Questão de cultura

Hoje no Brasil 50 mil pessoas morrem em homicídios por ano, número digno de zona de guerra. A segunda causa de morte do país é o trânsito, com 40 mil por ano. Quem mais morre no trânsito são os pedestres. Não é difícil de entender por quê.

O trânsito está nervoso, agressivo. Quando o sinal abre, os motoristas pisam fundo, para aliviar a frustração de ficar parado, e freiam bruscamente alguns metros a frente, porque o trânsito para de novo. Entre um carro e outro, cidades superlotadas estão inventando de enfiar motos. Em São Paulo, 578 pedestres morreram no trânsito em 2009 (258 atropelamentos envolviam carros, 123 envolviam motos).

Há pela cidade um bom número de faixas de pedestre, a maioria delas sem o reforço de um semáforo. Geralmente elas ficam nos cruzamentos, demarcando o caminho que os pedestres precisam cruzar para chegar ao quarteirão seguinte. Obviamente, os pedestres têm a preferência em cima dessas faixas. Na maioria das cidades brasileiras, os motoristas ignoram completamente esse fato. É como se as faixas não existissem. Se um pedestre tentar usar de seu direito de preferência, entrando na frente do carro, terá sorte se levar apenas um dedo médio erguido e uma homenagem à mãe.

Um pedestre, de muleta, com a preferência, na chuva, espera pacientemente que um carro lhe dê a preferência. Nenhum deu

Outro dia eu estava no boteco aqui em frente de casa e na mesa ao lado sentaram-se quatro fiscais do Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), exaustos, comendo um lanche no final do expediente. Perguntei a eles por que eles não multavam carros que desrespeitam a faixa. Eles responderam:

– É questão de cultura.

Cultura? E por que então não mudamos a cultura? Multas, sabe-se bem, mudam a cultura muito rapidamente. Pois qual não foi minha surpresa quando descobri o inesperado: os fiscais da CET são proibidos de multar por esse motivo. Seus talões nem sequer contêm a infração.

Ok, não têm a infração, mas têm a linha “outros”. Os fiscais, se quiserem, podem multar assinalando “outros”, não? Não exatamente. O “outros” raramente é utilizado. A CET padroniza o procedimento para cada tipo de infração e, nesse caso, até alguns meses atrás, não havia sequer procedimento estabelecido. Quando não há procedimento estabelecido, os fiscais são proibidos de agir mesmo que vejam um jipão com cara de tanque e vidro fumê passar numa poça e encharcar uma velhinha com um andador que tinha a preferência e estava na faixa de pedestres.

Uma coisa que me chamou a atenção na conversa que tive com os fiscais é que todos eles eram cidadãos bem educados, articulados, preocupados com a saúde dos cidadãos, inteligentes. Tivemos uma ótima conversa e eles tinham muitas boas ideias. Mas a prefeitura veda a eles usar seu próprio julgamento e influir no sistema.

Isso é típico do Brasil, uma das muitas lembrancinhas que a escravidão deixou no caráter nacional. Não confiamos nos “subalternos”. Por conta disso, toda decisão sobre o complexo trânsito das cidades é tomada em salinhas bege com ar condicionado por sujeitos gordinhos e de terno que andam com motorista. Os fiscais não têm liberdade de ação para colocar inteligência no sistema. Enquanto isso, a imensa maioria de nós – pedestres, usuários de transporte público, ciclistas e motoristas depois que estacionam – tenta sobreviver nas ruas.

Os gordinhos de terno só levam uma coisa em conta na hora de tomar decisões: o fluxo de veículos. Eles só são cobrados pelo prefeito por um número: quantos veículos passam pela via por hora. Esse número é uma baboseira – basta pensar que um carro, nessa conta, vale a mesma coisa que um ônibus. Contar veículos e achar que isso mede a qualidade do trânsito é uma estupidez.

Enquanto isso, as prefeituras brasileiras estão negligenciando sua tarefa de zelar pela vida dos cidadãos que pagam seus salários. Se ficar provado que a prefeitura tem instrumentos para zelar pelo bem público e pela vida do cidadão e conscientemente nega-se a utilizá-los, isso não é razão para processos civis, ações de impeachment e responsabilização criminal de gestores públicos?

PS: Quanto ao motorista que tentou assassinar dezenas de ciclistas em Porto Alegre na semana passada, só posso dizer que ficarei muito frustrado se ele passar na cadeia um dia a menos do que a pena máxima permitida neste país.

34 comentários
  1. Alexandre disse:

    Blz , serve para denunciar a CET neste tipo de procedimento pois não dar preferência para os pedestres em locais sinalizados é multa na certa. Aumentando-se a punição diminuem-se os delitos!

    Parabéns Denis!

  2. Alexandre disse:

    Estão descumprindo a lei mesmo:

    Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:

    I – que se encontre na faixa a ele destinada;

    II – que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;

    III – portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes:

    Infração – gravíssima;

    Penalidade – multa.

    IV – quando houver iniciado a travessia mesmo que não haja sinalização a ele destinada;

    V – que esteja atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo:

    Infração – grave;

    Penalidade – multa.

    Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9503.htm

  3. Marcelo Azevedo disse:

    É possível mudar isso com um pouco de boa vontade do poder público.
    Estive no final de semana em Maringá-PR, onde há uns dois anos atrás houve uma campanha forte de conscientização dos motoristas para o respeito à faixa de pedestres. Cheguei a atrapalhar o trânsito, tamanho meu espanto ao ver os carros parando ao meu ato de colocar o pé na faixa. Fiquei parado, estupefato, em vez de atravessar de uma vez.
    Acho que há outros casos como esse em alguns municípios brasileiros, o que mostra que é possível mudar.
    Com relação a confiar nos subalternos, acho que o poder público precisa visitar algumas grandes indústrias. Principalmente aquelas que trabalham com sistemas modernos de produção, derivados do Sistema Toyota. Nelas, os funcionários do chão de fábrica são estimulados a dar idéias de como melhorar o seu processo produtivo – e são geralmente essas idéias que fornecem os melhores resultados.

  4. reynaldo moreira disse:

    Essa falta de respeito ao pedestre é mesmo foda, Denis. Minha companheira esteve há pouco em Buenos Aires e disse que lá os motoristas respeitam muito mais a faixa de pedestre. Aproveito para falar de outro problema que me deixa puto: a tomada do espaço público por particulares. Todos os dias passo na esquina das Avenidas Brasil e Nove de Julho, voltando do trabalho para casa. Nesse ponto há o laboratório Delboni Auriemo. Essa empresa tem uma área de estacionamento em frente a sua sede, mas vai chegando gente e eles vão usando a calçada como estacionamento. Quando enche a calçada, vão para a avenida, sempre muito movimentada. Já flagrei pelo menos um acidente com um caminhão que não desviou a tempo. Deve ter acontecido outros. A CET pôs uma placa de estacionamento proibido logo em cima, num poste. De nada adiantou. Sou chato. Toda vez que vejo um marronzinho na esquina eu vou lá e aponto o problema, fico esperando uma atitude. Alguns, por preguiça, afirmam que não podem multar pois estão apenas manobrando. Pode ser, mas como vivem manobrando, não sobra calçada para pedestre, de todo modo. Outros dizem que já notificaram a empresa inúmeras vezes, mas duvido, pois o abuso se eterniza. Não são os únicos. Ao longo da Rua Pamplona, por exemplo, há vários restaurantes e pizzarias que vão mandando estacionar na rua os carros à espera do manobrista enquanto a burguesia pode descer como se fosse a nobreza, com o máximo de conforto e o mínimo de respeito. Lasco a buzina!!! Recebo dos valets um ligeiro levantar de sombrancelhas, não estão nem aí, ninguém está nem aí. Tenho a vontade de vir de bicicleta e passar por cima.

  5. Excelente texto! Aproveito para deixar o link para a minha humilde reflexão sobre o caso: http://www.zaip.net/o-pais-do-atenuante

    Criamos uma cultura do “atenuante” onde tudo pode porque sempre há uma justificativa, por mais imbecil que seja. É hora de pararmos e refletirmos se é assim mesmo que desejamos viver.

  6. denis rb disse:

    Eu disse que nosso desprezo pelos “subalternos” é herança do nosso recente passado escravocrata.
    O desprezo de motoristas pela vida de seres humanos que se movem a pé ou de bicicleta é um outro sintoma da mesma doença, como explicou muito bem o antropólogo Roberto da Matta, no seu livro “Fé em Deus e Pé na Tábua”. A sociedade brasileira é imensamente hierarquizada, com as classes mais altas eternamente buscando se distinguir das mais baixas, e as mais baixas de certa forma internalizando essa “inferioridade”. Ter carro é um sinal de superioridade. Pedestres que atravessam em frente a um carro irritam os motoristas porque eles estão desrespeitando a ordem social em vez de se colocarem em seu lugar. Não tenho dúvidas de que foi exatamente isso que aconteceu em Porto Alegre. Só que o motorista lá foi longe demais. Que sirva de exemplo e passe algumas décadas na cadeia, como exemplo para inspirar a mudança cultural da qual este país precisa.

  7. jorji disse:

    Denis, infelizmente o motorista em questão não passará muito tempo na cadeia, muito das mazelas de nossa sociedade é fruto do passado escravocrata, aliás no mundo inteiro tem passado escravocrata, liberdade é algo recente, será que liberdade existe?

  8. joana disse:

    Cobremos o poder público sim, mas cobremos também a pessoa ao lado (a sociedade) e dê exemplo. Chame atenção, não fique calado quando alguma(a) motorista agir de modo desrespeitoso (esteja preparado, pois acontece o tempo todo). E proponho deixarmos de nos referi ao problema do trânsito como “o carro faz isso”, “o carro faz aquilo”. Quem faz é a pessoa que está dirigindo. O problema do trânsito de São Paulo não são os carros (coisas inanimados), são as pessoas que o dirigem.
    É facil esquecer disso e passar a demonizar o carro (como um fetiche, voodoo , sei lá).
    E é bem mais dificil olhar no olho de alguém e ter coragem de dizer, na hora e e na frente, que ela está redondamente errada.
    Ultimamenete tento transcender a minha própria agressividade para abordar de uma maneira construtiva porém não submissa ou pedindo lincensa. Apenas não quero ser mais uma pessoa violenta na cidade.

  9. Lucas Migotto disse:

    É um absurdo o que esse “gordinho de terno” fez em Porto Alegre. O que aconteceria com ele se fizesse isso na Europa? Já estaria preso? Perderia o carro e a carteira por um bom tempo?

    Espero que, pelo menos, esse “incidente” em Porto Alegre seja o estopim para vários protestos de pedestres e ciclistas pelo Brasil exigindo das autoridades mais espaço na cidade para o ser humano e menos para os automóveis.

  10. jorji disse:

    40.000 pessoas morrem no trânsito, esse número só leva em consideração as pessoas que morrem no local do acidente, se contabilizar as mortes em hospitais por exemplo, o número de mortes no trânsito brasileiro são bem maiores.O Brasil é violentíssimo, se levarmos em conta todas as formas de mortes violentas, como suicídio, assassinato, acidentes de trânsito ,trabalho, etc, somos uma das nações com maior incidência de mortes violentas no mundo.

  11. Marcelo Samsa disse:

    Para mim só há uma maneira de reduzir, de forma eficiente, os acidentes de trânsito: limitação de velocidade e redução da aceleração dos veículos, de fábrica. Não entendo porque os veículos aceleram tão rápido se terão que parar logo adiante. Veículos que aceleram de forma rápida são armas letais, em potencial. Você entregaria uma arma na mão de uma criança? Por que deixam pessoas utilizarem, no trânsito, veículos com essa capacidade de aceleração? Ah, é porque os motoristas são adultos e conscientes de suas responsabilidades, tem maturidade. É mesmo, dá pra ver como eles relacionam com seus carros: como brinquedo, diversão!

  12. Leonardo Xavier disse:

    Confesso que na hora que eu vi a notícia do acidente com o massa crítica eu lembrei de um post em que você falava do mesmo movimento e de outro que você falava da cultura de respeito a vida.

    E eu acho que é a falta dessa cultura, provavelmente um dos maiores problemas que a gente vê no nosso país. Seja o político, que desvia dinheiro que era para ser usado para dar condições mais dignas de vida as pessoas, passando pela violência urbana e domésticas até chegar ao nossos problemas de trânsito nas grandes cidades.

  13. Maira Teixeira disse:

    Denis, a sua indginação em questão do motorista e o pedestre é a minha, quem me dera todos pensarem de modo a se colocar no lugar do outro, o motorista se esquece que um dia ele é pedestre também, independente na situação que ele esteja. Cada vez que eu volto de uma viagem eu quase sou atropelada nos primeiros dias, porque esqueço que aqui no Rio de Janeiro, os motoristas não tem a cultura de parar no sinal amarelo, e quando o pedestre está na faixa e não tem sinal ele tem a preferência. É lamentável!
    Parabéns pela matéria.

  14. denis rb disse:

    Obrigado, Maira.
    E olha só: longe de mim a intenção de atribuir a “culpa” aos “motoristas”, assim genericamente, como se todo mundo que dirige carro fosse mal caráter. Óbvio que não é. Mas há uma cultura em vigor que desvaloriza a vida, e que se sustenta pelo comportamento de um grande número de motoristas. Precisamos nos livrar dessa cultura – e talvez tenhamos que colocar uma meia dúzia na cadeia até os outros perceberem que queremos mesmo mudar.

  15. jorji disse:

    Encaremos a realidade , porque não responsabilizar diretamente o cidadão brasileiro, motoristas, ciclistas, motociclistas, pedestres, carroceiros, guarda de trânsito, etc, no dia a dia de nossas cidades, praticamente ninguém respeita as leis de trânsito vigentes, não é apenas questão de cultura, a falta de punição , ou seja, o mecanismo de opressão e repreensão é ridículo, seja dentro das familias, seja no âmbito da sociedade, a formação do indivíduo é a questão, seja formal ou familiar, o não respeito à vida a que se refere o Denis é apenas consequência. Colocar meia dúzia na cadeia para servir de exemplo é uma idéia ridícula, os direitos e obrigações tem que contemplar a todos, o problemas é que Denis sabe o que quer, eu talvez saiba, mas a imensa maioria vai continuar se conduzindo de forma criminosa no trânsito, seja pedestres ou motoristas, já há muito tempo ouço a mesma conversa fiada de que queremos mudar, a única coisa que mudou foi um aumento de veículos, na mão do atual cidadão brasileiro é uma arma.

  16. denis rb disse:

    Colocar essas pessoas na cadeia É responsabilizar o cidadão. É fazer cumprir a lei (que nunca é cumprida). E é mandar um sinal claro à sociedade de que a lei passará a ser cumprida daqui por diante. Isso não tem nada de ridículo.

  17. denis rb disse:

    “a imensa maioria vai continuar se conduzindo de forma criminosa no trânsito, seja pedestres ou motoristas”
    jorji, pedestres não se comportam de forma criminosa no trânsito (pelo menos não como regra). Eles podem até descumprir regras, mas isso não é crime – é no máximo uma pequena infração. Jogar o carro em outra pessoa, ameaçar acelerar – isso sim é crime. Querer igualar as duas coisas não é correto. Quem está andando armado – e portanto precisa se comportar com responsabilidade – é o motorista. Lembrando: carros matam mais ou menos tanto quanto revólveres no Brasil.

  18. Priscila Moreno disse:

    Outro dia uma caminhonete tirou uma fina de mim e do meu filho, na minha garupa, fui conversar com o motorista no sinal fechado (claro, ele estava correndo para ficar parado no semáforo, como todos fazem), então amigo, quando vir uma bicicleta, diminui a velocidade e mantém uma distância de um metro e meio, por que… e ele fechou o vidro. Tudo bem, colega. Não quer ouvir, não é? Ninguém quer ouvir. Então agora eu ando com panfletos na bolsa.

    Não quer ouvir, tudo bem, pode ler! Meu filho tira sarro da mãe encrenqueira dele, mas acho que o caminho é mesmo esse: a militância. Cidadania virou um termo muito quá-quá. Bonitinho, corretinho. Agora eu milito. Por que quero mudanças concretas. E no panfleto vem algo que interessa à maioria: dígitos. Sabiam que a multa é de R$87,00 para quem não mantém a distância de 1 metro e meio de uma bicicleta? Ninguém sabe. Nem a CET.

    Denis, sai dessa revista, pra eu poder te ler tranquila, sem pensar putz, o cara escreve na veja…
    Não, fica, fica, assim quem lê veja habitualmente vai ter um mínimo de qualidade no que lê. Mas que é esquisito ver seus textos publicados na veja, ah, é. Seus textos são bons. Os gordinhos de terno que dirigem com motorista e trabalham em salinhas beges (odeio bege) com ar-condicionado não devem gostar muito de vc.

  19. Diogo Fernando, @dihpardal disse:

    Bom, moro numa pacata cidade do interior paulista. Botucatu;
    não tinha o costume de para nas faixas até ir a Cerquilho, outra cidade do interior de SP e ver que os pedestres são sim prioridade nos trânsitos.
    Ao atravessar a rua pela faixa de pedestre eu parei na calçada dando preferência ao carro, enquanto meus amigos (moradores da cidade), atravessaram sem preocupação e quando ia soltar um grito de “loucos” o motorista veio dominuindo a velocidade e parou; logo vi que o maluco ali era eu.

    Desde então, dou a preferencia aos pedestres quando estes estão na faixa; e por isso ouço muita buzinadas dos “colegas” de trânsito que vem atrás, isso quando não fecho os olhos e seguro bem forte o volante com medo dos mesmos virem com tudo na trazeira do meu veículo.
    Como foi dito, é questão de cultura.

    Trânsito a minha cidade é um caos. Até por ser uma cidade pequena, é monstruoso o sistema de trânsito. Mas, as cabeças pensantes, que tem idéias, muitas vezes não é ouvido apenas por estar em último na besteira da pirâmide hierarquica.

  20. Mariana balboni disse:

    Dênis, passado esse abre um pouco carregado de homicídios, estou totalmente de acordo. Bicicletas, pedestres, e cidadão têm prioridade. E se a prefeitura não está multando motoristas que desrespeitam a faixa de pedestres, que podemos fazer? Além de constatar o fato e torcer para que o Kassab tome alguma providência aé em SP. Bj grande, Mariana

  21. jorji disse:

    Denis, o que eu quero dizer, é que se o pedestres e ciclistas descumprem regras de trânsito, eles com um carro na mão também conduzirão seus veículos de forma perigosa e irresponsável. O que vejo no dia a dia do trânsito, é de que forma generalizada o nosso cidadão, inclusive a minha pessoa, descumprimos as leis de trânsito, sejam como pedestres ou motoristas, e como consequência os 40.000 mortos todos os anos, acredito que seja bem mais, porque essa estatística só inclui mortos no local do acidente, os que morrem em hospitais em decorrência de ferimentos não são contabilizados.Para que se estabeleça disciplina em vias de nossos centros urbanos, além da educação de trânsito, é necessário severas punições, já que a verdadeira consciência do indivíduo é aquela em que se cometer algo de errado, terá que prestar contas não com Deus ou coisa parecida, mas com uma justiça que seja implacável, por exemplo, bebeu e dirigiu, cadeia!

  22. Simone disse:

    Denis,
    A cultura de que os automóveis têm preferência em cruzamentos com faixa de pedestres e sem semáforo está tão enraizada no país que os pedestres ficam sem reação ou fazem cara de espanto quando alguém (eu) se dirige a um motorista de caminhão em um cruzamento desses na perto da minha casa, em São Paulo: “Já ouviu falar que pedestre tem a preferencia na travassia da faixa?”! O motorista esbravejou e passou pela cabeça do pedestre ao meu lado que eu agi como louco, mas espero que eles passem pela próxima faixa pensando um pouco melhor a respeito da relação entre motoristas e pedestres!

  23. Nilson disse:

    Caro Denis, a frustrado com a impunidade no Brasil? Esse canalha ainda tem a ousadia de se declarar psicologicamente abalado. . . E se internar a cuidados médicos. Se frustre com a situação a seguir: fui abordado por uma viatura da Polícia Militar durante um baseado solitário numa rua do meu bairro , além do beck aceso eu tinha uma flor sativa e umas pontas num potinho de tic-tac e além disso 4 celulares , um pra cada operadora. . . O policial me agrediu, afirmou que meus celulares eram roubados, chamou outra guarnição , disse que eu estava preso e que eu era suspeito. Me conduziu para a delegacia de plantão que não tinha plantonista, me levaram a outra delegacia onde fiquei aproximadamente duas horas com uma metralhadora apontada para mim e tendo que ver os policiais escarnecendo do meu celular que não parava de tocar, e fazendo gestos um com o outro indicando que graças ao meu flagrante eles haviam cumprido a missão do expediente. . . Enquanto isso chegou um casal que havia acabado de ter o carro levado por bandidos armados e esse trio que deveria entrar do ação estava atendendo outro cliente. Eu. E isso aconteceu na tua sonhada capital da bordeux da massa. Pense numa (in) justiça!

  24. Felipe disse:

    A classe média/alta não pode reclamar nada da cultura brasileira, da “breguice da música popular” – vou não posso não, minha mulher não deixa não – ou dos analfabetos funcionais…Não fazem o deles, que é ter respeito no trânsito, não podem cobrar NADA!!!! São os mesmo que acham a bicicletada e os protestos contra o aumento questionável da tarifa de ônibus são baderna de estudantes sem nada na cabeça – Kassab argumentou que a elevação se deu pela escalada de preços do diesel, sendo que no período o combustível, pelo contrário, ficou mais barato.

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  25. Esdras disse:

    Aqui em Fortaleza foi aprovada pelos vereadores, recentemente, uma lei que proíbe o uso de sons potentes (os famosos “paredões de som”) em automóveis. Algumas pessoas protestaram. Qual foi o argumento delas? “O paredão de som faz parte da nossa cultura”…

    Não podemos aceitar, sob hipótese alguma, que a má educação faça parte da nossa cultura. E cultura pode – e deve – ser modificada pra melhor. Você falou da escravidão no seu texto. Bem, se nos prendêssemos ao pensamento que algo faz parte da nossa cultura, a escravidão nunca teria sido abolida…

  26. João Melhado disse:

    Sempre que encontro alguém de outro país, discutindo com ele nossas diferenças culturais, falo do fato de o motorista parar para o pedestre atravessar a rua. É impressionante. Achei muito curioso que, na Europa, todos (todos!) param o carro ao ver um pedestre. E, quando falo disso, eles também ficam curiosos, por ser um coisa tão comum…
    Obs. Curti o tema!

  27. Monica L. disse:

    Questao de cultura? Acho engracado que em Brasilia essa cultura eh valida, e em Sao Paulo nao. Afinal de contas, nos nao somos apenas um pais?

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  28. thiago ramos disse:

    http://cidadeideia.com.br/

    vejam o video desse arquiteto maranhense e sua solução pra nossa capital do MA.. sao luis. vale a pena ver. abraços

  29. denis rb disse:

    Excelente, thiago ramos.

  30. Patrícia Mota disse:

    nossa Denis, difícil crer naquele vídeo (outrasvias) levei um susto. É um filme de terror, aquele vídeo mostra o Mal. Já sofri 3 acidentes de trânsito, em 2 ocasiões estavam num ônibus. Tudo o que queria era voltar a ir pro trabalho a pé como fazia antes…:/

  31. José disse:

    Em frente ao Colégio Angélica, na rua Passo da Patria, Vila Leopoldina, São Paulo, existe uma faixa de pedestres que deveria atender às crianças que ali estudam. Passo ali em frente todos os dias na hora do almoço. O normal é ver um carro de um pai ou mãe de aluno estacionado sobre a faixa de pedestre, esperando seu pimpolho sair da escola. É deprimente.

  32. claudinei goncalves disse:

    Bom onde não ha semafro a preferencia é do pedestre concordo plenamente!E agora onde a semafro e o pedestre não respeita a mudança e fica atravessando na frente dos carros sem o menor cuidado e respeito elem de correr o risco de ser atropelado qual seria a punição para este individuo?motorista é punido com multas suspenção da habilitaçao e o pedestre imprudente que tambem coloca em risco a integridade moral e fisica dos motoristas como fica?qundo não estou ao volante tambem sou pedestre tenho que respeitar a sinalização da mesma forma!e ser punido tambem caso não respeite a sinalização, o pedestre quase em geral não respeita e na maioria dos casos tambem deveriam ser penalizados em caso de causarem acidentes!

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