Reformulando

Andei pensando mais no assunto do último post e cheguei à conclusão de que não me fiz claro o suficiente, como comprovam os comentários do Oswaldo e do sinisorsa, que leram no meu texto um monte de coisas que eu não escrevi. Achei que valia falar mais um pouquinho da polêmica do WikiLeaks, para me explicar melhor.

Primeiro: no fundo, no fundo, não tem nada de realmente avassalador nos documentos diplomáticos vazados. Embaixadores são seres humanos. Uns são inteligentes, interessantes. Outros são bestas quadradas. Nada daquilo é fato comprovado: são apenas opiniões de gente comum sobre os países do mundo, no geral formadas a partir de uma pesquisa medíocre. Eventualmente tem lá alguma informação interna reveladora, mas a grande maioria do conteúdo não surpreendeu ninguém. Os documentos vazados são apenas comunicações entre diplomatas americanos e Washington. Enfim, fofoca. Chavez é isso, Dilma é aquilo, Afeganistão é isso, China é aquilo. Em parte, isso explica o sucesso: as pessoas adoram fofocas. Virou uma espécie de BBB cujos personagens são os maiores líderes políticos do mundo. Quem não quer saber de uma fofoca sobre esse pessoal? Se envolver o Lula então, aí o povo faz a festa: a turma adora fofocas sobre o Lula (seja a favor ou contra, a audiência sempre dispara). Enfim: o conteúdo que está sendo vazado pelo WikiLeaks não é assim tão fundamentalmente importante, como aliás escreveu o Marcelo Coelho na Folha de ontem.

Segundo: o que é importante sim é o fato disso estar sendo vazado. Nascemos em um mundo acostumado às salas fechadas. É universalmente aceito o fato de que os diplomatas circulam numa esfera distante das vistas da população. Eles lidam com questões importantes, logo é de se esperar que o que eles discutem nas reuniões não tenham que ir parar nos ouvidos do mundo. É assim, sempre foi assim, espera-se que seja sempre assim. De repente uma tonelada dessas informações secretas vaza. Isso de repente muda dramaticamente as expectativas da população mundial. De uma hora para a outra, eu e você começamos a nos perguntar: “e se não fosse assim?”. E se os debates fossem públicos? E se houvesse menos assimetria de informação? E se o cidadão da China, do Afeganistão, do Brasil ou da Suécia fossem claramente informados das opiniões dos Estados Unidos e vice-versa? Não seria melhor? Afinal, se não tem nenhuma grande surpresa nos documentos, se aquilo é assim tão banal, porque então classificar como “secreto”? Por que não abrir tudo? É essa a discussão que se coloca. (E vale dizer: acho sim que há argumentos legítimos contra a transparência em certas ocasiões, como muito bem escreveu o pesquisador de Harvard Lawrence Lessig num artigo clássico no ano passado – veja na página 26 desta revista digital.)

Terceiro: não estou defendendo o Assange nem atacando os Estados Unidos. Não defendo ditadores nem justifico a existência de hackers. Caramba, é incrível como a ideologia do esquerdo-direitismo (ou direito-esquerdismo, é a mesma coisa), aquele pensamento dos anos 80 que diz que o mundo é dividido entre bons e maus, está entranhada em qualquer debate. Não tenho menor interesse em defender ou atacar ninguém. Nem conheço esse pessoal. Só quero discutir os sistemas, as ideias, as mudanças que estão acontecendo no mundo. Isso sim é interessante.

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24 comentários
  1. ricardo galvão disse:

    Denis,
    Penso que você não deveria se importar com gente que não entende o que você escreve…Enfim, este um um dos muitos problemas do brasil: analfabetismo
    Tem gente que, por saber ler e escrever, acha que é alfabetizado…
    Não entender um texto claro como o seu é a prova do que estou falando…E ainda por cima achar que você é maniqueítas, nunca leu seu blog…
    abração

  2. denis rb disse:

    ricardo galvão,
    Aprendi na minha escola de jornalismo (a revista Superinteressante) que texto mal compreendido é defeito do texto, não do leitor. Culpar o leitor por não me entender é como o comerciante que culpa o cliente por não comprar o que ele vende. É esse meu trabalho: me fazer claro.
    Além disso, nem sempre as ideias estão claras na minha cabeça. Nesse caso, acho que escrevi antes de amadurecer completamente o que eu queria dizer.

  3. jorji disse:

    BBB com líderes políticos do mundo, essa foi espetacular, seria sensacional, imaginem câmeras em todos os aposentos da casa branca…….

  4. Lucas Jerzy Portela disse:

    a distinção entre esquerda (Estado defendendo o Trabalho) e direita (Estado defendendo o Capital) existe desde os anos 80, é verdade – 1780. Foi formulada primeiro por Adam Smith e posta em prática na Revolução Francesa. Ela é estrutural para o capitalismo, e existirá enquanto este existir. E, por óbvio, não existe antes, ou não nestes termos.

    Por vezes, Denis, acho que te falta uma boa arqueologia do discurso, no sentido foucaultiano do termo.

  5. denis rb disse:

    Atenção ao texto, Lucas
    eu não disse que essa distinção existe desde os anos 80. Disse que ela perdeu o sentido nos anos 80, com o fim da Guerra Fria (embora obviamente continue pautando o debate político e as divisões partidárias)

  6. Lucas Jerzy Portela disse:

    exatamente isso: ela não perdeu sentido com o fim da Guerra Fria (um episódio do capitalismo), porque a distinção entre esquerda e direita é é a ossatura mesma do capitalismo. Desde Smith e enquanto ele durar. A não ser que tenhamos mudado de sistema com o fim da Guerra Fria: mudamos?

  7. Lucas Jerzy Portela disse:

    De novo, Denis: quando você data historiograficamente (“acabou a Guerra Fria, então não há mais direita e esquerda”), além do erro factual (esquerda e direita nem são 1) socialismo e capitalismo apenas – há direita feudal por exemplo, o nosso PFL velho de guerra; nem 2) são os blocos que as representaram em radicalidade por 50 anos), há um erro metodologico: você historiza, sem arqueologizar. É como ler um evento fisico de modo cinemático, mas não dinâmico nem vetorial. Recomendo que você use mais Michel Foucault, novamente.

  8. denis rb disse:

    Não quero afirmar que esquerda e direita não existem mais. Minha tese é que a divisão deixou de ser útil para o debate – mais atrapalha que ajuda. Categorizar assim mata a possibilidade de acordo, porque a discordância é a priori: sou contra suas ideias porque você é chavista, sou contra suas ideias porque você é fascista. Eu, da minha parte, estou mais interessado em descobrir Rimodos de conciliar justiça com dinamismo, igualdade com liberdade (do melhor modo possível).
    Foucalt é massa. Mas estou mais interessado em analises contemporâneas.

  9. sinisorsa disse:

    Quer dizer que li no teu texto “uma porção de coisas que você não escreveu”? Uau! O mais interessante é que você vêm a público se explicar, ou melhor, desdizer o que disse por que o texto “foi mal compreendido”. Super interessante. (Bocejos). Vamos por partes. De novo.
    “Primeiro: Embaixadores são seres humanos… são apenas opiniões de gente comum sobre os países do mundo, no geral formadas a partir de uma pesquisa medíocre… Os documentos vazados são apenas comunicações entre diplomatas americanos e Washington. Enfim, fofoca.”
    A) Se realmente acredita no que escreveu, então por qual motivo atribuiu tanta importância ao que você mesmo acabou de qualificar como fofoca? Ah, é por que pode até haver algo de importante na tonelada vazada?

    “Segundo: o que é importante sim é o fato disso estar sendo vazado… De repente uma tonelada dessas informações secretas vaza. Isso de repente muda dramaticamente as expectativas da população mundial…”
    B) Eihn?? Como assim??? Quem é que te deu o direito de falar em nome da “população mundial” e afirmar que essa massa nutre as mesmas expectativas de norte a sul, leste a oeste desse nosso planetinha? A expectativa me parece ser muito mais tua que dos outros. Eu, particularmente, não tenho qualquer tipo de expectativa e vou te explicar o porquê.
    “.. De uma hora para a outra, eu e você começamos a nos perguntar: “e se não fosse assim?”. E se os debates fossem públicos? E se houvesse menos assimetria de informação? E se o cidadão da China, do Afeganistão, do Brasil ou da Suécia fossem claramente informados das opiniões dos Estados Unidos e vice-versa?”
    C) Você tem uma verdadeira obsessão com a opinião dos gringos e logo a transfere para o resto dos terráqueos. Peraí mermão, devagar com o andor que o santo é de barro. Não perco um segundo do meu tempo imaginando o que os diplomatas americanos possam estar pensando ou fofocando nos corredores das embaixadas e repartições similares, até por que, usando as tuas palavras “É universalmente aceito o fato de que os diplomatas circulam numa esfera distante das vistas da população. Eles lidam com questões importantes, logo é de se esperar que o que eles discutem nas reuniões não tenham que ir parar nos ouvidos do mundo. É assim, sempre foi assim, espera-se que seja sempre assim”. Talvés fosse melhor você começar a fazer o dever de casa e pesquisar entre os brasileiros qual é a opinião dos compatriotas a respeito do tema. E o tema, segundo suas próprias palavras, é tirar o rótulo de “secreto” e tranformar em públicas conversar banais mantidas por embaixadores norte-americanos.
    Nas tuas fantasias, os habitantes do planeta realmente estão se perguntando em voz alta sobre a tal transparência nas relações entres seus países e os EUA, mas internamente o que se perguntam é qual o grau de transparência entre as ações do Estado para comigo mesmo? Posso confiar nesse Estado? Como posso vigiá-lo? Como posso ter certeza de que o Estado está empenhado no meu bem-estar? Você buscou sustentar seus argumentos citando Lessing e seu extenso artigo sobre o modus operandus do capitalismo norte-americano, com exemplos de casos e experiências que são são essencialmente e unicamente norte-americanas – não lhe ocorre pensar que haja realidades distintas em outros países? -, e que, por isso mesmo, não podem ser transferidas para a China, Afeganistão, Brasil e Suécia, e muito menos servem pra embasar o artigo atual e nem o anterior.
    E vou te dizer uma coisa, perdoe-me se sou repetitiva, você realmente, mas realmente mesmo, tem que visitar a Suécia, por que o teu conhecimento do que os suecos querem/pensam/deixam de querer/deixam de pensar é inexistente. Se o fizer, vai descobrir muitas coisas interessante sobre registros públicos, sobre a facilidade em acessar os políticos e suas atuações no Parlamento, e como os funcionários públicos disponibilizam informações na internet. Mas, oh que sina a da Suécia!, esse paisinho de quinta categoria, pátria de duas mulheres que ”estão armando contra o Assange” (de acordo com as tuas palavras,embora você não tenha explicado como é que as duas malvadas conseguiram arrastar todo o país na lama na sua luta pessoal contra o bom mocinho australiano). Se conseguir sair do teu casulo mental, vai descobrir também que na Suécia aquele comentariozinho ” os bem-intencionados poderão receber ajuda de fora, de alguém que conhece um jeito melhor de fazer as coisas ” é rídiculo por um simples motivo: a cultura do país é de transparência (tua palavra favorita) e de prestação de bons serviços por parte do funcionalismo público. Ninguém precisar usar serviços treceirizados de um hacker pra fazer name and shame ao lidar com a administração pública. Igualzinho ou melhor, só no Brasil 😯
    “Não seria melhor? Afinal, se não tem nenhuma grande surpresa nos documentos, se aquilo é assim tão banal, porque então classificar como “secreto”? Por que não abrir tudo?”
    Vem cá, quem é que vai separar o que é banal do que é importante? De acordo com quais critérios? Os teus, os meus ou de quem? E quem foi que disse que os gringos tem “que abrir tudo” quando ou não sei de nada do que se passa no Itamaraty? E se eu preferir saber a opinão dos diplomatas brasileiros sobre Gulnara Kalimova , no lugar de ficar lendo a opinão dos gringos sobre a dita cuja, será que vou poder?
    “Terceiro: não estou defendendo o Assange nem atacando os Estados Unidos. Não defendo ditadores nem justifico a existência de hackers.”
    Depois de escrever um artigo criticando os EUA, Obama e a Suécia, além de fazer veemente defesa do hacker australiano, você agora vem bater em retirada de modo vexatório. Foi você quem fez a divisão entre os bons(Assange primeiro, wikileaks em segundo lugar) e os maus (EUA, mulheres suecas e a própria Suécia), portanto não venha atribuir a terceiros a ”ideologia esquerdista-direitista”. Como dizem os uruguaios, ¡por favor!

  10. denis rb disse:

    hahahaha,
    sinisorsa, vc é divertido

  11. denis rb disse:

    Mas olha só,
    Você continua lendo coisas que não escrevi. Nunca nunca nunca coloquei em dúvida a solidez das instituições democráticas suecas, muito ao contrário disso. Sei muitíssimo bem dos mecanismos de transparência de dados públicos tanto da Suécia quanto dos outros países nórdicos (e sei também que os Estados Unidos também tradicionalmente têm ótimos mecanismos de transparência, apesar dos retrocessos da Era W. Bush). A Suécia é massa. Adoro lá. Vou para lá ano que vem visitar meus amigos.

  12. Chesterton disse:

    Denis, a pior coisa que poderia acontecer a você é ter seus desejos atendidos. Sem segrewdos a vida humana se torna um inferno. Lembra do filme daquele comediante canadense que se mete em confusão porque começa a pensar alto? É por aí a confusão. “Pessoals” , sigam esse lema:
    ” se pensou, não fale
    se falou, não escreva
    se escreveu, não assine
    se assinou, negue atá a morte”.

    BOM NATAL!

  13. Chesterton disse:

    Eu, da minha parte, estou mais interessado em descobrir Rimodos de conciliar justiça com dinamismo, igualdade com liberdade (do melhor modo possível).

    chest- olha, conhece aquela piada do genio que não queria fazer uma ponte rodoviária entra a América e a África?

  14. sinisorsa disse:

    Você escreve muito mal, Camarada Rabanete. “Adoro lá”?? Sério?? Então, tá. Então NÃO, você NÃO duvidou nem questionou a integrida sueca nem por um nanosegundo. E se você realmente algum dia na tua vida esteve naquele país, e se é que pretende retornar, aproveite para investir teu tempo conhecendo in loco o funcionalismo público sueco. Tem mais, mencionar GWB é IDIOTICE. Você continua tentando sair pela tangente e agora apelou pra todos os santos. Lamentável, lamentável.

  15. denis rb disse:

    E você é muito brava…
    Calma, relaxa. Tá tudo bem. A gente aqui é tudo amigo ;-). Aqui não é um desses espaços para histeria e briga, fique tranquila e vamos conversar, ok?

  16. Honneur Monção disse:

    É verdade. Todo esse barulho em torno do wikileaks, em minha modestíssima opinião, é injustificado. Fofocas não tem qualquer valor: refletem apenas a opinião do fofoqueiro.
    Quem fica “ouriçado” com o fato, normalmente revela duas motivações: uma ideologia antiamericana (eles são culpados de tudo de ruim que acontece no mundo); indigência mental (o embaixador NÃO PODE escrever palavrão e tem sempre de ter uma visão positiva das pessoas).

  17. Júnior Alves disse:

    Denis, se me permite, primeiramente gostaria de responder à Sinisorsa.
    Amiga, não se discute idéias. Isso não leva a lugar algum. Ninguém pode expor sua opinião como verdade absoluta. Isso é fasces cultural. Quando cada um expõe o que pensa, sendo antagônico ou não, temos a oportunidade de perceber as diferentes opiniões e então questionar o que levou a pessoa a pensar daquela forma, mas nunca questionar a forma como a pessoa se manifestou. Não há certo ou errado. Há igual e diferente. Apenas normatizações podem definir certo e errado e jamais podemos imaginar um mundo onde as opiniões são normalizadas (isso me faz pensar em regimes ditatoriais).

    Denis, em minha opinião, sempre quem está do lado do silêncio gostaria de ouvir o que está sendo dito. Lembro de quando eu era criança e queria saber o que meus falavam em segredo, porém não me revelavam. Mais tarde, aprendi que nem tudo pode ser dito a uma criança. Em um meio social de diversas culturas, crenças e formas de reagir a determinada informação, falar tudo pode gerar má interpretação (e você mesmo pode constatar quando opinou sobre este assunto). Se todas as relações internacionais fossem abertas, seria necessário não mais embaixadores e sim tradutores culturais para explicar a cada cultura o que a informação quis dizer. No entanto concordo que assuntos de cunho internacional (como tecnologias bélicas, exploração de meio ambiente, parcerias comerciais e tudo mais que afete outros países) estas sim deveriam serem públicas.

    Júnior Alves
    http://taosofia.blogspot.com.br

  18. eduardo disse:

    Perdoe-me se estou atrapalhando a conferência entre sinisorsa e denis etc, entre pessoas tão impressivas em nível cultural e mesmo superiores a mim no que se refere a dinheiro, luta, força, poder, etc talvez, não sei. Mas acho que Wikileaks é uma “coisa” talvez criada pelos próprios governos, não é possível! Quem sabe para entreter, não sei bem a quem, mas quem sabe para entreter.

  19. Chesterton disse:

    As informações vazadas mostram que a diplomacia norte-americana não é tão ruim como se pensava.

  20. Ruy disse:

    Caro Denis. Acho que comparar o wikleaks com fofoca seria o mesmo que dizer que os jornalistas politicos, ou melhor os fotografos politicos são paparazzis. A foto do politico pianista então seria fofoca? A filmagem de quem recebe dinheiro por corrupção seria fofoca? A imagem da destruição de um campo de refugiados por um missel americano seria fofoca? Seria diminuir muito o trabalho de quem nos deu prova de que as pessoas que fazem os tratados internacionais estão apenas interessadas nos próprios interesses. Seria tirar a importancia de que finalmente quem nos controla deve estar atento para não dizer besteiras.
    O que parece é que quando voce faz a superficial afirmação; “enfim tudo é fofoca”, me desculpe, mas parece que quem está fofocando é voce. Um abraço

  21. sinisorsa disse:

    toc toc toc toc… mensagem de Denis Yellow Face para sinisorsa: não fique histérica, não.
    tic tic tic… mensagem de sinisorsa para Denis Yellow Face: ai, ai meus sais. Ironia = histeria. Sério??? Lamentável, lamentááávvvveelllll.
    tamtamtammm tatatatata tum tum… mensagem da cavalaria de aluguel para sinisorsa: nunca questione a forma como uma pessoa se manifesta.
    tic tic tic… mensagem de sinisorsa para a cavalaria de aluguel: magoei 😦
    tic tic tic… mensagem de sinisorsa para Denis Yellow Face: Só quero discutir os sistemas, as ideias, as mudanças que estão acontecendo no mundo. Isso sim é interessante. Aproveitando, confira a fotinha fofa. Um belo dia eles acordaram pensando “e se não fosse assim?”. E se os debates fossem públicos? E se houvesse menos assimetria de informação?

    É, tem muita gente se dedicando a pensar.

  22. hacs disse:

    Oi Denis,

    Li o texto do Marcelo Coelho e fiquei com a sensacao de que ele ainda nao entendeu o ponto. Alias, muita gente inteligente ainda nao entendeu que o Wikileaks hoje, assim como os ****leaks amanha, nao tem que revelar constantemente noticias bombasticas (assim como a propria imprensa). De fato, a reacao dos governos revela melhor o que representa um mecanismo desses.

    Nao eh necessario punir, so a existencia de punicao ja basta em muitos casos. Nao eh necessario jogar a bomba de hidrogenio, so a existencia ja eh suficiente para refrear conflitos mais virulentos (nuclear deterrence). Analogamente, a existencia do Wikileaks (e futuros similares) dissuadira muitas acoes governamentais dificeis de justificar (quaisquer que sejam os motivos). Eh, claramente, um mecanismo cego (democracia/ditadura/tirania/etc) de controle do poder, dai as reacoes dos governos. Eh claro que somente um Wikileaks nao eh um bom mecanismo (nao eh suficientemente cego, pois concentra poder), mas inumeros ****leaks competindo entre si resultaria num excelente mecanismo.

    Abs

  23. alec disse:

    se são apenas fofocas, porque os eua mobilizou enorme frente contra assange, exercendo pressão internacional sobre governos, empresas, etc.
    não querido, saiste do teu foco.
    assange foi escolhido o homem do ano na frança. seus vazamentos tem o mérito de expor os subterraneos do poder, eese poder que faz de nos meras ovelhas nas mão dos grandes.

  24. Fabio disse:

    Desculpe o atraso estive viajando e perdi algumas semanas da minha leitura semanal obrigatória…

    O mundo perde por ser cada vez mais egoista. Todo mundo esta fazendo de tudo para simplesmente se favorecer, e isso acontece desde sempre. Todos os paises, estão preocupados consigo próprios, como o famoso brasileiro aplica a “lei de Gerson”. E esta lei já comprovada pelo Brasil, não dá certo. Por isso, não conseguimos sair desse mar de ineficácia e feudalismo que nos cerca, como o mundo tbem esta tomado por este. Talvez se comecassemos a fazer mais por todos a nossa volta, comecariamos a ir para frente e não para tras como fazemos hoje. Quem sabe um dia o ser humano mude, antes de acabar este planeta que conhecemos como terra. quem sabe um dia……

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