaram nas urnas os seus votos. Por isso o sistema capitalista-republicano é tão forte, pois se baseia nessa ilusão. Quando o Rei admitia: “eu sou o Estado”, ficava patente, ficava mais fácil identificar que a ordem instituída era a ordem dos privilegiados. Agora, quando alguém quer se revoltar contra o sistema, o Reinaldo de Azevedo e Cia. Ltda. grita: “você quer se revoltar contra a democracia, você quer se revoltar contra o povo”. E dá-lhe chamar o polícia e o exército, os robôs que garantem a ordem! Enquanto existir política partidária, o sistema não vai funcionar como apregoa, ou seja, democraticamente, pois está fundado em premissas falsas, a de que presidentes, senadores e deputados representam o povo. É chato ter que falar essas coisas, e peço a Denis Russo que não desqualifique meu argumento dizendo que esse blog não pretende ficar em reclamações e sim apontar soluções. Não estou reclamando de nada, estou escavando mais fundo, para demonstrar onde reside o problema. Para apontar soluções, é preciso pensar o problema com profundidade, não? Ah, mas o sistema como um todo é assim mesmo, para tanto não existe solução. O que posso fazer? Soluções paleativas também não são soluções. Não é uma idéia charmosa, não vende revistas, mas o que posso fazer? Se não for eu para expressá-la, quem será?

  26. Seiichi Okada disse:

    Concordo com o Reynaldo que o sistema realmente parece ser mais complexo do que o próprio Denis disse (que já em bem complexo). Uma coisa que me marcou muito nessas eleições foram o início delas em que os nossos 3 principais cadidatos declararam o quanto estava previsto eles gastarem nessas eleições e o que me choca é saber que os resultados refletem bastante os percetuais de dinheiro investido por cada um.
    Acho que com raras exceções, ainda tem mais influencia quem faz mas ( e melhor) propaganda, já melhorou muito com a proibição dos showmissios e de algumas outras maneiras massificantes de propaganda, mas ainda está muito aquem da real democracia, aquela idéia utópica que estudamos na escola, que foi criada na grécia antiga onde os políticos eram representante do Povo.
    Acho que a priori poderiamos tentar fazer Benchmark, quem é o pais q possui o o sistema político mais bem sucedido no momento? o EUA? Será que o representativismo, com alguns ajustes, não seria um bom modelo a ser seguido?

  27. Felipe disse:

    Parabéns São Paulo, um palhaço no congresso e outro no Palácio dos Bandeirantes. De novo!!!!!!!

  28. luiz disse:

    O pretenso candidato, antes de se eleger, se for o caso, já esta fazendo sujeira.
    Depois de eleito. Huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuum
    Vai reclamar que esta havendo descaso da prefeitura ,nos cuidados de manutenção de bueiros, porisso as enchentes.
    Ai, vai estar ganhando mais uns pontinhos da população.
    Gracinha.
    Como consertar, o que se diz inconsertavel.
    TRE, proibir distribuição de santinhos/outros 03 dias antes da votação.
    Permitir somente colocação de placas, tamanho X por X, uma por candidato, com distância de até 100 mts do ponto de votação, recolher no final do dia, apos ás 17:oo horas.
    Proibir pintar muros, muitos prometem e não tiram depois que foram infelizes como candidatos, acabou-se o tutuino.
    Até

  29. tiago disse:

    Humm!
    Politicos, pessoas desonestas, capazes de passar por cima de todos nós cidadões para ter o que querem, DINHEIRO, acha mesmo qua a politica seria tão boa, se os senadores,ministros todos do ambito ganhacem menos que uma diarista, que trabalha mais do que eles, não teriamos presidente e nem outros, teriamos pessoas que realmente se preocupa com o patrimonio brasileiro, ao contrario só temos pessoas que se preocupam com a própria barriga, com os programas luxuosos.
    sobre os santinhos, depois das eleições no prazo de cinco dias todos os candidatos responsaveis pela sua foto exposta, deveria se obrigado a recolher tudo, deixar tudo limpo do jeito que encotrou quando sujou, fora do prazo de recolhimento e não fez a obrigatoriedade deveria pagar uma multa correspondente a 30 x o seu salário, dai sim, eu queria ver sujeira, não existira santinhos na rua …. !

  30. paulo Martins Melo disse:

    Diria simplesmente: O maior vilão desta história é o próprio povo que continua depositando seu voto naqueles mais indinheirado… Não temos mais líderes políticos e sim compradores de consciência.

  31. Abimael Alves dos Santos disse:

    Os brasileiros vão chorar lagrimas de sangue, caso a Dilma seja Eleita a Presidente da República, é isto que o Lula quer, para ele retornar a ser candidato como o salvador da Patria, pode ter certeza, mas o brasleiros cai nessa de quizerem, vejam bém o primeiro Ministério do Lula o que fez, o mais corrupto do mundo. Acorda gente por favor.

  32. RODRIGO disse:

    VOCÊS DA VEJA A FOLHA O JORNAL NACIONAL E ESTE MANIPULADORES MENTIROSOS DAQUI DA ELITE PAULISTANA QUEREM VER SÓ É SÓ BUSCAR AS MATÉRIAS ANTIGAS PARA VER COMO A VEJA TAMBÉM MENTE

  33. RODRIGO disse:

    SERRA ESCORREGOU NAS PRÓPRIAS SUJEIRAS E GOLPES BAIXOS

  34. jeze disse:

    o serra vai sair menor do que entrou.

    a culpa é da impressa que defende partidos e nao o povo.

    Nao sou petista, e acho muito bom, as denuncias, mais desta forma completamente parcial? como se o outro partido fosse um santo? vcs falharam feio, e isto ficará na historia…vcs nunca apagaram isto…a imprenssa sai menor do que entrou nestas eleiçoes.

    Estou envergonhado com a Veja, a folha, o estadao e a globo.
    A band… tem uma posição parecida…mais tem tambem liberdade de expressao.A band sai maior do entrou, agora, vcs. foi lamentavel.

  35. vanderlei berndt disse:

    estou muito indignado
    porque todos nos sabemos que com a continuidade do pt no poder ñ e nada bom para o pais.primeiro porque se o povo analisasse um pouco deveria trocar de mão para desmanchar a panela que foi criada ao longo destes 8 anos.
    foi visivel a reação do pt quando as pesquisas deram o serra proximo da dilma , eles tem o rabo preso.
    com a carga tributaria que pagamos absurdamente ñ se fala mais em em fraude de milhoes e sim de bilhoes .
    agora eu pergunto se fosse na europa esses escandalos todos o pau quebrava , o problema que o povo brasileiro ê muito passivo e aceita tudo calado sõ se manifesta caso a imprensa presione e como os meios de comunicação junto com os banqueiros nuca ganharam tanto dinheiro como agora , divulgam as coisas pelas meias .isso ñ vai prestar quem sai perdendo~somos todos nos .

  36. Clesio disse:

    Pra consertar a politica somente quando a eleição for por sorteio para deputado vereador e senador e não por voto. Vai acabar com a maracutáia . o candidato teria que participar de um curso caso fosse aprovado iria para um sorteio. Ai qieria ver se sarnei , renans, mecadantes, serras e lulas iriam ficar mostrando a cara todo ano.

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