Covardia

O médico Gabor Maté nasceu em 1944 na Hungria ocupada pelos nazistas. Quando era bebê, ele vivia com a mãe num casebre no gueto judaico de Budapeste. O pai estava preso, condenado pelos nazistas a trabalhos forçados. Os avós, pais de sua mãe, seriam deportados para Auschwitz e assassinados. Um dia a mãe levou Gabor ao pediatra, porque o bebê chorava o tempo todo. O pediatra disse a ela que todos os pacientes judeus dele estavam chorando o dia todo.

Os sapatos do monumento de Budapeste simbolizam as pessoas que foram executadas pelos nazistas na margem do Danúbio

Obviamente, Gabor não entendia de nazismo e nem sabia o que acontecia num campo de concentração – ele era um bebê. Mas o estresse da mãe, órfã e lutando sozinha para manter uma criança viva, entrava em seu organismo. Hoje ele sabe que crescer naquele ambiente brutal e desestruturado foi determinante para a sua formação emocional. Como ele não pôde receber amor e cuidado suficientes na primeira infância, Gabor tem permanentemente uma sensação de vazio na alma – uma incompletude, uma carência constante e eterna. Por causa disso, ele tem uma tendência a comportamentos compulsivos. Gabor é viciado em compras. De tempos em tempos, quando a dor aumenta, ele entra numa loja e compra mais do que seria razoável.

Ter vivido isso ajudou Gabor a compreender os mecanismos da dependência. Ele é o autor do livro In the Realm of Hungry Ghosts (“No reino dos fantasmas famintos”) no qual ele revela que, como regra, pessoas dependentes são vítimas de infâncias desestruturadas, como a dele. Os tais “fantasmas famintos” são seres como ele próprio: eternamente carentes de algo. Gabor preenche esse vazio com compras. Outros o preenchem com comida, com sexo, com jogo, ou com drogas. Dependentes severos de crack, cocaína, heroína e maconha são pessoas assim.

“Pessoas com dependências severas foram na maior parte crianças que sofreram abuso”, disse Gabor numa entrevista recente. “Portanto, a guerra contra as drogas é uma guerra contra pessoas que foram abusadas desde que nasceram. Estamos punindo pessoas por terem sido abusadas.”

Essas pessoas têm plenas condições de se desenvolverem bem, de maneira saudável, e de se tornarem adultos bem sucedidos, como aliás aconteceu com o próprio Gabor. Mas, para que isso possa acontecer, elas precisam ser cuidadas. “Fantasmas famintos” são os indivíduos mais frágeis da humanidade, os mais vulneráveis. Eles só têm chances de se desenvolverem se receberem cuidados. E o que estamos fazendo? “Criamos um sistema que repudia, marginaliza, empobrece e adoece os dependentes.” Enfim, nossa sociedade pega os mais vulneráveis e enche-os de cacetadas. Se isso não é covardia, não sei o que é covardia.

Já ouço alguém bradar “o dinheiro dos meus impostos não é para cuidar de vagabundo viciado”. Mas caracas. O nosso sistema atual é muitíssimo mais caro. Manter alguém na cadeia custa dezenas de milhares de reais por ano, enquanto oferecer tratamento custa um preço bem razoável e dá muito mais resultado.

Portugal teve o bom senso de tirar esse assunto da mão de políticos covardes, que se aproveitam da impopularidade dos drogados para incitar o linchamento público e perpetuar a falida guerra contra as drogas. O país montou uma comissão de especialistas, tirou o sistema criminal da jogada e chamou gente com talento para cuidar dos outros para gerenciar o sistema. Surpresa: os dependentes estão conseguindo se curar e estão largando as drogas. Largam porque querem, porque têm força para isso, não porque algum troglodita com cacetete na mão mandou largar.

Aqui no Brasil, nosso sistema se baseia em colocar pequenos traficantes na cadeia. Muitos desses pequenos traficantes na verdade são mães, irmãs e namoradas de dependentes e traficantes, que levam droga para a cadeia ou fazem trabalho de mula para ajudar no orçamento doméstico. Elas são presas e deixam legiões de crianças crescerem sem mãe. Será que essas crianças vão crescer bem?

Nosso atual sistema, assim como aquele sob o qual Gabor nasceu, é uma fábrica de fantasmas famintos. E depois as pessoas acham estranho que, como consequência da guerra contra as drogas, o números de dependentes de drogas no mundo esteja crescendo.

79 comentários
  1. Gino Carvalho disse:

    Esse blog, de “sustentabilidade” não tem mais nada, virou blog de um assunto só liberação de drogas…
    Adeus

  2. Praia Deserta disse:

    Nos últimos 100 anos da nossa história, supondo 1 metro quadradado para cada par de sapatos, teríamos uma costa litorânea inteira, com 5 mil quilômetros de comprimento, forrada por 5 milhões de pares de sapatos…

  3. Marcelo disse:

    Legalização das drogas tem TUDO a ver com sustentabilidade, Gino.
    Se você prefere textos bonitinhos que não o levem a questionar comportamentos irracionais perpetuados graças ao preconceito e à ignorância seu lugar não é mesmo aqui. Adeus.

  4. Leila Passil disse:

    Olá Denis, parabéns pela publicação, o governo deveria tratar a questão das drogas mais como de saúde pública e menos com punições, para sairmos dessa fábrica de fantasmas famintos… Gostei do seu blog.

  5. Claudio disse:

    Grande Denis!! Muito bom!

  6. Marina disse:

    Denis, leio feliz seus textos por este verdadeiro “arejamento” mental que nos proporciona, obrigada e parabéns!

  7. jorji disse:

    “O dinheiro dos meus impostos………..”, realmente ouvimos com frequência esses comentários insanos, como tem idiota nesse mundo.

  8. Claudio disse:

    Se incomodam com o dinheiro dos impostos para tratar de doentes mas não ligam que esse dinheiro seja usado pra financiar guerras inúteis.

  9. reynaldo disse:

    Denis, seu argumento de que as pessoas são, em larga medida, o que o meio social faz delas, da família ao estado, não consegue entrar na cabeça da maioria moralista que entende que as pessoas são o resultado de suas ações pessoais e podem ser culpabilizadas diante desse “fato”, para ela, cristalino como as águas. E é essa maioria, muita gente até refinada que adere aos argumentos de um Reinaldo de Azevedo, no post ao lado, por exemplo, é essa maioria que impõe aos governos a estratégia da proibição e da repressão, porque os governantes, mesmo que pensem diferente, não querem contrariar seus eleitores. É um ciclo infernal, que certamente foi rompido na Holanda e em Portugal porque são países pequenos em que uma maioria já não tem lá aquela certeza maniqueísta de que o ímpio merece a fogueira. O Código Penal, por sua vez, é mais racional que o cidadão moralista, ele, em geral, só penaliza uma ação concreta, com agravantes: não posso ser penalizado por beber, mas posso por beber e dirigir, expondo alguém ao perigo, ou posso se beber e agredir alguém. A punição só ocorre quando alguém ofende o direito de outrem. Quando o CP brasileiro penaliza o uso da maconha, por exemplo, vai contra sua própria racionalidade. Eu tive um amigo que a polícia pegou em 1994 com maconha. Passou o diabo na delegacia. Morava em Curitiba, onde foi preso, mas mudou para São Paulo, um mês depois. Na primeira audiência, era estudante de direito, quis demonstrar para o Juiz que aprendeu a primeira lição de Direito Penal: “crime é uma ofensa a um bem socialmente valorizado”. E argumentou que não tinha ofendido o direito de ninguém. Isso irritou profundamente Sua Excelência o Juiz de Direito, o rapaz foi mal instruído pelo advogado e falou bobagem, afinal, maconheiro f.d.p. deve ficar calado e não dando lição de moral, certo? O Juiz não podia condená-lo pois devia seguir a lei, suspendendo a pena se ele cumprisse os requisitos da condenação, assinar um papel uma vez ao mês por dois anos. Mas complicou a vida do rapaz pois não permitiu que ele assinasse o papel em Curitiba, agindo assim contra a lei, que lhe dava sim esse direito. O tal Juiz não é muito diferente do policial, ele tem o poder, ele tem a razão, maconheiro fica de bico calado ou de algum modo vai se ferrar. Meu amigo teve que viajar todo mês, dando desculpas esfarrapadas no trabalho, durante um ano, de São Paulo para Curitiba, para assinar o maldito papel. Depois o advogado fez um pedido e ele foi liberado a cumprir em Curitiba, sinal de que poderia desde o começo. O Juiz, um ente a priori racional, já tinho tido sua vingancinha. Portanto, uma recomendação para quem for pego com droga ilícita, fale o menos possível, quem tem o poder tem a razão e a maior parte dos Juizes são tão preconceituosos quanto os policiais, sendo que em muitos casos o rigor da moral é só para o outro, o que “perdeu”.

  10. ricardo disse:

    bem,vamos parar de conversa mole e ir direto ao ponto: legalizar a droga não vai colocar comida na mesa.se a questão fosse proibir,muitas descobertas não foram aprovadas porque seus efeitos colaterais eram pior que seus benefícios ou não se tem garantias sobre seu uso.ciencia se faz assim,até no imetro é assim.maconha desmata mas não mata a fome e intensificaria as guerras no campo.corrupção não é questão de droga e tem corruptos até no partido de fhc.o pobrema do brasil é que não há uma revolução cultural de modelo chinês.preconceito tem em todo lugar,mas cabalizar uma droga que ninguem conhece e cientistas usarem esses conhecimentos a margem do controle da população já é demais.liberado ou não,capitalismo mata.só ver o que fizeram com a doroty stang.quem sou eu pra falar mal do agronegócio,mas matar até americanos já está demais pro mercado financeiro.vcs esquecem do contrabando do cigarro que gera mais propina que imposto e querem achar que esse modelo não se repetirá na maconha.não é proibir uma planta de existir,mas se vcs jogar cianureto no café da sua mão,vc não ficaria chateado?a guerra é consequencia da decadencia(inclusive moral)do capitalismo,e do complexo militar industrial que controla algumas sociedades,como israel.como tentei falar,jogar cianureto da comida da tua mão não é ruim?temo de tratar a maconha como o escargot.todo mundo comia,mas dentro do bicho tinha um verme e logo se considerou praga.existe uma melação entre governo e setor privado que entra no crime organizado.se existe propina nas economias legais e ilegais,legalizar om desvio de dinheiro e a violencia contra o proleteriado,não com fuzis de traficantes,mas com fuzis do bope que virando a casaca protege o patrimonio de ex-bendidos que seriam perdoados pela legislação em nome do “progresso” não seria um contracenso?basta ver o que aconteceu com a china imperial durante a guerra do ópio.ultra-capitalismo dá nisso.vcs só pensam em custos,mas não pensam que o progresso de valores humanos se dá tasmbem por não dar o braço a torcer.porque essa crise não seria causada pelo narcotráfico que lava dinheiro com laranjas,políticos e e o resto envolvidos nisso?só não podemos fazer que nem o lesado governo grego do pasok(a) que disssolveu as esperanças de um povo premiando banqueiros incompetentes e sacrificando o povo.se a holanda é européia e está nesta crise,não sei do que espera dos holandeses…a mídia sataniza marchas do mst,mas permitem a da maconha e dos veados…depois reclamam porque não tô nem aí pra copa do mundo no brasil…

  11. ricardo disse:

    associar pobre ao narcotráfico é preconceito típico dessa elite branca que como vcs,usam a veja como hd mental…bem,investir na educação e ciencia pra tratar doenças é melhor que investir numa droga que vai custar(em muitos sentidos)a ganhar uma popularidade …

  12. ricardo disse:

    eu ainda prefiro uma guerra contra as máfias e corrupção a uma guerra contra o terror…quem toca o terror é o capital e se não fosse essa guerra ao “terror” do filme todo mundo em pânico,o talebâ ano que vem podia acabar com o tráfico mundial de heroína coordenado pelo clã mafioso da família karzai…

  13. ricardo disse:

    a guerra contra as drogas não é contra os drogados,mas uma guerra contra o inevitavel comércio dele.usar o estudo sociológico de uma família européia pra aplicar ao estudo do narcotráfico exportador nordestino não me parece uma boa idéia.essas pessoas não pretendem ajudar viciado com essa arrecadação de impostos,mas usart pra salvar ex-traficantes europeus que faliram e lavaram dinheiro da forma errada…porque o único ponto que a direita e a esquerda concordam,querem jogar a discursão pro escanteio com a desculpa de dar liberdade pros traficantes falar?isto está contra o interesse público!se acham que só arrecadar imposto de droga pra usar pra população,estão errados!se for mal usado,vira pó!(do pó vens ao pó voltarás,hehe…)eu reafirmo:porque marcha da maconha e gay pode mas do mst não?se um pode , outro tambem!

  14. ricardo disse:

    porque a maconha é mais segura gue seu princípio ativo?não tem como dissolver esse princípio ativo pra amenizar seus efeitos?

  15. ricardo disse:

    o ridículo é a falácia que proibimos a droga.se até os pm usa…

  16. ricardo disse:

    e vendem com a logomarca de “milícia” como liga da justiça do batman…(hehehe)cabral!o dono do rio!

  17. ricardo disse:

    droga mata porque de qualquer maneira o dinheiro vai pra armas,mas do governo…

  18. denis rb disse:

    ricardo,
    Vou ter que pedir para você se controlar. Minha política é a de não deletar comentários e permitir a livre expressão aqui no blog. Mas não é razoável você enviar dezenas de comentários seguidos. Peço a você que pense mais antes de enviar um comentário, e que envie apenas o essencial.

  19. jorji disse:

    Essa hipótese de dizer que usuários de drogas foram crianças abusadas é uma visão equivocada, concordo plenamente que é uma covardia punir o usuário. Propensão ao uso de drogas é uma questão de natureza biológica, por essa razão que hoje em dia se fala em questão médica, é o metabolismo do cérebro dos indivíduos que define quem vai ter vícios como as drogas em geral. O grande erro ainda de nossa sociedade é a visão “moral” que a grande maioria tem sobre as questões importantes da nossa sociedade, acabar com essa praga chamada moral não vai ser fácil.

  20. denis rb disse:

    ricardo,
    A maconha “in natura” é mais segura do que seu principal princípio ativo porque ela na verdade possui vários princípios ativos, a maioria deles praticamente desconhecidos da ciência. Há na maconha pelo menos 66 “canabinóides”, que são substâncias que ativam o “sistema endocanabinóide” das nossas células. Hoje sabe-se que alguns desses canabinóides têm efeitos opostos a outros. Por exemplo, enquanto o THC causa ansiedade e pode precipitar surtos psicóticos, um outro canabinóide chamado CBD reduz a ansiedade e a incidência de surtos psicóticos. Quem fuma a flor da cannabis consome as duas substâncias juntas. Quem toma Marinol toma puro THC, e portanto fica exposto a efeitos colaterais. Outra vantagem da flor in natura é a facilidade maior de regular a dose. Fumantes experientes sabem o quanto de efeito eles querem ou precisam e param de fumar quando atingem essa medida. Medicamentos à base do mesmo princípio ativo muitas vezes falham porque contêm uma dose pequena demais (o que não alivia os sintomas) ou grande demais (o que pode causar prostração, tontura, sono, ansiedade, paranoia e até reduzir o efeito anestésico). É importante lembrar que o homem e a cannabis co-evoluíram por milhões de anos. Há milênios comunidades humanas e várias outras espécies de mamíferos e aves fazem uso da maconha. Portanto não é surpreendente que a planta in natura tenha efeitos que pareçam desenhados “sob medida” para o nosso cérebro, e que sejam muito complexos para poderem ser replicados em laboratório. É bom lembrar que já há no mercado europeu um medicamento de melhor qualidade do que o Marinol: é o Sativex, que contém 50% de THC e 50% de CBD e cuja administração é por via sublingual. Apesar de ele ser muito melhor que as gerações anteriores, a imensa maioria dos pacientes continua preferindo a flor in natura.

  21. denis rb disse:

    reynaldo (e jorji),
    Acho que, a essa altura do conhecimento humano, nenhum especialista em sã consciência defende mais a ideia de que o homem é 100% biológico (ou que é 100% cultural). Está claro que somos frutos de uma combinação complexa de fatores, resultados do trabalho do ambiente e da cultura sobre nossa base genética. O Gabor Maté, que citei, é um grande crítico dessa tendência contemporânea de medicalização do comportamento. Ele escreve muito sobre a suposta “epidemia” de déficit de atenção, uma doença que até outro dia não existia e que hoje afeta uma porcentagem imensa das crianças. A indústria farmacêutica adora insinuar que déficit de atenção é um distúrbio genético (apesar da falta de registros em gerações passadas). Maté acha que claramente é um distúrbio afetivo, e que os pais estão caindo na conversa da indústria por comodidade: é mais fácil comprar remédio tarja preta na farmácia do que resolver questões afetivas complexas.

  22. reynaldo disse:

    Nossos fundamentos biológicos, Denis, atuam sempre dentro da moldura de uma estrutura social determinada. Assim, um mesmo homem pode ter seu destino completamente diverso conforme a moldura em que é enquadrado durante seu processo de formação social. Um mesmo homem poderia ser um xamã, um curandeiro muito respeitado em certa tribo amazônica ou poderia se tornar um viciado em crack dormindo nos mocós da praça da Sé, em São Paulo. Além disso, não canso de repetir, as habilidades ampliadas para o uso da linguagem e de instrumentos (digo ampliadas pois vários animais as possuem, de forma incipiente) e o poder de criar objetos de arte (inerente ao ser humano), foram socialmente desenvolvidas durante milênios e no entanto hoje já fazem parte de nosso corpo, de nosso “ser biológico”, tanto que a moderna neurologia identifica no cérebro áreas específicas que comandam a manifestação dessas habilidades, e seu desenvolvimento ou mesmo sua atrofia nesse ou naquele indivíduo, por razões médicas ou influências sociais. A estrutura social estaria, assim, em alguma medida difícil de avaliar, entranhada em nosso corpo biológico, correto? Claro, essa “artificialização” se dá sobre uma base biológica, bebemos, comemos, fazemos sexo e nos reproduzimos como qualquer mamífero. Não canso de repetir essa idéia complexa, um dia, quem sabe, alguém me escuta, há esperança.

  23. Thales Valeriani disse:

    Boa noite, eu gostaria de dizer que me vejo em uma situação rara: visitei o seu blog concordei com o que vc escreveu.
    De fato a nossa sociedade não estende a mão para viciados, e sim o pau.Passou da hora de perceber que esta política não deu certo e que mudanças são necessárias.Tratar qualquer tipo de viciado com preconceito ou descaso não o ajuda em nada, pelo contrário, atrapalha.

  24. ricardo disse:

    bem,desculpa,que eu estava de fadiga no voô pra madri visitando minha irmã…bem,a propósito,me parece que o senho quis dizer no texto que a droga é consumida pelo desejo do desconhecido e do proibido.se a população entender o mal da droga,ela não sentirá esse desejo,não concorda?e se der alternativas economicas,o tráfico não cresce,concorda?porque pacas arrecadar dinheiro que vc nem sabe a quantidade em imposto?

  25. ricardo disse:

    bem,se a população estiver feliz,não vai ter motivo pra usar drogas.e não creio que na pré histório,com pouca população e pouco conhecimento de enxerto(até porque o mundo era extrativista),o homem moldou a evolução da maconha.e se moldou,a proibição fex a droga se misturar e voltar a ser parcialmente selvagem.se o homem extinguiu espécies porque não extinguir a maconha que nem faz parte do equilíbrio ecológico ? bem ,a sociedade estende o pau pro usuário e pro traficante tambem.bem,conheço medicamentos de efeitos opostos que misturados,ainda fazem mal.

  26. Marcelo disse:

    “se o homem extinguiu espécies porque não extinguir a maconha que nem faz parte do equilíbrio ecológico ?”
    puutz…(2)

  27. jorji disse:

    Denis, bom dia, não estou dizendo que o ser humano é 100% biológico, mas é o fator básico de todas as espécies, é óbvio que afeto principalmente que vem por parte das mães é importantíssimo, que os 5 primeiros anos da vida de um indivíduo contribuem de forma decisiva na lapidação da personalidade, a chamada primeira e segunda infância, onde a criança abre a janela do cérebro para o mundo externo. O fato da fêmea(mãe) ter um papel decisivo é sim parte do fator biológico, é assim na maior parte dos mamíferos, e se na nossa sociedade todas as mães tivessem amor pelos filhos(as), contribuiriam para diminuir o número de dependentes, mas uma parcela significativa não tem esse “amor”, não que tenham culpa, novamente insisto, é de natureza biológica, a rejeição por exemplo, é o mecanismo seletivo das espécies.Em relação ao deficit de atenção, é óbvio que esse problema tinha que acontecer, as mães passam o dia inteiro trabalhando, na hora que a criança está acordada(dia), querem o quê? Uma coisa eu já constatei, tudo na vida tem dois lados, a sociedade ganhou muito com a igualdade entre os homens e mulheres, mas também teve uma perda importantíssima, hoje boa parte das crianças não tem mãe, que são criados pelas babás e creches, é o que eu considero como o fim das familias.

  28. Marcelo disse:

    Isso, graças a DEUS, NUNCA vai acontecer Ricardo. Os milhões de maconheiros no Brasil e no mundo não permitirão. Além do mais extinguir espécies (ainda mais uma com tanto potencial industrial e medicinal) é atitude típica de capitalista predatório burro.

  29. ricardo disse:

    fora a parte da extinção da maconha,que foi uma ironia,alguem repondeu a última pergunta sobre o seu uso medicinal que eu fiz?

  30. denis rb disse:

    Ok, ricardo, vou responder:
    Seu comentário é baseado em preconceitos. Você está equivocado.
    – primeiro: não é verdade que apenas pessoas infelizes usem drogas. Gente perfeitamente feliz e ajustada toma uma cervejinha depois do expediente, brinda com champanhe num casamento, fuma um baseadinho em eventos sociais. A maioria dos usuários de drogas não têm problemas com elas. (O que não significa negar o sofrimento da minoria que tem.)
    – o homem moldou a evolução de muitas plantas (e sua evolução também foi moldada por ela), mesmo antes de entender de engenharia genética ou de enxertos. Ele fez isso simplesmente selecionando as suas plantas preferidas e guardando suas sementes para o ano seguinte. Foi assim que o trigo selvagem, que era duro e difícil de colher, foi se “domesticando” e virou essa planta que hoje usamos para fazer pão. Há registros arqueológicos claros de que o homem usava a maconha para fins medicinais, religiosos, psicoativos e também para produzir tecidos, há pelo menos 6.000 anos.
    – a pesquisa médica com maconha tem sido impedida no mundo inteiro pela proibição. A proibição não reduz o uso da maconha (na verdade provocou um aumento explosivo) e ainda gera violência e impede o acúmulo de conhecimento. Há uma quantidade gigantesca de indícios de que a maconha pode ser útil no tratamento de uma quantidade imensa de doenças, do câncer ao mal de Alzheimer à esquizofrenia ào distúrbio do déficit de atenção ao estresse pós-traumático, às doenças auto-imunes à enxaqueca. É importante que você saiba que, ao propagar preconceitos e repetir mentiras sem comprovação, você está ativamente ajudando a dar sustentação a um sistema que evita que se pesquise tratamentos úteis para essas doenças e, portanto, causa sofrimento e morte.

  31. Claudio disse:

    “Segundo o relatório de drogas publicado pela ONU este ano, cerca de 200 milhões de pessoas usam drogas no mundo. Apenas um oitavo delas tem problemas de dependência. Para os outros sete oitavos de usuários ocasionais, a lei é mais perigosa que a droga.”
    Miguel Reale Jr – Advogado Criminalista, ex-ministro da Justiça e ex-chefe da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).
    .
    Além do preconceito, uma outra coisa que eu aconselho a se tomar bastante cuidado é com as generalizações. Caso contrário a coisa pode ficar preta pro lado dos pastores religiosos, já que muitos deles costumam manter relações sexuais inadequadas. Sem falar nas inúmeras substâncias que poderiam ser proibidas e criminalizadas porque alguns abusam e tem problemas.
    Chocolate libera endorfina. Muita gente sente prazer em comer chocolate, alguns até são viciados. Vamos proibir e criminalizar o chocolate em solidariedade aos diabéticos, ou vamos orientar e alertar as pessoas?

  32. ricardo disse:

    um recado pro cláudio:bem,o pobrema da droga pode afetar qualquer um,ninguem vem com uma estrela judaica no peito…e que os pastores ardam no fogo do “inferno”(camara de gás) junto com padres,rabinos,monges,mediuns,babaririxá e outros fdp que ferraram a humanidade por mil anos.bem,um recado pro reinaldo:não dá pra dizer se alguem tem propensão genética pra ser drogado.se é assim,vc tem propensão genética pra ser alcoolatra,se olhar pro espelho e pras algumas bobagens que vc escreve.o caso labrosiano se aplica a vc?um recado pro denis russo ex-lenin:vc sabe a situação do tráfico no afeganistão pré 2001,e da coréia do norte?antes de falar que o pobrema da drogas não tem solução,pesquise os países cuja a mídia judaica chama eles de párias pra ver se a informação não chega falsificada.bem,eu estou falando que a maconha pode ter perdido parte de seus efeitos medicinais em anos de uso apenas recreativo mpor usuários “marginalizados” de interesse de seu uso medicinal,até porque eram consumidores,não cientistas ou cobaias de plantão.o ideal seria “ressucitar” essa variedade antiga da maconha,não?(usando obviamente clonagem).obviamente por não ser genéticamente a mesma maconha de hoje,não vai cair na malha da legislação.vai entra pra categoria do orégano e vai ser liberada.

  33. ricardo disse:

    bem,mais um recado denis:tem como vc postar uma mensagem pro caio blinder afirmando que não sou hacker,nem sou fake,nem sou nazista,que nem sou troll pra eu voltar a comentar lá sem nenhuma censura ? o cara chama os outros de nazista só porque se critica o governo fundamentalista de israel!aí já é demais!ele some com comentário dos outros,faz fake pra atriuí-los com desculpas simplistas pra mim e pra outros leitores e faz fakes de direita numa atitude desonesta!não dá pra argumentar com um blogueiro mentiroso destes que usa o nome do tio rei pra legitimar argumentos!se vc entender o que eu falei,eu agradeço.

  34. ricardo disse:

    há,e esqueci de dizer que não foi só eu que fui bloqueadfo no blog de nova york.

  35. Marcelo disse:

    “bem,mais um recado denis:tem como vc postar uma mensagem pro caio blinder afirmando que não sou hacker,nem sou fake,nem sou nazista,que nem sou troll”

    Peraí Ricardo, Troll vc é. Já deu diversas provas.
    Diz que o “afeganistão pré 2001” e a Coréia do Norte (!!!) resolveram o “pobrema” das drogas e defendeu até a extinção de espécies por puro preconceito.

  36. ricardo disse:

    bem,pobrema com convicções ideológicas marcelo?pior seria se estivesse criticando obama por ser negro , associando pobreza ao tráfico,e falando bobagens de extrema direita,não concorda?aquilo de extinguir drogas era uma alegoria de sentido figurado.pesquisem o tráfico de ópio no afeganistão na wikipédia inglesa/portuguesa comparando com hoje e vai saber porque.se for só criticar convicções políticas pra chamar os outros de troll,então já é meio caminho andado(risos).estou apenas comparando o combate as drogas da era talebã e karzai.hoje,é de lá que sai 90% da heroína do mundo.se eu sou comunista(e assumo) o que seria vc?

  37. jorji disse:

    Se existe indícios de que a planta cannabis tem princípios ativos que possam curar tantas doenças, curando ate esquizofrenia, mal de alzhmeir, e estão proibindo as pesquisas, o ser humano realmente é o animal dos extremos mesmo, muitissimo idiota, muitissimo inteligente.

  38. jorji disse:

    A solução para a questão das drogas em geral, serão as próprias drogas, daqui a alguns anos, os laboratórios criarão drogas que neutralizarão os efeitos das drogas, esses remédios atuarão no organismo do indivíduo, trazendo a sensação de bem estar, sem que o indivíduo saia do estado de conciência, da normalidade no aspecto de sanidade, como acontece com as drogas hoje como o álcool, cocaína, etc, quem as consome perde o controle de si mesmo. Esses remédios serão dosados por psiquiatras e médicos em geral, esse é o caminho.

  39. ricardo disse:

    bem,se vc não quiser argumentar,mas usar preconceitos antisoviéticos típicos dos anos 30,fique a vontade…em falar de socialismo(comunismo é fase posterior),não sei se vc sabe,mas o pc chinês conta com 80 milhões de filiados,sendo assim o maior partido do mundo,ok?só estou falando que não pode usar só o mundo de hoje pra comparar se a legalização é “legal” ou não.países com um certo controle do que entra e sai pode ser bem sucedido.não podemos ignorar outras realidades.ignorar uma civilização que mandou homem pro espaço,venceu os nazistas,derrubou o último absolutismo da europa e acabou com desemprego e crises de especulação é que é puro preconceto contra um legado hérculeo,não beneficiou só do russo e europeu,mas de todo ser humano.se usuários de maconha da grécia eram mais geniais que cientista soviéticos,eu não sei,mas esse regime gerou mais benesses do que a legalização da maconha poderia tornar possivel,mesmo sendo uma ditadura.só não podem chamar a maconha de panacéia tambem.

  40. ricardo disse:

    bem,mas o uso das drogas pra se tratar essa questão,já não seria um controle químico sobre as pessoas?se o homem pensar como uma homem em estado natural,pra mim seria muito melhor que usar armas químicas pras pessoas continuarem detonando seu corpo.pra isso já existe clínicas de reabilitação.mas conheço casos de pessoas que largaram drogas sem fazer tratamento,e esses caos deveriam ter pesquisas sérias pra aprendermos a progredir.quanto as drogas faladas pelo jorji,elas ainda são futuro e temos muita crise financeira pra rolar antes dessas descobertas…

  41. a disse:

    seu blog contém um trabalho positivo, construtivo, lúcido e esclarecedor, amigo denis. entretanto, de um tempo pra cá, salvo impressão equivocada, temos lido alguns comentários completamente tresloucados, e que parecem mesmo ter sido previamente meditados para depois serem plantados, no intuito de desprestigiar este blog democrático. é lamentável, mas talvez o amigo denis tenha de colocar moderação na área de comentários.

  42. ricardo disse:

    bem,eu não sou contra a legalização.a legalizaçãotem de ser pra fins medicinais.mas esses fins medicinais precisam ser bem-estudados.não se pode legalizar algo pra ser usar como medicamento,mas que no final tenha que se legalizar como droga.se tiver que legalizar como droga,que os argumentos pró-maconha funcionem antes da legalização pra termos alguma possibilidade de segurança.bem,o blog do denis é esclarecedor e ninguem quer despretigiar esse blog,apenas fazer o que se pode fazer:debater um assunto e explica-lo.se é pra combater preconceitos,tem de esclarecer,mesmo tendo certeza absoluta de sua verdade.afinal,a verdade não é tão clara quanto parece.como pode falar da legalização sem desmentir um proibicionista?em nenhum momento fui dogmático ou pedi moderação pro outro lado,até porque fiz perguntas,não afirmações críticas.vcs entraram no assunto da corrupção,eu dei a MINHA OPNIÃO,o que não quer dizer que eu considere a única verdade e que eu não possa muda-la.eu perguntei até onde vai os benefícios da erva,e não podemos levar pesquisas científicas a sério só porque ele tá na mídia.a ciencia é um espaço democrático que não cabe acusações mutuas de cunho subjetivo,tarjando pessoas de proibicionistas pra fazer sua proposta de legalização.se tem como legalizar de outra forma,não sei,mas não podemos associar idéias a pessoas.tá aí a minha opnião pra essa vogal que parte pra acusações e puxar saco (de um trabalho bom que não presisa ser promovido por uma vogal)ao invés de argumentar ou propor conhecimento.

  43. ricardo disse:

    efim,resumindo:se ele queresse me banir,não mandaria vc pra fazer isso,ele mesma falaria e explicaria de forma racional o motivo,entendeu A ?

  44. Edmilson disse:

    Caraca, Ricardo vc fala de tanta coisa!
    Tudo misturado: dos soviéticos ao comportamento animal. Você poderia ser mais claro nos argumentos. Melhorar a pontuação ajuda. Deixar links de fontes também.

    Ser comunista não é crime no Brasil, então não entendi porque colocou esse assunto em pauta. O assunto é descriminalização de drogas, não é?

    Não concordo com a tese determinista do Jorji. Tão pouco acho que a maioria dos usuários de drogas são “coitados” com problemas familiares. O grosso do dinheiro do crime não sai dos faveladinhos, dos cracudinhos de Manguinhos. Sai de quem tem dinheiro, dos playboys da zona Norte, Sul ou seja lá qual for a região mais rica da cidade. Denis até mesmo afirmou em um post abaixo que a maioria é “perfeitamente feliz e ajustada”. Feliz não tenho certeza, quem é feliz hoje? Felicidade é uma sensação subjetiva que se altera a todo momento. Já ajustada acho que sim. Perfeitamente ajustada ao sistema de financiamento do tráfico, quer queira ou não. Poderia mudar? Poderia. Agora a escolha: muda a lei ou muda a si mesmo, parando de consumir? Mudar a lei é mais burocrático. É necessário a aceitação de outros, muitos outros. Mudar a si mesmo é bem mais complexo e trabalhoso. Cada um usa o seu esforço para o que bem entende. Eu, no meu caso, me recuso a fazer algo que prejudique outra pessoa de maneira tão violenta. Eu vejo pessoas drogadas quase todos os dias nas calçadas e no interior da escola onde leciono. Traficantes entram de moto nela e a polícia nada faz. As pessoas vivem com medo devido a boa vida e o poder que o dinheiro ganho de maneira ilícita traz a essas pessoas. Não quero fazer parte disso.
    Porém os “playboys”, as “patricinhas”, os “alternativos” não vivem perto desses lugares, certo? Os felizes e ajustados não querem viver perto dali. Por isso encomendam. Por isso é tão pertinente o aviãozinho, o atravessador.

    É justo pedir uma outra forma de consumir essas substâncias? Claro que é! Mas e consumir num sistema desses? Aí que entra a escolha moral.

    Criar um sistema de auxílio as pessoas dependentes é essencial, pois os pobres não tem como pagar clínicas de reabilitação. Com certeza é a forma mais justa para tratar esses dependentes que não tem condição de se tratar. Agora deixar de punir traficantes, por menores que sejam, é uma tolice. Os grandes iriam fragmentar a distribuição para ficar sempre na lei. Se um foi detido vai ganhar tratamento pago pelo Estado e se for pego de novo o que acontece?

    A ideia do artigo poderia ser somada a política antidrogas, entretanto nunca se deve retirar a punição de algo considerado ruim pela sociedade. Ou algum de vocês aceitariam que eu desse crack para seus filhos?

  45. Edmilson disse:

    Senhores,

    A parte final do meu último post (entretanto nunca se deve retirar a punição de algo considerado ruim pela sociedade) é de uma estupidez gigantesca. Vou pensar mais um pouco para escrever algo mais condizente para o assunto.

  46. ricardo disse:

    eu concordo plenamente com suas colocações,edmilson.eu só estava questionando o cidadão por ter me acusado de troll,por citar casos bem-sucedidos aqui.antigamente se prescrevia bebidas alcoolicas quando não tinha remédios controlados.quanto ao combate do tráfico de heroína feito pelo talebã,tem o link(tem alguns livros do tema tambem q não vou citar) q naturalmente tá em inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/Opium_production_in_Afghanistan#Rise_of_the_Taliban_.281994.E2.80.932001.29

  47. ricardo disse:

    bem,quanto ao comportamento animal,vc não foi muito claro,edmilson.

  48. ... disse:

    proibicionistas
    unidos
    jamais serão humildes
    proibicionistas
    unidos
    jamais serão humildes

  49. Romeu disse:

    Olá, Denis. Marcha da Maconha de Goiânia. Pra lá de legal.

    Abraço.

  50. Frenéticas disse:

    E, mundo afora, roncam tresloucadamente as furiosas hostes delirantemente proibisquizóidopatas…

  51. Marcelo disse:

    Proibicionistas, o que vocês nã entendem é que não existe uma relação direta e automática entre uso de drogas e violência ou dramas familiares e pessoais, muita gente (a maioria) usa drogas e não vive este tipo de problema, ainda mais se estamos falando de maconha. No caso desta droga em particular, a probição é que é responsável por toda violência observada neste mercado.
    Vocês, tentando resolver este problema pelo caminho do autoritarismo e da violência de estado legitimada acabam por aumentá-lo. É como se estivessem tentando apagar um incêndio com gasolina.

  52. Marcelo disse:

    “As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções”
    Oscar Wilde.

  53. ricardo disse:

    bem,as drogas são um pobrema social,mas não dá pra apostar que o pobrema tem vontade própia e que vai se resolver da noite pro dia.eu não estou sendo proibicionista no caso da maconha,mas se o uso medicinal fosse mais claro,com toda a certeza do mundo eu apoiaria uma legalização parcial ao estilo de medicamento tarja preta.não dá pra dizer que a legalização ao estilo holandes resolveria tudo,até porque ciencias sociais não são exatas e a realidade holandesa é diferente da brasileira.mas no campo médico,a maconha tem sim condições de ser legalizada desde que as pesquisas levem a um consenso geral,mesmo com dificuldades de pesquisa.é muito cedo pra confirmar todas benesses da erva,até porque essas pesquisas(creio eu) não tem 30 anos e mesmo no caso social,a situação da holanda não está muito clara ultimamento no caso da causa e efeito.quantos países já legalizararam? porque os outros não legalizaram? é uma coisa a ser estudada.

  54. Marcelo disse:

    Na verdade a relação dos seres humanos com a maconha já dura pelo menos seis mil anos. Está fartamente documentado, diversas culturas ao longo da história fizeram uso medicinal, religioso, recreativo, artesanal e até industrial da mesma. Outro problema (e não “pobrema”)é que, em se tratando de ciência, não existe “consenso geral” em quase nada e com a maconha não é diferente (apesar de a cada dia aumentar o número de pesquisas, médicos e cientistas que a indicam para o tratamento de diversas doenças). Só a falta de um “consenso” não justifica a proibição de uma planta que em milênios de uso NUNCA registrou sequer UMA morte.

  55. Laico disse:

    ora, os proibicionistas não querem debater. se quisessem, teriam-no feito com seriedade nos últimos 100 anos. os proibicionistas querem proibir, porque acham-se, na sua própria medida, capazes de cuidar da vida dos outros. FHC foi vidente ao declarar que o ‘parlamento’ nacional está 100% distante das realidades nacional e mundial, tão dissociado que tudo que o ‘parlamento’ aprova, o Brasil e o povo brasileiro reprovam. e, quando a coisa é tão gritante, como projetos que não são votados após 10, 20 anos de tramitação no ‘parlamento’, somente o STF tem funcionado e trazido algum alento para o nosso povo historicamente injustiçado, fazendo valer a CF88, para depois ser anacronicamente criticado tanto pelos proibicionistas quanto pelo ‘parlamento’, ambos responsáveis pela atual nazipolítica persecutoriamente genocida contra quem consome uma planta natural, e por não trazerem soluções reais e humanas para o fenômeno real e humano da drogadição no brasil. vejam aí a discurseira primária que rola na ‘casa do espanto’ em brasília:

  56. ricardo disse:

    bem,não estou falando de causar morte,mas os efeitos medicinais tem de ser estudados a fundo.a gente não pode usar fontes pré-históricas como modelo de análise.senão teríamos de acreditar q o sol é o centro do universo só porque um filósofo grego consiguiu provar isso pros seus comteporaneos.ciencia é diferente de história:ela pode ser analizada por diversos angulos e finalidades,mas as aplicações da ciencia,assim como todo brinquedo infantil,tem de passar nos testes(não testes de malignidade,mas se as benesses médicas compensariam o impacto da legarização a curto prazo.tipo pedágio pra diminuir o caos do transito).bem,os proibicionistas podem ser tanto de direita,como de esquerda,mas na mídia a direita tem q ter o monopólio desse argumento,pois pras elites nossas,só a direta tem a moral(quero ver se é direita a 300 anos).se a direita que é contra a legalização,porque fhc apoiou explicitamente a legalização? porque na privatização,muito traficante que lavou dinheiro em ações de companhias privadas contactaram o bnds pra costurar um acordão e fazer um capitalismo ao melhor estilo do traíra russo bóris yeltisin.entendeu porque uso argumentos de esquerda contra a legalização no âmbito sociológico ? álias,pra quem fala q fhc era um bom presidente,ele copiou tudo de itamar.

  57. ricardo disse:

    bem,o parlamento se diz proibicionista pra angariar votos ainda mais se for de um político traficante que divide o plenário com a “vovó do pó” de outra facção.os juízes do mstf são indicados pelos presidentes,logo devem a toga a alguem.numa legalização de risco imediato de não ser revertida caso não dê certo,tem de ter certeza e consenso pra legalizar uma coisa num país tão frágil socialmente como o brasil,pra gente depois criar a desculpa vaga que se passa de geração em geração do “eu não sabia de nada” e “errar é humano”.política não é esquecer do passado,repetir os erros e dizer que “nunca na história desse país,um político fez esse erro e devemos perdoar porque faltava experiencia”,como se faz no brasil,é uma coisa pública.o parlamento está distante da realidade nacional,mas muitos brasileiros estão distantes da realidade mundial(do primeiro mundo,bem entendido).se os resultados dos testes são os mesmos pra todos os cientistas,então há consenso sim(considerando experimentos replicáveis e demonstráveis).na ciencia,há consenso até na hora de se descartar uma hipótese.a droga pode nunca ter matado,mas seu uso social matou mais do que vcs atribuem em mortes pra a sua proibição(contando as mortes causadas por usuários que disputam a droga)

  58. Marcelo disse:

    Não, cara. Maconha NUNCA matou ninguém, nem fez matar. Quem mata é a proibição burra.

  59. ricardo disse:

    não estou dizendo que a planta matou alguem,mas o seu comércio já matou vários.se o traficante tem o capital,se legalizado,não usará o dinheiro pra comprar armas e atacar outras facções,mas o estado vai passar a defender essa propiedade privada contra os cidadãos.é aí que mora op perigo,o brasil virar uma macedonia do contrabando da maconha legalizada.Na Indonésia, o grupo de renda mais baixa gasta 15% de sua despesa total em tabaco. No Egito, mais de 10% das famílias em casas de baixa renda vivem de usar tabaco. Os mais pobres 20% das famílias no México passam de 11% de sua renda com fumo.não queremos que isso se repita no brasil com a maconha.ver o livro Tobacco POWER p. 26 .o fumo não trata doenças,por sorte a maconha trata.se essas manifestações focassem no aspecto médico,teríam mais razão de funcionar no aspécto legal.

  60. Marcelo disse:

    Quando o estado defende a proipriedade privada de alguém, como a sua casa ou o seu carro, não é “contra cidadãos” e sim contra bandidos. Cidadãos de bem não se acham no direito de violar a propriedade alheia. Dizer que o consumo de maconha vai aumentar entre os pobres, além de preconceito, é uma suposição completamente desligada da realidade. Em nenhum país que legalizou a maconha houve aumento do consumo. Houve sim diminuição da violência e, veja só, diminuição do uso de drogas mais pesadas. Isto porque a maconha deixou de ser vendida pelos mesmos traficantes que vendiam cocaína, crack, etc.

  61. SCF disse:

    A prevenção/tratamento pode sim conviver com a atual proibição ao uso, são complementares. Essa conversa de legalizar e liberar geral é papo de Esquerda Facebook, esses malandros egocêntricos e hedonistas. São um bando de cínicos, que para terem seu prazer sórdido tentam se justificar com suposta redução do poder/violência do tráfico (o que diminui o tráfico é a molecada PARAR DE QUEIMAR MATO) e de duvidoso uso medicinal (potenciais beneficiários não são nem 1% do total).

  62. ricardo disse:

    eu não estou contra a defesa da propiedade de um produtor da erva legalizado,mas e nos tempos da ilegalidade q traficantes aproveitavam do poder de fogo pra tomar propiedades dos outros pra mostrar poderio e se manter a par do estado? se ouver uma legalização,essas propiedades deviam ser devolvidas já!a legalização podia vir associada ao confisco e investigação dos bens dos traficantes da velha guarda,não?

  63. denis rb disse:

    SCF,
    Vamos supor que seja verdade que o número de beneficiários seja de 1%. Sua tese é que esse 1% não merece viver? Você é a favor de negar remédio para eles? Você é a favor de que eles sofram e morram?
    (E é bom lembrar que o número de usuários que é prejudicado pela maconha também é uma minoria pequena.)

  64. Marcelo disse:

    SCF, cinismo é ver gente inocente e inofensiva senda assassinada todos os dias e ainda ter a cara-de-pau de dizer que a polícia (o maior traficante do país) tem feito um bom trabalho combatendo drogas.

  65. Marcelo disse:

    Para haver justiça quem vendia maconha e se envolveu em outros crimes deve ser punido por todos os crimes que comenteu e quem não o fez, quem apenas vendia maconha deveria ser anistiado. Simples assim.

  66. SCF disse:

    – ‘denis rb’, lembremos que a maconha não cura ninguém, é apenas acessória em alguns tratamentos. Podem ser desenvolvidos acessórios substitutos a ela, e que não estejam tão ligados ao comércio de drogas psicoativas como a maconha.
    – ‘Marcelo’, uma coisa nada tem a ver com a outra. 1º: pelos resultados que vemos, entendo que o trabalho da polícia não tem sido bom (ademais o pt tem cortado verba da Polícia Federal para patrulhamento de fronteiras), mas isso não altera a verdade básica de que tem que haver repressão; 2º não sei se a polícia é o maior traficante, mas se você acusa você tem que provar.

  67. Marcelo disse:

    SCF, não importa quanta verba a policia federal tenha à disposição para patrulhar fronteiras, nunca será suficiente. Basta ver o óbvio: se a policia não consegue impedir a entrada de drogas nem nos presídios que estão sob o seu controle direto (onde, todos sabem, não falta droga de nenhuma espécie) como é que vão impedir a entrada de drogas em um país de dimensões continentais como o Brasil, com milhões de quilometros de fronteiras com dezenas de países diferentes? Os EUA investem pelo menos 20 vezes mais do que o Brasil no policiamento de sua fronteira com o México e ainda assim toneladas de drogas entram diariamente. Não está na hora de parar de jogar dinheiro fora?
    “Verdade básica”? Como assim, baseada em quê? No exponencial aumento do consumo de drogas que observamos atualmente? Na superlotação das cadeias com a prisão de gente inofensiva? Na violência policial gratuita contra os mais pobres? O que vc diria àquela moradora de uma favela cujo filho inocente foi assassinado pela policia que se desculpou alegando que estava combatendo traficantes?
    Aqui num bairro perto de onde moro tem uma boca de fumo que funciona sem problemas pagando suborno a policiais militares. Esta é a realidade em praticamente todas as cidades do país.
    Dia desses até prenderam um traficante por aqui (varejista claro, porque os chefões mesmo nunca sequer são vistos), a polícia precisa mostrar serviço, né? Para enganar os trouxas que acreditam que a polícia combate as drogas de verdade. Na televisão mostraram 2 Kg de droga apreendida, estranhamente não encontraram um real sequer. Fiquei sabendo mais tarde que na verdade havia 12 kg e um bom dinheiro também.
    Quer que eu encontre provas? Ora… isto é trabalho da polícia, não? Será que eles vão se auto-investigar algum dia?

  68. ricardo disse:

    bem,verbas pra fronteiras só fazem sentido quando se faz pressão em paraísos fiscais como o uruguai ou apêndices pró-imperialistas como a colômbia que tem uma relação um tanto quanto duvidosa com o narcotráfico.mas o exército não trabalha com o narcotráfico,só polícias regionais,milícias,grupos paramilitares e no limite a polícia federal e os serviços secretos.

  69. Marcelo disse:

    “o exército não trabalha com o narcotráfico”??
    E as armas exclusivas das forças armadas que são aprreendidas o tempo todo com traficantes? Cairam do céu nas favelas?
    É difícil estimar o quanto as corporações policiais estão envolvidas com o narcotráfico. Um bom indicador talvez seja comparar quanto dinheiro as drogas movimentam no país com o quanto se gasta com a folha de pagamento destas corporações. Ninguém tem dúvidas que o tráfico de drogas movimenta muito mais dinheiro do que os governos gastam pagando policiais.
    Creio que se apenas 1% do dinheiro das drogas que circulam no país for destinado a subornar autoridades policiais já será muito mais do que todas as folhas de pagamento destas corporações em todo o país somadas.

  70. ricardo salazar stálin disse:

    1- A legalização das drogas acabará com o comércio ilegal de drogas.

    É estúpido achar que um “comerciante” que já é competitivo em um mercado sem regras não o seria em um mercado regulado. Com o mercado legalizado e regulado, muito provavelmente o comercio legal teria vários limites e padrões impostos por órgãos da burocracia governamental, e a “droga legal” seria muito mais cara do que a ilegal, da mesma forma como o tênis vendido em loja é muito mais caro do que o pirata vendido em camelô.
    Além do mais, por que um viciado em maconha que quer comprar 100 gramas de fumo não compraria 10 gramas na farmácia e os outros 90 na boca de fumo ilegal?

    Por que um viciado em cocaína que quer comprar cinco gramas de pó não iria comprar dois gramas na farmácia e o resto na “boca”?

    Por que um viciado sem dinheiro para pagar a dose vendida legalmente não iria na “boca” comprar a droga mais barata, sem impostos e mesmo fora dos padrões de qualidade?

    Na prática, um traficante que hoje está 100% ilegal no seu negócio, se ele for esperto, vai montar outro negócio 100% legal e vai continuar mantendo o seu atual que não depende de autorizações legais e nem de coisa nenhuma além da demanda. Por que faturar em uma ponta se pode faturar em duas e ainda usar os benefícios e facilidades dos novos fornecedores legais para melhorar a minha logística, diminuir o risco, e etc.?

    2 – A legalização das drogas vai acabar com a receita financeira dos traficantes.

    Ora, se o comércio legal de medicamentos, roupas, CDs, cigarros, programas de computadores e etc., não acabou com a receita financeira dos contrabandistas e do mercado negro, porque alguém pode achar que a legalização das drogas vai acabar com a receita financeira do trafico?

    Mais uma vez não existe nenhuma lógica que sustente a afirmação.

    3 – A legalização das drogas vai diminuir a criminalidade.

    Certamente o numero de prisões por uso cairão, mas, e as ocorrências motivadas por perturbação mental dos viciados: brigas, confusões e etc.?

    E as ocorrências motivadas pela miséria provocada pelo vício que torna muitas pessoas inúteis para o trabalho e para a vida econômica?

    Ora, na prática, se todos os crimes fossem legalizados, no dia seguinte a criminalidade formal estaria extinta, mas os efeitos maléficos do crime na sociedade não só continuariam a existir, como, muito provavelmente, subiriam a níveis estratosféricos e a sociedade civilizada seria catapultada para a selvageria em poucos dias. Qual imbecil seria capaz de defender esse tipo de coisa?

    4 – A legalização das drogas vai melhorar a qualidade do “produto”.

    Bem, sem dúvida, em alguma medida isso vai acontecer, primeiro porque teremos uma produção em maior escala, formalizada, e regras tanto para essa nova produção como para a nova comercialização. É certo que haverá uma melhora na qualidade, tanto no comércio legal, como no paralelo, e este último certamente encontrará uma forma de se alimentar de novos fornecedores. Só que “qualidade” e preço, de modo geral, sempre andam de mãos dadas, como, aliás, já é hoje no comércio ilegal, no qual os traficantes de primeira linha atendem os endinheirados do “jet set” vendendo “produtos” melhores do que as “bocas” de favela que buscam atender a pessoas de menor poder aquisitivo.

    5 – A legalização das drogas não irá aumentar o numero de viciados.

    Em que pese os números de outros países onde a legalização foi experimentada desmentirem essa afirmação, ainda existe o lado lógico da coisa.

    De acordo com a FEBRAFAR, no Brasil existem 3,34 farmácias para cada 10 mil habitantes, e isso significa que numa cidade como o Rio de Janeiro existem cerca de 2100 farmácias. Supondo que as drogas legais só possam ser comercializadas em farmácias, o novo número de pontos de venda das drogas hoje ilegais seria os das “bocas” já existentes somado a 2100. Qualquer comerciante sabe que quanto mais pontos de venda, maior é a chance de se vender mais, da mesma forma que se você estiver preso numa floresta onde vivem 50 leões você terá mais chance de viver do que se a mesma tiver 300 feras.

    6 – A legalização vai cobrar impostos que serão aplicados na sociedade, saúde e educação.

    É um fato que a parcela de impostos que são revertidos ao beneficio da sociedade está longe de ser igual ao que é arrecadado, e a prova disso disto está na qualidade das escolas públicas, do atendimento dos hospitais, do judiciário e em qualquer outro serviço público existente no Brasil e em qualquer outro país. No caso específico, supondo que a resultante da soma entre receita de impostos com drogas menos o aumento de custos de controle do comércio, mais o aumento de custos com segurança, mais o aumento de custos com saúde publica seja um número positivo, a maior parte dele vai ficar mesmo é na maquina publica, como já fica a maior parte dos impostos que pagamos hoje. Os grandes beneficiados com isso serão, como sempre, os políticos e aqueles que se locupletam da maquina estatal, não a sociedade.

    7 – A legalização das drogas vai acabar ou reduzir o armamento dos bandidos.

    Bandidos se armam para defender seu território e sua riqueza de outros bandidos e da polícia, e ao mesmo tempo, para praticar ações criminosas contra os menos armados ou desarmados (roubos, sequestros, venda de segurança, etc). A quantidade de armas em poder dos criminosos cresce ou diminui em função da quantidade de criminosos existentes, e não em função da legalização de crimes ou da proibição de comércio ou posse de armas. Caso contrário, seria lógico imaginar que em um cenário onde todos os crimes fossem legalizados não existiriam armas, coisa que é na verdade um absurdo.

  71. Marcelo disse:

    Salazar… Stálin, (é… de fato, até combina com o autoritarismo da proibição).
    1. Por que eu compraria maconha de alguém se com a legalização poderei plantar a minha própria erva? O comércio de produtos piratas não causa a violência que observamos no tráfico ilegal de drogas. Sendo legalizadas, obviamente ainda haverão vendedores não regulamentados mas neste comércio praticamente não haverá violência envolvida. Assim como praticamente não há violência alguma envolvida no comércio de produtos piratas.
    2. Nunca dissemos que “acabará” com a receita dos crimnosos. Apenas diminuirá em mais de 90%. Dados da Polícia Federal. O que sustenta esta afirmação é o sucesso da legalização que pode ser observado em diversos países.
    3. Ninguém nunca propôs “legalizar crimes para diminuir a criminalidade”. Propomos sim, legalizar substâncias para que a proibição das mesmas pare de causar muito mais violência, corrupção e demais problemas sociais que você citou do que as próprias substâncias sozinhas causariam. É como se você estivesse tentrando apagar um incêndio com gasolina, proibir drogas só aumenta os danos que elas causam pois com a proibição este problema de saúde pública cresce e vira também um problema de segurança social.
    4.Pois é, mas isto não justifica a proibição. Pelo contrário, no caso da maconha, deveria ser mais um incentivo aos usuários para que plantem sua própria maconha.
    5. Ainda bem que você reconhece que em nenhum lugar que tenha lagalizado houve aumento do consumo, isto é uma suposição leviana. Na verdade os países que legalizaram a maconha experimentaram uma significativa redução do consumo de drogas pesadas. Isto porque antes os traficantes vendiam a maconha com uma mão enquanto ofereciam drogas pesadas com a outra. Depois disso eles pararam de vender maconha porque os usuários passaram a plantar a sua própria erva ou a comprar, de qualidade, em locais regulamentados.
    6. Você está enganado, com a legalização haverá uma grande redução do gasto com segurança pública, pois a polícia vai poder se concentrar em reprimir crimes violentos em vez de caçar usuários e pequenos traficantes pobres (e facilmente substituíveis) que a polícia prende só para “mostrar serviço” enquanto os verdadeiros traficantes estão livres e milionários por aí. Com a legalização da maconha em particular não haverá aumento do gasto em saúde. Nunca houve sequer uma morte por uso de maconha. Ela é muito menos prejudicial do que o álcool e o cigarro. Por fim, você prefere o dinheiro das drogas nas mãos do governo ou nas mãos de bandidos que armam crianças e adolescentes com fuzis?
    7. Você já viu o dono da 51 disputando território à bala com o dono da Pitú? Ou a Souza Cruz recrutando crianças e adolescentes como soldados para matar e morrer defendendo o comércio dos seus produtos? O mesmo acontecerá com o comércio de maconha e outras drogas após a legalização. Ele será civilizado, sem violência. Se alguém se prejudicará serão apenas os usuários de drogas mais irresponsáveis e dependentes. No modelo atual toda a sociedade se prejudica com a violência associada ao tráfico muito mais do que estas drogas em si poderiam prejudicar.
    Cara, não basta um século de matança para entender que simplesmente proibir drogas não funciona? Elas continuam existindo, o consumo aumenta e ainda por cima somos obrigados a viver em meio a uma guerra civil interminável. Provavelmente você não usa drogas ilegais e nem se importa se viciados e traficantes são assassinados todos os dias mas, lembre-se, todo dia esta guerra mata gente inocente, um dia pode ser um familiar seu morto por uma bala perdida como a que matou um menino de 11 anos recentemente e que, diga-se de passagem, saiu do revólver de um policial que alegou estar combatendo traficantes. Para você esta guerra justifica mortes inocentes? Se sim então o seu problema é moral mesmo. Não tem cura.

  72. ricardo disse:

    bem,meu sobrenome é salazar(tenho anscendencia portuguesa) coloquei stálin pelas minhas convicções políticas(embora não concorde com tudo que ele fez na rússia,como apoiar a igreja ortodoxa).não acho que se tenha de promover uma guerra longa,mas pode até legalizar,desde que o hábito caia em desuso e vire contravenção(como um bordéu,a lei não proibe e a população não aceita).mas eu não sou contra a legalização,principalmente com funções médicas.

  73. ricardo disse:

    bem,quanto a pirataria ,ela termina financiando o tráfico.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: