Estado grande X estado pequeno

Eu acho que gastamos tempo demais discutindo as coisas erradas. Por exemplo, para muita gente, não existe assunto mais importante na política do que decidir se preferimos um “estado grande” ou um “estado pequeno”. Estado grande cobra muito imposto e está muito presente na vida do país. Estado pequeno tem poucos impostos, poucos funcionários e influi pouco no dia-a-dia dos cidadãos, deixando as decisões importantes para o mercado. Pois então. Acho uma bobagem ficar discutindo essas coisas.

Não que não seja importante. É claro que é. Claro que há diferenças entre aqueles que acham que nosso bem estar é obrigação do governo e os que acreditam que é tarefa de cada um. Mas tem 1 trilhão de coisas mais importantes que isso e, enquanto gastamos nossos neurônios brigando pelo tamanho do estado, deixamos de prestar atenção nessas coisas que importam mais.

Qual é a solução para o Brasil? Um estado grande ou um estado pequeno?

Sei lá, pouco me importa. Precisamos é de um estado que funcione. Precisamos é mudar a cultura do serviço público. As pessoas lá precisam entender que não são seres humanos mais importantes por trabalhar para o estado: pelo contrário, são servidores cuja existência precisa ser dedicada a atender os outros. Precisamos é de gente comprometida, inovadora, criativa, que dê valor para o suado dinheiro dos impostos e passe os dias tentando fazer com que ele renda mais serviços para a população. Precisamos é que os governos valorizem os bons funcionários e que eles tenham carreiras recompensadoras e desafiadoras.

No Brasil todo há cartazes como esse em repartições públicas: advertindo as pessoas de que é crime agredir servidores. Isso deve querer dizer algo sobre a qualidade dos serviços e a frustração que eles causam...

Pegue o problema da educação, por exemplo. Como é que reduzir o estado ajuda a resolvê-lo? Vamos privatizar escolas, demitir professores, vender edifícios? Isso vai tornar a educação melhor? E como é que um estado grande resolve o problema? Será que a solução é simplesmente comprar mais equipamentos, construir mais prédios, aumentar os salários? Eu acho que não.

Eu acho que um problemão desses só se resolve:

1) com diálogo. Com os “de esquerda” e os “de direita” sentando-se numa mesa e buscando juntos novos jeitos de fazer as coisas que impliquem em mais resultados e menos custos. Às vezes, eles vão concluir que tal problema se resolve com mais estado, às vezes vão diminuir o estado para diminuir o problema: decidir de antemão se o estado deve ser grande ou pequeno reduz a flexibilidade para atacar problemas específicos.

2) com criatividade. A maior parte dos problemas sérios que existem não se resolvem jogando dinheiro neles. Boas soluções muitas vezes são mais baratas do que o jeito antigo de fazer as coisas.

3) com autonomia. Enquanto os políticos desperdiçam tempo discutindo se o estado deve ser grande ou pequeno, as pessoas realmente importantes no sistema – no caso da educação, os professores – não têm a menor autoridade para inovar, para experimentar, para utilizar o aprendizado do dia-a-dia no sentido de melhorar as coisas. Nosso estado é imensamente hierarquizado e centralizado, mas é nas pontas que as transformações acontecem.

Eu topo viver num estado grande, no qual pago bastante imposto e em troca recebo um serviço público primoroso. Eu topo viver num estado pequeno, que me desonere e me dê liberdade para ser produtivo. Mas estou cansado de viver num país onde pago uma nota de imposto e ainda tenho que ter plano de saúde, pagar caro pela escola e me aborrecer toda vez que preciso do governo. É essa a discussão que importa.

53 comentários
  1. Glauco disse:

    Boas idéias, Denis. Mas com essa nossa cultura de estado lento e burocrático, como fazer o servidor público, adulto formado, entender que ele é de fato um servidor público, com influência direta na vida de muitas pessoas?

  2. jorji disse:

    Qualidade de vida é caríssimo, ter um serviço público na área de saúde está cada vez mais caro, tecnologia e desenvolvimento de remédios, exige um vultuoso investimento tanto por parte do estado, bem como para as empresas privadas, isso sem contar que a cada ano aumenta o número de pessoas idosas, a educação pública ideal requer aumentarmos em dobro o número de escolas, o dobro de professores no mínimo, isso no critério de escolas em período integral, rodovias, pontes, aeróportos, saneamento, portos, transporte público, etc, sejamos realistas, o que o Brasil arrecada não é suficiente, além disso se gasta mal, isso sem falar de corrupção. Em países desenvolvidos a infraestrutura de um modo geral é excelente, porém o individamento público é altissimo, a questão não é apenas se o estado é pequeno ou grande, a vida moderna é caríssimo, hoje o custo de cada indivíduo é alto, apesar de produzirmos mais riqueza, mas não o suficiente.

  3. Paulo Hora disse:

    Eu acho importantíssimo dicsutir o tamanho do Estado,
    pois foi exatamente o que faltou discutir nessas eleições,
    questões político-econômicas!
    Sinceramente,
    eu votei no serra,mas me sinto órfão de um partido de direita no Brasil
    o PSDB já não é mais
    porque demonstrou vergonha das privatizações do governo FHC que deram certo.
    Pouco se discute a gastança atual do governo,que vai se refletir na economia.
    É muito imposto que agente paga
    e o que tem de retorno?
    Investimento em infraestrutura? Educação? Saúde?
    ou gastança no inchaço da máquina pública,obras faraônicas como o trem bala e estádios para copa do mundo?
    A discussão é muito pertinente a meu ver,
    você citou o descaso do servidor público,
    isso é resultado de um Estado grande e
    acolhedor da improdutividade.
    Nessa campanha fiquei decepcionado ao suposto represantante da direita
    prometer aumentar o salário mínimo e os programas assistencialistas
    enquanto temos déficit primário e poupança interna fraca.
    Não ficarei surpreso se a inflação voltar a bater a nossa porta
    e desconfio que o atual presidente
    concorda,
    mas não se importa o que deixa para o governo seguinte(mesmo sendo sua aliada.
    O Lula deve estar pensando em um país arrasado daqui a 4 anos para que ele surja como o salvador da pátria
    e volte ”nos braços do povo”.
    É isso que eu penso de um Estado grande,
    um passaporte para o autoritarismo/populismo.
    Sem falar nesses projetos de controle da imprensa,já reparou que esses projetos de ”controle social da mídia” vêm sempre da turma que partilha da ideologia do Estado grande?
    Nesse ponto,mais do que em qualquer outro,eu sou radicalmente contra.
    Entendi que a intenção do seu texto era outra,mas acho que você poderia considerar isso também,ainda que discorde.

  4. Jonhy disse:

    Também concordo que discutir o tamanho do Estado é importante, porque as decisões são orientadas pelas influencias (Erenice quem diga), pela hierarquia. Não estou julgando que a as influências, a hierarquia, o consumismo, os VIPs estejam corretos, mas é assim que funciona, e a vida está acontecendo, o intrigante é ver, saber, ter idéias e mesmo assim lamentar-se diante do desamparo a tais ideias.
    Denis lembrei que vc comentou que quando morava na Califórnia houve uma reunião no bairro para discutir ao banal (aos padrões do cotidiano brasileiro), veja que modo direto de participação da população no governo.
    Achei interessantíssimo quando vi uma ideia partida de dois professores que nunca se viram e comentaram que sentiam um deficit na educação publica em aula de campo (visitas) e aulas de história da ciência (incorporando desenvolvimento cientifico com aspectos históricos da época), isso mostra que os professores tem ideias mas devem dançam conforme a música.
    Mas como em 2008 votei em um vereador para me representar na camara municipal, que pode sugerir ao secretario municipal de educação, que pode sugerir ao prefeito, que pode sugerir ao secretario estadual da educação, que pode sugerir ao governador, que… (essa lista pode ir longe)
    Denis, posso trabalhar com vc? estou a procura de um estágio onde eu possa pensar, pesquisar sobre “coisas” que estão acontecendo pelo mundo e pelo Brasil que estão dando certo, preciso pensar… quero continuar criativo!

  5. denis rb disse:

    🙂
    Agradeço a oferta de trabalho, Jonhy, mas eu não contrato ninguém. Sou uma banda de um homem só, humildemente oferecendo meu trabalho para quem precisa dele.

  6. reynaldo moreira disse:

    As eleições no Brasil são exemplo de eficiência para o mundo todo e nunca pesaram suspeitas sobre os resultados como aconteceu na Flórida, com a primeira eleição de Bush. O que é que é isso, então o império que ilumina nossos caminhos possui, nesse aspecto nevrálgico da “democracia”, um sistema menos eficiente do que o de nossa república de bananas? Perguntinha: quem faz as eleições? Resposta: os funcionários públicos. O Hospital Universitário da USP tem um projeto de atendimento, em casa, de pacientes terminais que envolve enfermeiros, terapeutas, cuidadores, família, etc., idealizado e promovido por gente qualificada, criativa e que faz um trabalho eficiente e, imaginem, um trabalho humano no campo da medicina (cada vez mais fria, comercial). Pelos quatro cantos do país existe uma multidão de trabalhadores do estado que muitas vezes não prestam um serviço de qualidade não porque sejam pretensiosos, arrogantes, vagabundos, etc. (todos esses adjetivos que a grande imprensa ensinou o grande público a associar imediatamente à figura do funcionário público) mas por falta de uma estrutura mínima, excesso de trabalho, pressões absurdas por produtividade (sim, existe isso, acreditem), sem falar numa verdadeira febre de assédio moral que leva muitos ao suicídio. Sempre se fala em produtividade, mas muitas vezes a idéia serve, na prática, para justificar os maiores desmandos e todo tipo de perseguição. Portanto, é preciso sempre tomar cuidado, qualquer generalização pode ofender a quem está trabalhando bem, com dedicação, muitas vezes sob pressão e com baixos salários. Gostaria de ver um dia na grande imprensa um elogio aos setores do serviço público brasileiro que prestam um serviço de qualidade. Seria realmente uma novidade. Existem funcionários vagabundos, arrogantes, corruptos? Sem dúvida alguma. Eles são a maioria? Ou o que existe com mais frequência são déficits de estrutura? Não sei, é preciso fazer uma pesquisa exaustiva para falar com fundamento. Confundir alhos com bugalhos, culpar o indivíduo, o trabalhador, é fácil, é moeda corrente, é a opinião que está nos ares, basta respirar o senso comum. Agora, é fácil para a Telefônica, por exemplo, prestar bons serviços (estou falando em tese, na prática, é outro assunto), cobrando os preços absurdos que cobra e explorando como explora seus funcionários. Quero ver fazer isso com preços justos para o consumidor e salários justos para quem, realmente, trabalha.

  7. Jorge Luís disse:

    ‎”Politics, it seems to me, for years, or all too long, has been concerned with right or left instead of right or wrong.”
    (Richard Armour)

  8. Monica disse:

    Ei Denis,
    concordo com vc quando diz que, no fundo, o tamanho do Estado deveria ser relegado a segundo plano,contanto que aquilo a que se propõe, funcione. Acredito que poucos seriam aqueles a reclamar caso os impostos pagos se revertessem em serviços efetivos e de qualidade, nos mais diversos setores. Mas acho um erro afirmar que Estados menores “influem pouco no dia-a-dia dos cidadãos”. Discordo e temos muito essas afimações, pq são uma lenda urbana moderna! rss…Vide a forma como o Estado norte americano regula liberdade, com a desculpa esfarrapada de oferecer maior e melhor segurança (isso foi assustador e uma obscenidade, se recordam!) desde 11 de setembro.

    Estados “menores” regulam sim, mas só o que é de seu interesse (liberdade, crédito, câmbio, planos privados de saúde, imposto para investimento em armamento do Estado e dos cidadãos, etc.) fingindo, ou tentando nos convencer, que não!

  9. denis rb disse:

    Concordo contigo, reynaldo: nossos problemas são sistêmicos. Culpar os indivíduos é compreensível (porque os problemas são frustrantes), mas fundamentalmente errado.

  10. denis rb disse:

    Concordo contigo, Monica
    Dizer que os Estados Unidos têm um estado pequeno é bastante impreciso, considerando-se a imensidão do aparato de segurança lá. Um estado pequeno não tem 1% da população na cadeia. Mas há um fato concreto: a carga tributária lá é de 18% do PIB, contra quase 50% na Suécia (o Brasil está no meio do caminho).

  11. Monica Lunardelli disse:

    Muito obrigada pelo seu texto! Estou cansada de discutir sobre isso com os meus amigos historiadores esquerdistas!

  12. jorji disse:

    É óbvio que em qualquer lugar do mundo, o ser humano é o melhor que se tem, mas também a pior coisa também, os humanos são animais onde os extremos se encontram, basta, chega, essa mania de dizer que os indivíduos não são os culpados, chega de termos como atribuir as “coisas” ruins aos governos ou ao capeta, e as coisas boas a Deus ou coisa parecida, em todas as questões, o problema são as pessoas, é o indivíduo.

  13. Chesterton disse:

    Eu, como contribuinte, considero, todo funcionário público, até a mais alta magistratura, funcionários meus. Eles me devem, aceitem ou não o fato, eles devem a mim e a todos nós que os sustentamos materialmente. Todo funcionario público deveriam baixar a cabeça quando visse um contribuinte passar na rua, logo, não deveriam tirar os olhos do chão. E não adianta dizer que funcionario publico paga impostos porque não paga. Extrai do tesouro público a quantia líquida que recebe e não contribui com um centavo ao erário.
    na minha opinião a humanidade se classifica em 2 tipos, os consumidores líquidos de impostos e os contribuintes.

  14. Chesterton disse:

    ai, minha concordãncia verbal…todos funcionarios públicos deveriam….vissem…

  15. João Fernando disse:

    Caro Denis,
    Sobre o assunto estado grande vs. estado pequeno, prefiro ser parcial e apoiar o estado grande. Prefiro o estado grande, porque tenho medo de me tornar escravo do sistema econômico. Digo “escravo”, porque acredito que a única coisa, que nos separa da escravidão, é o voto.
    Como o Michael Moore, mostrou de forma clara no seu filme “Capitalism: A Love Story”, nas nações democráticas atuais, um cidadão é igual a um voto. Pela proporção das classes sociais, fica claro quem leva vantagem em uma eleição. No filme Moore ainda complementa, que a coisa que os grandes aglomerados econômicos mais temem, é o poder do voto. Sem ele os grandes bancos, as multinacionais, os apostadores da bolsa, etc… não tardariam a atacar o seu rebanho sugando toda a nossa força de trabalho, e nos mantendo quietos com base em uma falsa felicidade qualquer.
    Por isto eu tenho medo de um estado pequeno. Será que meu voto teria a força que tem hoje? Sem o estado, estaríamos a mercê de um poder descentralizado, que por ser desta forma, não teríamos no que mirar, e estaríamos sujeitos às suas vontades. Já num estado grande, podemos pedir Impeachment, por exemplo.
    Claro, que se pagamos por um serviço e não o recebemos, fica configurado um crime, e quem o cometeu, no caso o estado, deve ser cobrado e punido de acordo. Prefiro cobrar resultados do estado, a depender do humor do mercado.

    Abraços…

  16. denis rb disse:

    Mas João Fernando,
    Isso quer dizer que você sempre será a favor de aumentar o estado? A solução é sempre crescer?
    E vale o mesmo para quem se diz a favor do estado pequeno: diminuir é sempre melhor para vocês?
    É esse meu ponto: não há uma fórmula única para determinar o tamanho de tudo no estado.

  17. Chesterton disse:

    João Fernando, me explica como é que você acha que vai ser menos escravo do “sistema econômico” se o estado (sistema) é grande. Você acha que o estado está em oposição ao sistema econômico?

  18. João Fernando disse:

    Denis,
    Eu sou a favor de um estado grande, não de um estado crescente. Há um ponto de equilíbrio que não deve ser ultrapassado pelo estado, mas acredito que este ponto deva ser maior para o estado, do que a livre iniciativa do sistema econômico.

  19. João Fernando disse:

    Chesterton,
    É claro que pode-se ser escravo do estado, em ditaduras por exemplo. Mas se os dois trabalharem juntos, com o estado tendo o tamanho suficiente para controlar o sistema econômico, acredito que seja o ideal. Pois podendo controlar o estado através do voto, e da integração entre cidadãos e parlamentares (www.cidadedemocratica.com.br), poderíamos em tese, controlar o sistema econômico. Utopismo?

  20. jorji disse:

    “Estado grande”, é a influência do atual sistema político do Brasil, é o Lulismo.

  21. reynaldo moreira disse:

    O Hospital Universitário da USP faz um excelente trabalho, quem quiser pesquise e vai constatar. No momento, ele possui quarenta vagas para enfermeiros mas o estado se recusa a preenchê-las. Muitos dos que ficaram logo vão se aposentar. Há poucos enfermeiros homens e poucas mulhereres fortes o bastante para lidar com pacientes pesados. Quem fica trabalha mais horas e se sobrecarrega, inclusive com risco para sua própria saúde. Em breve, o Hospital vai deixar de ser uma “ilha de excelência”, nesse ritmo. É possível dar mais mil exemplos, mas esse é o bastante, pois se trata de saúde e doença, vida e morte. Para os ideólogos do estado mínimo com o máximo de produtividade, o paraíso já chegou. São melhores os resultados? Vamos então tocar a boiada para os “planos de saúde”. Quando o boi velho chega aos oitenta anos de idade e mais precisa de atendimento, depois de ter financiado o sistema por vinte, trinta, quarenta anos, muitas vezes fazendo um mínimo de consultas e exames, é obrigado a pagar uma mensalidade tão exorbitante que equivale a um convite para sair do plano, ir para o abate. Viva o estado mínimo, viva a eficiência, viva a humanidade do capitalismo!!!

  22. Marcelo Azevedo disse:

    Acho fundamental diferenciar “estado mínimo” de “estado omisso”. O Estado não serve para ser empresário, ele tem de ser promotor de justiça social. Para isso é necessário que ele regulamente as atividades econômicas de acordo com a necessidade do povo. Honestamente não vejo por que o Estado brasileiro precise ser banqueiro, petroleiro, empresário de telecomunicações. Ele precisa é garantir que a atividade econômica beneficie todos os estratos da sociedade.
    O que não dá é ver o estado terceirizando serviços (vide rodovias pedagiadas, planos de saúde) sem deixar de cobrar a sociedade por isso. Ou bem o Estado descobre uma forma de ser um gestor eficiente para viabilizar a teoria do Estado Máximo e cobra 40% do PIB em impostos, ou reduz a carga tributária e trabalha como árbitro da atividade econômica. Concordo com o Denis, não dá é para cobrar imposto sueco com serviço africano.

  23. Chesterton disse:

    Olha, é só clichê, justiça social, por exemplo, não existe. Existe justiça, mas justiça social significa tentar atender demandas cada vez maiores de pessoas auto-denominadas “necessitadas”.
    O que o povo realmente precisa é liberdade para trabalhar, produzir e fazer trocas sem tantos impostos. Com dinheiro no bolso ele procura serviços que o estado simplesmente não tem condições teórico-práticas para oferecer. É isso ou escravidão.
    O engraçado é quase metade do rendimento assalariado do brasileiro é tomado pelo governo e vocês acham isso normal.
    O estado tem que ser forte, defesa, policia e magro, sem banhas que o tornam inágil. A funçao do estado é proteger o cidadão, não expropriá-lo.

  24. Monica disse:

    Chesterton,
    Já ouviu falar em desemprego estrutural? Você fala em “liberdade para trabalhar” como se vivéssemos no auge do pleno emprego…e mesmo nesse momento específico da história moderna, o sucesso da grande indústria funcionou paralelo (e garantido pelo) ao Welfare State.

    Hoje mais que nunca vendemos a hipocrisia da “meritocracia”, sendo que ela só seria possível e viável se partíssimos todos de condições mesmas – educacional, nutricional, cultural, afetiva, econômica, etc. – o que sabemos não acontecer!
    “Liberdade para trabalhar” sugere que tudo passa pela escolha do sujeito (crueldade / aprofundamento do individualismo / culpabilização do sujeito!) que há trabalho para todos (passado remoto!), contanto que se tenha mérito (falácia!).
    “Produzir e fazer trocas”? Com ou sem intermediação dos donos dos meios e modos de produção, com ou sem intermediário/atravessafor? Persebe que esta intermediação (a não ser que se trate de um profissional liberal bem sucedido) é que é escravisão?
    Será que todas as “discussões” aqui colocadas consiguirão um dia “arranhar” suas certezas??
    Abs…

  25. Monica disse:

    vivêssemos…percebe…sorry!

  26. Chesterton disse:

    Monica, não estou falando em emprego, mas em trabalho. Exercer um ofício.

  27. jorji disse:

    O Marcelo Azevedo praticamente fechou a questão, na minha opinião até rodovias tem que ser privatizada, a área da saúde tem que ser serviço do estado. Criar novas estatais é um retrocesso, o imposto caro é um processo irreversível, em países desenvolvidos, em todos, o imposto é caríssimo, mesmo assim, é deficitário, bons serviços é caríssimo, se quisermos ter setor educacional, de saúde e saneamento, infraestrutura de serviços como transporte de primeiro mundo,segurança, etc, teremos que pagar por isso, e caro, e garanto que mesmo com as altas taxas de impostos cobrados, mesmo que se gaste bem, cada cidadão será deficitário, daí uma das razões do altíssimo deficit público ( dívida interna ), na maior parte dos países desenvolvidos.

  28. Gabriel disse:

    Pegue o problema da educação, por exemplo. Como é que reduzir o estado ajuda a resolvê-lo?
    Veja como é difícil contratar e demitir professores, realizar uma simples compra (imagino que até para ser ressarcido pela compra de um lápis, o professor tenha que preencher um relatório discriminando a sua aquisição), avaliar o progresso dos alunos, a capacidade pedagógica dos professores…

    Na área de infra-estrutura, o Estado simplesmente não é capaz de fazer as coisas direito. Licitações duvidosas, obras embargadas pelo MP ou pelo TCU, muita, muita corrupção, dentre outros inúmeros problemas. Quantas pessoas ainda morrerão até que o Estado se dê conta de que é melhor privatizar as rodovias e acabar com essa matança? Vejam quantas pessoas morrem num feriado prolongado nas estradas de Minas Gerais!

    Os aeroportos estão, TODOS ELES, com um déficit estrutural. Assim como os portos, a infra-estrutura das médias e grandes cidades, a inexplicável ausência de ferrovias no país. Resolver estes problemas, tornar o Estado eficiente e produtivo, proporcionar diálogo, autonomia e criatividade aos servidores públicos? Ihhh, meu amigo, até lá nós vamos estar atrás até da Angola em itens como PIB, IDH e Preservação Ambiental.

  29. Marcelo Azevedo disse:

    Monica, o binômio democracia / economia de mercado, como diz a frase célebre, é o pior sistema de governo exceto todos os outros. E nele a meritocracia é pressuposto básico. Concordo com você que ela é falsa quando nem todos partem do mesmo ponto de partida. A lógica do mercado é puramente a do lucro, quanto mais fácil, melhor. E é aí que entra o Estado, regulando a atividade econômica através de mecanismos como leis, agências reguladoras, e com tributos JUSTOS, distribuindo oportunidades de educação, saúde, etc, àqueles que não começam do mesmo ponto de partida dos mais favorecidos. Agora, sem meritocracia, não existe a tal justiça social. Ao mesmo tempo que não é justo que eu e você tenhamos saúde e comida na mesa enquanto muitos não tem o que comer, também não é justo que eu pague meus impostos e dê meu suor e sangue para conquistar coisas enquanto outros possam optar por não trabalhar ou trabalhar menos. Na minha opinião, mérito e justiça são dois conceitos irmãos e nenhum sistema me parece sustentável se aquele que mais faz não for aquele que mais conquista.

  30. marcio disse:

    Denis estou de plena acordo com você , em quanto discutem sobre o tamanho do estado a população só sofre, temos que ter pessoas que façam acontecer e não ficarem brincando com a gente.

  31. Chesterton disse:

    “Ao mesmo tempo que não é justo que eu e você tenhamos saúde e comida na mesa enquanto muitos não tem o que comer,…”

    Marcelo, porque não? Você acha justo dividir seu salário com uma pessoa que não trabalha ? Ter comida na mesa não é resultado de justiça , mas de trabalho físico e mental de gente produtiva.

  32. Felipe disse:

    O Chesterton pensa que vive em Oslo, que piada

  33. Chesterton disse:

    Em Oslo tem almoço grátis?

  34. Chesterton disse:

    Distopia política da russa Ayn Rand é obra monumental
    Autora cria em “A Revolta de Atlas” um mundo que agoniza sob a inércia do “amor social” e da estupidez

    LUIZ FELIPE PONDÉ
    COLUNISTA DA FOLHA

    O livro “A Revolta de Atlas” de Ayn Rand (1905-1982) é urgente! Trata-se de uma distopia, à semelhança de “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley (1894-1963), e “1984”, de George Orwell (1903-1950).
    Distopias, ao contrário das utopias, descrevem pesadelos sociais.
    Em Huxley, uma sociedade “científica” excluirá o humano e suas paixões. Em Orwell, uma sociedade “informacional” controlará a vida, a memória, o amor, através das tecnologias da informação e das terapias comportamentais a serviço do “bem comum”. Ambas estão em processo hoje em dia, apenas cegos não percebem.
    Russa, Rand formou-se em filosofia e história pela Universidade de Petrogrado. Já nos EUA, lançou esta obra monumental em 1957.
    Ela percebeu que a sociedade socialista não é um risco apenas para as propriedades privadas materiais, mas o é antes de tudo para as propriedades privadas imateriais, a liberdade e suas virtudes diretas: a inteligência, a coragem e a criatividade.
    Rand é conhecida por seu realismo objetivo em termos morais. Quer um exemplo?
    Sou preguiçoso, por isso defenderei (mesmo inconscientemente) valores que me permitam ser preguiçoso, tais como “trabalhar muito é coisa de capitalista”.
    O resultado disso é que criarei necessariamente a minha volta um mundo sem realizações. A ideia e o temperamento de uma pessoa se tornam realidade através de seu comportamento prático.
    Outro exemplo: a ridícula moral cristã que afirma “todos merecem amor”, quando na realidade muita gente não presta mesmo, trará como consequência a asfixia do amor verdadeiro através de “rituais sociais” de amor a todos, rituais que são a negação do amor.

    INÉRCIA
    O mundo descrito por Rand agoniza sob a inércia. O fato de uma das “protagonistas” de sua distopia ser a indústria de transportes sendo destruída pelo “amor social ao próximo”, materializado em preguiça administrativa, traduz esse risco de morte “em vida” do movimento da própria vida, num mundo que detesta a inteligência.
    A inércia brotará da preguiça, do ressentimento, da estupidez cognitiva que encontrarão abrigo nas desculpas do “amor social”.
    Sua escrita direta, clara e objetiva mapeia afetos, ideias e comportamentos sob os quais a destruição das virtudes criativas humanas se torna fato cotidiano. O ônus, como sempre, cairá sobre as costas de quem trabalha sem desculpas ideológicas.
    Os parasitas em nome “do bem” explorarão as virtudes daqueles que de fato carregam o peso da produção da vida. Mas a inteligência não é fácil de ser derrotada, daí o ódio dos medíocres contra os “melhores”.
    Leia Rand. Dê de presente neste Natal. O combate ao “regime da mediocridade” em nome do “amor social” é uma guerra sem fim.

    A REVOLTA DE ATLAS

    AUTORA Ayn Rand
    EDITORA Sextante
    TRADUÇÃO Paulo Henriques Britto
    QUANTO R$ 69,90 (1.232 págs.)
    AVALIAÇÃO ótimo

  35. Monica disse:

    Marcelo Azevedo,

    sem entrar no mérito do “enquanto outros possam optar por não trabalhar ou trabalhar menos”, em função das entrelinhas que a frase traz (muito certamente minha opinião com relação a isso difere da sua), parece óbvio que “aquele que mais faz é aquele que mais conquista”. Não é disso que se trata e não foi isso que quis dizer. Quis apontar a fragilidade e a perversidade presente na idéia disseminada de que alguém “faz mais” por “mérito”. Não confunda “merecimento” (tbm questionável, mas…) com a ideologia da “meritocracia”.

    Chesterton,
    gostei da sua resposta e compartilho dela: trabalho, ofício, não a expropriação do trabalho assalariado/formal. A sua outra questão parece tbm óbvia (comida e saúde x trabalho) mas como fica a possibilidade de produtividade se considerarmos a volatilidade/inconstância de investimento do mercado ou Estado, em certas regiões (poderia citar o Brasil, mas vamos ser drásticos: como aplicar sua lógica a algumas regioões da África?). Fui longe né? rsss, mas tô com sono, trabalhei o dia todo!
    Abs

  36. Chesterton disse:

    Monica, não entendi sua pergunta, mas posso te afirmar uma coisa (ou duas). O único motivo para alguem empregar outra pessoa é ter lucro com isso. E no geral, a produtividade do empregado está bema quém do salário que ganha. Sempre que alguém é contratado há uma expectativa futura maior que a realidade do momento do emprego. Cabe ao empregado justificar essa expectativa e deixar de ser uma promessa.

  37. Marcelo Azevedo disse:

    Entendo meritocracia como um sistema onde o merecimento é base para a recompensa: os que mais merecem, mais são recompensados. Por isso não consigo dissociar “meritocracia” de “merecimento”, para mim são conceitos intimamente ligados. Esclareço que quando disse sobre “optar por não trabalhar ou trabalhar menos”, quis dizer que entendo que não é justo que pessoas com diferentes níveis de esforço recebam recompensas iguais. Não vejo absolutamente nada de perverso no conceito de meritocracia, mas concordo com você que é necessário que sejam garantidas as mesmas chances para todos, e é aí que enxergo um papel importante do Estado.

  38. Marcelo Azevedo disse:

    Com relação à “expropriação do trabalho”, nunca consegui ver dessa forma. Tenho outra opinião: se quero trabalhar, mas não disponho de capital para viabilizar uma atividade econômica, então preciso me associar com quem tenha. Eu entro com o trabalho e o capitalista com o negócio. É assim que funciona, e pelo menos esse sistema viabiliza alguma mobilidade social. Senão vai ser cada um por si e voltamos à era do escambo, ou então vamos ao socialismo, já provado por diversas experiências ser ineficaz. O Estado pode regular investimentos, direcionando a atividade econômica do mercado, mas não precisa ser dono de todos os meios produtivos para isso. Um estado pequeno, mas forte, pode ser o árbitro para o mercado funcionar de forma benéfica para a sociedade.

  39. JV disse:

    Impossível ” a mesma chance paratodos”, uma espécie de justiça cósmica. Por exemplo, tenho olhos castanhos e os colegas de olhos azuis tinham olhos azuis e por isso faziam mais sucesso com as garotas. Outros nascem burros, ou nascem em famílias de pais burros. Toda tentativa de “nivelar” implica na prática de alguma barbaridade.
    Toda vez que o estado se mete a resolver alguma coisa cria ouros 5 problemas, o exemplo mais fácil de entender são as pensões de mães solteiras na Inglaterra, que provocaram um boom de partos de mães cada vez mais jovens, que interpretaram a maternidade como um passaporte para sair de casa e não mais ter que ir a escola.

  40. Marcelo Azevedo disse:

    JV, mesmo sendo impossível, acho que deve ser tentado na medida que todos devam ter acesso à educação e saúde de qualidade. Isso o Estado pode e deve fazer, justamente para que depois o indivíduo tenha capacidade de “lutar” de igual para igual no mercado. É desse tipo de nivelamento que estou falando, obviamente que cada um tem sua individualidade e seu talento (eu tampouco seria bem-sucedido como galã…), mas há de ser garantido o espaço necessário a todos que querem trabalhar e produzir.

  41. João Fernando disse:

    Chesterton,

    Ayn Rand viveu a Revolução Russa de 1917 e seu pai perdeu o seu comércio com a vitória dos comunistas.
    Será que se ela vivesse hoje em São Paulo, ganhando um salário mínimo e perdendo 4 horas por dia em uma condução lotada, será que ela ainda escreveria defendendo a livre iniciativa?

  42. Chesterton disse:

    Fala João Fernando. Que determinismo é esse? Quer dizer que todo pobre vira marxista-stalinista? (rsrs) Por exemplo, se eu fosse paulistano e recebesse salário mínimo, iria vender pipocas e me tornar um grande empresário do ramo do fast-food.

  43. João Fernando disse:

    Chesterton,
    Ao invés de determinismo, eu diria causalidade, sem a falácia do post hoc.
    Mas o que me deixa mais triste hoje em dia, é que se eu for contra o capitalismo, então pode-se concluir que sou marxista. Não existe uma terceira opção.
    O que eu não daria por esta terceira opção… visto que as duas primeiras não mereceriam nem o status de opções.
    Abs

  44. Marcelo Azevedo disse:

    Acho que devemos sempre estar buscando melhorar. Não existe outra opção até que alguém invente uma. É válido que alguém esteja tentando conceber um sistema melhor.

    Só que também não acho correto reclamar do sistema capitalismo + democracia, como se ele não representasse avanços em relação aos demais sistemas pelos quais a humanidade já se organizou, denunciando a tal “perversidade”. Perverso é ser escravo porque nasceu escravo e passar a vida inteira sendo escravo! No atual sistema é possível vencer com a força do seu trabalho. Há discrepâncias? Eu acho que sim. Porém, enquanto ninguém vier com um sistema que seja mais justo, ao mesmo tempo em que respeite a individualidade e premie os esforços de quem quer produzir, deveríamos tentar melhorar o sistema que aí está em vez de tentar implodi-lo sem ter nada para por no lugar.

  45. João Fernando disse:

    Ótimo comentário Marcelo, imparcial como sempre. Claro que eu concordo com você, que o capitalismo é melhor que os seus antecessores. Porém você há de concordar comigo, que o capitalismo hoje, está pior que a 50 anos. O meu pai teve 9 filhos antes de mim (que sou fruto de um segundo casamento), sem precisar que sua mulher (na época) trabalhasse também. Criou os nove, chegando a pagar escola particular, conseguiu também, comprar uma casa aqui em BH, e outra no interior. Agora eu, que tenho um cargo equivalente ao que ele tinha, e minha noiva também trabalha, nem consigo imaginar como seria viver hoje, como meu pai viveu.

  46. Marcelo Azevedo disse:

    João, na verdade não concordo. Acho justamente o contrário. O Brasil de 50 anos atrás era um país muito mais desigual. Haviam proporcionalmente muito mais pobres do que hoje, o que significa que havia uma disponibilidade menor de mão de obra qualificada, razão pela qual essa mão de obra era melhor remunerada. Hoje, apesar de ainda haver muito mais igualdade, os fossos sociais foram reduzidos, e por conta disso há menor concentração de renda. Com menor concentração, fica realmente mais difícil criar 9 filhos sendo assalariado. Se verificarmos a situação da Suécia, símbolo máximo do estado do bem-estar social, lá é caro criar um, dois filhos, contratar pedreiros para fazer trabalhos em casa é luxo e ir para o trabalho de bicicleta é absolutamente comum. Infelizmente, a tal distribuição de renda de que tanto se fala nivela em uma condição que nem sempre é a mais confortável para todos. Resumindo, acho que, na média, está muito melhor hoje do que há 50 anos para a maioria das pessoas.

  47. Marcelo Azevedo disse:

    Corrijo-me: onde eu disse “apesar de ainda haver muiro mais igualdade”, substitua-se por “apesar de ainda haver muita desigualdade”. Não sei onde estava com a cabeça.

  48. pctinoco disse:

    É isso aí. Aqui para o DF todo, para fiscalizar barulho e outras coisas (muitas) mais, existem 3 fiscais no IBRAN. A Secretaria de Fazenda vai fazer concurso para Auuditor ganhando uns R$ 16.000,00 e pasmem 150 vagas!!!! Em plena era de informática precisa disso tudo?

  49. Jô Freitas disse:

    Com políticos corruptos, professores mal pagos, polícia desestruturada, saude doente… Me dá a impressão de que o brasil faliu. Onde para investir na saude cria-se hospitais… e para investir na segurança, cria-se penitencoiárias e delegacias… Não está certo. Se é para fazer investimentos porque não investir no ser humano?
    Apesar da desigualdade social ter diminuido, ainda falta muito para melhorar e uma delas é a reforma política. Já.

  50. Elips Souza disse:

    Acredito que o diálogo na ponta do problema é dos pontos de partida a se buscar soluções em nosso país para questões sociais, não adianta tentar resolvê-los apenas injetando dinheiro, sem ouvir as pessoas que convive diretamente com ele, como no caso da educação . Se o dinheiro público não for aplicado da maneira correta, será desperdiçado. De fato o tamanho do estado é o que menos importa, de nada adianta ter liberdade e não saber o que fazer com ela, é como dar alforria aos escravos e deixá-los soltos sem meio da sobrevivência. Bem, acho que viajei um pouco.
    Por fim, vejo que muitas medidas e até políticas públicas foram criadas na tentativa de resolver questões sociais, mas todas até agora são medidas paliativas, não acaba com o problema, mas tentativas não faltam, vamos acreditar no futuro do país e participar ativamente dessa reforma a começar pela política e em outros setores. Realmente podemos muito mais do que apenas criticar, podemos ser autores desse processo.

  51. Daniela Narazzaki disse:

    Adorei este texto, utilizamos para a discussão no curso de Gestão em Saúde da UAB UNIFESP.
    Realmente contribuímos com os impostos que são descontados em nossas folhas de pagamento para que o governo administre este dinheiro e reverta em saúde e educação e podemos perceber que não recebemos em troca esta contribuição para utilizarmos serviços públicos de qualidade, principalmente a saúde e a educação. Investir em novas contruções de escolas e e equipamentos não garantem a educação, assim como contruir hospitais e não ter médicos bons e comprometidos para atender não resolve o problema da população, quanto aos professores, será que são bem remunerados e tem capacitação para continuaresm lecionando com qualidade e satisfação? Relamente não importa se deve ser grande ou pequeno desde que seja bem administrado.

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