Baldes para segurar cachoeiras

Em 1971, no seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon declarou a Guerra contra as Drogas. Uma das primeiras providências foi criar o Odale, sigla em inglês para Escritório de Aplicação da Lei de Abuso de Drogas, cujo objetivo era acabar de uma vez por todas com a oferta de drogas nas ruas do país.

Para comandar esse escritório, o escolhido foi o advogado Volney Brown, um ex-procurador público com fama de durão e de excelente investigador. O programa era prioritário para o governo americano e Brown recebeu recursos fartos. Abriu escritórios em várias cidades americanas, montou um time cheio de talentos ascendentes e pôs-se a trabalhar.

A primeira ideia de Brown foi prender todos os traficantes de uma cidade, de forma a secar a oferta completamente, na crença de que isso extinguiria o tráfico lá. A escolhida foi Phoenix, no Arizona, uma cidade grande e importante do sudoeste do país. A equipe de Brown gastou uma nota comprando informação nas ruas da cidade. Ao final, descobriu-se que havia em Phoenix um total de 76 passadores de droga. No meio da noite, Phoenix foi tomada por uma multidão de policiais estaduais e federais, que prenderam cada um dos 76. Não sobrou nenhum.

No dia seguinte, a única clínica local de tratamento de viciados estava lotada. Ficou impossível encontrar droga em Phoenix. E assim foi no segundo dia, e no terceiro, e no sétimo. No oitavo dia, Phoenix estava de novo cheia de traficantes, totalmente desconhecidos da polícia e do Odale. Quando passou um mês, estava tudo igualzinho a antes, apesar de todo o trabalho de um time enorme e talentoso, e de todo o dinheiro gasto.

Brown tem uma mente científica, e por isso tentou várias formas diferentes de acabar com o tráfico em cada cidade, para descobrir o que funcionava e o que não funcionava. Nada funcionou. Em San Diego, por exemplo, o Odale descobriu que uma única gangue vendia toda a heroína da cidade. Prendeu a gangue toda, apenas para descobrir que, oito dias depois, várias outras gangues, desconhecidas da polícia, tinham ocupado seu lugar.

Brown é um dos muitos juízes cujos depoimentos fazem parte do livro “Why Our Drug Laws Have Failed” (por que nossas leis de drogas fracassaram), do juiz americano Jim Gray, um veredicto profundo e cheio de dados sobre a política de repressão às drogas que os Estados Unidos e boa parte do mundo estão seguindo há 40 anos.

“Basicamente, o que estamos tentando fazer é revogar a lei da oferta e da procura”, diz Gray. “Não é surpresa que estejamos fracassando.” Não teríamos resultados melhores se tentássemos revogar a lei da gravidade, diz ele.

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A comparação com a gravidade faz bastante sentido aqui onde estou agora, a fronteira entre o México e os Estados Unidos, a porta de entrada do país que é o maior consumidor de drogas do mundo. De Tijuana, quase dá para enxergar a violenta força de atração do outro lado do muro, puxando drogas do México e, no caminho, gerando guerras de gangues, massacres, erodindo as liberdades individuais e corrompendo os níveis mais altos do governo. Um comerciante em Tijuana resumiu para mim o que acontece: “tem um tsunami de drogas sendo puxado pelos Estados Unidos, e construíram uma barragem aqui para segurar esse tsunami. Claro que aqui é violento.” Para segurar o tsunami, o México fez uma guerra civil. Mesmo assim, mais de 90% da droga continua passando.

O juiz Gray compara a fortuna que estamos gastando na Proibição com uma tentativa desesperada de segurar uma cachoeira usando baldes. Nunca vai dar certo. Intoxicar-se é um apetite humano, tanto quanto comer ou fazer sexo. Tentar jogar um apetite humano na ilegalidade é a receita para gerar violência. Enquanto esse apetite existir – e existirá sempre – haverá demanda por drogas. E, enquanto houver demanda, haverá alguém disposto a fazer dinheiro com ela. Cada traficante preso atrairá um traficante a mais para o tráfico. Um dos resultados do endurecimento das nossas leis é o fato de que, em todos os países duramente repressores, hoje há crianças passando drogas. Foi essa a solução que a lei da oferta e da demanda encontrou diante da criminalização dos adultos.

Essa era está acabando. Em todo o mundo civilizado, os governos estão se dando conta de que é mais racional gastar o dinheiro protegendo e educando as pessoas. Também está ficando óbvio que, se um país quer viver em paz e não quer cair nas garras de criminosos, precisa criar canais legais de suprimento de drogas para atender a demanda. Só aí vai conseguir reprimir duramente o crime. A Guerra contra as Drogas cria um clima de tolerância ao crime, porque esvai todos os seus recursos comprando baldes para cachoeiras.

“Daqui a alguns anos olharemos para trás e ficaremos abismados com essa política, assim como hoje acontece com a escravidão”, diz Gray. O Brasil, aliás, foi o último país do mundo ocidental a acabar com a escravidão, diante da nossa tradicional relutância em contrariar interesses. Será que vamos chegar em último de novo?

71 comentários
  1. Thais disse:

    Denis,

    as informações que você nos traz são interessantíssimas. No entanto, uma coisa me incomodou. Você coloca que o apetite pelos entorpecentes é quase como uma vontade primordial humana, e nesse ponto eu devo discordar. Nem todo mundo gosta ou quer usar drogas. Falo por mim, eu não faço uso de drogas. Acredito que, quem recorre a elas, é porque não consegue solucionar seus problemas. Nesse caso, não seria melhor criar uma política de prevenção? Nós só resolvemos os problemas quando eles nos atingem. Há muitos motivos para se usar drogas: abandono, rejeição, carência (de amor, de recursos, etc.). O que eu estou querendo dizer é que não concordo que é um apetite inerente ao ser humano. Acho que o buraco é mais embaixo.

    Abs,

  2. denis rb disse:

    Você tem toda razão, Thais,
    O apetite por comida é quase universal. Pouquíssimos humanos são desprovidos dele.
    O apetite sexual é menos universal, mas ainda assim a maioria dos humanos jovens o possuem.
    O apetite por intoxicação é mais raro. A maioria de nós até sabe do que se trata: que impulso é esse que faz com que uma criança goste de girar até ficar tonta e cair? Mas muita gente não sente nenhuma necessidade de alterar a consciência: não gosta de álcool nem de maconha nem de café nem de calmante. Mas, em todo mundo, em todas as culturas, uma minoria das pessoas possui esse impulso, esse desejo. Às vezes esse desejo é enormemente auto-destrutivo. Às vezes não: é saudável até, uma vontade de, de vez em quando, sair de si, com moderação.
    Se me permite indicar um livro: leia “A Botânica do Desejo”, de Michael Pollan. Pollan conta nesse livro como as plantas manipulam geneticamente os homens a partir dos nossos desejos. Ele fala de quatro plantas para discutir quatro desejos naturais humanos: tulipa (beleza), maçã (doçura), batata (controle) e cannabis (intoxicação). É um belo livro.

  3. Leeward disse:

    “A supressão do fascínio natural do ser humano por estados alterados de consciência e a perigosa situação atual da vida na Terra estão intimamente conectados”
    Terence McKenna

  4. ricardo galvão disse:

    Muito bom…como sempre um texto fantástico…
    Tá faltando vc aqui pra ver o que os ruralistas estão aprontando (código florestal)

  5. Bruno H disse:

    o problema não são as drogas… o problema é a miséria e a ignorância.

  6. wagner disse:

    “Daqui a alguns anos olharemos para trás e ficaremos abismados com essa política, assim como hoje acontece com a escravidão”.

    Espero que esse dia chegue logo.

  7. reynaldo disse:

    O Brasil foi o último a abolir a escravidão e se for o primeiro a liberar (ou regulamentar) o uso de drogas antes de ser o primeiro a resolver seus problemas sociais e educacionais, a fórmula continuará sendo desastrosa como a antiga, da repressão. E educação não é apenas aquela formal, que se tem na escola, é também a que se tem através desses grandes veículos modernos de formação de opinião e fomento do consumo, como as TVs e a Internet, onde noventa por cento do conteúdo ainda constitui o mais puro lixo, droga ruim como o Cristo das Igrejas Messiânicas e o Alá dos radicais islâmicos. Porque os EUA são os maiores consumidores de drogas ilícitas? Porque são os maiores consumidores de todo o tipo de droga, da religiosa à cultural em geral em virtude do ciclo infernal da produção e do consumo em massa: lucro gerando padronização que gera massificação que gera estupidificação que gera consumo inconsciente que gera lucro. Algumas pessoas na Coréia andam morrendo de fome porque passam dias sem parar conectadas ao computador e nem percebem que há uma vida lá fora. Há muito trabalho a ser feito antes que se crie um clima saudável geral para o uso lúdico e criativo das drogas, contrariando o clima atual, de incentivo ao abuso em relação a qualquer tipo de consumo. Esse clima baixo-consumista vai também produzir abuso no consumo de drogas e muita auto-destruição, a qual muitas vezes arrasta quem não tem nada a ver com o babado, a família do próprio consumidor ou o cara que vem dirigindo do outro lado da pista, na mão certa. Reprimir parece não ser a solução. Liberar tampouco. Talvez a questão não seja esta, talvez a questão esteja no tipo de sociedade capaz de lidar com o problema de forma livre mas equilibrada e em como podemos trabalhar para criar essa sociedade. O problema do consumo e desse consumo de drogas em particular vem depois. Ah, mas a sociedade vai continuar como está e essa macro-solução não está no horizonte próximo. Então vamos tentar uma solução específica. E se não houver? E se tudo estiver interligado? E se essa suposta solução específica for um vício da mente científica especializada, eficaz apenas nas ciências naturais, e olhe lá?

  8. jorji disse:

    Apetite por comida é quase universal, pelo sexo é menos universal, por intoxicação é mais raro, as plantas manipulam geneticamente os homens a partir de nossos desejos, impressionante! Comida é energia, sexo é a razão da vida de todas as espécies ( fato comprovado ), voluntariamente ou involuntariamente todos consumimos drogas. Escravidão ainda não acabou e não vai acabar, basta olhar para as nossas favelas, mas olhar para trás é simples, basta entender o que foi a lei seca.

  9. Marcelo disse:

    Reynaldo,
    Não há como a legalização ser tão desastrosa quanto a reprressão e sua consequencia mais nefasta: o estímulo à corrupção. Quer viver numa sociedade mais avançada? Retire o monopólio multibilionário do mercado de drogas das mãos dos criminosos que controlam este sistema, os policiais e políticos corruptos. Enquanto a proibição às drogas alimentar a corrupção nunca seremos esta sociedade esclarecida que vc gostaria que fossemos.

  10. Marcelo disse:

    Todos que apóiam a proibição são coniventes com a corrupção, acham que é um “pequeno efeito colateral”, um “mal menor” e que deve ser tolerada em nome de um moralismo autoritário e hipócrita.
    Não é novidade para ninguém que a maior parte do volume de drogas que circulam por aí é controlado pelas mesmas pessoas que supostamente deveriam estar combatendo-as, a polícia. Estamos pagando para traficantes combaterem as drogas. Inteligente isso, não?

  11. reynaldo disse:

    Dá licença, Marcelo, mas a questão da droga não é assim tão central, embora importante, nos mecanismos de corrupção. Aliás, muitos traficantes não usam droga ou não abusam dela, estão muito mais interessados no dinheiro. O dinheiro é o cerne da corrupção. Todas as máfias, a máfia da droga, a máfia do congresso, a máfia da igreja messiânica, a máfia da grande mídia são todas uma só, a máfia do dinheiro.

  12. denis rb disse:

    Tudo que estou vendo e pesquisando me leva a crer que a proibição das drogas é sim central no processo de corrupção do estado. Pegue uma indústria milionária, que movimenta mais dinheiro que a automobilística, coloque-a na mão de garotos adolescente dispostos a matar e morrer, ponha no cenário uma lei impossível de cumprir, que provoca a tentação constante na polícia de infringir direitos individuais e dá mais poder à polícia do que seria admissível numa democracia, e a combinação é explosiva. Claro que nem todo policial é desonesto, há aqueles que são honrados e acreditam na lei. Esses aí ficam frustrados pela sensação de que essa lei está esvaindo os recursos públicos sem resultado nenhum, e isso vai criando um ambiente em que os desonestos sentem-se autorizados a levar um. Como disse um dos juízes do livro do juiz Gray, que citei, se você deixar um saco cheio de dinheiro num quarto vazio sem ninguém vigiando e milhares de pessoas tiverem acesso a esse quarto, pode até ser que muitos não peguem o dinheiro. Mas uma hora alguém vai pegar. O dinheiro é tanto, corromper-se é tão fácil, que a tentação é quase irresistível. Vi isso com clareza em Tijuana. Conversei lá com gente que parecia muito sensata e honesta e que me contou como a tentação da corrupção foi chegando devagarinho até não dar para dizer não.

  13. Marcelo disse:

    Que novidade, Reynaldo, então é o dinheiro que interessa né?
    A proibição das drogas não faz muita diferença em termos de incentivo à corrupção, né? Claro este mercado nem dá muito dinheiro, né? Nunca ouvimos falar de traficantes esbanjando fortunas por aí, né?
    Vc acha que vender drogas na ilegalidade não dá lucro? Faz idéia de quanto DINHEIRO as drogas movimentam? Nem eu faço. Em se tratando de corrução as drogas são sim a questão central. Enquanto o estado proibir as drogas não há possibilidade de combater a corrupção. Quem apóia o proibicionismo apóia a corrupção.

  14. Claudio disse:

    “Vejam o que ocorre nos Estados Unidos: De 1970 a 2006 foram mais de 39 milhões de pessoas presas. Pouco adiantou. Até 1970 gastaram 100 milhões de dólares no combate as drogas.
    .
    Em 2003, 70 bilhões. Estes gastos são muito mais hoje. Desde que Nixon declarou guerra ao crime e Reagan guerra às drogas, os Estados Unidos gastaram cerca de 1 trilhão de dólares.
    .
    Mas o número de viciados do país continuou exatamente o mesmo: 1.3% da população ( Consumidores de maconha e derivados corresponde a 4% da população mundial segundo a ONU )
    E o negócio das drogas só fez crescer. E se agravar: de problema de saúde pública virou problema de segurança pública. Virou guerra contra o tráfico, contrabando de armas.
    .
    Mercado de drogas quanto mais reprimido, mais cresce. Movimenta mais de 500 bilhões de dólares ao ano.
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    Algo está errado. Não se pode esperar resultados diferentes, fazendo as mesmas políticas.
    O tráfico é o SETOR DA ECONOMIA QUE MAIS CRESCE. É big business ilegal. O traficante é um empreendedor. Quer expandir o seu negócio. Eliminar seus concorrentes. A estratégia tem que ser econômica também. Não se pode errar.”
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    Joaquim Falcão – Mestre em direito pela Universidade Harvard, doutor em educação pela Universidade de Genebra, professor de direito constitucional e diretor da Escola de Direito da FGV-RJ e membro do Conselho Nacional de Justiça.
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  15. jorji disse:

    Só 1,3% da população americana consome drogas ilegais nos EUA, e ainda não liberaram? 1 trilhão de dólares em gastos em 40 anos para 4,5 milhões de usuários? 39 milhões de pessoas presas? Como tem burro no mundo!

  16. jorji disse:

    Pensei que o problema fosse mais grave, como está fácil de resolver, aposto que tem religião envolvido na proibição das drogas.

  17. denis rb disse:

    Claro que é o dinheiro que gera corrupção,
    Acontece que, nas indústrias regulamentadas, é exigido um certo grau de transparência com o dinheiro. As empresas precisam divulgar seus números e estão sujeitas a investigações. Isso, obviamente, não significa que fraudes sejam impossíveis, mas há algum controle.
    A indústria da droga ilegal não sofre nenhum tipo de fiscalização, ela opera 100% no escuro, sem nenhuma possibilidade de regulamentação. E é gigantesca – do tamanho da indústria automobilística.
    As pessoas acham que proibição significa controle. É o contrário: o regime atual é de total desregulamentação, de capitalismo selvagem, sem regra. E, como é uma indústria em contradição com a lei e com o estado, os incentivos para que se corrompa o estado são gigantescos. Ou seja: corrupção da polícia, da justiça e do estado são consequências diretas e previsíveis da Proibição. No México, onde eu estava até ontem, teve um momento em que tanto o czar anti-drogas quanto o irmão do presidente da república estavam ligados aos cartéis. Será que no Brasil é muito diferente?

  18. denis rb disse:

    Não tenha dúvidas, jorji, que religião está no centro da atual política da Proibição.
    O Michael Pollan, no livro “A Botânica do Desejo”, diz que a guerra contra as drogas começou quando Adão e Eva foram expulsos do Paraíso. As religiões monoteístas, quando surgiram, buscaram deslegitimar as antigas religiões baseadas na ligação com a natureza, que acreditavam no poder divino das plantas. Pollan acha que é isso que a “fruta proibida” da Bíblia simboliza: o conhecimento do poder da natureza.
    O cristianismo rejeitou o poder medicinal da natureza. A Inquisição queimou bruxas: que eram curandeiras que utilizavam ervas. Mas o fato é que a ciência reabilitou as ervas: a imensa maioria dos medicamentos à venda são extraídos de plantas e animais. A maconha possui várias substâncias farmacologicamente ativas: é provavelmente uma das plantas com mais propriedades medicinais que existem.
    A origem da Proibição está em grupos fundamentalistas religiosos americanos do começo do século 20, que, em nome da “temperança”, conseguiram proibir primeiro o álcool, depois a maconha e as outras drogas.

  19. jorji disse:

    A história de Adão e Eva pelo que me explicaram significa o inicio da civilização moderna, que é a prática do ato sexual sem finalidade de reprodução (prostituição), os humanos são os únicos, as mulheres não tiveram outra alternativa a não ser ceder o sexo aos homens para poder contar conosco para criar seus filhos, assim nascera a familia e posteriormente nasceu a religião. Eu entendo o poder da religião, sou ateu e hoje sou a favor da extinção dessa instituição, que sem dúvida foi crucial para a existência dos humanos, mas temos que repensar pelo menos o papel das religiões.

  20. Claudio disse:

    “O fruto proibido” rs A primeira proibição imposta por Deus não funcionou.

  21. reynaldo disse:

    Marcelo, apenas achei que você dava importância demais a essa fonte específica de corrupção em seu primeiro comentário, quando existem outras tantas. Se interpretei mal, peço desculpas. Uma revista ou um jornal de grande circulação, por exemplo, é um grande foco de corrupção. É simples, eu levanto ou invento algo a respeito de sua pessoa, depois ligo para você e digo: “quero um milhão de reais depositados amanhã na conta tal das Bahamas ou vou publicar a matéria tal a seu respeito e você vai se f…”. Ou então entre Juízes Federais que negociam uma sentença a favor de uma grande empresa contra o estado considerando que argumentos jurídicos “racionais” existem para tudo. E o foco de tudo isto é o dinheiro e não a droga, a imprensa ou a instituição jurídica em si. Como bem disse Denis, onde há o dinheiro há a tentação de meter a mão e essa tentação haverá enquanto houver dinheiro, algumas pessoas são totalmente vulneráveis, outras mais ou menos até que seja grande demais e algumas nem um pouco, nem por um bilhão. Os índios Guaycuru foram os únicos conhecidos da baixa América do Sul a praticar a escravidão de outras tribos mais fracas. Mas como não havia entre eles a noção de acumulação de bens, os escravos eram, em pouco tempo, aculturados, se tornavam Guaycurus, se casavam, formavam família, e ninguém pensava mais em explorá-los. Assim, a noção de exploração supõe a existência de uma estrutura pronta de acumulação, caso contrário, não faz nenhum sentido mesmo para quem tem o poder de vida e de morte sobre o inimigo derrotado. Ah, mas jamais existirá um mundo sem dinheiro. Então jamais existirá um mundo sem corrupção. O estado é sempre menor do que uma nação, está sempre correndo atrás do prejuízo, reprimindo ou regulamentando, está sempre atrás, o mundo é vasto demais. O cigarro é regulamentado mas continua sendo falsificado, malhado, contrabandeado e não há polícia e justiça que dê conta. Assim com brinquedos que fazem mal às crianças (mental e fisicamente), comida, CDs que trazem todo o lixo da “civilização” moderna. Pouca gente se interessa em falsificar livros porque pouca gente se interessa em consumi-los.

  22. Marcelo disse:

    Reynaldo, a quantidade de dinheiro sujo que a proibição das drogas pôe nas mãos de criminosos violentos é aproximadamente do tamanho da indústria automobilística. E vc me diz que é possível existir uma sociedade “avançada culturalmente” que proíba as drogas?

  23. reynaldo disse:

    Por favor, Marcelo, aponte em meus argumentos onde está escrito que eu disse não ser “possível existir uma sociedade avançada culturalmente que proíba as drogas”. Faça-me esse favor, eu te agradeço. Aponte-me também onde eu disse que sou contra a regulamentação do consumo ou que sou a favor da corrupção. Estamos muito acostumados com o estilo “Oprah” de pensamento, isto é, só problematizamos alguma questão se pudermos apontar uma suposta solução, de preferência bombástica, espetaculosa. Tudo o que estou fazendo é problematizar, apontar dificuldades, mostrar que o buraco é sempre mais embaixo, dizer que muitas vezes talvez estejamos enfocando a questão do lado equivocado. Denis lê o que eu escrevo e sequer cita meu nome, sequer contrapõe, só diz, como bom jornalista, “mas na prática eu estou observando isto e mais aquilo”. Tudo bem, leio, absorvo, reflito a respeito, aceito no todo ou em parte ou parto novamente para a crítica, isso se chama diálogo. Como pensador, como alguém que respeita a opinião dos cientistas sociais, acredito que as soluções, se existem, precisam partir dos problemas reais, por mais complicados que pareçam, caso contrário o que conseguimos são soluções paliativos, precárias, provisórias, boas, de todo modo, melhor tentar, melhor o esforço inútil do que a letargia. Aliás, a luta por melhores caminhos para nossa sociedade é feita por sujeitos pragmáticos como esse Denis Russo e se ele e seus pares conseguirem alguma mudança prática de grande escala, daí seria preciso que entrassem em cena caras como eu, um poeta, um artista, um maluco natural, e a gente se encarregaria de fazer com que revolução não se cristalize, que se torne uma revolução permanente.

  24. Marcelo disse:

    Reynaldo, vc diz mais ou menos assim: “antes de legalizar as drogas precisamos avançar em um monte de questões sociais e culturais senão haverá retrocessos”
    Eu digo assim: nunca avançaremos em diversas questões sociais e culturais enquanto proibirmos as drogas pq a proibição corrompe a nossa sociedade em todos os níveis. Desde os mais subalternos policiais até os políticos mais influentes e os juízes mais respeitados.
    Eu garanto a vc não haverá aumento do consumo com a legalização, isso não aconteceu em nenhum país que seguiu este caminho. Haverá sim, mais informação e melhores condições de o estado combater o problema do abuso de drogas mais diretamente. Podendo inclusive investir uma parte da quantia exorbitante de dinheiro que este mercado movimenta (hj usada para armar crianças e jovens nas nossas periferias) em saúde e educação.

  25. Claudio disse:

    Marcelo, quanto a essa questão de aumento de consumo eu tenho algumas dúvidas.. Acredito que, já existe uma quantidade x de pessoas que consome e que é muito difícil saber quantos são justamente pq não existe um controle no comércio, traficantes não prestam contas ao Estado e nem todos os usuários assumem que usam, principalmente a maconha. No caso das drogas pesadas pode se ter uma noção de quantidade de usuários mais próxima do real devido as internações e buscas por tratamentos e apreenções, que dificilmente acontece com a maconha, pois ainda existe o plantio caseiro.
    Depois que o governo assumir o controle do comércio e do consumo, poderemos saber com mais precisão a quantidade de usuários de maconha, que provavelmente é bem maior do que o estimado. Isso não daria uma falsa impressão de aumento de consumo? Não seria um prato cheio para os proibicionistas gritarem “tá vendo!! com a legalização o consumo aumentou!!” ??

  26. angelo disse:

    Na Argentina, terra onde se coloca general torturador assassino em prisão perpétua, 15.000 marcharam pela legalização de uma das plantas mais importantes do planeta. Quando da proibição em 1937, congressistas americanos ‘argumentaram’: “mulheres brancas sob efeito da erva sentem desejo por homens negros” e “negros maconheiros pisam na sobra de brancos”. Estas e outras falas foram, digamos, cometidas em prol da proibição. Surpreende e assusta é que sabendo dos verdadeiros motivos da guerra, quais sejam, políticos, econômicos e religiosos, ainda haja quem defenda a continuidade da mentira.

  27. angelo disse:

    Tenho dúvida se governos estão se dando conta da irracionalidade da guerra. Acho que talvez a guerra não esteja mais dando lucro (vendas de armamentos, processos, etc). No momento em dói nos cofres públicos, na maior cara de pau eles mudam o discurso. Foi assim com o cigarro. Está ficando caro tratar então resolveram educar. E funciona.

  28. Claudio disse:

    Agnelo, há pouco tempo houve uma manifestação dos produtores de tabaco, fecharam estradas protestando contra as empresas por estarem comprando menos quantidade e assim prejudicando diversas famílias que ganham a vida plantando tabaco. Essa manifestação foi derfendida por uma pessoa do governo (prefiro não citar o nome) que dizia ser um absurdo diminuir a produção e o comércio do tabaco, que o Brasil é um grande exportador do produto e ganhava milhões com esse comércio, e dizia ainda que os países que compram é que deveriam se preocupar com os malefícios adotando regulamentações para o consumo. O mais estranho é que essa mesma pessoa é totalmente contra a legalização da maconha e luta para que usuários, principalmente os que plantam para sustento próprio, sejam encarcerados. O que podemos pensar a respeito de uma atitude como esta?

  29. Marcelo disse:

    Pra vc ver a hipocrisia que rola quando se trata deste assunto. Um tabagista anti-maconha! Pode uma coisa dessas?

  30. Marcelo disse:

    Ah Claudio, quando eles vierem com este papo de “tá vendo!! com a legalização o consumo aumentou!!”, os benefícios que a legalização trará, como a criação de milhares (talvez milhões) de novos empregos, crescimento do PIB, melhora nas condições de vida principalmente nas periferias, diminuição do uso de drogas mais pesadas, polícia mais focada no combate à violencia sem desperdício de recursos nesta guerra inútil, diminuição da violência policial gratuita contra os mais pobres, mais recursos para saúde, educação e segurança pública, mais pessoas buscando tratamento médico e etc. Enfim o benefícios serão tão evidentes que será impossível defender a volta da proibição, assim como ninguém em sã consciência defenderia hoje a volta da escravidão. Contra fatos não há argumentos.

  31. Claudio disse:

    É mesmo Marcelo, vc tem razão.
    Apesar de todos os malefícios que o tabaco causa, e além disso não servir pra nada na medicina, nunca se falou em proibir o comércio. Nos EUA retiraram do mercado alguns cigarros com sabores, mas somente os que não tinham muita saída. Quando questionaram por que não retiravam todos, a resposta foi simples e direta: “porque o tráfico tomaria conta do mercado e perderíamos o controle sobre o consumo.”
    Cada vez acho mais incoerente preservar e defender esse modelo proibicionista claramente fracassado.

  32. jorji disse:

    É biológico, problema puramente biológico ( quimica ), já está provado que todas as espécies de mamíferos consomem substâncias quimicas que entorpecem das plantas, o nosso organismo produz uma série de drogas (hormônios ) que são fundamentais pra o funcionamento do nosso organismo, é questão médica, é fácil amenizar a questão relativo às drogas, o que falta é a razão e menos princípio.

  33. denis rb disse:

    Uma coisa interessante foi uma pesquisa recente sobre consumo de álcool no mundo, comparado com problemas causados pelo consumo. Seria de se esperar que os países que mais consomem álcool fossem os que mais tivessem problemas com o álcool. Mas não. Na realidade, muitas vezes é quase o contrário: países do mediterrâneo, que consomem álcool em doses industriais, têm pouquíssimos problemas associados. Em alguns casos, uma coisa que fica clara é o seguinte: nem sempre diminuir o consumo é importante.

  34. Felipe disse:

    Em compensação na Rússia a coisa tá literalmente russa em termos de alcool rsrsr

  35. denis rb disse:

    Sim, Felipe
    É claro que há bebidas mais nocivas que outras (assim como bebidas mais benéficas que outras), e vodka e vinho estão em extremos opostos. Está bastante claro também que há muita diferença em termos de benefícios e malefícios entre as drogas hoje ilegais.

  36. angelo disse:

    Atualmente, mais da metade da demanda policial é para o insano combate à agricultura e venda de uma das plantas mais importantes do planeta. Além disso, com a erva se produz tecidos ultra-resistentes, concreto, combustível e medicamentos. Por falar em medicamentos, tem sangue ruim até pra denunciar um cara com câncer que plantava pra amenizar dores e náuseas. E ainda tem gente que não entende porque a legalização mudará o mundo. Preferem acreditar na estorinha da carochinha: “os zumbis vão sair matando todo mundo” e outras ‘pérolas’. E por falar em pérola: “mulheres brancas sob efeito da erva sentem desejo por homens negros” “negros ousam pisar nas sombras de brancos” foram duas das várias falas cometidas na década de trinta, por congressistas americanos, no intuito de proibir. Essa é a origem da proibição. Você vai apoiar isso?

  37. Marcelo disse:

    Angelo vc esqueceu de dizer que a maconha tbm pode ser processada e usada como alimento.

  38. Marcelo disse:

    Aeh galera!
    Aí vai a programação Nacional da Marcha da Maconha. É hora de arrastar o maior número possivel de pessoas para esta luta. Por um futuro menos violento e hipócrita.
    PROGRAMAÇÃO NACIONAL
    ORGANIZE TAMBÉM NA SUA CIDADE
    PROCUREM OS FÓRUNS NA INTERNET AJUDE A ORGANIZAR A MARCHA EM SUA CIDADE
    Confirme a participação na sua cidade

    » 21 DE MAIO
    SÃO PAULO
    MASP, 14h

    » 22 DE MAIO
    JUNDIAÍ
    Estação de Trem, 14h
    PORTO ALEGRE
    Parque da Redenção, 15h

    RECIFE
    Recife Antigo – Torre Malakof, 14h

    » 27 DE MAIO
    BRASÍLIA
    Catedral, 14h

    » 28 DE MAIO
    CAMPINAS
    Largo do Rosário, 13h
    FLORIANÓPOLIS
    Trapiche – Av. Beira Mar, 16h
    FORTALEZA
    Praça da Bandeira (Dq. de Caxias), 14h
    NATAL
    Largo do Bar Astral, 14h
    SALVADOR
    Campo Grande, 14h20

    » 25 DE JUNHO
    RIO DAS OSTRAS
    Concha Acústica/Praça São Pedro

  39. Marcelo disse:

    CONTATOS:

    AMERICANA
    americana@marchadamaconha.org

    BELO HORIZONTE
    belohorizonte@marchadamaconha.org

    BRASÍLIA
    brasilia@marchadamaconha.org

    CURITIBA
    curitiba@marchadamaconha.org

    FLORIANÓPOLIS
    florianopolis@marchadamaconha.org

    FORTALEZA
    Coletivo Plantando Informação – coletivoplantandoinformacao@gmail.com
    fortaleza@marchadamaconha.org

    GOIANIA
    goiania@marchadamaconha.org

    JOÃO PESSOA
    Enrique Ch. (Graduando em Psicologia)
    joaopessoa@marchadamaconha.org

    JUÍZ DE FORA
    juizdefora@marchadamaconha.org

    NATAL
    Coletivo Antiproibicionista Cannabis Ativa – Natal – RN
    coletivocannabisativa@hotmail.com

    PORTO ALEGRE
    Príncipio Ativo – Coletivo Antiproibicionista de Porto Alegre
    Rafael Gil Medeiros
    Victor Thiago Bartz Höher
    portoalegre@marchadamaconha.org

    RECIFE
    recife@marchadamaconha.org

    RIO DE JANEIRO
    Renato “Cinco” Athayde (Sociólogo)
    riodejaneiro@marchadamaconha.org

    SALVADOR
    ANANDA – ATIVISMO, REDUÇÃO DE DANOS, PESQUISA E INFORMAÇÕES SOBRE DROGAS
    E-mail: contatoananda@gmail.com

    SÃO PAULO
    Marco Magri (Cientista Social)
    Gustavo Cossermelli Vellutini (Estudante de Comunicação)
    Lucas Caldana Gordon (Estudante de Psicologia)
    Coletivo DAR – coletivodar@coletivodar.org
    saopaulo@marchadamaconha.org

    TELEFONES PARA CONTATO
    +55 (11) 6333-5505
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    +55 (84) 9955-9425
    +55 (84) 9178-2465

  40. reynaldo disse:

    Eu estou avaliando os argumentos do Denis e de tantas pessoas que escrevem comentários e estou tendendo a pensar que a regulamentação do uso da maconha parece ter mais vantagens, ou pelo menos, menos desvantagens do que a proibição e repressão, mas tem gente aqui que parece levantar a bandeira como fariam partidários de uma agremiação política, esportiva ou religiosa. Fico pensando se esse pessoal se mobilizaria com tanta energia, organizaria marchas, etc., em protesto contra a existência de centenas de crianças e adolescentes que dormem nas ruas das grandes cidades brasileiras como animais e vagam durante o dia como zumbis, sob o efeito do crack ou cheirando seus saquinhos de cola. As pessoas inventam valorosas justificativas para tudo, no caso, a maconha pode gerar riqueza, combater doenças, servir de matéria prima na indústria e até de alimento, mas atrás dessas nobres intenções muitas vezes existe apenas aquele playboy descolado que só está querendo fumar seu baseado em plena rua sem ser incomodado pela polícia. Nada contra, é um direito dele. Apenas, não converta um ideal individualista numa bandeira geral da sociedade de teor progressista e humanitário. Não que esse ideal não exista, mas quem o defende geralmente não empunha uma bandeira, simplesmente, participa do debate, aceitando os prós e os contras e há contras, viu genteeee! Quanto quer apostar que os que empunham bandeiras vão cair de pau sobre esse meu comentário, querendo pregar na minha testa o rótulo de partidário da repressão e até da corrupção?

  41. Marcelo disse:

    Reynaldo, eu entendo o seu receio em relação a legalização. Por muito tempo tem-se difundido a tese de que a maconha é uma droga perigosa, vendida por criminosos violentos que oferecem drogas piores (isto é verdade) e usada apenas por marginais que, para sustentarem o seu vício, assaltam e matam (isto é mentira).
    Agora, o fato de uma parte dos apoiadores da legalização serem “playboys” que não se interessam por outras causas tão ou mais importantes que aquela não justifica a desqualificação do movimento pró-legalização. Independente de quem empunha a bandeira a razão desta causa permanece inalterada. Além de impossível é injusto proibir a maconha.
    Sei que vc não apóia a corrupção ou a violencia policial gratuita contra usuários e contra os mais pobres. Só estou dizendo que as pessoas precisam se dar conta que é a proibição e não o consumo de maconha (eu diria até de qualquer outra droga) a raiz destes índices absurdos de corrupção e violência com os quais somos obrigados a conviver.

  42. Marcelo Fellows disse:

    Daqui algum tempo, olharemos para trás e sentiremos vergonha com o que fazemos com os animais, assim como hoje acontece com a escravidão”.

  43. Claudio disse:

    Então Reynaldo, concordo contigo. Muitos levantam a bandeira da legalização pensando somente em fumar em paz sem pensar nos danos que a maconha pode causar nos grupos de risco. Assim como muitos levantam a bandeira da proibição só pra fazer valer uma posição ética e moral sem pensar nos danos que o tráfico causa.
    O problema é que a maconha (assim como outras drogas lícitas) pode ser danosa para um grupo de risco que são as crianças, pessoas com problemas cardíacos e portadoras de doenças mentais, já o tráfico é danoso para a sociedade toda, e a proibição da maconha não protege os grupos de risco.
    Temos que ver realmente quais danos a maconha causa e porque ela foi proibida, pra então perceber que os danos que ela causa não justificam os danos do tráfico. O álcool e o tabaco são muito piores.

  44. Bruno H disse:

    1. sou contra a liberação das drogas, até da maconha;

    2. em Curitiba, a marcha da maconha foi proibida;

    3. sou mais contra em proibir a marcha, do que liberar a maconha;

    4. hoje, reuniram-se aqui em CTBA 150mil pessoas para a marcha para jesus;

    5. o mundo é uma piada.

  45. Jonas disse:

    http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,5153,OI79346-EI298,00.html
    A Terra é um ser vivo. É uma criatura divina.
    Porque Deus é bom, o mal nunca vencerá o bem.
    Não há dúvida que devemo-nos render ao amor de Jesus, o mestre dos mestres, e que, aos verdadeiros cristãos praticantes da palavra, ensinou:
    ‘Na verdade, nada do que entra pela boca do homem faz mal ao homem. Porque o mal é o que sai da boca do homem’, ou seja, o mal é a calúnia odiosa e a intriga sanguinária.
    ‘Atentai! Atentai! Eis que falsos profetas virão em meu nome.
    Jesus e pessoas de bem nunca se reuniram para caminhar com falsos pastores, com padres pedófilos, nem tampouco com delinquentes estupradores da Constituição Federal, e menos ainda com homicidas confessos travestidos de falsos profetas.
    Ai dos enganadores! Muitos dos filhos dos servos da Assíria perderam-se por causa deles mesmos, e isto lhes custou muito caro!
    Os maus profetas proibicionistas, afogados em um mar de sangue, têm sua sentença já revelada e determinada por Deus: serão banidos para o fogo eterno dos infernos, pois blasfemam o Espírito Santo de Jesus e invocam falsamente o seu santo nome, além de, impiedosamente, pisotearem milhões de corpos mutilados que se espalham pelo chão, ao tempo em que, sem misericórdia, escarnecem dos filhos de Deus que defendem, constitucional e pacificamente, as criaturas animais e as plantas 100% naturais.
    É bom lembrar um pouco da verdadeira palavra aos falsos profetas proibicionistas:
    (São Mateus 12,31)
    É por isso que Eu vos digo: todo o pecado e blasfémia será perdoado aos homens; mas a blasfémia contra o Espírito Santo de Deus não será perdoada.
    (São Judas 1,10)
    Esses indivíduos, porém, dizem blasfémias contra tudo o que não conhecem; e o que conhecem instintivamente, à maneira de animais, é que os conduz à ruína.
    (II Reis 19,6)
    …e este respondeu-lhes: «Dizei ao vosso senhor: Assim fala Javé: Não fiques com medo das palavras que ouviste, das blasfémias que os servos do rei da Assíria lançaram contra Mim.
    (Apocalipse 13,6)
    Então a Besta abriu a boca em blasfémias contra Deus, blasfemando contra o seu Nome e a sua santa morada, e contra os que moram no Céu.
    (Atos dos Apóstolos 18,6)
    Mas, por causa da resistência e blasfémias deles, Paulo sacudiu as vestes e disse: «Sois responsáveis pelo que acontecer. Não tenho nada a ver com isso. De agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos».
    As lições de Jesus não pregam o ódio, mas a conciliação, e, vale lembrar, o Estado brasileiro é laico.
    Aleluia!
    Vejam algumas barbaridades:
    http://ateusdobrasil.com.br/p/3367/
    http://ateusdobrasil.com.br/p/2638/
    http://ateusdobrasil.com.br/p/2648/
    http://www.gospel10.com/noticias/noticia–pastor-preso-por-estuprar-a-mando-de-deus-livra-pomba-gira–1628

  46. Felipe disse:

    O Bruno H é uma piada

  47. angelo disse:

    ‘Sindicato: o negócio por trás do barato’ – no Youtube, o filme mostra a história da proibição. Hempadao.com tem inúmeras matérias sobre história e ciência, informando inclusive sobre possíveis malefícios. Em quê a proibição ajudou na recuperação de usuários problemáticos de drogas? Em nada, somente deu a pessoas doentes mais um problema: risco de morte por policiais ou traficantes. Em outras palavras, se uma pessoa desenvolve problemas por uso de drogas, ela têm dois problemas ao invés de um.

  48. angelo disse:

    A sociedade capetalista brasileira sempre quis se livrar de pessoas com problemas mentais da maneira mais fácil, mais detestável, mais repugnante. Haja vista os centros de tortura denominados ‘manicômios’. Essa é a cultura desumana e bélica papagaiada por parte da sociedade. Com o DNA da violência à flor da pele (eficaz o trabalho da televisão), não admira que alguns aproveitem tal discussão pra cometer crimes on-line incentivando ódio e violência. Essas mesmas pessoas serão as primeiras a gritar se criarem dispositivos legais regulando a internet. A maioria dos proibicionistas é tão perversa que chegou ao ponto de leitora do G1 postar tentando induzir à mentira de que no caso da escola de Realengo/RJ houve participação da maconha. Olha só que tipo de gente tenta participar do debate…

  49. Claudio disse:

    Agnelo, pior que isso são certas pessoas que escrevem barbaridades, aqui mesmo na revista Veja, e não satisfeitos (ou com medo de serem desmascarados) vão contra as regras para aprovação de comentários e simplesmente só aceitam os que apoiam tais barbaridades. Falam o que querem e impedem os outros de argumentar, FOGEM de qualquer debate ou argumento contrário. Tal atitude serve bem pra mostrar o quanto são incapazes de sustentar suas ideologias, são incapazes de defender seus pontos de vista.

  50. A. disse:

    Todo mundo tem direito de opinar sobre qualquer assunto. Essa é a base da democracia, assegurada por nossa Constituição. Por isso, a Marcha da Maconha é lícita e NÃO PODE SER PROIBIDA! Quanto à legalização ou descriminalização do porte ou do cultivo da maconha, entendo que proibir não afasta as pessoas das drogas. A educação, cultura e informação protege as pessoas, a proibição não! As drogas sempre foram utilizadas, seja como remédio (aspirina), nos cultos religiosos (vinho) ou recreativamente (cerveja) e sempre serão. Então não adianta proibir pq as pessoas vão continuar usando mesmo assim. Outra questão: qual é o resultado da proibição? Considerando que a proibição não afasta as pessoas das drogas e que só se pode obtê-las por meio do tráfico, diferentemente do cigarro ou do álcool, a conclusão lógica é que a proibição leva ao tráfico de drogas. O tráfico, como não pode contar com a polícia ou com a justiça pra resolver seus conflitos, utiliza a força bruta: a violência, e se protege com corrupção policial. O melhor seria que o Estado regulasse, fiscalizasse e tributasse a produção e venda de maconha, pois só assim, tornaríamos seu consumo menos danoso.

  51. Ájax disse:

    Pode crer, Ângelo. Tristemente, os proibiciopatas formam gerações 100% perdidas de neonaziproibicionistas:
    Existe um blogueiro com um discurso canceroso hospedado na net que já perdeu completamente a lucidez. O sujeito é uma contradição ambulante. Tem uma palavra de dia, uma à tarde e outra à noite. Deve ser efeito do álcool e do tabaco canceroso que ingere todos os dias. Assemelha-se muito a ‘Ubaldo, o Paranóico’, o divertido personagem do saudoso Henfil.
    O Mussolini tupiniquim tenta negar que é neonaziproibiciopata, mas não é: Veja a prova real na matéria adiante, estrelada por alguns dos seus admiradores e seguidores:
    http://correiodobrasil.com.br/fotosmarcha-da-maconha-2011-s-paulo-gangues-de-neofascistas-se-opoe-ao-ato/243201/

  52. AntiTortura disse:

    Vejam só a ‘polícia’ de são paulo quase quebrando a coluna de um fotógrafo da FOLHA DE SÃO PAULO: primeiro, um ‘policial’ ataca o fotógrafo da Foha pelas costas, e dá-lhe uma violentíssima rasteira, que quase lhe quebra a perna, fazendo-o cair com a coluna cervical sobre o chão. Quase quebrou as costas do fotógrafo. Depois de imobilizado com uma chave, que quase lhe quebrava o braço, o fotógrafo da Folha levou uma violenta ‘voadora’ no abdômen, cercado por 20 ‘policiais’ que ainda tentaram acertar uma cacetada no cinegrafista da Folha…
    Este é o Brasil.
    E isto tem que mudar. Já! Agora! Demorou!
    Alô STF, Alô STF, Alô TJSP: as imagens adiante documentam cabalmente o crime inafiançável de tortura contra um fotógrafo credenciado no exercício da profissão. O Estado de São Paulo deve responder criminalmente pelas barbaridades cometidas à luz do dia…
    http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/919102-guarda-agride-reporter-da-tv-folha-na-marcha-da-maconha-em-sp-veja.shtml

  53. Holandês disse:

    Enquanto isso, na HOLANDA, pra desespero dos proibicionistas analfabetos e fundamentalistas pseudorreligiosos, o primeiro astronauta holandês, Wubbo Ockles, maconheiro de carteirinha, produziu mais uma solução holandesa para o resto atrasado do Mundo:
    http://www.istoe.com.br/reportagens/138246_LUXUOSO+ELETRICO+E+VELOZ?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
    http://g1.globo.com/carros/noticia/2011/04/astronauta-holandes-cria-prototipo-de-onibus-eletrico.html
    Sempre desconfiei que Deus maravilhoso, criador de todas as plantas e da maconha, também era 100% holandês, pra horror dos proibiciopatas fundamentalistas pseudorreligiosos.
    Viva a Holanda!

  54. reynaldo disse:

    Claudio e Marcelo, só para deixar mais claro o que já estava explícito em meu último comentário. Primeiro, estou analisando os argumentos e tudo indica que a regulamentação do uso seja a melhor saída. Só peço àqueles que levantam bandeiras que digam explicitamente “sou pela liberação para que poder fumar meu baseadinho sem ser incomodado pelos trogloditas da PM” ao invés de emprestar à causa razões elevadas tais como a diminuição da violência, o uso medicinal, o uso na indústria, até como alimento, etc. Claro que há os que defendem a causa por esses motivos nobres e também para consumir com tranquilidade, mas há aqueles que só participam de uma marcha se for por alguma motivação individualista. Se tivessem que lutar por uma causa comum, não levantariam um dedo. Está cheio de neguinho dessa estirpe, nem todo maluco é um maluco beleza, tem doidão que é um saco. Eu conheço todo tipo de gente e tem cara com cabelo cumprido, cheio de tatuagem e que é um careta porque o heavy metal, por exemplo, para ele é como uma religião, não pensa em outra coisa e para ele quem não curte está equivocado. Tem outros com toda pinta de Mauricinho, roupa social, cabelo curto, barba feita, nunca fumaram um baseado, mas são sujeitos liberais pra caramba, tolerantes, amigáveis, a metamorfose ambulante neles não se vê por fora, está por dentro. Sacaram? E a polícia do PSDB é assim desde o Mário Covas, gente, não estranha não, Alckmin é irmão de Reinaldo Azevedo na TFP, vacilou eles mandam descer o pau. Não se inventou na política brasileira nada de mais nojento, e olha que tem gente de dar náusea, incluindo aí tipos como Zé Dirceu e Palocci. Asquerosos.

  55. Marcelo disse:

    Ah Reynaldo peraí, ser “pela liberação para que poder fumar meu baseadinho sem ser incomodado pelos trogloditas da PM”. É um motivo justo e em nada diminui os motivos sociais e a razão desta causa. Se vc não gosta de usuários de maconha e quer manter distância por pensar que são playboys egoístas que só pensam em seus próprios umbigos e etc… É um direito seu. Só acho injusto vc sair rotulando todo mundo que fuma maconha desta maneira, isto é preconceito. Eu apoio esta causa principalmente por que não quero que o dinheiro que pago em impostos seja desperdiçado nas mão de gente corrupta. A proibição não me impede de fumar maconha nem nunca impediu. Eu sempre fumei o meu “baseadinho” em paz. Só queria passar a pagar impostos por isso, estimular o desenvolvimento de toda uma indústria nova que poderia gerar empregos e tirar milhões de pessoas da marginalidade e da pobreza.

  56. Aquiles disse:

    FIM DO FASCISMO NO BRASIL – EM BREVE!
    A QUESTÃO É DE JUSTIÇA!
    NÃO É PARLAMENTAR, MUITO MENOS DE ‘PLEBISCITO’ DIRECIONADO E PATROCINADO!

    CELSO DE MELLO – MINISTRO DO STF
    A MARCHA DA MACONHA É LEGAL

    O ministro do STF antecipa seu voto ao dizer que o cidadão tem o direito de defender sua posição em passeata
    (Por Octávio Costa e Hugo Marques)

    A FAVOR
    Para Mello, relator da ação de legalidade da droga, manifestação pública não é apologia
    Quem visita o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello está acostumado a ouvir música clássica. O som de Franz Liszt é sua inspiração ao redigir os pareceres em processos sempre empilhados aos montes sobre as mesas, para tentar dar conta de um trabalho invencível. Aos 63 anos, sem esmorecer diante da infindável demanda jurídica, o ministro completa quatro décadas de dedicação ao que para muitos seria enfadonho ou repetitivo, mas, para ele, é paixão. Por isso é reverenciado no mundo jurídico. Ele não delega a redação de seus votos a ninguém e muitas vezes trabalha até as cinco horas da manhã. Homem de hábitos simples, um de seus maiores prazeres é comer hambúrguer no McDonald’s.
    Ao receber os repórteres, fez questão de demonstrar a revolta com o que está acontecendo no Senado. “Os atos secretos me preocupam não apenas como juiz, mas como cidadão desta República.” Explicou que raramente aplica o sigilo aos processos dos quais é relator. Ao contrário, muitas vezes antecipa suas decisões. Revelou que votará a favor dos organizadores de passeatas pela descriminalização da maconha, acusados de apologia da droga.
    – “Se o cidadão não pode expor seu argumento a favor do uso da maconha, ele está tendo o direito de opinião cerceado.” O cidadão deve exigir que os administradores sejam íntegros, os juízes incorruptíveis e os legisladores probos e honestos”

  57. Pátroclo disse:

    Desembargador que proibiu Marcha da Maconha em SP foi condenado por agressão.
    Teodomiro Mendez foi condenado por espancar um empreiteiro e um servente no interior da delegacia de polícia de Campos do Jordão.
    O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Teodomiro Mendez, que na última sexta-feira proibiu a Marcha da Maconha alegando que a manifestação era uma desculpa para o uso público de drogas, foi condenado a quatro meses e 20 dias de prisão, em 1999, por ter espancado o empreiteiro Walter Francisco da Silva e o servente Benedito da Silva Filho no interior da delegacia de polícia de Campos do Jordão, em 1993.
    O desembargador e o investigador de Polícia Renato dos Santos Filho, que também foi condenado por participar das agressões, não foram presos porque já haviam se passado seis anos desde o crime e, portanto, a pena prescreveu. Ele foi condenado pelo órgão especial do próprio TJ-SP.
    Teodomiro Mendez também foi condenado em primeira instância a pagar indenização por danos morais ao empreiteiro e ao servente. O valor da causa é de R$ 695 mil. O desembargador recorreu da sentença. A apelação será julgada pelo TJ-SP.
    Segundo relatos das vítimas reproduzidos no acórdão que condenou o desembargador, o empreiteiro e o servente foram detidos por volta das 16h do dia 1º de julho de 1993. Eles foram identificados pelo porteiro do condomínio Véu da Noiva, em Campos do Jordão, como responsáveis pelo furto de uma máquina de lavar roupa da casa do desembargador.
    Eles negaram a autoria do crime e o inquérito do no qual eram acusados de furto foi arquivado a pedido do Ministério Público em 1997.
    De acordo com o relato, Mendez teria saído de São Paulo, onde ocupava à época o cargo de desembargador do TJ-SP, e chegado à delegacia com o investigador Santos. Com autorização do delegado os dois entraram na cela do empreiteiro com o objetivo de conseguir uma confissão.
    Como o empreiteiro se recusava a confessar, Santos teria iniciado uma sessão de espancamento. Com um corte na cabeça e cuspindo sangue, Walter Silva pediu que o desembargador interviesse em seu favor. Mendez teria respondido então: “Ele (Santos) vai parar, quem vai bater agora sou eu”.
    A camisa rasgada do empreiteiro deixou à mostra a cicatriz de uma cirurgia renal feita poucos dias antes. O desembargador, ainda segundo o acórdão, percebeu a marca e começou a bater no local da cirurgia. Conforme a vítima, Mendez o agrediu com um SOCO na nuca, uma CABEÇADA na testa, CHUTES e mais SOCOS no abdômen e no rosto.
    Depois o desembargador e o policial foram para a cela de Benedito. O servente também teria sido agredido com socos e chutes para que confessasse o crime. Benedito negou até o momento em que o desembargador encostou o cano de um REVÓLVER na sua orelha e, finalmente, confessou. Depois, em juízo, Benedito voltou a negar o crime.
    Dias depois o desembargador teria se gabado das agressões em uma conversa presenciada por um marceneiro que serviu de testemunha de acusação.
    O desembargador foi procurado por meio da assessoria de imprensa do TJ-SP mas não foi localizado. O iG procurou também a advogada de Mendez, Maria Eduarda Azevedo Oliveira, que não retornou as ligações. O Conselho Nacional de Justiça não informou se o desembargador responde a algum processo administrativo. Segundo o CNJ, todos os processos envolvendo magistrados são sigilosos.

  58. Diógenes Laércio disse:

    ALCKMIN DIZ NÃO ‘COMPACTUAR’ COM A TRUCULENTA AÇÃO VIOLENTA DA POLÍCIA MILITAR (PM) NA MARCHA DA MACONHA CONTRA MACONHEIROS DESARMADOS.
    Geraldo Alckmin diz não ‘compactuar’ com ação da PM na Marcha da Maconha.
    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou nesta segunda-feira a ação da Polícia Militar durante protesto realizada na tarde de sábado na avenida Paulista e mandou apurar se houve abusos.

    “Houve um erro, porque não se justifica fechar a avenida e atrapalhar o direito de ir e vir das pessoas. Mas um erro não justifica o outro. A polícia tem competência, tem experiência para lidar com essas questões (…) sem cometer violência. Nós não compactuamos com isso, por isso vai ser averiguado se houve abuso, se houve excesso”, disse o governador.
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/919865-alckmin-diz-nao-compactuar-com-acao-da-pm-na-marcha-da-maconha.shtml

  59. Waleska disse:

    Um oficial atropela, o atropelado reclama enquanto outros policiais o agridem por reclamar. O piloto explica que a moto não tinha freio. Em outro momento agente se atrapalha todo pra imobilizar uma única pessoa. Aí vai um guarda municipal e voa a la briga de rua, como se a segurança nacional estivesse por um fio. Quem estava entorpecido nesta história deprimente?

  60. Waleska disse:

    A maconha já é o segundo maior plantio na Califórnia. Eles plantaram sem saber o que estão fazendo, sem inúmeros estudos conclusivos por excelente relação custo/benefício? O próprio Ministério da Saúde admite pelo menos duas ou três utilidades medicinais. E, no momento em que os estudos começam a avançar, já há indícios de que pode combater até alguns tipos de câncer.

  61. Felipe disse:

    Vergonha dessa repressão da PM palista, saudosa dos tempos de chumbo. Pq essa instituição falida não vai perseguir criminosos, em vez de dar porrada em manifestante.

  62. paulista disse:

    Denis, o Cazuza tinha que estar vivo…! O Brasil começa a mostrar a sua cara…! Este é o Brasil…! Recomendável a todos os brasileiros que lutaram a vida inteira contra a ditadura que acabou com o Brasil!
    Abraço.

    Com fundo-sonzeira do Paul Simon e do Art Garfunkel, 1960’s: ‘Os Sons do Silêncio’ (The Sounds of Silence)

  63. Claudio disse:

    Reynaldo, mais uma vez concordo contigo. Entendi perfeitamente o que vc disse. Muita gente, dos mais variados tipos, está levantando essa bandeira da legalização por diversos motivos. Eu não uso maconha, então não posso dizer que concordo com a legalização só pra fumar um em paz! rs E se eu fosse adolescente e usuário de maconha certamente eu estaria me colocando contra a legalização.
    O que eu percebo é que proibir, como está agora, não funciona. A demanda pela maconha é grande e vem aumentando apesar de toda a repressão e demonização. Se alguma coisa deve mudar afim de controlar o consumo e diminuir os danos do tráfico, só resta partir pra uma legalização. Se nada for feito, nada vai mudar. A demanda deve ser direcionada pra mercados legalizados, fiscalizados e controlados. Seja pra uso recreativo, industrial ou medicinal, essa planta deve ser controlada e explorada de forma consciente.
    E digo mais, eu odeio álcool, estou ciente dos danos enormes que causa, se me perguntar se desejo que seja proibido o comércio a resposta será não.
    .
    .
    Paulista, esse vídeo me fez lembrar a época da ditadura mesmo. Fiquei chocado com tamanho absurdo! Depois de mais de vinte anos de democracia, conquistada com rios de sangue, ainda temos o desgosto de ver cenas como essa. Mostra que ainda existem pessoas empregnadas, envenenadas com a ditadura. Tenho certeza absoluta que a presidente eleita, Dilma, deve estar envergonhada com o que aconteceu em SP.
    .

    .
    .
    .
    Denis, obrigado pelas informações contidas em suas matérias! Se por acaso vc resolver passar pela Holanda, seria bacana obter algumas informações a respeito da política de drogas por lá.

  64. denis rb disse:

    Claudio,
    Vou para a Holanda no começo de junho.
    abs

  65. reynaldo disse:

    Ô Marcelo, amigão, peço encarecidamente para que leia com mais cabeça e menos paixão o meu comentário de ontem, abaixo do seu. Depois leia o do Cláudio, aqui logo abaixo, por favor, ele me entendeu perfeitamente. E, meu caro Diógenes Laércio, você simplesmente citou o comentário do Alckmin e acreditei que você acreditou no camaleão. Se é isso, escute o que vou te dizer, esses caras não dão um único ponto sem nó. Primeiro, o Alckmin vai ao comandante da polícia e diz que é para descer o porrete, porque isso vai ser aprovado pelos eleitores que são contra a passeata. Depois, com o discurso já pronto, ele vai à TV dizer que, se houve abusos, eles serão apurados e os punidos julgados, procedimento padrão, e assim ele contenta os eleitores que são contra a violência da Polícia Militar, notória. Depois o tempo passa, digo, um ou dois dias, ninguém fala mais nisso, fato nenhum é apurado (sequer aquele, do espancamento do fotógrafo da Folha, pode apostar) e tudo fica por isso mesmo. Devo lembrar que a polícia comandada pelo PSDB sempre baixa o pau, foi assim com o Mário Covas, foi assim com o Serra e com o Alckmin, o Picolé de Chuchu, conforme a célebre e científica definição do Macaco Simão. Depois que ele foi chamado assim, deu para aparecer na TV com um semblante mais firme, pronunciando cada palavra com muita firmeza e precisão, para dar uma impressão de um tipo legalista e ao mesmo tempo impiedoso com os que contrariam a lei, um nojo!! Agora, o pessoal a favor da legalização tem que reavaliar sua estratégia, não adianta bater de frente com esses espertalhões da TFP e os robocops da PM, eles estão com a arma na cintura, portanto, estão com a razão, é assim desde tempos imemoriais, é bobagem dar murro em ponta de faca. Melhor é a tática da diplomacia que consiste em falar suave na cara do adversário enquanto o dedinho vai por trás, muito sutilmente, sem que o sujeito sinta que está entrando.

  66. Marcelo disse:

    Eu reli o seu comentário anterior, Reynaldo.
    Já que vc faz questão que “digam explicitamente ‘sou pela liberação para que poder fumar meu baseadinho sem ser incomodado pelos trogloditas da PM'”
    Então eu digo, ora: EU sou pela liberação para que poder fumar meu baseadinho sem ser incomodado pelos trogloditas da PM.
    Mas saiba que este não é o meu único motivo, é apenas o mais individual e pessoal deles, o outros motivos todos sabem: economia de recursos, diminuição da violência, da corrupção, enfraquecimento do crime organizado, políticas públicas voltadas para a proteção dos indivíduos em vez da criminalização e perseguição violenta que recai quase exclusivamente sobre os mais pobres, etc.

  67. Claudio disse:

    Legal Denis! Dizem por aí que a Holanda se arrependeu no que diz respeito as políticas sobre a maconha. Que os holandeses estão “voltando atrás” e adotando a proibição.
    As políticas sobre a maconha por lá já duram mais de 40 anos, acho difícil que depois desse tempo todo só agora tenham resolvido retroceder, ainda mais quando o resto do mundo pensa em mudar. Esse assunto se tornou frequente entre os proibicionistas mais fanáticos, apesar de não apresentarem provas, usam sempre esse argumento como justificativa contra a legalização. Seria muito bom se vc pudesse esclarecer o que anda acontecendo de fato por lá e como estão os holandesses perante esse movimento todo em torno da legalização.
    Abraços!

  68. Briza disse:

    São correntes políticas batavas que, democraticamente, alternam-se no poder do Reino dos Países Baixos, Holanda. A coalizão política que atualmente está no poder é a mais conservadora. Entretanto, a mudança prevista atualmente volta-se para o que era a situação inicial dos cafés de Amsterdam inicialmente, há 40 anos atrás, ou seja, venda legal de maconha apenas para os cidadãos documentados e residentes na Holanda. Todavia, o prefeito e a população de Amsterdam são contrários a esta modificação, pois, certamente, fomentará o tráfico, multiplicando o problema ao invés de resolvê-lo, ou ao menos minimizá-lo.
    Muito desta política é devida à imensa massa de turistas BÊBADOS que vão visitar a Holanda, e não conhecem os seus costumes, nem respeitam as suas leis. Bebem e depois vão comprar maconha nos cafés pra fumar pelas ruas, fazendo algazarras e caindo de bêbados.
    Esta é que é a grande realidade, e apenas quem viveu mais de 10 anos na Holanda e aculturou-se integralmente com os saudáveis costumes da maravilhosa população holandesa pode confirmar sem reservas.
    Que paulada, hein? Agora, os bons bêbados e os bons maconheiros estrangeiros é que pagarão o pato, não podendo mais comprar maconha legal, que ainda é e sempre será garantida pelo Governo do Reino dos Países Baixos, mesmo pelos políticos mais conservadores.
    Logo, o consumo de maconha absolutamente não é e jamais será perseguido pela polícia na Holanda, quer seja contra turistas estrangeiros, quer seja contra cidadãos residentes, questão absolutamente fora do interesse até dos mais conservadores políticos holandeses.
    O que se proibiu foi a venda de maconha nos cafés de Amsterdam aos turistas estrangeiros.
    Ponto. Parágrafo.
    O resto, pra variar, é delirante mentira genocida holocausta neonaziproibiciopata tupiniquim.

  69. Claudio disse:

    Briza, Valeu ae pelas informações!!!Foi isso que eu pensei mesmo. Achei muito estranho a Holanda voltar ao sistema proibicionista depois de tantos anos. Esses “neonaziproibiciopata” não conseguem mesmo jogar limpo, se aproveitam de uma informação, deturpam e destorcem à favor deles, depois saem por aí espalhando falácias.
    Afinal, o que realmente querem os proibicionistas? Impor um falso moralismo que só prejudica a sociedade inteira? A maconha já está sendo consumida mesmo, apesar de todo esforço da classe conservadora em demonizar a planta, o consumo só vem aumentando e o tráfico se fortalecendo. Pq tentam a todo custo impedir que o governo controle esse comércio?? Será que confiam mais nos traficantes?
    Dizem que “não precisamos de mais uma droga legalizada” como se ninguém estivesse consumindo e a proibição funcionasse plenamente. Será que precisamos conviver com o tráfico e com o consumo descontrolado?? Nós não precisamos é de guerras urbanas inúteis!! Vai ver são eles é que precisam da maconha no tráfico por algum motivo.

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