O país dos vips

Não estou acostumado a ser vip. Apesar de trabalhar há anos “na mídia”, como se diz, jornalistas que escrevem sobre ciência, ideias e meio ambiente, como eu, geralmente não recebem muitos convites. Nada que se compare àqueles que escrevem sobre consumo (moda, carros, entretenimento, essas coisas que fazem a roda da economia girar).

Talvez seja sinal dos tempos o fato de que usufruí do meu primeiro convite vip esta semana. Foi lá no festival de rock SWU, sigla de starts with you, “começa com você”, um evento internacional que foi licenciado no Brasil. Como é um festival “sustentável”, além de convidar patrocinadores, artistas, diretores de marketing, publicitários, jornalistas de cultura, os organizadores resolveram incluir a “turma da sustentabilidade” na lista vip.

Este que vos fala inclusive. Fui lá falar no tal “fórum de sustentabilidade”, que incluía um monte de empreendedores sociais e inovadores em geral. No resto do festival, eu pude circular para lá e para cá com um crachá que trazia o adesivo “backstage” no verso. Com esse crachá, os seguranças me deixavam entrar em qualquer lugar: atrás dos palcos em meio aos músicos, numa área cercada de grades junto ao palco, com visão privilegiada dos shows, ou até na “tenda do Eduardo Fischer”, nomeada em homenagem ao publicitário que organizou a festa, um espaço confortável, cheio de sofás, com uísque 12 anos, caipirinhas, canapés deliciosos e, supremo luxo, banheiros de verdade.

Foi estranho. Foi a primeira vez que vi um mega show desses do lado mais verde da cerca. Pude ficar colado ao palco, enquanto os simples mortais lá trás se espremiam numa grade. Lembrei envergonhado do ódio que eu tive por esses executivos arrumadinhos em shows como o dos Rolling Stones, na praia de Copacabana, em 2006, com 1 milhão de pessoas na praia e algumas centenas de vips à sua frente, os únicos com direito de enxergar o palco. Na época, sugeri lançar a campanha “acerte um vip”, com latinhas de cerveja. Ah, o radicalismo da juventude. E agora aqui estava eu, mastigando sashimi, de caipirinha de frutas vermelhas na mão, todo sorridente.

Foi bizarro também. Havia tantos vips que às vezes se formavam filas deles. Como todo mundo na fila era vip, isso dava origem a uma guerra de carteiradas, todo mundo furando a fila com a justificativa de ser vip, sem se dar conta de que todos na fila eram vips.

O Brasil é o país dos vips. Como estamos acostumados a sermos o país mais desigual do mundo, achamos normal que haja uma elitezinha minúscula cercada por uma imensa ralé. Ao longo da história, nos tornamos especialistas em erguer grades vigiadas por seguranças truculentos separando uns dos outros. Estamos na ponta em termos de tecnologia de segregação. Claro que, nesse clima, todo mundo quer ser vip. Ninguém quer ter o azar de ir parar do lado errado da cerca. Por conta disso, quem conhece os executivos que distribuem crachás vips cultiva com cuidado essas relações. Isso dá um poder imenso.

O Brasil está mudando. Milhões de pessoas estão ascendendo socialmente, o que vai lentamente superlotando as áreas vips. Talvez esteja chegando a hora de elas serem abolidas de uma vez. A hora de tratar bem o público inteiro e de permitir que quem chegar antes ao show possa escolher o melhor lugar. A hora de respeitar a audiência pela sua humanidade, e não pela cor do seu crachá. Isso sim seria um festival “sustentável”.

80 comentários
  1. Isabella disse:

    Demais seu texto, Denis.

    Também fui ao SWU e fiquei chocada com a cultura vip criada por um festival que se diz “sustentável”. Sustentabilidade para mim começa quando percebemos que somos todos iguais.

    Escrevi sobre também, reunindo os relatos de gente que sofreu muito por lá com a desorganização além da área premium: http://bit.ly/9Jbc3W.

  2. Monica disse:

    Gostei Denis. A segregação parece incrustrada e terrivelmente naturalizada. Abrir mão de certos privilégios, embora difícil, parece ser imprescindível se queremos de fato construir uma vida com menos distâncias e menos gradeada (em todos os sentido!)
    Coincidentemente estava agora ouvindo o Rage Against the Machine…li que ofereceram uma das músicas ao MST.

  3. ivan disse:

    Você poderia “explicar melhor” a primeira frase do último parágrafo ?

  4. Leonardo Xavier disse:

    Eu cheguei a ver uma entrevista com um dos organizadores do evento, onde se usava a lei de mercado para justificar as áreas vips. O que eu achei uma justificativa nada válida para um festival que tenta mostrar que existem outras vias.

    Legal ver alguém que mesmo tendo sido convidado para área vip, continua criticando essa postura num festival sustentável.

  5. Luiz Garrido Filho disse:

    Infelizmente a palavra sustentabilidade está virando um clichê, sendo gasta por parte de nós, dos políticos, da mídia etc, está virando mais um produto simplesmente. Quem perde somos nós, nosso planeta.

    E sobre a Super, sei que ela é legal porque muda, ainda compro e acho legal, mais venho perdendo o interesse, não sei se sou realmente eu que estou ficando velho, e a revista seguindo os mais jovens, mas estou achando que está perdendo conteúdo, não sei explicar, e tem umas seções um pouco bobas, no lugar de outras que eram muito legais. E bom, como gosto não se discute, preferia o modelo antigo. E realmente não queria ofender a revista ou algo assim, é que é uma revista muito importante para mim, mesmo! Me acompanha desde pequeno, aprendi muito com ela, e já me ajudou muito em provas e vestibulares ou para simplesmente distrair a cabeça. Obrigado, e bom, aceite o elogio, gosto muito do seu trabalho.

  6. Marivone disse:

    Com todo o respeito ao meu digníssimo noivo, eu te amo, cara! hauhau Adorei o texto.😉

  7. denis rb disse:

    ivan,
    O que eu quis dizer é que a lógica da “área vip” é ótima para um país de alma escravocrata, com muitos pobres e poucos ricos. Na última década, mas de 20 milhões de brasileiros deixaram a pobreza no Brasil, e o país está se tornando uma grande nação de classe média. Em um país de classe média, não faz sentido ter área vip, elevador de serviço ou outras formas semi-oficiais de segregação.

  8. Welton Gonzalez disse:

    Se num SWU da vida foi assim, imagine na Copa do Mundo e Jogos Olímpicos? Esse tipo de evento foi feito pro “amigo do amigo” e o povão do outro lado da cerca quem paga a conta e fica duas horas na fila para usar um banheiro imundo.

  9. renato lopes disse:

    Parabéns Denis, abordagem perfeita sobre o tema.

  10. Cristiano Casagrande disse:

    Texto incrível… parabéns!

  11. Aleo (@aleo12) disse:

    EX-CE-LEN-TE > “Havia tantos vips que às vezes se formavam filas deles. Como todo mundo na fila era vip, isso dava origem a uma guerra de carteiradas, todo mundo furando a fila com a justificativa de ser vip, sem se dar conta de que todos na fila eram vips.”

  12. JuNascimento disse:

    Adorei! Perfeito seu ponto de vista.
    Eu estava lá e multidão que se espremia, principalmente no segundo dia, era incrivel, mts vips que alem de não pagarem ingresso, ao contrario da galera que passava perrengue ate pra beber agua, ficaram lá na frente achando que era balada e não sabiam cantar uma musica das bandas. Foram so pra se exibir mesmo…enfim…é assim que acontece. Esse curralzinho la na frente tá rolando em tudo que é show agora.

  13. Renato Sorin disse:

    Cara, desde quando ser vip, ou não estar na área vip, torna alguém melhor ou pior? Você gostou de ser vip, provavelmente todo evento vai querer voltar, mas fica com medo do que podem falar. É impressionante como usa o “Ah, o radicalismo da juventude” para uma coisa que não faz 10 anos que passou, como se você tivesse lá seus vinte e poucos anos. Hehehe…

  14. Diogo Braz disse:

    Cara, muito bom mesmo o seu texto e o seu ponto de vista! sobre a sustentabilidade do evento, o que eu percebi é que a verdadeira sustentabilidade que rolou foi a do status quo. ótimo texto

  15. Erika disse:

    Não vi nada de sustentabilidade por lá! Tinha lixo espalhado pelo chão (talvez por não haver lixeiras suficientes), bebidas a preços exorbitantes, copos plásticos distribuídos sem o menor critério, não havia sequer o mais básico dos básicos que é a coleta seletiva de lixo! Mas o pior foi a estrutura (ou a falta dela) nos campings! Filas de 3 horas para tomar banho, inexistência de torneiras para lavar as mãos e escovar os dentes, banheiros imundos e de novo o problema do lixo! Pra mim, esse negócio de sustentabilidade foi a maior lorota! Esse Fisher tava mais é pensando no bol$o dele!

  16. Mancha Leonel disse:

    Parabéns pelo ótimo texto. É uma pena ele estar num veículo de comunicação como este. Acaba sendo contraditório ler isso junto a outras posições do clã Civita.

  17. Phelipe disse:

    Em qualquer lugar do mundo existe isso… Chega de socialismo barato

  18. Felipe disse:

    Po, mas apesar de não curtir essa “ala VIP”, queria estar no seu lugar na hora do Rage Against The Machine…Banda foda musicalmente e com ideologia!

  19. Felipe disse:

    Monica, eles até usaram boné do MST, mas foi censurado pela Globo.

  20. Paula Romano disse:

    Terminei o texto com um “Uau!”. Parabéns mesmo.

    O país tem muitos problemas com a palavra “justiça”. Talvez isso responda a necessidade dos “vips”.

  21. denis rb disse:

    Phelipe,
    Você está muito equivocado. Já visitei o backstage de shows nos Estados Unidos (porque morava lá e tenho amigos músicos). O acesso é controlado sim – só para profissionais que têm o que fazer lá atrás. Nada do desfile de adolescentes que ganharam ingresso do pai diretor de marketing que se vê por aqui. Não tem nada de socialista criar ambientes não segregados – pelo contrário, é postura típica de democracias liberais.

  22. denis rb disse:

    haha
    Renato Sorin, se eu estivesse doido para receber mais convites vip, talvez fosse mais estratégico não ter publicado este texto… Não acha?
    E claro que a referência aos radicalismos da juventude é só uma auto-ironiazinha: em 2006 eu já tinha deixado a juventude para trás fazia tempo…

  23. Márcio Campos disse:

    Se alguém puder me explicar exatamente onde o Show foi “sustentável”, agradeço. Pintaram o show de verde, e só ! Ora, faça me o favor !

  24. Marcio Rocha disse:

    Já eu estou cá pensando com meus botões… Ora, se o Dênis foi ao festival que se diz sustentável, participou do “fórum”, e o que conseguiu produzir foi um texto falando de áreas vips, demonstra exatamente o que foi possível extrair de lá sobre qualquer tipo de sustentabilidade.

  25. Claudio Rama disse:

    Preciso comprar uma vogal:
    Ohhh my God!

  26. reynaldo moreira disse:

    Até parece que quem estava do lado de fora da ala VIP era o povão!! Os ingressos eram caros, o lugar isolado, só para quem tem carro e moto. Meu sobrinho, de dezesseis anos, foi todos os dias. Meu irmão o levava de dia e ia buscar de madrugada. Uma platéia de filhinhos de papai, se babando por ídolos cada vez mais pasteurizados. Não é de se admirar que haja segregação nesse universo de segregação onde impera o tédio e a mesmice. E tudo sustentado pelo discurso charmosinho da salvação do planeta, da sustentabilidade, etc., ai que saco viu!!!

  27. Moozarela disse:

    Boa Dennis, bom texto, valores corretos, ideologia acertada.Acho que estamos evoluindo, cuidado só pra nao acabar demitido como a Maria Rita Kehl…essa mentalidade vip esta enraizada no pensamento colonialista de grande parte dos produtores de eventos e shows…gosto e participo de muitos eventos de musica, acabo de receber por exemplo uma newsletter de um show do Arrested Development em Londres, no Barbican Hall que custa 14 libras, ou seja, nao mais q 45 reais. Um ingresso de festival custar 180 (minimo) é um roubo!!! Sem falar da cerveja a R$ 6 e do estacionamento a R$100…A carencia (ainda???) de bons shows no Brasil é que alimentam esta ganancia….alem da carencia do publico e do exagero na idolatria por certas bandas…A megalomania dos nossos “greenmanangers” tambem é outro fato a ser considerado…mais de 70 atraçoes, 2 palcos gigantes um ao lado do outro??? Enfim…reveja o conceito do “acerte um vip” talvez ainda esta em tempo de remodelar o conceito adequando apenas à pratica e a logistica…rsrs…e se prepara que Jamiroquai e o Beattle Paul estao a caminho para perpetuar a especie…killing in the name!!!! Abraço

  28. denis rb disse:

    Marcio Rocha,
    Deixa eu ser justo aqui. Havia sim no Fórum de Sustentabilidade muita gente boa representando ideias interessantes e inovadoras. A curadoria foi muito bem feita e fiquei bem orgulhoso de fazer parte daquela lista. Não seria justo dizer que o evento foi irrelevante no que se refere à discussão sobre novos modelos sustentáveis. Tenho dúvidas quanto a esses modelos terem realmente inspirado o evento em si, mas houve méritos lá.

  29. denis rb disse:

    reynaldo moreira,
    Certamente não era o povão – os ingressos eram caríssimos. Mas não é isso que estou discutindo: a luta de classes. Estou discutindo é a lógica da coisa, a segregação institucionalizada, a cultura dos vips.

  30. denis rb disse:

    Moozarela,
    Acrescente à sua equação a indústria de carteirinhas de estudante falsificadas, que faz com que nós, manés que nos recusamos a falsificar, paguemos o dobro porque hoje calcula-se os preços de ingressos levando-se em conta que todo mundo paga meia.

  31. Paula disse:

    Parabéns!
    Queria também acrescentar a nova modalidade VIP, é a “pré-venda”, quer dizer, é o Pré-VIP. E a graça não está mais em ir ao show, está em poder dizer que você conseguiu comprar os ingressos, que você participa de algum tipo de grupo seleto portador de algum cartão de crédito…

  32. paula juchem disse:

    mais uma vez, maravilha de texto!

  33. rafael moraes disse:

    Chegaram ao cumilo de hoje existir venda de ingressos para pista VIP ou normal, ou seja, paga-se para ser VIP… Nada mais honesto no pais das celebridades instantaneas, BBBs e Panicats…

  34. Matias Mignon Mickenhagen disse:

    Cara, não foi pra escrever isso que te botaram lá, ha, ha ha!! Bom texto Denis, abs.

  35. Caroline disse:

    Muito boa sua resenha. Algumas coisas: no show do Rage Against a galera provou que essa coisa de separar vip é ridícula, e também provou que, se o público quiser, não existe nem área para a imprensa. Claro que isso atrapalhou e fez com que o show fosse paralisado por um tempo, mas mesmo assim. Outra: sou uma adepta de vips, confesso. Gosto de ver shows de perto, mas o preço que os vips estavam no swu equivaliam ao preço da minha viagem com hotel, café da manhã, translado e viagem de ida e volta para Curitiba inclusos – além dos próprios ingressos em pista normal. Então não tinha nem discussão. Mesmo assim, obrigada por nos contar o que rolou “por trás dos bastidores”.

  36. Jr. disse:

    Eu nunca fui a favor de pista vip, pista premium e esse tipo de regalia barata (?!) pra quem tem mais dinheiro. No meu tempo, ir em show de rock era chegar às 9h da manhã pra um show que começaria às 22h. Correr estádio a dentro quando os portões abrissem. Isso é devoção, fanatismo, o resto o dinheiro paga. Mas não é o seu caso, amigo jornalista. Você foi CONVIDADO. Tem os méritos que o dinheiro por si só não consegue. Foi por esses méritos que você estava lá cheio de luxo. Fez bem! Tem que usufruir muito desse tipo de convite. E mais: abolir a pista vip é o começo da igualdade! Abaixo à pista! E que os jornalistas merecedores usufruam de suas conquistas em eventos como esses…

  37. Regina disse:

    denis, partilho do seu ponto de vista. De fato os VIPs deveriam ser abolidos. So acho um tanto hipócrita e incoerente que você defenda o “não-privilegio” sendo que está envolvido em um evento como o TED, em que as pessoas se inscrevem e são “escolhidas” para participar ou não. Claro que esse critério me parece mais justo do que financeiro ou ordem de chegada, mas será que não estamos replicando aí a lógica dos VIPs?

  38. Diogo Russo disse:

    Abordagem ótima sobre o tema sem ser sensacionalista!!!!
    ótimo reverendo!

  39. mariana disse:

    vc, enquanto jornalista ligado à discussão da sustentabilidade, vai comentar os furos n´água ambientais, como proibir os campistas de entrar com água e comida, obrigando-os a jogar lixo na estrada para re-comprar tudo dentro do evento? ouvi esse e alguns outros e fiquei curiosa sobre a veracidade. obrigada.

  40. Diogo Fernando, @dihpardal disse:

    Ainda sim acho dificil abolir os VIP’s.
    Acredito que eles criem classificação para VIP’s invés de igualar o público inteiro.

  41. Otávio Rangel disse:

    O contexto foi extrememante fora de contexto. Um festival com a premissa de sustentabilidade que a única água vendida é uma garrafinha de plástico de 200ml custando 4 reais. Outra: Rage Against the Machine foi a banda mais engajada politica e socialmente da década de 90, desde os flertes com EZLN até protestos contra OMC e G8.
    Aí vem um publicitário esperto, pega tudo isso e transforma em produto ruim para as massas e fino para os VIP. Eu fui da massa com orgulho, e de qualquer maneira o show foi foda. Obrigado Capetalismo.

  42. Carol Addario disse:

    Perfeito o argumento da Regina. Denis, propor a abolição de uma regalia como os VIPs soa hipócrita se levarmos em consideração eventos como o TEDX, no qual você está envolvido, em que é necessário se inscrever e “merecer” para participar – mudam apenas os critérios de seleção, de bajulentos para elitistas. Claramente uma réplica da lógica dos vips, nada justo e pouquíssimo democrático em termos de disseminação de conhecimento.

  43. denis rb disse:

    Regina,
    O TEDxAmazonia não tem fins lucrativos. Entrada, hospedagem e alimentação serão grátis, porque queremos um público diverso, de vários estratos sociais, e por isso não quisemos fazer o corte financeiro (do tipo vai quem pode pagar). Vale dizer que estamos correndo risco de tomarmos prejuízo para viabilizar esse nosso desejo. Claro que não dá para pagar para todo mundo que quer ir. Por conta disso, pedimos para as pessoas responderem uma série de perguntas que nos ajudem a entender quem elas são e, principalmente, seus sonhos para o futuro. As melhores respostas serão escolhidas (não os cargos mais altos), com foco em ter uma grande diversidade de formações, origens e culturas e também de reunir um grupo capaz de disseminar o que vai encontrar lá. É verdade sim que é muito desagradável decidir quem vai e quem não vai (odeio essa parte do trabalho e te digo que está sendo dificílimo, dado o alto nível das inscrições). Mas não é a lógica dos vips não, pelo contrário. Um estagiário realmente inovador tem muito mais chances de ser escolhido do que um diretor convencional.

  44. christianne disse:

    Disse tudo, Denis. Ser verde é também ser defensor da igualdade. Com a maturidade, passei a entender o quanto os camarotes, cercadinhos, clubinhos, bloquinhos, credenciais etc são desprezíveis. Em um mundo civilizado, sustentável e igual, esses costumes seriam totalmente desnecessários. Exclusão é o ó.

  45. Carol Addario disse:

    Denis, um estagiário realmente inovador pode comparecer ao evento porque a comissão vai enxergar projeção social nesta mente, com certeza. O grande problema não está na disputa entre diretor e estagiário, mas na impossibilidade dos dois estarem igualmente aptos a participar, e quando um deles têm de merecer, alguém sai perdendo. Conhecimento não deveria ser perdido, mas amplificado.
    Você fala em custos. Se os custos são tão relevantes, por que não promover um evento desta importância fora de um hotel flutuante, e em lugares mais acessíveis? Outra questão: estamos há menos de um mês do evento, e a lista de selecionados ainda não foi definida. Quanto mais perto ficamos da data marcada, mais caras ficam as passagens, e talvez o estagiário inovador não consiga pagar para comparecer. Isso não te parece uma seleção injusta e excludente?

  46. denis rb disse:

    Carol,
    Que confusão…
    Primeiro quanto à lógica: Em nenhum momento eu quero dizer que eu seja contra processos de seleção. Sou a favor, desde que sejam meritocráticos. Isso é muito diferente da lógica dos vips, que não tem nada a ver com mérito, mas com acesso. Um processo – não importa o quão rigoroso seja – que dá condições iguais a todos de se inscrever e que avalia objetivamente o mérito é um bom processo. É isso que estamos tentando fazer em relação ao TEDxAmazonia.
    Quanto ao TEDxAmazonia. O prazo para inscrições terminou anteontem e umas 1.000 pessoas se inscreveram. Estamos avaliando as inscrições agora (foi o que parei de fazer para responder seu comentário) para divulgá-las até amanhã. Acreditamos que conhecimento precisa ser amplificado e é por isso que queremos um grupo diverso de pessoas, capaz de levar esse conhecimento para toda parte. É por isso também que todas as palestras serão disponibilizadas de graça pela internet, com legendas em português, inglês e espanhol. Mas, para o evento ser realmente incrível e transformador para quem estiver lá, é importante sim que o grupo seja imensamente capaz, formado de gente incrível, e não grande demais, para que todo mundo tenha a oportunidade de falar com todo mundo.
    Sei que brasileiros têm grande dificuldades de compreender sistemas meritocráticos de seleção e não se incomodam com a segregação dos vips, mas a sua lógica está de ponta-cabeça.

  47. tt disse:

    Denis, mastigando sashimi foi demais! quaquaquaquá

  48. Carol Addario disse:

    Denis,
    eu tenho o direito de presenciar E PARTICIPAR de experiências transformadoras tanto quanto você, certo ou errado? Quem é que julga isso? Você disse que 1000 pessoas se inscreveram. É pouco, perto da importância das discussões que o TEDX traz aos selecionados. Dessas 1000, quantos se sentirão felizes por poderem embarcar para uma experiência de conhecimento? E no entanto, quantos tantos outros sentirão ter fracassado por esse sistema meritocrático? Você vai me desculpar, mas levando isso consideração, não me parece que a minha lógica está de ponta cabeça. Formadores de opinião, Denis, muitas vezes não tem nem acesso a internet. Eles não estarão no TEDX.

  49. denis rb disse:

    Você tem todo o direito, Carol. É por isso que as inscrições estão abertas para você (e à todo mundo). É por isso que, no caso de você ser selecionada, decidimos pagar sua hospedagem e suas refeições. É por isso que pessoas que apareceram aqui oferecendo trabalho voluntário que elas podiam/queriam/sabiam fazer estão sendo levadas de graça.
    Realmente, é bem improvável que alguém sem acesso à internet se inscreva. O que você sugere para lidarmos com essa questão? Como você sugere que façamos uma conferência que tenha como premissas 1) um lugar mágico, isolado e indutor à transformação, 2) um grupo limitado de pessoas, para permitir conversas? Ideias são bem vindas, como aliás têm sido desde o começo do processo.

  50. Leo disse:

    Eu concordo, a situação das áreas VIP’s está um absurdo! Já passou da hora de serem criadas as áreas Extra-Vip onde não precisaríamos ficar misturados com estes novos emergentes que recebem bolsa família e já se julgam membros da corte… Quanto ao TEDxAmazonia, eu preferiria que fosse em um parque temático de Orlando, muito mais agradável.
    *OBS: Denis, a Carol tá no papo…

  51. Gerson B disse:

    Um ecojornalista se torna um VIP. Será o efeito Marina? DRB será cooptado pelo sistema?😦

    Uma historinha: faz umas décadas fui a uma palestra numa faculdade na a Praça XV (Rio de Janeiro, RJ), com uma alemã, acho que do PV de lá. Inscrevi-me para falar, mas tanta gente entrou na minha frente furando a fila que acabou o tempo e não falei. Nossa elite intelectual consciente, engajada e ecológica não respeita uma simples fila!

    Acho que ainda demora pro Brasil mudar. Certos valores tomam muito tempo pra serem adquiridos. O que vejo no momento é todo mundo querendo ser VIP, furar a fila. Ainda.

  52. reynaldo moreira disse:

    É claro que você não está discutindo a luta de classes, Denis, não esperava que você estivesse, o assunto está fora de moda, não vende revistas e os democratas da Veja podem pensar em demissão (por muito menos os democratas do Estadão espeliram Maria Rita Kiehl, demorou). Mas eu não sou colunista de Veja, não estou preocupado em vender revistas e nem em ser demitido, por isso inseri a sua segregação VIP dentro da segregação maior, que caracteriza o sistema capitalista enquanto sistema: filhinhos de papai do lado de dentro, povão do lado de fora. Estava tentando pensar a realidade da segregação que você viveu na pele com mais profundidade, buscando suas raizes para além daquele mundinho desencantado do SWU, e tudo estritamente dentro da pauta proposta por sua matéria. Quem falou em luta de classes, quem quis enquadrar meu pensamento, ideologizá-lo para enfraquecer sua contundência, foi você. Insisto, Denis, projetar em mim o idiota comunista de carteirinha é um truque baixo para fugir de minha crítica incômoda, mas seu leitor é inteligente, viu, vai perceber.

  53. Quéísso, gente. O Brasil é um país plural e nem todo mundo faz questão de ser VIP. Fui no bonde do Instituto ciclobr.org.br pra dar uma força e vi os shows da área peba. Não tem emoção igual a sentir tudo vibrar quando a galera agita. Houve quem estava na VIP e migrou pra gross common crowd muvucation area só pra poder agitar, porque foi advertido pelo segurança da VIP que lá não podia exagerar…

  54. gabriel disse:

    Cara, que galera surtada… Legal discutir, mas acho que aqui mais se fala do que se faz. Se gastassem metade do tempo em que discutem coisas que invariavelmente não irão mudar apenas com discursos e começassem a aplicar essas idéias que acham tão revolucionárias, talvez estivessemos em posição melhor. Mas se tem outra coisa característica do brasileiro é isso: sabe bem reclamar, acusar injustiças e culpar o sistema e as “classes”, mas pouco ou nada faz para mudar isso. Filhinho de papai, povão… no final, os dois furam fila, jogam lixo na rua, pagam meia entrada com carteirinha falsificada. Também é fácil jogar a culpa no sistema e na luta de classes para um povo que é vagabundo por natureza, que reclama de uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, que tem mais feriados que qualquer outro lugar do mundo, que faz greve por baderna, não por reinvidicação de direitos… vai entender. Hipocrisia é foda.

  55. Hellen Santos disse:

    Olá Denis,
    Só uma dúvida. Os não escolhidos para o TEDX também serão informados? Ou vocês só mandam emails para quem está dentro da lista?
    abs

  56. Carol Addario disse:

    Bom, se a proposta sempre foi ter um número limitado de pessoas para permitir conversa, perfeito, o TEDX terá isso, mas eu não concordo. O que me entristece é ver um evento que poderia ser transformador em larga escala se limitar a alguns. Torço sinceramente para que estes alguns retornem a suas cidades de origem com novas ideias, disseminando entre os zilhares que não puderam comparecer, seja por sequer terem ouvido falar em TEDX, seja por não serem very important people.
    Sobre ideias, eu tenho muitas, e imagino um bando de gente também as tenha e adoraria contribuir. Exemplo: este ano fui à flip, terceiro ano seguido. Passei 5 dias acompanhando o evento, e meu gasto final foi de $350. Dou detalhes: transporte me custou 100$, ônibus de São Paulo a Parati, e de Parati a São Paulo; hospedagem, 30$ a diária de uma pousada em trindade, com café da manhã, ou seja, 150$ ao todo; com os 100$ restantes dividi alimentação, ônibus de Trindade a Parati e a cervejinha na praia. As palestras? Vi de graça, do lado de fora da tenda do telão, como a grande maioria das pessoas. Sabe quantas pessoas passaram por ali? Cerca de 20 mil, de diversos cantos do país e mesmo do mundo. Denis, em dois dias de TEDX, só as passagens de avião me custariam uns 700$.
    É claro que muitas pessoas gastaram uma nota preta para se hospedar em Parati e acompanhar a flip. O que estou tentando mostrar é que podemos participar de eventos como este gastando menos, sem ter que excluir e selecionar.
    Óbvio que eu acho incrível vocês pagarem a hospedagem e alimentação do participantes do TEDX, mas adoraria que fosse pago para todos os que tivessem interesse em ir, sem exclusão, sem seleção por “merecimento”. Como isso é impossível e inviável, que tal promover mais acesso, então?
    Já pensou que, se promovendo um acesso mais fácil, talvez as palestras pudessem ser, mesmo que involuntariamente, abertas, como na flip? Certamente atrairia um número muito maior de pessoas, promoveria conversa e transformação, e talvez saísse até mais barato do que as passagens compradas em cima da hora para ir ao TEDX.
    Denis, eu sou absolutamente favorável ao TEDX. É um evento importante, transformador, um berço em potencial para novas e grandes ideias. Eu sou do seu time quando o assunto é a propagação de conhecimento. Mas é justamente por reconhecer a importância das discussões que o TEDX trarão que não consigo aceitar o fato dele ser limitado a alguns por um sistema de merecimento, quando poderia promover as mesmas conversas e a mesma transformação dando acesso ao todo.

  57. denis rb disse:

    Carol,
    A discussão sobre o elitismo do TED não é nova (nem irrelevante). Veja um texto que o TED americano fez sobre isso: http://www.ted.com/pages/view/id/185 . Adoro a Flip também, mas são coisas diferentes. Se fizéssemos um TED como a Flip, não seria um TED. E não seria tão transformador (é o formato que faz com que ele seja o que é). Lembre-se que a plataforma de disseminação do TED é a internet – e por isso investimos tanto em captar e editar as palestras com qualidade. Assim a mensagem chega a centenas de milhares. A conferência em si é incrível, mas o objetivo final dela é criar condições perfeitas para produzir vídeos muito bem feitos e depois soltá-los no mundo.

  58. reynaldo moreira disse:

    Obrigado, Gabriel, pela contribuição de alto nível na discussão. Não creio que um dia vamos ser amigos, mas se fôssemos, seria informado do que ando fazendo na prática para contribuir para a melhora das condições de vida desse povo “vagabundo por natureza”. Agora, esse é um espaço de discussão, não? Ou estamos aqui construindo casas populares em mutirão? Quanto ao Denis, nenhuma dúvida de que ele é um cara voltado para a prática. Não vou discutir aqui as relações entre teoria e prática, seria exigir demais da “galera”.

  59. Claudio Rama disse:

    Reynaldo Moreira é um pseudonimo de Denis RB?

  60. Claudio Rama disse:

    Que isso minha gente! Vamos com calma pq como diria nossa ex-ministra Dlimenha o Brasil é um país da paz, da amizade, da igualdade… ;/
    E bora fazer com que o TEDXAMAZONIA aconteça logo pq as eleições do 2 turno estão chegando e o evento pode… : http://www.youtube.com/watch?v=oSbXsK8Dpeg&feature=related

  61. Glauco disse:

    Carol, agora que você nos falou quanto gastou uma paulistana para participar da FLIP, faça a conta de quanto gastaria um amazonense, de Manaus. Me agrada o modelo de seleção do TEDx que permite que um NIPs (not important people) como eu, que podem pagar os tais $700 da passagem participem do evento, é claro, possam participar. E pode ter certeza que eu vou trazer informações para BH.

  62. Paiva disse:

    O Brasil está mudando. Milhões de pessoas estão ascendendo socialmente, o que vai lentamente superlotando as áreas vips. Então você quer dizer que este governo é ótimo e o da Dilma vai ser melhor ainda. são suas palavras. então me explique poque AS MATÉRIAS PUBLICADAS POR TODOS OS COLUNISTAS DESTA REVISTA É DIRECIONADA A CAMPANHA DO PSDB, PENA QUE OS LEITORES NÃO PERCEBEM QUE ESTÃO SENDO ENGANADOS O TEMPO TODO E AINDA PAGAM POR ISSO, NÉ.

  63. Luna disse:

    O Brasil esta’ mudando. Bem como a China, a India, e o resto do planeta. Nao vejo nenhuma mudanca real, e sim uma aceleracao desmedida de uma falsa prosperidade. Replica perfeita do que se passou nos EUA a partir do final da segunda guerra mundial. Nada novo…que pena.

  64. abelardo barbosa disse:

    Caro Denis,

    Tome cuidado com seus artigos. Escrevendo dessa forma honesta na revista mais reacionária do país você vai acabar perdendo o emprego. Não costumo ver artigos que defendem os excluídos (não vips) contra a nossa elite conservadora nessa publicação. Tome cuidado!Olha o que aconteceu com a Maria rita Kehl, hein!

    Muito bom seu artigo, parabéns!
    Grande abraço a todos!

  65. Je Moreva disse:

    Curti bastante a matéria mas creio que ela fotografou o padrão de maneira meio distorcida. Essa tal de “Pista VIP”, por exemplo, um inovador avanço brasileiro na área da segregação sócio-econômica, é um fenômeno recente. Soa pra mim mais como um esforço das organizações na tentativa de criar bolsões de isolamento, justamente em virtude de termos uma classe média emergente, que se forma a partir das classes pobres e miseráveis. Ou seja, esses emergentes que a antiga classe média estava acostumada a ter como domésticas, motoristas, motoboys ou carregadores, agora conseguem comprar ingressos, mesmo que seja aos valores esfoliantes da realidade brasileira (esse evento “sustentável” tinha ingressos mais caros que o valor médio pago por um ingresso em um festival inglês). Ou seja, vai ter ex-favelado participando de algo que antes era exclusividade do clubinho tradição, família e sobrenome Europeu? Inventa uma tal de “Pista VIP”, com o ingresso a 800 reais e coloca “a gentalha” pra trás. Resultado? Panela de pressão à beira de estourar. O Rage Against The Machine ficou besta, nunca tinham visto nada igual neste planeta. A verdade é que este tipo de política é típica da classe conservadora, o desenvolvimento de distorções artificiais para manter o status quo, e a vida de conto de fadas onde tá tudo bem (pois pra eles está). Agora os assaltos já foram pra dentro dos shoppings e eu estou bastante curioso pra ver qual será o último front do mundo de fadas da classe média. Será que vai cair a ficha que jamais teremos estabilidade num país com políticas segregatórias de tamanha envergadura? Alguém pode me dar um único exemplo de país com os níveis brasileiros de segregação e desigualdade onde a população tenha paz? Em tempo, sobre o TED, participei da primeira edição em São Paulo, evento fantástico, mas susceptível a essa mesma doença que muitos tentam banir da sociedade brasileira: fisiologismo. 50% das pessoas que eu abordei eram amiguinhos de amiguinhos do setor de publicidade, marketing e organização de eventos, que pouco tinham a falar ou contribuir sobre o Brasil, e isso de repente fala muito sobre a real intenção do evento né? Aos que têm como prioridade realmente mudar o país resta ir pra lá com discursos entusiasmados pois, verdade seja dita, é um dos poucos espaços realmente abertos com esse propósito (ainda que seja tudo uma iniciativa de branding pra vender produtos e serviços, como a agenda de publicidade do coleguinha que era o mestre de cerimônias que fez uma das palestras mais pobres do evento, mas guardada com pompa pra perto do encerramento, curioso como publicitário consegue vender até pra si próprio que o trabalho dele se encaixa em “mudar o Brasil”, ainda que seja apenas mercantilismo barato, ou caro nesse caso).

  66. Chesterton disse:

    Eu não quero ser VIP.

  67. Chesterton disse:

    Talvez esteja chegando a hora de elas serem abolidas de uma vez. A hora de tratar bem o público inteiro e de permitir que quem chegar antes ao show possa escolher o melhor lugar.

    chest- isso é imoral, os idosos nunca poderão ter o melhor lugar, é discriminatório e poderia se dizer até “racista”( sei usar o termo racista como sinônimo de preconceituoso tambem).

  68. Chesterton disse:

    Como estamos acostumados a sermos

    chest ai

  69. Marcelo disse:

    Não concordo. Em todos os países vemos isso, não é só aqui. Isso esta mais p/ complexo de vira-latas, só porque é aqui é pior. Acredito que apenas alguns países europeus e o Japão consigam organizar áreas em um grande evento sem os tais seguranças…

    E mais: quem paga boa parte do evento são os vips. Assim, é justo que tenham trato diferenciado.

  70. Ei Denis, Falou e disse.
    Quando soube do festival (que se chamaria woodstock) já fiquei super empolgada ainda não tive a chance de ir pra europa assistir aos festivais dos meus sonhos, então seria minha primeira experiência.
    Logo veio a mudança (SWU – Starts With You)nomezinho que trazia uma mensagem simples e revolucinária, de que minhas pequenas ações individuais se somadas às ações individuais de inúmeras pessoas iriam surtir um efeito de massa, e que realmente iriam mudar para melhor o mundo em que vivemos.
    Mudar para melhor para todos, todas as pessoas, todos que habitam este planetinha.
    Então veio a notícia, uma pista premium (VIP) cujo significado (Very Important Person) não cabia no termo Starts With You.
    Afinal o que os VIP’s fariam era o mesmo que eu faria, e os efeitos seriam benefícios para todos.
    Não fazia sentido.
    Xinguei muito no Twitter, xinguei todo dia, xinguei tanto que o Sr. Fischer me respondeu com a seguinte DM: “@ellenfraga fica tranquila a experiência de assistir aos shows será boa para todos, quem vai no vip e quem vai de pista. abraços”

    Só não achei válida essa afirmação enquanto eu estava espremida contra a grade (pra assistir Pixies) há mais de 2 horas esperando em pé, após vomitar em um copo para não sujar meus companheiros de grade, vendo as pessoas transitarem felizes pela área premium e o vendedor de cerveja passando por lá tranquilamente, lugar onde todas as pessoas tinham seus copos devidamente cheios e podiam ir ao banheiro entre um show e outro e podiam ir pra qualquer lugar sem ter que ficar mais de 2 horas esperando por um show.

    Essa pôrra de Pista vip não combina com a proposta do festival, assim como não combinam aqueles banheiros imundos que eu usei por 3 dias, assim como não combina um camping sem PIA.

  71. Alisson Wilian disse:

    Eu pensei exatamente nesta frase da Ellen
    “Falou e disse”

    Mandou bem, ótima reportagem.

  72. Leandro G. do Rosário disse:

    Acabei de ler a matéria “Por que as futuras gerações irão nos condenar?”
    Tenho certeza que uma das condenações será sobre termos chegado tão longe, em pleno século XXI da Era Cristã, sem conseguir tratar todos os humanos com o mesmo respeito, com igualdade. Acho que era sobre isso que você falava, certo?
    Ocorre que jamais superaremos esta desigualdade em uma sociedade na qual uns vivem de administrar o trabalho dos outros. Ponto final.

  73. Jebu Moreva disse:

    @Marcelo Área VIP existe em todo lugar, pista VIP na frente do palco com ingresso a 800 reais, só existe no Brasil, e espero que não por muito tempo.

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