WikiLeaks e a Guerra Cultural

O mundo está vivendo uma guerra entre culturas. De um lado, a cultura da transparência. Do outro, a cultura do segredo. É isso que está em jogo na polêmica do WikiLeaks, que agitou o mundo nas últimas semanas e certamente vai continuar agitando por muito tempo mais.

As novas tecnologias da informação criaram a possibilidade de um nível de transparência antes impensável. Se não houvesse computadores ou internet, jamais alguém seria capaz de copiar e distribuir 250.000 documentos, como o Wikileaks acabou de fazer. Agora, informação voa e se reproduz infinitamente a custo zero.

Mas, ao mesmo tempo, houve um investimento tremendo em tecnologias de segurança. Pense num aeroporto atual. Pense na quantidade de senhas criptografadas que você precisa conhecer para sacar 10 reais no banco. Pense na quantidade de catracas, sensores e câmeras pelos quais você passa todo dia.

Obama fez da transparência um tema fundamental de sua presidência, ao ganhar a eleição baseando sua campanha eleitoral numa plataforma online aberta. Depois de eleito, ele fez circular um memorando endereçado a todos os chefes de departamento e de agências do governo federal. O assunto do memorando era “transparência e governo aberto”. Ele determinava que sua administração estava comprometida a “criar um nível sem precedentes de abertura no governo”, de forma a “fortalecer nossa democracia e promover eficiência e eficácia.”

Realmente, mais abertura tende a estimular eficiência e eficácia. Se todas as decisões de todo mundo são registradas e disponibilizadas pela internet, e qualquer cidadão pode saber o que cada servidor público faz, isso tem pelo menos duas consequências. 1) os mal-intencionados tendem a ser desmascarados. Mas, mais importante: 2) os bem-intencionados poderão receber ajuda de fora, de alguém que conhece um jeito melhor de fazer as coisas.

Num videogame online que já espalhou pela rede, o mocinho é Assange, que precisa roubar arquivos do laptop de Obama usando um pendrive

Irônico que esse mesmo Obama tenha ido parar no lado oposto do debate, tentando encontrar algum instrumento legal que ajude a fechar o WikiLeaks e talvez até permitindo que seu governo trame com a justiça sueca para prender seu criador com base em acusações no mínimo polêmicas. Certamente decepcionou muita gente.

Mas eleger Obama (ou Hillary) como o vilão da história é uma distorção. O fato é que a maior parte das decisões realmente importantes do mundo inteiro ainda é tomada em segredo e mal explicada para as pessoas afetadas. Governos e grandes empresas discutem aquilo que realmente importa atrás de portas fechadas. E, no mundo inteiro, diplomacia envolve necessariamente uma dose altíssima de dissimulação: país nenhum diz em público aquilo que realmente quer (obviamente, uns países são mais confiáveis que outros).

O mundo seria melhor se houvesse menos segredo. A maior parte das injustiças do mundo tem em sua base uma assimetria de informação: numa relação entre duas partes, uma sabe mais do que a outra sobre os termos da relação. Isso aumenta a chance de essa parte se dar bem. Aumenta também a chance de sempre os mesmos se darem bem, porque têm mais acesso às salas fechadas.

Ou seja, se houvesse completa transparência, em todos os níveis, tudo seria mais justo. Pouca gente discorda disso. Por outro lado, ninguém é bobo de abrir mão de seus segredos unilateralmente. Todo mundo é a favor de transparência, mas ninguém quer começar. Por isso Obama está tão contrariado.

Na minha opinião, a guerra entre transparência e segredo é a grande questão do nosso tempo. E está longe de estar resolvida. Teremos cada vez mais transparência no mundo, turbinada por novas tecnologias. E, paradoxalmente, teremos também cada vez mais segredos. O mundo vai investir cada vez mais dinheiro em sistemas de segurança mais eficazes. Haverá uma epidemia de políticos querendo aprovar legislação restritiva, negando acesso a informação.

Meu palpite é que, com as tecnologias de informação avançando mais e mais, vai chegar o dia em que as tecnologias de segurança ficarão caras demais. Aí, manter segredo vai se tornar anti-econômico. Com isso, vai valer mais a pena fazer as coisas direito e ser transparente sobre elas. Mas talvez eu esteja só sendo otimista…

27 comentários
  1. Acir disse:

    Sem dúvida alguma qualquer administração pública deve ser transparente e nós, cidadãos, temos o direito de saber como o dinheiro público é gasto. Mas seria uma infantilidade acreditar que informações sigilosas de um governo devam ser divulgadas sem qualquer critério. O sigilo de informações faz parte da vida de governos, instituições, de empresas e,é claro, até das pessoas. A questão é saber diferenciar o que é de interesse público e o que interessa apenas a quem administra um país. Qual o real interesse em se revelar o que a diplomacia americana acha do nosso presidente bufão? Nenhum, além de saber que eles acham o que muitos brasileiros já sabem. O Sr. Assange não é nenhum cavaleiro da verdade. É sim um empresário que tem um negócio, e como tal quer ver o lucro do seu empreendimento. A forma terrorista como ele divulgou as informações, chantageando a diplomacia americana, deixa isso claro. Não tenho especial simpatia pelos americanos, mas não tenho nenhuma simpatia por terroristas, de esquerda ou de direita. Acreditar que esse senhor está numa cruzada pela transparência de informações é prova de falta de discernimento. É só mais um anti-americanista oportunista.

  2. Rone disse:

    Está cada vez mais dificl mentir!
    Talves esteja ai o grande receio norte americano para com sua politica internacional!
    Mas parece que dessa vez a mascara caiu, nem oleo de peroba salva!
    Julian Assange já entrou para historia mundial,
    estuprou a maior potencia ocidental 250.000 vezes apenas com clik no teclado agora está preso acusado de estuprar 02 prostitutas suecas…..

  3. Carlos Eduardo Nazareth Nigro disse:

    Sugiro ler as páginas amarelas da VEJA desta semana.

  4. marly disse:

    na verdade não sabemos ao certo se um dia o mundo da transparência vai de fato acontercer, o que não é correto é se viver na incerteza o tempo todo, a reportagem é bastante selutar, mas é preciso que ela venha coberta por um bom grau de críticas de certeza

  5. Lucas Migotto disse:

    Que coincidência esse post hoje, Denis!
    Hoje, a bancada ruralista, em acordo com o governo, irá votar o regime de urgência para a mudança do código florestal. Se aprovado, o novo código será votado no ano que vem, durante as férias de verão da população. Além disso, hoje, pode ser votado, também em regime de urgência, o projeto que legaliza bingos e caça-níqueis no Brasil.
    Aposto que a maioria da população não sabe disso.

  6. reynaldo moreira disse:

    Muitos jornalistas, como esse Acir aí embaixo, agora dizem que as revelações do WikiLeaks não são nenhuma novidade. Se não são, então porque esses mesmos jornalistas não correram atrás e as revelaram? Resposta: porque há certas coisas que não querem revelar, porque compactuam com determinados segredos de estado, geralmente associados aos grandes interesses. Aliás, porque não existe transparência? Porque transparência não combina com grandes interesses. Todas as máfias, a da coca, a do congresso, a da grande imprensa, se resumem numa máfia só: a máfia do dinheiro.

  7. Bruno Gama disse:

    Boa coluna.
    E espero que seu último parágrafo se confirme, e é bem plausível.
    A liberade de informação é uma ferramente essencial para que a sociedade transforme o estado no que ele deve ser: instrumento da sociedade.

  8. denis rb disse:

    Lucas Migotto,
    Acertou na mosca. Vc tem toda a razão. Estão tentando empurrar para o Brasil um Código Florestal péssimo – e o pior é que provavelmente vão conseguir, já que ninguém se importa muito.

  9. Gabriel disse:

    “E talvez até permitindo que seu governo trame com a justiça sueca para prender seu criador com base em acusações no mínimo polêmicas…”

    Esse é o mais puro sentimento anti-americano. É quase unânime a torcida pelo Wikileaks e pelo Assange, pois é muito mais “cool” torcer pelo Davi (embora ele tenha cometido crimes — ou prove-me que divulgar informações obtidas de forma ilegal não é colaborar com o crime). Haveria essa mesma onda se o objeto dos leaks fosse o governo cubano, venezuelano, boliviano ou norte-coreano? Aposto que não.

    Fica claro que você critica o governo sueco sem conhecer as leis daquele país, muito menos ter investigado os fatos — ou seja, está dando opinião de “orelhada”. E ainda assume que os governos legitimamente eleitos, tanto dos EUA quanto da Suécia, utilizam dos mesmos discutíveis mecanismos de Julian Assange. Ambos os governos estão agindo conforme os limites da lei. Já WikiLeaks/Assange além de claramente descumprirem a lei, fazem ameaças com uma grande revelação sobre um grande banco. Onde chegaremos se ninguém mais obedece a lei?

    “O mundo seria melhor se houvesse menos segredo. A maior parte das injustiças do mundo tem em sua base uma assimetria de informação: numa relação entre duas partes, uma sabe mais do que a outra sobre os termos da relação. Isso aumenta a chance de essa parte se dar bem.” É ingênuo e utópico pensar que o mundo seria muito melhor se houvesse menos segredo.

    Faço meu, o comentário de Alcir. O convívio social e a relação entre pessoas, empresas e países não se sustentaria com isso. Se todo mundo sabe tudo sobre todos, de onde surgiria a inovação, qual seria o motivo para buscar algo mais e extrapolar limites? Ora se no final ninguém tem vantagem competitiva em nenhum campo (não só o econômico), qual é a razão de ser? Todos devem ser medíocres?

    Não digo que você seja um esquerdista, anti-americano ou terceiro-mundista, mas o seu texto traduz esse tipo de pensamento, que é o mais corriqueiro e comum no meio brasileiro.

  10. rubens osorio disse:

    O diacho da competição, que faz do meu vizinho meu inimigo porque pode “ganhar” de mim, é a culpada por todo esse mistério que envolve nossa vida, não só a dos governos e empresas. Se “colaboração” fosse uma qualidade e “competição”, um desvio de caráter, a coisa talvez fosse melhor

  11. denis rb disse:

    Errou o alvo, Gabriel.
    Não tenho nada de anti-americano. Estudei nos Estados Unidos, tenho um monte de amigos lá e profunda admiração pelo ambiente inovativo e de liberdade intelectual em alguns ambientes de lá (o acadêmico, por exemplo).
    Minha sensação é a de que você está tentando fazer essa nova polêmica se encaixar na sua velha divisão de mundo (“países livres” X os outros). Acontece que não é assim que funciona mais. A Guerra Fria acabou. A guerra agora não é dos EUA contra Cuba ou a Venezuela. Ela acontece internamente dentro de cada país. Obama, obviamente, não é igual a Bush. A guerra cultural está entranhada nas instituições americanas, e há gente dos dois lados em cada uma delas.
    Não estou aqui desconfiando das instituições democráticas suecas, nem “comentando de orelhada”, como você acusa. Estou falando dos indícios de armação contra Assange por parte das mulheres que o acusam. Um exemplo: uma de suas acusadoras, chamada Anna Ardin, era fã de Assange e organizou palestras dele pelo país. Uma noite, eles tiveram sexo consensual e a camisinha estourou. No dia seguinte, ela continuava com Assange. Estavam juntos numa festa quando ela twitou: “Estou sentada na calçada com as pessoas mais legais do mundo. É incrível.” Pela lei sueca, sexo sem camisinha pode levar à condenação por violência sexual. Mas a questão é: o que levou Anna a mudar de repente de opinião sobre Assange? Talvez seja ciúme. Talvez ela tenha se desencantado com ele e ficado com raiva. Talvez haja pressão ou incentivos para ela. Da mesma maneira: o que levou Mastercard, Visa, PayPal, Amazon a virarem as costas para Assange? Todos alegam que fizeram isso porque não querem envolvimento com atividades ilegais. Verdade? Pode ser. Pode não ser.

  12. neto disse:

    Quer dizer, segundo o desejo do blogueiro e de quem mais como ele pensa, que os traficantes devem ficar sabendo on line de todas as operações policiais destinadas a prendê-los? Que é vedado ao estado, por exemplo, dizer que vai fazer uma operação policial numa localidade e fazê-lo em outra, sem dar tempo a que os criminosos envolvidos se preparem? Que uma empresa possa ter acesso às pesquisas que outra concorrente tem já em estágio mais avançado sobre determinado assunto? Que eu não possa guardar para mim as razões pelas quais não simpatizei com uma pessoa que entrevistei para trabalhar na minha casa, que devo dizer a ela que não suportei o seu hálito? Que posso comprar e difundir num jornal onde eu trabalho, sem nenhum drama de consciência cds e filmes roubados de gravadoras e estúdios de cinema em nome da liberdade de informação? Para não me alongar demasiado, esse desejo de transparência só se manifesta com relação a instituições ocidentais e mais marcadamente norte-americanas, não é puro e tolo anarquismo mal disfarçado?

  13. Gennari disse:

    Deixemos a piada do estupro por falta de camisinha de lado, mas foi uma tremenda armação e não tenho duvidas mais a respeito do governo sueco esta´junto com Inglatera mais USA deve ter alguma informação a esconder?
    Qanto a politica interna norte american ela é muito boa e pune m com rigor atos que venham a discordar de sua consttuição, o mesmo não se pode dizer da politica externa norte ameicana, depois da mentira da armas de destruição do Iraque , ivadiram e destruiram um pais inteiro e ainda se utilizam do pretexto do terrorismo para financiar suas guerras no O.M., Obama tá mais para o nosso Celso Pitta alias ele é o deles , estranho se manter calado?
    Wikileaks está espondo os podres que mesmo os governos”USA” ENglnd Sweden,France, Germany mais ‘corretos'(piada)
    escondiam a sete chaves, está espondo aos poucos e de forma nua e crua
    o ‘mundo livre’ em que vivemos. Ele está fazendo um favor à
    humanidade, mostrando como os governos realmente funcionam. Quem chama
    isso de comunismo ou terrorismo não passa de um analfabeto que nem
    entende o significado dessas palavras.
    É a mascara caiu, perder a “MORAL” é muito grave!

  14. O conceito de que o mundo poderia ser melhor caso houvesse mais transparência e menos segredo parece muito razoável mas cara, como é difícil “medir” isso… parece uma grande abstração mas, ao meu ver, merece ser testado. Em microambientes, pois “mundo” é grande demais. Se esta é mesmo uma das grandes questões contemporâneas, talvez valha investigar — penso se organizações pró-transparência / ética teriam estudos ou análises nesse sentido, comparando situações reais de vida quando há mais informação disponível e, principalmente, mais transparência.

  15. denis rb disse:

    Você é um sujeito muito imaginativo, neto
    Em nenhum lugar eu sugeri que algo deva ser vedado a quem quer que seja, que compartilhar informação deva ser obrigatório para você, para a polícia ou para sei lá mais quem. Eu só disse que um mundo com mais transparência seria mais justo. Simples assim. Discorda?

  16. james disse:

    Interessante a revista para o qual voce trabalha em muitas materias
    e muitos pontos de vista de seus colunistas nao relatarem que a acusaçao
    de estupro é por nao uso de camisinha, que o site foi formado por
    discidentes chineses tambem, que ja revelou que os americanos evitam
    punir soldados que matam inocentes, entre outras atrocidades. Interessante tambem os leitores do Tio Rei(devem ser crianças),nao mencionar uma palavra sobre etica nesse caso e so apontando defeitos
    no Assage que nada mais que uma das muitas pessoas que trabalham para o site,parecem ser tao tolos quanto as pessoas de esquerda, atados a uma visao sem ponderar as coisas, falam em ilegalidade do lado dele, mas e do lado dos Americanos nao houveram ilegalidades? Ou se justifica pressao a empresas privadas para dificultar a vida desse rapaz?
    Quanto a aplaudir porque eh Golias nao sei se eh o caso de certo se fossem
    vazamentos so sobre paises comunistas oposto que os sobrinhos do Rei aplaudiriam, como certamente ha pessoas que aplaudem porque foram os americanos as maiores vitimas, por fim acho que as pessoas sem vies ideologico vemos com bons olhos essa novidade de menos obscuridade de governos e empresas.

  17. sinisorsa disse:

    1) “O mundo está vivendo uma guerra entre culturas”. Com o devido respeito, eu não estou vendo essa guerra, não. Seria uma guerra virtual?
    2) “De um lado, a cultura da transparência. Do outro, a cultura do segredo.” Certo, então se a transparência é representada por um hacker, quem é que personifica o segredo? No Brasil, documentos tidos como de interesse histórico não são desclassificados. Será que o colunista sugeriria que um grupo de ladrões (pois é isso que os hackers são) começasse a “desembaraçar” esses segredos?
    3) “Não tenho nada de anti-americano. Estudei nos Estados Unidos, tenho um monte de amigos lá e profunda admiração pelo ambiente inovativo e de liberdade intelectual em alguns ambientes de lá (o acadêmico, por exemplo)”. Ser ou não ser independe de ter estudado ou vivido nos EUA. O condicionamento mental sempre encontra um motivo para ser ou não ser, independentemente de experiência empíricas.
    4) “o que levou Mastercard, Visa, PayPal, Amazon a virarem as costas para Assange?” Ih, olha só a resposta aqui: “We now know that Visa, MasterCard, PayPal and others are instruments of U.S. foreign policy. It’s not something we knew before.” Tá vendo só? O pobre ingênuo não sabia que as garras do mal estavam por trás das empresas de cartão de crédito e do sistema bancário internacional! Como é que ele foi cair na boca do lobo??? Por outro lado, enquanto essas empresas o aceitavam como cliente, ele não tinha nada pra reclamar nem pra revelar, né?
    5) “Estou falando dos indícios de armação contra Assange por parte das mulheres que o acusam… Mas a questão é: o que levou Anna a mudar de repente de opinião sobre Assange?” Ué, eu acho que você não leu esse artigo aqui ó: http://www.nytimes.com/2010/08/24/world/europe/24wikileaks.html
    A resposta está aqui ó: “But one of Mr. Assange’s close friends in Sweden, who said he had discussed the case in detail with Mr. Assange and one of the women, said he was “absolutely sure” that what was involved were personal animosities and grievances that flowed out of brief relationships Mr. Assange had with the women…This wasn’t anything to do with the Pentagon… It was just a personal matter between three people that got out of hand.” Por outro lado, se as mocinhas suecas soubessem que o hacker acha que “Western culture seems to forge women that are VALUELESS AND INANE”, elas provavelmente teriam ficado de perninhas fechadas😛
    5.1)O que você chama de indícios de armação me fazem pensar no seguinte: o que será que o Império do Mal prometeu pros suecos? Sim, por que onde tem armação tem que ter algum tipo de recompensa. A Suécia, essa monarquia constitucional de terceiro mundo que se sujeita a ser capacho do Mal, deve estar lucrando alguma coisa, né? E o que seria isso?
    6) “Eu só disse que um mundo com mais transparência seria mais justo” Por gentileza, me explique o que significa transparência para você.
    7) “vai chegar o dia em que as tecnologias de segurança ficarão caras demais. Aí, manter segredo vai se tornar anti-econômico. Com isso, vai valer mais a pena fazer as coisas direito e ser transparente sobre ela.” Sabe de uma coisa, você deveria passar um tempo na Suécia, visitar as repartições públicas suecas, conversar com os suecos comuns. Tenho certeza de que isso lhe ajudaria muito e de que, quem sabe, acabaria descobrindo que transparência é algo mais que uma mera palavrinha no dicionário. Será que você realmente sabe algo sobre a Suécia??
    8) Last but not least “I am calling for the world to protect my work and my people from these illegal and immoral attacks.” Em outras palavras, o ladrão quer que os cidadãos de bem peguem em armas para livrá-lo do xilindró. Mania de grandeza a la Napoleão Bonaparte? Que nada! Napoleão é fichinha perto desse sujeito! E aí, colunista, você vai atender ao chamado do hacker?

  18. Oswaldo disse:

    aiaiai Denis… ainda esse anti-americanismo disfarçado!? tanto tempo e ainda não te vejo cobrar trasnsparências das ditaduras admiradas por você… ou questionar o motivo de não termos disponível no WikiLeaks documentos secretos de China, Irã, Cuba, Rússia, Coréia do Norte… saber segredos da maior democracia do mundo é uma coisa… outra seria saber os segredos dessa turma sinistra… infelizmente quem apanha ainda é a democracia e liberdade dos americanos… já os ditadores, passam desapercebidos do debate…

  19. jorji disse:

    Realmente esta guerra de culturas foi um exagero, agora copiar 250.000 documentos confidenciais foi uma falha impressionante, e isso serve de exemplo e alerta para serviço de inteligência de todos os países, e das embaixadas e consulados, até mesmo de empresas, todo cuidado é pouco. Segredo pode ser a arma de se vencer uma guerra, nessa oas americanos se lascaram, a verdade é essa.

  20. reynaldo moreira disse:

    Gente, os governos dos Estados Unidos, sobretudo os Republicanos, fazem todas as cagadas que querem evitar que os outros façam: possui a bomba atômica e os outros não podem ter, derrubam ditaduras e democracias sem dar um tiro, só doando generosamente armas e fazendo espionagem, se infiltram onde quer que seus grandes interesses econômicos estejam comprometidos, apenas fazem isso sob a fachada da democracia formal, o que leva a todos os ingênuos acreditarem que eles estão autorizados a, por exemplo, ter a bomba atômica e o Irã não, porque os Estados Unidos são mais puros, mais responsáveis. Puros que nada! Responsáveis que nada! O Irã tem o direito de ter a bomba para assustar Israel que possui a bomba para assustar todo o mundo árabe, é só uma questão de poder e não de legitimidade. Se ficarem acreditando no que diz a grande imprensa e a ideologia que é o ar que respiramos, vão acreditar até em Papai Noel. Dingonbel, dingonbel, acabou o papel…

  21. Luna disse:

    Nao se pode negar que vivemos em um mundo de facil acesso a informacao, porem nao acredito que possamos afirmar que vivemos em um mundo que preza por transparencia, honestidade e verdade. Absolutamente nao se pode acreditar na veracidade do que circula pela web como frequentemente faziamos com os livros. Cerebros criminosos estao por ai a solta. Alterando, brincando, roubando informacoes. Antes quando alguem entrava na minha casa e descobria os meus podres diziamos que era “invasao da privacidade” hoje e’ “transparencia”?

  22. Chesterton disse:

    Denis, Denis que bobagem. Sem segredos não há confiança. Lembre-se da música dos Beatles:
    ” Hey, you´ve got to hide your love away….”

  23. Chesterton disse:

    Essa é boa, a imprensa fala em “terrorista sueco” como o autor da explosão lá naquela geladeira. Como é o nome dele? Gustafson? Petersen? Thor? Não:
    .
    .
    .
    .
    .
    .
    .
    -TAIMUR ABDULWAHAB AL ABADALY!!!!!

  24. João Fernando disse:

    Você é louco Denis!
    Apoiar a transparência em um blog, cujos leitores são animais da espécie homo sapiens! Uma espécie que passou 97% do seu tempo na Terra na mais pura barbárie. Uma espécie que hoje em dia se considera “civilizada”, mas suas relações sociais e econômicas se baseiam na enganação, falsidade e hipocrisia.
    Como os comentários abaixo atestam, omitir fatos importantes em uma transação qualquer, é o correto. Ser honesto faz parte dos contos de fada, não leva a nada. E isto está tão firmado em nossa sociedade, que se alguém tenta nos mostrar a verdade, o chamamos de “terrorista”. Platão foi quem melhor explicou este fenômeno humano, na sua “Alegoria da Caverna”.

  25. jorji disse:

    Evoluimos, mas realmente continuamos a ser na essência, aquele macaco que teve que descer das árvores e que aprendeu a caminhar com apenas duas patas, que inventou um montão de besteiras, como honestidade, dignidade, amor, liberdade, Deus, etc, mas voltando ao assunto, como esse polaco sueco conseguiu todos aqueles documentos?

  26. Chesterton disse:

    Uma bichinha do exército americano entregou para se “entrosar”….

  27. Oswaldo disse:

    uau Denis…

    A ideologia esquerda-direita não morreu… o que morreu foi o comunismo e socialismo como sistemas viáveis, mas deixou várias viúvas e saudosistas pelo mundo.

    Com o fim da bi-polarização entre império capitalista e comunista, já que este último se esfacelou sozinho, mostrando a sua inviabilidade, restou somente o império capitalista. Assim, este passou a ser a única vidraça do mundo. Virou a Geni dos revolucionários e justiceiros.

    O que temos de melhor ainda é capitalismo + democracia representativa + estado de direito… o outro mundo possível desejado por muitos, na verdade já se mostrou mais falho e pior do que essa combinação. Não vivemos em um sistema perfeito, mas é o que de melhor a humanidade conseguiu ´calibrar´ até hoje. E que sigamos melhorando.

    Não morreu porque vários temas ainda são permeados com essa ideologia. Nesta semana Lula usou essa mesma ideologia e polarização para defender como seria o controle federal de conteúdo da imprensa. Censura na verdade, mais uma característica totalitária desse governo.

    Um mundo mais transparente não necessariamente seria um mundo mais justo. Pense nisso imaginando que toda pessoa pudesse ler os pensamentos dos outros… já imaginou mais sinceridade e transparência?

    Um mundo mais justo é aquele regido por leis democraticamente estabelecidas e onde os direitos de um indivíduo não são atropelados nem mesmo pelo desejo ou até NECESSIDADE de vários outros indíviduos. Um mundo mais justo se faz com liberdade para as pessoas fazerem suas escolhas…

    Um muito mais justo não se faz com ´mensageiros da verdade´ se explodindo em bombas e matando inocentes como vi aqui sugerido nos comentários: (que se alguém tenta nos mostrar a verdade, o chamamos de “terrorista”)
    Sim, eu chamo isso de terrorista, e ainda complemento com assassino e bárbaro… mensageiros da verdade´ desse tipo não entenderam o mundo civilizado.

    E fiquei aqui pensando que tipo de comentário o Denis barraria… se até apologia ao terrorismo passou…

    E encerro lembrando aos justiceiros de plantão que nesse exato momento, várias barbaridades estão sendo cometidas na Coréia do Norte, Irã, Cuba, Venezuela, Bolívia, Sudão… mas
    infelizmente quem apanha ainda é a democracia e liberdade dos americanos… já os ditadores, passam desapercebidos do debate…

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