Duas drogas

Fundamental para melhorar é aprender com os erros. Para aprender, é importante estar atento ao que acontece no mundo lá fora, em vez de viver aferrado a suas crenças de infância.

Peguemos, por exemplo, o caso de dois compostos vegetais bem diferentes mas com muito em comum: ambos são divertidos, sociais, fazem mal à saúde, fazem bem à saúde, têm uma gigantesca cultura ao redor de si, acompanham a humanidade desde a antiguidade, inspiram ideias religiosas e artísticas e fazem girar uma imensa economia. Ambos têm um tremendo efeito no corpo humano, com óbvio papel farmacêutico. Ambos são produzidos num processo delicado e cheio de sutilezas, no qual cada detalhe do cultivo faz diferença na qualidade do produto final. Um é o suco fermentado de uma fruta, o outro é um composto químico presente em uma flor. Vinho e maconha.

Até 1920, nenhum dos dois era proibido. Ambos eram facilmente encontrados em armazéns e vendinhas. Os dois tinham papeis parecidos em partes diferentes do mundo. O primeiro a ser seriamente proibido foi o vinho, nos Estados Unidos, em 1920.

A proibição do álcool no país foi consequência de um movimento de fundo religioso chamado “temperança”. Deu imensamente errado. Em muito pouco tempo, os vendedores clandestinos de álcool começaram a fazer pagamentos mensais para a polícia, a justiça e a política para operar em paz. A corrupção afetou a moral do estado e diminuiu sua capacidade de governar. Como funcionava na sombra da lei, os vendedores de bebidas logo começaram a se armar e iniciaram guerras por território. Surgiu um violento crime organizado. A qualidade das bebidas despencou, já que os produtores eram gângsters, não someliers.

Quando a Proibição do álcool acabou, após a constatação de que era cara e ineficaz, deixou uma burocracia desempregada, e essa burocracia lobiou por algo para proibir. Não demorou para eles acharem: uma erva demoníaca que enlouquecia as pessoas e fazia-as matarem os outros (esse foi um dos mitos sobre a maconha depois desmentidos).

A proibição da maconha deu tão errado quanto a do álcool. Não conseguiu reduzir o consumo (pelo contrário, ele disparou), corrompeu a Justiça, o governo e a polícia, aumentou os problemas de saúde associados à droga. Gerou um comércio cada vez mais dominado por gente violenta. Mas o pior é que os produtores e comerciantes de maconha logo começaram a procurar substâncias mais lucrativas. E um jeito de aumentar os lucros é aumentar a potência (diminuindo o custo de armazenamento e transporte e o risco de ser pego) e a taxa de dependência (fregueses viciados são ótimos para os negócios).

Não demorou para as organizações que lucram com maconha começarem a vender cocaína e heroína (da mesma forma que os vendedores de álcool ilegal dos anos 1920 foram aos pouco trocando cerveja e vinho por um rum de fundo de quintal de péssima qualidade). Hoje, grupos criminosos brasileiros fazem venda casada de maconha com crack: se você comprar maconha precisa levar também um tantinho de crack.

Hoje o vinho é um dos produtos rurais mais lucrativos do mundo, o que reduz o êxodo rural e gera uma economia fortemente artesanal que emprega muita gente. Preza-se qualidade. Enquanto isso, a maconha está na mão de bandidos, que não sabem nada de qualidade, apenas se importam em não ser pegos, maximizar lucros e disputar territórios a tiros. A indústria não dá um centavo para o estado, apenas consome recursos.

Maconha e vinho não são iguais: são compostos diferentes, com efeitos diferentes. A maconha definitivamente não faz tão bem quanto o vinho, que possui substâncias que reduzem imensamente as chances de morrer do coração. Também não faz tão mal quanto o vinho, porque causa menos dependência que o álcool, não causa lesões cerebrais permanentes nem provoca comportamento violento ou completamente irresponsável, como o álcool.

Mas será que, ao proibirmos um e vigiarmos atentamente o outro, não estamos potencializando o mal do primeiro e o bem do segundo?

A propósito: maconha adora muito sol e pouca chuva. O sertão nordestino, pedaço mais socialmente vulnerável do Brasil, poderia ser a Bordeaux dessa cultura.

549 comentários
  1. Fellows disse:

    Irretocável o texto. Parabéns pela consistência e clareza da exposição.

  2. jorji disse:

    Religião, o ópio do povo, centenas de milhões foram suas vítimas fatais.

  3. alexandre disse:

    Certo e as outras drogas, como vc mesmo falou no texto? Heroina e cocaina, esctasy? vc é a favor da legalizacao? se legalizar so a maconha as outras continuaram a despertar o tráfico ilegal. Assim ocorreu na Holanda.
    Se for assim qualquer remédio deveria ser liberado, pois como sabemos que não podemos cotrolar sua venda e distribuição o melhor é liberá-lo.
    Um remédio de tarja preta contra doenças psiquiátricas deveria ser vendido a qualquer um?
    porém eu vejo também uma tremenda falsidade com relação as drogas pois o cigarro é permitido (alcatrão) e também é muito prejudicial a saúde.

  4. Zemair disse:

    Parabéns, é em definitivo o mais coerente texto que já li no que tange à maconha.

  5. Monica disse:

    Muito bom o texto, Denis! As argumentações sobre a ineficácia da política proibicionista – e, a reboque, da “aleatoriedade” na escolha de qual substância será ilícita – parecem tão óbvias que preciso mesmo fazer um esforço tremendo pra acolher as opniões contrárias. Pra auxiliar no debate, vai este excelente texto do Luiz Eduardo Soares,
    com um análise sobre a “tomada” (chanchad!) do Complexo do Alemão no final do ano passado.

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/luiz-eduardo-soares-a-crise-no-rio-e-o-pastiche-midiatico

    Abs

  6. Monica disse:

    (chanchada!)

  7. denis rb disse:

    alexandre,
    Sou a favor do fim da Proibição. Sem a Proibição, que é burra e não dá espaço para sutilezas, seria possível regulamentar a produção e o comércio. Por exemplo: como as bebidas alcoólicas não são proibidas de maneira indiscriminada, é possível estabelecer regras que regulamentam seu mercado. Não é permitido vender uma bebida que tenha 80% de teor alcoólico, ou que mate por overdose, ou que cause níveis anormais de dependência. Há regras que a indústria tem que seguir. O mesmo deveria acontecer com as drogas hoje ilegais. Crack certamente teria que ter sua venda cerceada. O mesmo iria acontecer com muitas outras drogas, obedecendo critérios técnicos e científicos.

  8. Claudia disse:

    Ah… desta vez não sei se isso é melhor… temos duas “drogas” liberadas, alcool e cigarro, faz-se campanha para diminuir o consumo de um, de forma consciente (sic) e para a eliminação do outro…
    Se alguém precisa de qualquer tipo de droga, incluo remédios, para se sentir feliz, satisfeito, alegre, equilibrado, e por aí vai… tem um problema para ser cuidado, de forma que não seja uma ameaça à sociedade. Mas estou sempre aberta, existem coisas que desconheço, ou não convivo… mas com certeza opino nas coisas que conheço e vivo.
    abraços

  9. Chesterton disse:

    Bem, Denis, mas tem gente que se embebeda com alcool 96. Tem um argumento muito melhor a favor da maconha, seu principio ativo é um álcool.

  10. Chesterton disse:

    Mas o pior é que os produtores e comerciantes de maconha logo começaram a procurar substâncias mais lucrativas.

    chest- esse é um argumento contra os que defendem que alguns seres humanos “precisam” de drogas

  11. Marcelo Azevedo disse:

    Denis, concordo com sua argumentação sobre a liberação. Eu e alguns outros leitores do seu blog discutimos exaustivamente no seu post anterior. Mas não concordo com a argumentação de que a maconha é praticamente inofensiva, como ficou nas entrelinhas desse artigo (e explícito no anterior). Há estudos que concluem que a maconha pode afetar funções cognitivas de usuários. Na melhor das hipóteses me parece que não há uma conclusão fechada sobre o assunto. Acho importante que na liberação todos tenham informação sobre o que estão escolhendo usar e as possíveis consequencias do uso. Afora isso, a proibição das drogas em geral remonta a um tempo onde a moral religiosa influenciava nas políticas de Estado e hoje não faz mais sentido. Só que se fala muito em liberar a maconha, quando me parece que só uma liberação de todas as drogas faria sentido. Com a maconha liberada, os traficantes não migrariam diretamente para a cocaína? e o crack? Essas drogas não teriam o preço reduzido e o acesso facilitado? Não continuaríamos tendo de lidar com a violência do tráfico e com as cracolândias? Não faz mais sentido liberar tudo e usar o recurso liberado para trabalhar as circunstâncias sociais do crack e os prejuízos causados pelo abuso das drogas?

  12. Marcelo disse:

    O que os governos e as policias deveriam fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas?

    -Em primeiro lugar, deveriam parar de traficar e de associar-se aos traficantes. Será possível?

  13. Marcelo disse:

    A polaridade referida no embate presumido (polícias versus tráfico) esconde o verdadeiro problema: não existe a polaridade.

  14. Glauco disse:

    O que parecia ser um post polêmico, acabou sendo um dos com maior nível de concordância entre os comentários. Interessante!

  15. Rodrigo Mikio disse:

    Em um mundo perfeito, legalizando a maconha, os traficantes ficariam sem emprego e iriam estudar, fazer um curso técnico e virar trabalhadores. Nesse mundo, as UPPs invadiriam os morros, comunidades e favelas pelo país afora e todos os bandidos sem ter para onde correr se convenceriam de como é bom ganhar o seu dinheiro honestamente, com a força do trabalho. Sem um único tiro, teríamos a paz total, o Éden.
    E depois de legalizada a maconha? Uma carreira de cocaína faz tão mal assim? O usuário fica apenas mais agitado. Poderia dizer mais alegre? Por que não o Ecstasy? Dizem que as pessoas ficam mais “amorosas”. Seria o ideal para os tímidos! Como chegar naquela menina?: Vai ali na banca e compra uma “balinha”. Está certo! o crack é perigoso demais. Por que não usar crack apenas em lugares autorizados? Um barzinho. Assim não existiriam mais cracolândias!
    Quem pode dizer qual droga é mais ou menos perigosa?

  16. Leonardo Xavier disse:

    Denis, eu acho que eu só sou a favor do fim da proibição se ela já sair com um conjunto de regulamentações para venda. Como ficará a questão quanto a venda a menores, que já nem funciona para álcool e cigarro. Imagine isso extendido a outras drogas? Adolescente tendo ainda mais acesso a drogas não me parece algo muito bom.

  17. Marcelo Azevedo disse:

    Rodrigo Mikio, eu concordo com você e acho que é exatamente isso que aconteceria. Teríamos uma escalada para drogas cada vez mais pesadas. Por isso que me parece melhor liberar tudo, cobrar impostos para pagar o prejuízo social, e pronto. Afinal quem somos nós para decidir o que A, B ou C querem colocar para dentro do corpo? Com relação ao crime, acho razoável supor que boa parte do crime organizado é mantido com o dinheiro grosso do tráfico. Tire-se a fonte de renda, desarticulam-se as grandes quadrilhas, fica mais fácil coibir a atividade criminosa. Não se trata de um mundo cor-de-rosa mas de redução de danos.

  18. Alexandre disse:

    Vc falou q será preciso cercear o crack e outras drogas, isso não seria proibição? Vc acha q somente isso iria cessar o tráfico ilegal? Veja o caso da Holanda.

  19. Luna disse:

    Muito bom, Denis.
    Particularmente, nao fumo maconha e bebo muito pouco, mas acho que alcool pode ser ate’ mais nocivo que a maconha. Tudo depende de como tais substancias sao consumidas. Por ser legal, existe a conveniente propaganda de que o vinho tras beneficios a saude. Por que nao se fala nos beneficios do suco de uva, por exemplo. O grande problema da humanidade hoje e’ que existem leis demais, em assim sendo, somos todos foras-da-lei de uma maneira ou de outra. E’ muito importante para o bem da humanidade que tenhamos responsabilidades e liberdades individuais preservadas.

  20. Oswaldo disse:

    Denis, te desafio a fazer um paralelo entre venda ilegal de drogas e venda ilegal de CDs/DVDs… hehe… a venda legal de CDs e DVDs não anula a sua venda ilegal também…

    É, quando vejo soluções fáceis para problemas difíceis meu alarme dispara… foi o que aconteceu agora.

  21. jorji disse:

    Quem mantem e financia o crime é a própria sociedade, quem sustenta o tráfico de drogas ilegais é a própria sociedade, sempre foi assim, em qualquer lugar do mundo. Não sou uma pessoa que entende de “lei”, mas essa proibição da venda e consumo de drogas é burra e indecente, não acredito que a legalização do comercio e consumo relativo às drogas venham diminuir consideravelmente a atividade criminosa, mas que temos que legalizar é inquestionável. A sociedade precisa do crime, se nutre dela.

  22. Ilma Alves disse:

    A temática aprender com erros é muito antigo, será que nós brasileiros aprendemos com nossos erros ?
    A proibição da maconha deu tão errado quanto a do álcool.
    São vários exemplos de que o ser humano não aprende com os erros ex: drogas, enchentes, alcool, violência no Rio de Janeiro, etc.

  23. denis rb disse:

    Oswaldo,
    A venda legal de um produto realmente no geral não anula a venda ilegal, ainda mais num país como o Brasil, que tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Aqui se vende bebida pirata, cigarro pirata contrabandeado do Paraguai, CD pirata. Regulamentar a venda de drogas não acabaria com o tráfico, mas pelo menos daria uma oportunidade ao mercado de decidir. As pessoas poderiam optar por um produto mais seguro, de maior qualidade, menos danoso e que não financia o crime e pagar mais por isso (como acontece com o CD). De qualquer maneira, a existência de um mercado legal criaria uma concorrência que diminuiria os lucros e o poder do comércio ilegal. A pirataria de CDs não é tão lucrativa nem gera tanta violência quanto o tráfico de drogas. Isso acontece porque a Proibição entregou aos traficantes de bandeja um monopólio. Eles podem fazer o que quiserem, graças a nossa política hipócrita.

  24. Felipe disse:

    As drogas já existiam até antes de cristo, da civilização ocidental. A proibição que gerou tudo isso.

  25. denis rb disse:

    Marcelo Azevedo,
    Não acho que maconha seja praticamente inofensiva. No outro post, escrevi que ela é “relativamente inofensiva” – em relação ao crack, coisa que ela certamente é. Neste post, escrevi logo no segundo parágrafo que ela “faz mal à saúde”. Não tenho dúvidas de que há diversos efeitos maléficos ligados ao consumo de maconha, principalmente quando ela é fumada (fumaça faz mal. ponto). Também não tenho dúvidas de que há efeitos benéficos.
    Mas veja só: não há estudos mostrando alterações cognitivas permanentes em usuários de maconha, nem mesmo em usuários pesados (alterações cognitivas temporárias certamente acontecem). O que se pode afirmar sim é que, como a droga interfere nos mecanismos de memória de curto prazo, ela atrapalha a fixação de novas memórias. Então usuários podem ter prejudicada a gravação de lembranças no período em que estavam fumando. Mais preocupante que isso é a tendência da maconha (assim como o álcool e várias outras substâncias) dispararem surtos de esquizofrenia em pessoas que têm tendência. Também acho mais preocupante a ocorrência de dependência, que, embora ataque uma pequena porcentagem dos usuários (em torno de 10%, menos do que substâncias como o café e o álcool), é indesejável.
    Mas, para mim, nada disso importa muito. Não importa discutir se drogas fazem bem ou mal: podemos partir tranquilamente do princípio de que elas fazem mal. A questão é: elas fariam menos mal se não fosse a Proibição.

  26. alexandre disse:

    Denis , ruim com a proibição , pior sem ela . Se a polícia fosse eficiente nas fronteiras imagine como iria reduzir a quantidade de drogas e o preço aumentaria, não é? Mas a polícia é ineficiente. Por isso o preço é baixo.

  27. jorji disse:

    A grande maioria dos juristas dos EUA são a favor da regularização do comercio de drogas, mas a maioria da população são contra, o mesmo deve ocorrer no Brasil. Neste post foi comentado que a proibição das bebidas alcoolicas em 1920 nos EUA foi um movimento religioso, a questão é a “mentalidade”, a definição embasado de forma sempre errônea da maior parte da nossa população do que seja certo ou errado, aí entra a religião e uma infinidade de princípios, não acredito seja tão fácil aprovar a lei que legalize a questão de drogas ilegais, duvido que nos próximos 50 anos venha isso ocorrer no Brasil, da mesma forma duvido que aborto também seja legalizado.

  28. Marcelo disse:

    O Alexandre do comentário das 13:51 ainda não sabe que é a própria polícia que trafica nas nossas fronteiras. Deixe de ser ingênuo, não existe esta batalha entre polícia e narcotráfico. No máximo a polícia incomoda aqueles traficantes que se recusam a pagar propina.

  29. Marcelo disse:

    “Polícia eficiente”, o maior de todos os oxímoros.

  30. Oswaldo disse:

    Sinceramente, não acredito que o caminho de considerar ´não é mais um crime, então, não temos um problema´ seja praticável.

    Seria o começo do caos.

    Imagine como seria a evolução dessa prática: pode agredir fisicamente, mas não pode matar. Matar é crime, agredir não.

    Alguns anos adiante: pode matar se tem motivos, se não tem motivos pra matar então é crime.

    Parece que o governo petista esta seguindo esse progressismo que promete reinventar o mundo e acabar com todos os nossos problemas:
    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/novo-secretario-pede-fim-da-prisao-de-pequenos-traficantes

    É tentar mudar a fronteira entre o certo e o errado pra resolver os problemas.

    O novo secretário mostra que o petismo esta seguindo Paulo Maluf no mesmo tipo de raciocínio: estupra, mas não mata.

  31. Marcelo Azevedo disse:

    Mas onde está a fronteira entre certo e errado? Quem decide o que é certo e errado? Por que é o Estado quem há de decidir pelas pessoas se elas devem ou não se entupir de narcóticos ou de psicotrópicos?
    Essa fronteira de “certo e errado” que inclui que é errado se drogar tem origem na moral religiosa, em um tempo em que ela realmente afetava os comportamentos do Estado. Parece fazer pouco sentido hoje.
    O Estado tem que garantir que os direitos e liberdades individuais sejam respeitados. Dessa forma, se alguém quiser se drogar, desde que não afete minha vida nem a dos outros, ninguém tem nada a ver com isso.

  32. Marcelo Azevedo disse:

    Outra coisa: legalização das drogas versus redução da criminalidade. O crime organizado no Brasil é movido a muito, muito dinheiro do narcotráfico. Legalizando esse mercado, é de se supor que as fontes de financiamento de organizações criminosas venham a minguar significativamente (já que migrariam para a economia formal). Sem dinheiro muitas certamente ficarão desarticuladas. Quebrando financeiramente o crime organizado.
    É claro que muitos criminosos vão “mudar de ramo” para outras atividades ilegais. Mas tirar a polícia da atividade de correr atrás de traficantezinhos pés-de-chinelo para usar seus recursos na busca de criminosos que realmente ofereçam risco à sociedade certamente melhoraria a segurança pública no Brasil.

  33. alexandre disse:

    O marcelo falou “O Alexandre do comentário das 13:51 ainda não sabe que é a própria polícia que trafica nas nossas fronteiras. Deixe de ser ingênuo, não existe esta batalha entre polícia e narcotráfico. No máximo a polícia incomoda aqueles traficantes que se recusam a pagar propina.”
    entao ja q nao podemos combater o certo seria liberar? o combate tem q ser feito a todo custo! Se usarmos a sua ideia poderia criar a uma analogia como já que não podemos combater os assassinatos vamos legalizar o crime, matar não dá mais cadeia. Tenha paciência né.

  34. Marcelo Azevedo disse:

    alexandre, acho que o ponto é: pra que combater? O que a sociedade como um todo tem a ganhar continuando com isso?
    (Obs: Marcelo Azevedo ≠ Marcelo…)

  35. jorji disse:

    Marcelo Azevedo, o Brasil não tem crime organizado, o crime no Brasil é desorganizado, crime organizado mata pouco e fatura muito, tem comando, atua em diversos ramos, como construção civil, sindicato, tranportes, narcotráficos, extorsão, jogo, prostituição, etc, uma das formas de aferir o desenvolvimento de um país é analisar o crime.

  36. Marcelo disse:

    Alexandre este seu Aagumento foi bem bobinho. Veja bem, crimes como assassinato, estupro, roubos, etc. são comportamentos anti-sociais que não podem ser aceitos em lugar algum pelo simples fato que são atitudes que violam os direitos de outras pessoas à vida e à dignidade, já o uso pessoal e privado de maconha não é um comportamento anti-social ou que viole o direito das outras pessoas. O combate às drogas mais pesadas que, creio eu, talvez seriam melhor controladas pelo ministério da saúde em vez da polícia, será um problema bem menos complicado para a polícia quando a força policial desperdiçada na repressão à maconha (a droga mais usada, sendo responsável pela maior parte da receita do narcotráfico, vc bem sabe) puder se concentrar nas drogas realmente mortais.

  37. Marcelo Azevedo disse:

    jorji, eu discordo, o crime no Brasil é comandado por pessoas ligadas à política, com ligações com o submundo da corrupção estatal, e que ganham muito dinheiro com essas atividades. Pessoas como o “Comendador” Arcanjo, ou como aquele colombiano extraditado para os EUA, que viviam longe da “operação” diária uma vida nababesca. Pode não se ter o nível de organização de uma máfia siciliana, ainda assim existe organização, e principalmente dinheiro, para corromper o Estado.

  38. jorji disse:

    Marcelo, me perdoe, mas quase tudo no Brasil é desorganizado, e como é desorganizado, até a política é desorganizado, a polícia, etc.

  39. Alexandre disse:

    Vamos la ,dizer que meu argumento é bobinho? e o seu ?? kkkk uma piada do dia. Veja o q vc falou seu monstro moral: “.. o uso pessoal e privado de maconha não é um comportamento anti-social ou que viole o direito das outras pessoas. O combate às drogas mais pesadas que, creio eu, talvez seriam melhor controladas pelo ministério da saúde em vez da polícia,”
    Pela sua lógica as drogas não violam o direito das pessoas, então tem que haver liberação para todas as drogas seguindo a sua lógica e não só para maconha, inclusive para as pesadas, já que não violam os direitos de outras pessoas?? Isso sem levar em conta a disputa por territórios a cooptação de pessoas para o tráfico,etc. O resto do seu comentário eu desprezo pela falta de lógica e concordância , coerência, coesão..

  40. carlos magno disse:

    é uma materia interessante da qual não da para comentar muito, somente refletir sobre ela, mas de fato como diz o ditado quando é proibido é mais gostoso, no sentido negativo da coisa é claro.

  41. Marcelo disse:

    Alexandre, o “monstro moral” aqui vai explicar porque estes seus últimos argumentos são bobinhos. Na verdade são apenas subterfúgios. Vc se esquiva do debate verdadeiro, que é sobre a MACONHA, com teses tolas de que a legalização levaria a legalização de formas de violência ou de drogas pesadas e mortais. Vc simplesmente não consegue explicar porque a maconha (apenas a maconha, só ela nada de assassinatos, nem cocaína, crack e etc.) merece ser proibida. Eu fumo maconha há mais de dez anos, é um vício perfeitamente controlável, não fico louco e fora de controle se ficar alguns dias sem maconha, ela nunca me fez ter atitudes violentas, não existe overdose de maconha e ela também nunca atrapalhou meus estudos (estou me formando em História pela UFPE) ou o meu trabalho. Sério mesmo Alexandre, só porque eu fumo maconha sou um monstro moral?

  42. Marcelo disse:

    Alexandre, tenta rebater este argumento:
    É consenso entre pesquisadores e intelectuais do meio jurídico que no processo de aplicação das leis não basta apenas o estado proibir alguma coisa para que deixe de acontecer.
    Vou dar um exemplo simples: Não dá para simlesmente proibir, por exemplo, a poliomielite. O vírus que causa a poliomielite não iria simplesmente obedecer a lei e parar de contaminar crianças apenas porque o Estado lhe proibiu. Para erradicar esta doença no Brasil foi necessário elaborar políticas públicas inteligentes, vacinas sendo distribuídas gratuitamente em todo o país e campanhas de esclarecimento sobre a importância da prevenção.
    Agora, para erradicar a maconha no Brasil, me responda, qual política pública vai me convencer, e a outros milhões como eu, que devemos parar de usar uma substância inofensiva, que inclusive é tratada como planta medicinal em diversos países desenvolvidos? A qual agente público deve ser confiada esta tarefa impossível? Como é que o estado poderia governar diretamente sobre o que eu penso e acredito?
    Por quanto tempo vc quer ficar pagando para que o estado continue enxugando gelo?

  43. Marcelo disse:

    P.s. Sabe de uma coisa, em geral estas pessoas que num debate vão logo vestindo farda de “defensores da moral e dos bons costumes” e acusando os outros, às vezes pessoas que nem conhecem de “imorais”, e afins, são as mesmas que em aluguns países amputam o clitóris de mulheres, em outros matam homossexuais . Sempre donos da verdade, sempre se achando no direito de mandar na vida dos outros.

  44. Marcelo Azevedo disse:

    O uso de drogas, quaisquer que sejam, por definição NÃO VIOLA o direito de outras pessoas. O que viola o direito de outras pessoas são ações e comportamentos que invadem direitos e liberdades de outros, que PODEM ou NÃO ser executadas sob efeito de drogas. Dito isso, o uso de drogas não deveria ser uma decisão de foro íntimo individual? Estou certo de que o combate ao criminoso sob efeito de drogas é muito menos dispendioso e talvez mais eficaz do que o combate ao tráfico de drogas sob o argumento de que uma minoria dos usuários será motivado a cometer crimes por conta do vício. Só consigo ver na legalização das drogas, leves ou pesadas, prejuízos para o indivíduo (o que ESCOLHE usar drogas, a despeito de saber que são substâncias nocivas e viciantes) e benefícios para a sociedade e os cidadãos de bem que não querem ter nada a ver com as drogas.

  45. alexandre disse:

    Pois eh e se outra pessoa reivindicasse as outras drogas, ele estaria fazendo de forma legítima , pois já que a maconha é liberada as outras deveriam ser também.
    Outra coisa não sou defensor da moral e dos bons costumes, so da lógica e dos bons argumentos. Quando vc disse q estupro fere a o foro intimo e as drogas não, você está esquecendo ou ignorando de que para o comércio, distribuição e produção à toda uma disputa por territórios e cooptação de pessoas (civis e militares).
    Bem sobre “É consenso entre pesquisadores e intelectuais do meio jurídico que no processo de aplicação” e também “que inclusive é tratada como planta medicinal em diversos países desenvolvidos” da a entender que a legalização ou o uso é coisa de gente progressista e de paises desenvolvidos os atrasados e burros querem a proibição.
    Você está argumentando como se todos os usuários de drogas agissem como você, porém muitos não ficam só na Cannabis . O que dizer para eles tá bom gente agora legalizaram a maconha parem de fumar crack, etc.
    Pela minha lógica se alguém de casa toma algum remédio tarja preta e eu não tenho receita pra usa-lo e uso então deveríamos liberar a venda deste remédio, certo? Pois é difícil controlar o foro íntimo das pessoas e também o estado não pode governar sobre o que eu penso e acredito.

    Defenda seus argumentos apenas não fique imaginando ou targiversando sobre o que eu defendo ou o que eu sou?!

  46. Marcelo Azevedo disse:

    alexandre, a legalização acabaria com a cooptação, disputa de territórios e atividades criminosas, trazendo tudo isso para a legalidade, possibilitando que o Estado regule e fiscalize, e gerando tributação para viabilizar o pagamento do prejuízo social.
    Ninguém vai parar de fumar crack porque liberaram a maconha. Por isso digo: liberem tudo mesmo.
    Imagino o mercado de drogas exatamente como o mercado de remédios de “tarja preta”: controle sobre quem fabrica e quem compra, com a única diferença de que o comprador não terá uma receita médica.
    Veja o caso do tabagismo: segundo o ministério da saúde, a proporção de fumantes caiu de 16,2% para 15,5% no Brasil entre 2006 e 2009. Em 1989, 33% dos brasileiros fumavam. Simplesmente com ações de conscientização, proibição da publicidade, leis de restrição ao uso em locais fechados etc etc. Essas ações são certamente mais eficazes do que seria a pura e simples proibição do plantio, processamento e comércio do fumo e seus derivados. O argumento aqui é de que parece mais fácil gerenciar o prejuízo social com drogas liberadas do que manter todo um aparato (ineficiente) de Estado para coibir as drogas, coisa que nenhum país do mundo conseguiu fazer com eficiência.

  47. Marcelo disse:

    “Quando vc disse q estupro fere a o foro intimo e as drogas não, você está esquecendo ou ignorando de que para o comércio, distribuição e produção à toda uma disputa por territórios e cooptação de pessoas (civis e militares).”
    Alexandre, isto que vc descreveu só acontece por causa da proibição. Vc por acaso já viu donos de cervejarias ou vendedores de cigarros disputando territórios à bala?

    “dá a entender que a legalização ou o uso é coisa de gente progressista e de paises desenvolvidos os atrasados e burros querem a proibição.”
    Sim, isto mesmo Alexandre, só gente atrasada, autoritária, arrogante e retrógrada se acha no direito de mandar na vida dos outros.

    “Você está argumentando como se todos os usuários de drogas agissem como você, porém muitos não ficam só na Cannabis”
    Mais uma vez vc foge do debate sobre a MACONHA, atacando OUTRAS drogas. Me explique, por favor, sem tergiversar, por que a MACONHA merece ser proibida? Por que usuários de maconha inofensivos como eu (e outros milhões) devem ser perseguidos pela polícia?

    “Pela minha lógica se alguém de casa toma algum remédio tarja preta e eu não tenho receita pra usa-lo e uso então deveríamos liberar a venda deste remédio, certo?” Não, Alexandre, a venda deste suposto remédio tarja preta não precisa ser liberada, pois ela já é livre. E, graças a isso, o estado pode fiscalizar e cobrar impostos para compensar eventuais efeitos negativos do uso impróprio do remédio.

    “Defenda seus argumentos apenas não fique imaginando ou tergiversando sobre o que eu defendo ou o que eu sou?!”
    Foi vc que me chamou de “monstro moral” sem nem me conhecer.

  48. Marcelo disse:

    Queria ver vc responder estas perguntas abaixo, ninguém com quem debati até hj conseguiu um argumento válido para solucionar estas questões:
    Qual política pública vai me convencer, e a outros milhões como eu, que devemos parar de usar uma substância inofensiva, que inclusive é tratada como planta medicinal em diversos países desenvolvidos? A qual agente público deve ser confiada esta tarefa impossível? Como é que o estado poderia governar diretamente sobre o que eu penso e acredito?
    Por quanto tempo vc quer ficar pagando para que o estado continue enxugando gelo?

  49. Marcelo disse:

    P.s. O uso de maconha em si não é “coisa de gente progressista” Mas se achar no direito de proibir a maconha e mandar na vida dos outros é um sintoma de autoriatarismo e retrogrado. E acreditar que a proibição funciona em qualquer lugar que seja, no mínimo é uma grande ingenuidade.

  50. Chesterton disse:

    Os pesquisadores calcularam que 1,22 kg de petróleo bruto, 0,4 kg de gás natural e 48 megajoules de energia são necessários para produzir 1 kg de sacolas de polietileno.

    O PHA, por outro lado, é um bioplástico feito a partir do amido de milho. A produção das biossacolas de PHA envolve o cultivo de milho, colheita, moagem úmida e fermentação.

    Os pesquisadores calcularam que 4,86 kg de milho e 81 megajoules de energia são necessários para produzir 1 kg de sacolas de PHA.

    Desafios para os bioplásticos

    De forma sobremaneira inesperada, Khoo e sua equipe descobriram que a energia consumida na produção das sacolas de PHA é 69% maior do que a energia gasta na fabricação das sacolas de polietileno.

    chest- chegam a conclusão de que sacolas de plástcio são muito menos nocivas ao meio ambiente do que as biológicas.

  51. Chesterton disse:

    Embora o cultivo de milho possa ajudar a compensar emissões de carbono através da fotossíntese, os pesquisadores descobriram que a fabricação das sacolas de bioplástico exige maior consumo de energia durante a produção em comparação com produção de sacolas de polietileno.

    Eles concluem que os sacos de PHA somente podem ser considerados ambientalmente amigáveis se o processo de produção for feito utilizando energias renováveis.

    Finalmente, os cientistas advertem que, antes que os biomateriais sejam considerados como alternativas sustentáveis aos plásticos convencionais, alguns desafios precisam ser superados: “A questão principal reside na redução da demanda de energia para a conversão da biomassa em [materiais com] propriedades semelhantes às dos plásticos,” afirmaram.

    Bibliografia:

    Environmental impacts of conventional plastic and bio-based carrier bags.
    Khoo, H.H., Tan, B.H.T., Chng, K.W.L.
    International Journal of Life Cycle Assessment
    Vol.: 15, 284-293 (2010)
    DOI: 10.1007/s11367-010-0162-9

  52. Acir disse:

    Bom Denis, pelo menos agora você assumiu abertamente a defesa da maconha. Uma pena que os argumentos sejam sempre distorcidos, comparando alhos com bugalhos, e sempre deixando de mencionar o fato de que a maconha é a porta de entrada para as demais drogas. Sem dívida o consumo excessivo de álcool também causa a dependência e muitas tragédias. Só não consigo entender porque a liberação de mais uma droga trará algum benefício para a sociedade. Essa conversa de a liberação acabará com a violência do tráfico é uma vigarice, obviamente formulada sob o efeito da droga. O tráfico jamais acabará pelo simples fato de que a maconha do traficante será sempre mais barata do a “oficial”. E onde mais os “usuários” poderão adquirir o produto quando extrapolarem sua cota “oficial”? Ou não haverá cota, e os felizes compradores poderão adquirir o quanto puderem queimar? Por favor! Pensem em argumentos que, além de adolescentes, adultos que ainda pensam como adolescentes e viciados, convençam quem usa minimamente sua inteligência. Ao invés de gastar energia defendendo essa inutilidade, lutem pela qualidade da educação básica, pela formação de bons professores, pela formação de cidadãos conscientes. Essa sim é uma causa justa.

  53. denis rb disse:

    Acir,
    Veja só, seu comentário está cheio de equívocos. O primeiro deles é a bobagem tantas vezes repetida de que maconha “leva” a outras drogas. É a ilegalidade da maconha que leva a outras drogas, num mecanismo como o que eu descrevi no texto: traficantes interessados em lucros maiores empurrando crack, por exemplo. O modelo holandês, que quebrou a conexão entre o mercado de maconha e o de “drogas ilegais”, é prova incontestável disso. Lá, com um suprimento legal de maconha, o que se conseguiu foi uma redução do uso de cocaína e uma “desconexão” entre as drogas. Há uma extensa bibliografia sobre esse assunto e algo me diz que você não leu nunca nenhum desses livros. Recomendo The Science of Marijuana, publicado pelo governo britânico, para iniciação no assunto.
    Você me forneceu um ótimo exemplo de argumentação baseada em preconceitos, não em fatos.

  54. alexandre disse:

    nossa quanta ignorancia sua Marcelo, os remédios de tarja preta não são liberados e sim controlados. Somente se compra, legalmente ao menos, com receita médica. O debate sobre a maconha deve-se estender a outras drogas, pois devemos usar um critério tipo drogas leve ou pesadas, pq so a maconha. Eu estou indagando outra pessoa poderia indagar também? Muitos acreditam q somente com a liberação de todas as drogas do dia pra noite as coisas melhoraram a sociedade passará a ser menos hipócrita e mais feliz , pois vencemos os atrasados e subdesenvolvidos. Será? melhor eu não estar aqui para ver. De novo, o que eu defendo é: se já era ruim com a proibição das drogas e imaginem sem a proibição.
    Outra vez vc continua defendendo o argumento de que como é impossível proibir o tráfico devemos liberá-lo, péssimo argumento , pois podemos fazer um correlato para o caso dos assassinatos, remédios de tarja preta, desmatamentos, etc. Isso é crime em outros países desenvolvidos e mesmo assim ocorrem e aí vão liberá-los por lá ? Para vc o mais importante nisso tudo eh q o estado lucre com impostos das drogas ao invés dos traficantes dos morros. Pois com a legalização os comerciantes e produtores podem agir livremente é só pagar o imposto. Os caretas, atrasados e reaças que se danem, bando de fdp.

  55. alexandre disse:

    Só pra enfatizar o trecho final era : bando de reaça fdp. Encenando o corro de alguém de defenda a legalização e pelo exposto no meu último texto.

  56. alexandre disse:

    Denis se você diz “Você me forneceu um ótimo exemplo de argumentação baseada em preconceitos, não em fatos.” então não é um ótimo exemplo e sim um péssimo exemplo, pois as argumentações tem q ser baseadas em fatos para serem ótimas , não é. Na Holanda o que cresceu foi o número de viciados em outras drogas proibidas e também o tráfico delas.
    Abraços,
    Alexandre

  57. Marcelo disse:

    “Ou não haverá cota, e os felizes compradores poderão adquirir o quanto puderem queimar?”
    Porque não posso “ser feliz” e queimar tanta maconha quanto EU puder? Não existe overdose de maconha e o vício é perfeitamente controlável, logo não faz sentido estipular cotas maximas de consumo.

  58. Marcelo disse:

    Ms uma vez vc não tem nem umzinho sequer argumento contra a maconha. Repete a vigarice de colocar a maconha na mesma categoria de drogas como cocaína e crack além do argumento cretino de que levaria a legalização de assassinatos.
    Vc vai falar do que estamos debatendo ou ficar enrolando e fugindo do assunto? o asssunto é MACONHA. Por que ela (só ela, mais nada)deve ser proibida?
    “Pois com a legalização os comerciantes e produtores podem agir livremente é só pagar o imposto. Os caretas, atrasados e reaças que se danem, bando de fdp.”

    Qual é o problema em haver comerciantes legalizados de maconha? Não entendo como é que o reconhecimento da minha liberdade individual de fumar maconha vai levar “os caretas, atrasados e reaças” a se danarem? Ora, pouco me importo com o que pensam reaças e afins. Eu não fico querendo mandar na vida dos outros, eles bem que poderiam retribuir o favor e continuar no espaço deles sem querer mandar na MINHA vida.
    “Na Holanda o que cresceu foi o número de viciados em outras drogas proibidas e também o tráfico delas.”
    Em que vc se baseia para afirmar isto? De onde vc tira estes dados mentirosos? Indique a fonte. Ou foi vc mesmo que inventou?

  59. Marcelo disse:

    P.s. Eu sei que remédios tarja preta são controlados. Disse isso no post que vc cita quando falei que o estado pode FISCALIZAR e tributar drogas permitidas (não sei se vc sabe mas “fiscalizar” é uma forma de controle). Muito melhor do que proibir e entregar um monopólio megabilionário a criminosos violentos.

  60. Marcelo disse:

    “Denis se você diz “Você me forneceu um ótimo exemplo de argumentação baseada em preconceitos, não em fatos.” então não é um ótimo exemplo e sim um péssimo exemplo, pois as argumentações tem q ser baseadas em fatos para serem ótimas , não é”.
    Vc tá ruim em interpretaçã textual heim? O “ótimo exemplo” ao qual o denis se refere é de “argumentos preconceituosos”, não de “ótimos argumentos”.

  61. alexandre disse:

    Eu realmente fico te devendo os dados sobre a Holanda mas lembro que li na veja .
    Mas vc fica insistindo no critério so da maconha . Pq so a maconha , meu caro. Se alguém acha um argumento científico do tipo esta outra plantinha ou chá ou substância contem os mesmo niveis da maconha e deve ser liberada ou legalizada pois eh tao igual quanto. entende? estou falando em criterios, assim q as coisas acontecem. Quando se faz uma lei ela deve ter algum critério, certo.
    Os dramas das drogas já acontecem, pois o crack que é barato já causa muitos dramas em famílias pobres , pois o acesso é fácil e praticamente sem controle. Imagine sem nemhum tipo de repressão e pior legalizado.

  62. alexandre disse:

    Quando proibimos não estamos entregando a um monopólio de bandidos, e sim proibindo e inibindo, os traficantes devem ser presos segundo as leis e esse dinheiro deles deve ser dado o devido tratamento de acordo com a lei, portanto vc desconhece as regras e normas , ou faz argumentos de má fé , não sei o q é pior .

  63. alexandre disse:

    Aqui vai o original: “Você me forneceu um ótimo exemplo de argumentação baseada em preconceitos, não em fatos. ” quem está certo?!

  64. alexandre disse:

    Para se ter um ótimo argumento , precisa-se de um fato. Entende, dai que ele falou ótimo exemplo (fato) .

  65. denis rb disse:

    alexandre,
    Meu conselho: não cite dados que você não conhece, que você “lembra que leu em algum lugar”. Isso empobrece o debate e afeta sua credibilidade. É especialmente irritante quando você contesta dados de outra pessoa sem no entanto checar antes. Isso não se faz.
    O uso de maconha na Holanda está em níveis semelhantes ao de outros países da Europa que adotam políticas proibicionistas (9,5%, contra 13,8% no Reino Unido, 18,8% na Espanha, 11,9% na Alemanha, 20,9% na Itália). O uso das chamadas “drogas pesadas” também não é muito diferente lá em relação a outros países (em torno de 4% em 2004). Mas, para mim, o dado mais importante é o seguinte: a Holanda tem uma das menores taxas do mundo de “usuários problemáticos” de drogas, gente que sofre pelo uso delas (algo como 0,3%, perto da metade da média europeia). Para mim, essa é a questão fundamental: precisamos diminuir os problemas causados pelas drogas, mais do que impedir as pessoas de usá-las (o que nunca vai acontecer). (A fonte dos dados é o relatório de 2009 do EMCDDA, que é o Centro Europeu de Monitoramento de Drogas e Dependência em Drogas.)

  66. Marcelo disse:

    “pois o crack que é barato já causa muitos dramas em famílias pobres”
    Mais uma vez nada de discutir sibre MACONHA heim? Falando sério, responda de uma vez o que é que vc tem contra a MACONHA!

  67. Marcelo disse:

    Quando proibimos não estamos entregando a um monopólio de bandidos, e sim proibindo e inibindo (…)
    Por favor me diga onde é que a proibição funcionou? Onde, em que cidade de qual estado maconheiros como eu se sentem inibidos por esta lei idiota? Fumo maconha diariamente já fui abordado por policiais dezenas de vezes e isto NUNCA me inibirá de fazer o que EU considero certo.

  68. Marcelo disse:

    “exemplo de argumentação baseada em preconceitos” Entende? Exemplo de argumentos preconceituosos, não de “ótimos argumentos” baseados em fatos.

  69. Marcelo Azevedo disse:

    Na esteira dessa discussão sobre o prejuízo social das drogas, o novo secretário nacional de políticas sobre drogas sugeriu não mais prender pequenos traficantes, e trouxe um dado intrigante: entre 2006 e 2010, dos 70 mil presos no país inteiro, 40 mil eram pequenos traficantes atuando no varejo. 40 mil!!!! Quase 60% de todos os presos no país inteiro!!! Que tal pensarmos em 40 mil pessoas sem potencial de prejudicar a sociedade soltas, no lugar de 40 mil assassinos, estupradores e ladrões a menos nas ruas? Ou, ainda melhor, desafogar um pouco nosso sistema penal e possibilitar que as cadeias efetivamente recuperem pessoas? Onde está o maior prejuízo social?

  70. Marcelo Azevedo disse:

    Outra informação (Fonte: Revista Veja, edição 2104 de 18 de março de 2009): 5% da população adulta mundial usa drogas, sendo que desses, 3,9% são usuários de maconha. Tenho defendido aqui tratamento igual para todas as drogas, leves ou pesadas, com base no fato de que seu uso decorre de escolhas individuais quase sempre conscientes das consequencias, mas se considerarmos que com a liberação exclusivamente da maconha a redução do mercado consumidor de drogas ilegais seria maior de 70%, isso seguramente já teria um impacto significativo nas fontes de financiamento das organizações criminosas e é um argumento que me parece válido para a liberação apenas da maconha.

  71. alexandre disse:

    Mas uma vez marcelo , não é q não funciona é que não devemos preservar a lei, veja o de novo de assassinato, muitos assassinos estão a souta sem nem mesmo terem sido punidos , daí liberaremo os homicidios.
    Marcelo a mesma Holanda fala em leis como drogas leves e pesadas, não tenho nada contra a maconha (nem a favor). (fonte:https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Drug_policy_of_the_Netherlands#cite_note-nationalR-0)
    Mas uma pessoa dizendo q se deve soltar por falta de vagas e a maldita lei (reacionária) nao deve ser cumprida. Quando o certo é construir mais presídios adequados para os presos (infratores, sejam eles de qual motivo).
    Me falta tempo para checar algo mais sobre a Holanda , mas o q vi na wikipedia era de que até mesma a reacionária da Holanda combate o tráfico e a produção de drogas recreativas e mais só permite seu uso em cofeeshops, e é proibida a importação e exportação de substancias classificadas como drogas (https://secure.wikimedia.org/wikipedia/es/wiki/Pol%C3%ADtica_sobre_drogas_en_los_Pa%C3%ADses_Bajos)q bando de reaça fdp…

  72. Marcelo disse:

    Alexandre, o fato de muitos assassinos estarem a solta em parte é devido ao desperdício de recursos e forças policiais, que poderiam se concentrar no combate à violencia propriamete dita, em vez do combate àquela droga que vc mesmo diz que “não tenho nada contra a maconha”, apesar de defender a proibição. Afinal vc tem ou não tem alguma coisa contra a maconha? Se não tem, por que defende a proibição?

  73. alexandre disse:

    O certo é a solta. Sou rigoroso comigo.
    Os progressistas e desenvolvidos são rigorosos comigo quando jogo dados ao léu. Mas não exercem a mesma fiscalização naqueles que compartilham a mesma opinião progressistas que a sua jogam dados da mesma forma ao léu e ninguém diz nada.
    Não que não devam me cobrar os fatos e fontes, mas quero que pelo menos sejam justos. A mesma coisa de Denis , parece só ter olhos para os reaças aqueles que por ventura compartilhem sua opinião não devem ser corrigidos já que são progressistas e estão sempre dizendo a verdade, contrário dos reaças fdp…

  74. alexandre disse:

    Falei que não tinha nada contra a maconha , sim contra as drogas. Não quero só a proibição da maconha isso que falo e afirmo. Defendo a proibição das drogas.
    O que eu estava fazendo era apenas contra-argumentando o fato de você (e muitos outros, Denis inclusive) defender apenas a legalização da maconha. Porque então (alguma outra pessoa ,usuária ou não de droga) proibir uma chazinho com os mesmos efeitos da maconha?
    Posso ser a favor da legalização mas não ser usuário ou vice-versa, entende?
    E outra coisa realmente agi mal quando xinguei você de monstro moral, quero adversários apenas de discussões e não de braço, porque neste caso eu perderia sempre (estando o oponente ou eu com drogas ou sem).
    Abraços.

  75. Marcelo disse:

    “mesma a reacionária da Holanda combate o tráfico e a produção de drogas recreativas e mais só permite seu uso em cofeeshops, e é proibida a importação e exportação de substâncias classificadas como drogas(…)”
    Não é bem assim, o uso doméstico e privado também é permitido e isto não é o mesmo que proibir. Isto é regular. já a proibição da importação e exportação deve-se ao fato de que a legalização das drogas na Holanda foi feita de modo a respeitar a legislação de outros países que as proíbem, ou seja, para que os consumidores de drogas holandeses não financiem o crime organizado em países atrasados que proíbem. Quando a legalização vier no Brasil a proibição do comércio de maconha com países atrasados que a proíbem também deverá ser uma regra (a das muito fáceis de ser seguida, já que no Brasil temos clima e solos excelentes para o cultivo de maconha).

  76. alexandre disse:

    Ótimos argumentos Marcelo com a legalização das drogas (ou da maconha ou sei lá o que eu) , várias coisas de boa acontecerão no país, a polícia prenderá realmente os criminosos, acabará o tráfico e as disputas por territórios e a cooptação; os presídios viraram verdadeiros hotéis, já que grande parte dos recursos era perdido inutilmente com o combate as drogas (ou da maconha ou sei lá o que eu) e seus personagens . Para melhorarar ainda mais o futuro reino da felicidade sugiro a expulsão imediata dos reaças fpd. Ou então serão cassados e fuzilados em 24h.

  77. Marcelo disse:

    “Falei que não tinha nada contra a maconha , sim contra as drogas. Não quero só a proibição da maconha isso que falo e afirmo. Defendo a proibição das drogas.” Então pq vc não defende também a proibição do álcool, que mata 22,5 vezes mais que todas as drogas ilícitas somadas?

  78. alexandre disse:

    No fim eu quiz dizer caçados e fuzilados.

  79. denis rb disse:

    Mas é justamente isso que eu defendo. O bom do sistema holandês é exatamente isso: lá há regulação, há controle, há regras. Lá todos os koffeshops sofrem inspeções, pagam imposto e têm licenças que podem ser cassadas se cometerem alguma infração (se eles venderem para um menor de idade, por exemplo, estão ferrados).
    Aqui, apesar da ficção da proibição, pode tudo. O estado finge que o problema não existe e aí os traficantes mandam e desmandam. No Rio há mais ou menos o mesmo número de bocas ilegais que o número de koffeshops em Amsterdam. É igualmente fácil comprar maconha lá ou aqui. A diferença é que aqui não há controle algum, a qualidade é terrível, a proibição leva os usuários a drogas mais pesadas, o estado não recolhe imposto, o tráfico corrompe o estado e arma o crime organizado. Lá nada disso acontece.
    Regular não é o mesmo que proibir, é o contrário. Proibir é abrir mão de regular e de controlar.

  80. Marcelo disse:

    “Para melhorarar ainda mais o futuro reino da felicidade sugiro a expulsão imediata dos reaças fpd. Ou então serão cassados e fuzilados em 24h.”
    esta parte não é necessária Alexandre. Basta que estas pessoas passem a respeitar as escolhas alheias e tudo ficará bem.

  81. Marcelo disse:

    Mas esta parte vc entendeu direitinho:
    “com a legalização das drogas (ou da maconha ou sei lá o que eu) , várias coisas de boa acontecerão no país, a polícia prenderá realmente os criminosos, acabará o tráfico e as disputas por territórios e a cooptação; os presídios viraram verdadeiros hotéis, já que grande parte dos recursos era perdido inutilmente com o combate as drogas (ou da maconha ou sei lá o que eu) e seus personagens”

  82. Marcelo Azevedo disse:

    “com a legalização das drogas(…) a polícia prenderá realmente os criminosos, acabará o tráfico e as disputas por territórios e a cooptação”
    Não, a polícia vai continuar correndo atrás de muito bandido, mas deixaremos de perder tempo prendendo traficante pé-dé-chinelo para correr atrás de bandidos de verdade. E é razoável imaginar que as disputas por território e cooptação também diminuiriam, já que o dinheiro circulando no crime organizado reduziria significativamente.

    “os presídios viraram verdadeiros hotéis, já que grande parte dos recursos era perdido inutilmente com o combate as drogas”
    Certamente que não. Continuaremos com problemas no sistema prisional, mas na pior das hípóteses deixaremos de colocar pequenos traficantes nas nossas cadeias, que são fábricas de criminosos, pessoas que não oferecem riscos à sociedade (e que sairão de lá piores do que entraram), por bandidos de periculosidade maior, de mais difícil recuperação.

    “Para melhorarar ainda mais o futuro reino da felicidade sugiro a expulsão imediata dos reaças fpd. Ou então serão cassados e fuzilados em 24h.”
    Acho que esse tipo de ironia maniqueísta não ajuda o debate. Não nos dividimos entre reacionários e libertinos, mas fazemos parte de uma sociedade democrática que procura uma solução para um problema que tomou grandes proporções. Precisamos de idéias não de radicalização.

  83. Marcelo disse:

    Alexandre, eu também queria pedir desculpas pela maneira um tanto agressiva com que o tratei nos meus comentários. Não é assim que as pessoas chegam ao entendimento. Apesar de não concordar com as suas opniões compreendo os motivos que o levam pensar assim. De fato esta epidemia em nossa sociedade de drogas pesadas como o crack é um grande problema social. E creio que o clima de enfrentamento que este debate suscita não vai nos ajudar a enfrentar as causas reais do problema. No máximo ficaríamos acusando uns aos outros inutilmente sem nunca mudar a realidade de fato. Humildemente peço desculpas.

  84. alexandre disse:

    Não considero agressivos os argumentos, eles podem usar palavras ligadas a luta, força, guerra, pra mim tudo bem . O que eu não admito é xingamento. No limite acho que podemos dizer argumento burro ou então resposta burra, atrasada , etc. Estaremos refutando as argumentações e não a pessoa.

  85. denis rb disse:

    “Acho que esse tipo de ironia maniqueísta não ajuda o debate. Não nos dividimos entre reacionários e libertinos, mas fazemos parte de uma sociedade democrática que procura uma solução para um problema que tomou grandes proporções. Precisamos de idéias não de radicalização.”
    Boa, Marcelo Azevedo

  86. alexandre disse:

    Então os verdadeiros democratas seriam os do meio , temos que eliminar (argumentativamente falando ) os reaças e os libertinos? Não, pra mim não os dois podem ter argumentos bons . Assim como uma pessoa que não se define nem como libertino nem como reaça pode ter maus argumentos entende.
    Bem já que a Holanda conseguiu civilizar tudo então dou meu argumento por vencido, por falta de tempo de pesquisar sobre esse pequeno pais de grandes fronteiras,rs. Mas só pra lembrar o que mais foi dito aqui em favor da liberação era que o estado não consegue combater e por isso liberar, isto está errado vai contra a democracia, pois se não conseguirmos cumprir uma lei seja ela do que for então devemos esquecê-la, voltaremos a barbárie? Já que as discussões democráticas (como deste post deste blog) não valem e as leis resultantes delas também não. Imaginem daqui a 20 ou 30 anos alguém defendendo uma substância tal , pq ninguem consegue combatê-la apesar da lei permitir a maconha (ou drogas leves) mas não permitir ela ? E então por isso ninguém deve ser preso, e por ai vai.

    Abraços.

  87. Marcelo Azevedo disse:

    alexandre, o fato é que seu argumento não se sustenta. Veja, a lei não é absoluta, ela deve refletir as regras sociais vigentes, portanto muda junto com as mudanças da sociedade (e é por isso que temos um poder legislativo, do contrário, ele seria inútil). O Estado não consegue combater a droga porque a parcela da sociedade que se recusa a obedecer a lei (entenda-se os usuários) tem força maior do que o Estado tem de fazer a lei cumprir. Por outro lado, a função da lei é garantir que os direitos das pessoas sejam respeitados. E, em fria análise, permitir que alguém use uma substância prejudicial à saúde, de livre e espontânea vontade, não viola os direitos de ninguém.
    Mudar essa lei não tem nada a ver com iniciar um processo que levará à barbárie. Tem justamente a ver com a democracia: respeito aos direitos de todos, inclusive ao direito individual de usar substâncias que matam.

  88. alexandre disse:

    Ora so se muda depois de debates e discussões nas ruas , na internet e depois se aprovado a mudança no congresso . Ou seja ela é absoluta sim até que o congresso a mude. Lei é lei e tem que ser cumprida, uma sociedade insatisfeita com ela pode mudá-la segundo as regras , isso que falei , senão voltaremos a ser quadrúpedes. Então o certo seria A lei xy está errada ninguém a cumpre, vamos procurar mudá-la e enquanto não se muda vamos cobrar das autoridades que a cumpra. Entende isso são instituições funcionando. Ou vc acha que so as leis progressistas e desenvolvidas , aprovada por gente inteligente é que vai funcionar? Se poder usar uma substância que mata somente isso fosse privativo de alguém e não se considerar o caminho que esta substância percorreu ou quantos reinos ela derrubou ou “guris de chico buarque” ela cooptou… é uma ingênuidade ou uma má fé.

  89. Marcelo Azevedo disse:

    Mas não é exatamente o que estamos fazendo? Debatendo e propondo uma mudança, dentro das regras democráticas? Enquanto não se muda a lei, cumpra-se, concordo. Seria autoritário dizer que a partir de amanhã a polícia irá colocar todos os traficantes presos na rua e não iria mais prender ninguém por crimes ligados ao tráfico, sem discutir com a sociedade e dentro das normas institucionais. Estamos justamente discutindo a burrice, a ineficiência da lei e da política antidrogas. Se estivéssemos propondo um quebra-quebra no congresso, aí eu concordaria que estaríamos sendo bárbaros e quadrúpedes.
    Temos um problema grave, que é o fato de que o comércio de drogas está nas mãos de organizações criminosas, seguindo caminhos ruins, derrubando reinos e cooptando guris. De quem é a culpa? Da lei que coloca produção e comércio de drogas nas mãos dos criminosos, ou do usuário que compra desses criminosos? Na minha opinião, dos dois. Pouco importa. O fato é que legalizando as drogas, os usuários não financiariam mais organizações criminosas, e o crime precisaria buscar outra fonte de renda. Nesse caso, o uso de drogas passaria a ser uma questão 100% de foro íntimo.

  90. denis rb disse:

    A verdade é que não tem nenhuma importância saber “de quem é a culpa”.
    Há sistemas que funcionam e sistemas que não funcionam. Se você quer que um sistema funcione, não faz sentido ficar apontando culpados – o que faz sentido é olhar com inteligência para o sistema de maneira a reformá-lo e fazer com que funcione.

  91. alexandre disse:

    A lei é ineficiente a meu ver por falta de controle nas fronteiras , por culpa de usuários que consomem as drogas, por falta de treinamento das polícias , por falta de cumprimento as leis e por falta de punição a policiais e agentes do estado corruptos. O que muitos falaram aqui foi um quebra-quebra na constituição e nas leis. Já que ninguém cumpre vamos queimá-la. O contrário seria fiscalização eficiente nas fronteiras, teríamos menos usuários consumindo, pois haveria menos quantidade nas ruas; As que conseguissem passar as fronteiras, teriam que enfrentar uma dura fiscalização da polícia (baseada na inteligência e não na brutalidade) na forma de que a cada traficante ou usuário pego se faria uma investigação da sua origem ou da sua quadrilha. Os agentes do estado seriam expulsos e devidademente punidos (dado o devido direito de defesa) , ok nao vao querer que eu de aula de leis ne, pelo amor de Deus.

  92. alexandre disse:

    Ah sim tratamento adequado aos viciados , etc. Se mesmo assim aprovarmos a legalização e controle ,etc. Teremos feito valer a lei até o momento anterior da nova, ufaaa. cansa.

  93. Marcelo Azevedo disse:

    Acho que não me fiz claro em minha argumentação, Denis, mas concordo 100% com o que você disse. Apontar o culpado é irrelevante.

  94. alexandre disse:

    Mas uma vez me deparo com a baboseira de que a culpa é do sistema? Mas o que é o sistema ? nada! se vc for ver não é nada. O que sobra é a constituição , que sem ela voltariamos a barbárie das leis das ruas, dos mais fortes. De novo ruim com a constituição (congresso, instituições, etc) pior sem ela. Um “sistema inteligente” (pra usar a expressão de progressistas) só é construido com muitas discussões , nao da noite pro dia por pessoas progressistas e inteligentes.

  95. denis rb disse:

    Sistema é a plataforma sobre o qual tudo no mundo se apoia.
    Quando a gente dirige um carro ou uma bicicleta, usa o sistema de trânsito (ou de mobilidade).
    Quando a gente elege alguém para governar o país, usa o sistema político.
    A sociedade cria sistemas: por exemplo, há um sistema para lidar com as drogas.
    Citei acima três exemplos de sistemas em colapso. A maior parte das pessoas – como você, por exemplo – não enxerga os sistemas. Enxerga apenas os indivíduos se movendo neles. É por isso que o mundo está tão cheio de ódio. “Os motoristas são todos assassinos!” “Os pedestres são todos suicidas!” Nenhum nem outro está percebendo que a “culpa” não é dos motoristas nem dos pedestres. O sistema que é ruim. Há que se ter coragem de adicionar inteligência aos sistemas.
    Sua posição, alexandre, é bastante comum no mundo: uma desconfiança eterna, uma espécie de descrença na inteligência, uma tendência a achar que tudo é simples, é só uma questão das pessoas se comportarem melhor. Esse tipo de visão não ajuda em nada.

  96. Marcelo Azevedo disse:

    Além do mais, transformar o sistema atual antidrogas em um sistema eficiente tem um custo. Nem mesmo o país mais rico do mundo (EUA) conseguiu obter sucesso em fazer esse sistema funcionar. E acho que ninguém pode citar um único caso de sucesso. Além disso, acho que temos questões muito mais prioritárias a resolver com o recurso público que temos do que correr atrás de impedir que pessoas vendam substâncias nocivas para outras que querem usar substâncias nocivas. E aí chegamos no ponto em que eu, como cidadão, entro nessa discussão: é mais barato, mais eficiente e menos traumático para a sociedade como um todo um sistema em que se possa gerenciar o dano social do uso liberado de drogas, do que mobilizar todo um aparato estatal, gastando montanhas de dinheiro público, para se tentar ganhar uma guerra perdida. Eu não uso drogas. Eu não quero pagar essa conta.

  97. Marcelo disse:

    Só lembrando gente… maconha não mata, nem faz matar. falaram tanto em substancias que matam que resolvi esclarecer isso.

  98. Marcelo Azevedo disse:

    Ok, troque-se “matam” por “são prejudiciais a saúde”, os argumentos seguem válidos.

  99. alexandre disse:

    Sei não enxergo o sistema , só enxergo a lei e sua árdua tarefa para cumpri-las e mais ainda defendê-la dos progressitas e inteligentes. Q burro que sou.
    Sei se um pedestre caminha na rua fora da faixa a culpa não é dele e sim do “sistema” se um motorista bebado atropela vários pedestres numa parada de ônibus , a culpa não é dele e sim do sistema . As culpas individuais sumiram e deram lugar ao sistema, começamos a voltar a subir em árvores daqui a pouco … Sou sim discrente em soluções simples baseadas em argumentações inteligentes que querem fazer quebra-quebra das leis (sim por fim dos sistemas) existentes. Assim como não conseguimos barrar as queimadas vamos liberar a devastação , etc. As pessoas so se comportam melhor mediante de leis que sejam cumpridas não é . e justamente quem procura cumpri-las… o sistema (instituições, policias , congresso, etc)… q reaça q sou.

  100. alexandre disse:

    “Além do mais, transformar o sistema atual antidrogas em um sistema eficiente tem um custo”. tudo parece ser uma questão de preço , ora pois com a legalização das drogas o estado ganha ao invés de pagar , mas como eu era reaça…

  101. alexandre disse:

    Imaginem que toda essa discussão surja uma lei (tá bom um sistema inteligente) onde seja aprovado segunda as regras democraticas, dai tudo vai muito bem , 10 anos se passam e eis que surge um governo que passe (ao arrepio das leis) reprimir os usuarios de drogas (legalizadas). Imaginem o quanto de protestos não vão surgir de pessoas defensoras dessa lei (não que não devam proteger a lei). Já que ela seria aprovada depois de uma vasta discussão em um ambiente democrático onde reaças, religiosos, libertinos , neutros deram sua opinião.

  102. alexandre disse:

    Então antes de aprovar uma lei que não vai “pegar”, devemos discutí-la com a sociedade , dai que existe o congresso para ouvir a população por meio dos seus líderes.

  103. Marcelo Azevedo disse:

    “…ora pois com a legalização das drogas o estado ganha ao invés de pagar…”
    Não exatamente, mas passa a recolher impostos para financiar o custo social do uso da droga, portanto em tese, se não ganha, gasta muito menos.

  104. alexandre disse:

    Já que uma vez aprovada ela passa a valer , independente do governo , da população ,etc.
    lição no 1 termina hoje . Amanhã falarei sobre Lógica e argumentação. Não esqueçam de me trazer os exercícios de casa.

  105. Marcelo Azevedo disse:

    Se um pedestre morre atropelado porque atravessou fora da faixa, a culpa é dele. Quando quase 10 mil pessoas morrem atropeladas no Brasil(Confederação Nacional dos Municípios-2009), algo está errado com o sistema, nesse caso formado pela legislação de trânsito, pelas vias públicas e pela fiscalização, entre outros elementos. Isso é discutir os sistemas. E não há nada de ilegal, imoral ou “quebra-quebra das leis e da constituição” em propor alterações nas leis vigentes.
    Quanto à falar sobre lógica e argumentação, precisamos mesmo nos matricular na sua turma ou podemos solicitar outro professor?

  106. Chesterton disse:

    É a ilegalidade da maconha que leva a outras drogas..

    chest- Denis, esssa é braba.

  107. greice costa disse:

    Caro Denis, parabéns pelas informações, pela coragem e pela iniciativa. Pode ter certeza de que todo esse seu cuidadoso trabalho de responder a todos posts — de todos os tipos de leitores e intenções — com mais dados e argumentos incríveis vale a pena. Obrigada!

  108. denis rb disse:

    Deixa eu explicar melhor, Chesterton (já que realmente essa frase que você citou está muito mal formulada).
    A história de que “maconha leva a drogas pesadas” é uma tese antiga, que já foi muito testada e jamais comprovada. É um mito persistente e repetido a exaustão, em parte graças ao fato de que, no geral, as pessoas entendem mal estatística.
    É verdade que quase todos os usuários de drogas pesadas usaram maconha antes, mas isso não quer dizer que uma coisa leve a outra. (100% dos usuários de cocaína já tomaram café, ou leite, e isso não significa que o leite leve à cocaína.) É um fato que pessoas com gosto por experimentação química tendem a se iniciar por drogas menos perigosas antes de explorar outras – de novo, isso não implica numa relação de causa e consequência.
    O que eu quis dizer com essa frase desajeitada é que existe sim um link causal entre o uso de maconha e o de outras drogas, provocado pela Proibição. Ao proibir a maconha, o estado optou por conceder o monopólio da comercialização aos traficantes ilegais, e os traficantes ilegais vendem vários tipos de drogas. Ou seja, se eu tenho que ir a uma “boca” para comprar maconha, automaticamente sou colocado em contato com o vendedor de crack. Essa falha no sistema tem sido conscientemente explorada pelas organizações criminosas. Em 2009, ao que tudo indica, o PCC deliberadamente fez a maconha desaparecer do mercado, numa estratégia agressiva para empurrar o crack, que é muito mais lucrativo (e destrutivo). Também está ocorrendo venda casada: o traficante diz “só vendo fumo se você levar uma pedra também” – essa prática é proibida num mercado regulamentado, mas infelizmente o estado se exime da responsabilidade de regulamentar esse mercado. Com isso passa a ocorrer a tal ligação entre maconha e outras drogas, mas ela é provocada pela Proibição (assim como a maior parte dos problemas geralmente atribuídos às drogas).
    Prova disso é o que aconteceu na Holanda. Com a regulamentacão da venda de maconha, a porcentagem de usuários de maconha que experimentaram outras drogas diminuiu. A ligação foi rompida.

  109. Marcelo disse:

    “As pessoas so se comportam melhor mediante de leis que sejam cumpridas não é . e justamente quem procura cumpri-las… o sistema (instituições, policias , congresso, etc)… q reaça q sou.”
    Sinto informá-lo professor Alexandre, mas a verdade é que os nossos policiais, congressistas, governantes… enfim as pessoas que fazem o “sistema” NÃO estão fazendo o dever de casa direitinho nesta parte cumprir as leis. Dá zero pra eles professor.

  110. Chesterton disse:

    OK, Denis, correleichion não é causeichion Até aí, tudo bem. Crack ´destrutivo a ponto de destruir a clientela rapidamente, traficante esperto proíbe uso de crack na sua área. Hilária é sua explicação de que o estado vai ser capaz de regulamentar a proibição de venda casada de drogas se você mesmo se apóia na tese que ele não pode regulamentar nem mesmo venda casada de guaraná.
    E na Holanda, a liberação da maconha fez a droga proibida ser mais consumida? Voce diz que não. Ué, não era a proibição que levava ao vício? Existe a seu ver alguma excepcionalidade no caso da maconha?

  111. denis rb disse:

    Não disse isso não, Chesterton. A proibição definitivamente não leva ao vício. O que dá para dizer sim, muito com base na experiência holandesa, é que a proibição tende a aumentar os índices de “usuários problemáticos”, porque diminui o controle.

  112. denis rb disse:

    Chesterton,
    Não é verdade que “traficante esperto proíbe uso de crack na sua área”, essa é uma informação muito desatualizada (você tem saído à rua nos últimos 5 anos?). Como eu disse na semana passada, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios, hoje, no Brasil, 98% dos municípios têm problemas com crack. Isso já foi verdade há muitos anos, nos primórdios do crack, em algumas áreas do Rio de Janeiro. Mas a geração que comandava o tráfico naquela época, com seus ideais “românticos”, foi substituída por uma nova geração, com estratégias muito mais agressivas – e a guerra entre facções rivais acabou com quaisquer purismos. O crack é imensamente lucrativo, porque a “fissura” para fumar mais é praticamente imediata. Isso leva os viciados a roubarem para conseguir mais, ou a venderem tudo o que possuem (muitas das mortes por crack na realidade são causadas por esse comportamento).

  113. denis rb disse:

    Outra coisa, Chesterton:
    O governo tem sido sim razoavelmente eficaz evitando a venda casada de guaraná. Mais uma vez, seu comentário parece movido por desinformação (também me lembro dos anos 80, quando a Brahma e a Antarctica forçavam os estabelecimentos a comprarem toda sua linha de produtos, proibindo-os de vender o concorrente). Isso não é mais o caso há mais de 20 anos. Verdade que alguns estabelecimentos têm descontos se comprarem mais de um produto ou grandes quantidades, mas o Cade tem atuado fortemente evitando esse tipo de prática contrária ao livre mercado.

  114. Chesterton disse:

    quero só ver no que vai dar. o Brasil tende a desmoralizar essas teses modernas européias.

  115. Alexandre disse:

    Sim por favor me demitam, cansei dessa turma … parece que vivem cheirando pó e esquecem de inalar a lógica… e o salário oooooo…

  116. Chesterton disse:

    Morro do Sao Carlos, dezembro de 2010. Duvido você ter informação mais atualizada.

  117. Alexandre disse:

    Sim Marcelo segundo seus números , não sei quantos milhares morrem otodos os anos é porque há fraquesa no sistema e onde ela está ? No cumprimento das regras … provavelmente quem cumpre? quem fiscaliza? so dessas duas indagações evitariamos uns 80% das mortes. Ou vc vai culpar as multinacionais que fazem carros ou fabricam pneus assassinos ou são as vias que o governo (op, o sistema) não ajeitam que são os responsáveis? Só lembrando a discussão das leis (ops , sistema errei de novo ) é na hora da aprovação das leis. Isso que você falou , é o cumprimento delas . Entendes a diferença. Você pode sim como cidadão pedir alterações nas leis, sem claro deixar de cumpri-la até que a nova seja aprovada e ….
    Por favor procure outro professor sou muito impaciente para tal tarefa.

  118. Alexandre disse:

    Gostei das novas informações Denis. Mas a pergunta ainda rola solta, com a liberação da maconha (ou de drogas leves) o crack desapareceria assim facilmente com um toque de mágica. Ou teria que haver repressão?

  119. Chesterton disse:

    Subir um degrau da escada não faz com que ela desapareça….

  120. Marcelo disse:

    Alexandre, não existe assim uma receita mágica que possa fazer o crack simplesmente desaperecer do dia para a noite. Mas legalizando a maconha, nós maconheiros poderiámos fumar a nossa plantinha quietinhos no nossso canto, sem incomodar ninguém e sem dar dinheiro a bandidos violentos enquanto os policiais que nos perseguem hj poderiam se concentrar em caçar os traficantes de crack. É evidente que não resolveria o problema instantaneamente mas convenhamos, facilitaria bastante o trabalho da policia não é mesmo?

  121. Marcelo disse:

    E, lembrando novamente, maconha não mata, nem faz matar.
    Por que não podemos discutir apenas sobre a MACONHA, suas características, propriedades e eventuais efeitos positivos ou negativos sem envolver outras drogas e crimes dos quais a pobre plantinha é completamente inocente?

  122. Alexandre disse:

    Hora pq a maconha é considera drogas leves , outros usuários que “curtem “outras plantinhas, substâncias ,etc reivindicariam a liberação delas, diriam: “já que a maconha tem THC em grau xy e a minha tem grau de THC xy/2 , porque não liberar a minha também ?” Ele não estaria certo, ao fazer este tipo de indagação?

  123. Marcelo disse:

    Olha só Alexandre, THC só tem na maconha. Drogas mortais como o crack, a cocaína, a heroína, o álcool e outras não possuem THC, seus principios ativos são outros compostos químicos. THC demais ou de menos não faz diferença, ele continua inofensivo.

  124. Marcelo disse:

    Creio que muito dificilmente haveria um movimento tão grande e organizado pela liberação de outras drogas como o que existe pela liberação da maconha. Vc pode ficar tranquilo, a legalização da maconha não levaria à legalização de outras drogas. Agora mais ma vez, pelo amor de Deus vamos parar de associar a amaconha a outras drogas, esta conexão simplesmente não exist. Qual é o graaande mal que a maconha (só ela, mais nada) traria à sociedade se fosse legalizada? Por favor pare de falaar em outras drogas, não faz o menor sentido afirmar que a maconha deve ser proibida por causa do crack, da cocaína, ou seja lá do que for. Maconha é MACONHA. não é álcool, não é crack, não é cocaína, nem heroína. É mais leve do que todas as drogas que citei (inclusive do que o álcool que talvez vc mesmo, ou com certeza familiares e pessoas que vc conhece e respeita bebam de vez em quando, Alexandre. É apenas MACONHA! Deus! Isso é tão difícil assim de entender?

  125. Marcelo disse:

    Deus do céu, Alexandre. Tudo que eu queria era fumar a minha plantinha em paz no meu cantinho, sem incomodar ninguém e sem financiar o crime organizado. Por que vc não pode permitir isso? O que é que eu te fiz, para vc mandar os cães de guarda do sistema me caçarem como um bicho?

  126. Alexandre disse:

    ok, não conheço o principio ativo de outras drogas, confesso que muito menos da maconha. O que eu falei foi se aparecerem outras substâncias (artificiais ou não) com efeitos poucos nocivos como o da maconha. Pq só a maconha deve entrar no hall da fama da liberação e não outras drogas também? Hum já sei pq a maconha é defendida por intelectuais ,etc e as outras não seria um bom argumento para barrar as outras drogas (daimes ou seila o q mais). Ok fume sua plantinha em paz. e relaxe . Mas saiba , dependendo de onde vc comprou, que você pode já estar financiando o crime. Ninguém aqui quer caçar ninguém certo não sou da PF, da PM , BOPE ou qualquer força repressora e mesmo assim acho que não teria autoridade para tanto pois você não está fazendo apologia ao crime . A discussão aqui (acredito eu) é de base filosófica sobre a legalização. ninguém aqui quer incentivar o uso ou vender, etc. Querem dar suas opiniões sobre a legalização da maconha (ou daimes, tarjas-pretas, cocaima, etc) .

  127. Alexandre disse:

    Correção ENEM, Onde se lê: “as outras não seria um bom argumento para barrar as outras drogas (daimes ou seila o q mais)” . O certo: E as outras drogas não são defendidas por ninguém famoso ou descolado são coisas de pobres e que portanto devem ser proibidas. Isto não seria um bom argumento para barrar estar outras.
    Quando se fala em leis temos que procurar um critério, entende. Se você baixar uma lei para tarifar a gasolina ela estará sendo arbitrária pois há diversos derivados do petróleo (Diesel, querosene, etc)

  128. Marcelo disse:

    Gente, vocês que não conhecem a maconha, vou tentar explicar agora “qual é” a da maconha. É bem simples, quando alguém fuma maconha de alguma forma suas sensações e pensamentos ficam como que inebriados. Não é como o efeito de uma bebida alcoólica mas, por exemplo, se um grupo de pessoas está fumando elas passam a interagir e se comunicar sentindo-se mais divertidos e eufóricos, assim como as pessoas que se reúnem para beber em barzinhos, nós nos reunimos em rodas e (na maioria das vezes) compartilhamos o mesmo “beck”. Em geral os maconheiros gostam de compartilhar e conversar enquanto fumam, e um beck sempre dá pra “salvar” mais um. Em torno deste simples ato de fumar um baseado surgiu uma cultura que conta com diversos elementos bem marcados como um artesanato variado, uma indústria forte que vende até pela internet (bilhões e bilhões de dólares, eu garanto), uma linguagem rica e diversa, estilos musicais, costumes e valores próprios. Uma cultura que simplesmente se recusa a morrer mesmo após décadas e décadas de proibição. Esta cultura, lembrem-se sempre, milhões e milhões de pessoas normais e nem sua grande maioria honestas e trabalhadoras com as quais vocês cruzam todos dias ou que podem até ser seus familiares e amigos não precisa ser “inimiga” do resto da sociedade. Esta guerra é um grande prejuízo para todos, sem exceção.

  129. Chesterton disse:

    13/01/2011 | 00:00
    Ninguém merece
    O País se livrou da droga de ex-ministro de Carlos Minc, aquele das passeatas em defesa da maconha, e ganhou um secretário Antidrogas (Pró-Drogas?), Pedro Abramovay, que prega o fim da punição para “pequenos traficantes”. Fernandinho Beira-Mar não faria diferente
    Claudio Humberto

  130. Chesterton disse:

    Marcelo, THC, tetra-hidro-canabinol, assim como etanol, metanol, manitol, xilitol são álcoois.

  131. Marcelo Azevedo disse:

    Marcelo,
    por mais que se defenda a tese da liberação apenas da maconha, não dá para separar a discussão da liberação da maconha com a de outras drogas. Pelo menos não se a discussão é o prejuízo social. Discutir a liberação da maconha de forma isolada é apenas defender o interesse dos maconheiros. Discutir sobre a liberação das drogas e quais drogas poderiam ser liberadas, é diferente de discutir a maconha. Liberar a maconha teria uma influência em todo o mercado de consumo e tráfico de drogas ilegais, e isso tudo precisa ser discutido junto.
    Se me permite, sugiro que deixe de sugerir (mal escrito, “sugiro…sugerir” mas não achei forma melhor) a discussão da maconha de forma isolada, pois aponta apenas para os seus próprios interesses.

  132. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre:
    “há fraquesa no sistema e onde ela está ? No cumprimento das regras …”
    Ou será que as regras são estúpidas? Será que é possível cumpri-las, olhando pelo lado do cidadão e do Estado? Por exemplo, é possível multar pedestres, como diz o código de trânsito? Como se eles não tem placa? Se não há policiamento suficiente? Sistema mal-feito!
    “Você pode sim como cidadão pedir alterações nas leis, sem claro deixar de cumpri-la até que a nova seja aprovada e …”
    Obrigado por me reservar o direito que o sistema democrático já me reserva. Até lá, defendo que a polícia continue correndo atrás de traficantes, por mais inútil que seja.
    “Por favor procure outro professor sou muito impaciente para tal tarefa.”
    Quantas vezes mais você vai dizer aqui que é mais esperto do que os outros? Já pediu desculpas por chamar outro de “monstro moral”, colocando-se em patamar superior a ele, depois dá uma de professor, colocando-se em patamar superior a todos os outros. Ao mesmo tempo fala de “sistema inteligente” de forma pejorativa. Esqueça a gana de ganhar a discussão. Empenhe-se em debater, que você produz mais.

  133. Marcelo disse:

    “por mais que se defenda a tese da liberação apenas da maconha, não dá para separar a discussão da liberação da maconha com a de outras drogas.” Dá sim, Marcelo Azevedo. O que não dá, não faz o menor sentido, é manter a proibição da maconha porque o crack, a cocaína ou qualquer outra droga mortal fica assombrando o debate com teses ridículas de que “liberando uma teria que liberar as outras” ou “a maconha leva a outras drogas”, principalmente se a questão é o prejuízo social, ou vc vai afirmar agora que a maconha traz o mesmo prejuízo social que o crack?
    “Discutir a liberação da maconha de forma isolada é apenas defender o interesse dos maconheiros.”.Não, não é. Todos, sem exceção, ganhariam com a legalização (e mesmo se fosse apenas pelos interesses dos maconheiros, que só querem fumar sua plantinha em paz, não deixaria de ser uma reivindicação legítima. Só pq somos maconheiros não temos o direito de defender os nossos interesses?)

  134. Marcelo Azevedo disse:

    Marcelo, não tiro seu direito de defender os interesses de seu grupo. Estou dizendo que ao discutir a liberação da maconha é necessário discutir as outras drogas, estabelecer a diferença entre uma ou outra, deixar claro que “a maconha leva a outras drogas” é um mito, etc etc. Acredito que não dá para ignorar as outras drogas no debate da liberação da maconha, por isso estou defendendo que ao não debate-las você deixa de ver o todo para ver apenas uma parcela, a que cabe ao seu grupo. Foi uma sugestão apenas, acho que tirar as outras drogas da mesa empobrece o debate.
    Até porque tem um argumento que vi aqui várias vezes que me parece fazer sentido: Liberando a maconha, por que não imaginar que vai aparecer um grupo que reivindique a liberação da cocaína para uso social, nos mesmos termos do uso do álcool? É por isso que eu defendo a liberação total…

  135. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton: (Isso é uma pergunta, não uma ironia): O fato do THC ser um álcool significa que ele tem efeitos similares ao do Etanol ou do Metanol no corpo humano?

  136. Marcelo disse:

    Eu também concordo com a liberação total, Marcelo Azevedo. O problema é que, neste momento, se formos defender a legalização total e não apenas a da maconha, seria muito difícil convencer a sociedade da necessidade de liberação. Acabariam ficando todas as drogas hoje ilegais no mesmo saco, sendo tratadas igualmente e isto é uma grande injustiça. A maconha não merece o mesmo tratamento que o crack merece. E creio que a legalização da maconha daria tão certo que a própria sociedade como um todo passaria a compreender que não são as drogas em si que causam a violência mas sim a maneira pouco inteligente com que lidamos com elas.

  137. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton, avisa lá o Claudio Humberto que dos 70 mil presos no Brasil de 2006 a 2010, 40 mil eram pequenos traficantes, os que traficavam para comer ou para financiar o próprio vício. Dá pra imaginar que mais da metade do trabalho da polícia é correr atrás de gente que pouco prejudica a sociedade. Simplesmente botar esse pessoal na rua não resolve nada, posto que o crime organizado passaria a usar esse pessoal para fazer o varejo sem ser incomodado, mas apesar de eu não gostar de Minc nem do pessoal do PT, Abramovay tem razão em trazer a discussão à tona.

  138. Chesterton disse:

    Marcelo, maconha e caocaína não viciam, quer dizer, no sentido químico da coisa. Se amanhã como que por milagre a maconha desaparecer da face da terra, absolutamente nada vai acontecer com os usuários. Assim como so cassinos, os “viciados” em jogo uma vez proibidos de entrar não teriam calafrios, nem tremores nem pn.
    Pequenos traficantes que tentam empurrar drogas para estudantes preocupam a sociedade sim senhor.
    Dificil a posição dos maconheiros em querer liberar a canabis e proibir cocaína, etc.. com base nos mesmos argumentos dos que querem manter proibida a maconha. Se é para liberar, que se libere tudo e danem-se.
    Os álcoois no organismo em níveis tóxicos (porre) tem efeitos parecidos, ams distintos.

  139. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton,
    já até usei o jogo como metáfora. Veja o caso de Las Vegas, nos EUA. Para eles é melhor lidar com os viciados mas tirar o benefício econômico do jogo, do que proibir por conta dos patológicos.
    Pequenos traficantes preocupam porque estão onde o Estado não está. Para evitar que estudantes usem drogas, é preciso que os pais eduquem seus filhos em vez de entregar essa atribuição ao Estado e às escolas. Ao Estado cabe deixar muito claro as consequencias do uso de drogas. Assim como faz com o tabaco. Daí para a frente, é escolha individual e foro íntimo. O álcool é liberado há gerações e só preocupa seu abuso entre os jovens recentemente, e as razões não tem a ver com o fato de o consumo ser liberado.
    Quanto a posição dos maconheiros, concordo com você de que não faz sentido a argumentação de liberar a maconha mas proibir o resto com base nos mesmos argumentos. Acho que deveria ser tudo liberado e regulado pelo Estado. Mas estou aberto a ouvir hipóteses e mudar de opinião se alguém me convencer de que a liberação só da maconha teria um impacto social positivo e significativo.
    Eu, que não sou usuário, só quero que a polícia corra atrás dos bandidos que estão barbarizando as cidades, não atrás de gente que quer vender para quem quer comprar.

  140. Marcelo disse:

    Maconha e cocaína viciam sim, Chesterton. Pequenos traficantes de maconha que não cometem atos de violência não fazem absolutamente nada de errado e deveriam ser livres para vender maconha a quem quiser usar. Não há como fazê-los desaparecer

  141. Marcelo Azevedo disse:

    A propósito, essa situação foi criada pela própria lei (aquela do sistema perfeitamente arquitetado do Alexandre), que descriminalizou o usuário mas manteve o traficante fora da lei. Ou seja, legitimou o mercado consumidor sem legitimar o fornecimento! Pode comprar, mas não pode vender? Não dá para usar dois pesos e duas medidas. Sempre vai ter gente vendendo para quem quer (e pela lei pode!) comprar. Quer acabar com o tráfico, acabe com o mercado consumidor. Aí, escolha-se: vamos regular o mercado ou botar a molecada na cadeia? Acho que a segunda até funcionaria, mas não estou a fim de ver o dinheiro dos meus impostos enterrado nisso. Usar drogas é escolha consciente e ninguém melhor que os estudantes para saberem dos efeitos nocivos da droga. Estão bem informados. Quer se matar, se mate, não tenho nada com isso.

  142. Marcelo disse:

    Lembrando novamente. Maconha não mata nem faz matar.

  143. Marcelo Azevedo disse:

    Marcelo, pare de ser insistente.
    Cigarro mata em longo prazo. Maconha também pode matar. A questão não está fechada. Uma pesquisa rápida no google vai mostrar estudos que associam maconha ao dano de 5 cigarros de tabaco. Outras pesquisas vão mostrar que existe uma possível associação entre maconha e um certo tipo de enfisema. Haverão outras pesquisas nessa linha, assim como há pesquisas em linha contrária. Maconha faz mal e detona seu corpo.
    Nada disso tira a legitimidade de seus argumentos. Por isso deixe a gente discutir as drogas como um contexto geral!

  144. Chesterton disse:

    Para evitar que estudantes usem drogas, é preciso que os pais eduquem seus filhos em vez de entregar essa atribuição ao Estado e às escolas.

    chest- os pais podem matar os traficantes que tentam vender a seus filhos?

  145. jorji disse:

    Todas as drogas viciam e matam, e daí? Em relação aos cometários mais abaixo, o Denis afirmou que não são os indivíduos o problema, mas os sistemas, um grande absurdo, afinal quem cria os sistemas não são as pessoas? Considero o mais grave erro da imprensa em geral, não culpar os indivíduos, todos temos culpa no cartório.

  146. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton – Os pais não tem de ensinar aos filhos que não devem fumar ou encher a cara? Tem de ensinar também a eles que não devem comprar drogas e devem monitorar a vida deles para evitar que se metam em encrencas. Basicamente, tem de ser pais, não só genitores. Eu tive bons pais. Nunca usei drogas, nunca fumei, me considero pessoa de bem. Liberando as drogas, alguns não conseguirão evitar problemas. Muito provavelmente não mais do que os que já tem problemas hoje, pois pelo menos os pais saberão exatamente onde seus filhos compram as drogas, regulamentadas pelo Estado.

  147. Paulo Muchon disse:

    Como em todas as drogas, o que faz mal é o abuso aliado à falta de informação. Por que a maconha, que é algo menos perigoso que álcool, e isso é COMPROVADO CIENTIFICAMENTE, é tão marginalizada? Enquando o álcool é mostrado na novela de maior audiência de forma glamurizada. A quem estamos protegendo quando proibimos a maconha?! Quantas overdoses ou mortes se conhecem por maconha? E quantos casos de vítimas da violência ligados ao tráfico são conhecidas? Me parece extremamente irracional continuar com essa política, tão absurdo que chega a ser vergonhoso…

  148. denis rb disse:

    Chesterton,
    Sobre seu comentário das 9:16 (“maconha e caocaína não viciam, quer dizer, no sentido químico da coisa”).
    Não é bem assim. No passado, fazia-se essa distinção (dependência química X dependência psicológica). A dependência química teria mecanismos fisiológicos, enquanto a psicológica seria apenas algo como um hábito arraigado demais. O que mudou nessa histórianas últimas duas décadas foi a constatação de que os dois tipos de dependência na realidade obedecem mecanismos muito semelhantes. Mesmo aquilo que se imaginava ser “psicológico” na realidade tem uma origem química: a química dos neurotransmissores do cérebro ligados aos mecanismos de prazer e recompensa. Ou seja, no fundo toda dependência é química (e é possível desenvolver dependência por qualquer coisa que dê prazer, inclusive sexo, jogo, televisão, esporte etc). Claro que há diferenças. Algumas substâncias, quando negadas a um indivíduo dependente, causam uma violenta crise de abstinência, com dores intensas que podem até levar à morte (a heroína é o caso mais extremo, mas álcool e nicotina também podem causar efeitos desse tipo). Outras substâncias têm mecanismos mais sutis. Um dependente em maconha, em sua “crise de abstinência”, pode sentir uma sutil depressão, uma dificuldade de sentir prazer com as coisas. Não é um sintoma tão óbvio quanto as tremedeiras, suores e dores intensas de um viciado em heroína se desintoxicando, mas é síndrome de abstinência também.
    Você errou também ao colocar maconha e cocaína na mesma categoria. Mesmo na definição antiga já se sabia que cocaína causa sim dependência química.

  149. denis rb disse:

    Acho que tem um equívoco constantemente cometido nesse debate.
    Fala-se em “liberar as drogas”, ou “liberar a maconha”. Eu acho que não é esse o assunto. O assunto é “retirar a proibição”. Quando se fala em “liberar”, passa-se a sensação de que o estado vai se retirar do tema. É o contrário. Na proibição é que o estado se exime de controlar. Manda a polícia lá e finge que o problema não é com ele. Há que se acabar com a proibição: deletar da lei os artigos que estabelecem os crimes de porte e tráfico de drogas. Mas isso não significa “liberar”. Significa criar um sistema racional que regulamente o assunto com critérios objetivos, de preferência quantificáveis. Dentro desse sistema, certamente fará sentido que certas substâncias sejam banidas do mercado. Assim como um produtor de alimentos não pode vender lasanha de chumbo radioativo com estricnina, obviamente ninguém conseguiria legalmente colocar crack no mercado. O comércio de alimentos não é “liberado”, é regulamentado. É disso que estou falando para as drogas.

  150. denis rb disse:

    O alexandre pergunta que critério usaríamos para decidir que drogas poderiam ser comercializadas e quais não poderiam. O assunto já foi discutido aqui, mas vale a pena voltar para ele.
    Tem uma linha de pesquisa importante nos Estados Unidos que se dedica a quantificar “custos sociais”. Provavelmente o principal nome nessa área seja o de Peter Reuter, pesquisador da Universidade de Maryland. Reuter faz contas: ele calcula quanto custa proibir uma droga (ou um comportamento, como o jogo) e quanto custa legalizar e controlar. Eu acho que isso é um instrumento fantástico para fazer política pública.
    No caso da maconha, a conclusão de Reuter não deixa sombra de dúvida: a sociedade gasta uma fábula para proibir e, se legalizasse, o prejuízo seria minúsculo. Proibir a maconha é jogar dinheiro na privada. Não faz sentido nenhum sob nenhum aspecto.
    No caso de outras drogas, a conclusão é menos clara. Um aumento no uso de cocaína poderia sim ter um custo elevado à sociedade – o impacto no sistema de saúde, a perda de vidas por overdose, acidentes ou brigas etc. Esse custo, nos Estados Unidos, é de uma grandeza semelhante ao custo da proibição.
    No Brasil, ninguém faz contas. Não há um Peter Reuter aqui. Os números são desconhecidos.

  151. Marcelo Azevedo disse:

    Denis, a respeito do seu comentário das 12:02, pelo menos de minha parte a questão é apenas semântica, por isso em meus comentários passarei a usar a palavra “legalizar” em vez da palavra “liberar” para que fique clara a distinção entre as coisas. Creio que a maioria dos que se posicionaram favoravelmente à legalização falaram em regulação do mercado.

  152. Marcelo Azevedo disse:

    Denis, com relação ao comentário das 12:11, taí um argumento capaz de mudar minha posição do “legalize tudo” para o “legalize a maconha”.

  153. alexandre disse:

    Marcelo Azevedo quando falei que encerro a lição 1 de hoje, foi uma ironia a “aula” de direito que estava dando, e apesar de não ser formado em direito, entendo como se constitui uma democracia,etc , por isso em diversos comentários aqui muitos queriam fazer um quebra-quebra das leis, daí minha defesa das leis e da democracia , fui explicando como se constrói as coisas dentro de um ambiente democrático . Me parecia que ninguém sabia.
    Outra coisa num debate , pode sim haver argumentos vencedores. Por isso podem ter gente com a gana de ganhar, desde que não minta, não haja com má-fé ou faça xingamentos.
    Quando disse sobre a sua proposição para alterar as leis estava apenas lembrando seus direitos e não sendo juiz de nada.
    Como você mesmo lembrou como não dá para cumprir certos artigos de uma lei, então ela foi mal feita mesmo, por isso a idéia da discussão antes da aprovação como fazemos aqui no blog. Todos os artigos tem que funcionar e pra isso tem que ser bem pensado o “sistema”.
    Outra coisa Marcelo Azevedo usei de forma pejorativa a palavra sistema, pois me parece que tudo foi construído para ferrar as pessoas e que não há leis, etc. Ou então as pessoas usam essa palavra para suprimir os culpados. Ora se são os pedestres os culpados então fazer com que obedeçam as leis, como? isso é outros quinhentos.
    Só pra lembrar que o assunto é regumentação (ou liberação ) das drogas. Mas às vezes temos que voltar um pouquinho.

  154. alexandre disse:

    Correção: ” isso é outros quinhentos” . Certo: “isso são outros quinhentos” .

  155. Marcelo Azevedo disse:

    alexandre:
    “…entendo como se constitui uma democracia,etc , por isso em diversos comentários aqui muitos queriam fazer um quebra-quebra das leis, daí minha defesa das leis e da democracia…”
    Tenho minhas dúvidas sobre seu real entendimento do mecanismo democrático. “Quebra-quebra das leis” seria apologia ao crime ou à desobediência institucional e ninguém aqui está fazendo isso. Ou então preciso que você me esclareça…
    “…como não dá para cumprir certos artigos de uma lei, então ela foi mal feita mesmo, por isso a idéia da discussão antes da aprovação…”.
    Mas e se a m… já tá feita, temos que conviver com ela eternamente? Ou podemos aprender com nossos próprios erros?
    “usei de forma pejorativa a palavra sistema, pois me parece que tudo foi construído para ferrar as pessoas (…) Ou então as pessoas usam essa palavra para suprimir os culpados”
    Desculpe, mas não tenho responsabilidade sobre a forma como as pessoas usam as palavras. Vou usar a definição do Denis que acho perfeita: “Sistema é a plataforma sobre o qual tudo no mundo se apoia”. Se tem uma coisa que sistema não é, é desculpa para eximir as pessoas de suas responsabilidades individuais. Tampouco é “dispositivo social feito para ferrar as pessoas”.
    Seguimos com nossa analogia do sistema de trânsito, pois acho que é válido esclarecer o conceito de “sistema”:
    Estou olhando um relatório chamado SP Demográfico de agosto de 2006 a respeito de mortalidade por atropelamento.
    Esse relatório, coalhado de estatísticas, diz que “a taxa de mortalidade por atropelamento aumenta paulatinamente com a idade, com particular intensidade nas faixas etárias mais avançadas (…). Underwood (1992) atribui a uma série de patologias associadas ao envelhecimento a maior incidência de mortes por atropelamento entre os idosos, destacando a catarata e a retinoplastia diabética, que prejudicam progressivamente
    a visão. Outro fator é o declínio das funções músculo-esqueléticas –
    como a perda da força muscular, da flexibilidade, da coordenação motora e
    da agilidade –, que amplia a dificuldade de atravessar vias mais movimentadas, além da diminuição da capacidade auditiva, que atinge cerca de um terço dos idosos.” Perceba que nesse caso não dá para atribuir a morte dos idosos por atropelamento nem aos motoristas, nem aos próprios idosos! Ou atribuímos o problema a um sistema mal planejado que não leva em conta a debilidade física das pessoas mais idosas, ou então colocamos a culpa na “fatalidade” e deixa os vovôs morrerem nas ruas!!!
    Nem tudo é tão simples quanto parece.

  156. João Fernando disse:

    O povo gosta mesmo de drogas, hein? Este post já é o terceiro mais comentado e estamos apenas no meio da semana. Sem contar que os outros mais comentados, até a quarta posição, também falam sobre drogas.
    Talvez isto mostre que a população, tem o mínimo de interesse no meio ambiente, sendo que o mais importante é fazer com que o nosso dia-a-dia seja melhor e sejamos mais felizes, independendo da consequência futura.
    Denis, acho que você deveria mudar o título de “Sustentável é pouco”, para “Legalize já”!😉
    ps: Denis, não entenda este comentário como uma ofensa a você, e sim aos comentaristas deste blog.

  157. alexandre disse:

    Opa Marcelo quando vc diz “Seguimos com nossa analogia do sistema de trânsito, pois acho que é válido esclarecer o conceitva,” e vai até “Nem tudo é tão simples quanto parece.” Basta educar os motorista a desacelerarem quando avistar um idoso(a)(s) . Bom se isso não bastar sugiro outras coisas como orientar os mais velhos a andar com acompanhantes, etc.
    Marcelo o quebra-quebra não precisa ser físico, pode ser de ordem ideológica , como escrever um texto falando para ninguém mais seguir tal regra.
    Não pode sim ser alterada, mais isso vai demorar mais 10 anos (pelo menos) pois terá que ter novas discussões e passar pelo congresso de novo.
    Ok. Perfeita definição sobre o sistema, ótimo lembrar que nós que o fazemos, e que portanto está sujeito a falhas e correções. Mas culpados sempre existem, mesmo o sistema estando falho (atropelar alguém, matar alguém ,etc).

  158. Marcelo Azevedo disse:

    João Fernando, uma coisa é um assunto ser polêmico, outra coisa é um assunto ser importante e relevante, a importância que as pessoas dão para o assunto não é medida pelo número de comentários, mas sim o quanto o assunto é polêmico.

  159. Marcelo disse:

    “Por isso deixe a gente discutir as drogas como um contexto geral!”.
    Vocês podem discutir sobre quais drogas quiserem sem problemas Marcelo Azevedo, mas, pelo menos, parem de atribuir à maconha problemas sociais causados por OUTRAS drogas.

  160. Marcelo Azevedo disse:

    alexandre:
    “Basta educar os motorista a desacelerarem quando avistar um idoso(a)(s) . Bom se isso não bastar sugiro outras coisas como orientar os mais velhos a andar com acompanhantes, etc.” Boas sugestões de melhorias no… SISTEMA!
    “Marcelo o quebra-quebra não precisa ser físico, pode ser de ordem ideológica , como escrever um texto falando para ninguém mais seguir tal regra.”
    O comentário mais polêmico nesse sentido que eu me lembro foi “deixe eu fumar minha erva em paz”. Considerando que o uso de drogas não é crime, apenas o tráfico, não me lembro absolutamente de ter visto isso nesse debate.
    “Não pode sim ser alterada, mais isso vai demorar mais 10 anos (pelo menos) pois terá que ter novas discussões e passar pelo congresso de novo.”
    Então nosso sistema de avaliação e alteração de sistemas é uma porcaria!!!!
    “Mas culpados sempre existem, mesmo o sistema estando falho”.
    O sistema de leis não foi feito para que a sociedade possa se vingar de ninguém, mas sim para que os direitos possam ser respeitados. Se for mais fácil parar de procurar culpados e trabalhar nas falhas do sistema, não é mais óbvio fazê-lo?

  161. Marcelo disse:

    “como escrever um texto falando para ninguém mais seguir tal regra.”
    Regras nem sempre devem ser seguidas Alexandre. A desobediencia civil é uma boa forma de combater leis injustas. Assim como Gandhi fez na Índia, Nelson Mandela na àfrica do Sul, Martin Luther King os EUA e muitos outros. Não há absolutamente nada de errado em fumar maconha.

  162. Marcelo disse:

    “mais isso vai demorar mais 10 anos (pelo menos) pois terá que ter novas discussões e passar pelo congresso de novo.”
    Cara assim é F. DEZ anos vivendo fora da lei!?! Não entendo, por que precisa demorar tanto para mudar uma lei inútil, injusta, preconceituosa e baseada em achismos, e que ainda por cima custa bilhões aos cofres públicos? A quem interessa todo este prejuízo?

  163. jorji disse:

    Quimica dos neurotransmissores do cérebro, está fechado a questão, é fisiológico, é biológico, é questão de saúde, por essa razão é que o combate ao tráfico não funciona, e nunca vai funcionar.

  164. João Fernando disse:

    Marcelo,
    “Assunto importante” é um termo subjetivo. O que é importante para você, pode não ser para mim.
    Por isso a única medida que podemos considerar, para generalizar a popularidade de um tema, é uma medida quantitativa como o número de comentários.
    Por isso eu posso afirmar, que o tema “drogas” é levado mais em consideração do que o tema “meio ambiente”.

  165. alexandre disse:

    “Então nosso sistema de avaliação e alteração de sistemas é uma porcaria!!!!” É uma porcaria mas nos evita de voltarmos ao estádio mental dos ancestrais da espécie, como diria Euclides da Cunha no livro Os Sertões.
    As leis penais são feitas para se ter justiça e não vingança. Quando alguém diz que se faça justiça pelo menos com os culpados, querem que prendam os responsáveis e lhes deêm julgamentos justos e que caso forem condenados , sejam postos em cadeias dignas para cumprirem suas penas.
    Ajeitar o sistema, sim. Mas não devemos parar de procurar os culpados em coisas já estabelecidas. Não é questão de ser mais fácil e sim o mais civilizado.
    Claro que podemos quebrar regras, mas lembramos que não estamos numa colônia dominada por conquistadores, ou debaixo de uma ditadura. Estamos numa democracia e pra isso existem instituições, etc. Falham sim mas vamos aperfeiçoando e não depredando-as.

  166. alexandre disse:

    Denis se o problema de quais drogas devem ser legalizadas é o custo, e chegarmos a conclusão que só a maconha é baratinha, estaremos vendo só o lado financeiro, e quando o certo deveria ser o lado social e psicológico da coisa. Se só a maconha merece então ser legalizada e não traria mal nenhum para os usuários e para a sociedade e também diminuiria o tráfico de drogas, cooptação, então tudo bem, vamos la começar por aqui algo sistêmico. Que funcione sei la por pelo menos uns 10 anos. Para que logo não tenha alguém criticando seja por aqui ou alhures.

  167. Marcelo Azevedo disse:

    Não defenda algo que é uma porcaria. Estou falando “melhorem-se os sistemas” e não “joguem fora os sistemas e voltemos à idade das cavernas”. Não desqualifique o argumento transpondo-o ao absurdo. Outros países tem bons governos e bons sistemas, são minimamente organizados, acho que podemos desejar ter um bom sistema de governo.
    Com relação ao seu conceito de justiça, ele é puramente ideológico. O que é promover a justiça? É punir culpados (é vingança sim)? Ou impedir que novos crimes aconteçam? As penas servem para desestimular outras pessoas a cometerem crimes e para impedir que criminosos voltem a delinquir, só isso. Se alguém cometer um crime contra mim ou contra alguém que eu amo, eu vou querer que esse cara apodreça na cadeia porque sou humano, vou querer vingança. Mas do ponto de vista do social, é só mais uma boca a ser alimentada na cadeia com impostos. Justiça não é vingança. A justiça é promovida antes do crime, não depois.

  168. alexandre disse:

    Marcelo Azevedo. QUando você diz que “Não desqualifique o argumento transpondo-o ao absurdo” se um argumento é ruim ele tem de ser desqualificado mesmo, se ele é bom tem que ser aplaudido ou pelo menos testado na prática.
    Justiça é ter leis que são feitas para serem cumpridas, inclusive as penais. Se justiça é vingança então é uma por meio das leis. Imagine uma vingança sem leis, se alguém fura meu olho direito e por vingança eu furo eu vou lá e furo os dois olhos dela. E assim vai. Como impedir que novos crimes aconteçam ?? Eis a grande questão. Como diria Paulo na carta aos Corintos : “Tudo me é possível, mas nem tudo me convém”

  169. Alex disse:

    Um pouco de história para dar ares de racionalidade a muita estupidez.

  170. Marcelo Azevedo disse:

    alexandre, OK, se você está satisfeito com um sistema onde uma discussão acerca da mudança de uma lei polêmica leva 10 anos, então não é uma questão de qualidade de argumentação, é uma questão de opinião pessoal. Façamos uma pesquisa de opinião e descobriremos se o sistema é bom ou ruim.
    Próximo ponto. O que estou dizendo é que vingança não é justiça. “Olho por olho”, isso sim é a barbárie. A sociedade precisa resolver o problema do crime associado ao tráfico e da cooptação (palavra que você gosta bastante). Botar todo mundo na cadeia é uma solução. Mas é IMPOSSÍVEL! Insistir na repressão sabendo que é impossível vencer, simplesmente sob o argumento de que não podemos tolerar a desobediência às leis, é besteira, é teimosia, é assumir o risco de permitir que haja mais crime e mais cooptação.

  171. alexandre disse:

    Não 10 anos que eu falei era a validade de um sistema , e não que demore disse que deve durar 10 anos, a ficha limpa por exemplo foi elaborada e aprovada em 2010. Portanto com pressão a gente consegue sim aprovar. Claro desde que haja discussões.
    Ps.: Alex não é o Alexandre .

  172. jorji disse:

    Ficha limpa, se for levado ao pé da letra, difícil encontrar um candidato no Brasil e no mundo.

  173. Marcelo Azevedo disse:

    A validade de um sistema deveria terminar assim que for concluído que ele não funciona. O sistema antidrogas não funciona. Caducou, precisa ser mudado. Se mudarmos, aplicarmos e concluírmos que o novo sistema também não funciona, mude-se de novo – independente do tempo que levar para que se chegue a essa conclusão.

  174. jorji disse:

    Já estão criando vacinas para os dependentes poderem largar as drogas.

  175. Alexandre disse:

    catando por ai na internet e vejam só o que descobri uma entrevista de uma pesquisadora Americana que afirma que nenhuma droga é segura. http://veja.abril.com.br/310310/nao-existe-droga-segura-p-017.shtml

    Ela não chega a afirmar que a maconha leva a outras drogas, ela supõe no entanto que pode ser o álcool ou o cigarro.

    Em um certo momento ela responde a esta pergunta “Está em curso no Brasil uma campanha para descriminalizar a maconha. A senhora concorda com isso?
    R- “Não concordo porque, ao descriminalizar a maconha, você estará contribuindo para que mais gente a consuma. Há quem não fume por medo da repercussão negativa que a atitude pode provocar – e descriminalizá-la significa dizer: “Se você fumar, está tudo bem”.

    No final responde a mais outra

    A senhora nunca sentiu vontade de experimentar alguma droga?
    “Bebo de vez em quando um copo de vinho e experimentei cigarros quando era adolescente. Nunca usei cocaína, maconha nem outro tipo de droga ilícita. Amo meu cérebro e nunca pensei em estragá-lo.”

  176. Alexandre disse:

    No Brasil já há uma lei de 2006 que o porte de drogas, http://www.amperj.org.br/store/legislacao/leis/L11343_antidrogas.pdf
    Assim o consumo já está descriminado no Brasil.

    Ou se legaliza todas as drogas ou nenhuma , pois caso se legalize apenas a maconha , como ocorreu na Holanda outras drogas serão traficadas de forma ilegal.

    Com as drogas legalizadas o preço despencaria. E o resultado seria a massificação do consumo. Evidência empírica: o alastramento do baratíssimo crack entre os miseráveis. E isso com, vá lá, alguma repressão. Imaginem sem nenhuma.

    Lembrem-se que o Brasil está fechando o cerco contra as drogas legalmente aceitáveis como o álcool e o cigarro. Aprendemos combater todas as mensagens sublinhares do cigarro e do álcool e agora queremos liberar as drogas.

    Falaram aqui muito em antes e depois da liberação do álcool, mas o álcool não foi liberado só a cervejinha ou só o vinhosinho e sim todos os tipos de álcool.

  177. Chesterton disse:

    DEnis, dependencia farmacológica está relacionada coms as enzimas microssomiais hepáticas. O corpo aprende a eliminqar a droga e assim o viciado precisa de cada vez mais delas. Na cocaina isso é praticamente inexistente.
    Há um trabalho interessante sobre viciados pesados em opiáceos onde se fez a seguinte oferta (Londres). Cada sexta feira que os exames mostrarem que o cara nada consumiu,500 dólares na mão. Oitenta por cento ficoi limpo. Com os outros 20%, deram 800 dólares…mais 5% . Sobraram 10-15% que não trocava o vicio por uma grana boa. Concluíram que:
    1. esse pessoal se daria bem em teatros
    2. muitos presumidos viciados farmacologicos são verdadeiros artistas
    Você sabe, se você consegue subornar um viciado, ele realmente não é um viciado.

  178. Alexandre disse:

    Esta outra é antiga http://veja.abril.com.br/250701/p_075.html

    “A Holanda foi o primeiro país a permitir o uso de maconha, em 1976, ainda que restrito a bares especiais e só para maiores de 18 anos. A tolerância teve sucesso em tirar os consumidores da clandestinidade, mas não surtiu o mesmo efeito no tráfico. Metade dos crimes cometidos no país são ligados aos entorpecentes, e o número de presos triplicou nos últimos dez anos. “

  179. Chesterton disse:

    Que todas doenças psicológicas possam ter uma base química, é uma hipótese interessante. Enterraria a psicanálise e as psico-terapias.
    Hoje em dia há uma tendencia em considerar o ser humano um ser desprovido de livre arbítrio, sujeito aos fenomenos sociais do mesmo modo que os climáticos. Na área que atuo na medicina estou profundamente interessado em Simulação e Dissimulação, tanto com boa fé quanto com intenções delituosas.
    A desculpa que os viciados dão – as drogas são mais fortes que eu, foi o mundo que me fez assim, eu não pedi para nascer, não consigo deixar o vicio, enfim, todos sabem do que estou falando, são fruto dessa “economia social” que valoriza o vitimismo. No Brasil de Macunaima em diante as pessoas sabem como se aproveitar da boa fé de ingenuos, ou de parentes medrosos. Para mim, 95% teatro que curaria com medidas corretivas severas (rs)

  180. Chesterton disse:

    Meses atrás apareceu um completamente doidão. “eu uso cocaina porque é bom para caralho”. É, eu disse, se fosse ruim ninguem usaria. Ninguem come coco de cachorro. Mas escuta, existem outras coisas boas tambem na vida…..Conversa vai, conversa vem, o cara não comia ninguem há mais de 3 anos! Cocaina brocha ou a brochura leva ao vício?? Não sei.

  181. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre,
    Bastante informação. Mas começo pela pesquisadora americana.
    “Não existe droga segura”. Fato comprovado. Agora o argumento que ela dá para manter a criminalização da maconha (“Há quem não fume por medo da repercussão negativa que a atitude pode provocar – e descriminalizá-la significa dizer: “Se você fumar, está tudo bem”.”) é puramente ideológico. Deve o Estado proteger o indivíduo de si mesmo? Eu não concordo com isso.
    Ou seja: Drogas fazem mal. Desde que não me prejudique, pode usar. Próximo ponto.

  182. Marcelo Azevedo disse:

    Com relação a política antidrogas holandesa, parece que há uma contradição entre informações. Aí, melhor do que pesquisar (coisa que só teria tempo de fazer na internet…), prefiro esperar a manifestação do Denis a respeito. Certamente ele que é estudioso do assunto terá as informações corretas.
    – Denis, afinal, o plantio e importação da maconha na Holanda são mesmo proibidos? Se sim, como os coffeeshops podem obter legalmente a droga? Qual é o sistema legal criado pela Holanda para legalizar e controlar a maconha?

  183. Marcelo Azevedo disse:

    Outra coisa Alexandre: ontem, a respeito do argumento do Denis a respeito do cálculo do custo social, você disse: “estaremos vendo só o lado financeiro, e quando o certo deveria ser o lado social e psicológico da coisa”. De novo: Deve o Estado proteger o indivíduo de si mesmo? Eu acho que não. Por isso, não existe “lado social” ou “lado psicológico”. Existe “custo social”. E, se transpusermos o custo calculado nos EUA para o Brasil (tá, eu sei, não dá pra fazer essa associação diretamente, teria que vir o Peter Reuter fazer o cálculo aqui. Mas vamos “simular” que alguém fez o cálculo e deu o mesmo resultado), legalizando a maconha o Estado (e por consequencia a sociedade) perde menos. E a tese de que a legalização das drogas massifica o consumo cai por terra com seu próprio argumento (“Lembrem-se que o Brasil está fechando o cerco contra as drogas legalmente aceitáveis como o álcool e o cigarro. Aprendemos combater todas as mensagens sublinhares do cigarro e do álcool…”). Falamos em legallização porque temos experiência com legalização de drogas e sabemos que é possível lidar com essa situação de forma melhor do que proibindo. Imagine quanto custaria proibir (com eficiência) o álcool e o cigarro… Além disso, na Holanda, segundo dados que o Denis nos trouxe de fontes seguras, o consumo de maconha não é superior aos países onde a proibição está mantida.

  184. alexandre disse:

    Lembre que sempre exisitirá o tráfico mesmo com a legalização das drogas. Então Marcelo , você não pode dizer que não irá prejudicá-lo com a liberação. Irá continuar o tráfico.

  185. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton,
    Pessoalmente, sou radicalmente contra a vitimização do usuário, viciado ou não. Um viciado não era viciado quando usou a droga pela primeira vez, e se não era crack, provavelmente não estava viciado quando usou pela segunda vez. Usar drogas é uma escolha, a escolha de fugir da realidade, a escolha de um prazer imediatista e inconsequente, que seja, mas é uma escolha. Defendo a legalização porque acredito que o Estado não deve proteger o indivíduo de si mesmo (desculpem, sei que estou sendo repetitivo…), e legalizar é uma forma melhor de responsabilizar o usuário (viciado ou não) pelas consequencias sociais do uso da droga. Mas sempre disse aqui que se o Estado permanecer com a tese da proibição, aí não pode manter a diferenciação entre usuário e traficante, pois não faz sentido manter um mercado consumidor legal para um produto ilegal. Usar drogas é uma escolha. Cadeia pra todo mundo. Como isso tudo custaria muito mais caro do que legalizar, deixa o pessoal fumar sua erva, contanto que não me incomode.

  186. alexandre disse:

    Sim isto a nos texto que divulguei aqui, o consumo de maconha e cocaína até caíram por lá. Mas o tráfico de drogas aumentou , pois ela passou a ser a Meca das drogas.
    Lembre-se que até o cigarro já foi mais liberado, vi uma vez um video antigo daquele cara da band (que entrevista famosos na balada) , fumando em quanto entrevistava. Hj quem fizer isso… Fora os comerciais e novelas que praticamente foram proibidos ou abolidos (socialmente pelo menos) em Sampa e em Belem nao podem mais nem fumar em locais fechados, mesmo que no local so se encontrem fumantes.

  187. alexandre disse:

    Correção : “Sim isto há nos texto que divulguei aqui”

  188. Chesterton disse:

    prefiro esperar a manifestação do Denis a respeito. Certamente ele que é estudioso do assunto terá as informações corretas.

    chest- Denis é um apologista, é tendencioso e parte interessada.

  189. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre,
    Tomemos o Complexo do Alemão como uma amostra do mundo do tráfico.
    Pelo que vi na TV (careço de fontes de dados para fundamentar meu argumento, alguém tem?), as apreensões de maconha foram maioria esmagadora do que a polícia encontrou por lá. Faz sentido, segundo a informação que citei anteriormente (5% de usuários de drogas, desses 3,9% usuários de maconha). Assim podemos supor que a maconha é maioria esmagadora das drogas traficadas. Com a legalização da maconha, se imaginarmos que haveria uma similaridade muito grande com o mercado de cigarros (e não vejo por que imaginar diferente), não existe tráfico de tabaco. Existe contrabando de cigarros vindos do paraguai, fabricados pelas mesmas fábricas que abastecem o mercado brasileiro, simplesmente para não haver o pagamento de impostos (porque eventuais traficantes e ilegais não conseguiriam fazer cigarros tão bons e tão baratos quanto os fabricantes legais o fazem). A atividade criminosa acerca do contrabando de cigarros não pode ser comparada a atividade criminosa acerca do tráfico de drogas. Ou seja, é razoável imaginar que o financiamento do tráfico com a legalização da maconha seria severamente reduzido, e eu como cidadão seria beneficiado com tal política. O mesmo seria válido para a legalização das demais drogas, porém com a ressalva do eventual custo sobre o sistema de saúde. Ou seja, a idéia não é acabar com a atividade criminosa, posto que talvez não seja possível, mas reduzir as fontes de financiamento dela, reduzir a atratividade do tráfico, reduzir o mercado consumidor. Manter como está é mais caro.

  190. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton,
    Talvez seja mesmo, não o conheço pessoalmente por isso não vou julgar. Mas por ter sido diretor de redação da Superinteressante, suponho que ele traga informações verificáveis. Não é preciso ser neutro para estar em um debate com propriedade. Na verdade, nem eu sou neutro, eu quero mais é que os drogaditos se explodam. E o melhor jeito de deixá-los irem para o colo do capeta é deixar eles usarem as drogas deles.

  191. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre: Se podemos cercear as drogas atualmente legalizadas, garantindo o direito dos não-usuários, sem prender um monte de gente, por que não podemos fazer isso com as demais drogas?

  192. Marcelo Azevedo disse:

    Gostaria que alguém viesse com dados mais consistentes sobre o tráfico na Holanda: a legalização aumentou o tráfico de drogas ou o tráfico das DEMAIS drogas? Se for o segundo caso, ainda acho que a sociedade holandesa mais ganhou do que perdeu. Além disso parece não se ter notícia de que o tráfico é violento por lá como é por aqui.

  193. Marcelo disse:

    “Metade dos crimes cometidos no país são ligados aos entorpecentes”
    Sim, Alexandre. Mas… quais entorpecentes? Será que a maconha causou um ´decimo dos crimes que o álcool causou? Duvido muito.

  194. Marcelo disse:

    “embre que sempre exisitirá o tráfico mesmo com a legalização das drogas. Então Marcelo , você não pode dizer que não irá prejudicá-lo com a liberação. Irá continuar o tráfico.”
    Ok Alexandre, o tráfico vai continuar. Mas como isto prova que a liberação da maconmha iria prejudicar alguém? Se o tráfico simplesmente persiste independente da proibição ou liberação da maconha, como é que alguém poderia ser prejudicado com a legalização?

  195. alexandre disse:

    “Sim, Alexandre. Mas… quais entorpecentes? Será que a maconha causou um ´decimo dos crimes que o álcool causou? Duvido muito.” Marcelo isto porque como já disse o álcool é legalizado e as drogas não. Imaginem se fossem , quantos mais usuários teríamos e quantos mais vítimas teríamos. Só porque o alcool e o cigarro são legais que se deve legalizar as outras?

  196. Marcelo disse:

    “Há quem não fume por medo da repercussão negativa que a atitude pode provocar – e descriminalizá-la significa dizer: ‘Se você fumar, está tudo bem’” Ah tah… Assim até fica mais fácil de aceitar a proibição.
    Então eu tenho que parar de fumar maconha por medo da “repercussão negativa”, do que os outros vão achar do que eu faço com a MINHA vida, ou seja, devo ter medo do preconceito das pessoas e por isto é melhor deixar os outros decidirem o que eu posso ou não posso fazer com a MINHA vida? Vou pensar…

  197. Marcelo disse:

    Pensei. Não paro mesmo gente. Quem acha “feio” me desculpa por favor tah?

  198. Caue Ito disse:

    Um grande viva a Superinteressante que sempre aborda o tema das drogas de forma concreta, não deixando de exprimir sua opinião editorial e quase que nadando sozinha nesse mar repletos de Mentes tapadas e políticas hipócritas.
    Apenas um detalhe: talvez a maconha, tão criminalizada hoje, tenha mais usos medicinais do que o próprio vinho. Existem diversos casos médicos sendo tratados ou associados aos benefícios dos componentes ativos dela. Parabéns pelo ótimo texto, Denis.
    Um abraço, caue

  199. Marcelo disse:

    Mesmo se houvesse uma aumento no consumo de maconha, o que é puro achismo, isto não causaria mais mortes, Alexandre. Maconha não é uma droga perigosa e mortal que faz as pessoas terem atitudes irresponsáveis ou violentas, como o álcool. O álcool mata mais não porque é liberado e sim porque é uma droga mais perigosa mesmo. Muita gente quando bebe apresenta comportamentos violentos ou arriscados. Isto não acontece com pessoas sob efeito de maconha.

  200. alexandre disse:

    Quem precida de Amsterdaam , Roterdan?? Já temos o nosso Complexo ideológico do Alemão. O consumo já é liberado ou quase isso, enquanto isso o tráfico rola solta a torta e a direita, eis a nossa grande lei. Na Holanda Houve a liberação (só da maconha diga-se) e o tráfico de outras drogas (sintéticas ou não) só aumentou.

    Este é o fato que os progressistas não querem ouvir inclusive editores da superinteressante. Não me venham dizer que não sou da área.

  201. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre, sendo ou não da área, você não deveria ser arrogante. Como debatedor, você não é dos piores, mas irrita quando vem com maniqueísmo (“progressistas”? “professor”? “reaças”?) e quando resolve dar uma de gostosão (“só eu tenho olhos para enxergar o óbvio”).
    O nosso “Complexo Ideológico do Alemão” não serve como exemplo, pois o Estado não estava lá até o final de novembro. Citei a operação apenas para usar a quantidade de apreensões de droga como micro-universo da atividade do tráfico.
    E eu acho que ainda te falta conhecimento para analisar a situação da Holanda. A mim também, por isso, humildemente, pedi maiores informações. Se é verdade que o plantio e importação são proibidos ainda, então é óbvio que o tráfico aumentaria! A grande pergunta é: o custo social na Holanda é maior ou menor do que antes da legalização? Sinceramente, depois de tantos anos, se não tivesse nenhuma eficácia eles já teriam voltado atrás. Mas, vamos analisar os dados! Quem pode nos ajudar com informações embasadas e dados em vez de achismos?

  202. alexandre disse:

    “Alexandre, sendo ou não da área, você não deveria ser arrogante. Como debatedor, você não é dos piores, mas irrita quando vem com maniqueísmo (“progressistas”? “professor”? “reaças”?) e quando resolve dar uma de gostosão (“só eu tenho olhos para enxergar o óbvio”).” kkk isso é apenas um puxão de orelha nos preguiçosos, ora se podem me chamar de reaça ou de regresso por que eu tmb não posso usar palavras digamos fortes. ? ??
    Sim na Holanda houve um aumento no tráfico de drogas pesadas ou não artificiais ou não.

  203. alexandre disse:

    Note que vc mesmo me xingou… de gostosão, arrogante, maniqueísta::!!??

  204. alexandre disse:

    Note que vc mesmo me xingou… de gostosão, arrogante, maniqueísta::!!?? Mas só lembrando aqui que a discussão é sobre legalização, por favor…Apresente os contra-exemplos.

  205. Chesterton disse:

    Mas por ter sido diretor de redação da Superinteressante, suponho que ele traga informações verificáveis.

    chest- Po marcelo, depois reclamam das religiões tradicionais…vá ter fé assim ….

  206. Marcelo Azevedo disse:

    Ok Chest, me rendo… vou fazer minha própria pesquisa e depois te aviso… kkk

  207. Marcelo disse:

    Se a legalização da maconha na Holanda tivesse dado errado como vc diz, Alexandre, a novidade não estaria sendo imitada nos outros países que, mirando-se no sucesso da política anti-drogas holandesa, liberaram recentemente.

  208. Roberto hering disse:

    extraido do site de um hostel de Montevideo, na parte ” do que fazer”:

    Pro marihuana

    A pesar de que o consumo de maconha é permitido e uma quantidade racional para consumo próprio não estar penalizada, a lei uruguaia nao contempla nenhum meio de obtenção de tal quantidade racional. Por este motivo, se organiza uma “fumata” em prol de legalizar o autocultivo de cannabis, onde milhares de pessoas se reunem em meados de maio para aproveitar de uma noite na qual se difunde informação, na mesma medida em que se apresentam várias bandas de rock. Faz três anos que se realiza no Molino de Pérez, na orla de Punta Gorda, no entanto, o próximo ano terá uma locação diferente. Vale destacar que o festival inclui tanto a jovens como adultos, e incluso muitos pais compratilham umas “tragadas” com seus filhos, no que resulta em um dia excepcional e divertido para todos os que assistem.

  209. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre, não estou te xingando. Sua postura é arrogante, sua fala é maniqueísta. Estou apenas advertindo você de que essa postura é irritante em um debate. Só lembrando de que ninguém aqui (além de você mesmo) te xingou de reacionário ou de retrógrado, então não acho que você deva descontar suas frustrações aqui. Mas aja como bem entender, quem sou eu…
    Com relação a contra exemplos, antes de buscá-los estou sugerindo que você fundamente decentemente a sua argumentação. Afinal, você já falou besteira sobre a Holanda antes e apanhou dos números. Então me ajude a entender o seguinte:
    1 – Afinal, o que é permitido e o que é proibido na Holanda? Consumir, plantar, importar, como é a regulamentação do sistema de drogas?
    2 – “Sim na Holanda houve um aumento no tráfico de drogas pesadas ou não artificiais ou não”. Pode me informar a fonte dessa informação? Até agora só tenho visto comentários discrepantes.
    3 – Gostaria de ver informações atualizadas a respeito das estatísticas do crime na Holanda, e sobretudo a respeito do crime associado ao tráfico e ao uso de maconha. Quero que você evidencie a associação que faz da legalização das drogas com o aumento do crime, embora a gente não veja ninguém reclamando da escalada da violência nos Países Baixos.
    4 – Vamos assumir que sim, é verdade que a Holanda não legalizou o plantio e o comércio interno, apenas o consumo nos koffeeshops. O objetivo da Holanda, então, era unica e simplesmente segregar o mercado de maconha das demais drogas, com base na distinção entre “drogas leves” e “drogas pesadas”. O Estado continuou se omitindo de regulamentar. A Holanda apenas focou em uma parte do problema, o que está se propondo aqui é ir bem além disso.
    5 – Sobre contra-exemplos: Afora o (polêmico) caso da Holanda, não tenho exemplos de sucesso com políticas de legalização de drogas, quase nunca aplicadas. Cite então, por favor, um exemplo de caso de sucesso da política de proibição das drogas, já amplamente aplicada no mundo inteiro com conhecido insucesso. Quem sabe assim eu possa analisar a possibilidade de mudar de opinião.

  210. alexandre disse:

    Ora pois pois marcelo como sabe das minhas frustações e se elas existirem como sabe que é aqui que estou descontando ??! Q vergonha cara. Vc é um palhaço, se isto que você fez não é xingamento então isto também. Me senti humilhado confesso e até mesmo,… frustrado por estar escrevendo isto pra vc seu fanfarrão.
    Ora no Brasil ser arrogante é ter razão em algo que a pessoa tem bons argumentos e vence um debate com … fatos. Só uso uma linguagem mais enfática, como vcs que defendem as drogas usam ao chamar de atrasados os contrários (não que estejam errados mas faltam muitos fatos ou escondem-os)

  211. Marcelo Azevedo disse:

    Escrever demais dá nisso. Quando eu disse “Só lembrando de que ninguém aqui (além de você mesmo) te xingou de reacionário ou de retrógrado, então não acho que você deva descontar suas frustrações aqui”, esqueci de adicionar um pequeno detalhe que mudaria a interpretação do que eu escrevi. O que eu quis dizer é “Só lembrando de que ninguém aqui (além de você mesmo) te xingou de reacionário ou de retrógrado, PORTANTO SE EM ALGUM OUTRO DEBATE ALGUÉM TE ROTULOU DESSA FORMA E ISSO TE CHATEOU não acho que você deva descontar suas frustrações aqui”. Isso posto, se fui ofensivo à sua pessoa, peço minhas sinceras desculpas. Continuo achando sua “linguagem mais enfática” inadequada.

  212. Marcelo Azevedo disse:

    Perceba que há um grande problema na questão de “ter razão”. A melhor forma de se conseguir chegar a uma solução melhor é abrir mão de ser o dono da tal razão. Você acredita que está com a razão, que tem os melhores argumentos, acha que “venceu” o debate como se fosse possível apontar vencedores, não se dispõe a argumentar, trocar idéias, ouvir (a parte mais importante em um debate!). É dessa postura que sou crítico. Você assim não ajuda na construção de uma solução melhor.
    Além disso, é fácil um debate sobre um assunto polêmico descambar para um bate-boca. Não precisamos disso. Peço novamente desculpas se fiz com que você se sentisse ofendido, ainda que eu tenha errado na idéia que quis passar, nada justifica a falta de cuidado com o que escrevo. Tudo que eu quero é discutir idéias para uma sociedade melhor.
    Acho que tenho uns bons pontos no meu comentário das 14:11 com respeito à Holanda. Talvez você possa dar uma olhada neles desconsiderando o primeiro parágrafo do comentário…

  213. Oswaldo disse:

    Denis, era para ser um espaço sobre sustentabilidade, mesmo que com todo aquele viés do que sobrou dos ideais comuno-socialistas, mas era para ser sobre sustentabilidade.

    Se tornou um espaço de apologia às drogas e ao crime, com a idéia fácil de reduzir o crime considerando que X ou Y não é mais crime, pronto.

    Certo é certo, errado é errado, ué!

    Quem determina?

    As leis democraticamente estabelecidas, já bastaria pra mim, mas para o que vocês estão defendendo eu acrescentaria ainda o senso comum, o histórico de tudo de ruim atrelado às drogas…

    O SISTEMA em que vivemos é o que de melhor foi criado pela humanidade até agora. Nos deu a democracia, o estado de direito, a segurança jurídica, o direito a propriedade privada, as vacinas, a aspirina, a penicilina, os automóveis, o asfalto (ha, como gosto do asfalto), a internet, o Chicabom, a Coca-Cola, a água clorada pra não dar diarréia, o esgoto encanado, etc, etc, etc… mesmo que tudo isso atente contra a ´sustentabilidade´, é bom não esquecer do conforto e teecnologia que o SISTEMA nos proporcionou, como nunca antes na história da humanidade se viveu tão bem… desfrutamos do melhor momento da humanidade na face da terra… mesmo que se tente pintar o quadro pior do que realmente é.

  214. alexandre disse:

    “Cite então, por favor, um exemplo de caso de sucesso da política de proibição das drogas, já amplamente aplicada no mundo inteiro com conhecido insucesso. Quem sabe assim eu possa analisar a possibilidade de mudar de opinião.” , sim não deve haver sucesso de política antidrogas, mas lembre-se de que não há sucesso contra o racismo, homicidios , atropelamentos, desmatamentos e ai ? legalizaremos estes crimes tmb porque mesmo com tanta repressão pra eles ainda tem gente cometendo?? Isso que disse nos primeiros comentários.

  215. Marcelo Azevedo disse:

    Oswaldo, tudo o que você diz a partir de “O SISTEMA…” até o final é verdade. Mas só chegamos até aqui porque nos dispusemos a fazer uma melhoria contínua no sistema. E se não melhorarmos ele ainda mais, com urgência, vamos entrar em colapso, daí a importância da sustentabilidade.

    Agora, sua argumentação sobre o que determina o certo e o errado não é boa. O senso comum já elegeu Hitler e o nazismo, portanto essa não é a melhor definição. O histórico de tudo de ruim atrelado às drogas está sendo levado em consideração aqui sim, pode ler o histórico e você vai ver que até o “mais maconheiro” aqui assume que drogas são ruins. E as leis democraticamente estabelecidas possuem um mecanismo democraticamente estabelecido para serem democraticamente alteradas, quando a sociedade assim demandar.
    Por que é errado debater sobre drogas? Por que é errado propor uma mudança que poderia (na visão de alguns) trazer benefícios para a maioria da população? Por que rejeitar a discussão?

  216. Marcelo Azevedo disse:

    “sim não deve haver sucesso de política antidrogas, mas lembre-se de que não há sucesso contra o racismo, homicidios , atropelamentos, desmatamentos e ai ? legalizaremos estes crimes tmb porque mesmo com tanta repressão pra eles ainda tem gente cometendo??”. Não legalizaremos esses crimes porque o prejuízo social de legalizá-los é maior. É melhor reprimir. Legalizaremos a droga porque o prejuízo social de manter a repressão é maior. É melhor legalizar. Trata-se do mal menor para a maioria, somente isso que defendo Alexandre. Por isso que não concordo com seu argumento.

  217. denis rb disse:

    Marcelo Azevedo,
    Sim, o plantio e a importação de maconha são ilegais na Holanda, o que significa que organizações criminosas de outros países lucram vendendo maconha para lá. É aí que está o grande nó da discussão sobre drogas: há vários tratados internacionais pelos quais a maioria dos países do mundo (Holanda inclusive) se compromete a “livrar o mundo das drogas”. Por causa desses tratados, é muito difícil para um país sozinho regulamentar inteiramente esse mercado. Na Holanda, maconha continua ilegal (embora uma regulamentação estabeleça regras para comercializá-la sem infringir leis) e não é possível, por exemplo, estabelecer impostos especialmente para a maconha (os koffeshops só pagam o mesmo imposto sobre o consumo que qualquer outro comércio).

  218. denis rb disse:

    Quero apenas lembrar que a Holanda é sempre citada nesse debate porque foi o primeiro país no mundo a encontrar uma política razoavelmente racional para lidar com drogas – separando a maconha das outras e criando um mercado legítimo, muito embora abastecido por traficantes ilegais. O sistema holandês foi colocado em prática em 1976 e serviu para provar que o mundo não acaba quando se foge da Proibição (na verdade os problemas diminuem).
    Mas a Holanda há muito tempo não é o único país com leis liberais e racionais. A grande maioria das democracias do mundo, na realidade, têm políticas bem tolerantes com drogas, principalmente maconha – de Portugal à Austrália, da Bélgica ao Canadá. Inclusive os Estados Unidos, que inspiraram a Proibição no mundo inteiro, hoje, em muitos de seus estados, adota uma política muito tolerante. Vários países encontraram soluções melhores que a holandesa no que se refere a encontrar uma maneira legal de suprir maconha para seus mercados. Por exemplo, a Espanha e alguns estados australianos, entre outros, legalizaram o plantio caseiro, até uma certa quantidade.
    Em vários estados americanos, há plantações legais de maconha, aprovadas e controladas pelo governo, para uso medicinal. Qualquer pessoa, nesses estados, pode alegar a necessidade de comprar maconha para uso medicinal – não precisa ter câncer, aids ou glaucoma (doenças sérias cujo tratamento comprovadamente se beneficiam da maconha). O usuário pode alegar que precisa de maconha para lidar com sua “ansiedade”, por exemplo. Esse sistema parece estar funcionando muitissimamente bem.

  219. Marcelo disse:

    Uaaau!
    Holanda, Portugal, Espanha, Bélgica, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Argentina…. E o Brasil? Será que um dia vence a hipocrisia?
    Alexandre “racismo, homicidios , atropelamentos, desmatamentos” são crimes que violam os direitos de outros seres humanos e agridem o nosso espaço. Fumar maconha não machuca ninguém além do próprio maconheiro, como acontece com qualquer fumante que, respeitando o nosso espaço e pulmão, nós todos toleramos sem problemas.

  220. Chesterton disse:

    Legal a Holanda, pode comprar mas não pdoe vender maconha. E o hipócrita é o Btrasil….tsc, tsc, tsc…

  221. Alexandre disse:

    Vejam que diziam aqui que problema era na liberação da maconha, liberando-a todo o resto se ajeita, terminaria o tráfico ,etc. O Brasil finalmente ingressaria na lista de nações civilizadas. Realmente não é assim , pois veja até a “liberal ” Holanda tem uma série de restrições às drogas, semelhante ao cigarro aqui. Lá pelo menos as autoridades sabem que o seu país está financiando as drogas mundo afora.
    No Brasil, só pra lembrar já é possível usar drogas legalmente sem quase nenhuma culpa (uma multa e/ou advertência no máximo) .

  222. Alexandre disse:

    E ainda falaram aqui de não punir o pequeno traficante. Ora bolas, o que irão fazer os grandes traficantes? Irão fragmentar ainda mais sua rede de distribuição. Até parece que o pequeno não está a serviço de um grande . Quem é seu fornecedor?!

  223. Alexandre disse:

    Ao deixar o pequeno traficante solto, cumprindo uma pena alternativa, estaríamos sendo sumamente inteligentes, compreendem? Estaríamos cortando o financiamento de mão-de-obra para o crime organizado. Ao soltar os traficantes, estaríamos combatendo o tráfico!

    Entendo! A droga que o sujeito achou para traficar – ainda que para financiar o próprio consumo – foi obtida onde? Na Igreja? No clube dos escoteiros? Em algum centro de defesa dos valores da família? Ora, tenha a santa paciência! O sujeito já foi “tocado” pelo crime organizado.

  224. jorji disse:

    Todo viciado tem ou já teve uma mãe, todo traficante também, todos temos uma familia. E a mãe, que é a responsável pela lapidação da personalidade dos indivíduos,não tem responsabilidade nenhuma? O que tem que ser analisado, é a formação dos indivíduos dentro das familias, é como a sociedade forma uma pessoa, uma criança hoje em dia tem muito pouco contato com os pais, que trabalham fora de casa, como podemos formar indivíduos equilibrados, se uma mãe larga o filho numa creche? A soma da formação com propensão genética, é que formamos os viciados, o principal problema das drogas são as famílias.

  225. jorji disse:

    Família, uma instituição que se formou a cerca de 60.000 anos, estão com os dias contados, as famílias acabarão, é irreversível.

  226. Marcelo disse:

    Alexandre, sobre esta História de prender ou não pequenos traficantes veja o que Um delegado brasileiro disse sobre isso em um debate, extraído do site Hempadão:
    O Delegado Orlando Zaccone foi o primeiro policial brasileiro a ingressar na “Law Enforcement Against Prohibition” (Leap), uma organização internacional criada nos Estados Unidos, formada apenas por agentes da lei como policiais, juízes e promotores, que lutam pela legalização. No Brasil a Leap conta com nomes como a juíza aposentada Maria Lucia Karam e o juiz Siro Darlan.
    Para o delegado, “é mais lógico um policial defender a legalização, pois é ele que está na linha de frente da guerra às drogas, ele sente a guerra na pele e paga com a vida”. O policial critica a lei de drogas, que não faz uma diferenciação clara entre usuário e traficante, deixando esta decisão na mão da polícia. “O que tem de garoto usuário pobre sendo preso como traficante é um absurdo”, relata. Zaccone critica ainda a demonização do termo “traficante”, que é visto como a causa dos males da sociedade, mas muitas vezes não passa de um pequeno comerciante varejista de drogas, alguém sem instrução, oportunidade, e muito menos condições para pagar um advogado para se defender. “Se está ruim pro usuário, pro traficante está terrível. Para eles já existe pena de morte, e isso é o estado de exceção”, defende.
    Ele faz um apelo a todos os que lutam pela legalização da maconha: “A luta pela legalização não pode ser uma luta em causa própria, apenas de quem fuma. O verdadeiro estrago causado pela guerra às drogas é causado a quem vive ela diariamente, os moradores das favelas, policiais e traficantes que morrem diariamente”, defende. Para Orlando, é urgente conter o modelo genocida de criminalização da pobreza que se “justifica” com a guerra às drogas.

    “Quem financia o tráfico não é o usuário, e sim a proibição”. Esta frase saiu da boca de um policial, o delegado Orlando Zaccone, chefe da carceragem da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ele sim conhece o problema do crime organizado em torno do tráfico de drogas de perto.

  227. Marcelo disse:

    Prender pequenos traficantes como se fossem a causa e os chefes do crime organizado equivale, como disse o delegado, à “criminalização da pobreza”. Ou alguém aqui pode citar pelo menos UM traficante rico de verdade (ou qualquer tipo de criminoso rico) cumprindo pena atualmente no Brasil?

  228. Alexandre disse:

    Marcelo sobre o último comentário: não é que não prendemos os ricos é que devemos soltar todos os presos pobres entende? O certo seria prender os infratores , sejam ricos sejam pobres. Como fazer isso? Ajeitando o código , as leis , as instituições, blabla, etc

  229. Marcelo disse:

    Ah tah, Alexandre. Na sua lógica, como não conseguimos colocar os grandes e ricos traficantes na cadeia. Vamos então prender quantos jovens usuários pobres pudermos né? Prendemos quarenta mil pequenos traficantes em um ano(que se confundem com meros consumidores que tentam sustentar seu vício), sustentamos todos eles com o meu, o seu, o nosso suado dinheirinho. E, enquanto isso, os fornecedores milionários ficam soltos para contratar outros quarenta mil jovens pobres ano que vem. Que, como são pobres e o sistema precisa mostrar serviço exibindo algumas cabeças na TV, acabam presos e sustentados pelo nosso suado dinheirinho em presídios abarrotados de drogas. Vc está contente com esta situação?

  230. Marcelo disse:

    Alexandre. Ponha uma coisa na sua cabeça: plantar, vender ou fumar maconha não é errado nem imoral, logo não deveria ser considerado crime, ponto final.

  231. Marcelo disse:

    P.s. Acabei de cometer um crime. Fumei maconha. Faço isso sempre que eu quero (todos os dias). Vc pode me impedir? A polícia pode? Como é que vcs vão resolver o “problema” do uso de maconha no Brasil sem exterminar todos os maconheiros?

  232. Chesterton disse:

    jorji – 15/01/2011 às 8:57
    Todo viciado tem ou já teve uma mãe, todo traficante também, todos temos uma familia. E a mãe, que é a responsável pela lapidação da personalidade dos indivíduos,não tem responsabilidade nenhuma?

    chest- até os 16 anos, depois, não tem mais nenhuma responsabilidade.

  233. Chesterton disse:

    orji – 15/01/2011 às 8:59
    Família, uma instituição que se formou a cerca de 60.000 anos, estão com os dias contados, as famílias acabarão, é irreversível.

    chest- hein?

  234. Alexandre disse:

    Não Marcelo não estou contente por isso quero que cumpra as leis mandando para cadeia os traficantes de drogas e aqueles que não puderem ser presos por culpa das leis penais (habeas corpus, adiamentos, recursos, etc) que se modifique o código para puderem ser presos. E da mesma forma melhorem a forma de abordagem da polícia. No Brasil ela só pode prender quando houver flagrante ou ordem judicial, o que não é dificil de se conseguir usando estratégia . Todos os fora da lei tem que serem presos.
    Outra coisa você não cometeu crime ao fumar maconha, mas lembre-se quem fuma mata (ao contrário do xavão quem fuma morre).

  235. Alexandre disse:

    Outra coisa na Holanda pré-aprovação da maconha, havia uma intensa repressão e não fizeram isso por causa que o estado estava perdendo a guerra para os traficantes ou que as cadeias estavam lotadas, ou que os traficantes pequenos estavam lotando os presídios. Fizeram a lei pois os lobistas venceram com o discurso de que tinham o direito privado de fumar maconha.
    Ora então analisem as consequências do antes e do depois , claro que são muito menores que no planeta dos macacos, mas vá lá .

  236. Chesterton disse:

    A guerra cultural contra familia tradicional e os valores conservadores não tem um futuro fácil. Querem liberar as drogas? Os não drogados terão vantagens competitivas. Querem acabar com o casamento tradicional. Os filhos de casamentos não tradicionais terão desvantagens competitivas. Enquanto um sujeito está destruindo sua familia, outras estão se formando. Ateismo militante? Os religiosos tem vantagens evolutivas. Querem um mundo mais justo(?), mais harmonia e solidariedade? Vai trabalhar desgraçado (só para os acometido por desgraças não naturais , excluindo chuvas e enchentes).

  237. Alexandre disse:

    Acabei de ver “Os intocáveis” excelente filme, no elenco temos Sean Conery, Robert DeNiro, Kevin Kostner. Trilha sonora de Énio Morricone (Fdp, o cara é bomzinho em trilhas sonoras).
    O agente Ness é escalado para combater Al Capone , a cidade vivia dominada pelo tráfico de bebidas, a impresa marrom exaltava o traficante mor , e ridicularizava cada ação catastrófica da polícia.
    Sem usar um único recurso sequer de brutalidade (claro isso é filme mas vá que seja) , o agente consegue formar a tal força tarefa para derrotar os criminosos.
    Após vários esforços os agentes finalmente aprisionam Al Capone .
    No dia do julgamento um golpe final parecia por tudo a perder para os policiais …
    Eis que surge a grande jogada do filme: trocam-se os jurados comprados, por outros.
    Acaba-se fazendo justiça .

    Na última cena falada do filme pergunta-se ao agente Ness: “E agora acabaram de aprovar a lei do álcool??”
    Ao que ele diz : “E daí!? ”
    Não percam

    P.s: Al Capone foi preso por crimes fiscais federais.

  238. Alexandre disse:

    Maldito Morricone entorpecido com sua trilha sonora acabei por escrever algumas coisas erradas. Deveria-se controlar o uso/audição de sua música no Brasil causa uma efeito devastador na alma , rs.

    Tudo Bem o agente Ness é humano ele até matou um carinha aí , jogando-o de um terraço de um prédio.
    A última cena ele fala: “Sr. Ness vão revogar a lei do álcool o que o Sr. tem a dizer sobre isso? ”
    – “Talvez tomar um drink”.
    Perfeito. Americans. Os vencedores. Os perfeitos. Matem o maldito italiano… Causa vertigens.

  239. Anouk disse:

    Na Holanda os coffeeshops ficavam cheios de fregueses de países vizinhos. Alguns locais eram tao pequenos que o pessoal tinha que ficar do lado de fora esperando uma oportunidade para comprar o bagulho. Neste ínterim a rapaziada era abordada por vendedores de drogas pesadas. Em Maastricht, por exemplo, eles resolveram diminuir os coffeeshops no centro para evitar problemas com a polícia por causa de brigas. Os locais foram transferidos para perto das estradas. Legal, né? Fumo, de repente uma cheirada e depois o volante de um carro.
    Plantio caseiro no Brasil? Quem controlaria as instalacoes elétricas, caso o sujeito resolvesse utilizar um dos cômodos do apartamneto para plantar a erva. Se houvesse um incêndio provocado por um curto-circuito de grande proporcao, quem responderia pelo estrago? E se houvesse vítimas? Se em países onde as instituicoes funcionam, o problema nao foi resolvido, como seria no Brasil?

  240. Marcelo Azevedo disse:

    Alguns comentários:
    Anouk,
    a ligação entre maconha e outras drogas na Holanda já foi desmistificada. Veja comentário do denis rb – 12/01/2011 às 12:55. Ligações elétricas e plantio caseiro? Essa foi dose pra leão.
    Alexandre,
    simplesmente botar o pequeno traficante na rua é bobagem, mas ignorar o fato de que 60% das pessoas presas no Brasil são pequenos traficantes é bobagem também. Alguma coisa precisa ser feita, e esperar que tenhamos as condições para que “todos os fora da lei sejam presos” é esperar o impossível. Temos que fazer alguma coisa dentro da esfera do possível. Prefiro consertar as coisas o quanto antes e com o recurso disponível. Por isso apoio a legalização.
    Marcelo,
    “Quem financia o tráfico não é o usuário, e sim a proibição”. Essa é a maior bobagem que já li acerca do assunto. Quem financia o comércio é o consumidor, o cliente sempre tem razão, o dinheiro do tráfico é sim o seu dinheiro. Não se engane: o usuário de drogas é um egoísta. Via de regra ele sabe exatamente o impacto social do tráfico, sabe que está financiando o crime, ainda assim ele prefere colocar o seu prazer acima do bem comum e se drogar. O usuário sabe que há fundamento na proibição (faz mal para as pessoas, pode causar custos ao sistema de saúde, pode alterar o estado mental das pessoas…). Prefere usar a desculpa do “ninguém devia se meter na minha vida”. É egoísmo puro e simples. Eu só defendo a legalização porque já aceitei o fato de que não dá para combater a natureza humana.

  241. Anouk disse:

    Marcelo Azevedo,
    Eu moro na Alemanha, 32 anos de Europa, conheco a história de perto. Nao é à toa que os holandeses sao apelidados de “Käsekopfe”(cabecas de queijo). Acreditar naquilo que se quer ouvir é fácil. Difícil é ter que aceitar as evidências. Isso, sim, é dose pra leao.

  242. Alexandre disse:

    Ora só para lembrar que o pequeno traficante um dia irá crescer e virar … um grande senão não entraria nessa né, ele tá pouco se danando para o que ele vende ele quer mesmo no final das contas é manter a margem, se a margem for maior vendendo a substância AISDJAIadaZIL, que seja.
    Lembre-se que para virar traficante ele foi cooptado pelo tráfico, prendendo todos que entram nessa vida irá disseminar a idéia de que estão correndo sérios riscos pois os “milicos”estão prendendo direto.
    Que se prendam todos os traficantes (de morro ou de condomínios, grandes ou pequenos), construam mais cadeias, deem-se o devido tratamento adequado ,etc,etc.

  243. Alexandre disse:

    Tão difícil de defender uma opinião no Brasil… ao invés de somente falar que sou contra por isso ou sou a favor por isso , temos que explicar e explicar o que são instituições , democracia, cumprimento de leis, blablabla.

  244. Alexandre disse:

    Enfim , sou contra a legalização das drogas , porque acho que o consumo irá aumentar e o tráfico irá permanecer. Sou também a favor da revogação da lei que não prende o usuário porque quem financia o tráfico é o usuário de drogas.

  245. Chesterton disse:

    Alguma coisa precisa ser feita, e esperar que tenhamos as condições para que “todos os fora da lei sejam presos” é esperar o impossível.

    chest- Marcelo, você está sugerindo executá-lo?

  246. Marcelo Azevedo disse:

    Anouk, basear sua argumentação em uma rivalidade entre vizinhos é no mínimo infantil. Já que você mora na Europa há tanto tempo, por que não traz números, dados e fatos? Devem ser de fácil obtenção em jornais e revistas. Talvez lá você descubra também por que outros países estão indo na mesma linha. Serão todos “Käsekopfen”? Eu já vi as “evidências” que suportam sua argumentação no post da semana passada…

  247. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre, defenda sua opinião dentro de um debate democrático, mas pare com essa baboseira de que não se respeita as instituições, democracia e cumprimento de leis. Isso tudo é simplesmente BASE desse debate. No mais, a legalização vai mesmo aumentar o consumo, e vai mesmo manter o tráfico, só que com menos dinheiro, menos poder, menos violência e menos cooptação. Ou seja, quem vai se ferrar são só os drogados e não a sociedade como um todo. Vai ficar mais fácil botar na cadeia os foras-da-lei.

  248. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton, é quase isso que estou sugerindo, a diferença é que quem vai puxar o gatilho é ele mesmo, através do uso da droga…

  249. Anouk disse:

    Marcelo Azevedo,
    Você é mal-humorado. Nao é capaz de entender ironias.
    Corrigindo: “Serao todos Käseköpfe?”
    Você só aceita as evidências de quem diz o que você quer ouvir. Este é o seu problema, nao o meu. Afinal, foi por reconhecer as evidências dos fatos, que mudei a minha opiniao. Eu também já fui a favor da legalizacao.

  250. Alexandre disse:

    Olha acho que vocês me entenderam mau, não quiz tolhir ou formalizar o pensamento de ninguém o que sempre cobrei aqui foi clareza, algumas vezes pareciam querer defender a ilegalidade de suas ações.
    Podem até defender isso, viu, desde que deixe isso bem claro.
    “Tipo olha eu defendo as drogas porque todo mundo pode ter carro e carro mata , etc” ou ,
    “Olha eu defendo a ilegalidade do tráfico porque é a vez dos pobres dos morros mandarem no Brasil”

    De novo não tou dizendo para usar este ou aquele discurso , tava só querendo clareza das idéias para ai debatermos se sou contra ou a favor disso ou daquilo.

  251. Marcelo Azevedo disse:

    Anouk,
    Entendi perfeitamente sua ironia. Você que não é capaz de entender uma contra-argumentação. Agradeço a correção gramatical no idioma alemão. Mas faz tempo que peço que você traga uma, apenas uma, evidência das coisas que defende. Você nunca faz isso. Me mostre as evidências dos fatos! (não vale blog extremista). Me mostre de onde tirou as coisas que defende! Traga dados, pesquisas, informações, estudos. Ao não fazer isso, você defende sua opinião com base nela mesma. Assim você não vai convencer ninguém.

  252. Alexandre disse:

    Recomendo a leitura da veja desta semana, onde traz a seção exposições . Nesta parte mostra uma reportagem sobre uma exposição na Inglaterra sobre as sociedades e as drogas. O próprio autor da reportagem afirma que há uma linha tênue entre o lícito e o ilícito, o uso terapêutico e o abusivo.
    Pela reportagem já fizeram até guerra pela liberação do Tráfico de ópio.
    Ao longo da história das civilizações esta coexistência sempre foi marcada por muita polêmica e controvérsia . E claro muitos viciados.

  253. Alexandre disse:

    Parece que ser contra as drogas é uma atitude que impede a felicidade dos usuários. Parece que o uso delas leva a felicidade (isso apenas no âmbito pessoal). O extase existe somente ao experimentâ-lo . O resto não leva a felicidade e sim a infelicidade. Parece que os defensores da proibição estão impedindo a busca da felicidade dos usuários . Que somos contra eles terem uma vida plena , onde podem conviver em harmonia com os outros.
    Não quero impedir a infelicidade dos outros, só quero dizer que sou contra por que acho que a outras formas de chegar a felicidade. Mas ninguém, que vende as drogas, diz que elas levam também a miséria mental (fato) , a derrotas futuras, o que eles vendem é uma felicidade , ainda que passageira, e que pode ser prolongada facilmente com outras viagens.
    Ninguém , pois vende derrotas, frustações , fracassos. Vendem sucesso, conquistas, reconhecimentos, compensações , prazeres.
    Hitler não afirmava que queimaria 6 milhões de pessoas e sim dizia que traria a justiça social , no máximo dizia que libertaria os Alemães dos exploradores. Se afirmasse o contrário não chegaria nem a ser vereador em Conchichina do Mato Dentro.

  254. Chesterton disse:

    Chesterton, é quase isso que estou sugerindo, a diferença é que quem vai puxar o gatilho é ele mesmo, através do uso da droga…

    chest- mesmo que ele leve uns quantos inocentes caretas junto com ele?

  255. Marcelo Azevedo disse:

    Chest – O ponto é que mais inocentes caretas parecem estar morrendo com a proibição do que se ela não estivesse aí. Hoje, temos toda uma rede criminosa alimentada pelo tráfico. Se liberarmos as drogas, teremos de fazer o mesmo controle que fazemos com o álcool (drogas e direção matando em acidentes de trânsito). Defendo o mal menor.

  256. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre, pessoalmente, concordo 100% com sua exposição em seu ultimo argumento. Rechaço as drogas. Afirmei que considero os usuários egoístas. O fato é que não é possível convencê-los do contrário. E eles são muitos, e fortes o suficiente para alimentarem toda uma rede criminosa em torno de seus vícios sórdidos. Legalizando a droga, fica mais fácil controlar os usuários, os fornecedores, fica reduzido o crime em torno do assunto e o Estado tem mais facilidade de agir no mercado consumidor. Em resumo: o que estou propondo é reduzir o dano a sociedade em geral, em troca de deixar que o usuário se estrepe sozinho.

  257. Chesterton disse:

    O ponto é que mais inocentes caretas parecem estar morrendo com a proibição do que se ela não estivesse aí.
    chest- sei, assim que liberar o tráfico, os bandidos vão para a missa. Ora, essa não cola mais.

  258. Marcelo Azevedo disse:

    Não Chesterton, os bandidos não irão para a missa. Mas a polícia deixará de ficar correndo atrás dos pequenos traficantes pé-de-chinelo para ir atrás dos verdadeiros bandidos. A idéia é tirar o mercado consumidor do tráfico. Além disso a legalização geraria impostos, geraria empregos formais. Não sei por que “essa não cola mais” se ninguém nunca tentou. Nem a Holanda. De qualquer forma, você vê alguma outra opção além de não fazer nada e conviver com o problema?

  259. Alexandre disse:

    Estava até pensando em algo do tipo normativo para ajudar os usuários. Imaginem que pensássemos fazer uma lei que dure uns 10 anos, teríamos que pensar as futuras implicações de uma liberação. Poderíamos começar fazendo uma analogia com o que aconteceu com o álcool e o cigarro.
    Se liberar a maconha não resolve (como é o caso da Holanda) teríamos que liberar todas as drogas. Se não no outro dia surgiriam outros grupos exigindo liberação de outras drogas. Liberada começaríamos a fomentar uma indústria nacional da droga (tudo bem ela já existe , só que agora seria legal). Então surgiriam plantações e institutos de pesquisa sobre a droga, não poderíamos proibir que se criasse novas substâncias , só teríamos que definir parâmetros como dosagem e nível de dependência (como acontesse no álcool e no cigarro ) e a quantidade para cada um? Ainda não sei, pois o álcool e o cigarro são vendidos em qualquer quantidades. Daí cairia-se por terra a dosagem por se uma droga vendida com no máximo x/2 de tal substância então baste a pessoa comprar 2 x/2 que estaria burlando a lei . Ainda no problema da dosagem , apareceriam traficantes que venderiam exclusivamente produtos acima dessas dosagens proibitivas, mas vá lá temos instituições para que isso se alestre né, rs.
    Haveríamos que fazer grande incentivo a uma indústria nacional e como não poderia deixar de ser teríamos que até permitir “especialistas” de fora para criação e desenvolvimento de novas drogas, já que isto ocorre com as drogas lícitas.
    Outra coisa que não consegui confabular era em relação a importação e a exportação , fiquei com a opção de somente autorizar para países que permitem o comércio. ainda sim estaríamos incentivando o tráfico pois muitos não são favoráveis e mesmo os que são, têm severas restrições. Daí teríamos que controlar o que está sendo exportado legalmente para qual país (por enquanto ainda são poucos consumidores, já facilita). Ainda teríamos o problema da importação, pois muitos seriam incentivados a vender no Brasil, isto traria mais produção em países onde ela é proibida. Isto acontece com o álcool e o cigarro, pois como são bastante taxados e a mão-de-obra é carregada de impostos, é muito caro produzir aqui .
    Mesmo se esquivando desses problemas e incentivarmos a indústria das drogas a se fixar no Brasil , precisaríamos resolver o problema da comercialização, já que temos deveras restrições de venda e de uso de drogas lícitas e pelos históricos causam muitos problemas sociais e de saúde para a população. O cigarro foi abolido de parte da midia, as bebidas estão tomando o mesmo rumo. É proibido vender para menores de 18 anos e o uso de cigarro em algumas cidade é proibido em locais fechados. E como todos sabem os efeitos das drogas são muito mais nocivos para que as drogas atualmente lícitas (levando em consideração o conjunto delas).
    E onde poderia ser vendido? Se fosse em todos os lugares , como acontesse no cigarro e no álcool teríamos uma rápida disseminação na população. Isso causaria grandes impactos na saúde e no convívio da sociedade. Pois , qualquer um sem o menor pudor poderia levar um pra casa e consumir facilmente, tiraríamos os usuários das sombras para as luzes (como queriam os progressistas) .
    Com a liberação total surgiriam substâncias novas (mesmo com a devida regulamentação de dosagem) . O Brasil se tornaria propenso a exportar novas drogas , produzidas e criadas aqui. O que poderia incomodar muitos países que tentam a todo custo barrar a entrada desses “produtos”. Poderíamos ser alvos até de retaliações da ONU. O Afeganistão por exemplo era exportador da papoula( base da heroína) isto financiou a Al Qaeda por anos. Mas tenho minhas dúvidas se isto aconteceria no Brasil (ações terrorrista ou mesmo máfias) , pois poderíamos fazer com que o BC acompanhe de perto as movimentações financeiras dos industriais da droga. Seria um pouco difícil às vezes , pois muito do dinheiro que circula no tráfico é vivo, dificultando um rastreamento dele por parte do BC e da Receita. A não ser proibíssemos a venda em esquinas ou nas ruas (como acontece no cigarro e no álcool) . E pra serem rastreados teriam que ser vendidos somente em estabelecimento que registrem a compra. Só que esta medida seria dificultata pelo número de policiais que seriam necessários para tal tarefa. Pois como a comercialização seria permitida mas não nas ruas eles obviamente sumiriam das principais e voltariam para… os morros!! Não sei se isso, como dissera ,criaria grandes máfias que enriqueceriam com este tipo de negócio legal mas obscuro (vender miudo para não serem rastreados) . Ainda que obrigassemos os grandes vendedores a registrar seus compradores , teríamos no varejo essa dificuldade já iriam se fragmentando cada vez mais em miudezas.
    E Na parte das penalidades seriam criadas outras? ou manteríamos essas que existem? Acho que teríamos que mexer no código penal. Visto que destaquei alguns dos possíveis crimes (venda em locais proibidos, exportação / importação para países não autorizados; produção acima de valores permitidos, compra em quantidades acima do permitido) . Na média teríamos os mesmo problemas de hoje talvez até aumentados. Sem falar na dificuldade para aprovação de tantas alterações no código penal e também das drogas.
    O Brasil poderia liderar uma campanha mundial em prol da liberação das drogas, mas essa campanha seria como? todas elas ? Em que quantidades por comprador? Como vender? Como comercializar ? Diante de um produto tão valioso, poderíamos até aumentar a violência do tráfico encarecendo ainda mais o combate . Enfim , mesmo assim muitos não liberariam as drogas (vamos dizer que uma determinada quantidade de países sim outros não) daí voltaríamos ao problema da importação e da exportação.
    E mesmo assim como educaríamos nossas crianças e jovens a não caírem no papo das drogas já que agora ainda mais fáceis de se conseguir e de se perder e não voltar mais. Seria uma outra tarefa árdua, pois há 30 anos muitos jovens caíam naquele papo do cigarro, imaginem agora com as drogas.

    Bem acho que isso foi só o começo . Quem quiser pode melhorar o texto com , ou sugerir , ou apontar implicaçõe e ilações erradas, ou elementos conclusivos, causativos errados, ou hipóteses falsas ou denunciar muita imaginação para poucos fatos, ou sugerir uma novo texto de lei. Isto não esqueçam tem que ir para o debate público por isso tem que ser bem pensado em problemas futuros, , temos que ter respostas para as suas indagações e suas angústias presentes. Temos que acalmá-las com uma campanha racional em favor das drogas. Mas isto fica pra depois por enquanto façam suas sugestões.
    Vamos lá agora que começou . O debate está ficando legal. Se não evoluírmos no debate , as drogas nunca sairão da ilegalidade.

  260. Chesterton disse:

    De qualquer forma, você vê alguma outra opção além de não fazer nada e conviver com o problema?

    chest- vamos fazer nada e liberar todas as drogas? Ora, liberar a maconha vai fazer com que o tráfico sofra um upgrade. Mais drogas mais fortes e mais pesadas serão colocadas a disposição. Ou libera tudo ou deixa como está.

  261. Marcelo disse:

    Alexandre: “(…)mas lembre-se quem fuma mata (ao contrário do xavão quem fuma morre).”
    Não Alexandre, neste caso quem PROÍBE mata. E muito.

  262. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton, eu concordava com você até aparecer o argumento de que é possível calcular o custo social para cada droga. De qualquer forma, “liberar a maconha vai fazer com que o tráfico sofra um upgrade” é especulativo. (propor o modelo europeu, legalizando o consumo e proibindo a produção não vale!) Assim como é especulativo dizer que o problema será resolvido se legalizar tudo. Quando se trata de ciências sociais, as coisas não são tão exatas. Vale a pena, contudo, tentar alguma coisa, já que, ao que parece, poucos acreditam que reforçando o modelo atual a coisa vai funcionar melhor. Afinal, “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

  263. Marcelo disse:

    Alexandre, para que vc se dá ao trabalho de ficar repetindo esse blablablá que já foi desconstruído de todas as maneiras nos comentários anteriores? O assunto é: legalização da MACONHA! E vc fca viajando, fazendo estas especulações ridículas. Quem vc espera convencer?

  264. Marcelo disse:

    Desta vez ponha DUAS coisas na sua cabeça: fumar maconha não é errado nem imoral, logo, não deveria ser considerado crime, ponto final. E a outra é: nem vc, nem a polícia, nem a justiça, ou o presidente (ops “a” presidenta) Têm o poder de nos proibir de fumar maconha. Vocês simplesmente não têm este direito.

  265. Marcelo Azevedo disse:

    Marcelo, só você acha que o assunto se restringe à legalização da maconha…

  266. Marcelo disse:

    O assunto é MACONHA, Marcelo Azevedo. Trazer outras drogas para o debate só serve para confundir.

  267. Marcelo Azevedo disse:

    De novo, só você acha isso.

  268. Chesterton disse:

    e a possibilidade de calcular o custo social não é especulação? Ora, essa caixa vai se aberta e depois tenta-la fechar de novo vai ser impossivel. É um tiro no escuro. Mas que venha, assim como o gaysismo enloqueceu a mulherada, a liberação das drogas vai enlouquecer a classe média baixa e os pobres.

  269. Chesterton disse:

    E a outra é: nem vc, nem a polícia, nem a justiça, ou o presidente (ops “a” presidenta) Têm o poder de nos proibir de fumar maconha. Vocês simplesmente não têm este direito.

    chest- afinal, você fala em justiça, poder ou direito?

  270. Chesterton disse:

    tenta-la fechar =tentar fechá-la

  271. Marcelo Azevedo disse:

    Chest, uma especulação com base científica sempre é melhor do que uma especulação com base em nada. E um tiro no escuro tem mais chance de acertar o alvo do que tiro nenhum.
    Não entendi a do “gaysismo”.

  272. alexandre disse:

    Ora Marcelo é o contrário, vocês usuários que tem que convencer a população no geral que a legalização da Maconha (e outras coisas) é benéfico para a sociedade ou outras coisas, e não o contrário. Pois empiricamente todos sabem dos males da maconha e muitos têm experiências pessoais próximas ou de relatos.

  273. Marcelo disse:

    Não Alexandre. Vcs que querem me proibir de fumar maconha é que têm que me convencer a parar. “todos sabem dos males da maconha”. Fale por vc. Eu fumo maconha a mais de dez anos e não vejo mal algum.
    Chest:”você fala em justiça, poder ou direito?”. Dos três Chest. É meu direito fumar maconha. É injusto proibi-la e vcs não têm este poder. Nunca tiveram. Está na hora de aceitar isso.

  274. Marcelo Azevedo disse:

    Marcelo, primeiro vem o direito coletivo, e só depois vem o direito individual. Você pode morar legalmente na sua casa, se a comunidade precisar de uma avenida que passe por cima dela, você vai ter de se mudar e não vai poder reclamar. Não há clareza de que o seu (mau) hábito realmente não invada o direito de outros, mas está claro que não faz bem a ninguém. Nem a você. Eu só defendo a legalização porque para mim é o mal menor. Mas não é bem assim, pensar que você vai ter o direito de fumar quanto quiser, onde quiser, na hora que quiser. Legalizando haveria uma série de regulamentações, sanções, etc, que você teria de seguir sem reclamar. E o Estado tem o direito, sim, de cercear a sua vontade de fazer o que quiser para que não invada o direito dos demais.

  275. Anouk disse:

    Êta Marcelo,
    Em países democráticos o Estado nao interfere na vida privada. Que tal mudar de hobby? Assim, você nao precisa driblar a lei.

  276. alexandre disse:

    Marcelo Azevedo, as pessoas tem que seguir as leis , mas podem sim reclamar , protestar, pedir alterações, articular alterações , etc.

  277. Marcelo Azevedo disse:

    Opa alexandre, claro que podem, é isso que estamos fazendo. Só estou dizendo que o discurso do meu xará de que “é injusto proibir a maconha e que a sociedade não tem esse direito, que tem que se aceitar” e etc é que não é um bom argumento, pois ele está apenas advogando em causa própria. Estou apenas argumentando que há direitos de terceiros em jogo aqui.

  278. Marcelo disse:

    Qual o problema em advogar em causa própria, Marelo Azevedo?
    Eu nunca violei direitos de terceiros fumando maconha. Por isso eu repito eu tenho o direito de fumar maconha, é injusto proibir e vcs não têm este poder. Está na hora de aceitar os fatos.
    “mas está claro que não faz bem a ninguém”. Na verdade a maconha está fazendo um grande bem a muita gente em diversos países onde se pode comprar para tratamentos médicos em farmácias especializadas.
    “Mas não é bem assim, pensar que você vai ter o direito de fumar quanto quiser, onde quiser, na hora que quiser. Legalizando haveria uma série de regulamentações, sanções, etc, que você teria de seguir sem reclamar.” Eu nunca disse o contrário.
    Em outros comentários disse que qualquer fumante que respeite o espaço e pulmão dos outros tem o direito de fumar o que quiser, ponto.

  279. Marcelo disse:

    Não Anouk.
    Que tal mudar a lei para que este estado seja democrático de verdade e pare de interferir na minha vida privada?

  280. Anouk disse:

    Marcelo,
    Eu vivo num país democrático de verdade e droga aqui é proibido.

  281. Marcelo Azevedo disse:

    Anouk: é impossível convencê-lo. A ele e a todos os outros, aqui, na Holanda, na Alemanha ou na conchinchina. Os Estados já provaram que não estão dispostos a arrumar encrenca com eles, descriminalizando o usuário como se ele não fosse um elo da cadeia criminosa. Sejamos coerentes então: deixe-o estragar a si mesmo, e vamos tratar de garantir que ele não estrague a mais ninguém… É só essa a base da minha posição pela liberação, nada tem a ver com libertinagem ou progressismo.

  282. Marcelo disse:

    Se maconha é proibida não é uma democracia verdadeira. No máximo é um “governo da maioria”. Qual a diferença? Um estado democrático não criminaliza e persegue suas minorias. Um bom exemplo de “governo da maioria” foi o Estado nazista alemão. Hitler foi eleito com folga pelo voto da maioria em uma eleição justa e reconhecida internacionalmente. E, usando o apoio desta maioria que o legitimou no poder, ele passou a perseguir as minorias: judeus, negros, homossexuais, ciganos, deficientes, etc. Uma democracia que não respeita os direitos de suas minorias não é democracia.

  283. Marcelo Azevedo disse:

    E Marcelo, hoje você pode até não estar invadindo o espaço alheio, mas se amanhã ou depois você precisar estar em um hospital, bancado pelo SUS, por conta de ter tido seu cérebro carcomido pela droga (não há comprovações de danos permanentes, mas também não há comprovações de que não haja), ou então pela fumaça do cigarro (aí sim dano comprovado), você estará sim invadindo o direito alheio. Por isso eu defendo a legalização, para que o Estado possa cobrar a você, e somente a você, através de impostos, pelos danos que ele terá de cobrir no futuro.

  284. Marcelo Azevedo disse:

    OBS: Fumaça do cigarro… de maconha

  285. Marcelo disse:

    Tenho plano de saúde, Marcelo Azevedo, pago com o MEU dinheiro pelos tratamentos de saúde que preciso, nunca precisei por causa da maconha. E, pode acreditar, meu cérebro continua inteirinho. Vc precisa se desapegar destas crenças de infância que tem.
    Mas, sobre esta a questão que vc levantou: se alguém sofre uma overdose de cocaína, o estado deveria negar socorro só pq o infeliz não pagou impostos ao consumir a droga? Desumano.

  286. Marcelo disse:

    Mas eu concordo com vc. Nós deveríamos pagar impostos como todo e qualquer usuário de drogas lícitas para compensar eventuais custos ao estado. Parece mais inteligente do que simplesmente colocar os câes de guarda para nos caçar inutilmente.

  287. Marcelo Azevedo disse:

    É desumano sim, e não estou propondo que se negue o atendimento. Nunca disse isso. Mas que não é justo que todos paguemos por um mal que o cara infligiu a si mesmo, não é mesmo. Não tenho “crenças de infância” Marcelo, estou falando de pesquisas. Há pesquisas que dizem que há danos. Há pesquisas que não. Enquanto ninguém chega num consenso, não dá para afirmar nada com certeza. Então fique tranquilo, já me desapeguei do Papai Noel e do Coelho da Páscoa. Agora, que bom que você paga seu plano de saúde. Tomara que ainda o tenha se algum dia precisar de atendimento médico por algum mal relacionado à droga. Mas veja: defendo seu direito de detonar seu corpo. Contanto que só você pague por isso!

  288. Anouk disse:

    Marcelo,
    Você confunde alhos com bugalhos. A erva deve estar contaminada.

  289. alexandre disse:

    Este é o ponto da nossa discussão Marcelo, como dar o direito privado de consumir a maconha sem levar em consideração o tráfico, o comércio, pois da onde viria a sua droga?

  290. alexandre disse:

    Não é só o usuário que paga e sim toda a sociedade.

  291. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre:
    Para mim, a resposta é a legalização. Obviamente, não essa legalização chinfrim que a Europa está fazendo, mas a legalização de toda a cadeia. Dá pra ele o direito que ele quer. Deixa ele arcar com as consequencias. Nós, mudamos nosso aparato de Estado para lidar com o usuário, que é mais fácil do que perseguir os traficantes; e para desarticular o crime organizado, coisa que não conseguimos fazer enquanto estamos ocupados correndo atrás dos aviõezinhos do tráfico (Aqueles 40 mil presos num universo de 70 mil).

  292. Chesterton disse:

    Chest, uma especulação com base científica sempre é melhor do que uma especulação com base em nada.

    chest- base cintífica? Não me faça rir. Outra igreja….

  293. alexandre disse:

    Lembre-se que se lutassemos por uma liberação total , iríamos nos opor as regulações do cigarro, álcool, tarjas-pretas. Só lembrando que nenhuma solução é fácil e simples. E para poder defendê-las temos que pensar em contradições que a sociedade nos impora, porque em toda a vida houve a luta contra as drogas e liberar parece que jogaríamos tudo para o alto.

  294. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton,
    Não dá para acreditar em estudos conduzidos por universidades americanas.
    Não dá para acreditar na imprensa.
    Não dá para acreditar na igreja.
    Não dá para acreditar nos drogados.
    Então tá, abra a Universidade de Chesterton para construir o seu próprio conhecimento, e me avise quando é o vestibular para eu me inscrever!

  295. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre, nenhuma solução é fácil e simples, muito menos aquelas que envolvem quebra de paradigmas, que é exatamente o que você descreve quando fala que legalizando estaríamos jogando para o alto tudo o que fizemos até agora.

  296. Marcelo Azevedo disse:

    Obs: legalização ≠ liberação total.

  297. Marcelo disse:

    “Este é o ponto da nossa discussão Marcelo, como dar o direito privado de consumir a maconha sem levar em consideração o tráfico, o comércio, pois da onde viria a sua droga?”
    A “droga” em questão, Alexandre, dá em árvore. Basta liberar o plantio caseiro que qualquer maconheiro poderá ser auto-suficiente. Eu não estou reivindicando o “direito privado de consumir maconha”, este direito eu já usufruo faz tempo, apesar do estado não reconhecer. O que quero é o direito de plantar e comercializar em paz a minha plantinha. O que te custa me permitir isso? Nada. Pelo contrário, o que vc paga para eu ser inutilmente perseguido pela polícia num tá no gibi!

  298. Chesterton disse:

    marcelo, se o plano de saude descobrir que você é usuário de desliga na hora. Você ao não informar está comentendo perjurio.

  299. Marcelo disse:

    Anouk, contaminado está o seu pensamento, pelo preconceito tolo.

  300. Chesterton disse:

    Não dá para acreditar em estudos conduzidos por universidades americanas. CIENTICISMO
    Não dá para acreditar na imprensa. ERA BEM O QUE FALTAVA
    Não dá para acreditar na igreja. – MISTICISMO
    Não dá para acreditar nos drogados.- ELES MENTEM MUITO
    Então tá, abra a Universidade de Chesterton para construir o seu próprio conhecimento, e me avise quando é o vestibular para eu me inscrever!

    LIVREO, LIVROS SÉRIOS, O BOM SENSO E A ANÁLISE HONESTA DE EXPERIÊNCIAS JÁ VISTAS ALHURES!!!!!

  301. Marcelo disse:

    Não Chest, quando entrei neste meu plano em nenhum momento me perguntaram sobre uso de drogas, não há perjúrio nenhum. E existem leis que proíbem os convênios de negar planos de saúde a usuários de drogas.

  302. Marcelo disse:

    Os drogados mentem? Ué… não dizem por aí que bêbado não mente? uhauahuahuahuahuahuahuahuahuahauhauhauahuha

  303. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton,
    O que é um livro sério? Qual a diferença de seu conceito de “livro sério” para o de “imprensa séria”?
    Na verdade todo mundo tem lado. A imprensa tem lado. Os autores de livros tem lado. Cada um escolhe o seu. Eu gosto de escolher o meu com base em pesquisas coerentes e estatísticas significantes.
    Bom senso? Isso sim me faz rir, isso não existe. Existe “senso comum”. E que pode ser estúpido.
    Agora, beleza, vamos à análise honesta de experiências já vistas alhures. Se achar algo desonesto, peço que aponte:
    Algum país venceu a guerra contra as drogas? Não.
    Algum país tentou alguma coisa diferente? Sim.
    A situação melhorou? Há estatísticas que apontam que sim.
    A nossa situação nesse assunto está boa? Não, e nada aponta que vá melhorar no curto prazo.
    Vai adiantar continuar fazendo a mesma coisa, esperando resultados diferentes? Essa vc pode responder, se quiser.

  304. alexandre disse:

    Sugiro que fiquemos apenas no assunto da legalização, claro se for possível.

    Onde está Denis nesta hora, há três dias não mostra as caras, ele deveria moderar o grupo mostrando reportagens e estatísticas que corroborem com o assunto. Seria o caso de que o assunto da liberação das drogas ter tomado um outro rumo no que se refere sua impossibilidade de aprovação. E assim contrariado sua idéia inicial?

  305. Marcelo disse:

    “impossiblidade de aprovação”?? Onde? Por que?

  306. alexandre disse:

    Quando quiz dizer moderar era no sentido de evitar discussões sobre outros assuntos : democracia, instituições , leis , cumprimento, universidade ,religião ,etc poderiam ficar pra outro post.
    Sugiro que venha com informações verídicas do tipo diminuiu-se o tráfico, diminuiu o consumo, melhorou a convivência , melhorou-se a vida ,etc .

  307. alexandre disse:

    Não quiz dizer moderar no sentido de só publicar depois de sua aprovação, acho o espaço bastante democrático aqui é só enviar e pow está na rede! Continue assim!

  308. Marcelo disse:

    Ah Alexandre, peraí! O Denis já enumerou diversas informações verídicas sobre os benefícios da legalização em diversos países. Vc não acredita pq não quer.

  309. Chesterton disse:

    Algum país venceu a guerra contra as drogas? Não.
    A Indonesia.

  310. Marcelo disse:

    “(…)melhorou a convivência , melhorou-se a vida ,etc”
    Será que a DIMINUIÇÃO do poder do crime organizado em nossas comunidades mais pobres poderia melhorar a convivência, a vida das pessoas, Alexandre?

  311. Anouk disse:

    Marcelo Azevedo,
    Um dos mandamentos do conservadorismo é a preservacao da espécie. Ao usar a lógica mafiosa de um matando o outro na expectativa de solucionar o problema, seria natural que a máfia nao existisse mais. Ou você pretende que a máfia seja também legalizada para sutentar a sua teoria?

  312. Marcelo Azevedo disse:

    Chesterton,
    Indonésia? Vc só pode estar de brincadeira, mas ainda assim vou me dar o trabalho de responder.
    Lá, posse de drogas? Morte.
    Grande traficante? Todos ligados à política e à polícia.
    Isso é vencer a guerra contra as drogas? Matar quem está na ponta?

  313. Marcelo Azevedo disse:

    Anouk,
    Sua argumentação é cada vez mais curiosa. Acho que a sua água também está contaminada. É difícil entender como você consegue estabelecer conexões tão bizarras entre as coisas. Deve ser porque eu não consigo reconhecer “as evidências dos fatos”.
    Todas as espécies matam a própria cria doente para evitar a proliferação de genes defeituosos. Só nós humanos civilizados não fazemos isso (algumas tribos indígenas ainda seguem esse ritual). Isso também é preservação da espécie, no sentido darwiniano da coisa. Será que a Máfia lê Darwin?
    Algumas coisas diferem nós humanos dos demais seres vivos, entre eles o pensar e o livre arbítrio. Não estou propondo ASSASSINAR os drogados, como você insinuou. Estou dizendo o seguinte: Quem se droga, o faz de posse de seu livre arbítrio e sabendo o que está fazendo com seu corpo. Estou apenas propondo que essa pessoa assuma as consequencias do que faz. Estou propondo que o Estado não perca seu tempo tentando salvar pessoas da auto-destruição. Não tem nada a ver com assassinato. Não tem nada a ver com a Máfia. O Estado não deveria proteger ninguém de si mesmo. Só isso.

  314. Anouk disse:

    Hahahaha….
    Boa essa, Marcelo Azevedo.

  315. denis rb disse:

    “Onde está Denis nesta hora, há três dias não mostra as caras, ele deveria moderar o grupo mostrando reportagens e estatísticas que corroborem com o assunto.”
    Haha, e essa agora? Sou babá de marmanjo, é?
    Vc não precisa de dados e estatísticas, Alexandre (é só continuar inventando os seus)

  316. Anouk disse:

    Oh, Denis estava sentindo saudades.

  317. Marcelo Azevedo disse:

    Anouk, boa mas você não responde…

  318. alexandre disse:

    Não é questão de ser babá a meu ver nós , leitores, não temos tempo no dia-a-dia para sair em busca de dados aqui e lá , e portanto confiamos nos jornalistas, pois eles trabalham fazendo isso, e claro podem ter opiniões mas não podem deixar de mostrar os fatos. A única coisa de fato que você falou foi em relação à proibição de bebidas nos EUA que infernizou a vida dos americanos e depois parece que tudo melhorou , mas apesar de estar certo de alguma forma (pois os EUA conseguiram se livrar de Al Capone) a sua analogia com as bebidas é só pela metade pois você só leva em consideração a maconha. E outro fato que você mesmo falou ela já não é a preferida dos traficantes e sim o crack.
    E outra coisa não inventei nada o que eu colhi foi na revista que você escreve, nas leis do país ou no máximo a wikipedia sempre checando as fontes das páginas.

  319. Marcelo Azevedo disse:

    “…portanto confiamos nos jornalistas…”
    Cuidado com o Chesterton. Ele odeia crentes. kkkkk

  320. denis rb disse:

    Ah, faz uns três dias que essa conversa começou a andar em círculos. Vejo até um esforço de alguns em discutir a sério, mas os outros estão com seus calcanhares firmemente enterrados nas opiniões que eles sempre tiveram. Não vão mudar de ideia, não importa o que se diga. Tô fora desse debate que não chega a lugar nenhum.

  321. alexandre disse:

    Ser reaça é isso mesmo , os defensores das drogas já nem precisam mais escrever algo sensato, podem sair dizendo qualquer coisa e pronto vira lei. Nós que somos contra é que temos que mostrar os fatos , e ainda sim seremos taxados de reacionários . Daqui a pouco aprovarão a lei que descriminaliza pequenos traficantes a pouco teremos a liberação da maconha. E assim vai suprimindo a verdade com base em uma ideologia . A força deste movimento está tão grande que quem tem que fazer lobby são os que querem proibir. E restam poucos visto que a classe média está quase toda aderente a teorias da liberação e também a classe política. Só restam mesmo oram vejam só … os religiosos que com suas convicções ainda podem protestar , não sei até quando!

  322. alexandre disse:

    E ainda apontam estas convicções como retrógradas, que impedem o bom funcionamento do Brasil, mas eu não vou cair nessa , adeus!!

  323. alexandre disse:

    “Ah, faz uns três dias que essa conversa começou a andar em círculos” A meu ver não saímos duma falas do tipo não adianta proibir porque a polícia é corrupta e o melhor e liberar que a policia se ajeita e tudo o mais , para um do tipo opa precisamos fazer algo bem feito.

    “, mas os outros estão com seus calcanhares firmemente enterrados nas opiniões que eles sempre tiveram” óbvio meu caro , ninguém se desfaz de algo assim só pra ser progressista, se a proposta fosse boa quem não queria?

    “Não vão mudar de ideia, não importa o que se diga”. Sim posso mudar de idéia como já falei . E ai melhora ou não a vida das pessoas? Ou pelo menos acaba-se o tráfico como você mesmo fez a analogia com as bebidas.

    “ô fora desse debate que não chega a lugar nenhum.”
    Já que está fora ao menos pare de escrever coisas mentirosas fáceis de serem aceitas . Mas foi você quem começou e já está saindo.

    “Pois que defendam as suas teses. Mas mentir é feio. Atentar contra a lógica é um crime intelectual.” Reinaldo Azevedo.

  324. Marcelo Azevedo disse:

    “…podem sair dizendo qualquer coisa e pronto vira lei.”. Não não, tem que passar pelo congresso democraticamente eleito antes.
    “Nós que somos contra é que temos que mostrar os fatos…”. Não, todo mundo tem que mostrar seus argumentos, de ambos os lados. Isso é um debate, ué!
    “Daqui a pouco aprovarão a lei que descriminaliza pequenos traficantes a pouco teremos a liberação da maconha. E assim vai suprimindo a verdade com base em uma ideologia”. Ué, vão suprimir a proibição ou a verdade? A proibição É a verdade?
    “A força deste movimento está tão grande que quem tem que fazer lobby são os que querem proibir.”. Errado, os maconheiros estão protestando há anos e não conseguem nada. Estou certo de que pesquisas de opinião no Brasil dariam maioria à manutenção da proibição. O Brasil é conservador. O detalhe é que FHC, o presidente preferido dos conservadores (e o meu também, sem ironias) também apoia a legalização.
    “E restam poucos visto que a classe média está quase toda aderente a teorias da liberação e também a classe política.” Caramba… não sabia que todo mundo quer fazer a mesma coisa… por que não se consegue? Como é possível que numa democracia ainda esteja prevalecendo a vontade da minoria?
    “Só restam mesmo oram vejam só … os religiosos que com suas convicções ainda podem protestar , não sei até quando!” A constituição lhes reserva o direito de protestar com base em sua liberdade de credos. Vão poder protestar sempre que quiserem.

  325. Marcelo Azevedo disse:

    Só um detalhe Alexandre: Reinaldo Azevedo foi trotskista, e agora é um conservador católico radical. Em comum, o radicalismo. Só mudou da esquerda para a direita. O Brasil precisa dele, até porque não temos oposição politicamente atuante. Mas eu desconfio de qualquer radical, seja do “Cavaleiro do Templo”, seja da esquerda comunista.

  326. alexandre disse:

    Ora bolas a única verdade que nos expões é os EUA dos anos 30, sem contar que liberaram todas as bebidas e não só a cervejinha.
    O fato é a lei que descriminaliza o consumo, e o atual governo de Dilma não está nem um pouco empenhado em barrar os traficantes.
    Por milagre ainda …
    Sempre protestarão e sempre serão taxados de retrógrados.

  327. Anouk disse:

    Marcelo Azevedo,
    O livre arbítrio, já é exercido, apesar da ilegalidade. A legalizacao ao invés de inibir, vai facilitar o uso da droga. Com isso a populacao de usuários aumentará. O ideal, seria uma política séria de combate ao tráfico, para o bem de todos nós.

  328. Anouk disse:

    É isso aí, Denis. Concordo.

  329. alexandre disse:

    Exatamente ser radical é mostrar boa argumentação, fatos e dados, não cair em conversa tola. Agora ser liberal é ….
    Leio Reinaldo a mais de 4 anos e posso falar que ele sempre baseia seus argumentos e sua fala nos fatos. Não faz poesia , nem defende suas ideologias à toa, óbivio que tem convicções mas sempre as submete-nos a verdade, à lógica.

  330. alexandre disse:

    “O ideal, seria uma política séria de combate ao tráfico, para o bem de todos nós.” A fala muito sensata pra mim, pois o que há é um relaxamento do policiamento nas fronteiras.

  331. Marcelo disse:

    uow… o Alexandre citou “Reinaldo Azevedo”!
    Entendi. Tô fora tbm, nem vale a pena.

  332. Marcelo Azevedo disse:

    Anouk,
    É claro que vai facilitar o uso da droga. Mas não necessariamente vai aumentar a população de usuários. Estão lá os dados levantados pelo Denis no relatório de 2009 do EMCDDA para provar isso. Para o seu bem, não use drogas. Para o meu bem, eu não uso. Quer política mais séria de combate ao tráfico que as dos EUA? Quer política mais frustrada de combate ao tráfico do que a dos EUA? Você continua querendo fazer a mesma coisa e obter resultados diferentes, como diria Einstein (pelo menos a frase é atribuída a ele), isso é insanidade. Para o bem de todos nós, que tal revermos a forma como tratamos o assunto?
    O livre arbítrio é exercido sim. Mas não é exercida a responsabilização de todos pelos seus atos. Que tal revermos a forma como tratamos o assunto?
    Mas é como você disse antes, enquanto sua inteligência estiver “a salvo”, blindada pelos preconceitos ultraconservadores que você tem, é inútil argumentar. O assunto desperta paixões e preconceitos, que são irracionais. Na democracia, as coisas mudam pelas mãos dos moderados. Os radicais nunca saem do lugar.

  333. Marcelo Azevedo disse:

    É Denis, acho que vou esperar o próximo tópico para voltar a comentar… Pelo menos os tópicos sobre sustentabilidade atraem menos radicais. De qualquer forma, parabéns a você e ao Tony Bellotto por trazerem um assunto tão espinhoso em blogs de uma revista de público majoritariamente refratário às essas idéias. Acho corajoso, principalmente sabendo que a chance de ser espinafrado sistematicamente é enorme. Vocês precisam ler cada comentário que eu li nos artigos do Tony sobre drogas e sobre ateísmo. Acho que eu teria medo de sair na rua.
    Enfim, abraços, desculpe qualquer coisa, e até o próximo tópico.

  334. denis rb disse:

    “Já que está fora ao menos pare de escrever coisas mentirosas fáceis de serem aceitas.”
    alexandre, olha aqui, não sei a que você está se referindo, mas nunca mais venha ao meu blog me chamar de mentiroso a não ser que você tenha provas muito concretas do que diz. Estou falando sério. Minha reputação é meu ganha-pão e não vou permitir esse tipo de difamação. Lembre-se: você é responsável pelo que escreve, inclusive perante a Justiça. Tenho aqui o seu IP e posso identificá-lo facilmente.
    Nunca mais faça isso.

  335. Anouk disse:

    Marcelo Azevedo,
    Vá catar coquinho na casa do vizinho.

  336. Alexandre disse:

    Eu disse: “Já que está fora ao menos pare de escrever coisas mentirosas fáceis de serem aceitas . Mas foi você quem começou e já está saindo. ”
    Você interpretou : mas nunca mais venha ao meu blog me chamar de mentiroso a não ser que você tenha provas muito concretas do que diz. ”
    Ora não chamei você de mentiroso pode ver lá , eu disse que este último argumento seu é mentiroso (que a legalização acabaria com o tráfico com a liberação da maconha) , só isso.
    Ora você mesmo mostrou dados da Holanda que ainda possui tráfico de drogas no seu post do dia 13/1.

    Dizer o que que agiu de má-fe?
    Ademais o mentiroso deve ser eu que fica falando coisas sobre drogas sem saber né!

    Abraços

  337. José disse:

    Pô, Alexandre, Reinaldo Azevedo? Aquele cara é o reaça mais mentiroso que eu já li nesses blogues. Vc fica lendo essas merda e fica com a cabeça cheia, dá uma descarga e vai ler outra coisa.

  338. denis rb disse:

    Alexandre, me diga onde foi que eu escrevi que a legalização acabaria com o tráfico. Estou bem seguro de que não escrevi isso. Ou seja, a mentira que você está me acusando de ter dito é algo que eu nunca disse. E depois o mentiroso sou eu…

  339. alexandre disse:

    Achei que você estivesse fazendo uma analogia “Quando a Proibição do álcool acabou, após a constatação de que era cara e ineficaz”, logo se funcionou com o álcool iria funcionar com a maconha , era essa dedução que entendi. “A proibição da maconha deu tão errado quanto a do álcool.”.
    “Não conseguiu reduzir o consumo (pelo contrário, ele disparou), corrompeu a Justiça, o governo e a polícia, aumentou os problemas de saúde associados à droga.”
    Corroboram ainda mais.
    E este parágrafo seria o derradeiro:
    “Mas será que, ao proibirmos um e vigiarmos atentamente o outro, não estamos potencializando o mal do primeiro e o bem do segundo?”
    Óbvio que você deixou apenas uma suposição, mas você também fez analogias firmes , por isso entendi que o exemplo do álcool serviria de exemplo prá maconha.

  340. denis rb disse:

    É aí que tá. Você lê o que quer ler, baseado mais nas suas preconcepções do que nos dados que eu pesquisei. E ainda me calunia, me acusando de ser mentiroso. Agora me diga: por que é que vou gastar meu tempo pesquisando dados para você deturpar? Você não vai ler mesmo. Você já sabe o que pensa e não pretende mudar de ideia.

  341. Marcelo disse:

    “o exemplo do álcool serviria de exemplo prá maconha.”
    O exemplo do que aconteceu com a proibição e posterior legalização do álcool serve sim para o que acontece hoje com a maconha, Alexandre. O fim da proibição do álcool DIMINUIU o poder dos narcotraficantes e do crime organizado.
    Daí vc deduziu que o Denis insinuou que a legalização da maconha acabaria com o tráfico. Isto é, como diria um certo ministro do supremo, “um salto triplo carpado hermenêutico”. Sua “lógica” é tão torta quanto a do seu ídolo, “Tio Rei”.

  342. alexandre disse:

    “Agora me diga: por que é que vou gastar meu tempo pesquisando dados para você deturpar? ” . Como os dados podem ser deturpados, se morrem 10 pessoas de Aids por ano , não posso dizer que morrem 9!!!
    “Você não vai ler mesmo”. Li tudinho que você postou aqui!

  343. Marcelo disse:

    Sabe quantos seres humanos a lei que proíbe a maconha, com o seu apoio, mata por ano Alexandre? Ninguém sabe ao certo, mas de acordo com os noticiários é mais ou menos um genocídio por ano. Sem contar as dezenas de milhares de jovens pobres das nossas pereiferias que são jogados para apodrecer e morrer às nossas custas nas cadeias brasileiras.

  344. Marcelo disse:

    Apesar de ser maconheiro, eu também sou um ser humano. E vc devia respeitar as minhas escolhas.

  345. Marcelo disse:

    oops faltou um pedacinho.
    (…)E vc devia respeitar as minhas escolhas que não violam os seus direitos. Como fumar maconha.

  346. Marcelo Azevedo disse:

    Prometi não comentar mais nesse tópico, mas acabei voltando e, ao me deparar com essa discussão infindável, acabei notando algo que gostaria de dividir.
    Eu sempre recomendo a todos o filme “Doze Homens e Uma Sentença”, com Peter Fonda, de 1957. Todo estudante de direito conhece esse filme. Um clássico, delicioso, prende a atenção a todo o momento, além de trazer algumas lições. Entre elas, concluí que, muitas vezes, os preconceitos se formam por razões que dizem respeito à intimidade das pessoas, que pode ser doloroso enfrentá-los, e que somente serão quebrados quando a pessoa for colocada em contato com o fato gerador do preconceito. Quaisquer argumentações lógicas serão inúteis.
    Alexandre me lembra fortemente o jurado número 3, interpretado genialmente por Lee J. Cobb. Denis, Marcelo, façamos o que fizeram os outros 11 jurados antes do derradeiro voto. Fiquemos de costas para que ele tenha a oportunidade de refletir sobre o que faz. Só nos resta torcer para que o desfecho dele seja o mesmo do personagem do filme…

  347. Marcelo Azevedo disse:

    Desculpem, onde escrevi “Peter Fonda” leia-se “Henry Fonda”.

  348. Marcelo disse:

    Valeu, Marcelo Azevedo. Vou baixar este filme que vc indicou ainda hj.

  349. Marcelo Azevedo disse:

    Há refilmagens mais modernas. Pegue o original, em preto e branco. É fantástico.

  350. Alexandre disse:

    Maracanazzo, me sinto o próprio Giggia.

    Este é o relatório da ONUDC entidade da ONU, http://www.unodc.org/documents/data-and-analysis/Studies/100_Years_of_Drug_Control.pdf
    Nele é possível ver que a repressão as drogas adiantou sim, pois o número de consumidores em relação à população mundial diminuiu.

    “For those who doubt the effectiveness of drug control, consider
    this. In 1906, 25 million people were using opium in
    the world (1.5% of the world population) compared with
    16.5 opiate users today (0.25% of the world population)”

    “Same for coca. Its leaves used to be cultivated not only in
    the Andean region but also in several Asian countries including
    Java (Indonesia), Formosa (Taiwan) and Ceylon (Sri
    Lanka). Today coca leaf production is concentrated in three
    Andean countries: Colombia, Peru and Bolivia.”

    “International drug control can take some of the credit.”

    Este é bom também :


    Illicit drug use (mostly on an occasional basis) has been
    contained to around 5 percent of the adult population or
    3.2% of the world’s total population – a much lower prevalence
    than less regulated drugs like alcohol and tobacco.
    Deaths due to drugs are limited to perhaps 200,000 a year
    which is one tenth of those killed by alcohol and twenty
    times less than those killed by tobacco.” .

    O texto ainda ressalva que os usuários devem receber um tratamento não punitivo.
    “It is therefore essential to reduce the vulnerability of people
    to drugs (through health and social services for prevention
    and treatment), the vulnerability of farmers (through development),
    and the vulnerability of societies to drugs and
    crime (by promoting economic growth and the rule of law,
    and by fighting crime and corruption).”

    Foi a ONU não eu..

  351. José disse:

    Mas, Alexandre, parte do argumento do bloqueiro é que o combate às drogas provoca muito mais mortes do que o consumo delas de per se. Na verdade o que vc postou ratifica a argumentação do Denis, percebe?

  352. Marcelo Azevedo disse:

    Obrigado, Alexandre, por trazer reforços importantes para o nosso argumento, e por dessa vez não ter sido ofensivo a ninguém.
    Começo reforçando um elemento que você mesmo trouxe:
    A política internacional antidrogas surgiu como tentativa de solucionar um problema de saúde pública, com destaque para a epidemia de ópio na China. A proibição trouxe uma redução no consumo de drogas e um controle no problema de saúde pública. Fato inconteste.
    Por outro lado, gostaria de apontar alguns outros detalhes que percebi no final do documento (Achievements and Unintended Consequences…), que trazem análises mais modernas e que me interessam mais:
    > “The first unintended consequence is the creation of a criminal
    black market. There is no shortage of criminals interested in competing in a market in which hundred-fold increases in price from production to retail are not uncommon.” Corrobora nossa tese.
    >”The second unintended consequence is what one might call “policy displacement”. The expanding criminal black market demands a commensurate law enforcement response, requiring more resources. But resources are finite. Public health, which is the driving concern behind drug control, also needs resources, and may have been forced to take the back seat in
    the past”. Corrobora nossa tese.
    > “The fourth unintended consequence is what one might call substance displacement.If the use of one drug was controlled, by reducing either supply or demand, suppliers and users moved on to another drug with similar psychoactive effects, but less stringent controls.”. Corrobora a tese do Denis com relação ao Crack.
    A partir daí, não é surpresa que o UNODC sugira que continuemos a fazer as mesmas coisas que temos feito para resolver esses problemas. Eles são os guardiões da atual política antidrogas.
    Ou seja: Os efeitos benéficos da política são reconhecidos. Os efeitos nefastos também o são. A atual política chegou num gargalo: não houveram progressos significativos nos últimos anos (…the last decade,
    notably the time since 2000, was characterized by a stabilization
    of the world drug problem at the global level.). A proposta é mudar a política, entregando um pouco dos benefícios (eventual aumento no problema de saúde pública) em troca de uma redução dos malefícios (todos os efeitos colaterais da atual política).
    O UNODC não propõe isso. Nós estamos propondo.
    Mas é fácil recortar partes de um texto e ler o que se quer sem analisar o contexto completo.

  353. Marcelo disse:

    Assisti o filme, Marcelo Azevedo. Muito bom. Mesmo sendo filmado quase todo em uma só sala o roteiro é bem envolvente. E, de fato, o Alexandre parece mesmo aquele jurado que simplesmente condena o rapaz sem se importar em examinar os fatos. Apenas por puro preconceito.

  354. Alexandre disse:

    A partir daí, não é surpresa que o UNODC sugira que continuemos a fazer as mesmas coisas que temos feito para resolver esses problemas. Eles são os guardiões da atual política antidrogas.

    Não são gardiões de nada são apenas uma agência que aconselha e pressionam os países a seguir tratados internacionais , cada país implementa sua política como bem entender como é o caso do afeganistão , da Bolívia , da Colômbia , do Brasil.

    Mas é fácil recortar partes de um texto e ler o que se quer sem analisar o contexto completo. Vc parece que recortou o texto para “corroborar com suas teses” chinfrins . A conclusão é a parte mais importante num texto, este ainda tem ressalvas mas poderia não ter .

    li o texto por completo e o sumário de onde retirei estas conclusões resume o texto. Nele tem ressalvas , você diz como se o sumário dissesse coisas diferentes do desenvolvimento, o próprio texto diz que criou-se o mercado ilegal , mas é melhor procurar combatê-lo.

    Sim o crime sempre vai existir não é descriminalizando o homicidio é que se vai acabar com o estupro e por ai vai…

    O texto não argumenta que o combate ao tráfico provoca muito mais morte que o consumo. São apenas dados , não inferências do texto. A ressalva que faz é no sentido de tratar e não punir os usuários e traficante é traficante se tiver que matar …. “bota na conta do Papa” (Cap. Nascimento) .
    ” O Sr. Sabe quem matou este traficante, seu fdp? anda heim responde? Foi vc seu animal” (Cap. Nascimento).

    nuvens de palavras dos texto do Denis

    A questão é: elas fariam menos mal se não fosse a Proibição.

    Regular não é o mesmo que proibir, é o contrário. Proibir é abrir mão de regular e de controlar.

    Deletar da lei os artigos que estabelecem os crimes de porte e tráfico de droga

    Analisar os “custos sociais” de cada proibição.

  355. Marcelo disse:

    E o arauto da moral e dos bons costumes cita o seu herói: “Cap. Nascimento”. Eu não mato traficante nenhum. A proibição mata. Se eles pudessem trabalhar com carteira assinada, pagando impostos e submetendo-se a fiscalização pública não heveria morte alguma.
    Talvez vc precise me matar para combater de verdade a maconha no Brasil, Alexandre. Vc puxaria o gatilho só pq não aceita que eu fume uma plantinha inofensiva? Coisa que não faz mal a ninguém… Tá bom talvez faça algum mal a MINHA saúde. Vc me mataria para evitar que eu me suicide? Não parece meio idota?

  356. Marcelo disse:

    oops… Me refiro apenas aos traficantes de MACONHA, mais nada.

  357. Marcelo Azevedo disse:

    O que eu quis dizer, Alexandre, é que é fácil ler o que se quer. Como você tem feito desde sempre.
    Você tem razão. O relatório tem apenas dados. Eu estou tentando fazer análise crítica dos dados. A ONU está tentando fazer análise crítica dos dados. Você está fazendo militância radical e achou que finalmente tinha achado uma muleta que te apoiasse.
    Agora, o tempo todo você lê coisas que não estão escritas. Lá vou eu:
    .
    “Vc parece que recortou o texto para “corroborar com suas teses” chinfrins”. De jeito nenhum. Eu peguei os fatos citados pelo relatório e usei análise crítica para interpretá-los, coisa que você não consegue fazer.
    .
    “você diz como se o sumário dissesse coisas diferentes do desenvolvimento”
    Eu? Nunca disse isso. Interpretação de texto de novo. Só analisei dados e coloquei minha opinião. Faça isso você também, em vez de fazer copy-paste da opinião do diretor do UNODC.
    .
    “o próprio texto diz que criou-se o mercado ilegal” -> FATO, “mas é melhor procurar combatê-lo.” OPINIÃO DO UNODC.
    .
    “Sim o crime sempre vai existir não é descriminalizando o homicidio é que se vai acabar com o estupro e por ai vai… ” -> Quantas vezes você vai repetir o mesmo argumento, que já foi desmontado um milhão e quinhentas mil vezes? Isso sim é argumentação chinfrim. Cansa ter de ser repetitivo.
    .
    Por fim, um último comentário sobre o próprio relatório:
    “Improving the performance of the system is about getting several things right simultaneously: First, enforcing the laws; Secondly, preventing the behaviour (drug use); Thirdly, treating and rehabilitating those who are neither deterred (by the laws) nor prevented (by prevention education)from entering into drug use; and, Fourthly, mitigating the negative consequences of drugs, for both the addicts and society at large – including the countries caught in the crossfire of drug trafficking and related crimes.” – Incoerência do próprio texto, que em uma parte reconhece que o recurso é limitado para que seja feito tudo, e isso gerou as consequencias negativas da política, e em outra reitera que deve ser feito tudo ao mesmo tempo.
    .
    Eu já tinha largado mão dessa discussão, só retornei porque não consegui deixar que seu “Maracanazo” fosse a última palavra aqui. Aceitei a provocação, sou humano.
    Mas deixo aqui, de vez, de perder meu tempo. Você provavelmente nunca vá abrir seus olhos para enxergar além de seus preconceitos.
    Abraços, boa sorte, e sucesso.

  358. Alexandre disse:

    Sim Marcelo, Crime e Castigo, Dostoieviski.

    Vc não analisou os dados e sim retirou parte do texto para confluir com suas idéias… A conclusão dele é que adianta sim o combate.

    Não pra mim não foi fácil ter o que eu quero , lutei muito , busquei veja , fui criticado , wikipedia, lei brasileira, tudo m… , agora ONU…

    A ONU não está tentando, ela fez análise crítica dos dados e … coerente , ora pois .

    Estão escritas sim busquei e peguei lá no sumário no começo do texto Marcelo Azedo, digo Azevedo…

    Corisco não se entrega…

  359. Alexandre disse:

    Se entrega, Corisco!
    Eu não me entrego não
    Eu não sou passarinho pra viver lá na prisão

    Se entrega, Corisco!
    Eu não me entrego não
    Não me entrego ao tenente
    Não me entrego ao capitão

    Eu me entrego só na morte
    De parabelo na mão
    Se entrega, Corisco!
    Eu não me entrego, não!
    Eu não me entrego, não!
    Eu não me entrego, não!

  360. Marcelo Azevedo disse:

    Mas até na hora de tirar onda, você vai imitar Reinaldo Azevedo?
    Patético…

  361. alexandre disse:

    É conforme falou sou patético mesmo, sou assim sem dados , sem fontes, sem fatos, sem poesia, sem filmes ,sem livros , sem música, sem gurus, sem ler argumentos …

  362. alexandre disse:

    … sem wikipedia, sem onu, sem leis , sem veja, sem moral, sem ética…

  363. alexandre disse:

    … sem verdades , sem lógica…

  364. José disse:

    Vixe! Agora o Olodum pirou de vez! kkkkk. Alexandre num jogo, sei lá, no esporte, numa guerra, é até bonito “não se entregar”, lutar até o fim, mas no campo da argumentação, da troca de idéias, é muito mais elegante, conforme o caso, reconhecer o ponto de vista do outro.

  365. VERLÂNDIO TRINDADE DE SOUSA disse:

    329/16/10/2000 EXISTE PARA É CUMPRE, CUMPREM, MAS NEM TODO O FAZ MUTATIS MUTANDIS CARPE DIEM SIC ORDE E TAMPOUCO ORDEM.VÁI EM ONZE ANOS QUE QUE 329/16/10/2000 SE CUMPRE, CUMPREM; VAI PARA ONZE ANOS QUE 329/16/10/200 SE CUMPRE, CUMPREM E NÃO ESCREVO CUMPRO, CUMPRES,CUMPRIMOS, CUMPRIS, POIS VERLÂNDIO TRINDADE DE SOUSA É O QUE, TENDO SUJEITO, SÓ SE USA NAS TERCEIRAS PESSOAS, DO SINGULAR E DO PLURAL. 5º. ART. TODOS SÃO IGUAIS PERANTE LEIS, SEM DISTINÇÕES DE QUALQUER NATUREZA, GARANTINDO-SE AOS BRASILEIROS E AOS ESTRANGEIROS RESIDENTES NOS PAÍSES AS INVIOLABILIDADES DOS DIREITOS ÀS VIDAS, ÀS PROPRIEDADES, ÀS LIBERDADES, ÀS SEGURANÇAS, ÀS EQUIDADES, NOS TERMOS SEGUINTES: PERANTE PREPOSIÇÃO ESTE A NÃO HÀ PERANTE PREPOSIÇÃO PERANTE, MAS MAN HAVIDO A. PERANTE TAMPOUCO TEM ACESSÓRIO A ,TAMPOUCO ASSESSÓRIO A, PERANTE A LEI É ERRADO.
    Erária (latim aerarium, -ii)
    s.m. Conjunto dos recursos econômicos e financeiros de uma entidade ou de um Estado, Pátria, Nação, Criador, Onipotente, o Pai é todo-poderosa e orde sim ordem sic. = tesoura, tesoiro ou tesouro ou tesoira é simplesmente adjetivo público, Agnelo Santos Queiroz Filho, Dilma Vana Rouseff presidente da República federativa do Brasil da América do Sul da terceira potência mundial de Pib da maior floresta mundial do maior rio mundial de 8.547.403 km2 …QUEM É, O QUE É O DESORDEIRO DA ORDEM SIM ORDE PÚBLICA, O PERTURBADOR SIM PERTUBADOR DA PERTURBAÇÃO SIM PERTUBAÇÃO PÚBLICA. O DEPUTADO FICA NO PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO QUANDO O OUTRO DEPUTADO DA FRASE ESTÁ NESSE TEMPO E MODO, OU QUANDO ESTÁ NO PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO INDICATIVO. QUANDO, PORÉM, SE EMPREGA O PRETÉRITO IMPERFEIO PELO PRETÉRITO PERFEITO, USA-SE HÁ, E NÃO HAVIA.

  366. Lufe disse:

    O x da questão meu colega é q vc vê o problema pelo lado do avesso. Não é a bebida, as drogas, ou quaisquer outras coisas que causam a violência e o tráfico e o crime organizado. São a maioria das pessoas de má índole que se corrompem(geralmente sem ser praticamente de alguma religião)colaboram para destruir o tecido social mundial e chegamos onde chegamos.No caos, e que deve piorar. O problema central é a corrupção de alguns que acham que podem fazer o q bem quiserem e segue o jg e n pode ser assim. Veja o Império Romano e pq entrou em decadência. Os mesmos motivos que o mundo está caminham do para o mesmo lugar.
    Caro colega, acompanhe meu raciocínio. Se n houver consumo de bebidas e drogas de quaiquer natureza ou ele for diminuto, não haverá tráfico, corrução e nem violência. Mas como as pessoas q

  367. Marcelo disse:

    Pra vc ver como o preconceito e a ignorância ainda mandam neste país, Alexandre.

  368. Lufe disse:

    Sorry ocorreu um erro no envio.
    Mas como as pesoas insistem em usar entorpecentes, e fazer td que é proibido sempre haverá problemas. Te dou como exemplo recente o da Holanda que abriu seu “cafés” pra fumar maconha. No início eram quase 2000 agora parece que já são menos da metade, mas mais de 2 milhões de turistas foram “degustar” maconha(até aí td bem), porém o governo fez a pesquisa e constatou que a violência para fornecer o produto nesses “cafés” se elevou em cinco vezes e , lembre-se de que é td liberado. Portanto, respeito sua opinião mas sua tese n se sustenta. A Suíça tentou fazer algo parecido só aumentou a vuiolência e juntou um bando de zumbis drogados. Uma sociedade doente. Abçs de um cidadão honesto e que n usa drogas e bebe socialmente e respeito o seu semelhante, como pregava o Mestre.

  369. Marcelo disse:

    Indique suas fontes, Lufe. Ou vc tem péssimas fontes ou está inventando dados. Em todos os países que legalizaram a violência diminuiu.
    Essa foi boa: “um cidadão honesto e que n usa drogas e bebe socialmente”. O álcool é muito mais prejudicial e viciante do que a maconha. Ele sozinho causa 22,5 vezes mais mortes do que todas as drogas ilícitas somadas. Abçs de um cidadão honesto que fuma maconha “socialmente”.

  370. piccolo disse:

    Corrigindo, o THC não é um álcool, mas um terpenóide (outros terpenóides famosos são o mentol e a cânfora).

  371. Oswaldo disse:

    Ha, voltei aqui e fiquei chateado… como não mudei de idéia, então você/s não quer/em brincar mais!? O assunto entrou em espiral?

    Eu posso divergir!?

    Ou eu teria que acatar vossos argumentos em algum momento?

    Entorpecente é proibido. Que mania de querer difundir no mundo vossos próprios vícios e desvios.

  372. Marcelo Azevedo disse:

    Oswaldo,
    Ninguém dá a menor pelota se você mudou de idéia ou não.
    Queremos discutir soluções.
    O problema é que há radicais como você que se negam a procurar uma solução melhor para a maioria. “Entorpecente é proibido”. Por que? Por que é “errado”? Que mania de querer difundir e impor ao mundo seus próprios valores morais independente das consequencias sociais… isso aí é o que o Taliban faz lá no Afeganistão…

  373. Oswaldo disse:

    (risos) gente, deixa de radicalizar comigo, só fiz uma reflexão sobre o comentário do próprio Denis, que tá maior PELOTADO porque não consegue nos convencer de que uma sociedade nas drogas seria uma sociedade melhor… é que parece que a discussão era só um meio e no final de qualquer forma eu/outros teria que concordar com vocês…:

    denis rb
    17/01/2011 às 16:26
    Ah, faz uns três dias que essa conversa começou a andar em círculos. Vejo até um esforço de alguns em discutir a sério, mas os outros estão com seus calcanhares firmemente enterrados nas opiniões que eles sempre tiveram. Não vão mudar de ideia, não importa o que se diga. Tô fora desse debate que não chega a lugar nenhum.

  374. Marcelo Azevedo disse:

    Uma sociedade nas drogas não é uma sociedade melhor. Ponto.
    Tá bom do jeito que está? Não.
    Qual é o mal menor?
    Essa é a questão.
    E não tem nada a ver com concordar ou discordar com ninguém. Fique com sua opinião. Democracia não é unanimidade, ué.

  375. Lu.Moraes disse:

    Sera que para viver precisamos mesmo de maconha,alcool,cocina…ou tantas outras porcarias.gente vamos falar a verdade alcool e uma desgraça e maconha e outra para que essa discurssão do que e pior ou melhor tudo e um caos para a humanidade ve se cai essas fichas e pare de instigar o vicio que os jovens estão todos lascados com essa de isso não faz mal a pesquisa tal menos mal pra isso…vamos falar a verdade,tudo isso e lixo e faz mal a saude,e o resto e conversa pra boi dormir.

  376. Marcelo disse:

    Pois é, a maioria é contra. Para vc ver como o Brasil, em alguns assuntos, é atrasado mesmo. Enquanto isso o dinheiro que os maconheiros pagam em impostos nos EUA, na Holanda, em Portugal, no Canadá, etc… É usado cnstruindo Hositais e clinicas de reabilitação. Este dinheiro seria melhor aproveitado sendo usado para armar o crime organizado? Como acontece aqui no Brasil?

  377. Marcelo disse:

    Uma sociedade “nas drogas”, de fato, não deve ser coisa boa. Mas uma sociedade “nas drogas” e ainda por cima matando milhares de pessoas por ano (inclusive inocentes), por causa delas (drogas), deve ser ainda pior não acham?

  378. Rener Melo disse:

    Por que as pessoas insistem em brigas? Se olharem lá em cima dessa página, vão ler que esta coluna é escrita por Denis Russo Burgierman. Ou seja: qualquer opinião aqui escrita é dele e deve ser respeitada.
    Alguém tem direito de discordar? Claro! Mas sem baixaria, né… Denis é um formador de opinião, mas isso não significa que você tenha que concordar com tudo o que ele escreve. Venha e leia seus textos e tire suas próprias conclusões. Ele é contratado pra escrever e a gente vem porque quer. Então, respeitem o espaço dele.
    E essas aparições grosseiras de leitores só me fazem pensar que são carentes de atenção…
    Abraço!

  379. Lu.Moraes disse:

    Carente de atenção e quem acha que precisa de droga para viver,e quanto a opinião dele deve ser respeitada isso vale para todos,e baixaria e ver tantos jovens morrendo pelas drogas e dizer que ficaria melhor se ficasse mais facil para comprar.beijos

  380. Marcelo disse:

    Ninguém morre (ou mata) por usar maconha Lu.Moraes, eu fumo maconha há mais de dez anos e NÃO vou parar. Está na hora de vocês respeitarem o meu direito de decidir o que é melhor para mim. É a proibição da maconha que mata milhares de pessoas todos os anos. Vá se informar.

  381. Lu.Moraes disse:

    Marcelo apologia a droga e crime sabia? e quanto a seu direito de usar esse ou aquele tipo de droga eu não disrespeitei em momento algum.E me informar…bem da uma olhada la na cracolandia e veja que pessoas alegres felizes,satisfeitas com suas vidas e suas familias e tem mais levantão cedo todo dia vão pro trabalho e ajuda a gerar riquezas no pais e em suas proprias vidas.Bem continua ai fumando sua maconha e jurando que não faz mal a ninguem.A proposito nas preciosas informações consta que sua (maravilhosa)maconha e a porta de entrada para todo o resto.Marcelo ja abservou todo usuario de droga se julga a cima da media no quisito inteligencia?sempre com esse papo idiota(ja se informar)como se as unicas pessoas que pensa…muda esse refrão e deixa sua ficha cair menino.

  382. Marcelo disse:

    Você devia mesmo se informar Lu.Moraes.
    Você não sabe o que é maconha e simplesmente não compreende o quão complexa é esta questão. A julgar pelas bobagens que disse no último post nem deve ter lido o texto do Denis inteiro.
    Maconha NÃO leva à outras drogas. Fumo maconha há mais de dez anos, por isso eu SEI do que estou falando. Você não.
    Por que será que sempre que se fala em legalizar a MACONHA aparecem um monte de trolls falando sobre o problema do crack como se as duas substâncias fossem a mesma coisa? Será porque, de fato, nã há uma justificativa sequer para proibir a MACONHA?
    Fazer apologia é elogiar ou recomendar o uso. Eu não fiz nada disso e, mesmo se tivesse feito, só estaria exercendo o meu direito à liberdade de expressão garantido pelo artigo 5º da constituição. Isto mesmo Lu, esta lei ridícula e autoritária remanescente da ditadura é inconstitucional. Um estado que se pretende “democrático” deve garantir aos seus cidadãos o direito a livre opnião e à liberdade de expressão. Liberdade, inclusive, para discordar da doutrina oficial do estado em qualquer assunto.
    Não tenho mais paciência para ficar debatendo à toa com gente hipócrita e preconceituosa. Só estou postando este comentário porque acho que num post sobre maconha quem deve dar a última palavra somos nós, os maconheiros (com muito orgulho).

  383. Marcelo disse:

    P.s. Lu.Moraes, a sua ficha é que precisa cair se você acredita que é possível nos proibir de fumar maconha. Outra, Nós usuários não nos achamos superiores a ninguém. Vocês que se acham no direito de mandar na vida dos outros porque se consideram “moralmente superiores” é que se acham melhores do que os outros. Mas depois deste seu último post cheio de erros de português gritantes estou me esforçando para não me achar mais inteligente do que você.

  384. Oswaldo disse:

    Gente, vejam só, no centro da web brasileira, no site da Veja, em um espaço sobre eco/sustentabilidade (colocar um assunto polêmico como liberação de drogas seria também uma forma de conseguir mais page views?), é proposto o debate sobre as drogas e é fácil notar, inclusive nos comentários de Denis:
    1-se não mudamos de opinião é porque estamos ainda com os pés/calcanhares e mentes fincados no que aprendemos ainda quando éramos crianças bobinhas… não entendemos, e só por isso não mudamos de idéia ainda e ficamos contrariando, só por maldade talvez;
    2-dá a impressão que a discussão era só mera formalidade, e que no final deveríamos concordar e aderir a proposta, já que o próprio Denis contra-argumenta: ´Não vão mudar de ideia, não importa o que se diga.´;
    3-tentam passar argumentos de soluções fáceis, tipo:´tá bom assim? Não! então vamos liberar tudo´. Seguindo essa lógica, pergunto: prendemos todos os assassinos? Não, claro que não. Ora, então vamos parar de prender assassinos. Fácil fácil resolver/melhorar.
    4-ou propostas assim ainda: vamos legalizar e tributar os crimes… com o dinheiro dos impostos vamos contruir escolas, hospitais…;
    Querem unanimidade? Então vão propor esse debate nos arrebaldes da web, em algum cannabiscafépontocom qualquer de alguma área insalubre e periférica da web. Lá vocês terão unanimidade e poderão dar a última palavra, sempre. Mas não aqui no centro da web, na Veja. Aqui teremos muitas divergências, sempre. Em defesa da civilização e contra a barbárie.

  385. denis rb disse:

    “Centro da internet brasileira”? Não existe isso, Oswaldo. A internet não tem centro. Tem 1 trilhão de vozes, e a beleza dela é essa mesmo: é um espaço democrático, onde qualquer um pode se expressar (e ninguém é obrigado a concordar).
    Eu quero unanimidade? Óbvio que não, isso seria chatíssimo. Mas você parece querer – afinal seu comentário dá a sensação de que o problema não é você discordar das minha ideias: o problema é eu estar aqui manifestando essas ideias (e não em algum “cannabiscafépontocom qualquer de alguma área insalubre e periférica da web”). Enfim, você quer me calar. Você está questionando meu direito de me expressar.
    E aí me perdoe, mas não tenho como levar você a sério.

  386. alexandre disse:

    A Solução mais fácil é liberar ao invés de combater. Imagine a tarefa de vigiar as fronteiras terrestres do Brasil! Sem falar nas marítimas , aéreas e no próprio território. Requer muito esforço, muita inteligência, cooperação internacional, etc. Sem falar na fiscalização da própria polícia muito propícia a ser cooptada já nas fronteiras. Assim o discurso mais fácil seria liberar pois sai mais barato para o estado.

  387. Marcelo Azevedo disse:

    Vou apoiar o Denis:
    O debate implica, necessariamente, em troca de idéias.
    Pode-se ver que em muitos casos não há troca. Um debate é um bate-bola, onde um manda uma idéia, outro rebate com argumentos relevantes, etc etc, com o objetivo justamente de encontrar um ponto comum. A fala do Oswaldo (“Seguindo essa lógica, pergunto: prendemos todos os assassinos? Não, claro que não. Ora, então vamos parar de prender assassinos. Fácil fácil resolver/melhorar.”), usando argumentos que já foram rebatidos há bastante tempo, só prova o que o Denis fala de estar preso a conceitos. Se você não está disposto a ouvir, não queira debater. Num debate não há imposição. Num debate não há “última palavra”. Num debate há construção de conceitos e de idéias que fazem avançar.
    Acho que tem muita gente que precisa dar uma renovada em seus conceitos de democracia…

  388. Lu.Moraes disse:

    Marcelo…quer saber fica bem ta, e quanto os erros de portugues obrigado pelo dica viu vou tentar mudar isto para poder discutir qualquer assunto com a sua pessoa(tão intelegente)so não vou poder concordar que fumar maconha ou qualquer outra droga faz bem.E pelo seu post percebo que ela ajuda muito para tornar as pessoas mais mal educadas e vejo que sua vontade de defender as drogas e tão gritante quanto meus erros de português.portanto vou parar de discutir com voce ou daqui a pouco eu vou estar querendo voltar para ser alfabetizada e nos intervalos fumar essa maravilhosa “maconha”como estas opções não estão nos meus planos.Adeus.

  389. alexandre disse:

    Olha só a contradição : “Num debate não há imposição. Num debate não há “última palavra”. Num debate há construção de conceitos e de idéias que fazem avançar.” Como se constrói um conceito se há duas idéias diferentes? não é uma contradição? Um conceito é quando há sim uma idéia vencedora, ora pois, a perdedora infelizmente … não avança. Entendeu Marcelo Azevedo.

    A sua fala final contradiz mais ainda o seu período citado : “Acho que tem muita gente que precisa dar uma renovada em seus conceitos de democracia…”. Se a pessoa dá uma renovada nos conceitos é porque achou uma idéia melhor que a sua e portanto abandonou a velha…

    Capitche?

  390. Marcelo disse:

    Lu. Moraes, não invente coisas.
    Eu nunca disse que fumar maconha ou qualquer outra droga faz bem. Só disse que EU não vou parar de fumar maconha só porque gente hipócrita e preconceituosa se acha no direito de mandar na MINHA vida. Adeus.

  391. Marcelo disse:

    É Marcelo Azevedo, me expressei mal. Não posso dar a “última palavra” neste debate pq, de fato, não existe última palavra. Mesmo assim não deixarei comentários preconceituosos sobre maconha sem resposta neste espaço. abs.

  392. Marcelo Azevedo disse:

    Alexandre,
    você é extremamente maniqueísta e já provou isso extensivamente. Na sua cabeça, existe o bom e o mau, o verdadeiro e o falso, o certo e o errado. Eu não acredito em maniqueísmo. Eu acredito no debate, porque ele permite que se veja vários lados de uma mesma questão. Eu mesmo entrei aqui com uma idéia e saí com outra, porque me foi mostrado outro lado da mesma questão.
    Há sim, num debate, construção de conhecimento, de opiniões, de caminhos alternativos que satisfaçam os anseios da maioria das pessoas. Não há como conhecer esse caminho sem a exposição de idéias de forma coerente.
    Você entende a democracia como o estabelecimento claro de “vencedores” e “vencidos”. Não é assim que a coisa tem que funcionar. Estou convicto de que se você estivesse disposto a ouvir e refletir, e se afastar de seus dogmas pré-estabelecidos, você poderia contribuir muito mais. Agindo como você age, você consegue apenas hostilizar e ser hostilizado – de forma alguma ajudando de forma objetiva na solução de qualquer problema.

  393. alexandre disse:

    Q crazy vc. Não quero ser maniqueista ou sei lá o q. Esta denunciando suas próprias contradições com as idéias…é preciso avançar nas idéias? como? Com os melhores argumentos e portanto… idéias. A questão do verdadeiro ou falso, certo e errado é apenas o meio ora pois, o q tem de errado dizer q alguém está errado ou o argumento é falso . Pare de colocar coisas que não disse. Por favor leia inteiramente minhas idéias. Sim há os vencedores e os vencidos eles apenas mudam de personagem(numa democracia) , que é a alternagem do poder. Os vencidos dão legitimidade aos vencedores , pois são a oposição. Estou disposto a ouvir , pois estou aqui debatendo … dããã.
    Dogmas pré-estabelecidos na verdade, nos fatos ne?! assim nem eu mudo de opinião mesmo.
    Pelo fim dos seus argumentos você que tem me hostilizado ne. E até me xingado nos outros comentários.

  394. alexandre disse:

    http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_249104.shtml

    Este é um texto antigo de Denis, ainda na revista super. Destaco os principais pontos da matéria. No começo pra metade fala sobre a ruindade da proibição no miolo fala sobre as partes negativas da maconha e termina com aspectos negativos da proibição.
    Dênis:
    Maconha faz mal?
    Taí uma pergunta que vem sendo feita faz tempo. Depois de mais de um século de pesquisas, a resposta mais honesta é: faz, mas muito pouco e só para casos extremos.
    O uso moderado não faz mal.

    Câncer
    Não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro. Isso não quer dizer que não haja. Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada – porque os danos só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que uma bomba semelhante esteja para explodir no caso da maconha, cujo uso se popularizou a partir dos anos 60. O que se sabe é que o cigarro de maconha tem praticamente a mesma composição de um cigarro comum – a única diferença significativa é o princípio ativo. No cigarro é a nicotina, na maconha o tetrahidrocanabinol, ou THC. Também é verdade que o fumante de maconha tem comportamentos mais arriscados que o de cigarro: traga mais profundamente, não usa filtro e segura a fumaça por mais tempo no pulmão (o que, aliás, segundo os cientistas, não aumenta os efeitos da droga).
    Quem fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.

    Dependência
    Algo entre 6% e 12% dos usuários, dependendo da pesquisa, desenvolve um uso compulsivo da maconha (menos que a metade das taxas para álcool e tabaco). A questão é: será que a maconha é a causa da dependência ou apenas uma válvula de escape. “Dependência de maconha não é problema da substância, mas da pessoa”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina. Segundo Dartiu, há um perfil claro do dependente de maconha: em geral, ele é jovem, quase sempre ansioso e eventualmente depressivo. Pessoas que não se encaixam nisso não desenvolvem o vício. “E as que se encaixam podem tanto ficar dependentes de maconha quanto de sexo, de jogo, de internet”, diz.
    Muitos especialistas apontam para o fato de que a maconha está ficando mais perigosa – na medida em que fica mais potente. Ao longo dos últimos 40 anos, foi feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram variedades como o skunk. No último ano, foram apreendidos carregamentos de maconha alterada geneticamente no Leste europeu – a engenharia genética é usada para aumentar a potência, o que poderia aumentar o potencial de dependência. Segundo o farmacólogo Leslie Iversen, autor do ótimo The Science of Marijuana (A ciência da maconha, sem tradução para o português) e consultor para esse tema da Câmara dos Lordes (o Senado inglês), esses temores são exagerados e o aumento da concentração de THC não foi tão grande assim.
    Para além dessa discussão, o fato é que, para quem é dependente, maconha faz muito mal. Isso é especialmente verdade para crianças e adolescentes. “O sujeito com 15 anos não está com a personalidade formada. O uso exagerado de maconha pode ser muito danoso a ele”, diz Dartiu. O maior risco para adolescentes que fumam maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda de interesse que a droga causa em algumas pessoas. A síndrome amotivacional é muito mais frequente em jovens e realmente atrapalha a vida – é quase certeza de bomba na escola e de crise na família.
    Danos cerebrais
    “Maconha mata neurônios.” Essa frase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhões de dólares foram investidos para comprovar que o THC destrói tecido cerebral – às vezes com pesquisas que ministravam doses de elefante em ratinhos –, mas nada foi encontrado.
    Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo prejudicada. São bem comuns os relatos de pessoas que têm ideias que parecem geniais durante o “barato”, mas não conseguem lembrar-se de nada no momento seguinte. Isso acontece porque a memória de curto prazo funciona mal sob o efeito de maconha e, sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (é por causa desse “desligamento” da memória que o usuário perde a noção do tempo). Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumar que tudo volta a funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio, que fica mais lento quando o usuário fuma muito frequentemente
    Há pesquisas com usuários “pesados” e antigos, aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos, que mostraram que eles se saem um pouco pior em alguns testes, principalmente nos de memória e de atenção. As diferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.
    Coração
    O uso de maconha dilata os vasos sanguíneos e, para compensar, acelera os batimentos cardíacos. Isso não oferece risco para a maioria dos usuários, mas a droga deve ser evitada por quem sofre do coração.
    Infertilidade
    Pesquisas mostraram que o usuário frequente tem o número de espermatozoides reduzido. Ninguém conseguiu provar que isso possa causar infertilidade, muito menos impotência. Também está claro que os espermatozoides voltam ao normal quando se para de fumar.
    Depressão imunológica
    Nos anos 70, descobriu-se que o THC afeta os glóbulos brancos, células de defesa do corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação entre o uso de maconha e a incidência de infecções.
    Loucura
    No passado, acreditava-se que maconha causava demência. Isso não se confirmou, mas sabe-se que a droga pode precipitar crises em quem já tem doenças psiquiátricas.
    Gravidez
    Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram muita maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. Outras não confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor evitar qualquer droga psicoativa durante a gestação. Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.
    Maconha faz bem?
    No geral, não. A maioria das pessoas não gosta dos efeitos e as afirmações de que a erva, por ser “natural”, faz bem, não passam de besteira. Outros adoram e relatam que ela ajuda a aumentar a criatividade, a relaxar, a melhorar o humor, a diminuir a ansiedade. É inevitável: cada um é um.
    O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto a maconha. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo – ou seja, criar uma maconha que não dê “barato”. Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já que muitas pessoas não gostam do efeito mental. No Brasil, assim como em boa parte do mundo, o uso médico da cannabis é proibido e milhares de pessoas usam o remédio ilegalmente. Conheça alguns dos usos:
    Aids
    Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe disso (aliás, esse é um de seus inconvenientes: ela engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para restaurar o peso de portadores do HIV quanto a maconha. E isso pode prolongar muito a vida: acredita-se que manter o peso seja o principal requisito para que um soropositivo não desenvolva a doença. O problema: a cannabis tem uma ação ainda pouco compreendida no sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa perigo para pessoas saudáveis, mas pode ser um risco para doentes de Aids.
    Ansiedade
    Maconha é um remédio leve e pouco agressivo contra a ansiedade. Isso, no entanto, depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após fumar; outras, principalmente as pouco habituadas à droga, têm o efeito oposto. Também há relatos de sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em que os remédios disponíveis no mercado, embora sejam mais eficientes, são também bem mais agressivos e têm maior potencial de dependência.

    Eu: “únicos pontos positivos que achei foram: alivio de dores no caso de Esclerose, Câncer, Dores, e há estudos sobre tratamento contra glaucoma , e também de dependência : ”
    Dependência
    Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma experiência interessante. Incentivaram dependentes de crack a fumar maconha no processo de largar o vício. Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois, pararam espontaneamente com a maconha, um índice altíssimo. Segundo eles, a maconha é um remédio feito sob medida para combater a dependência de crack e cocaína, porque estimula o apetite e combate a ansiedade, dois problemas sérios para cocainômanos. Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas estão com problemas para conseguir financiamento – dificilmente um órgão público investirá num trabalho que aposte nos benefícios da maconha.

    Outros trechos destacáveis :

    No Brasil, a planta chegou cedo, talvez ainda no século XVI, trazida pelos escravos (o nome “maconha” vem do idioma quimbundo, de Angola. Mas, até o século XIX, era mais usual chamar a erva de fumo-de-angola ou de diamba, nome também quimbundo). Por séculos, a droga foi tolerada no país, provavelmente fumada em rituais de candomblé (teria sido o presidente Getúlio Vargas que negociou a retirada da maconha dos terreiros, em troca da legalização da religião). Em 1830, o Brasil fez sua primeira lei restringindo a planta. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro tornou ilegal a venda e o uso da droga na cidade e determinou que “os contraventores serão multados, a saber: o vendedor em 20 000 réis, e os escravos e demais pessoas, que dele usarem, em três dias de cadeia.” Note que, naquela primeira lei proibicionista, a pena para o uso era mais rigorosa que a do traficante. Há uma razão para isso. Ao contrário do que acontece hoje, o vendedor vinha da classe média branca e o usuário era quase sempre negro e escravo.

    Eu: “Ora então é preciso continuar a exploração da classe média branca com o usuário negro e pobre. Antigamente já fomos mais humanistas do que esta nossa sociedade. Os “brancos” ganham e os pobres compram e se entorpecem. ”
    Dênis:
    Nos últimos anos, os Estados Unidos também mudaram sua forma de lidar com as drogas. Dentro da tendência mundial de ver a questão mais como um problema de saúde do que criminal, o país, em vez de botar na cadeia, obriga o usuário a se tratar numa clínica para dependentes. “Essa ideia é completamente equivocada”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, refletindo a opinião de muitos especialistas. “Primeiro porque nem todo usuário é dependente. Segundo, porque um tratamento não funciona se é compulsório – a pessoa tem que querer parar”, diz. No sistema americano, quem recusa o tratamento ou o abandona vai para a cadeia. Portanto, não é uma descriminalização. “Chamo esse sistema de ‘solidariedade autoritária’”, diz o jurista Maierovitch. O Brasil planeja adotar o mesmo modelo.

    Eu: Ora qual usuário quer parar por conta própria ? A lei americana é perfeita pois na maioria dos casos o paciente foge de controle dos pais e estes perdem a autoridade e o drogado fica a solta até acontecer o pior.

    O texto em si, que é matéria principal da revista de agosto/2002, faz parecer que a proibição da maconha (na chamada principal) é coisa de religioso e dominação americana. Na metade do texto fala muito sobre a ruindade que foi a legalização. Os aspectos negativos coletados sobre a maconha vão no miolo da matéria escondidos e não sou poucos a ponto de derrubar os argumentos dos favoráveis a legalização. Os positivos são bem poucos uso medicinais, a própria dependência é uma incógnita pois depende do usuário, da sua idade, do seu passado, da sua situação familiar, etc.
    Vejam a chamada:
    A verdade sobre a maconha
    Poucos assuntos dão margem a tanta mentira, tanta deturpação, tanta desinformação. Afinal, quais os verdadeiros motivos por trás da proibição da maconha? A droga faz mal ou não? E isso importa?

    Eu: Os que defendem a proibição estão na maioria dos casos certos , pois ela pode causar dependência , mas isso depende da pessoa, ora pois. Pode ser até que a droga não faça tão mal mas os benefícios praticamente não existem e são somente de alívio de dores em algumas doenças .

  395. Alexandre disse:

    Ainda que a maconha seja benefica para determinadas doenças, torço para que permitam o uso dela somente para estas doenças. Como acontece com os remédios tarja-pretas. E nem por isso eles são liberados para usos quaisquer. Têm que ter receitas médicas,etc.

    Quanto as indústrias de cânhamo sim até penso em permitir o seu uso , mas o que fariam os indústrias com os outros substratos? Bem provável que tentariam vender na forma de algum produto, daí deve vir a ideia da proibição total: Tá ok serve para isso mas e o resto??

  396. denis rb disse:

    O que você não entende, Alexandre, é que os benefícios e malefícios não são a questão mais importante. Mais importante é defender o direito de escolha das pessoas. Maiores de idades responsáveis pelos seus atos, em democracias, têm o direito de decidir o que querem e o que não querem fazer com eles mesmos.
    O problema é que você é, por natureza, uma pessoa autoritária. Você, no fundo, acredita que tem o direito de decidir o que é melhor e o que é pior para mim e para todas as outras pessoas. Pessoas como você sempre foram muito poderosas no mundo. Felizmente, esse poder está diminuindo, como o Egito está demonstrando. Fico feliz.

  397. Marcelo disse:

    Ah! Então vc “até pensa em permitir”, Alexandre?
    Então fica aí acreditando que tem este poder de decidir pelos outros o que devem fazer com suas próprias vidas. Enquanto isso vou ali desobedecer suas ordens. Tenta me impedir.

  398. Alexandre disse:

    Opa Dênis primeiramente você disse que a legalização e por conseguinte regulação da maconha iria fazer tão bem quanto o vinho, destaco alguns trechos do texto Duas Drogas:

    Quando a Proibição do álcool acabou, após a constatação de que era cara e ineficaz, deixou uma burocracia desempregada, e essa burocracia lobiou por algo para proibir. Não demorou para eles acharem: uma erva demoníaca que enlouquecia as pessoas e fazia-as matarem os outros (esse foi um dos mitos sobre a maconha depois desmentidos).

    Mas será que, ao proibirmos um e vigiarmos atentamente o outro, não estamos potencializando o mal do primeiro e o bem do segundo?

    A propósito: maconha adora muito sol e pouca chuva. O sertão nordestino, pedaço mais socialmente vulnerável do Brasil, poderia ser a Bordeaux dessa cultura.

    Ou seja, por meio de analogias chega-se a conclusão que a liberação terá o mesmo efeito na maconha. Você nunca disse que ” Mais importante é defender o direito de escolha das pessoas. Maiores de idades responsáveis pelos seus atos, em democracias, têm o direito de decidir o que querem e o que não querem fazer com eles mesmos.”. ok? Melhorou o nosso discurso.
    Destaco outros comentários que você deixou aqui:
    denis rb

    12/01/2011 às 14:29

    Mas é justamente isso que eu defendo. O bom do sistema holandês é exatamente isso: lá há regulação, há controle, há regras. Lá todos os koffeshops sofrem inspeções, pagam imposto e têm licenças que podem ser cassadas se cometerem alguma infração (se eles venderem para um menor de idade, por exemplo, estão ferrados).
    Aqui, apesar da ficção da proibição, pode tudo. O estado finge que o problema não existe e aí os traficantes mandam e desmandam. No Rio há mais ou menos o mesmo número de bocas ilegais que o número de koffeshops em Amsterdam. É igualmente fácil comprar maconha lá ou aqui. A diferença é que aqui não há controle algum, a qualidade é terrível, a proibição leva os usuários a drogas mais pesadas, o estado não recolhe imposto, o tráfico corrompe o estado e arma o crime organizado. Lá nada disso acontece.
    Regular não é o mesmo que proibir, é o contrário. Proibir é abrir mão de regular e de controlar.
    denis rb

    11/01/2011 às 11:46
    Mas, para mim, nada disso importa muito. Não importa discutir se drogas fazem bem ou mal: podemos partir tranquilamente do princípio de que elas fazem mal. A questão é: elas fariam menos mal se não fosse a Proibição.
    Viu toda hora você dizia que iria melhorar toda esse tráfico que ocorre com a simples liberação. Você que parece que ta mudando o discurso sobre a legalização, ok. Vamos entrar em outro nível: você é quem dita as coisas aqui, certo? Agora quanto as outras coisas sobre que sou uma pessoa poderosa, autoritária, etc. não sei. Você tá dizendo ! Sempre gosto de debater como fiz aqui com base em textos, artigos, sites. Democracia é difícil, mas fácil é uma ditadura, mas ainda sim prefiro a democracia. Se isto é ser autoritário, poderoso , ok então. Fique feliz.

    Abraços

  399. denis rb disse:

    Sim, Alexandre, eu sei o que eu disse. Continuo pensando a mesma coisa. Não acho que você seja poderoso. Acho que você não tem poder nenhum, e que quer decidir sobre a vida de todo mundo. E fico muito feliz por você não ter poder nenhum. Ainda bem que não vivemos mais num tempo em que alguém assim como você manda em mim. Pena que nossa política ainda é dominada por gente assim como você. Felizmente isso não vai durar muito. Tchau.

  400. reynaldo moreira disse:

    Se o sujeito for fumar maconha para ver Ti-Ti-Ti e depois bodar na cama, sou contra a liberação.

  401. Marcelo disse:

    E se o sujeito fumar unzinho depois de trabalhar e estudar o da todo, como é o meu caso, vc apóia a legalização, Reynaldo?

  402. Marcelo disse:

    ops errei… é “estudar o DIA todo(…)”

  403. reynaldo moreira disse:

    Se estudar e trabalhar o dia todo e fumar unzinho para assistir Ti-Ti-Ti, sou contra, ô Marcelo Dá2.

  404. Marcelo disse:

    E se o usuário nunca assistir novela nenhuma, como é o meu caso, Reynaldo, vc apóia a legalização?

  405. Marcelo disse:

    Se o problema é com a novela Ti-Ti-Ti, que tal proíbi-la? Eu até apóio vc nesta luta.

  406. Marcelo disse:

    oops é proibi-la, sem acento.

  407. reynaldo moreira disse:

    Ô, cabeção, quando mencionei o tal Ti-Ti-Ti foi para explorar o duplo sentido, capito? Ademais, eu só estava dando um exemplo desse lixo produzido pela indústria cultural para demonstrar qual é o verdadeiro entorpecente. Poderia dar milhares de outros. Se as pessoas estivessem se alimentando de comida, livros, filmes, até novelas sim (porque não?) de qualidade, se estivessem envolvidas dia após dia com substância e profundidade, e se tivessem uma vida comunitária intensa e instigante, estou certo de que usariam menos drogas, lícitas ou ilícitas, ou as usariam de forma mais moderada e prazerosa. Você não vai me ver assentado num boteco durante horas jogando conversa fiada fora e me empanturrando de cachaça e mandioca frita. Mas é claro que eu gosto de beber minha cervejinha entre bons amigos, daqueles que nos impõem desafios. Entendeu agora? Então, assunto encerrado, santa, cansei!!!

  408. Acir disse:

    Denis, gostaria de indicar uma matéria do Luis Fernando Correia, da rádio CBN, como título “Maconha acelera aparecimento dos sintomas de doenças psiquiátricas”, baseado numa pesquisa de revisão de cientistas australianos. Como você mesmo gosta de enfatizar, são dados científicos de pesquisa, e não uma opinião preconceituosa contra os “filo-canabianos”. Qual o argumento contra dados científicos? Ou será que os pesquisadores também são uns “caretas” preconceituosos?

  409. Marcelo disse:

    Entendi, Reynaldo. Inclusive concordo com o que vc disse neste último post.
    O que vc não respondeu ainda foi se vc é favor da legalização da maconha ou se ainda é contra a liberação apesar de tolerar e até mesmo consumir ocasionalmente uma droga bem mais pesada e prejudicial do que a erva proibida que, inclusive, segundo o Ministério da Saúde, causa 22,5 vezes mais mortes do que todas as drogas ilícitas somadas (gosto de repetir este dado por aí só para ver e reação dos hipócritas que aceitam e consomem bebidas alcoólicas mas se acham no direito de proibir a maconha).

  410. Marcelo disse:

    Acir, isto que vc disse provavelmente é verdade. A maconha, de fato, pode funcionar como um catalisador em usuários com tendência a desenvolver doenças psiquiátricas. Mas até aí todos sabemos que o álcool e diversas outras substancias igualmente legalizadas que qualquer um pode comprar sem receita em qualquer farmácia também causam os mesmos efeitos em usuários com aquelas tendências. Assim, qual o argumento para proibir a maconha enquanto drogas ainda piores são toleradas?
    Se a maioria absoluta das pessoas não têm tendência a desenvolver doenças psquiátricas, por que a lei deveria proibir a todas as pessoas de usar maconha? O fato de algumas pessoas, uma minoria, serem propensas a tais desordens psiquiátricas não justifica a proibição para todas as outras. Vc aceitaria ser proibido de assistir filmes violentos só porque algumas pessoas, com problemas mentais, saem matando gente depois de assistirem filmes violentos?

  411. reynaldo moreira disse:

    Tá bão, Marcelo, eu falo minha opinião, sou contra, sou contra a liberação e sou também a favor da proibição do álcool. Para mim, não vai fazer nenhuma falta e haveria mais benefícios do que prejuízos para a sociedade. Isto, claro, supondo que proibir alguma coisa pela lei seja suficiente para que essa coisa desapareça do mundo real, o que, sabemos, não acontece. Agora, se a sociedade um dia mudar radicalmente, se um dia 100% das pessoas tiverem uma formação afetiva e cultural sólida o bastante para que elas tomem decisões independentes e inteligentes, então eu sou a favor. E se um dia isto acontecer, pode acreditar, muito pouca gente vai querer usar ou, antes, abusar das drogas.

  412. Marcelo disse:

    “Isto, claro, supondo que proibir alguma coisa pela lei seja suficiente para que essa coisa desapareça do mundo real, o que, sabemos, não acontece”

    Vc tocou no ponto chave desta questão, Reynaldo.

    Eu e os milhões de maconheiros que existem por aí não vamos esperar esta utopia que vc está esperando para exercer o direito de decidir o que devemnos ou não fazer com nossos corpos. Está na hora de vocês pararem de se iludir e perceberem que não têm este poder de nos proibir de fumar maconha.
    A maioria dos usuários de maconha não “abusa” da erva. E mesmo aqueles que “abusam” não apresentam comportamentos anti-sociais ou completamente irresponsáveis, como é o caso do álcool que vc consome ocasionalmente, não existe overdose de maconha, não existe perda da noção do que é certo ou errado, perigoso ou seguro. Já sobre a questão de ter ou não uma formação cultural e afetiva sólida o bastante para tomar minhas próprias decisões, eu garanto que as tenho. Mas, de qualquer forma, não é você que tem a autoridade de me julgar (e a outros milhões como eu).

  413. Acir disse:

    Marcelo, se você ouvir a matéria da CBN, ou melhor ainda, se puder ler a matéria original, verá que os pesquisadores concluíram também que o álcool não tem o efeito de acelerar os sintomas de doenças psiquiátricas. Concordo com você que são poucas as pessoas que apresentam esses problemas, mas não é esse o ponto do meu comentário. O ponto é que as pessoas que defendem a liberação do consumo da maconha, como você, isistem em dizer que essa droga é inofensiva, o que é uma rematada mentira. Ou ainda comparam a maconha com o álcool, o que, pela pesquisa, podemos considerar descabido. Invocar os direitos individuais para tal liberação (proibir a todos o que apenas alguns não aceitam) também não tem fundamentação, considerando que a sociedade como um todo pagará pelo tratamento dos indivíduos viciados. Acho que cada um deve defender suas opiniões, mas não com mentiras e inverdades. Para finalizar, faço a mesma pergunta que já fiz ao Denis: qual a vantagem de se liberar mais uma droga? O que a sociedade ganha com isso? Além do sossego dos infelizes dependentes da droga, o que essa liberação representaria para de positivo?

  414. reynaldo moreira disse:

    Está desvirtuando meus argumentos, Marcelo. Eu não disse que a maconha ou qualquer outra droga tem o poder de causar tais ou tais problemas por si mesma. É evidente que isso depende de cada um e o que cada um está fazendo de sua vida depende “em larga medida” (embora não em absoluto, claro) de sua formação intelectual e afetiva, sobretudo, nos primeiros anos de vida. Também não tenho a menor esperança de comprovar esse argumento a quem possui uma visão moralista das pessoas, acreditando que elas são o que são apenas e tão somente em virtude de suas “escolhas pessoais”, suas “tendências inatas” ou coisa que o valha. Quem possui esse tipo de visão, em geral, é um sujeito de certezas inabaláveis, quem sou eu para tentar dissuadi-lo. Além disso, não tenho o poder nem a menor vontade de proibir quem quer que seja de fazer o que quer que seja, só estou dizendo que gostaria que as pessoas fizessem uso das drogas após cuidarem de seus problemas, para que eles não se agravem, como costuma acontecer. É só, viu? Tá mais tranquilinho agora? Acabo de ver um documentário italiano que retrata a vida de um tipo bruto chamado Enzo. Ele ficou preso por vários anos por uma série de crimes, incluso assassinato, e na prisão conheceu um transexual que seria seu parceiro de toda uma vida. Esse transexual era viciado em todo tipo de drogas e a paixão por Enzo o fez largar o vício, pois deu um objetivo a sua vida, como ele mesmo diz. Hoje eles possuem um sítiozinho pobre na periferia de Nápoles onde vivem tão felizes quanto possível em meio à miséria e à sordidez reinante naquelas paragens. Passam suas noites de inverno conversando serenamente ao lado da lareira, rodeados de uma dezena de cães muito bem cuidados e, na porta da velhice, continam apaixonados.

  415. Marcelo disse:

    Acir
    Eu nunca disse que a maconha é uma droga inofensiva. O que É VERDADE SIM quando comparamos os efeitos prejudiciais da maconha com os do álcool, que mata 22,5 vzezes mais do que todas as drogas ilícitas somadas, ou seja, a comparação não é “descabida” como vc diz. Na verdade é muito pertinente. É simplesmente injusto e irracional liberar o álcool e proibir a maconha.
    É óbvio que tem ampla fundamentação invocar a defesa dos direitos individuais nesta questão, pelo simples fato que ninguém tem autoridade (ou poder) para decidir por mim o que eu devo ou não fazer da minha vida. Ainda mais levando em consideração que a maioria absoluta dos usuários de maconha nunca precisa de tratamento algum por causa do uso de maconha.
    Veja, por exemplo, o meu caso: fumo maconha há mais de dez anos, não “enlouqueci”, nunca roubei ou cometi qualquer crime violento para sustentar o meu vício, nunca apresentei comportamentos anti-sociais ou irresponsáveis por ter usado maconha (por ter bebido além do que devia sim, mas nunca por fumar maconha).
    E a minha mente continua muito bem obrigado, trabalho normalmente e estou me formando em História pela UFPE este ano. Ninguem nunca precisou pagar tratamento algum para mim ou para qualquer um dos meus amigos que também fumam maconha.
    Quanto às perguntas que vc fez ao Denis, elas estão todas respondidas neste mesmo post, vc o leu até o fim?
    O que a sociedade ganha? Que tal a dimimnuição da violência e do poder do crime organizado retirando deles esta fonte de receitas megabilionária que é o monopólio do tráfico de maconha? Que tal um pouco de sossego para mim, que poderei comprar a minha plantinha em locais seguros, autorizados e fiscalizados pelo estado, que inclusive poderá taxar a maconha para compensar aqueles eventuais gastos com tratamentos de saúde que vc citou?
    Vc deixou clara a sua postura preconceituosa quando simplesmente rotulou os usuários de maconha como “dependentes infelizes”. Eu sou muito feliz. Infeliz é vc que se acha no direito de mandar na vida dos outros.
    Se mesmo depois de tudo isso que eu disse vc continuar achando que maconha é uma droga mortal que merece ser proibida. Só posso crer que o seu preconceito é imune à razão.

  416. Marcelo disse:

    Reynaldo, que bom que vc não tem a intenção de proibir ninguém de fumar maconha. Só não entendo porque vc diz que é contra a legalização, já que tem consciência que é simplesmente impossível.

  417. reynaldo moreira disse:

    Quem vai tentar te proibir de fumar maconha é a polícia, rapaz, de forma bem indelicada, pode acreditar. Fica esperto, uma hora a casa cai, e papai vai ter de socorrer. No mais, se me conhecesse, ia ver que eu sou um sujeito tremendamente tolerante, só não sou dos que disfarçam a ignorância atrás do relativismo. E eu não sou contra a legalização, tá esquecido, cabeção? Eu sou contra liberar a droga para o cara ficar babando enquanto assiste a MTV. É um desperdício, para que potencializar tanta estupidez? Melhor a idiotice pura e simples, não? Agora, se for para o sujeito fazer um sexo gostoso com a noivinha, eu não tenho absolutamente nada contra. E esqueci de responder algo do outro comentário. Tente comprar um único livro de antropologia, por exemplo, “Os Argonautas do Pacífico Ocidental”, de Malinowski, um clássico. Depois você poderia, por favor, me apontar nele um só conteúdo ideológico? Quebra esse galho, eu ficaria suuuper agradecido.

  418. Marcelo disse:

    A polícia já tentou me proibir reynaldo, dezenas de vezes. Sem sucesso, claro. Na verdade quando eles pegam alguém com maconha só querem algum suborno. De mim nunca conseguiram nada. Eu não tenho medo dos cães do sistema, porque eles são covardes ao extremo, só agridem pessoas pobres e sem instrução que não podem se defender. Só queria ver um dia estes “homens valentes e honrados guardiões da moral” baterem num político corrupto qualquer.

  419. Marcelo Azevedo disse:

    Reynaldo, já disse e vou dizer de novo, o Marcelo da maconha é uma pessoa, o Marcelo Azevedo é outra. Mas vou aproveitar e opinar novamente:
    .
    Qual a diferença entre fumar um baseado para fazer um sexo gostoso e fumar um baseado para assistir TV? Escolhas são escolhas, são de foro íntimo e se meter nisso é autoritarismo. Você pode achar extremamente democrático obrigar a TV aberta a apresentar somente conteúdos edificantes, mas certamente acharia extremamente autoritário se alguém dissesse que antropologia não serve para nada e fizesse uma fogueira em praça pública com toda a obra de Malinowski. Todo regime ditatorial é desprezível, independente se é bem intencionado ou não.
    .
    E falando sobre antropologia, já que você mudou o assunto de post, quero aqui fazer um mea-culpa. Me expressei mal quando misturei ideologia com ciência. A antropologia é uma ciência, não ideologizada, e peço desculpas pela confusão, a forma como falei foi desrespeitosa.
    O que sim tem um matiz ideológico é a supervalorização das culturas nativas, indígenas, etc etc, como se fossem superiores à cultura da sociedade moderna em que estamos inseridos. Não são, são apenas diferentes, há pontos melhores e pontos piores, e não creio que haverá mais validade em analisar a “natureza humana” nessas sociedades do que na nossa. Ou não somos humanos?

  420. reynaldo moreira disse:

    Acontece é que, na prática, Marcelo de Azevedo, é o lixo que nos é imposto, “democraticamente”, ao ponto em que achamos ser natural, espontâneo. 95% da programação da TV aberta ou paga veicula só o lixo, sobretudo o americano: banalização da violência, espetáculo da catástrofe, sentimentalismo barato, em suma, uma cultura sórdida e mórbida que indica uma tendência cultural suicida. Não é sequer preciso fazer uma fogueira com a obra de Malinowski, Marx, Proust, e tantos outros. O domínio da pequenez é tamanho que as pessoas são levadas a crer que tudo isso é apenas matéria para “nerds”, não existe o menor interesse por essas e outras obras árduas, profundas e incômodas e não existe este interesse porque ele não é fomentado socialmente em ampla escala e ele não é fomentado socialmente em ampla escala porque criaria cidadãos críticos, seletivos, combativos em massa e não consumidores compulsivos e estupidificados que produzem lucro para o capitalista para que ele continue produzindo padronização, massificação, alienação, estupidez e infelicidade. Quanto a uma suposta supervalorização das culturas nativas, sugiro ver o comentário que fiz no outro post. Sou um leitor de ciências humanas já bastante ralado, não um maniqueísta formado pelas novelas da Globo. Não vou mais te confundir com o outro Marcelo, vou lembrar do Reinaldo do Azevedo (seu primo careca?), esse grande teórico que habita as páginas desta revista iluminada, famoso pela tolerância e pela sutileza.
    E Marcelo puro e simples, o “maconheiro”, então a polícia te pegou dezenas de vezes, sempre exigiu suborno, não conseguiu nunca te arrancar um tostão, você não tomou nem um tapa na orelha, talvez porque é branco e de classe média, e saiu sempre ileso, numa boa? Cara, você é foda, ein!!!! Eu virei seu fã.

  421. Marcelo Azevedo disse:

    Conforme também já disse, respeito sua formação e conhecimento, Reynaldo. Mas a conclusão a que você chega é que tem um matiz ideológico. Não há conspiração para a estupidificação. Há estúpidos consumindo estupidez. As pessoas não são levadas a crer que cultura de qualidade é para nerds. Elas acham isso tudo um saco mesmo. O mercado não regula o pensamento do consumidor, ele tenta descobrir o que o consumidor quer e oferece o produto. A produção cultural é assim também. Quer mudar o mundo? Não adianta mudar a mídia, as pessoas vão arrumar outra coisa para se imbecilizarem.
    Agora, por favor, não me confunda com o Reinaldo Azevedo. Todos as vezes somos pouco sutis e causamos desconforto, mas todas as vezes em que falei bobagem, me apressei em apresentar minhas desculpas… rsrsrs

  422. reynaldo moreira disse:

    Como você pode saber se as pessoas não escolheriam cultura de qualidade se isto não lhes é oferecido desde a infância, dia após dia? Primeiro seria preciso oferecer. Se elas recusassem, sua tese estaria provada.

  423. Marcelo disse:

    Reynaldo, de fato, sou branco e de classe média, mas perceba que se eu nunca apanhei não é porque sou “foda” e sim graças ao preconceito e covardia dos policiais.
    Quer saber a minha receita para sempre sair ileso destas situações? Basta seguir duas regrinhas simples:
    1)Nunca reagir fisicamente ou mesmo tentar enfrentá-los verbalmente
    2)Nunca demonstrar medo. Eles fazem todo tipo de ameaças para extorquir dinheiro, dizem que vão bater, levar para a delegacia, que vão pegar não sei quantos quilos de drogas “que está ali guardada” para prender vc como traficante e etc. Basta ficar tranquilo nada disso acontece se vc mostrar a eles, delicadamente e sem arrogância, que tem instrução e que não se intimida.
    Fazendo isso e mantendo a calma, os cães do sistema apenas ladram e nunca mordem.

  424. reynaldo moreira disse:

    Então pessoas de qualidade que escolhem a cultura de qualidade são aquelas geneticamente determinadas à iluminação, como eu e você? Isto tem nome, meu caro: elitismo.

  425. reynaldo moreira disse:

    No mundo da fantasia, esta sua teoria é verdadeira, Marcelo. No mundo real, os cães da ordem plantam provas, forjam testemunhas, espancam e matam. Vai ver você ainda não topou com os pit-bulls.

  426. Marcelo disse:

    Até hj estas regrinhas funcionaram muito bem nas várias vezes em que me pegaram com maconha, Reynaldo.
    Estes pit Bulls a que vc se refere não perdem tempo exorquindo trocados de maconheiros, só a ralé da polícia faz isso.
    Os pit-bulls de vardade que estão soltos por aí (e com distintivos) extorquem traficantes de verdade.

  427. Marcelo Azevedo disse:

    Reynaldo,
    Acho mais simples: as pessoas que escolhem cultura de qualidade, gostam de… cultura de qualidade! Principalmente porque são questionadoras. Eu e você temos opiniões opostas, mas temos uma coisa em comum: somos profundamente questionadores. Talvez seja essa a característica. Mas veja, minha teoria é diametralmente oposta ao elitismo: Ora, se somos todos iguais, com as mesmas faculdades mentais e inseridos no mesmo contexto social, por que eu questiono e outros não? A única coisa que nos sobra é o livre arbítrio…

  428. reynaldo moreira disse:

    Está certo, Marcelo de Azevedo, você acredita, como o moralista católico do século XII, que somos o fruto de nossas escolhas livres. Eu penso como centenas e centenas de cientistas sociais, historiadores e antropólogos que estudaram arduamente o ser humano nas circunstâncias as mais diversas até chegarem à conclusão de que as pessoas são o fruto do meio, repito, EM LARGA MEDIDA, MAS NÃO EM ABSOLUTO. Recomendo a leitura de um só livro de antropologia, dos mais fáceis: “Crônica dos Índios Guayaqui”, de Pierre Clastre. Ele esteve entre esses índios na década de sessenta, no Paraguai, quando ainda eram isolados. Descobriu que há entre eles muito mais homens que mulheres e que por isso até três deles são obrigados a casar com uma só delas. Isso não satisfaz os machões e há rituais que aliviam essa pressão, senão a sociedade implodiria. E há essa diferença de número entre os sexos porque matam meninas de oito ou nove anos toda vez que um adulto de prestígio morre, porque uma alma pura deve guiá-los ao mundo dos mortos. Se agissem racionalmente, não fariam isso, pois o resultado (uma mulher casada com três homens) de modo alguma os satisfaz. Mas para eles essa ordem social é tão impositiva quanto a ordem natural, o passar dos dias e das noites ou o ciclo lunar. É praticamente impossível algum iluminado ter a idéia aparentemente óbvia: “vamos parar de matar as meninas que haverá esposas para todos” e se ele a tivesse seria banido como um louco. Assim, da mesma forma, os rapazotes norte-americanos preferem morrer nas areias do deserto do Iraque a ver o solo de sua vida abalado, ou seja, ver questionado o fato, para eles inegável, de que estão defendendo os ideais da “liberdade” e da “democracia” e não o direito dos EUA explorarem com privilégio as ricas jazidas de petróleo do lugar e marcar uma posição estratégica entre o Irã e Israel. Agora, se desde a infância esses mesmos soldados tivessem sido esclarecidos a respeito dos interesses da elite econômica que estão por detrás da guerra, duvido que dariam sua vida só para encher os bolsos do empresário da indústria armamentista. Confio na lucidez das pessoas, mas ela precisa ser facultada, como qualquer virtude humana. A cabeça é como o músculo. Você sabe o que acontece com o músculo quando não o exercitamos, não? Não disse que somos todos iguais. Só disse que o cidadão comum pode ir muito além dos limites atuais se tiver acesso a produtos culturais de qualidade. O dia em que isso acontecer e as pessoas continuarem buscando, em massa, o lixo, eu concordo com você. Mas você acredita que a maioria é um lixo que busca o lixo e nós somos aquele elite que busca o conhecimento por “livre arbítrio”. Não compartilho dessa idéia elitista nem a pau.

  429. Marcelo disse:

    Vc defende idéias elitistas e arrogantes sim, Reynaldo. Desde o momento em que vc dividiu a produção cultural humana entre “lixo” e “produção cultural de alta qualidade”. Quem é vc para decidr o que é ou o que não é “lixo” em se tratando de cultura?

  430. reynaldo moreira disse:

    Se você não tem critério e coloca o Domigo Legal no mesmo nível de “Grande Sertão: Veredas”, amigão, não tem salvação, não posso fazer nada por você. Se você define de elitista aquela pessoa que deseja que a população brasileira como um todo tenha acesso a obras de qualidade como esse clássico de Guimarães Rosa, então eu assumo, sou elitista. Agora já o meu conceito de elitista é diferente. Elitista para mim é aquele que pensa que só uma casta de iluminados é, por natureza, capaz de absorver obras tão profundas como esta e tantas outras, obras que iluminam, comovem, fazem pensar. Eu penso que qualquer um, desde que tenha sido estimulado desde a mais tenra infância a consumir esses tesouros da humanidade (e haja tesouro!), não vai querer outra coisa e vai, como eu, classificar o “Domingo Legal” pelo que ele é, ou seja, um lixo, descartando-o como se descarta uma comida envenenada.

  431. Oswaldo disse:

    Sobre os posts [Duas drogas] e [É proibido debater]
    Claro que pode debater, ora! Só não pode exigir unanimidade, ainda mais quando o assunto é DROGAS!
    .
    É impressionante o que ocorre neste espaço da Veja. Se você é contra a liberação das drogas, então você é hostilizado, sofre chacotas e se apegam até a questões ortográficas para se esquivar. Se alguém diz que as drogas fazem um mal ´maior´ ou ´mais grande´ a sociedade, não muda o teor do argumento. As drogas fazem mal, independente da ortografia. Não usem a ortografia para desqualificar um argumento ou opinião, como já foi feito aqui.
    .
    Já percebi que tanto Denis quanto aos demais favoráveis as drogas, se tem seus argumentos esvaziados, invertem a lógica do que se disse e passam a atacar pessoalmente. Em alguns casos até manipulam o que citamos. Onde exatamente estou tentando te calar Denis? Aponte por favor.
    .
    Denis, eu não vou gastar tempo aqui tentando te explicar a analogia que fiz sobre centro/periferia com audiência/alcance do site da Veja. Você entendeu, tenho certeza disso, mas fingiu que eu disse algo nada a ver. Você realmente coloca o site da Veja em pé de igualdade com qualquer outro portal, site, blog, etc ou mesmo com outro qualquer do trilhão citado? Tem mesma audiência e alcance então? O que eu me referi é que em um ambiente de tal abrangência como o site da Veja, com a pluralidade dos visitantes, vocês nunca conseguirão convencer todas as pessoas contrárias as drogas. Então por que lamentar como você fez Denis? Lembrando seu comentário falho:
    .
    denis rb
    17/01/2011 às 16:26
    “Ah, faz uns três dias que essa conversa começou a andar em círculos. Vejo até um esforço de alguns em discutir a sério, mas os outros estão com seus calcanhares firmemente enterrados nas opiniões que eles sempre tiveram. Não vão mudar de ideia, não importa o que se diga. Tô fora desse debate que não chega a lugar nenhum.”
    .
    Não quer unanimidade Denis? Seria “chatice” então? Sei… Então por que lamentar que “não mudamos de idéia”? Você é incoerente neste pontos, e acho que nem fica ruborizado ao se desmentir/desdizer ou quando apontamos alguma incoerência sua.
    .
    É lógico que você pode escrever o que quer no seu blog da Veja. O problema não foi esse, é claro. O problema que vi foi você e outros favoráveis as drogas em fazerem questão de impor a liberação das drogas e lamentar que não mudamos de opinião. Em outro comentário até querem “dar a útima palavra” no debate porque “se o assunto é maconha, então maconheiro fala por último”. Não me incomoda de vocês defenderem as drogas aqui. O que me incomoda é você quererem unanimidade sim, e hostilizam os contrários até com ataques pessoais. Ou então Denis, faça sua retratação sobre seu comentário onde lamentou que não mudamos de opinião… Admita que podemos continuar sendo contra as drogas, a favor do observância das leis, e ainda assim não nos classificar como hipócritas como vocês constumam dizer, como se nós fossemos o retrato do atraso e vocês os progressistas…haha
    .
    Em seu post em nenhum momento argumentou sobre direitos individuais, outro comentarista apontou essa falha sua. Você concorda que ele apontou uma incoerência mas você segue normalmente fingindo que foi normal o que você fez. Depois que esgotamos os argumentos a favor da maconha é que você “apelou” para direitos individuais. Esta certo, estamos numa sociedade democrática, temos direitos individuais. Então vamos falar sobre democracia agora, porque aqui, alguns comentaristas favoráveis as drogas pretendem até dar aulas sobre democracia, além das aulas sobre drogas, claro.
    .
    Se vivemos num regime democrático, uma democracia representativa, então temos leis criadas pelos representantes do povo, eleitos democraticamente para representar os desejos da sociedade. Dentro das regras democráticas temos então a lei contra o uso de drogas. A democracia representativa é assim. O Denis ou os outros comentaristas podem não gostar, mas temos leis estabelecidas democraticamente proibindo as drogas. Ok, vocês querem liberar, então quando a sociedade democraticamente decidir sobre isso, teremos a mudança. Em democracia, as minorias são respeitadas e os direitos individuais assegurados, mas isso não quer dizer que o Denis, ou o fulano ou o beltrano podem fazer o que bem entender desreipeitando as leis estabelecidas. É melhor que a sociedade dentro das regras democráticas estabeleçam as leis. Pode ter decisões erradas nesse sistema, mas é melhor que seja a sociedade de forma democrática, e não o Denis ou outra pessoa qualquer que não foi eleita democráticamente para representar a sociedade perante as instituições democráticas. Na democracia, a maioria decide, não a minoria. A minoria tem seu espaço assegurado, mas não o direito de se impor sobre a maioria.
    .
    Querem outro exemplo sobre democracia representativa? Em outro post o Denis reclama que o prefeito de SP não o consultou sobre determinado assunto e ficou indignado. Denis, na boa, você foi irônico com outro comentarista como se ele se sentisse poderoso, mas é você que esta se achando poderoso demais aqui. Estamos numa democracia representativa. O eleitos pelo povo tem a procuração para fazer em nosso nome, incluindo o prefeito de SP. Já imaginou se o prefeito ou o governador ou algum legislador tivesse que te consultar individualmente? Ou mesmo a mim ou outra pessoa? Eles estão lá para representar e decidir pela sociedade. Eles prestam contas para as instituições democráticas, para a sociedade e para seus eleitores, não para o Denis especificamente. Denis, não fique triste, o prefeito sabe que você existe.
    .
    E nem vou apontar aqui, pois outros já fizeram, Pedrinho Abromovay não foi demitido pela sua opinião sobre as drogas, que já era conhecida pelo seu superior, Pedrinho foi demitido por outros motivos que os petistas do governo sabem bem… outros comentaristas já apontaram aqui e Reinaldo Azevedo explicou muito bem… mas, mais uma vez você distorce a realidade para dar um gás [que não agride a camada de ozônio] em suas militâncias e teorias.
    .
    Se expresse a vontade Denis. Pelo menos aqui você mostra suas militâncias, já na SuperInteressante ficava meio encoberto, camuflado, não é mesmo? Não sou contra você ou outros se expressarem, você é que tentou manipular/distorcer mais uma vez o que eu comentei aqui.
    .
    Aí, pra finalizar naquele seu comentário, já que para as minhas opiniões você não encontrou contra-argumento, você se faz de vítima como se eu estivesse tentando calar(!?), e me desqualifica no debate dizendo que não “me leva a sério”. Fácil, não pode contra-argumentar ou convencer a opinião contrária, então desqualifique o outro do debate. Retirando (não levando a sério) do debate a opinião contrária, fica mais fácil não é mesmo?
    .
    PS: seu post sobre democracia ficou bom, mas parece que esse tipo de assunto não gera tantos comentários aqui… nem os posts sobre eco-sustentabilidade…

  432. Alexandre Monassa disse:

    Olha ate gostei do seu comentário Oswaldo deu uma luz aqui no Blog em algumas partes vc foi excelente , expressou exatamente minha opinião:

    “É lógico que você pode escrever o que quer no seu blog da Veja. O problema não foi esse, é claro. O problema que vi foi você e outros favoráveis as drogas em fazerem questão de impor a liberação das drogas e lamentar que não mudamos de opinião. Em outro comentário até querem “dar a útima palavra” no debate porque “se o assunto é maconha, então maconheiro fala por último”. Não me incomoda de vocês defenderem as drogas aqui. O que me incomoda é você quererem unanimidade sim, e hostilizam os contrários até com ataques pessoais. Ou então Denis, faça sua retratação sobre seu comentário onde lamentou que não mudamos de opinião… Admita que podemos continuar sendo contra as drogas, a favor do observância das leis, e ainda assim não nos classificar como hipócritas como vocês constumam dizer, como se nós fossemos o retrato do atraso e vocês os progressistas…haha
    .
    Em seu post em nenhum momento argumentou sobre direitos individuais, outro comentarista apontou essa falha sua. Você concorda que ele apontou uma incoerência mas você segue normalmente fingindo que foi normal o que você fez. Depois que esgotamos os argumentos a favor da maconha é que você “apelou” para direitos individuais. Esta certo, estamos numa sociedade democrática, temos direitos individuais. Então vamos falar sobre democracia agora, porque aqui, alguns comentaristas favoráveis as drogas pretendem até dar aulas sobre democracia, além das aulas sobre drogas, claro.”

    Achei a mesma coisa, pois fui eu quem apontou a mudança de Denis que vinha desde a super. E uma mudança repentina, pois desde a super ele já tinha praticamente a mesma e sabia exatemente dos danos da maconha na sociedade, mas mesmo assim continuou, e eu que tive que buscar muita coisa por ai na net. Sozinho . Eles fazem parecer q a legalizacao ira trazer apenas beneficios pra sociedade e a nao legalizacao ira continuar essa balburdia e é coisa de reaças,etc.

    Algumas partes nao concordo:
    “entro das regras democráticas temos então a lei contra o uso de drogas. A democracia representativa é assim. O Denis ou os outros comentaristas podem não gostar, mas temos leis estabelecidas democraticamente proibindo as drogas.”

    As drogas já são descriminalizadas no Brasil para os usuários. No máximo uma multa uma advertencia ou servicos comunitários.

    Outra parte :

    “PS: seu post sobre democracia ficou bom, mas parece que esse tipo de assunto não gera tantos comentários aqui… nem os posts sobre eco-sustentabilidade…”

    Se ele postasse o que somente gera comentários ou público ficaria o dia todo postando sobre BBB , futebol , mulheres nuas ,etc. O importante é ter bom conteúdo e lógica nos argumentos. Já que não podemos impedir ninguém de ter uma opinião (mas sem bases não dá ne).

    Parabéns pela corabem Oswaldo.

  433. Alexandre Monassa disse:

    Denunciavam a todo tempo qualquer , a menor que fosse, falta de fontes ou coerência. Quando eles não mostravam os seus e muito menos coerência.
    P.S: Não que não devessem ser rigorosos , mas adotam o sistema de um peso duas medidas.

  434. Marcelo Azevedo disse:

    Oswaldo, só um comentário… Primeiro, me mostre onde foram esvaziados argumentos nos debates aqui, pois não vi isso acontecer. Segundo, releia as discussões e veja que hostilidades ocorreram de lado a lado, o que é até natural em um debate tão acalorado. Você é que está levando para o lado pessoal. Terceiro, me mostre onde está havendo “imposição” e onde está se argumentando contra o Estado de direito. Quarto, para todas as suas opiniões você pode encontrar sim contra-argumento (não quer dizer que o assunto tenha sido esvaziado) mas você não tem disposição nem de ler todo o debate, nem de efetivamente debater, já que aparece aqui uma vez por semana e ainda larga um comentário de quase 6 mil caracteres, querendo ser mais protagonista que o próprio blogueiro.
    Quando quiser realmente debater, estarei sempre por aqui, à disposição. Mas se quiser aparecer, sugiro que crie seu próprio blog, nas “profundezas” ou no “centro” da internet, conforme suas possibilidades.
    .
    Alexandre,
    Você pelo menos se esforçou em tentar debater, embora as vezes parecesse disco riscado repetindo as mesmas coisas, por mais que a gente tentasse gerar um debate construtivo. Agora, você e o Oswaldo padecem do mesmo problema: a incapacidade de tolerar opiniões diferentes. Qualquer um que ouse discordar de suas opiniões é autoritário, e vocês ficam posando de pobre minoria reprimida. Ora, a maioria esmagadora das pessoas está do lado de vocês. O que estamos tentando fazer aqui é mostrar que o modo corrente de fazer as coisas não está dando certo e propondo uma alternativa. Concordem ou discordem, mas façamos um debate de qualidade baseado na troca de idéias e prós/contras das propostas, e não na imposição de conceitos e no maniqueísmo infantil.

  435. alexandre disse:

    Bah , de novo, vcs começaram com o papo tal de liberar é igual a melhorar a qualidade, quando mostrei os dados da ONU houve um certo emudecimento. Depois mostrei a reportagem da super e veio a mudança do blogueiro para direitos individuais… Não sei mas parece que é até mais difícil de passar esse argumento, dos direitos individuais do usuário, do que o da redução da violência com a liberação. Daí a tentativa de omitir muitas coisas.

  436. alexandre disse:

    “Você pelo menos se esforçou em tentar debater, embora as vezes parecesse disco riscado repetindo as mesmas coisa”

    Ora repetir a mesma coisa sendo ela certa … é o correto. É o que fazemos ao dirigir ficamos repetindo a mesma coisa todo dia … Passando marcha acelerando, etc. Dirigir é repetir esses passos que são … um sucesso. Pedi apenas que fossem coerentes e não ficassem tentando esconder algo ou então mudando de opinião conforme surjam novos fatos… que já sabiam. Qual a alternativa proposta? É melhor do que a atual? Por mim não por diversos exemplos que mostrei. E que o problema no Brasil , mostrei também está no cumprimento da lei. Parece que pra vc o novo , só porque é novo, é melhor. E que as leis de outros países desenvolvidos, só porque são ricos, é melhor. E sim diversas vezes fui xingado de autoritário, maniqueísta , etc . Me compararam até com Mubarack. As vezes um único comentário vale mais do que muitos …

  437. denis rb disse:

    hahaha
    alexandre do céu… Tanto os dados da ONU quanto os da matéria da Super corroboram tudo aquilo que eu e vários outros comentaristas estão dizendo aqui! Meu deus, a matéria da Super foi escrita por mim! Ela chega à conclusão de que a nossa política atual está falida e é burra. Embora você tenha desonestamente editado o texto e omitido trechos importantes, tudo que está escrito lá está de pleno acordo com o que dizemos aqui. Ninguém aqui está dizendo que a maconha (ou qualquer outra droga) seja inofensiva. O que estamos dizendo é que a proibição burra agrava o problema causado pela droga, gera corrupção, alimenta o crime organizado, fere os direitos individuais e torna o Brasil imensamente pior. Ou você está de brincadeira, fingindo que não está entendendo, ou honestamente não vale a pena debater contigo.

  438. Marcelo disse:

    Esta frase resume bem o espírito deste debate:
    (Oswaldo) “O problema que vi foi você e outros favoráveis as drogas em fazerem questão de impor a liberação das drogas e lamentar que não mudamos de opinião”.
    E o problema que eu vi, Oswaldo, foi você e outros favoráveis à proibição das drogas fazerem questão de impor a proibição das drogas e lamentar que não mudamos de opinião.
    Neste debate a luta é entre a liberdade individual de milhões de pessoas e o autoritarismo de pessoas preconceituosas, que se acham no direito de mandar na vida dos outros.
    O que vcs ainda não entenderam é que, na prática, a maconha já é legalizada. Eu fumo maconha há mais de dez anos e nem vocês, nem os cães do sistema (pagos com o dinheiro dos nossos impostos, infelizmente) vão me fazer parar.

  439. alexandre disse:

    So pode ser má fé mesmo!! O da ONU ao contrário do que vc afirma diz que a proibição de TODAS as drogas deve ser mantida. É isso que ele diz na conclusão (sumary)… Embora tenha dito que o usuário final deve ser descriminalizado! Vc que está sendo desonesto! Ora pois!.

  440. Marcelo disse:

    P.s. Parece piada…
    Então… Pessoas que se acham no direito de decidir por nós o que é melhor para as nossas vidas dizem que somos “autoritários” porque queremos “impor” o nosso direito aà liberdade individual.

  441. alexandre disse:

    International drug control can take some of the credit.

    It makes no sense to unravel this achievement, that has been
    a century in the making, by loosening controls on drug use.
    Yet this progress can only be maintained by coming to terms
    with the unintended consequences of drug control, especially
    the massive criminal black market in drug trafficking.

    The drug control centenary provides a golden opportunity
    to reflect on lessons learned and to ensure that drug control
    in the 21st century is fit for purpose.

    Antonio Maria Costa
    Executive Director
    United Nations Office on Drugs and Crime

  442. Marcelo disse:

    E o Alexandre mais uma vez editando desonestamente um texto…
    Ninguém aqui cai nessa cara.

  443. Marcelo Azevedo disse:


    alexandre: “Parece que pra vc o novo , só porque é novo, é melhor. E que as leis de outros países desenvolvidos, só porque são ricos, é melhor.”
    alexandre: (copia um texto em inglês da ONU).
    Afinal, vc quer ou não quer ouvir as opiniões que vêm do exterior?
    .
    E você, alexandre, precisa fazer um curso de interpretação de texto antes de sair acusando o blogueiro de má-fé. Denis disse que O TEXTO DA SUPER (e não o relatório da ONU) conclui que a política é falida. Se você tiver lido direito o texto da ONU, você verá que ele conclui que os ganhos da política antidrogas foram importantes no que diz respeito à saúde pública, mas que têm alguns efeitos colaterais. O que eu e outros comentaristas estamos questionando é o ganho compensa o custo (achamos que não) e propomos mudanças. Sim, estamos questionando a conclusão da ONU com base em seus próprios dados. Conseguiu entender agora?

  444. alexandre disse:

    Atencao Azedo digo Azevedo , o Denis disse claramente que : O texto da ONU corrobora com o meu, e não que ele discordou com as conclusões da ONU com bases nas estatíticas e dados do Texto. E , mais uma vez, Sim tem efeitos colaterais tem custos, mas diz que é o melhor , Assim como combater homicídas tem custos , tem efeitos colaterais…

    Sim quero continuar ouvindo suas opiniões. Conseguiu entender agora?

  445. alexandre disse:

    O q ele disse no texto da SUPER foi sobre Preconceitos e fatos sobre a maconha, descriminalização do usuário (o q ja acontece no Brasil) e não sobre direitos individuais. O da ONU, apesar de extenso, recomenda a proibição total.

  446. Marcelo Azevedo disse:

    De novo, meu caro alexandre:
    “Tanto os dados da ONU quanto os da matéria da Super corroboram tudo aquilo que eu e vários outros comentaristas estão dizendo aqui”
    OS DADOS da ONU corroboram nossa opinião. Não o texto. Foi isso que o Denis disse.
    “Meu deus, a matéria da Super foi escrita por mim! Ela chega à conclusão de que a nossa política atual está falida e é burra.”
    A MATÉRIA chega a essa conclusão. E foi ele quem a escreveu.
    .
    Por enquanto estou falando em você fazer um curso de interpretação de texto, o que na prática significa que acho que você precisa ler as coisas mais atentamente, mas se você quiser baixar mais o nível me tratando por Azedo, posso começar a dizer que você precisa é ir para o Mobral…

  447. Marcelo disse:

    O Alexandre sabe que só tem argumentos furados, Marcelo Azevedo. Ele se faz de bobo para aparecer, só pode.

  448. alexandre disse:

    Sei os Dados da ONU: em 1909 1,5% da pop. Mundial usava drogas (sem liberação), em 2009 o,25% da pop. usa droga (com liberação), Quer dizer o q? ?? Quem ta precisando de curso o morbalcelo digo Marcelo.?

  449. alexandre disse:

    Ops Correção:

    Sei os Dados da ONU: em 1909 1,5% da pop. Mundial usava drogas (COM liberação), em 2009 o,25% da pop. usa droga (SEM liberação), Quer dizer o q? ?? Quem ta precisando de curso o morbalcelo digo Marcelo.?

  450. alexandre disse:

    Quer dizer que eu q baixo o nivel aqui ?? O proprio Denis me chamou de alexandre do ceu… e outras coisas a mesma coisa os outros!!! Eles podem fazer uma brincadeirinha eu nao… Me Ameaçam até de me processar… Antes então caras não abrir este texto para debates.

  451. alexandre disse:

    Entendeu Mobral Celo Azedo? Digo Marcelo Azevedo??

    Abraços

  452. denis rb disse:

    ai ai
    Oswaldo, meu caro,
    1. Que fique claro: jamais ridicularizei erros de português e faço absoluta questão de convidar opiniões diferentes da minha e de não deletar comentários dos quais discordo. Não uso ortografia para desqualificar opiniões. Não sei a quem você se refere, mas não venha fazendo insinuações genéricas para desqualificar este espaço de debate.
    2. Sim, você quer que eu me cale. Veja bem: tenho aqui meu espacinho onde humildemente manifesto minhas ideias, em geral ideias minoritárias, de formas alternativas de enxergar velhos problemas. E há aqui uma comunidade de gente, não muito grande, mas ativa, que se reúne para discutir essas ideias, concordando ou não com elas. Você não veio aqui discordar das minhas ideias. Você veio questionar o meu direito de estar aqui: “…vão propor esse debate nos arrebaldes da web, em algum cannabiscafépontocom qualquer de alguma área insalubre e periférica da web”. Você não é obrigado a vir aqui – para ser bem honesto, admito que, se você não viesse, eu não sentiria sua falta. Sim, você quer me calar, e isso não vou admitir.
    3. Não, não quero unanimidade. Se quisesse, era fácil: bastava deletar os comentários dos quais discordo. Quero debates, até por isso gosto de propor ideias que fujam do senso comum. Mas não gosto de desonestidade nem de mentira. Também não gosto de ser acusado de cometer desonestidade ou mentira sem provas. Também não gosto de autoritarismo, de gente dizendo que tenho ou não o direito de dizer o que quer que seja. Se você fizer essas coisas, vai ouvir.
    4. Repito: a internet não tem centro ou periferia. Este aqui é o meu espaço, que conquistei trabalhando duro por duas décadas com informação. Você não é obrigado a vir aqui. Há pela internet um monte de sites que só falam coisas com as quais você concorda. Se você não admite que se proponha ideias fora do senso comum, melhor não ir até onde elas estão.

  453. denis rb disse:

    alexandre,
    Não sei de onde você tirou esses números (favor citar a fonte).
    Segundo O World Drug Report de 2010, publicado pela UNODC, 3,5% a 5,7% da população mundial usaram alguma droga ilícita no último ano (população entre 15 e 64 anos). A UNODC, é bom lembrar, é a agência da ONU responsável por zelar pela proibição. Aqui o link: http://www.unodc.org/documents/wdr/WDR_2010/World_Drug_Report_2010_lo-res.pdf . A informação que citei está na página 123 do relatório.

  454. Marcelo disse:

    Alexandre, pouco importa a porcentagem de usuários de drogas, o que importa é que você não manda em mim, eu vou fumar maconha sempre que eu quiser e nem você nem ninguém pode fazer absolutamente nada para me impedir.

  455. Marcelo disse:

    P.s.(exceto desperdiçar o seu dinheiro pagando impostos para que policiais que se aliam aos traficantes fingirem que combatem o crime organizado).

  456. Marcelo Azevedo disse:

    To cansando… de novo…
    Alexandre, vá reler meu comentário de 19/01/2011 às 9:22, a respeito do texto da ONU, que eu não vou escrever tudo outra vez. Depois vamos os dois pro Mobral.
    E se eu fosse o dono do blog, já tinha te processado mesmo, de tanta bobagem sobre ele que você já falou (mentiroso, usa de má-fé… e ainda vem dizer que “é brincadeirinha”… francamente!). Tenho que admitir: acho que nao sou um democrata tão bom quanto o Denis.
    Agora, ou você se faz de bobo para aparecer, como disse o Marcelo, ou não vale a pena discutir com você, como disse o Denis.
    Eu quase sempre discordo do reynaldo moreira, mas tenho de admitir: ele sabe debater. Tome umas aulas com ele. Eu mesmo estou aprendendo muito.

  457. Alexandre Monassa disse:

    Ja cansou vai se entregar … Blz !! Pede pra sair 01!

    De novo a ONUDC , conclui que o combate é sim eficiente! E tmb recomenda tratar os usuários e não simplesmente prendê-los. E Claro tem seus efeitos colaterais como mercado negro (mas ele não desapareceriam se houvesse regulamentação das drogas).

    Queria saber qual é a sua real opinião : A favor ou contra , quais argumentos ? Dos direitos individuais ? Ou daquele que diz que a regulamentação irá trazer o melhor dos mundos?

    É eu prefiro a Democracia! A ditaduras são mais fáceis!Agora se vc não gosta de brincadeirinhas … não comece a fazer brincadeirinhas com os outros… Entendeu?? vc mesmo me chamou de maquiavélico , etc.

  458. Alexandre Monassa disse:

    19/01/2011 às 9:22 vc disse:
    “A proposta é mudar a política, entregando um pouco dos benefícios (eventual aumento no problema de saúde pública) em troca de uma redução dos malefícios (todos os efeitos colaterais da atual política).
    O UNODC não propõe isso. Nós estamos propondo.
    Mas é fácil recortar partes de um texto e ler o que se quer sem analisar o contexto completo.”

    Como se já não houvesse isso no Brasil o governo Lula , adotou uma política de não fiscalizar a fronteira com a Bolívia e inclusive patrocinou a conhecida rodovia da coca através do BNDES. Já que Lula é o amigo do Índio de Araque.
    Por isso a explosão do consumo de craque nas cidades e o retrato é a cracolândia em São Paulo!!

    Ou seja entregou-se os benefícios (como vc disse) e não houve redução dos malefícios!

  459. Marcelo Azevedo disse:

    Não te chamei de maquiavélico, e sim de maniqueísta. E isso não é necessariamente ofensivo. Além do mais, eu e você somos anônimos aqui, Denis tem nome, CPF e endereço conhecidos, é bem diferente eu meter a boca em você (não fiz isso!) e acusá-lo.
    Minha opinião é que o Estado não deveria legislar sobre o corpo das pessoas (argumento filosófico), que sempre haverá demanda por drogas alimentando o tráfico (argumento empírico), e que legalizar e controlar é mais interessante do que simplesmente proibir (concluído da soma de análise de experiências bem sucedidas na Europa com estudos como o do custo social trazido pelo Denis, além de uma análise de contexto que inclui dados como os dos dois documentos do UNODC citados aqui).
    Com relação ao seu último comentário, chega a ser infantil de tão sem pé nem cabeça. Estamos falando de legalização e regulamentação das drogas. O que você está falando é de um suposto apoio estatal à atividades ilegais. Não tem nenhum benefício social nisso. Não tem nada a ver com o que estamos defendendo. Você mistura alhos com bugalhos.

  460. Marcelo Azevedo disse:

    Esclarecimento: troque “acusá-lo” por “acusar o Denis”.

  461. alexandre disse:

    Ok, então sem mais nenhum tipo de ofensas .

    Se era pra ficar trocando xingamentos então o Denis nem abriria este debate!

    “Minha opinião é que o Estado não deveria legislar sobre o corpo das pessoas (argumento filosófico),”
    Então da mesma forma deve-se liberar os tarja-pretas, o controle sobre a qualidade de alimentos, etc . Pois estão dentro dessa sua classificação.
    Vc é quem disse que liberando iria melhorar os efeitos negativos , acho e comprovei que não . Já que a atividade ilegal é semelhante a legal (liberar e incentivar a coca).

  462. alexandre disse:

    Vc adora desqualificar meus argumentos , e ainda diz que não sei lá quem é que sabe debater … Ora bolas onde estão as minhas contravenções argumentativas? Eu poderia ter dito que simplesmente as drogas fazem mau porque tá na Biblia ou no salmo tal e tal. Mas não encontrei uma grande preciosidade que é o ONUDC , seus relatórios me serviram de base (e pelo visto para muitos aqui) , eu que fui o primeiro a ver que vcs estavam sendo incoerentes com a realidade pois afirmavam que somente a regulamentação iria trazer o melhor dos mundos! Depois mudaram para a questão do direito privado. O unico que chegou a falar desde o começo sobre direitos individuais foi o Marcelo, embora ele tenha concordado com os outros argumentos que rebati bastante aqui. E ai qual é a sua real defesa da legalização?

  463. Marcelo disse:

    A real mdefesa da legalização não um argumento OU outro, Alexandre. E a somatória de vários argumentos. Os quais vc não rebateu nenhum. Pessoalmente, creio que o argumento mais forte que temos é o do respeito aos direitos individuais.
    Tente rebater este argumento abaixo:
    Eu vou fumar maconha sempre que eu quiser e nem você nem ninguém pode fazer absolutamente nada para me impedir.

  464. Marcelo disse:

    A real defesa da legalização não é um argumento ou outro, Alexandre. E a somatória de vários argumentos. Os quais vc não rebateu nenhum, diga-se de passagem. Pessoalmente, creio que o argumento mais forte que temos é o do respeito aos direitos individuais.
    Tente rebater este argumento abaixo:
    Eu vou fumar maconha sempre que eu quiser e nem você nem ninguém pode fazer absolutamente nada para me impedir.
    Duvido que consiga.

  465. Marcelo disse:

    Para que serve uma lei impossível de se cumprir?

  466. Marcelo Azevedo disse:

    Minha primeira defesa da tese das liberdades individuais está muito clara no comentário de 11/01/2011 às 15:54.
    Vamos lá: “Então da mesma forma deve-se liberar os tarja-pretas, o controle sobre a qualidade de alimentos, etc . Pois estão dentro dessa sua classificação.” Não é liberar: é REGULAMENTAR. É fazer exatamente o que se faz com os tarja-pretas, é controlar a qualidade das drogas como se controla a dos alimentos. Vender com bula. Explicar as consequencias. Taxar para financiar o impacto sobre o sistema de saúde pública. Assim haverá respeito total às liberdades individuais.
    Sobre o relatório do UNODC, vou repetir mais uma vez: ele é o guardião da proibição e seu guia principal é os ganhos em saúde pública, não rebato esse argumento. O que eu acho é que a proibição gera crime e corrupção pois a demanda nunca acabará (como avisa incessantemente meu xará Marcelo). E usei as informações do UNODC para chegar a uma conclusão diferente, isso é análise.
    Argumento desqualificado é o do legalismo que você usou várias vezes (“vamos legalizar o homicídio!”). Isso sim é uma “contravenção argumentativa”. Isso realmente não tem nada a ver, pois já explicamos que a lei serve para que direitos sejam respeitados, e pode ser alterada de acordo com as necessidades da sociedade. A legalização do homicídio é impossível sem que haja desrespeito a direitos humanos. A legalização da droga é possível sem desrespeito a direitos humanos. Insistir nesse argumento é bobagem.

  467. Alexandre Monassa disse:

    A proposição 19, q tentava legalizar a maconha na Califórnia não foi aprovada, os que se opunham contra a emenda levantaram algumas das seguintes defesas:
    Expressly omits any definition of what constitutes being “under the influence” of marijuana.
    Proponents did not include a standard for “driving under the influence,” and there are no
    correlative tests between marijuana and driving skills as there are for alcohol. Therefore, a
    driver may legally drive even if a blood test shows they have marijuana in their system.

    Ela omite qualquer definição do que constitui ser estar sobre efeitos da maconha. A emenda não inclui o padrão do que seria dirigir sobre influencia da maconha, e também não há exames relativos que aprovam alguma relação entre habilidades de dirigir e a maconha, assim como há com o álcool. Um motorista pode legalmente dirigir se o exame mostrar que ele usou a droga.
    States that you cannot use marijuana while driving, but makes it completely permissible to use
    marijuana just prior to getting behind the wheel. No driver over 21, including bus, taxi, light rail
    train operators, or everyday commuters can be required to be drug-free while operating a
    vehicle under Proposition 19.

    Ela, a proposição, declara que você não pode usar enquanto dirigi, mas permite usar momentos antes de dirigir.

    Does not regulate marijuana like alcohol or tobacco. Rather, Proposition 19 leaves to cities and
    counties the task of individually regulating marijuana within their own borders. This approach
    will limit, not enhance, California’s ability to control marijuana.

    Não regulamenta a maconha assim como o álcool ou o tabaco. Pelo contrário deixa isso para a tarefa dos condados e municípios. Esta abordagem vai limitar a capacidade da Califórnia de controlar a maconha.

    Would place hundreds of employers, including public schools, at risk of violating the Federal
    Workplace Act of 1988 which mandates the necessity of a drug-free workplace, causing
    California as much as $9.4 billion in lost federal funding.

    Muitos empregadores, incluindo escolas públicas, podem perder fundos federais, devido à lei federal workplace Act de 1988, que determina a necessidade de locais livre de drogas

    Will not allow California employers to: “screen job applicants for marijuana use; regulate any
    employee conduct related to the use, transportation or cultivation of marijuana unless the
    employer can prove job impairment; or choose to maintain a drug-free workplace consistent
    with federal law”, according to an analysis released by the Los Angeles County District
    Attorney’s office.

    Não permitirá aos empregadores: Manter quadro de empregados que usam maconha; (Isto é necessário para receber fundos da lei federal);

    Would prohibit bus, trucking and transit companies from requiring employees to be drug-free. If
    passed, Proposition 19 promises to be a legal quagmire for California businesses, raising
    significant liability issues.
    Poderá proibir companhias de transportes de exigir empregados livre de drogas.

    If passed, would allow licensed marijuana dealers to advertise without restriction, near schools,
    libraries and parks, just like cigarette companies. This is made possible by a U.S. Supreme Court
    decision in 2001 entitled Lorillard Tobacco Co. v. Reilly (US Sup. Ct., Opinion per O’Connor)
    which struck down as unconstitutional a Massachusetts statute which banned tobacco ads
    within 1000 feet of a school or playground.

    Se aprovada, poderá permitir vendedores de maconha fazer propaganda sem restrições: perto de escolas, bibliotecas, parques, assim como ocorre com cigarros. Isto é possível graças a um S. U. Supremo Tribunal decisão em 2001, intitulado Lorillard Tobacco Co. v. Reilly (EUA Sup. Ct., parecer por O’Connor)
    que derrubou como inconstitucional um estatuto de Massachusetts que proibiu os anúncios de tabaco
    dentro de 1000 metros de uma escola ou playground.

    Would forbid school bus drivers from smoking marijuana on schools grounds or while actually
    behind the wheel, but a bus driver could arrive for work with marijuana in his or her system,
    thereby placing hundreds of school children at risk on a daily basis.
    Pode proibir condutores escolares de fumar na escola ou enquanto estejam dirigindo, mas o motorista pode já estar com a maconha no seu sistema, o que é um risco diário para as crianças.

    States, “that a lawful occupant, lawful resident or guest may cultivate cannabis on private
    property … The area of cultivation must not be more than twenty-five square feet per private
    residence.” What proponents of Proposition 19 do not want you to know is what Steve Cooley,
    Los Angeles District Attorney, points out by saying, “the Act provides no framework for
    accomplishing these feats, but instead, delegates unfettered regulatory and enforcement
    responsibilities to local city and county governments.”

    Descreve que , proprietário ou hóspede poderá cultivar maconha na sua propriedade. A área cultivada não pode ser maior do que 25 pés quadrados por propriedade residencial.
    “a lei não oferece estrutura para realizar estas façanhas, mas em vez disso, delega livre de regulamentação e execução responsabilidades para a cidade e governos locais do condado. ”
    Would allow for the growing and processing of marijuana in the front yard or backyard of any
    residence in any neighborhood in any part of any California community, no matter how close
    that residence is to, for example, courthouses, police stations, schools or hospitals. (San Louis
    Obispo County District Attorney’s Office)
    Pode permitir para o crescimento e o processamento de maconha no quintal ou na frente da residencia em qualquer vizinhança de qualquer parte da california, sem se importar em quanto perto de residência está. Por exemplo, tribunais de justiças , estações de policia, escolas ou hospitais.

    Would allow each resident in a “dwelling” the ability to claim a 25 square feet plot for growth
    and cultivation. With additional occupants in a house, this would increase the allotted space
    beyond the standard 25 square foot plot. For example, four occupants of a home would be
    allowed to grow 100 contiguous square feet of marijuana. (San Louis Obispo County District
    Attorney’s Office)
    Permitiria que cada morador em um “habitar ” a capacidade de reivindicar uma parcela 25 metros quadrados para o crescimento
    e cultivo. Com ocupantes adicionais em uma casa, isso iria aumentar o espaço alocado
    além do padrão de 25 metros quadrados parcela. Por exemplo, quatro ocupantes de uma casa seria
    permissão para crescer 100 metros quadrados contígua de maconha. (San Louis Obispo County District
    Procuradoria)

    Aqueles que defendiam a proposicao 19 diziam o seguinte:

    -Controlar a maconha da mesma forma que o cigarro e o álcool. Permitindo a somente adultos maiores de 21 anos , portar uma onça de maconha. Para ser consumida em casa ou estabelecimentos licenciados;
    -Dar ao estado e governos a habilidade de taxar a venda de maconha para consumo adulto;
    -Permitir a policia focar em crimes violentos;
    -Gerar bilhões em revendas anuais para fundos de saúde , emprego, segurança, etc.
    -Cortar o financiamento dos cartéis de drogas dos países produtores ;
    -Proteger nossos jovens , nossas estradas , e nossos locais de trabalhos (sério isto está no texto da yesprop19), aumentando a penalidade para venda de maconha para menores, proibicao de fumar maconha em locais públicos, escolas, e onde menores estiverem presentes, mantendo penalidade criminais para motoristas sobre o efeito de maconha e preservar os direitos dos empregadores ao manter locais de trabalho livres de drogas.
    -Proteger os direitos dos pacientes que usam maconha pra fins medicinais;

    Nota de rodapé : Os opositores da legalização apenas rebateram os argumentos dos defensores e também criticaram lacunas da futura lei. Os defensores falam em 1.8 bilhoes de dólares gastos somente em maconha enquanto que os opositores falam em perdas da ordem de 9 bilhoes somente de um fundo federal que exige locais de trabalhos livres de drogas para serem financiados. Lembrando que nada garante que o dinheiro gasto com o combate a maconha irá ser usado em outras áreas, pode isto sim ser migrado para outras drogas, pois os traficantes e produtores não irão sumir de uma hora pra outra. A lei se fosse aprovada permitiria apenas o plantio domestico e o uso em locais licenciados , ela não fala em transformar a Califórnia em Bordoux.

    Fontes: http://yeson19.com/
    http://www.noonproposition19.com/doc_download/11-endorse-packet

  468. Marcelo disse:

    Alexandre, em todo este texto não vi nenhum argumento forte o suficiente para a manutenção da proibição da maconha. Nenhum proibicionista com quem discuti neste blog, ou em qualquer outro, foi capaz de rebater o meu argumento principal:
    -Eu vou fumar maconha sempre que eu quiser e nem você nem ninguém pode fazer absolutamente nada para me impedir.
    Por que vc não tenta?

  469. Marcelo Azevedo disse:

    Bacana, Alexandre, esse papo de advogado. Mas não é porque na califórnia foi feita uma porcaria de emenda, que não seria possível fazer uma boa aqui no Brasil.
    Os traficantes não vão sumir nem vão virar santos de repente. Isso é claro. A idéia é reduzir significativamente o dinheiro nas mãos deles, e por consequencia o seu poder de compra de armas e de corrupção de autoridades.

  470. Marcelo disse:

    Não adianta Alexandre…
    Eu e todos os outros maconheiros do Brasil e do mundo vamos continuar fumando maconha sempre que quisermos e nem você nem ninguém pode fazer absolutamente nada para nos impedir.
    Tentar proibir é apenas burrice.

    [WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ‘0 which is not a hashcash value.

  471. Marcelo disse:

    Não adianta Alexandre…
    Eu e todos os outros maconheiros do Brasil e do mundo vamos continuar fumando maconha sempre que quisermos e nem você nem ninguém pode fazer absolutamente nada para nos impedir.
    Tentar proibir é apenas burrice.

  472. Mauri disse:

    Caros, se pensarmos em seleção natural, libere a maconha, a coca, todas as drogas!
    Os fracos se vão, ficamos nós…

  473. Marcelo disse:

    Bem… Maconha não mata nem causa infertilidade. Nós maconheiros continuaremos existindo normalmente.

  474. Mauri disse:

    Amigo…
    Perdão, mas EXISTIR não é FAZER PARTE
    Pára com a fumacinha e o cérebro começa a funcionar

  475. Marcelo disse:

    Mauri, não sei bem o que vc quis dizer…
    Mas no meu caso eu tanto existo como faço parte. De uma família, uma comunidade, uma cultura, uma sociedade etc.. Nos identificamos como membros de diversas coletividades. E pessoas que usam drogas também.
    Meu cérebro sempre funcionou muito bem com ou sem “fumacinha”, já o seu… só viaja na maionese.

  476. Mauri disse:

    Faz hoje…
    A seleção natural é assim, diz respeito a futuro. Fumacinha estraga, enfraquece. Vê, já não funciona bem, já não consegue acompanhar, tá ficando pra trás.
    Pensa em futuro, Marcelo. Com fumacinha, ele simplesmente se esvai, deixa de existir. É a seleção natural…

  477. denis rb disse:

    Desculpe, Mauri
    Mas o que você está dizendo não é verdade.
    Acabei de ler hoje “Maconha, Cérebro e Saúde”, do Sidarta Ribeiro e do Renato Malcher-Lopes, dois dos maiores neurocientistas do Brasil. O conhecimento científico é inequívoco: maconha não prejudica o cérebro. Causa sim perda de memória de curto prazo e alguns efeitos bem sutis apenas durante o uso. Mas não causa dano permanente nenhum. Na realidade, segundo os autores, ela tem um efeito neuroprotetor e ajuda a combater doenças neurodegenerativas. Você está repetindo preconceitos que já foram há muito tempo desmentidos pela ciência.

  478. Marcelo disse:

    Não sei de onde vc tira estas idéias Mauri. Mas eu, sem dúvida, não me encaixo neste estereótipo de “drogado sem cérebro” com o qual vc quer me rotular. Estou me formando em História por uma Universidade Federal e, recentemente passei num concurso tbm federal. Ultimamente o meu futuro vem ficando cada vez mais promissor. Diferente da ideologia proibicionista, que agoniza na própria hipocrisia e completa inutilidade.

  479. Mauri disse:

    Denis…
    Você comenta:
    “denis rb – 24/04/2011 às 22:46
    Desculpe, Mauri
    Mas o que você está dizendo não é verdade.
    Acabei de ler hoje “Maconha, Cérebro e Saúde”, do Sidarta Ribeiro e do Renato Malcher-Lopes, dois dos maiores neurocientistas do Brasil. O conhecimento científico é inequívoco: maconha não prejudica o cérebro. Causa sim perda de memória de curto prazo e alguns efeitos bem sutis apenas durante o uso. Mas não causa dano permanente nenhum. Na realidade, segundo os autores, ela tem um efeito neuroprotetor e ajuda a combater doenças neurodegenerativas. Você está repetindo preconceitos que já foram há muito tempo desmentidos pela ciência.”
    Lhe pergunto uma coisa… Se é assim tão inofensiva, você daria ao seu filho de dois anos?
    Estou completamente de acordo com a liberação de todo e qualquer tipo de droga, não me entendam mal! Quem é CONTRA, obviamente são os traficantes! A final, quem aceitaria deixar para trás um lucro de 500% ou mais por um mero lucro presumido de 30%? E a CLT, então? Quem trocaria escravos drogados por CLTistas que podem pedir insalubridade ou hora extra?
    Hehe! Sinto muito! Não sou preconceituoso, pois não tenho pré-conceito, tenho sim CONCEITO formado! Prefiro muito mais a natação, uma bicicleta ou uma noite de sexo bem gostosa a um cigarrinho!
    Vou abandonar vocês, esse é meu último comentário nesta coluna, meus dedos são mais valiosos e minhas idéias, ainda mais bem aplicadas serão em temas mais produtivos à sociedade…
    Bom proveito com seus argumentos científicos.
    Marcelo… nem mencionei você, perdão. Não vale a pena.

  480. Fernando disse:

    Caros Denis e Marcelo, concordo com o Mauri sobre a seleção natural. Vocês estão tomando por base a California onde todo mundo menos os estudantes de Stanford e o pessoal do Vale do Silício fuma maconha. Lamentável. Imagine um médico que antes de entrar para uma cirurgia tem que dar um pitaco, pois é viciado em maconha. Que maravilha, ele só vai esquecer o bisturi dentro do paciente. Ou então um piloto de avião que antes de assumir o manche de um 747 precisa de um pitaco para se sentir seguro, ele só vai esquecer o reverso fechado. Que maravilha, isso mesmo, incitem o uso de drogas, vamos lá, vocês podiam canalizar o tempo de vocês incitando o estudo, a leitura, o trabalho, o empreendedorismo, mas não, acham que dar um traguinho em um baseado é uma coisa super natural, isso mesmo, nosso pais esta tão bem que agora pode liberar a manconha, assim teremos mais uma droga somada às drogas legais, cuidado com o que você fala meu caro Denis, você é lido por muitos jovens que vão aceitaqr aquele cigarrinho e sabemos que é apenas um ponto de entrada para alguma coisa que dê mais barato, como o Crack e a cocaina, parabéns por usar este espaço de forma torpe. Sempre o admirei, desde a Super Interessante, acho que você é muito melhor do que isso e pode usar este espaço de forma mais construtiva, ao invés de dizer tudo bem, pode puxar um fumo que não faz mal. Pense bem na forma como usa este espaço, você podia visitar um centro de recuperação de drogados e perguntar qual foi a droga de entrada deles, será que na maioria dos casos não foi a manconha, ponha a mão na cabeça e pense um pouco. Podiam adicionar a Maconha ao Leite em Pó, assim os bebês dormiriam mais calmamente, o que você acha. Lamentável.

  481. denis rb disse:

    Fernando,
    Não estou sugerindo que crianças devam fumar maconha, nem que maconha seja inofensiva, nem que devamos contratar pilotos de avião ou cirurgiões viciados em maconha. Só o que estou dizendo é que a informação que o Mauri passou – a de que maconha causa lesão cerebral – é mentirosa. Mentir, além de ser errado, acirra o debate e impossibilita uma discussão séria.
    A propósito: estudei em Stanford e morei no Vale do Silício e posso te garantir: o pessoal fuma maconha lá também. Os donos do Facebook e do Google, aliás, estão entre os maiores financiadores do movimento pelo fim da proibição e pela regulamentação da venda da maconha.

  482. Mauri disse:

    “a informação que o Mauri passou – a de que maconha causa lesão cerebral – é mentirosa. Mentir, além de ser errado, acirra o debate e impossibilita uma discussão séria.”
    Até onde a perda de memória imediata é algo normal? Uma pessoa de bom senso pode concluir que algo que funciona e deixa de funcionar por um estimulo externo é uma lesão. Experimetne puxar um elástico e soltá-lo repetidas vezes e me diga se depois de algum tempo ele continua com seu exato tamanho original…
    Nem sei por que perco meu tempo, senhor! Digo uma coisa, estou decepcionado com sua pessoa.
    Mais uma vez digo, NÃO sou contra as drogas, que as consuma quem desejar! Sou a favor da informação completa! Um adolescente pode usar seu brilhante argumento para se drogar! Isso é violência contra menor, pois desvia o mesmo do seu estado de inocência, o senhor deve ser mais prudente na forma de colocar.
    Como dizia Jean-Jacques Rousseau, você pode dizer o que desejar, por esse direito eu faço questão de lutar! Mas isso não implica em minha concordância, enquanto o dono dessa coluna fizer apologia eu estarei aqui contrapondo com minha visão!

    Alguns links a esmo para embasar:
    http://www.consciencia.net/2004/mes/16/maconha.html

    http://www.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/quest_drogas/maconha.htm

    http://blogs.jovempan.uol.com.br/campanha/falando-de-drogas/maconha-causa-dependencia-psicose-e-perda-de-parte-da-vida/

    http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL694075-15607-148,00.html

    http://www.professorrafaelporcari.hpgvip.com.br/006efeitosnocivosdamaconha.html

    Do último link:
    “EFEITOS DA MACONHA
    Maconha vicia, causando dependência física e psicológica. Contém THC(tetrahidrocanabinol), substância que causa alterações na memória, atenção, concentração e na noção de tempo e espaço. Maconha é dez vezes mais cancerígena que o tabaco.O THC é lipossolúvel, ou seja, solúvel em gordura, podendo ficar até 25 dias no cérebro do usuário. Atualmente, um único baseado pode conter até 40% de THC, a substância da maconha que vicia. . Maconha é apontada como a segunda causa de acidentes de carro com vítimas fatais.”

    Vale também pesquisar por “psicose canábica”

    Pergunto novamente, Senhor Denis, você daria maconha ao seu filho de 2 anos?

  483. denis rb disse:

    Respondo então, Mauri: não. Não daria maconha a um filho de 2 anos, de maneira nenhuma.
    Como eu disse, maconha não é inofensiva. Causa sim dependência (em algo como 10% dos usuários). Causa síndrome amotivacional e pode ser muito perigosa para pessoas com tendências a esquizofrenia. Deve ser evitada a qualquer custo por menores de idade.
    Mas não causa lesão cerebral – pelo contrário, tem efeito neuroprotetor. Não causa lesão no pedaço de cérebro que guarda memórias – apenas atrapalha a memória de curto prazo enquanto o usuário está sob seu efeito. Não estou dizendo que isso seja bom – apenas estou dizendo que aquilo que você afirmou não é verdade. Maconha não é a segunda causa de acidentes de carro – pelo contrário, ninguém até hoje conseguiu provar que motoristas sob seu efeito corram mais risco (há pesquisas dizendo justamente o contrário – que eles tornam-se mais cuidadosos –, mas o efeito não é estatisticamente significativo). O THC não é a “substância da maconha que causa dependência”. O que causa dependência é o prazer que a droga proporciona (sexo, jogo e esporte causam dependência do mesmo tipo).

  484. Mauri disse:

    Obrigado pela sua resposta.
    Vicio nenhum é bom, disso sabemos. Difícil para mim é ler justificativas ao uso de algo que causa dependência.
    Se você analisar seus leitores, os comentários deles, verá que os faz feliz em justificar o que eles mesmos não conseguem. É como um gordinho tentando se convencer que aquele chocolate é o último e falando pra si mesmo que chocolate faz bem!
    Sejamos justos…

  485. Marcelo disse:

    “não vale a pena”, Mauri?
    Por que? Porque fumo maconha? Estou então irremediavelmente condenado ao que esta planta causa à minha pessoa, à minha consciência? O fato de fumar maconha, apesar de em outros aspectos levar uma vida perfeitamente normal (trabalho, estudo, relações familiares e pessoais sadias) significa que a minha opinião é irrelevante e por isso não sou digno nem de dialogar com alguém assim tão “esclarecido” como vc?
    É, tem razão. Não vale a pena. Passe bem.

  486. Marcelo disse:

    Pois eh Alexandre,
    “armas de destruição em massa”: O crack, a cocaína, o oxi. Ele nem cita a maconha (que não destrói nada). Quer diminuir drasticamente o consumo destas substâncias? Retire a maconha das mãos de criminosos violentos que a vendem com uma mão enquanto oferecem crack, oxi e outras piores com a outra.

  487. Tales de Mileto disse:

    Bom dia, Denis.
    Ninguém, absolutamente ninguém pode ser privado de seus direitos nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação espiritual ou religiosa. Isso significa que também os maconheiros, da religião rastafári, têm o direito de receber a igual proteção das leis e do sistema político-jurídico instituído pela Constituiçã‬o. Essa é a lei. O reconhecimento do plantio caseiro de uma planta em um vaso não afeta qualquer direito de terceiros ou qualquer bem jurídico. A sua recusa é uma medida autoritária.
    Duas questões são abominadas por força da Constituição Federal da República Federativa do Brasil: A Intolerância e o Preconceito.
    A Constituição Federal de 88 prima pelo reconhecimento e pela proteção dos direitos fundamentais, bem como prima por uma acolhida generosa da vedação de todo tipo de discriminação, principalmente essa que tem feições de ódio contra os maconheiros brasileiros, e que requer solução imediatamente.
    O reconhecimento dos direitos oriundos dos maconheiros em plantar uma erva caseira num único vaso encontra seus fundamentos em todos os princípios constitucionais que estabelecem direitos fundamentais – normas essas, auto-aplicáveis. Todas as formas de preconceito merecem repúdio de todas as pessoas que se comprometam com a democracia. Contra todas as formas de preconceito, há o direito constitucional. O livre arbítrio também é um valor moral relevante.
    O Brasil vencerá a guerra desumana contra o preconceito.
    A pretensão é que se confira juridicidade a esse plantio caseiro de uma planta 100% natural, para que os maconheiros possam sair do segredo, sair do sigilo, vencer o ódio e a intolerância em nome da lei. Uma sociedade decente á uma sociedade que não humilha seus integrantes.
    O reconhecimento legal desses direitos responderá ao grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida. O STF, ou o Congresso Nacional, lhes restituirão o respeito que merecem, reconhecendo seus direitos, restaurando sua dignidade, afirmando sua identidade e restaurando a sua liberdade. As sociedades se aperfeiçoam através de inúmeros mecanismos e um deles é a atuação do Poder Judiciário, superando barreiras e estimulando a tolerância ao dar um fim a esta discriminação e humilhação de alguns de seus membros.
    Assista, com Fernando Henrique Cardoso:



    Abraços.
    Abraço.

  488. Alexandre disse:

    Só faltou pedir reparação para todos os maconheiros que já foram presos em nome da Lei. Risível.

  489. Marcelo disse:

    E seria justo, Alexandre. Indenizar todo os maconheiros inocentes que foram covardemente agredidos pelos cães o sistema.

  490. Alexandre disse:

    Houve uma deturpação na fala do ex-presidente, o q ele tá lutando é a descriminalização do usuário e não o fim do tráfico, ou até mesmo a legalização das drogas, ou a permissão do plantio disso e daquilo. Ele diz “O usuário não pode ser mais preso e somente isso” ele luta pela total descriminalização do usuário e tmb seu tratamento, etc. Ele inclusive fala que tem q continuar combatendo o tráfico e traficante, argumento contrário ao apresentado aqui e tmb ao seu.

  491. Alexandre disse:

    excel. artigo : ” O debate das drogas vai tomando um caminho perigoso, pautada por uma vigarice intelectual espantosa. A medicalização da questão está tomando o lugar da articulação de políticas púbicas para coibir o tráfico. Sim, a droga é também um problema de saúde, mas, lamento afirmar, é, antes de mais nada, um problema das polícias, que têm a obrigação de reprimir o tráfico.”

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/escarnecendo-dos-brasileiros-comissao-de-que-faz-parte-secretaria-nacional-de-seguranca-publica-propoe-descriminacao-da-maconha-e-liberacao-de-producao-para-consumo-proprio/

  492. Marcelo disse:

    Ah tá, Alexandre. Então a solução para as drogas é mais polícia né? Como se nunca tivéssemos tentado essa tolice.
    Acorda cara! É a própria polícia que controla a maior parte do volume de drogas que circula por aí.
    Vc está pagando para traficantes combaterem as drogas, inteligente isso, não?

  493. Marcelo disse:

    Longe de representar qualquer oposição à realidade dos fatos, os desesperados neonaziproibicionistas vociveram em favor de ‘internamentos em manicômios’.

  494. Marcelo disse:

    Proibiram foi Alexandre?
    Quem disse?
    Na verdade a marcha da maconha lá virou marcha da mordaça.
    E, não adianta cara, este blog e as nossas opiniões vc não censura. Amanhã estarei participando da marcha da maconha no Recife.

  495. Marcelo disse:

    haha!
    Vc num viu o jornal nacional ontem não ô Alexandre?
    A marcha aconteceu mesmo com os porcos atirando balas de borracha e bombas de gás lacrimogeneo e só terminou em frente a uma deleqacia depois que todos os seis que foram presos “servindo de exemplo” foram liberados.

  496. Marcelo disse:

    porcos não merecem ser comparados a estes animais:

  497. Marcelo disse:

    animais covardes

  498. Alexandre disse:

    Nao to vendo nada… ahhahahah isso eh a São Silvestre??? jjrsrsrsrs… A largada foi dada no priemiro tiro, coram Quenianos… aahahahhahahuhuhuahua. Quem ganhou??? passou no jornal???

    O Rapa Marcelo, esconde>>….

  499. Marcelo disse:

    Ops… “Aqueles covarde NÃO sabem…”

  500. Alexandre disse:

    huahauhauhua. UE nao era vcs que gostam de entorpecentes?? rsrsrs. LAcrimogenico eh um otimo alucinogeno!! Cheira la.

  501. Marcelo disse:

    Eles escondem a identidade como se fossem bandidos!
    São mercenários? Precisam andar sem identificação para reprimir a Marcha pela liberdade de Expressão?

    Esta é a polícia “democrática e constitucional” que vc defende? Eu não escondo meu rosto. Não me rebaixo ao nível desta escória.
    Mostrem a cara seus covardes!!!

  502. Marcelo disse:

    Aí ô Alexandre, seu Mané. Pensa que a repressão funcionou? veja no que deu:
    Não impediram a Marcha e ela terminou em frente a uma delegacia:

    e mais:
    “Na esquina da Augusta com a Estados Unidos foi decidido que um novo protesto, contra a violência policial, será feito no MASP, às 14hs do dia 28. É hora de mostrar para o governo Alckmin o significado do lema da bandeira do nosso estado: Non ducor, duco. Em latim: não sou conduzido, conduzo.”

  503. Marcelo disse:

    Estou fumando maconha neste momento. Vem aqui fazer valer esta lei ridícula apoiada por imbecis.

  504. Alexandre disse:

    Claro q nao vou te prender nao sou policial… mas no video da pra ver a apologia da Marcha: Ei policia a maconha eh uma delicia!

  505. Marcelo disse:

    Apologia?
    Ah é… existe uma leizinha ridícula remanescente da ditadura que institui o “crime de opinião” tentando cassar um direito assegurado pelo Art. 5º da constituição o direito a liberdade de expressão. Alexandre, Estado não tem o poder de governar diretamente a consciência de ninguém. Só os ignorantes não sabem disso.
    P.s. Esta “apologia” que vc citou abaixo é apenas a mais pura verdade, Alexandre. Vai querer que me prendam só por dizer a verdade?
    Típico. Por esta mesma razão prenderam Ghandi, Mandela, Jesus Cristo e muitos outros…

  506. Alexandre disse:

    Marcelo em primeiro lugar a constituição é de 88. E não da ditadura. Outra coisa que eu iria dizer é que opinião é tipo eu falar assim: Maconha não deveria ser proibida pois o álcool é liberado. Já apologia é tipo fazer propaganda, incentivo, etc. Tipo use maconha e vc fica bem.

    Não sei mas acho q eh isso.

    Imagine um assassino ou mesmo um estuprador fazer uma campanha a favor da violencia… nao pode esta fazendo apologia ao crime.

    P.s: nao estou comparando maconheiros com criminosos, antes q me acusem… só é um exemplo.

  507. Alexandre disse:

    ops faltou pontuação na frase: não pode, estará fazendo apologia ao crime!!!

  508. Marcelo disse:

    Alexandre, a constituição é de 88 mas esta lei ridícula que institui o crime de opinião e tenta cassar o nosso direito à liberdade de expressão estabelecido no Art. 5º da Constituição Federal é da época da ditadura e infelizmente sobreviveu à assembléia constituinte.

  509. Marcelo disse:

    E, não sei se já ouviu falar a respeito aí dentro desta bolha de preconceito em que vc vive, mas em diversos países desenvolvidos são médicos e cientistas respeitados que dizem às pessoas: “use maconha e vc fica bem”, “praticamente não há perigo algum em usá-la, nunca houve sequer uma morte por uso de maconha”, “os efeitos negativos do uso da maconha são insignificantes”. E dizem isso a milhares de pessoas que os procuram por problemas de saúde diversos como: câncer, AIDS, glaucoma, insônia, ansiedade, etc…
    Pesquise sobre maconha medicinal, procure as pesquisas científicas sérias e vc descobrirá que hoje a maconha ajuda milhares, talvez milhões de pessoas, que sofrem com as mais diversas enfermidades. Assista pelo menos o trecho do documentário “Cortina de Fumaça”, que vai abaixo para entender melhor esta questão, neste trecho a partir de 2:50 min ele mostra o caso de um brasileiro que devido a um tumor maligno precisava se submeter à quimioterapia, assista e quero ver se vc acha que ele merecia o que lhe aconteceu:

    Vc está tentando criminalizar a verdade.

  510. Alexandre disse:

    Sem comentários Marcelo, o q tu defendes é no máximo a maconha pra fins relaxantes, e nao medicinais, a Medicina q salvou a vida de Alexandre foram as sessões de quimio e nao a maconha.No video ela é tratada como a substancia milagrosa q revelara a verdade, a salvacao a humanidade, será?
    Até defendo se for o caso, para fins medicinais, como existe muitas substancias psicoativas q sao autorizadas, com tarja preta. Mas nem por isso sao substancias legalizadas.

  511. Marcelo disse:

    O que o vídeo mostra, Alexandre, é a história real de um homem que sofria de uma enfermidade gravíssima que lhe causava muita dor e sofrimento e que seguindo um comentário que o seu médico lhe fez ao vê-lo sofrendo tanto (um comentário e não uma prescrição médica, pois aqui no Brasil aquele médico seria preso se indicasse abertamente a maconha para uso medicinal) descobriu uma planta que quando fumada ou ingerida de outras maneiras aliviou o seu sofrimento e devolveu-lhe a qualidade de vida sem trazer absolutamente NENHUM efeito colateral negativo. A maconha de fato não o “curou” de sua doença, mas foi de grande importância para ajudá-lo a resistir ao tratamento.
    Aquele homem foi preso como traficante de drogas por que plantou alguns pés exclusivamente para uso medicinal e pessoal.
    Alexandre, isto não é justiça.
    Só gente com um senso de justiça deturpado e tirano acha correto prender pessoas apenas por plantar, comercializar ou usar uma planta que NUNCA causou sequer uma morte em mais de seis mil anos de História documentada e que ainda por cima tem infinitas propriedades medicinais e usos industriais que deviam estar sendo exploradas por nossos médicos e cientistas.

  512. Marcelo disse:

    Eu fumo maconha há mais de dez anos, Alexandre. Nunca me fez mal, não atrapalhou meus estudos, meu trabalho ou minha vida social. Pq não posso plantá-la e usá-la em minha casa sem incomodar ninguém?

  513. Marcelo disse:

    Assista o documentário inteiro, Alexandre.
    Cortina de fumaça: Você Precisa Ouvir o Que Eles Tem a Dizer

    Ele explica a origem das drogas nas sociedades humanas e a história das políticas públicas para lidar com a questão.
    Se vc estiver realmente aberto a repensar seus dogmas e a novos aprendizados verá que este discurso conservador e moralista de “guerra às drogas” além de ingênuo é extremamente contraditório.

  514. Alexandre disse:

    bah nada de novo no filme… muita coisa dita ja rebati aqui!!! ” Especialistas” dizem q as drogas nao fazem mal e deveriam ser liberadas… entao pq nao liberam as farmaceuticas… uma das tolices eh q a humanidade sempre usou drogas… claro ainda usa no caso as controladas… para dizersas doencas como os benzolatos…

    Eh muita baboseira.. e ainda faz apologia… ainda q sensivel de forma ” inteligente” com base em pessoas modernas…

    Cuidado O Rapa ai…rsrsrs

    Abracos Marcelo

  515. Marcelo disse:

    Alexandre, amigão… as drogas farmacêuticas só podem ser controladas porque são legalizadas. É assim que funciona um mercado legalizado, com algum controle sobre os produtos. Quando se proíbe uma substancia qualquer ela não desaparece num passe de mágica (como se pudéssemos proibir a chuva ou a curiosidade humana) ela continua existindo e toda a sua cadeia produtiva estará livre de qualquer controle, potencializando os possíveis danos que ela traria. E cara, o uso de drogas não é uma invenção do nosso tempo, a verdade é que nunca existiu uma cultura que não fizesse uso de nenhum tipo de droga. Tentar proibi-las sim, é novidade. E das mais desastrosas, as estatísticas no vídeo abaixo não mentem.

  516. Alexandre disse:

    Otimo Marcelo, pode ser ate q estejam certos esses dados ,embora nao citem a fonte… Mas e o contrário do que ele propoe? Ocorrerá oq ele quer? Como diminuir o preço e a pureza se diminuirem a fiscalizacao ou legalizarem. Ou melhor com a legalizacao o preco ira aumenta e a pureza ira diminuir? E os crimes causados pelas drogas irao acabar? Acho q nao veja o caso qq de ilegalidade, como a corrupcao. Nos EUA e Europa e Japao há combate severo na corrupcao mas ate hj ocorrem, o q fazer ? Legalizar a corrupcao já q nao pode-se combate-la? Isso ja ate falei e discutimos em outros coments.

    Abraços…

  517. Marcelo disse:

    “Como diminuir o preço e a pureza se diminuirem a fiscalizacao ou legalizarem.”
    Que fiscalização, Alexandre? Com a maconha (ou qualquer droga) na ilegalidade é que não há controle algum. A legalização é que pressupõe algum controle enquanto a proibição, na prática, é a total liberação (jura que vc ainda não entendeu isso?)
    “E os crimes causados pelas drogas irao acabar?”
    Cara, ponha uma coisa na sua cabeça: não existem crimes “causados pelas drogas”, é outro preconceito idiota. Vc nunca vai ver uma trouxinha de maconha assaltando ninguém, são PESSOAS que cometem crimes e elas não precisam estar drogadas para isso, basta ser desonesto, como comprova o nosso congresso nacional.
    Também não existem maconheiros que assaltam ou matam para sustentar o vício (maconha não causa uma dependência tão forte, sei por experiência própria). Cara, se todos os milhões de maconheiros que existem no Brasil fossem criminosos violentos ninguém poderia pisar fora de casa e, no mundo inteiro, não haveria prisões suficientes para tanta gente.
    Quase toda a violência que se atribui às drogas na verdade é causada pela proibição. Fala sério, vc ainda não entendeu isso também?
    “O q fazer ? Legalizar a corrupcao já q nao pode-se combate-la?”
    Cara, não se deve legalizar a maconha só porque é impossível combatê-la. Deve-se legalizá-la porque é uma erva natural praticamente inofensiva que, inclusive, é tratada como planta medicinal e insumo industrial valiosíssimo em diversos países desenvolvidos.

  518. Marcelo disse:

    Ops… esqueci: a fonte das informações no vídeo é o departamento de justiça dos EUA (diz isso logo no começo).

  519. Alexandre disse:

    Marcelo com toda a sinceridade , vc parece q nao debate os meus argumentos, sempre debati seus argumentos me chama logo disso ou daquilo, nao vou mais discutir aqui com vc…
    Vc simplesmente ignora o q eu ja disse aqui : Se drogas fossem boa pq tantos morrem por ela, inclusive usuarios. Os traficantes morrem entre si por controle de areas. Os policiais morrem combatendo o trafico. e vice versa. Ja debati tudo isso agora sou eu quem nao vou ficar rodando em circulos e falando a mesma coisa q vc nao consegue debater so me xinga disso e daquilo nao apresenta argumentos plausiveis aos meus..

    Abraços.

  520. Marcelo disse:

    Alexandre, as mortes que você citou não são por causa das drogas, e sim por causa da guerra às drogas. Já debati tudo isso aqui e você é incapaz de sair um minutinho que seja desta sua bolha de preconceito e “verdades inquestionáveis”. Fica repetindo a mesma ladainha: “drogas são do mal, não podemos confiar nos cientistas que apóiam a legalização, drogas fazem as pessoas perderem o ‘norte moral’ e cometerem crimes, se legalizarmos a maconha a criminalidade vai aumentar e blablabla…”. Todos os seus argumentos são desmentidos pelos fatos. Os quais, para você, pouco importam. O que te importa é impor a sua maneira de pensar aos outros, nada mais.
    E eu nunca te xinguei de nada. bye bye

  521. Marcelo disse:

    Eu não disse que drogas não fazem mal, só disse que proibi-las causa um mal muito maior, e isso já está cientificamente comprovado.
    A maconha deve ser legalizada porque NÃO é uma droga, Alexandre, é uma planta com inegável valor medicinal, infinitos usos industriais e praticamente inofensiva para quem faz uso recreativo.
    O Oxi só existe porque gente preconceituosa proíbe coisas que nem conhece e acaba incentivando os traficantes a encontrar substancias mais viciantes e fáceis de transportar para maximizar os lucros.
    P.s. porque você nunca fala do “grande mal” que a maconha traz aos seus usuários? Por que você sempre foge do debate invocando outras drogas que nada têm a ver com maconha? Será porque da maconha em si não há mal algum sobre o que falar?
    P.s.(2) Ué… você não tinha desistido deste debate? ficou com saudade, foi?

  522. Claudio disse:

    Não ví ninguém dizendo que as drogas não fazem mal. Aspirinas matam mais de 1000 pessoas por ano. A questão não é se faz bem ou mal pra saúde. A questão é que a proibição não funciona, não permite regular e controlar o consumo, gera um danoso e violento mercado negro, que faz muito mal pra saúde até mesmo de quem nem usa droga alguma. O tabaco faz bem pra saúde? Serve na medicina? Pq é legalizado então?
    Vamos declarar ilegal tudo que possa fazer mal pra saúde? Se é assim que se evita o consumo, a maconha já deveria ter tido seu consumo extinto, pois já é proibida há mais de 50 anos.
    O álcool faz 25 vezes mais vítimas do que as drogas ilegais somadas. Se o que faz mal deve ser ilegal, a comissão deveria propor que álcool e cigarro fossem declarados ilegais.

  523. Alexandre disse:

    Cláudio o seu comentário é igual de muitos aqui, pois pela lógica matar é proibido e muitos assassinatos são cometidos e gera um gasto danado ao estado (o Brasil que diga) então porque não legalizamos ou regulamos os assassinatos? Até no EUA, Japão, e Europa não se consegue eliminar os assassinatos, etc. Além do mais o tabaco e o alcool sofrem severas repressoes do estado e como locais de consumo e de propaganda. E daí avançamos nas restrições do álcool , tabaco e liberaremos as drogas ???

    Só o exemplo do álcool já vale como média do contraargumento, pois se o álcool mata tanto e a maioria se sabe que é no trânsito e que esta é uma infração gravíssima, então vamos liberar o álcool no trânsito… já que é difícil e caro fiscalizar e punir e principalmente não está funcionando esta proibição.

    Ou melhor todas as leis que não funcionam invertam-se os significados…

  524. Alexandre disse:

    E ineficiente também a regulamentação do cigarro no Brasil e é carro e ineficiente seu controle , portanto devemos revogar a lei do tabaco, pois é cara.

    e segundo a reportagem :

    Saúde em jogo também com cigarro pirateado. “Neles há, inclusive, selos falsificados da Receita Federal do Brasil. É a prova de que o cigarro é destinado para o mercado brasileiro”, destacou o funcionário.

    São 60 fábricas do lado paraguaio e quase toda a produção é contrabandeada.

    “Se o Paraguai produz 65 bilhões de cigarros e consome apenas 3 bilhões, nós temos esse diferencial todo despejado no mercado brasileiro”, afirmou Luciano Barros, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação. ”

    ou 62 bilhoes de cigarros contrabandeados… apesar de ser legalizado/ regulado e restrito entao nao funcionou no caso do cigarro a lei é ineficiente e nao funfa … logo devemos liberar o cigarro… ou qq coisa do tipo já q ele é legalizado/regulado (fu&*&eu) rsrs.

  525. Claudio disse:

    Vc quer comparar assassinatos com consumo de drogas? Comparar uma pessoa matando outra com uma pessoa consumindo alguma coisa? Não acredito que vai ser necessário explicar a diferença. Existe demanda por assassinatos? Existe um mercado? As pessoas agora pagam para serem assassinadas?
    Vc reclama que não respondem sobre o que vc argumenta, mas vc também não respondeu nada do que eu argumentei. Partiu pra comparações ridículas.
    Tabaco e álcool sofrem repressões do Estado sim, mas ninguém vai preso por consumir e não existe tráfico armado nem confrontos entre traficantes dessas substâncias.
    “Liberamos as drogas”.. Aí está seu erro. Ninguém está falando em liberar as drogas, liberar o consumo, distribuir maconha pela cidade… É legalizar. Legalizar o comércio não é liberar o consumo ou atitudes, como dirigir, assassinar. Estamos falando de comércio e consumo. Se vc pretende discutir o assunto sem usar os termos corretos e partir do princípio da liberação, será inútil discutir com vc.
    Se eu beber álcool e matar alguém eu não serei absolvido só pq o álcool é legalizado.
    Não adianta vc querer comparar comércio e consumo com atitudes e ações pra justificar a proibição da maconha.
    Sim, existe contrabando, corrupção, falhas nas fiscalizações.. e vai existir sempre. Em mercados legais por pior que seja o controle e as fiscalizações ainda será melhor do que não existir nenhuma.
    Já que existe contrabando de cigarros vamos então declarar ilícitos e proibir comércio e consumo e o problema se resolverá? Ninguém vai mais usar nem vender? Vamos entregar nas mãos de traficantes? Tudo aquilo que existe demanda e o governo não controla (bem ou mal) alguém vai controlar, no caso da maconha não existe retorno para o governo, só existe perda.
    O consumo de cigarro está em decadência, caiu 32% sem proibição de comércio, sem prisões de usuários, vamos torna-lo proibido pra perder de vez o controle do mercado e do consumo?
    Quer justificar a proibição da maconha? É fácil, mostre que funciona. Mostre os resultados positivos no que se refere a diminuição da produção, comercialização, consumo, violência e corrupção policial.